You are on page 1of 36

AÇÕES ORDINÁRIAS EM

MATÉRIA TRIBUTÁRIA
São ações antiexacionais
impróprias, de rito ordinário,
manejadas pelo contribuinte
com o objetivo de obter tutela
jurisdicional de controle da
atividade fiscal.

ESPÉCIES DE AÇÕES
ORDINÁRIAS EM MATÉRIA
TRIBUTÁRIA

Ação declaratória positiva;

Ação declaratória negativa;

Ação anulatória de ato impositivo;

Ação condenatória de repetição de
indébito

CUMULAÇÕES E
ESPECIFICIDADES

ação declaratória (positiva) créditos
tributários escriturais;

Ação declaratória(negativa) de
inexistência de relação jurídica
tributária;

 Ação anulatória de lançamento (constitutiva negativa) cumulada com pedido de repetição de indébito (condenatória). Ação declaratória(negativa) de ilegalidade ou inconstitucionalidade de norma tributária(inexistência de relação jurídica) cumulada com repetição de indébito(condenatória).  Ação anulatória de lançamento (constitutiva negativa) cumulada com pedido de condenação em perdas e danos.  Ação declaratória de tributação indevida(negativa) cumulada com declaratória do direito de compensação(declaratória positiva) etc .

de rito ordinário aforada pelo contribuinte em face da Fazenda Pública ou em face de ente que exerça funções parafiscais.AÇÃO DECLARATÓRIA EM MATÉRIA TRIBUTÁRIA  Conceito: É ação antiexacional imprópria. . com a finalidade de ver reconhecida judicialmente (declarada) a existência a forma(declaração positiva) ou a inexistência (declaração negativa) de determinado vínculo jurídico obrigacional de caráter tributário com o objetivo de acertamento da relação fiscal maculada pela incerteza.

 A FAZENDA PÚBLICA PODE UTILIZARSE DA AÇÃO DECLARATÓRIA EM MATÉRIA TRIBUTÁRIA? .

da existência ou inexistência da relação jurídica.DECLARATIVIDADE POSITIVA E NEGATIVA  Fundamento: art. É admissível a ação declaratória ainda que tenha ocorrido a violação do direito. 4o. Parágrafo único. Do CPC : “O interesse do autor pode limitar-se à declaração: I. II da autenticidade ou falsidade de documento.” .

 Ação declaratória X anulatória .

ex. lançamento de créditos ou correção monetária em escrita Fiscal (ICMS e IPI) Não desconstitui o lançamento nem certidão de dívida ativa .EFICÁCIA DA SENTENÇA DECLARATÓRIA   Promanam efeitos palpáveis.

268 do CPC) . Sentença de extinção do processo sem julgamento do mérito (sentença processual) não estabiliza a relação jurídica incerta e permite a repropositura da ação. ressalvados os casos de perempção (art. Sentença de improcedência torna indiscutível a exigibilidade do tributo.   Sentença de procedência na declaratória negativa torna indiscutível a inexigibilidade do tributo.

colimando a obtenção de sentença de conteúdo anulatório (modificativo ou extintivo) que anule total ou parcialmente ato administrativo de imposição tributária(lançamento tributário propriamente dito). ato administrativo de aplicação de penalidades (auto de infração) .AÇÃO ANULATÓRIA  Conceito: ação antiexacional imprópria de rito ordinário e de natureza constitutivanegativa. que pode ser proposta pelo contribuinte em face da Fazenda Pública.

830/80  Posições do STF e STJ  O princípio da tutela judicial efetiva em matéria tributária . 38 da Lei 6.AÇÃO ANULATÓRIA E O DEPÓSITO PREPARATÓRIO  Art.

Ex. ato administrativo de classificação fiscal ou de apreensão de mercadoria. anulação de decisão administrativa denegatória de restituição de pagamento indevido(art.OBJETO DA AÇÃO ANULATÓRIA   Pressupõe a existência de ato administrativo Este ato administrativo pode ser tanto o ato de lançamento como outro ato qualquer promovido pela administração tributária e que represente gravame à esfera jurídica do contribuinte. 169 CTN) .

e concomitantemente.ANULATÓRIA E DECLARATÓRIA NEGATIVA: CUMULAÇÃO  É possível que o contribuinte pretenda por via de pedido anulatório a desconstituição de ato de lançamento fundado em norma reputada inconstitucional. pretenda por via de pedido declaratório o reconhecimento da inexistência de relação jurídica tributária como fundamento da mesma inconstitucionalidade .

AÇÃO ANULATÓRIA E EXECUÇÃO FISCAL   Ação com depósito (impede ou suspende a execução fiscal até o trânsito em julgado) Ação desacompanhada do depósito integral (não impede nem trava a execução fiscal) .

. que pode ser proposta pelo contribuinte em face do ente tributante que tenha recebido tributos tidos como indevidos. com o escopo da obtenção de sentença de conteúdo condenatório que determine ao órgão exator a devolução dos ingressos indevidos.AÇÃO CONDENATÓRIA DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO  Conceito: é ação antiexacional imprópria de rito ordinário e de natureza condenatória.

OBJETO  O pedido condenatório (objeto) da ação repetitória consiste na devolução de tributos. penalidades pecuniárias ou acréscimos como correção monetária e juros recolhidos indevidamente .

Ilegalidade ou inconstitucionalidade da norma que embasou o recolhimento do tributo cuja devolução se requer .CAUSA DE PEDIR    Está assentada em erro material ou formal gerador do recolhimento efetuado. Anulabilidade do auto de infração ou do ato de lançamento.

além dos princípios constitucionais da tributação  CTN arts. 165 a 169 .FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS E INFRACONSTITUCIONAIS  Garantia do direito de propriedade.

REPETIÇÃO DE INDÉBITO E COMPENSAÇÃO   A decisão que julga pela procedência da Ação de repetição de indébito é composta por duas partes: uma declaratória e outra condenatória. O contribuinte pode utilizar-se da carga declaratória da mesma para dar azo a compensação. .

O PRAZO PRESCRICIONAL PARA O PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E A NORMA INTERPRETATIVA DA LC 118/2005 .

156. do CTN .art. 164 do CTN  Ação de dação em pagamento. XI.OUTRAS MODALIDADES DE AÇÕES:  Ação de consignação em pagamento – art.

de tributo idêntico sobre o mesmo fato gerador .de exigência. ou ao cumprimento de obrigações acessória. II. por mais de uma pessoa jurídica de direito público.de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem fundamento legal. 164 DO CTN:     “A importância do crédito tributário pode ser consignada judicialmente pelo sujeito passivo. III.recusa de recebimento. nos seguintes casos: I. ou subordinação deste ao pagamento de outro tributo ou de penalidade.ART.

. cobra-se o crédito acrescido de juros de mora. o pagamento se reputa efetuado e a importância consignada é convertida em renda.  § 2o. sem prejuízo das penalidades cabíveis. julgada improcedente a consignação no todo ou em parte. A consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe pagar. Julgada procedente a consignação. § 1o.

) .) Discussão do montante indevido: impossibilidade (§ 1o. Legitimidade ativa: sujeito passivo da obrigação tributária(contribuinte ou responsável) Suspensão da exigibilidade do crédito tributário (dedução a partir do § 2o.    Consignação em matéria tributária só tem cabimento nas hipóteses previstas neste artigo.

situação que tem ocorrido. do ISS e do ICMS.com indesejável frequência com a cobrança do IPTU. As duas primeiras modalidades se caracterizam como mora accipiendi (mora imputável à Administração tributária)  A terceira hipótese cuida da pluralidade ou concorrência de credores. . gerando no contribuinte a incerteza subjetiva quanto ao verdadeiro credor da obrigação tributária.

não há dúvida de que o regime processual adequado para o seu processamento é o do CPC. 890 e seguintes. Figura do CPC como procedimento especial de jurisdição contenciosa disciplinado nos arts. .AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO NO CPC   Embora o CTN não tenha referenciado a ação de consignação judicial como causa da extinção das obrigações tributárias.

 Impossibilidade da consignação bancária  Relações jurídicas continuativas e consignatória: inexiste óbice à utilização para pagamento na hipóteses de relações jurídicas continuativas (ISS ou ICMS)  Consignatória em face da “incerteza subjetiva” .

até seu desfecho definitivo . o contribuinte deverá permanecer no feito.A CONVERSÃO DA CONSIGNATÓRIA EM PROCEDIMENTO ORDINÁRIO E A ASSISTÊNCIA LITISCONSORCIAL DO CONTRIBUINTE  Se se estabelecer controvérsia sobre a quantia a ser depositada ou se a relação jurídica tributária for de natureza continuativa de modo a exigir a promoção de outros depósitos no curso do litígio.

XI do CTN. 156. sendo restrita à dação de imoveis. dependendo de lei federal.AÇÃO DE DAÇÃO EM PAGAMENTO  Prevista no art. estadual ou municipal que a autorize .

sob a forma de proteção a legalidade e a outros princípios de raiz constitucional . uma vez que seus requisitos e seu trâmite se ajustam com precisão às necessidades da lide tributária que. envolve proteção a direito líquido e certo. freqüentemente.MANDADO DE SEGURANÇA  Trata-se de ação antiexacional tributária com peculiaridades que favorecem seu manejo na órbita fiscal.

Entretanto poucas alterações substanciais ocorreram no âmbito do processo tributário. .MANDADO DE SEGURANÇA  A lei 12.533/51 veio a estabelecer nova disciplina ao mandado de segurança individual e coletivo provocou certo rebuliço no mundo jurídico. revogando a lei 1.016/2009 que. a maioria da novas disposições já se encontravam com entendimento consolidado no âmbito da Jurisprudência dos nossos tribunais. uma vez que. muito embora ainda não tivessem previsão legal expressa.

fiança ou depósito.  O § 1º do art. com o objetivo de assegurar o ressarcimento à pessoa jurídica”. 7º (proibições ao cabimento de medidas de urgência)  . 7º (cabimento de agravo de instrumento contra decisão sobre o pedido de medida de urgência) 4. Os §§ 2º e 5º do art.MANDADO DE SEGURANÇA  O inciso III do art. 7º (pressupostos legais para a concessão de medidas de urgência) sendo facultado exigir do impetrante caução.

a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza”. 7º exclui a possibilidade de concessão de “liminar” para determinados fins.  . a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior. salvo se revogada ou cassada. Diz que: “Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos tributários. 7º prevê que: “Os efeitos da medida liminar. persistirão até a prolação da sentença”. A regra não diz nada que já não decorra da legislação em vigor.  O § 3º do art.MANDADO DE SEGURANÇA  O § 2º do art.

430/96 dispõe que não pode ser aplicada multa de ofício no lançamento efetuado com a finalidade de prevenir a decadência quando o tributo estiver com a exigibilidade suspensa por medida judicial. consoante a previsão do art. persistirão até a prolação da sentença”. No tocante à matéria tributária o art. 63 da Lei no. A regra não diz nada que já não decorra da legislação em vigor.MANDADO DE SEGURANÇA    O § 3º do art. 9. 151. 7º prevê que: “Os efeitos da medida liminar. salvo se revogada ou cassada. incisos IV e V do CTN .

22 (contraditório prévio para a concessão de medida de urgência em mandado de segurança coletivo) . 7º (prioridade na tramitação do mandado de segurança em caso de deferimento do pedido de medida de urgência) O art.MANDADO DE SEGURANÇA    O § 4º do art. 8º (perempção ou caducidade da medida de urgência) O § 2º do art.