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PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

Prof. Dr. Mauro Gallo
maurogallo@uol.com.br

FIB
2011
1

Albert Einstein
“A coisa mais dura de
entender no mundo é o
Imposto de Renda.”
2

Programa

Fontes do Direito

Sistema Tributário Nacional

Princípios Constitucionais Tributários

Elementos do Tributo

Elementos da Obrigação Tributária
3

FONTES DO DIREITO Fontes Principais Fontes Secundárias 4 .

Resoluções (do Senado) • Tratados e convenções internacionais Fontes Secundárias NÃO INOVAM • Regulamentação • Jurisprudências • Usos e Costumes 5 .Fontes do Direito  Fontes Principais INOVAM  • Leis • Constituição. Decretos Legislativos. Emendas Constitucionais. Leis Ordinárias. Leis Delegadas. Leis Complementares. Medidas Provisórias.

Organização Política e Administrativa do Brasil  FEDERAÇÃO      UNIÃO ESTADOS MUNICÍPIOS DISTRITO FEDERAL Administração Descentralizada REPÚBLICA    Executivo Legislativo Judiciário Tripartição dos Poderes 6 .

Justiças Eleitoral e Militar Tribunal de Justiça Juízes (comarcas/varas) Utilizam a estrutura do Judiciário dos Estados 7 . Justiça Judiciário do Trabalho. STJ.Organização Política e Administrativa do Brasil Poder / UF UNIÃO ESTADOS MUNICÍPIOS Governador e Prefeito e Secretarias Secretarias Senado e Câmara Assembléia Câmara de dos Deputados Legislativa Vereadores Presidente da Executivo República e Ministérios Legislativo STF.

que não constitua sanção de ato ilícito. 3º) 8 . instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa e plenamente vinculada” (CTN – art.Conceito de Tributo “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir.

somente podem ser quitados em moeda corrente nacional. pagos na forma e prazo normais da extinção da obrigação tributária. pelo poder coercitivo do Estado.  prestação pecuniária • Os tributos em geral.Analisando o Conceito de Tributo. 9 .. e independente da vontade do contribuinte..  compulsória • Seu pagamento é obrigatório.

 instituída em lei • Os tributos somente podem ser instituídos ou alterados por meio de lei válida e eficaz. não é tributo.. • A “multa” por infração fiscal é considerada sanção pela prática de ato ilícito e.Analisando o Conceito de Tributo. 10 .. portanto.  que não constitua sanção por ato ilícito • A obrigatoriedade do pagamento do tributo nasce de ato lícito.

 cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada • Para efetuar a cobrança de tributos a administração pública deverá agir na forma e nos limites fixados em lei.Analisando o Conceito de Tributo. 11 ...

Espécies de Tributos TRIBUTOS NÃO VINCULADOS TRIBUTOS VINCULADOS TRIBUTOS MISTOS TRIBUTOS ESPECIAIS  Impostos  Taxas  Contribuições de Melhoria  Contribuições Especiais  Empréstimos Compulsórios 12 .

ou seja. relativa ao contribuinte” (CTN – Art. isto é.  Destina-se ao custeio de despesas gerais (correntes e de capital)  Ex. ICMS.  É de competência privativa. 16).Impostos  Tributos não vinculados à atividade estatal. são devidos independentemente de qualquer atividade estatal em relação ao contribuinte. 13 . exclusivamente da União ou dos Estados ou dos Municípios ou do Distrito Federal. distribuída pela CF. • “Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independentemente de qualquer atividade estatal específica.: IPI. IR etc.

no que se refere a segurança. devidos pelo exercício regular do poder de polícia ou pela utilização efetiva ou potencial de serviço público. interesse ou liberdade a favor do interesse público. específico e divisível.: TLIF – Taxa de Licença de Instalação e Funcionamento (PMSP) 14 .  Ex.  Não pode ter o mesmo fato gerador e nem a mesma base de cálculo do imposto.Taxas  Tributos vinculados à atividade estatal. higiene. prestado ou colocado à disposição do contribuinte (CTN – arts. costumes etc. 77 e 78). • Poder de polícia = atividade pública que limita e disciplina direito. ordem.

)  Exemplo: pavimentação de ruas. orçamento da obra. devido às exigências do art. • • • • Custo total = $ 300.000 m² Rateio = $ 300. raramente é cobrada ou o é de forma ilegal.000 / 10.000 15 .  Na prática. devidos pela realização de obra pública da qual decorra valorização imobiliária.Contribuições de Melhoria  Tributos vinculados à atividade estatal.000 Área pavimentada = 10. 82 do CTN (publicação prévia de memorial descritivo. delimitação da área etc.000 m² = $ 30/m² Área de 100 m² = $ 30/m² x 100 m²= $ 3. 81 e 82). normalmente com base no rateio do custo total da obra entre os contribuintes beneficiados (CTN – arts.

OAB. 195)  CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CF – art.336/01)  Contribuições de interesse de categorias profissionais ou econômicas • CRC. Crea etc. COFINS e CLS (CF–art. 16 . CIDE sobre combustíveis de derivados de petróleo (Lei 10. 149) • Criada para ajustar a economia aos objetivos da política econômica.Contribuições Especiais  As contribuições especiais têm sido caracterizadas como uma nova espécie de tributos que engloba:  Contribuições Sociais • INSS. Ex.

17 .Empréstimos Compulsórios  Tributos que podem ser instituídos pela União (CF – art. conforme as condições estipuladas na lei complementar que os instituíram.  Devem ser restituídos ao contribuinte.  Sua receita é vinculada à causa que fundamentou a sua instituição. guerra ou sua iminência e para investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. 148) exclusivamente para atender despesas extraordinárias (não previstas no orçamento) decorrentes de calamidade pública.

Tributos Diretos e Indiretos  Tributos Diretos • • • •  Recaem sobre a pessoa (física e jurídica) Incidem sobre o patrimônio e a renda São de responsabilidade pessoal Ex. ISS. COFINS etc. vendedor ou prestador do serviço é o contribuinte de direito responsável pelo recolhimento do tributo • Ex.: IPI.: IRPJ. ITR. IPTU. IPVA etc. Tributos Indiretos Recaem sobre a produção e circulação de bens e serviços São repassados para os preços dos produtos e serviços O consumidor é o contribuinte de fato O produtor. • • • • 18 . IRPF. ICMS.

155 – CF)  MUNICÍPIOS (art. 156 – CF) 19 . 153 e 154 – CF)  ESTADOS E DISTRITO FEDERAL (art.Competência Tributária  UNIÃO (arts.

Qual a diferença entre tributo e multa? 3. A Prefeitura do Município de São Paulo pretende cobrar a “taxa do lixo” e “taxa de iluminação pública”. 20 . Conceitue e explique as diferenças entre impostos. taxas e contribuições de melhoria. 4. Como se classificariam esses tributos quanto aos seus vínculos com a atividade estatal? Justifique. Qual a diferença entre tributo vinculado e não vinculado. 5. Dê exemplos. O que é tributo? Analise a sua definição. 2.Questões 1.

Questões 6.000 e a área beneficiada por ela é de 2. O custo da obra é de R$ 10. Que tipo de tributo pode ser cobrado? Qual a proporção que cabe a cada proprietário de imóvel valorizado? Quanto deverá pagar um proprietário que possua um imóvel com 200 m² situado na região beneficiada? 21 . 7.000 m². A doutrina e a jurisprudência vêm procurando demonstrar que as contribuições especiais são uma nova espécie de tributo. as contribuições sociais se caracterizam como impostos (não vinculado) ou taxas (vinculado)? Justifique. Em relação ao seu vínculo com a atividade estatal.000.000. Uma prefeitura vai realizar uma obra da qual decorrerá valorização dos imóveis situados ao seu redor.

Qual a diferença entre tributo direto e indireto. 22 .Questões 8. O que significa “guerra fiscal” no Brasil? Cite exemplos concretos. Dê exemplos. 9. O que é competência tributária? Onde é definida a competência tributária de cada ente federativo? 10.

23 .  Os princípios são os fundamentos do ordenamento jurídico e prevalecem sobre todas as demais normas.Limites ao Poder de Tributar  O art. 150 da CF impõe limites ao poder do Estado em matéria tributária por meio do estabelecimento de princípios.

Princípios Tributários Legalidade  Isonomia  Irretroatividade  Anterioridade  Reserva de lei complementar  Reserva de lei para renúncia fiscal  Imunidade tributária  24 .

instrução normativa etc.Legalidade  É vedado exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça.)  O aumento de tributo pode se dar não apenas pelo aumento da alíquota. portaria.  Lei = fonte primária (e não decreto. mas também pela ampliação da sua base de cálculo. 25 .

Isonomia (ou igualdade)  Obrigatoriedade do agente arrecadador de tratar igualmente os contribuintes que se encontrem em situação econômica (capacidade contributiva) equivalente. 26 .

que retroage para beneficiar o réu (quando a lei anterior era mais severa).  Objetiva preservar: • o direito adquirido • o ato jurídico perfeito • a coisa julgada  Exceção feita à lei penal.Irretroatividade  É vedado cobrar tributos cujos fatos geradores tenham ocorrido antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. 27 .

 Para ser cobrado num determinado exercício financeiro. exportação.  Exceções: • Imposto de Importação. produtos industrializados e sobre operações financeiras. a lei deverá ser promulgada até o final do exercício anterior.Anterioridade  É vedado cobrar tributo no mesmo exercício financeiro em que tenha sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. • Contribuições sociais (90 dias) 28 .

base de cálculo e contribuinte • obrigação. dentre as quais: • definição de tributos e suas espécies • fato gerador. lançamento. 29 . prescrição e decadência tributárias • regular as limitações constitucionais ao poder de tributar  A lei complementar em matéria de legislação tributária é o CTN .Reserva de Lei Complementar  A CF reservou para a lei complementar o poder de dispor sobre normas gerais em matéria de legislação tributária.Código Tributário Nacional (Lei 5.172/66) – com as alterações da LC 104/2001. crédito.

concessão de crédito presumido. redução de base de cálculo. estadual ou municipal). 30 .Reserva de Lei Específica para Renúncia Fiscal  Renúncia fiscal = isenção.  A LRF determina que. anistia ou remissão. subsídio. deve haver outra fonte ou recurso que compense a perda de arrecadação. para cada renúncia de receita.  A renúncia fiscal somente pode ocorrer por lei dentro das competências do ente federativo (federal.

sindicatos. jornais. 31 . renda ou serviços de partidos políticos. periódicos e papel destinados à sua impressão  Refere-se somente à espécie de tributo denominada “imposto”.Imunidade Tributária  É vedada a instituição de imposto: • entre os entes federativos (reciprocidade) • templos de qualquer culto • patrimônio. instituições de educação e assistência social sem fins lucrativos • livros.

P. CASSONE (2001. o qual. uma chamada sujeito ativo (Fisco) e outra sujeito passivo (contribuinte). em vista de ter praticado um fato gerador tributário. 136) 32 .Obrigação Tributária  É o vínculo jurídico que une duas pessoas. deve pagar ao primeiro certa quantia em dinheiro (tributo).

Hipótese de Incidência É a descrição que a lei faz de um fato tributário que.  33 . mas a obrigação tributária nasce somente com a sua ocorrência.  A lei descreve um fato “hipotético”. quando ocorrer. fará nascer a obrigação tributária (do sujeito passivo em relação ao sujeito ativo).

que deverá situar-se dentro dos limites territoriais em que o ente federativo têm a competência tributária Material Definição do fato que será objeto de tributação. Espacial Definição do lugar em que terá que ocorrer o fato gerador. Temporal Definição do momento exato do fato gerador da obrigação tributária. exportar. prestar serviços. industrializar. Quantificativo Definição da base de cálculo (expressão da grandeza do aspecto material) e da alíquota (percentual a ser 34 aplicado sobre a base de cálculo) para determinação .Aspectos da Hipótese de Incidência ASPECTOS DA HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA CARACTERIZAÇÃO Pessoal Definição do Sujeito Ativo (credor) e do Sujeito passivo (devedor) da obrigação tributária. Normalmente é expresso por uma ação: importar.

Exemplos: • Prestar serviços (ISS) • Fazer circular mercadorias (ICMS) • Receber ou ser creditado renda (IR) 35 . conforme prevista na lei (subsunção). Deve ser definido em lei complementar.Fato Gerador     É o fato que gera a obrigação tributária. Refere-se à concretização da hipótese de incidência.

: IPTU.  Complexivo – quando resulta de uma série de operações para apuração da base de cálculo e do montante devido. sem prazo para conclusão. ICMS. PIS/COFINS.  Periódico – concretiza-se em vários atos. • Ex.: ITBI. • Ex. mas são apurados num determinado período. ITR. • Ex. IPVA.  Persistente – é constante.: IPI.: IRPF. • Ex. 36 . permanente. IRPJ.Fato Gerador  Instantâneo – concretiza-se num único ato.

Ex.: faturamento mensal (COFINS). 37 . anterioridade e irretroatividade. lucro real ou presumido (IRPJ). Sua alteração está sujeita aos princípios da legalidade. Deve ser definida em lei complementar.Base de Cálculo     É o valor sobre o qual é aplicada a alíquota para apuração do montante de tributo a pagar.

06 38 .84 De R$ 2.434.60 a R$ 2.582. determina o montante do tributo a pagar.Alíquota   É o valor ou percentual definido em lei que.800.94 = 382.70 15% 268.00 IRPF = R$ 3.800.434.01 a R$ 2.84 Acima de R$ 3.00 BC = R$ 3.582.00 27.5% . aplicado à base de cálculo.71 a R$ 3.00 7.00 22. A alíquota pode ser: • específica – expressa em valor monetário • ad valorem – expressa em percentual • progressiva – expressa em valores monetários ou percentuais crescentes por faixa  Exemplo: IRPF RENDIMENTO % DEDUÇÃO Até R$ 1.59 isento De R$ 1.800.5% 483.150.59 De R$ 2.5% 662.00 x 27.5% 107.150.662.866.94 Salário = R$ 3.866.

000 / mês 10% 39 .00 Adicional sobre a parcela do lucro que exceder a quantia de R$ 20. Além da alíquota normal.00 x 15% R$ 60.000.Alíquota  Alíquota Normal   Alíquota Adicional   A lei determina a aplicação de uma alíquota considerada normal para a cobrança do imposto.000.00 x 10% IRPJ = R$ 18. Exemplo: IRPJ ALÍQUOTA % Lucro Real = R$ 80.000. a lei pode determinar o pagamento de um imposto adicional sobre determinado valor que ela fixar.00 Alíquota Normal 15% IRPJ = R$ 80.000.

MONTANTE = ALÍQUOTA X BASE DE CÁLCULO 40 .Montante  É o valor do tributo a ser pago. resultante da aplicação da alíquota sobre a base de cálculo.

2002.Questões 1. em virtude de elaboração de novo modelo mais complexo.2002. lei que passará a vigorar de imediato. por meio de uma portaria publicada em 20. que passará a vigorar a partir de 20.02. De quem é a competência tributária para instituir o tributo em questão? c. e anulando as guias de recolhimento apresentadas no exercício fiscal de 2001. O IPI é um tributo vinculado ou não vinculado? Direto ou indireto? Qual é o critério para estabelecimento da sua alíquota? Indique o fundamento legal e justifique. a. São constitucionais essas exigências? Quais os aspectos constitucionais em discussão? b. 41 . aumentando a alíquota do IPI sobre cosméticos. O Ministério da Fazenda. aumentou a alíquota do IRPJ das editoras de livros.01. Publica também na mesma data.

A Câmara dos Vereadores do município de São Paulo. Além disso. sendo que as cerimônias católicas terão alíquota mais alta do que as demais. quais os princípios envolvidos? Fundamente com dispositivos legais.08.2001. durante todo o exercício financeiro de 2002. a. 42 .2001. por meio de uma lei publicada em 01. essa lei estabelece que os serviços relativos às cerimônias de casamento realizados por religiosos passarão a pagar ISS por evento.Questões 2. ainda. aprova o aumento do ISS com vigência a partir de 01.06. que o referido imposto deverá ser recolhido mensalmente. Essas exigências são constitucionais? Em caso positivo ou negativo. Estabelece.

O estabelecimento industrial XYZ deu saída. de produtos industrializados na quantia de $ 500. Há subsunção? Justifique sua resposta por meio da análise dos aspectos da hipótese de incidência? 4. no dia 05. Pedro é pessoa física. representa que espécie de fato gerador? Qual o momento de sua ocorrência? Qual tributo devido? 43 . a título de venda. em operação esporádica. Há subsunção? Justifique sua resposta por meio da análise dos aspectos da hipótese de incidência? 5.00.00 à alíquota de 10%. totalizando a nota fiscal de $ 550.10. A propriedade de um imóvel na zona urbana de São Paulo.Questões 3. Comprou três camisas na loja G e vendeu duas.89.

7. O aumento de impostos pode se dar apenas pelo aumento da sua alíquota? 11. sendo um de R$ 3.Questões 6. Na prática.00. o congelamento da tabela do IRPF por vários anos consecutivos provoca algum efeito sobre a renda do contribuinte? 44 .800. A tabela do IRRF adota que tipo de alíquota? Calcule o IRRF que deve ser retido no pagamento a dois profissionais autônomos. Caracterize o IPI quanto aos seus elementos. 9. 10. Quais os tipos de alíquotas existentes? Cite exemplos.00 e outro de R$ 1. 8. Dê exemplos de fatos geradores instantâneos. periódicos e complexivos.000.

mas pode derivar de obrigações de direito privado (ex voluntate). que passa a exigir uma prestação de caráter patrimonial (objeto).  A OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA tem como causa a lei (ex lege). ou • a vontade da lei (ex lege)  direito público. em virtude de uma causa que pode ser: • a vontade das partes (ex voluntate)  direito privado.Obrigação e Obrigação Tributária  Obrigação = relação jurídica que se estabelece entre um sujeito passivo (devedor) e sujeito ativo (credor). 45 .

numa venda de mercadoria a prazo: • obrigação de direito privado  sujeito ativo (vendedor/credor). pagamento do preço (objeto) e causa (vontade das partes) • obrigações de direito público  fato gerador do IPI (pela saída da mercadoria). do ICMS (pela circulação da mercadoria). do COFINS e do PIS (pelo faturamento). 46 .Obrigação de Direito Privado e de Direito Público  Uma simples obrigação de direito privado pode gerar diferentes obrigações de direito público. por exemplo. sujeito passivo (comprador/devedor). como.

escriturar os livros fiscais e contábeis. mas o seu descumprimento pode gerar multas.  OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA • Tem como objeto os deveres administrativos. emitir notas fiscais. preencher guias de recolhimento etc. 47 . • Não importa em pagamento de tributo. que não são tributos.Obrigação Principal e Acessória  OBRIGAÇÃO PRINCIPAL • Tem como objeto o pagamento do tributo ou sanção (multa/juros). mas sim sanção pela prática de atos ilícito. • Exemplos: inscrever-se no CNPJ.

 Podem ser sujeitos ativos os entes federativos (União.Sujeito Ativo  É o credor da obrigação tributária. Distrito Federal e Municípios) e as suas autarquias (exemplo: INSS).  É sempre uma pessoa jurídica de direito público.  Deve ter competência constitucional para instituir e cobrar o tributo objeto da obrigação tributária. 48 . Estados.

 É sempre um particular (PF ou PJ).  Caracteriza-se como: • Contribuinte • Responsável • Substituto Tributário 49 .Sujeito Passivo  É o devedor da obrigação tributária.

: IRRF. gasolina etc. isto é.  Substituto Tributário  é o contribuinte “de direito” responsável pelo pagamento do tributo cujo fato gerador deverá ocorrer posteriormente. IPI. tintas e vernizes. 50 . INSS.  Responsável  é o contribuinte “de direito”. porque é futuro e presumido num elo posterior da cadeia produtiva. Ex. ICMS.: repasse do IPTU para o locatário de imóveis. evitar a sonegação fiscal. isto é. ISS etc. Ex. antecipar receitas. dada a maior complexidade para alcançá-lo.Contribuinte – Responsável – Substituto tributário  Contribuinte  é o contribuinte “de fato”. produtos farmacêuticos. Ex. independentemente de contratos particulares que repassam a obrigação para outros particulares. em substituição ao contribuinte “de fato”. Tem como objetivos: simplificar a fiscalização. eleito pela lei para responder pela obrigação tributária.: tributos incidentes sobre o preço de automóveis. que tem relação pessoal e direta com o fato gerador.

Sujeição Passiva Indireta  Solidariedade – são solidários em relação à obrigação tributária os sócios e as sociedades resultantes de fusões. 51 . cisões. diretores.  Responsabilidade Tributária: • dos sucessores – adquirentes (inter vivos). • por infrações fiscais – criminais ou não criminais. transformações etc. curador. inventariantes. incorporações. administradores de bens de terceiros. • de terceiros – incapazes (tutor. pais e responsáveis). gerentes e representantes legais de pessoas jurídicas de direito privado. fusão/cisão/ incorporação/transformação de sociedades etc. herdeiros (causa mortis). síndicos (falência).

a responsabilidade tributária tornase pessoal e intransferível quando provada a intenção do contribuinte em omitir ou diminuir pagamentos de tributos.  De natureza criminal • Por outro lado. 52 . valendo-se se subterfúgios que modifiquem a veracidade dos fatos. oriundos de atrasos de pagamento de tributos declarados ou erros não intencionais. 128 a 135 do CTN). é transferível nos casos previstos em lei (arts.Responsabilidade por Infrações Fiscais  De natureza não criminal • A responsabilidade por débitos fiscais legais.

Alteração de documentação para diminuir ou omitir pagamentos. INSS descontados dos salários. intenção do agente de causar lesão ao Alteração de dados contábeis. Omissão do repasse ao agente arrecadador de tributos já descontados de terceiros. Má-fé. Erros propositais na declaração de rendimentos. Entrada de mercadorias não declaradas superior ao limite permitido em lei. notas fiscais etc. IRRF. armas etc.Crimes Tributários TIPO SONEGAÇÃO FRAUDE SIMULAÇÃO / CONLUIO CONTRABANDO DESCAMINHO DEPOSITÁRIO INFIEL E APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA DOLO EM GERAL CARACTERIZAÇÃO EXEMPLOS Diminuição ou omissão de receita que acarreta não pagamento total ou parcial de tributos. balanços. IPI. por preço menor do que o de mercado (distribuição disfarçada de lucros). Importação de mercadoria ilícita sem autorização legal Importação de mercadoria lícita sem o recolhimento dos tributos incidentes. Cocaína. éter. ICMS etc. Participação de dois ou mais agentes que simulam atos irreais. 53 . Venda de imóvel de uma empresa a sócios. acetona. Venda de mercadoria sem emissão de nota fiscal. ou seja.

A omissão de receita na declaração de imposto de renda caracteriza que tipo de crime fiscal? E a adulteração do comprovante de rendimentos? E a inclusão de dependentes irreais? 4. o “responsável” e o “substituto tributário” de alguns tributos. 3.Questões 1. 2. é legal a exigência do Fisco em relação ao pagamento de multas? Justifique. 54 . Caracterize a responsabilidade tributária de uma empresa que não efetuou o recolhimento de tributo já descontado da folha de pagamento dos seus funcionários. Nos casos de denúncia espontânea. Caracterize o contribuinte “de fato”.

CIDE  Empréstimos compulsórios 55 . 153 e 154 – CF)  Impostos • • • • • • • •  Imposto de produtos estrangeiros Exportação Renda e proventos de qualquer natureza Produtos industrializados Operações de crédito. ou relativas a títulos e valores mobiliários Propriedade territorial rural Grandes fortunas Outros impostos não previstos na CF  COMPETÊNCIA Contribuições Sociais • • • Folha de salários e demais rendimentos do trabalho Receita e faturamento Lucro  Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico . câmbio e seguro.Competência Tributária UNIÃO (arts.

 Alíquota  utilizada. 150. ou quem a ele a lei equiparar. § 1o. não esta dentro do principio da anterioridade/noventena (art. 150. a Constituição previu que este imposto não precisa obedecer o princípio da anterioridade (art. ou seja decreto presidencial. Em alguns casos.  Função do imposto  é econômica ou regulatória. pois sendo extrafiscal.Imposto sobre Produtos Estrangeiros ou II . § 1º da CF). depende de ato infralegal.  Contribuinte  é o importador.  Base de cálculo  esta ligada exclusivamente a alíquota a ser utilizada.Imposto de Importação  Fato gerador  quando da entrada de produtos estrangeiros no território nacional. 56 . o contribuinte é o arrematador (leilão). da CF/88). Por essa razão.

 Não se sujeita  ao princípio da anterioridade.  Alíquotas  podem ser ajustadas para atender aos objetivos da política cambial e do comercio exterior. ou seu similar. a unidade de medida adotada pela lei tributária. da CF).  Fato gerador  a saída destes do território nacional. § 1o.Imposto sobre a Exportação Art. 153. o preço normal que o produto. em uma venda em condições de livre concorrência. 57 . podendo ser alterado no mesmo exercício financeiro (art. ao tempo da exportação. alcançaria.  II – quando a alíquota seja ad valorem. 23 a 28 do CTN  Contribuinte do imposto  é o exportador ou quem a lei a ele equiparar.  Base de cálculo do imposto é:  I – quando a alíquota seja específica.

58 .  Contribuintes  pessoa jurídica – ficção jurídica – empresas e entidades de forma geral.  Fato gerador  é a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda e de proventos de qualquer natureza (geral).IRPJ – Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas  Conceito de rendas e proventos  esta fortemente associado a existência de majoração patrimonial.  Exercício social  espaço de tempo no final do qual as empresas são obrigadas a apurar seus resultados.

59 .Conceituação de Renda  Renda  é o produto do capital.  Proventos  são os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. do trabalho ou da combinação de ambos.

mas também pode ser uma opção do contribuinte (não muito comum). exclusões e compensações em caráter extracontábil.  Lucro presumido  é uma forma simplificada de apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. ajustado pelas adições.  SIMPLES Nacional  forma de tributação “beneficiar” as micro e pequenas empresas.IRPJ - modalidades de tributação  Lucro real  é o lucro líquido do período apurado na escrituração contábil.  Lucro arbitrado  é um recurso utilizado pelas autoridades fiscais em casos especiais. 60 para .

000.IRPJ .  o IR pago ou retido na fonte sobre receitas computadas na base de cálculo.  Alíquota adicional  10% sobre parcela da base de cálculo que exceder R$ 20.  Deduções  poderão ser considerados:  os incentivos fiscais.00 por mês. 61 .alíquotas  Alíquota normal  15% sobre base de cálculo ou lucro real.  o saldo de imposto pago a maior ou indevidamente em períodos anteriores.

866.59 De 2.IRPF – Imposto de Renda das Pessoas Físicas  Contribuintes pessoa natural.  Fato gerador aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de rendas e proventos de qualquer natureza.59— isento De 1.00 22.582.84 De 2.5 662.01 até 2.434.  Alíquotas  progressivas:        Base de Cálculo (R$)Alíquota (%)Parcela a Deduzir do IR(R$) Até 1.00 27.434.866.60 até 2.150.150.0 268.582.84 Acima de 3. 62 .71 até 3.5 483.70 15.00 7.5 107.94 Tipos de rendimentos:  Rendimentos tributáveis.  Rendimentos isentos e não tributáveis.  Base de cálculo complexa. podendo ser apurada mediante declaração de ajuste anual completa ou simplificada.

IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados  Incide  sobre os produtos industrializados nacionais e estrangeiros.  Fatos geradores  saídas de produtos industrializados dos estabelecimentos industriais ou equiparados a industriais e o desembaraço aduaneiro de produtos importados.  Seletividade  alíquotas são diferenciadas por produtos. 63 .  Princípios:  Não-cumulatividade  gera créditos fiscais para algumas classes de contribuintes.

º. o funcionamento.IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados  RIPI  regulamento do IPI – Decreto nº 2. art. 4.  Industrialização  qualquer operação que modifique a natureza.  Beneficiamento.  Acondicionamento ou recondicionamento. 64 . tais como:  Transformação.  Renovação ou restauração.537/98. a apresentação.  Montagem. a finalidade ou o aperfeiçoamento do produto para consumo. o acabamento. define industrialização.

IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados  Alíquotas  são variáveis e seguem classificação dos produtos da tabela de incidência do IPI – TIPI (2402.9900). podendo ser ad valorem e ad rem ou específica. apuração do IPI.20. acrescidos desses tributos e dos encargos cambiais pagos pelo importador. controle da produção e estoque. saídas. 65 .  Produto importado  será a base de cálculo dos impostos aduaneiros.  Base de cálculo:   Produto nacional  preço da operação na saída dos produtos. Registros fiscais:     Livro Livro Livro Livro de de de de entradas.

 Fato gerador  é a obtenção de lucro no exercício (base positiva ou negativa  Base de cálculo  no lucro real. ajustado pelas adições. no lucro presumido e arbitrado é calculada conforme tabelas para apuração da base de cálculo.CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido  Conceito  é uma contribuição de competência da União.  Alíquotas:   9%  sobre a base de cálculo das pessoas jurídicas em geral. 66 . 15%  para as instituições financeiras e assemelhadas. é o resultado apurado na contabilidade. sendo uma das fontes de recursos para atender o programa de seguridade social. exclusões e compensações.

gás natural e seus derivados.  II .CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Lei nº 10.pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool combustível.financiamento de programas de infra-estrutura de transportes. e álcool etílico combustível. Recursos serão distribuídos  pela União aos Estados 67 e ao Distrito . de gás natural e seus derivados e de derivados de petróleo. na forma da lei  I .financiamento de projetos ambientais relacionados com a indústria do petróleo e do gás.336/01)  Incide  sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados.  Produto da arrecadação orçamentária. ao:   da Cide será destinada.  III .

866. (Incluído pela Lei nº 10.  III – 20% (vinte por cento)  proporcionalmente à população. (Incluído pela Lei nº 10. (Incluído pela Lei nº 10.CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Lei nº 10.336/01)  Distribuição observará os seguintes critérios:  I – 40% (quarenta por cento)  proporcionalmente à extensão da malha viária federal e estadual pavimentada existente em cada Estado e no Distrito Federal.866. de 2004). conforme estatísticas elaboradas pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes .  II – 30% (trinta por cento)  proporcionalmente ao consumo. de 2004). de 2004). de 2004). 68 .  IV – 10% (dez por cento)  distribuídos em parcelas iguais entre os Estados e o Distrito Federal. conforme estatísticas elaboradas pela Agência Nacional do Petróleo ANP. (Incluído pela Lei nº 10.DNIT. conforme apurada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE.866. dos combustíveis a que a CIDE se aplica.866. em cada Estado e no Distrito Federal.

ou relativas a Títulos e Valores Mobiliários (Lei nº 8. Câmbio e Seguro.  adquirentes de títulos e valores mobiliários e titulares de aplicações financeiras. Alíquotas alteradas pelo Decreto nº 6.IOF –Imposto sobre Operações de Crédito. 69 .0082%.339/2008  Exemplo  mutuário pessoa física: 0.  instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.894/94)   São contribuintes do imposto:  tomadores de crédito.

ou titular do seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título. A base de cálculo é o valor da terra sem qualquer tipo de benfeitoria ou beneficiamento (inclusive plantações): ou seja.o ITR passou a ser muito maior para propriedades não-produtivas.  Contribuintes  do imposto podem ser o proprietário do imóvel. e serviam como reserva financeira ou para especulação). 70 . localizado fora do perímetro urbano do município.393 /96)  Fato gerador  ocorre quando há o domínio útil ou a posse do imóvel.ITR – Imposto Territorial Rural (Lei nº 9. Essa medida ajudou a acabar com o “latifúndio improdutivo" (grandes propriedades que nada produziam.  Utilizado  como direcionador de política pública .  Alíquota  utilizada varia com a área da propriedade e seu grau de utilização. é o valor da terra nua.

0% 71 .0%.65%. PIS/PASEP sobre folha de pagamento  1. 13 da MP n.Contribuição para PIS/PASEP  PIS  contribuição para o Programa de Integração Social – funcionários das empresas do setor privado. entidades sem fins lucrativos constantes no art.  PASEP  contribuição para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – servidores do setor público. PIS/PASEP sobre valor mensal das receitas correntes arrecadadas e das transferências correntes e de capital recebidas  1.037 e pessoas jurídicas de direito público.  Modalidade de contribuição e alíquotas:    PIS/PASEP sobre faturamento mensal  0.º 2.  Contribuintes  pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pelo RIR.

imunes.65% para 1.  Alíquota  alterada de 0.65%. 15/02/2003. autarquias e fundações públicas federais.  Nova sistemática de cálculo  do total das receitas da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica podendo descontar créditos relativos a bens adquiridos para revenda. estaduais e municipais.  Válida  dezembro/2002 – vencto. 72 .  Empresas excluídas  tributadas pelo lucro presumido.PIS não cumulativo  Empresas tributadas  lucro real. arbitrado ou SIMPLES. bens e serviços utilizados como insumos na fabricação de produtos destinados à venda ou à prestação de serviços e outras despesas. e as empresas de serviços de telecomunicações. órgãos públicos.

. inclusive combustíveis e lubrificantes.05. Estoques de abertura em 01/12/02 ou no primeiro dia do mês em que a empresa passar ao lucro real. Encargos de depreciação de máquinas e equipamentos adquiridos para utilização na fabricação de produtos destinados à venda. utilizados nas atividades da empresa.PIS não cumulativo nova sistemática de cálculo  Receitas da venda de bens e serviços  Podendo deduzir os créditos:        Bens adquiridos para revenda. e a outros bens incorporados ao ativo imobilizado (01. cuja receita de venda tenha integrado o faturamento de meses anteriores. Bens recebidos em devolução. Aluguéis de prédios máquinas e equipamentos pagos a pessoa jurídica. Encargos de amortização de edificações e benfeitorias em imóveis de terceiros.2004). Bens e serviços utilizados com insumos na fabricação de produtos destinados à venda ou à prestação de serviços. a razão de 1/12 avos ao 73mês.

exportações.  Alíquota  3. 74 . descontos incondicionais. vendas canceladas. sindicatos.0%. federações. devoluções. devendo-se adicionar as receitas financeiras na base de cálculo. excluindo entidades beneficentes de assistência social. excluindo IPI e ICMS cobrado pelo substituto. associações sem fins lucrativos. órgãos de classes e cooperativas.COFINS – Contribuição Social sobre Faturamento  Conceito  na realidade é também uma contribuição social para financiamento da seguridade social.  Contribuintes  pessoas jurídicas em geral e outras a elas equiparadas pelo RIR.  Base de cálculo  o faturamento mensal. incidindo sobre o faturamento mensal das pessoas jurídicas ou a elas equiparadas (antigo FINSOCIAL).

bens e serviços utilizados como insumos na fabricação de produtos destinados à venda ou à prestação de serviços e outras despesas.  Alíquota  alterada de 3. arbitrado ou SIMPLES. estaduais e municipais.0% para 7.6%.  Empresas excluídas  tributadas pelo lucro presumido. 15/03/2004. 75 . órgãos públicos. e as empresas de serviços de telecomunicações.  Nova sistemática de cálculo  do total das receitas da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica podendo descontar créditos relativos a bens adquiridos para revenda. autarquias e fundações públicas federais.COFINS não cumulativo  Empresas tributadas  lucro real.  Válida  01/02/2004 – vencto. imunes.

Estoques de abertura em 01/02/2004 ou no primeiro dia do mês em que a empresa passar ao lucro real.2004). inclusive combustíveis e lubrificantes.COFINS não cumulativo nova sistemática de cálculo  Receitas da venda de bens e serviços  Podendo deduzir os créditos:        Bens adquiridos para revenda. . a razão de 1/12 avos 76 ao mês. Bens e serviços utilizados com insumos na fabricação de produtos destinados à venda ou à prestação de serviços.05. Aluguéis de prédios máquinas e equipamentos pagos a pessoa jurídica. cuja receita de venda tenha integrado o faturamento de meses anteriores. e a outros bens incorporados ao ativo imobilizado (01. Encargos de depreciação de máquinas e equipamentos adquiridos para utilização na fabricação de produtos destinados à venda. Bens recebidos em devolução. Encargos de amortização de edificações e benfeitorias em imóveis de terceiros. utilizados nas atividades da empresa.

155 – CF)  Impostos Transmissão causa mortis e doações Operações relativas à circulação de mercadorias e prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação • Propriedade de veículos automotores • •  Taxas e Contribuições de Melhoria MUNICÍPIOS E DISTRITO FEDERAL (art.Competência Tributária ESTADOS E DISTRITO FEDERAL (art. 155 – CF Taxas e Contribuições de Melhoria 77 . exceto os previstos no art. 156 – CF)  Impostos • • •  Propriedade territorial urbana Transmissão inter vivos Serviços de qualquer natureza.

 Seletividade  alíquotas diferenciadas por produto / serviço (não obrigatório).  Base de cálculo  de modo geral é o valor da operação incluindo importâncias acessórias (fretes e seguros). 78 . bares e similares. intermunicipal e de comunicação)  Incide  sobre circulação de mercadorias ou prestação de determinados serviços. excluídos os descontos incondicionais. entradas de mercadorias importadas e fornecimento de alimentação.ICMS – IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (transporte interestadual.  Princípios:  Não-cumulatividade  aproveitamento de créditos fiscais. bebidas e outras mercadorias em restaurantes.

no caso do substituto. intermunicipal e de comunicação)  Contribuinte.25%. responsável ou substituto tributário  é quem deve recolher o imposto.  Alíquotas  podem ser:   Estaduais ou internas  7% . GIA de apuração.  Interestaduais ou externas  7% . Registro de saídas. é aquele obrigado a calcular. 79 .12% .ICMS – IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (transporte interestadual. cobrar e recolher o imposto que será devido nas operações seguintes. Escrita fiscal:     Registro de entradas.12% .18% .25%. Registro de apuração do ICMS. responsável é definido por lei.

IPVA – Imposto sobre a Propriedade
de Veículos Automotores

Competência  dos Estados e do Distrito Federal;

Instituído em substituição à antiga Taxa Rodoviária Única

Alíquotas mínimas  fixadas pelo Senado Federal, com

Poderá  ter alíquotas diferenciadas em função do tipo e

Fato gerador  propriedade de veículo automotor de qualquer

– TRU;

base no art. Art. 155, inciso III, parágrafo 6º da CF;
utilização;
espécie:

automóveis, ônibus, microônibus, caminhões, motocicletas,
ciclomotores, tratores, jet-skis, barcos, lanchas, aviões de
esporte e lazer.
80

IPVA – Imposto sobre a Propriedade de
Veículos Automotores

Base de cálculo:

valor venal do veículo é obtido a partir de preços
médios de mercado vigentes no mês de setembro do ano
imediatamente anterior para vigorar no exercício seguinte,
apurados nas diversas fontes disponíveis (jornais, revistas
especializadas, concessionárias , fabricantes, etc);
veículo novo a base de cálculo será o valor total
constante da Nota Fiscal de aquisição;
veículo importado diretamente do exterior pelo
consumidor final  a base de cálculo do imposto será o
valor constante do documento de importação, acrescido dos
valores dos tributos e quaisquer despesas aduaneiras devidos
pela importação, ainda que não recolhidos pelo importador.
81

SEFAZ/SP

IPVA – Imposto sobre a Propriedade de
Veículos Automotores

Arrecadação:

50% constituem receita do Estado;

50% constituem receita do Município onde estiver
licenciado o veículo;

Além do IPVA, são cobrados na guia de
recolhimento o seguro obrigatório, as taxas do
DETRAN e a tarifa de serviço devida à instituição
bancária arrecadadora.

82

(art.  sobre a propriedade imobiliária. 34 CTN).  Base de cálculo  valor venal do imóvel.IPTU – Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana  aos municípios e ao Distrito Federal. ou o seu possuidor a qualquer título.  Contribuinte  do imposto é o proprietário do imóvel. o titular do seu domínio útil. 83 .  Compete  Incide  Conceito  abrange terrenos urbanos mesmo sem edificações. 33 CTN). (art.

 Valor venal  de um imóvel pode chegar a menos de 50% de seu valor de mercado.IPTU – Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana  Valor venal x valor de mercado:  Valor venal  deve ser entendido como valor de venda em dinheiro à vista. entre outros artifícios. 84 . variando conforme o município. ou como valor de liquidação forçada.  Valor de mercado  o quantum é ditado pela negociação. aceitação de parte do preço em outros bens.  Alíquota  é estabelecida pelo legislador municipal.

 sistema de esgoto.IPTU – Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana  Áreas urbanas:  Áreas urbanas ou urbanizáveis  definidas em Lei Municipal com pelo menos dois tipos de melhoramentos indicados no Parágrafo 1º art.  rede de iluminação pública com ou sem posteamento. 85 .  escola primária ou posto de saúde (distância máxima de 3 Km.  abastecimento de água. 32 do CTN:  calçamento com canalização de águas pluviais.

 Base de cálculo  é o preço do serviço.  Recolhimento  contribuinte ou responsável.ISSQN ou ISS – Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza  Incide  sobre serviços prestados pelas empresas (PJ) ou profissionais autônomos (PF). exceção construção e algumas atividades. hábil  nota fiscal de prestação 86 de .  Documento serviços.  Alíquotas  de 2% a 5%.  Registro  Livro de notas fiscais de serviços prestados. no município da sede/domicilio.

2. Justifique a afirmativa. Com relação ao IRPJ o que significam as alíquotas: normal e adicional? Como impactam no cálculo do tributo? 4.Questões 1. Estabeleça a diferença entre renda e proventos. 3. 5. O IPI é um imposto não-cumulativo. Qual é o fato gerador da CSLL? Porque este tributo se intitula como “contribuição social”? 87 . Quais as diferentes formas contábeis de apuração do lucro da empresa? Explique cada uma delas com suas palavras.

Questões 6. 10. Porque o IPVA pode ter alíquotas diferenciadas? 9. Diferencie valor venal x valor de mercado. O ICMS é um IVA? Porquê? 8. O que é especulação imobiliária? Qual o papel da tributação nesta situação? 88 . Qual o fato gerador do IOF? Porque este imposto teve suas alíquotas reajustadas? Qual o impacto sobre os contribuintes? 7.

passando para terceiro. que nào praticou diretamente o fato gerador.  Lei altera → responsabilidade pelo cumprimento da obrigação tributária. mas também o relativo a(s) operação(ões) posteriores. porém tem ligação indireta com quem irá praticá-lo. 89 .Substituição Tributária Conceito  Regime → obriga contribuinte a pagar não apenas o imposto referente a operação própria.

caso não se realize o fato gerador presumido.96.93 → disciplina normas gerais a serem observadas na substituição tributária interestadual. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. 155 § 2o. 9o..09.  Lei Complementar no.  Convênio ICMS no. 150 § 7o. 87 de 13. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. XII. “b” → cabe a lei complementar dispor sobre substituição tributária do ICMS. → regime de substituição tributária em operações interestaduais necessita de acordo específico celebrado pelos estados interessados.  Batalhas judiciais → resultado já reconheceu a constitucionalidade.09. → “lei poderá atribuir a sujeito passivo da obrigaçào tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. art.Dispositivos legais que prevêem o regime de substituição tributária  Constituição Federal art.”  CF art. 90 . 81 de 10.

91 .Tipos de substituição tributária Lei Complementar no.  Concomitante → responsabilidade pelo pagamento do ICMS é atribuida a outro contribuinte. 87/96 (Lei Kandir) → unidades federadas são competentes para atribuir ao contribuinte a responsabilidade pelo pagamento do imposto devido nas operações ou prestações. sejam: antecedentes. concomitante à ocorrência do fato gerador – serviços de transporte. concomitantes ou subsequentes:  Para trás → lei atribui a determinado contribuinte a responsabilidade pelo pagamento do ICMS em relação às operações anteriores – DIFERIMENTO. e não àquele que realiza a operação/prestação.  Para frente → sujeito passivo recolhe os dois impostos – devido pelas operaçòes próprias e devido pelas operações subsequentes – ANTERIORES A OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR.

 Contribuinte substituido → dá causa ao fato gerador. mas fica dispensado do recolhimento do imposto. embora não tenha ligação direta com a ocorrência do fato gerador. pois a lei atribuiu ao substituto. 92 .Contribuinte substituto e contribuinte substituido  Contribuinte substituto → legislação determina como reponsável pelo recolhimento do imposto.

e sim do substituto. 128  “sem prejuízo do disposto neste capítulo. emissão de documentos fiscais etc) não é do contribuinte. excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a esta em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação. a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa. vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação.Substituição tributária X sujeição passiva  Substituição tributária  reveste-se de sujeição passiva.” 93 .  Responsabilidade  pelo cumprimento da obrigação principal (pagamento) e das obrigações acessórias (escrituração dos livros fiscais.  CTN art.

sorvetes.Objetivo do regime de substituição tributária  Objetivo  visa facilitar e tornar mais eficiente a arrecadação do ICMS. refrigerantes.  Considerando  cadeia econômica é composta por sucessivas operações relativas à circulação de mercadorias. 94 .  Instituto surgiu  devido desigualdade quantitativa entre revendedores e fabricantes de determinadas mercadorias: cigarros. veículos etc. ficando somente na primeira delas o contribuinte obrigado ao recolhimento por todas as operações posteriores. tornando mais simples e eficaz o controle da fiscalização.

 Visa  gerar isonomia em relação aos mesmos produtos que quando fabricados internamente. 95 .Antecipação tributária em São Paulo  Conceito  instrumento de política tributária visando preservar o erário paulista da perda de arrecadação por conta das mercadorias advindas de outras unidades da Federação.

” (Humberto B.Gestão tributária  “Solucionar questões complexas ou controvertidas na dinâmica dos impostos. Borges) 96 . esclarecer questões tributárias resultantes de lacunas ou obscuridade na lei ou regulamento fiscal.

Planejamento tributário  “Escolha de alternativas de ações ou omissões lícitas e sempre anteriores à ocorrências dos fatos geradores.” (Mário Shingaki) 97 .

Gestão e planejamento tributário

GESTÃO
TRIBUTÁRIA
PLANEJAMENTO
TRIBUTÁRIO

98

Gestão tributária X
planejamento tributário
“ cada homem tem o direito de, se possível, organizar
seus assuntos (negócios), de tal modo que o imposto
incidente em conformidade com as respectivas leis
seja menor do que seria de outra forma (...)
(...) se ele conseguir ajustá-los para obter esse
resultado, não poderá ser compelido a pagar imposto
maior, mesmo se a capacidade inventiva não agradar
os fiscais da receita ou aos seus colegas contribuintes.

99

Direito de reduzir a carga
tributária (Lei 6.404/76)
Art 153. O administrador da companhia deve empregar, no exercício de
suas funções, o cuidado e diligência que todo homem ativo e probo costuma
empregar na administração dos seus próprios negócios.

Art 154. O administrador deve exercer as atribuições que a lei e o estatuto
lhe conferem para lograr os fins e no interesse da companhia, satisfeitas as
exigências do bem público e da função social da empresa.

100

 Caráter preventivo  antes do fato gerador.Planejamento tributário  Estrita legalidade. 101 .  Propósito do negócio?  Não há fórmula pronta.

 Retardar  o pagamento do tributo sem ocorrência da multa. 102 .Planejamento tributário  Finalidades:  Evitar  a incidência do fato gerador. sua alíquota ou base de cálculo.  Reduzir  o montante do tributo.

1. por dolo (CC arts. bem como por crimes contra a ordem tributária.Responsável pela escrituração contábil e fiscal  Profissionais da área contábil e tributária  precisam conhecer com profundidade a legislação tributária. devido às suas responsabilidades quanto à eficácia e eficiência na gestão. 103 .178 e 1.179).  Responsabilidade civil e criminal  podem ser condenados por prejuízos causados à empresa.

• Função estratégica da tomada de decisão.  Qualitativa.  • Dados parâmetros para orientar decisões. 104 .Tomada de decisão  Análises: Quantitativa.

Modalidades atuais de tributação de pessoa jurídica Resultado das Empresas Lucro arbitrado Anual ou proporcional Pagamento definitivo com base na receita bruta ou critério alternativo Lucro presumido Trimestral Pagamento definitivo com base na receita bruta Lucro real Lucro real trimestral Pagamento definitivo com base no lucro real trimestral Regime de apuração Lucro real anual Pagamento com base na receita bruta mensal e ajuste pelo real acumulado mensalmente e ajuste na DIRPJ anual 105 Regime de pagamento .

principalmente no caso de contenciosos.Gestão tributária  Estrutura  departamental multidisciplinar envolvendo produção. controladoria e jurídica (comitê fiscal). finanças.  Grupos de discussão  importante participar de grupos externos. 106 . vendas.  Consultores externos  importantes para discussão de casos ou até mesmo para suprir estrutura. compras. contabilidade.

 Venda  de determinada linha de produção.  Local  onde se estabelecer para produzir.Gestão tributária  Relacionamento com a gestão de produção:  Opção  fabricar internamente ou terceirizar. 107 .

Gestão tributária  Relacionamento com a gestão de compras:  Opção  comprar simplesmente ou encomendar produção entregando matérias-primas.  Compra  definitiva ou consignação. países. ou até regiões. diferentes estados ou 108 .  Local  onde comprar.

vendas definitivas ou entrega em consignação.Gestão tributária  Relacionamento com a gestão de vendas:  Opção  venda direta da fábrica.  Local  onde vender. através de distribuidores ou ainda por rede varejista. para outros estados ou regiões incentivadas. mercado interno ou externo. 109 .  Venda  separação de mercadorias e produtos de serviços.

 logística correta e dos fluxo financeiro procedimentos 110 . inclusive quantificando os riscos envolvidos para empresa.  Riscos  analisar e avaliar.  Contabilização adotados.Gestão tributária  Relacionamento com a gestão contábil. financeira e controladoria:  Opção  analisar e custear as várias alternativas.  Local  analisar correspondente.

Gestão tributária  Relacionamento com a gestão jurídica:  Opção  utilização de departamento próprio ou consultoria especializada.  Local  estudo e análise da legislação dos locais alternativos. não ingressando no campo da evasão. 111 .  Risco  orientação correta para que se mantenha no campo da elisão.

 Oportunidade  de dar enormes contribuições à alta direção da empresa.  Redução de custos  racionalizando os custos tributários da empresa.  Elisão  planejamento tributário entre opções lícitas. crime contra ordem tributária. exigindo alta dose de conhecimento técnico para as decisões estratégicas no ambiente corporativo.  Evasão  sonegação.Planejamento e gestão tributária  Conceito  forma lícita de reduzir a carga fiscal. 112 .

  Ex..  Utilizando elementos que a lei não proíba 113 .  Em decorrência do texto legal..A elisão fiscal pode ser.: incentivos fiscais Resultante de lacunas e brechas legais.

 Risco envolvido  ser plenamente conhecido pela administração.  Auditoria externa  aceitação.  Decisão  compartilhada finanças e jurídico.Planejamento tributário  Principais preocupações da administração:  Impacto  no fluxo de caixa. 114 . por controladoria.

 Sonegação fiscal  ação ou omissão dolosa. falsa declaração e confissão.Planejamento tributário  O que não é planejamento tributário?  Crimes contra fiscalização. datas divergentes da ocorrência do ato. 115 . total ou parcialmente o conhecimento pelo fisco de um fato ocorrido ou da natureza do fato. deixar de recolher tributo no fé. nota fiscal. impedir ou retardar.  Abuso de forma e negócio jurídico indireto. 102 Código Civil – transmissão de direitos a pessoas diversas.  Simulação  art. intenção de prejudicar terceiros ou violar dispositivo legal. omitir falsificar ou alterar prazo legal por má a ordem tributária  fraudar informação ou prestar declaração falsa.

não simuladas e anteriores ao fato gerador. incluindo simulação.  Evasão  condutas ilícitas ou posteriores ao fato gerador.Planejamento tributário  Elisão X evasão:  Elisão  condutas lícitas. fraude e sonegação. 116 .  Os atos  só podem ser atacados nos casos de evasão.

Norma anti-elisiva  Alcance:  Atinge  atos praticados com simulação ou fraude. 117 .  Não atinge  operações praticadas em observância à estrita legalidade. ou que se prestem a ocultar fato gerador já ocorrido. já punidos pela legislação anterior.

118 .arts.Planejamento tributário  Riscos envolvidos:  Responsabilidade dos administradores  com o que não é planejamento tributário.  Responsabilidade por sucessão  CTN . 128 a 138.  Análise risco X retorno  quantificar risco.

Planejamento tributário

Tipos de planejamento:

Contencioso X operacional;

Planejamento nas operações das empresas:
• Novos investimentos;
• Operações normais;
• Desinvestimentos.
119

Planejamento tributário

Novos investimentos:

Escolha do local do novo investimento  busca de
benefícios fiscais governamentais:
• Município  isenção de IPTU, ISS menor,
terrenos;
• Estado  guerra fiscal entre estados;
• União  regiões incentivadas, financiamentos;


“business core”  logística, distribuição, custos
adicionais de fretes;
Estruturação  aquisição e posterior incorporação de
forma a ter o melhor aproveitamento fiscal possível.
120

Incentivos fiscais

Tributos  são instituídos para serem
arrecadados;

Estado  pode abrir mão de parte da
arrecadação, visando incentivar determinadas
atividades ou regiões (renuncia fiscal);

Extrafiscalidade  utilização da tributação
com fins diversos de arrecadação;

Exemplos  zona franca de Manaus, isenções
para exportações, sociedades sem fins lucrativos
etc.
121

• comercialização dos produtos em mercado atacadista.ZFM  Situação:  empresa situada no município de SP desenvolve industrialização e comercialização de produtos. 122 .  operações envolvidas: • aquisição de MP e PI.Planejamento tributário . • reunião das partes (montagem industrial). • importação de componentes diretamente do exterior.

Planejamento tributário . • vende partes e peças para B. • revende o produto acabado reaquirido de B.ZFM Empresa em SP (A) • adquire MP e PI para fabricação de partes e peças. • realiza montagem. Subsidiária integral de A na ZFM (B) • importa componentes. • vende o produto acabado para A. 123 .

débito do ICMS. 124 há incidência de ICMS. . 59). (4) Não há incidência do IPI (se o revendedor for equiparado a industrial ocorre isenção de IPI). 63) e suspensão do II. (3) Isenção do IPI (art. sem débito de ICMS. 61 – decreto 2. pagamento de II com redução.Planejamento tributário .637/98).ZFM Venda dos produtos finais (3) Subsidiária integral de A na ZFM (B) Empresa em SP (A) Revenda dos produtos finais (4) Importações de componentes estrangeiros (2) Venda de partes e peças (1) (1) Suspensão de IPI (art. (2) Suspensão do IPI (art.

Empresa Alfa Sucessora de Beta e Ceres Empresa Ceres Incorporada 125 .Incorporação Empresa Beta Incorporada Empresas Beta e Ceres são extintas e seus ativos e passivos são incorporados pela Empresa Alfa. Empresa Alfa Incorporadora Os sócios de Beta e Ceres passam a ser sócios de Alfa na proporção definida na relação de troca.

Fusão Empresa Empresa A + Empresa B + Empresa C = D 126 .

Cisão total Transferência de 40% do patrimônio Empresa B Transferência de 60% do patrimônio Empresa C Empresa A 127 .

Cisão parcial Transferência de 30% do patrimônio Empresa B Formada com 30% do PL de A Empresa A Empresa A Continua com 70% de seu PL 128 .

Economia tributária Quem sabe mais. paga menos. 129 .

Bibliografia  BORGES. 2002. Dilene R. São Paulo. Atlas. Luís M.  FABRETTI. 2006. São Paulo. Cândido H. São Paulo. Carlos A.  SHINGAKI. 2001. Láudio C.  REIS. Pis/Cofins – Importação. Manual de Contabilidade Tributária. Atlas. 2001. OLIVEIRA. Gestão de Impostos. Planejamento Tributário. 2002. São Paulo: Saraiva.ed. GALLO. Planejamento Tributário. São Paulo: Atlas.  FABRETTI. Humberto B. Atlas. 130 .  OLIVEIRA. Manual de Contabilidade Tributária. e FABRETTI. Direito Tributário para os Cursos de Administração e Ciências Contábeis.  CAMPOS. 6. 3. Luciano G. e PEREIRA.ed. Láudio C. Manual de Contabilidade Tributária. dos. Luís M. & outros.  OLIVEIRA. 2002. Atlas. Mário. Atlas: 2010. São Paulo. & outros. São Paulo. 2002. São Paulo. Mauro F. Manual de Contabilização de Tribuos e Contribuições Sociais.  REIS. & outros. Contabilidade Tributária. 2005. Luís M.São Paulo: Saint Paul Institute. Atlas.

Mauro Gallo maurogallo@uol.FIB PLANEJAMENTO TRIBUTARIO MUITO OBRIGADO. Dr.com. Prof.br fev-mar/2011 131 .