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Rede em assistência social

infantojuvenil

Lei Orgânica da Assistência
Social (LOAS)

Até os anos 90, a assistência social no Brasil foi sinônimo de
assistencialismo;

Promulgação da LOAS (Lei nº 8.742, de 07/12/93) trouxe um
novo panorama para a questão, constituindo uma política
pública que é dever do Estado e direito do cidadão;

A política de Assistência Social é realizada por conjunto
integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade;

O centro da ação social é a família, vista como elo integrador
da política e como foco de programas específicos;

Concerne igualmente à maternidade, à infância, à
adolescência e ao idoso, assim como às pessoas com
deficiências, promovendo sua integração à vida comunitária.

Política Nacional da Assistência
Social (PNAS)

Aprovada em 2004;

Diretrizes:

I - Descentralização político-administrativa;

II – Participação da população, por meio de
organizações representativas;

III – Primazia da responsabilidade do Estado na
condução da Política de Assistência Social em cada
esfera de governo;

IV – Centralidade na família para concepção e
implementação dos benefícios, serviços, programas e
projetos.

com a definição de competências e responsabilidades dos entes das três esferas de governo. • Serviços ficam organizados por níveis de complexidade. é aprovada a Norma Operacional Básica do Sistema Único da Assistência Social (NOB/SUAS). • Ações voltadas para o fortalecimento da família. • Pacto federativo. ficam organizados em três níveis de gestão do sistema – inicial.Sistema Único da Assistência Social (SUAS) • Em 2005. quais sejam: Proteção Social Básica (PSB) e Proteção Social Especial (PSE) de Média e Alta Complexidade. que disciplina a operacionalização da Assistência Social. . básica e plena – de acordo com a sua capacidade de executar as ações. por seu turno. com o resgate de sua dignidade e sua autodeterminação. • Os municípios.

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independente do porte. Qualquer município. Recebe recursos do PETI e para combate ao abuso exploração sexual infantojuvenil. ao menos 1 CRAS. independente da origem do seu financiamento. CMDCA constituído. • GESTÃO BÁSICA .O município tem a gestão total das ações de assistência social de proteção social básica e especial. Deve ter CMAS. • GESTÃO PLENA . . pode chegar à gestão plena.O município habilitado em gestão inicial executa serviços e administra as transferências já efetuadas antes da implantação do SUAS. CT. Deve constituir CREAS.O município compromete-se com a cobertura de proteção social básica.Sistema Único da Assistência Social (SUAS) • GESTÃO INICIAL .

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tais como pobreza.) • Serviços objetivam potencializar a família como unidade de referência. o protagonismo de seus membros e bem como a promoção da integração ao mercado de trabalho.. privação e fragilização dos vínculos afetivos (discriminação etária. . no mundo do trabalho e na vida comunitária e societária.Proteção Social Básica (PSB) • A Proteção Social Básica tem caráter preventivo e objetiva incluir indivíduos e grupos nas políticas públicas. étnicas. de gênero ou por deficiência.. fortalecendo seus vínculos. prevenindo as situações de ameaça ou violação dos direitos. • Destinatários: segmentos da população que vivem em condições de vulnerabilidade social.

sensibilização para defesa dos direitos das crianças. socialização. visando sua proteção. . socialização e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.Serviços da Proteção Social Básica (PSB) • • • • • • Programa de Atenção Integral à Família – PAIF Programa de inclusão produtiva e enfrentamento à pobreza. Ações de informação e de formação para o trabalho. adolescentes e jovens de 6 a 24 anos. Centros de Convivência para Idosos. Serviços para crianças de 0 a 6 anos – foco no fortalecimento dos vínculos familiares. Serviços sócio-educativos para crianças. direito de brincar. voltados para jovens (Projovem adolescente) e adultos.

Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) • • • • Unidade física onde são executados os serviços da PSB. São responsáveis pela oferta do Programa de Atenção Integral às Famílias (PAIF). devem constituir. no mínimo. para chegarem ao nível de gestão básica do SUAS. um CRAS. Mesmo os municípios de pequeno porte (até 20 mil habitantes). . Organizam e coordenam a rede de serviços sócioassistenciais locais da política de assistência social.

. • reabilitador de possibilidades para a reinserção social. A Proteção Social Especial tem caráter: • reparador de danos. decorrentes de abandono. situação de rua. abuso e exploração sexual. • exigem atenção mais personalizada e processos protetivos de longa duração.Proteção Social Especial (PSE) • • • • Destina-se a proteger as famílias e os indivíduos cujos direitos tenham sido violados (MC) ou que já tenha ocorrido rompimento dos laços familiares e comunitários (AC). conflito com a lei.. Divide-se em Média e Alta Complexidade. vítimas de maus tratos. uso de drogas. Destinatários: indivíduos que se encontram em situação de alta vulnerabilidade pessoal e social...

mas cujos vínculos familiares e comunitários não foram rompidos. Exemplos: • Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos – PAEFI.Proteção Social Especial (PSE) de Média Complexidade São serviços que oferecem atendimento e acompanhamento às famílias e aos indivíduos com seus direitos violados. • Abordagem de rua. • Medidas sócio-educativas em meio-aberto (LA e PSC). • Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). . • Serviço de habilitação/reabilitação das pessoas com deficiência.

abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes e suas famílias”.Proteção Social Especial (PSE) de Média Complexidade • Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos – PAEFI: • o PAEFI absorve o antigo “Serviço de Enfrentamento à violência. bem como de seus familiares. . mais conhecido como Programa Sentinela. • O serviço visa ao atendimento e proteção imediata a crianças e adolescentes vítimas de abuso ou exploração sexual.

de acordo com o porte.Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) • O CREAS é um espaço físico que deve se constituir como pólo de referência. além do grau de incidência e complexidade das situações de violação de direitos. • O CREAS poderá ser implantado com abrangência local/municipal ou regional. • Ainda há poucos CREAS em Santa Catarina. coordenador e articulador da Proteção Social Especial de Média Complexidade. . assim como os serviços de atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. nível de gestão e demanda dos Municípios.

ou seja.Proteção Social Especial de Alta Complexidade Objetiva garantir proteção integral. . com vínculos familiares rompidos ou em situação de ameaça. moradia. alimentação. higienização e trabalho protegido para famílias e indivíduos que se encontram sem referência. necessitando serem retirados de seu núcleo familiar e comunitário.

• Casa de Passagem. • Abrigos para mulheres vítimas de violência. República e Albergue. • Acolhimento Institucional: Abrigo e Casa Lar. .  Proteção em Situações de Calamidades Públicas e de Emergências.Serviços de Alta Complexidade • Acolhimento Familiar: Programa Família Acolhedora.

Projovem e outros serviços. • Dados sobre PETI. • Plano de Aplicação para co-financiamento federal no ano corrente.SUASweb • Ministério Público e Poder Judiciário podem ter acesso ao sistema SUASweb. • Demonstrativo de Aplicação de verbas em anos anteriores. . • Consulta de parcelas pagas pelo MDS ao Estado e aos Municípios (FNAS->FEAS->FMAS).

assegurada a convivência familiar e comunitária (…) ECA • Pesquisa IPEA/CONANDA (2004) no Brasil: das mais de 20 mil crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente.4% há mais de 10 anos). 6. excepcionalmente. 52. • Art. em família substituta.Acolhimento para crianças e adolescentes • Medida de proteção definida pelo ECA como excepcional e provisória (Art.018) de 1 a 2 anos. 10% há mais de 5 anos.6% há mais de 2 anos (32. 8% de 3 a 4 aos. Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e.3% entre seis e 10 anos. • Pesquisa do CIJ (2005/6): 24% das crianças e adolescentes acolhidos (n=1. 19. .9% entre 2 e 5 anos. 13.  § 1º) . 101.

por meio do trabalho com famílias. . • articulação permanente entre os serviços de Acolhimento Institucional e a JIJ. para o acompanhamento adequado de cada caso. no processo de reintegração familiar. durante a fase de adaptação.Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária PNCFC (CONANDA/CNAS. evitando-se o prolongamento desnecessário da permanência da criança e do adolescente na instituição. objetivando: • prevenção à ruptura e o fortalecimento de vínculos. 2006) enfatiza o reordenamento dos serviços de acolhimento. • acompanhamento das famílias das crianças e adolescentes.

.Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária Lançamento das “Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes” (CONANDA/CNAS. 2009). .Nova ênfase na provisoriedade e excepcionalidade da medida.Detalhamento da tipificação e recursos mínimos dos serviços de acolhimento. .Primeira regulamentação específica do CONANDA sobre o tema. com vistas à reintegração familiar. .

.010/2009 Art 19..) § 3o A manutenção ou reintegração de criança ou adolescente à sua família terá preferência em relação a qualquer outra providência.) § 2o A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por mais de 2 (dois) anos.) .. salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse (. a cada 6 (seis) meses (.Lei nº 12. no máximo. § 1º Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional terá sua situação reavaliada.... caso em que será esta incluída em programas de orientação e auxílio (.

com vista na sua rápida reintegração à família de origem ou. Conselho Tutelar e encarregados da execução das políticas sociais básicas e de assistência social. se tal solução se mostrar comprovadamente inviável.Lei nº 12.010/2009 Art 88. Ministério Público.integração operacional de órgãos do Judiciário. sua colocação em família substituta (…) . São diretrizes da política de atendimento: VI . para efeito de agilização do atendimento de crianças e de adolescentes inseridos em programas de acolhimento familiar ou institucional. Defensoria.

VII . VIII .010/2009 Art. IX . II . V . .integração em família substituta. 92. As entidades que desenvolvam programas de acolhimento familiar ou institucional deverão adotar os seguintes princípios: I .participação na vida da comunidade local. sempre que possível. IV .participação de pessoas da comunidade no processo educativo.preservação dos vínculos familiares e promoção da reintegração familiar.desenvolvimento de atividades em regime de co-educação. quando esgotados os recursos de manutenção na família natural ou extensa.não desmembramento de grupos de irmãos. III .Lei nº 12.evitar.preparação gradativa para o desligamento. VI .atendimento personalizado e em pequenos grupos. a transferência para outras entidades de crianças e adolescentes abrigados.

para fins da reavaliação prevista no § 1o do art. .Lei nº 12. § 2o Os dirigentes de entidades que desenvolvem programas de acolhimento familiar ou institucional remeterão à autoridade judiciária. relatório circunstanciado acerca da situação de cada criança ou adolescente acolhido e sua família.010/2009 Art. 92. 19 desta Lei. no máximo a cada 6 (seis) meses.

§ 1o O acolhimento institucional e o acolhimento familiar são medidas provisórias e excepcionais. utilizáveis como forma de transição para reintegração familiar ou.substitui-se a menção ao “abrigo” pelo “acolhimento institucional” (VII). 101. para colocação em família substituta (…) Acolhimento é de competência exclusiva da autoridade judiciária (§ 2o). Sobre as medidas de proteção: .acrescenta-se o “programa de acolhimento familiar” (VIII).010/2009 Art. . . não sendo esta possível.Lei nº 12.

010/2009 A Guia de Acolhimento (Art. IV . II . expedida pela autoridade judiciária.101.os nomes de parentes ou de terceiros interessados em tê-los sob sua guarda. é requisito fundamental ao acolhimento.Lei nº 12. . e nela deverá constar: I . § 3o).o endereço de residência dos pais ou do responsável.os motivos da retirada ou da não reintegração ao convívio familiar.sua identificação e a qualificação completa de seus pais ou de seu responsável. III . se conhecidos. com pontos de referência.

Constando: • I . por sua vez. . 101. . e • III . § 5o).Lei nº 12.os resultados da avaliação interdisciplinar. com vista na reintegração familiar ou para sua colocação em família substituta (§ 6o). • II .a previsão das atividades a serem desenvolvidas com a criança ou com o adolescente acolhido e seus pais ou responsável.Sob responsabilidade da equipe técnica e levando em consideração a opinião da criança/adolescente e dos pais ou responsáveis (Art. fica responsável pelo Plano Individual de Atendimento: .010/2009 A entidade.os compromissos assumidos pelos pais ou responsável.

. § 9o). salvo se entender necessária a realização de estudos complementares (§ 10o). comprovada por relatório da entidade de acolhimento (Art. 101.Lei nº 12.010/2009 Na impossibilidade de reintegração à família de origem. o o Ministério Público terá o prazo de 30 (trinta) dias para o ingresso com a ação de destituição do poder familiar.

em cada comarca ou foro regional.) § 12.Lei nº 12. o Conselho Tutelar.. um cadastro contendo informações atualizadas sobre as crianças e adolescentes em regime de acolhimento familiar e institucional sob sua responsabilidade. aos quais incumbe deliberar sobre a implementação de políticas públicas que permitam reduzir o número de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar e abreviar o período de permanência em programa de acolhimento. A autoridade judiciária manterá.010/2009 Art. Terão acesso ao cadastro o Ministério Público. com informações pormenorizadas sobre a situação jurídica de cada um(. 101. § 11.” (NR) .. o órgão gestor da Assistência Social e os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Assistência Social.

Criado em 2005.Necessária implementação de acesso aos CTs e CMDCAs. 3) crianças e adolescentes acolhidos ou em condições de colocação em família substituta.Possui três bases de dados: 1) pretendentes à adoção. . inscritos e habilitados em Santa Catarina. . -Desde 2008 disponível ao MPSC (Sistema CUIDA-MP). . . 2) entidades de acolhimento institucional.Gerenciamento pela CEJA/CGJ.CUIDA – Cadastro Único Informatizado de Adoção e Abrigo .

. . . com aspecto semelhante ao de uma residência.Para atendimento a grupos de até 20 crianças/adolescentes.Modalidades de Acolhimento Quadro comparativo Acolhimento Institucional (antigos abrigos): . Maiores dificuldades em proporcionar o atendimento individualizado e em pequenos grupos proposto pelo ECA.Equipe técnica tem espaço na própria entidade.Construído especificamente para esta finalidade.

Atendimento a crianças/adolescentes. nas quais pelo menos uma pessoa ou casal trabalha como educador/cuidador residente. .Modalidades de Acolhimento Quadro comparativo Casa-lar ou abrigo domiciliar: . . pequenos grupos de até 10 . promover hábitos e atitudes de autonomia e de interação social com as pessoas da comunidade.Acolhimento oferecido em unidades residenciais.Equipe técnica tem espaço físico separado.Visa estimular o desenvolvimento de relações mais próximas do ambiente familiar.

Evitar especializações e atendimentos exclusivos. atender exclusivamente ou não atender crianças e adolescentes com deficiência ou com HIV/AIDS. . . . tais como: faixas etárias muito estreitas. evitando nomenclaturas que remetam a aspectos negativos.Evitar placas indicativas da natureza institucional do equipamento. deverá ser assegurada por meio da articulação com a rede de serviços. apenas determinado sexo. .Situar-se em áreas residenciais e manter aspecto semelhante ao de uma residência.A atenção especializada. quando necessária. estigmatizando os usuários.Modalidades de Acolhimento Quadro comparativo Serviço de acolhimento institucional e casa-lar devem: .

Famílias acolhedoras não devem estar interessadas na adoção das crianças (pré-requisito para seu cadastramento).Modalidades de Acolhimento Quadro comparativo Acolhimento Familiar (Programas “Família Acolhedora”): .Acolhimento em residências de famílias acolhedoras cadastradas. permitindo a continuidade da socialização da criança ou do adolescente. .Propicia o atendimento em ambiente familiar. . . .Recebem uma criança/adolescente por vez (exceto quando irmãos). . .O Serviço de Acolhimento tem espaço próprio. garantindo atenção individualizada e convivência comunitária. capacitadas e acompanhadas pela equipe técnica do Serviço de Acolhimento.Famílias podem receber um subsídio para custeio do acolhimento. As famílias acolhedoras são selecionadas.

muitos municípios catarinenses em Gestão Inicial do SUAS. • Há outros em Gestão Básica mas que não constituíram CRAS.Desafios / Considerações Finais • Ênfase na prevenção implica melhorar os serviços assistenciais da PSB e PSE de Média Complexidade. • Há. • Que toda a rede atue de forma comprometida para resgatar o Direito à Convivência Familiar e Comunitária de crianças acolhidas institucionalmente. • Necessidade de regularização de entidades que acolhem crianças e adolescentes de fora de suas Comarcas. . ainda. • Há poucos CREAS em SC.