You are on page 1of 53

Estatuto da Criança e do Adolescente.

Profa. Dra. Rosana Lopes

Concepção do ECA
O antigo “Código do Menor” (, Lei 6.697 de 10 de Outubro de
1979), anterior ao Estatuto da Criança e do adolescente –
Lei 8.069 de 13 de Julho de 1990, submetiam crianças e
adolescentes praticamente às mesmas regras dos
adultos para o julgamento e punições ou penas dos delitos
praticados, inclusive partilhavam com adultos dos mesmos
espaços para cumprimento das penas, a partir dos nove anos
de idade.

Concepção do ECA
Em 1990, o Código de Menores, que foi substituído pelo Estatuto da
Criança e do Adolescente – Lei 8.069 que intencionava melhor proteção
ao menor carente, abandonado e infrator a partir da CF 88.
CF 88- Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar
à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à
vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização,
à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência,
discriminação,
exploração,
violência,
crueldade
e
opressão.
(Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010)

Concepção do ECA
Estatuto da Criança e do Adolescente substitui a severidade das
penas criminais, medidas predominantemente pedagógicas.
Substitui o sentido de punir para proteger.
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao
adolescente.
Desta formar, criou-se a tutela (substituição do julgamento) e o
internamento (substituição da prisão).
“O menor, assim, não é julgado, mas tutelado; não era
condenado, mas sim protegido e não era preso, mas internado”.

ECA –

Principio da proteção integral.

O ECA expressa direitos da população infanto-juvenil brasileira, pois
afirma o valor intrínseco da criança e do adolescente como ser
humana, a necessidade de especial respeito à sua condição de pessoa
em desenvolvimento, o valor prospectivo da infância e adolescência
como portadoras de continuidade do seu povo e o reconhecimento
da sua situação de vulnerabilidade, o que torna as crianças e
adolescentes merecedores de proteção integral por parte da família,
da sociedade e do Estado.

Extraído

de:

http://www.webartigos.com/artigos/avaliacao-acerca-do-estatuto-da-crianca-e-do-adolescente/26509/

a efetivação dos direitos referentes à vida. à educação. O ECA estabelece a faixa etária que considera criança e adolescente: Art. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. a pessoa até doze anos de idade incompletos. da sociedade em geral e do poder público assegurar. à alimentação. . da comunidade.ECA – Principio da proteção integral. ao respeito. à dignidade. à cultura. ao esporte. à saúde. e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade Também estabelece a criança e o adolescente o direito a proteção plena. para os efeitos desta Lei. ao lazer. com absoluta prioridade. à profissionalização. Art. esta proteção é estabelecida nos artigos 4º e 5º. 4º É dever da família. 2º Considera-se criança.

. b)precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública. Art. exploração. d)destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude. punido na forma da lei qualquer atentado. discriminação. aos seus direitos fundamentais. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência. violência. por ação ou omissão. Parágrafo único. c)preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas. A garantia de prioridade compreende: a)primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias. crueldade e opressão.ECA – Principio da proteção integral.

reconhecimento da sua situação de vulnerabilidade. . da sociedade e do Estado. da sociedade em geral e do poder público assegurar.  A proteção plena (dever da família.  ECA estabelece a faixa etária que considera criança e adolescente: Criança a pessoa até doze anos de idade incompletos. Afirma o valor intrínseco da criança e do adolescente como ser humana.dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente. com absoluta prioridade).069 de 13 de Julho de 1990 – ECA – Estatuto da criança e do adolescente substitui o Código do menor. e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.  O ECA substitui o sentido de punir para proteger.  O ECA expressa direitos da população infanto-juvenil. o que torna as crianças e adolescentes merecedores de proteção integral por parte da família. (art. da comunidade.Retomando…  Lei 8. 1).

P)  Proteção de: negligência.Retomando…  Direitos referentes à vida: à saúde. exploração. ao lazer. discriminação. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude. 4.(art. à alimentação. à profissionalização. 4º)  Prioridade compreende: primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias. à dignidade. ao respeito. violência. crueldade e opressão. à cultura. (Art. por ação ou omissão. precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública. aos seus direitos fundamentais. ao esporte. à educação. preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas. punido na forma da lei qualquer atentado. .

. à Convivência Familiar e Comunitária. o Direito à Educação. à Cultura.ECA – Dos direitos. ao Esporte e ao Lazer.  O ECA apresenta como Direitos fundamentais: o Direito a Vida e a Saúde. à Liberdade.  O ECA determina que crianças e adolescentes devem usufruir de todos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. ao Respeito e à Dignidade. sem prejuízo da proteção integral o ECA.

(art.ECA – Sobre o Direito a vida e a saúde  Artigo 7º estabelece: A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde. 8 e 9). mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso. . atendimento psicológico inclusive a aquelas que desejarem entregar seus filhos a adoção. está assegurada a proteção a gestação. em condições dignas de existência. Neste caso. o atendimento pré e perinatal. envolvendo quando necessário alimentação.

185.12). ou quaisquer recursos necessários a habilitação ou reabilitação em qualquer circunstancia. gratuidade no recebimento de medicamentos. Os atendimentos em caso de internamento devem ser acompanhados por pais ou responsáveis. garantido o acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção. próteses. tendo a criança direito a permanência em tempo integral de um dos pais ou responsáveis (art . proteção e recuperação da saúde.ECA – atendimento integral à saúde  O artigo 11: É assegurado atendimento integral à saúde da criança e do adolescente. por intermédio do Sistema Único de Saúde. O Estatuto também estabelece o direito aos menores participarem de programas de assistência médica e odontológica para fins de prevenção de enfermidades (art. de 2005) É assegurado também atendimento especializado aos portadores de deficiência. (Redação dada pela Lei nº 11. 14) .

ao Respeito e à Dignidade  O artigo 15º estabelece: A criança e o adolescente têm direito à liberdade. ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis.ECA – Direito à Liberdade. . humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.

IV . praticar esportes e divertir-se. 16) .participar da vida familiar e comunitária. .crença e culto religioso. VI . VII . (art. sem discriminação.participar da vida política.ECA – Direito à Liberdade. na forma da lei. vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários.buscar refúgio. II . III .brincar. é compreendido como: I . ressalvadas as restrições legais.ir. auxílio e orientação.opinião e expressão. V .

vexatório ou constrangedor. idéias e crenças. pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano. 18) . psíquica e moral da criança e do adolescente. . É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente.ECA – Direito ao Respeito  Art. dos espaços e objetos pessoais. violento. abrangendo a preservação da imagem. (art. aterrorizante.  O art. da identidade. da autonomia. dos valores. 18 estabelece como dever de toda a sociedade o zelo pela dignidade da criança e do adolescente. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física. preservando-os de qualquer tipo de constrangimento ou tratamento desumano. 17.

19. excepcionalmente. assegurada a convivência familiar e comunitária.ECA – O Direito à Convivência Familiar e Comunitária  Toda criança e adolescente tem direito a desenvolver-se em um ambiente familiar. Art. Estabelece: Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e. em família substituta. em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes. tendo primazia a sua família da natural. .

a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais. guarda e educação dos filhos menores. . (art. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda(retomar o direito que possuía.provisório). tutela (provisório. 28) . Aos pais cabe o dever de sustento.ECA – O Direito à Convivência Familiar e Comunitária Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes. Importante destacar que a falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do pátrio poder. a criança ou adolescente deverá ser previamente ouvido e a sua opinião devidamente considerada. sendo que sempre que possível.sob inspeção) ou adoção (permanente) independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente.

à Cultura. IV . . preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. ao Esporte e ao Lazer  Art.acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. podendo recorrer às instâncias escolares superiores. V . A criança e o adolescente têm direito à educação. 22): I . visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa. assegurando-se-lhes (previsto em LDB 9394/96 art. II direito de ser respeitado por seus educadores.direito de contestar critérios avaliativos. III .ECA – O Direito à Educação. 53.igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.direito de organização e participação em entidades estudantis.

. 2. ao Esporte e ao Lazer Ao Estado o ECA estabelece o dever de assegurar à criança e ao adolescente (art. dentre outros na esfera educacional.atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência. à Cultura. o ensino fundamental.ECA – O Direito à Educação.progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio. 4º . não está atualizado a Ementa Constitucional 59/2009 que estabelece obrigatoriedade de oferta por parte do Estado a escolarização pública e de qualidade a crianças entre os 4 aos 17 anos. transporte. 3. 4. alimentação e assistência à saúde. inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. obrigatório e gratuito. 54): (previsto no Art. 5.Ldb 9394/96 e no art 208 da CF 88) 1. inclusive com eventuais programas suplementares de material didático-escolar. Vale ressaltar que o ECA. atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade.

] § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. pela freqüência à escola.. § 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental. . ao Esporte e ao Lazer Art.ECA – O Direito à Educação. junto aos pais ou responsável. § 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente.. 54. [. fazer-lhes a chamada e zelar. à Cultura.

de acordo também com a LDB 9394/96. aos pais. VII .287.informar pai e mãe. de 2001) . a participação na propostas educativas. Art. bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola. ao Esporte e ao Lazer O ECA.(Incluído pela Lei nº 10. sobre a frequência e rendimento dos alunos. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. Inclui-se neste Direito das crianças e adolescentes. ao juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de cinqüenta por cento do percentual permitido em lei. de 2009) VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município.ECA – O Direito à Educação. e a LDB 9394/96 estabelecem que os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos na rede regular de ensino. os responsáveis legais. 55.013. à Cultura. bem como no acompanhamento do desenvolvimento da aprendizagem. conviventes ou não com seus filhos. e. (Redação dada pela Lei nº 12. se for o caso.

III . 12 LDB 9394/96) Art. esgotados os recursos escolares. 12 e 14 – LDB 9394/96) Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de maus-tratos envolvendo seus alunos. ao Esporte e ao Lazer Parágrafo único (art. (art. (previsto no art. 55).ECA – O Direito à Educação. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: I .reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar. esgotados os recursos escolares.elevados níveis de repetência . 56. bem como os elevados níveis de repetência. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico. II . reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar. bem como participar da definição das propostas educacionais. à Cultura.maus-tratos envolvendo seus alunos.

sem prejuízo do disposto nesta Lei. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade. tendo como princípios os fundamentos enunciados em leis maiores. salvo na condição de aprendiz. Art. (Art. A proteção ao trabalho dos adolescentes é regulada por legislação especial. 60.  O ECA reserva o direito a profissionalização e à proteção no trabalho nos seus artigos 60 à 69.  Não há proibição à tarefas domésticas eventuais e simples.ECA – O Direito à profissionalização e a Proteção no Trabalho. ou seja. . O trabalho infantil é regulamentado em lei especial. Desde que essa não tenha cunho de obrigatoriedade e forçosamente. na condição de aprendiz. 61) .

Art.horário especial para o exercício das atividades.atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente. . 62. II . Art.garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular. Considera-se aprendizagem a formação técnico-profissional ministrada segundo as diretrizes e bases da legislação de educação em vigor. 63. A formação técnico-profissional obedecerá aos seguintes princípios: I .  O artigo 62 conceitua aprendizagem como sendo a formação técnicoprofissional ministrada segundo as diretrizes e bases da legislação de educação em vigor.ECA – O Direito à profissionalização e a Proteção no Trabalho. III . No artigo 63 declara alguns princípios da aprendizagem técnico-profissional.

É visto que todos podem denunciar qualquer abuso. realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte.realizado em horários e locais que não permitam a freqüência à escola. é vedado trabalho: I . em regime familiar de trabalho.ECA – O Direito à profissionalização e a Proteção no Trabalho.perigoso. II . Art.  Devido a postulação de que todos devem zelar pelos direitos da criança e do adolescente. assistido em entidade governamental ou não-governamental. III .noturno.realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu desenvolvimento físico. 67. . Ao adolescente empregado. que estão relacionadas ao trabalho noturno. insalubre ou penoso. aluno de escola técnica. insalubridade e horários que não permitam a freqüência a escola.  No artigo 67 é apresentada algumas proibições ao trabalho de adolescentes. aprendiz. periculosidade. IV . sendo que lhe é garantido o direito de sigilo. psíquico. moral e social.

O programa social que tenha por base o trabalho educativo. Art. Art. maior de quatorze anos. Art. . são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários. sob responsabilidade de entidade governamental ou não-governamental sem fins lucrativos.ECA – O Direito à profissionalização e a Proteção no Trabalho. 66. deverá assegurar ao adolescente que dele participe condições de capacitação para o exercício de atividade regular remunerada. 68. 65.  E ainda é importante ressaltar: Art. Ao adolescente portador de deficiência é assegurado trabalho protegido. Ao adolescente até quatorze anos de idade é assegurada bolsa de aprendizagem. 64. Ao adolescente aprendiz.

entre outros: I . Art. 68. II . observados os seguintes aspectos.ECA – O Direito à profissionalização e a Proteção no Trabalho. (cont. O adolescente tem direito à profissionalização e à proteção no trabalho.respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.) § 1º Entende-se por trabalho educativo a atividade laboral em que as exigências pedagógicas relativas ao desenvolvimento pessoal e social do educando prevalecem sobre o aspecto produtivo 2º A remuneração que o adolescente recebe pelo trabalho efetuado ou a participação na venda dos produtos de seu trabalho não desfigura o caráter educativo. 69.capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho. . Art.

participar da vida política. ao lazer. crença e culto religioso. ao respeito e à dignidade -ir. ao respeito. à cultura. da comunidade. atendimento psicológico inclusive a aquelas que desejarem entregar seus filhos a adoção. com absoluta prioridade. ao esporte. participar da vida familiar e comunitária. envolvendo quando necessário alimentação. à alimentação. vir. a efetivação dos direitos referentes à vida.Retomando…  Estabelece que é dever da família. à dignidade. da sociedade em geral e do poder público assegurar. auxílio e orientação. à educação. praticar esportes e divertir-se. o atendimento pré e perinatal. à saúde. buscar refúgio. opinião e expressão. sem discriminação. . à profissionalização.  A criança e o adolescente têm direito à liberdade. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. brincar. está assegurada a proteção a gestação.

objetivando assegurar ao pleno desenvolvimento de sua pessoa. transporte. com eventuais programas suplementares de material didático-escolar. 22). alimentação e assistência à saúde. (LDB 9394/96 art. atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência.  Educação Básica. Vale ressaltar que o ECA. . não está atualizado a Ementa Constitucional 59/2009 que estabelece obrigatoriedade de oferta por parte do Estado a escolarização pública e de qualidade a crianças entre os 4 aos 17 anos. obrigatório e gratuita. inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.Retomando…  A criança e o adolescente têm direito à educação (direito público subjetivo).

Retomando…  O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física. abrangendo a preservação da imagem.sob inspeção) ou adoção (permanente). . psíquica e moral da criança e do adolescente. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda (retomar o direito que possuíaprovisório). da autonomia. idéias e crenças. guarda e educação dos filhos menores. excepcionalmente. a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais (ex: matricula na escola). preservando-os de qualquer tipo de constrangimento ou tratamento desumano. dos espaços e objetos pessoais.  O direito a convivência familiar: Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e. da identidade. em família substituta. tutela (provisório. Aos pais cabe o dever de sustento. dos valores.

periculosidade. na condição de aprendiz. bem como no acompanhamento do desenvolvimento da aprendizagem. e a LDB 9394/96 estabelecem que os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos na rede regular de ensino. salvo na condição de aprendiz. (art. Inclui-se neste Direito aos pais.Retomando…  ECA. são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários e portador de deficiência é assegurado trabalho protegido. . insalubridade e horários que não permitam a freqüência a escola. de acordo também com a LDB 9394/96. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade. Não há proibição à tarefas domésticas eventuais e simples. É apresentada algumas proibições ao trabalho de adolescentes: trabalho noturno.  O ECA reserva o direito a profissionalização e à proteção no trabalho.  Ao adolescente até quatorze anos de idade é assegurada bolsa de aprendizagem. a participação na propostas educativas. O adolescente tem direito à profissionalização e à proteção no trabalho. Conceitua aprendizagem como sendo a formação técnico-profissional ministrada segundo Ldb 9394/96. 12). maior de quatorze anos.

. no entanto. também regula e determina restrições a fim de preserva o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes.ECA – DA PREVENÇÃO O ECA estabelece a crianças e adolescente o direito e acesso a informação e a cultura.

culturais e informativas. àquelas que forem menores de dez anos somente poderão ingressar e permanecer nos locais de apresentação ou exibição quando acompanhadas dos pais ou responsável.ECA – DA PREVENÇÃO Da informação. apresentação ou exibição.  Ao mesmo tempo as emissoras de rádio e televisão somente exibirão. . antes de sua transmissão. artísticas. no horário recomendado para o público infantojuvenil. Lazer. Diversões e Espetáculos:  O direito ao acesso às diversões e espetáculos públicos classificados como adequados à sua faixa etária.  Nenhum espetáculo será apresentado ou anunciado sem aviso de sua classificação. Esportes. programas com finalidades educativas. Cultura.

locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada. Lazer. O poder público. Diversões e Espetáculos: Art. Art. As crianças menores de dez anos somente poderão ingressar e permanecer nos locais de apresentação ou exibição quando acompanhadas dos pais ou responsável. Parágrafo único. informando sobre a natureza deles. Parágrafo único. 75. Os responsáveis pelas diversões e espetáculos públicos deverão afixar. Cultura. regulará as diversões e espetáculos públicos. através do órgão competente. informação destacada sobre a natureza do espetáculo e a faixa etária especificada no certificado de classificação. à entrada do local de exibição. 74. . em lugar visível e de fácil acesso. Esportes. as faixas etárias a que não se recomendem. Toda criança ou adolescente terá acesso às diversões e espetáculos públicos classificados como adequados à sua faixa etária.ECA – DA PREVENÇÃO Da informação.

Parágrafo único. no horário recomendado para o público infanto juvenil. . Os proprietários. Lazer. 77. diretores. programas com finalidades educativas. gerentes e funcionários de empresas que explorem a venda ou aluguel de fitas de programação em vídeo cuidarão para que não haja venda ou locação em desacordo com a classificação atribuída pelo órgão competente. Parágrafo único. no invólucro. Nenhum espetáculo será apresentado ou anunciado sem aviso de sua classificação. As emissoras de rádio e televisão somente exibirão. apresentação ou exibição. Esportes. artísticas. As fitas a que alude este artigo deverão exibir. informação sobre a natureza da obra e a faixa etária a que se destinam. 76. Diversões e Espetáculos: Art. Cultura. Art. culturais e informativas.ECA – DA PREVENÇÃO Da informação. antes de sua transmissão.

. Cultura. Parágrafo único. com a advertência de seu conteúdo.ECA – DA PREVENÇÃO Da informação. As revistas e publicações contendo material impróprio ou inadequado a crianças e adolescentes deverão ser comercializadas em embalagem lacrada. 78. Lazer. As editoras cuidarão para que as capas que contenham mensagens pornográficas ou obscenas sejam protegidas com embalagem opaca. Diversões e Espetáculos: Art. Esportes.

legendas. 79. 80. As revistas e publicações destinadas ao público infanto-juvenil não poderão conter ilustrações. cuidarão para que não seja permitida a entrada e a permanência de crianças e adolescentes no local. . Lazer. crônicas ou anúncios de bebidas alcoólicas. Diversões e Espetáculos: Art. Art. Os responsáveis por estabelecimentos que explorem comercialmente bilhar. fotografias. e deverão respeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família. tabaco. armas e munições. afixando aviso para orientação do público. sinuca ou congênere ou por casas de jogos. Esportes. assim entendidas as que realizem apostas. Cultura.ECA – DA PREVENÇÃO Da informação. ainda que eventualmente.

por exemplo. Nesse particular. inadvertidamente solicitam a menores ou adolescentes efetuarem compras ou aquisições indevidas a seu mando (cigarros/bebidas). tais como armas.ECA – DA PREVENÇÃO Dos Produtos e Serviços É proibida a venda à criança ou ao adolescente de alguns produtos prejudiciais a sua formação e sua educação. importante a atenção dos pais para não contribuírem neste tipo de infração quando. munições e explosivos. . bebidas alcoólicas ou produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica ainda que por utilização indevida.

81. munições e explosivos. 82.revistas e publicações a que alude VI .produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica ainda que por utilização indevida. III .fogos de estampido e de artifício. .bebidas alcoólicas. salvo se autorizado ou acompanhado pelos pais ou responsável.ECA – DA PREVENÇÃO Dos Produtos e Serviços Art. II . motel.armas. É proibida a hospedagem de criança ou adolescente em hotel. V . Art. IV . pensão ou estabelecimento congênere.bilhetes lotéricos e equivalentes. É proibida a venda à criança ou ao adolescente de: I . exceto aqueles que pelo seu reduzido potencial sejam incapazes de provocar qualquer dano físico em caso de utilização indevida.

comprovado documentalmente o parentesco. 83. Nenhuma criança poderá viajar para fora da comarca onde reside. desacompanhada dos pais ou responsável. se na mesma unidade da Federação. a pedido dos pais ou responsável. § 2º A autoridade judiciária poderá. b) a criança estiver acompanhada: 1) de ascendente ou colateral maior. . até o terceiro grau. sem expressa autorização judicial. ou incluída na mesma região metropolitana. conceder autorização válida por dois anos.ECA – DA PREVENÇÃO Da Autorização para Viajar Art. expressamente autorizada pelo pai. § 1º A autorização não será exigida quando: a) tratar-se de comarca contígua à da residência da criança. 2) de pessoa maior. mãe ou responsável.

ECA – DA PREVENÇÃO Da Autorização para Viajar Art. . se a criança ou adolescente: I . II .estiver acompanhado de ambos os pais ou responsável. Art. autorizado expressamente pelo outro através de documento com firma reconhecida. 85. a autorização é dispensável. Sem prévia e expressa autorização judicial.viajar na companhia de um dos pais. Quando se tratar de viagem ao exterior. 84. nenhuma criança ou adolescente nascido em território nacional poderá sair do País em companhia de estrangeiro residente ou domiciliado no exterior.

.os menores vítimas. Estas medidas caracterizam os menores em três categorias: 1. 2. aqueles que praticam atos infracionais.carentes ou em situação irregular.ECA –Das Medidas de Proteção São consideradas medidas de proteção à criança e ao adolescente. 3. quando estes tiverem direitos reconhecidos na Lei ameaçados ou violados.

inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família.encaminhamento aos pais ou responsável. à criança e ao adolescente.ECA –Das Medidas de Proteção O art. apoio e acompanhamento temporários. mediante termo de responsabilidade. II . em regime hospitalar ou ambulatorial. IV . V . . determina que são medidas de proteção: I .orientação.requisição de tratamento médico. III . psicológico ou psiquiátrico. 101 da Lei.matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental.

VIII . não sendo esta possível. utilizáveis como forma de transição para reintegração familiar ou.inclusão em programa de acolhimento familiar. Parágrafo único.010. O abrigo é medida provisória e excepcional.inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. não implicando privação de liberdade. VIII .abrigo em entidade.ECA –Das Medidas de Proteção art. 101 (continuação): VI . (Incluído pela Lei nº 12.colocação em família substituta. de 2009) § 1o O acolhimento institucional e o acolhimento familiar são medidas provisórias e excepcionais.010. IX . orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos.acolhimento institucional. VII . utilizável como forma de transição para a colocação em família substituta. para colocação em família substituta. de 2009) . não implicando privação de liberdade. (Incluído pela Lei nº 12. VII .colocação em família substituta.

saúde e formação moral. como em estabelecimentos de educação ou aprendizagem profissional. II. porque ela permite que o menor permaneça em seu meio natural.ECA –Das Medidas de Proteção I. Encaminhamento aos pais ou responsáveis à. junto à família e na sociedade. o encaminhamento aos pais. Determinada em situações de risco como a falta de investimento afetivo por parte dos pais. a sua ausência. Pode ocorrer tanto na família. Orientação. Apoio e Acompanhamento Temporário à esta medida está implícita na primeira. . são casos nos quais se encontram em perigo a sua segurança. a rejeição do filho. O Estatuto indica a preferência a essa medida. desde que este não seja prejudicial à sua educação e desenvolvimento de sua personalidade.

101. visando à saúde do adolescente.ECA –Das Medidas de Proteção III. sob o enfoque médico. Matrícula e Freqüência Obrigatória em Estabelecimento de Ensino Fundamental à a matrícula e freqüência em estabelecimento fundamental caracterizam-se como medida de social e preventiva. psicológico e psiquiátrico. Tratamento Médico. Psicológico ou Psiquiátrico à. IV. por se tratar de um tipo de internação provisória. é específico das medidas sócio-educativas. . porque previne o analfabetismo e a marginalidade. O ECA prevê dois programa comunitário: um de auxílio à família e ao menor e outro de tratamento a alcoólatras e toxicômanos. V. Programa Comunitário à o art. incisos IV e VI. Constitui-se em um tratamento tutelar.

pois está comprovada a nocividade da instituição psiquiátrica. O ECA também estipula situações nas quais tanto o responsável quanto o adolescente devem ser instados a modificarem atitudes. Abrigo em Entidade/Colocação em Família Substituta à o abrigo Constiui-se em uma medida provisória e excepcional. e justamente porque são penalmente inimputáveis. que é a conduta descrita como crime ou contravenção penal para os maiores de idade. os menores de dezoito anos poderão sofrer sanções. VII/VIII . Prefere-se o tratamento ambulatorial. . caracterizando-se como fase de transição ou preparação para a sociedade (colocação em família substituta). tais como a de internação em estabelecimento apropriado para este fim. definindo sanções para os casos mais graves. Nas hipóteses do menor cometer ato infracional. Orientação e Tratamento a Alcoólatras e Toxicômanos à.ECA –Das Medidas de Proteção VI.

103.ECA –Das Medidas de Proteção Art. Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal. deve ser considerada a idade do adolescente à data do fato. Art. 104. Art. Parágrafo único. 105. Ao ato infracional praticado por criança corresponderão as medidas previstas no art. . Para os efeitos desta Lei. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos. 101. sujeitos às medidas previstas nesta Lei.

(art. V – inserção em regime de semi-liberdade. em local distinto daquele destinado ao abrigo. havendo outra medida adequada. IV – liberdade assistida. obedecendo à rigorosa separação por critérios de idade. Sendo que em nenhuma hipótese será aplicada a internação. II – obrigação de reparar o dano. a autoridade competente poderá aplicar ao adolescente as seguintes medidas: I – advertência. A internação deverá ser cumprida em entidade exclusiva para adolescentes.ECA –Das Medidas de Proteção Verificada a prática de ato infracional.  . por reiteração no cometimento de outras infrações graves. 112 – máximo 3 anos) A medida de internação só poderá ser aplicada quando tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa. compleição física e gravidade da infração. III – prestação de serviços à comunidade. VI – internação em estabelecimento educacional.

àquelas que forem menores de dez anos somente poderão ingressar e permanecer nos locais de apresentação ou exibição quando acompanhadas dos pais ou responsável.  As emissoras de rádio e televisão somente exibirão. culturais e informativas.  Nenhum espetáculo será apresentado ou anunciado sem aviso de sua classificação. artísticas. desacompanhada dos pais ou responsável.Retomando…  O ECA estabelece a crianças e adolescente o direito e acesso a informação e a cultura.  Nenhuma criança poderá viajar para fora da comarca onde reside. sem expressa autorização judicial . no entanto.  O direito ao acesso às diversões e espetáculos públicos classificados como adequados à sua faixa etária. no horário recomendado para o público infanto-juvenil. programas com finalidades educativas. também regula e determina restrições a fim de preserva o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes.

legendas. crônicas ou anúncios de bebidas alcoólicas.  É proibida a venda à criança ou ao adolescente de alguns produtos prejudiciais a sua formação e sua educação. armas e munições. bebidas alcoólicas ou produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica ainda que por utilização indevida. sem expressa autorização judicial. desacompanhada dos pais ou responsável.  Nenhuma criança poderá viajar para fora da comarca onde reside. . tabaco. tais como armas.  As revistas e publicações destinadas ao público infanto-juvenil não poderão conter ilustrações.Retomando…  As revistas e publicações contendo material impróprio ou inadequado a crianças e adolescentes deverão ser comercializadas em embalagem lacrada. fotografias. munições e explosivos.

V . em regime hospitalar ou ambulatorial.orientação.abrigo em entidade. VII . VIII .Retomando…  São consideradas medidas de proteção à criança e ao adolescente. aqueles que praticam atos infracionais.requisição de tratamento médico. psicológico ou psiquiátrico. quando estes tiverem direitos reconhecidos na Lei ameaçados ou violados. os menores vítimas. II .inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família.matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental.  São medidas de proteção: I .acolhimento institucional. IX .colocação em família substituta. não implicando privação de liberdade. à criança e ao adolescente.encaminhamento aos pais ou responsável. apoio e acompanhamento temporários. VI inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. VIII .010. orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos. VII .inclusão em programa de acolhimento familiar. mediante termo de responsabilidade. IV . (Incluído pela Lei nº 12.  Estas medidas caracterizam os menores em três categorias: carentes ou em situação irregular. III . de 2009) . utilizável como forma de transição para a colocação em família substituta.  O abrigo é medida provisória e excepcional.colocação em família substituta.

VI – internação em estabelecimento educacional. III – prestação de serviços à comunidade. Orientação. Encaminhamento aos pais ou responsáveis à. III. por reiteração no cometimento de outras infrações graves.  Ao adolescente as seguintes medidas: I – advertência. II – obrigação de reparar o dano. II. Tratamento Médico. V. Matrícula e Freqüência Obrigatória em Estabelecimento de Ensino Fundamental.  A medida de internação só poderá ser aplicada quando tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa. A internação deverá ser cumprida em entidade exclusiva para adolescentes.  Ao ato infracional praticado por criança corresponderão as medidas previstas no art. Deve ser considerada a idade do adolescente à data do fato. . IV. Apoio e Acompanhamento Temporário à esta medida está implícita na primeira.  Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal. IV – liberdade assistida. Programa Comunitário. V – inserção em regime de semi-liberdade. Psicológico ou Psiquiátrico.Retomando…  São medidas de proteção: I. o encaminhamento aos pais. 101.