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UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente

M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas

Bacias de dissipação de energia

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um

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UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente
M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas

Bacias de dissipação de energia

Engª da Água em
Zonas Rurais

BACIAS DE DISSIPAÇÃO DE ENERGIA_Parte A
 Considerações gerais
 Bacias de dissipação por ressalto hidráulico.
• Tipos
• Dimensionamento
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Bacias de dissipação de energia

 Considerações gerais
Porque é necessário dissipar a energia dos escoamentos

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etc. pelo exposto. 4 .  criarem um caudal de restituição (“tailwater”) com velocidade igual à do canal receptor a jusante. descarregadores. dissipador de energia. quedas. colocadas a jusante de canais. São dimensionadas de modo a:  desencadearem a ocorrência de um ressalto hidráulico.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Como se processa a dissipação da energia do escoamento dissipação de energia em excesso nos escoamentos num curto desenvolvimento requer Bacias de dissipação de energia ocorrência de escoamentos com elevada intensidade de turbulência atrito interno e com as fronteiras Energia mecânica da água Energia de turbulência Calor As estruturas de dissipação são.

UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia O ressalto hidráulico.  penetração de jactos em colchões de água.  queda livre 5 . consequentemente.  cruzamento de jactos. é um escoamento rapidamente variado.  impacto de jactos em fronteiras sólidas. que ocorre na transição do regime rápido para o regime lento. com elevada intensidade de turbulência e. com significativa dissipação de energia.  existência de macro rugosidades nos canais. Outros escoamentos macro turbulentos frequentemente utilizados como meio de dissipação de energia:  formação de vórtices de eixo horizontal.

Bacias de dissipação por “roller”. Macrorugosidades 6 .UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia  Tipos de estruturas mais frequentemente adoptadas para dissipação da energia dos escoamentos: Bacias de dissipação por ressalto hidráulico. Bacias de dissipação de impacto.

BACIAS DE DISSIPAÇÃO POR RESSALTO HIDRÁULICO So Canal de acesso Canal de restituiçã o h0 SM h3 h1 Z0 h2 SJ LM Z1 LB Z2 Z3 LJ L 7 .UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia  1.

localização da secção de montante da bacia de dissipação. de promover a fixação do ressalto hidráulico dentro da bacia ou de evitar as escavações imediatamente a jusante da bacia de dissipação. (ver esquema) O dimensionamento das bacias de dissipação de energia por ressalto implica a determinação dos seguintes parâmetros:  características geométricas da bacia: comprimento. 8 .UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Condições de dimensionamento das bacias de dissipação por ressalto: • características do escoamento à entrada da bacia (h1. V3 e FR3) . v1 e FR1) e • características do escoamento no curso de água na secção de restituição (h3. largura e dimensões dos acessórios que se pretenda introduzir com o objectivo de reduzir o comprimento do ressalto hidráulico.   cota da soleira da bacia de dissipação.

 Minimizar o comprimento da bacia. W0 So WM = B WJ h0 SM h3 h1 Z0 h2 SJ LM Z1 LB Z2 Z3 LJ L 9 .UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia  Dimensionamento das bacias de dissipação Objectivos do dimensionamento:  Obter uma estrutura que contenha o ressalto hidráulico.  Estabilizar o ressalto para controlo do escoamento a jusante.

10 .UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Escolha do tipo de bacia de dissipação por ressalto hidráulico  Refere-se à opção por um dos diversos tipos de bacias de dimensões normalizadas propostas por alguns organismos de investigação.  Destaca-se o USBR (1987). deve escolher-se a que tiver menores dimensões. que propõe três tipos de bacia de dissipação em função do número de Froude na secção de montante da bacia.  De entre as diversas bacias passíveis de ser aplicadas.

11 . utilizam-se diversos dispositivos (originam as bacias do tipo II. sem nenhuma estrutura adicional. O seu dimensionamento fornece a base para o calculo dos restantes tipos de bacias. junta-se a mais simples. Condições de utilização  quedas superiores a 60 m e  caudais por unidade de largura < 45 m2/s Geralmente não é uma estrutura prática devido ao seu comprimento excessivo (uma vez que não tem estruturas adicionais).UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Às três referidas. III e IV). Tipo I (USBR) Devem ter as dimensões necessárias para confinar o ressalto formado para o caudal de dimensionamento. Para ajudar a fixação do ressalto e diminuir o comprimento da bacia. Tipo I: A) Bacia de planta rectangular e fundo horizontal.

podemos considerar j = so] Canal de restituiçã o Q v A FR  v gh Canal de acesso 12 .Determinar condições hidráulicas na saída do canal de acesso: q0. h0 = hu.5 [como o regime é rápido (comandado por montante). v0.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Procedimento geral para todos os tipos de bacias (baseado nas bacias do tipo I)  Passo 1. h0. FR0 Q  A kR 2 3 j0.

hu3 Fr3  Passo 3 – Estimar a altura conjugada de h0. 13 .  determinação das condições à entrada da bacia q1. o que é indesejável => é necessária uma BDE que acomode o ressalto  Passo 4 1ª tentativa de cálculo da cota da soleira da bacia (Z1). Fr1.  dos declives de montante (SM) e de jusante (SJ). v1. FR1. para verificar a necessidade de bacia por comparação com h3 (ou hTW ) h0 *  C h0 2 se h0 *  h3  1  8 F  1 2 r0 C é a relação entre as alturas a montante e a jusante (tailwater) Sem bacia o ressalto formar-se-ia no canal de recepção .UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia  Passo 2 .  seleccionar o tipo de bacia com base no nº Froude.Determinar condições hidráulicas no canal de recepção: v3.  da largura da bacia (WB). h1.

WB e declives dos taludes SM e SJ (começa por se atribuir valores típicos. É aconselhável utilizar um factor de segurança de 5 % aplicado à TW h0 *  h3  Z  Z1  Z0  Z  Escolher largura da bacia.5)  Calcular o comprimento da transição. LM: LM  Z0  Z1 SM  Verificar se a largura atribuída à bacia é aceitável se WB  W0  2 LM SM2  1 3 FR 0 Então WB OK 14 . WB = WC e SM e SJ = 0.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia  Determinar a cota da soleira da bacia (Z1). de modo a acomodar a altura conjugada do ressalto (h’0).

UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia  Determinar condições à entrada da bacia. é necessário aplicar a equação da energia e da continuidade entre o troço final do canal de acesso e a secção inicial da bacia  Q  h1 WB 2g ( Z 0  Z1  h0  h1)  v02  1 2 Resolver iterativamente no excel 15 . v1. FR1 Para o cálculo da velocidade e de altura de escoamento à entrada da bacia. h1.

Se (h2 + Z2) < (h3 + Z3) => há ressalto na BDE e seguimos para o próximo passo Se (h2 + Z2) > (h3 + Z3) => o ressalto sai da BDE=> voltamos ao passo 4 e alteramos diminuímos a cota da soleira. Z1 16 .UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia  Passo 5 • Calcular a altura conjugada do ressalto (h*1) – será o h2 da Figura h1 *  C h1 2  1  8 F  1 2 r1 • Calcular o comprimento da bacia (LB). comparando (h2 + Z2) com (h3 + Z3). a partir da Figura.  Calcular o comprimento a jusante. LJ LJ  LM( S M  S 0 )  LBS 0 SJ  S0 Sendo So o declive do canal de acesso  Determinar o desnível para o canal de recepção a jusante Z3  L J S J  Z1 • Verificar se há tailwater suficiente para forçar o ressalto na bacia a montante.

5 FR2   e    1   Passo 7.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Passo 6. específicos para cada tipo de bacia 17 .Dimensionar os elementos adicionais.Determinar o raio da curvatura (m) para a mudança de declives entre o descarregador e a bacia h0 r  1.

35 % Passo 1: q0 = 3. K = 33 m1/3 s-1. b = 3 m.48. K = 67 m1/3 s-1.10 m.25 m => é necessária a construção da bacia 18 . Fr3 = 0.61 > hu3 = 1.46 m.8 m3 s-1. S0 = 0.25 m.5 m Canal de restituição: b = 3. Fro = 4.69 m s-1 Passo 3: h*o = 2.02. para as seguintes condições Canal de acesso: Q = 11. v0 = 8. hu0 = 0. s = 1:2 (V:H). S0 = 6.5 % Z0 = 30.93 m2 s-1.53 m s-1 Passo 2: hu3 = 1.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Exemplo: Dimensionar uma bacia de dissipação por ressalto livre. v3 = 1.

25) = 29.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Passo 4: Z1 = Z0 – (2.5 m m-1 Calcular LM = 2.1 Passo 5: h*1 = 2.14 > 1.21 m Z3 = 29.61 – 1.25 => voltar ao passo 4 e diminuir z 1 19 .36 m LJ = 0.72 m Verificar WB h1 = 0.39 m .82 m Ábaco=> LB = 16.14 m Assumir WB = b = 3 m Assumir SM e SJ = 0.82 + 29.8 m s-1 Fr1 = 5.25 m 2. v1= 9.25 + 29.

UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia B) Bacia com blocos de queda e soleira dentada.5  quedas superiores a 65 m e  caudais unitários > 45 m2 s-1 20 . Tipo II (USBR) Foi desenvolvida para utilização em descarregadores de grande queda e canais de grande largura. Condições de aplicação:  FR > 4.

Blocos de queda Soleira dentada 21 . o comprimento. soleira de estabilização dentada Consegue reduzir-se para 70%.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Acessórios utilizados:   blocos de queda. do tipo I. em relação ao de uma bacia simples.

5 h1'  C  Passo 7: Dimensionar elementos adicionais 22 .UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Procedimento para bacias tipo II USBR  Passos 1 a 4 e 6 são iguais ao caso das bacias de ressalto livre (Tipo I)  Passo 5: no ábaco escolher a curva relativa à bacia do tipo II => menor comprimento  Passo 5: A altura de jusante deve ser igual à altura conjugada do ressalto (h1*) podendo atribuir-se um factor de segurança de 0.5 %   h1 1 8 Fr21  1 2 C = 1 ou 1.

sendo desviados do fundo os que passam sobre os blocos. permitindo diminuir a tendência para o ressalto se deslocar para jusante.  cria-se um grande número de turbilhões dissipadores de energia.  no extremo de jusante cria turbilhões que tendem a estabilizar o fundo a jusante.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Os acessórios das bacias contribuem para:  aumentar a capacidade de fixação do ressalto:  reduzir a submersão em relação ao valor requerido numa bacia sem acessórios (em alguns casos). 23 . ainda que construído por elementos móveis. Como actuam: Blocos de queda Soleira dentada  dividem a lâmina líquida em jactos diferenciados .

hbq. Blocos de queda: • nº de blocos. • Para bacias estreitas. • Espessura dos blocos. • Espessura = 0. 24 24 .UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Soleira dentada: • Altura = 0. Nbq. • Largura dos blocos.15 x h2. a largura e espaçamento podem ser reduzidas mas devem ser iguais. • Altura dos blocos. Ebq. Wbq.2 x h2.002 x h2. • Espaçamento máximo = 0.

2 m. então hbq = 0.2 m. Se h1 for menor do que 0. desde que W1 = W2 25 25 . Nbq  WB 2 h1 W1bq  W2bq  Sendo Nbq o nº de blocos de queda.  A largura dos blocos pode ser reduzida. W2bq o espaçamento entre blocos  As equações calculam N blocos e N-1 espaços entre blocos. WB a largura da bacia e h1 a altura de escoamento à entrada da bacia WB 2 Nbq Sendo W1bq a largura dos blocos.  A largura de bacia que sobrar deve ser dividida igualmente pelos dois espaços entre os blocos e as paredes laterais da bacia. deve ser igual a h1.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Altura dos blocos de queda. hbq.

 blocos de impacto. 15.5 queda  caudais unitários < 18 m2 s-1 Blocos de impacto Soleira terminal  velocidades moderadas. Acessórios utilizados:  blocos de queda.18 m s-1. com velocidades moderadas) Condições de aplicação: Blocos de  FR > 4. blocos de amortecimento e soleira terminal contínua.  soleira de estabilização lisa 26 .UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia C) Bacia com blocos de queda. Tipo III USBR desenvolvida para utilização em pequenos descarregadores e canais de pequena largura (bacias curtas a jusante de estruturas que transportem caudais relativamente baixos.

85 .85 h1'  C  Passo 7: Dimensionar elementos adicionais 27 27 . embora no mínimo possa utilizar-se um C=0.0.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Procedimento para bacias tipo III USBR  Passos 1 a 4 e 6 são iguais ao caso das bacias de ressalto livre (Tipo I)  Passo 5: no ábaco escolher a curva relativa à bacia do tipo III  Passo 5: No cálculo da altura conjugada deve usar-se C=1. (o mesmo que para o ressalto livre).   h1 1 8 Fr21  1 2 C = 1 ou 0.

Ocorrem grandes flutuações de pressão que podem provocar cavitação e erosão dos blocos.  dirige as correntes para cima afastando-as do fundo à saída da bacia.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Blocos de impacto Soleira contínua  recebem o impacto do escoamento criando grandes turbilhões que dissipam energia. 28 .

 O nº de blocos de impacto.2h3. hsc é calculada como:  O declive da face de montante da soleira deve ser de 0. W3bi e o espaçamento.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Blocos de impacto:  A altura dos blocos de impacto.8 h2 Soleira contínua Soleira contínua:  A altura da soleira contínua de jusante.5 hbi  A largura . hbi é calculada como: Blocos de impacto hbi  h1 (0. é dado por: Nbi  WB 1.168Fr1  0. Nbi. 29 .5:1 (V:H) => calcular comprimento da soleira. sendo o declive da face de jusante de 1:1.58)  A espessura de topo dos blocos de impacto deve ser de 0. W4bi dos blocos de impacto são dados por: WB W3  W4  2 Nbi  A distância entre os blocos de impacto e os blocos de queda deve ser = 0.

 A largura e o espaçamento podem ser reduzidos para estruturas mais estreitas.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia  As equações fornecem Ni blocos de impacto e Ni-1 espaçamentos entre eles.  O espaço que sobra é dividido igualmente pelos espaços entre os blocos das extremidade e as paredes laterais. desde que na mesma quantidade. 30 30 .

 2. que atenuam significativamente as ondulações O comprimento a dar à estrutura é igual ao definido para a rectangular simples (ressalto livre) 31 . ou outro tipo de estrutura de aproximação para os quais o nº de Froude é relativamente baixo. Condições de aplicação:  Adequadas para o ressalto oscilante. reside no efeito dos deflectores.5 > FR < 4.5  quedas < 15 m A sua eficiência para esta gama de baixos Fr. Tipo IV USBR Desenvolvida para canais.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia d) Bacia com deflectores e soleira terminal contínua.

1 h1'  C   1 8 F  1 2 r1 Passo 7: Dimensionar elementos adicionais (ver procedimento para bacias II e III) a altura dos blocos de queda deve ser 2h1. h1 2 C = 1.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Procedimento para bacias tipo IV USBR  Passos 1 a 4 e 6 são iguais ao caso das bacias de ressalto livre (Tipo I)  Passo 5: no ábaco escolher a curva relativa à bacia do tipo IV ≈ Tipo I  Passo 5: No cálculo da altura conjugada deve usar-se obrigatoriamente C=1. 32 . ou seja a altura de jusante deve ser 10 % superior à altura conjugada.1. a face de jusante dos blocos de queda deve ser inclinada a 5º.

hsc é calculada como:  O declive da face de montante da soleira deve ser de 0.5 W1 WB 2. Blocos de queda Soleira contínua Soleira contínua:  A altura da soleira contínua de jusante.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Blocos de queda Nbq   nº de blocos de queda.5:1 (V:H) => calcular comprimento da soleira. Nbq W2  2.625h1 (A largura dos blocos deve ser menor ou igual que h1)  As equações calculam N blocos e N-1 espaços entre os blocos.  A largura de bacia que sobrar deve ser dividida igualmente pelos dois espaços entre os blocos e as paredes laterais da bacia. 33 .

 Para aumentar o nº Fr à medida que a água escoa para a bacia. mais eficiente será o ressalto hidráulico e menor comprimento de bacia será necessário. caia ou ambos.  Como resultado a altura de escoamento diminui e a velocidade aumenta.  Estas convertem energia potencial em energia cinética ao permitirem que o escoamento expanda . são usadas expansões e depressões. 34 .UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia  Expansão e depressão à entrada da bacia de dissipação  Quanto maior for o n Froude à entrada da bacias. aumentando o Fr.

adequado às respectivas características geotécnicas. cuja concordância com o terreno envolvente se efectuará mediante rampas de escavação com declive não acentuado. Caso se julgue necessário para protecção do terreno ou estruturas a montante da secção de restituição contra a turbulência do escoamento. h2 [m] (2) − Escavação a jusante e muros-ala Considera-se adequado prever uma plataforma horizontal a jusante da bacia de dissipação de energia por ressalto. segundo BUREC (1987) deve ser f = 0. Na Figura 3 apresenta-se uma vista dos muros-ala da bacia de dissipação da barragem do Beliche.1(V1 + h2 ) . com f [m]. 35 . V1 [m/s]. poder-se-ão prever muros-ala que ligarão as paredes da bacia ao terreno ou estruturas existentes.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Aspectos complementares do dimensionamento Bacias de dissipação de energia − Altura dos muros Os muros da bacia de dissipação de energia devem apresentar coroamento horizontal com uma folga relativamente ao nível de jusante que.

36 .UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia − Enrocamentos de protecção: No caso da bacia se localizar em terrenos susceptíveis de sofrerem erosões inaceitáveis no decurso do normal funcionamento deste órgão. deve prever-se a jusante da bacia um revestimento com enrocamento de protecção com dimensão adequada à velocidade média do escoamento à saída da bacia e tendo em consideração a elevada turbulência residual que este escoamento ainda possui.

5<Fr1<4. pela do tipo II. são também apresentados valores limite. assim. Salienta-se que a bacia do tipo IV se utiliza para 2. enquanto as restantes se utilizam para Fr1≥4. seguida pela do tipo III e. esta não apresenta grande eficiência na dissipação de energia.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia Algumas considerações para a escolha de Bacias de Dissipação  A bacia de dissipação do tipo IV é a que apresenta menor comprimento. evidente.  Tendo em atenção os baixos números de Froude para que se utiliza a bacia do tipo IV.5.   A preferência pelas bacias do tipo III e IV é. pelo que a opção pela sua utilização deve ser precedida de análise comparativa de dispositivos de dissipação de energia alternativos que permitam soluções mais compactas e mais económicas e com maior eficiência na dissipação de energia. que não devem ser excedidos sem que se proceda a ensaios em modelo físico.  No que se refere à velocidade e ao caudal específico. 37 .5. finalmente.

U. 1996. BUREC (1987) refere que não foram efectuados testes relativos à erosão a jusante da bacia do tipo IV e ao carregamento do material para dentro da bacia. . Estruturas hidráulicas: obras de dissipação de energia. A. Departamento de Engº Civil/secção de Hidráulica Hydraulic Design of Energy Dissipators for Culverts and Channels.UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Bacias de dissipação de energia  A bacia do tipo III necessita de uma altura de água sobre a soleira de apenas 0. Instituto Superior Técnico.  Peterka (1978) refere ser aconselhável considerar alturas de água sobre estas bacias de 1.1h2 e 0.S.95h2. recomenda-se uma altura de água h2. se devem tomar precauções para evitar tal erosão. Lencastre..Publication No FHWA-NHI-06-086. no caso de não serem efectuados ensaios hidráulicos que permitam estudar este fenómeno.medida cautelar em relação à incerteza com que habitualmente se conhece o nível na secção de restituição para o caudal de dimensionamento da obra  Para a bacia do tipo IV. Department of Transportation. 2006. . pelo que. enquanto que a bacia do tipo II necessita de 0. Bibliografia: Pinheiro. July 2006. Hidráulica Geral.9h2 para as bacias do tipo II e III.8h2 para que o ressalto se mantenha no seu interior. A. Lisboa 38 .N.