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MATERIAIS REFRATÁRIOS EM FORNOS ROTATIVOS

NA INDÚSTRIA DE CIMENTO

Grupo: Murilo Uliani
Victor Valeriano

Introdução
•O Cimento Portland é um dos mais importantes materiais de
construção e altamente empregado pela humanidade;
• Por definição, cimento é um “aglomerante hidráulico resultante
da mistura homogênea de clínquer Portland, gesso e adições
normalizadas finamente moídos ”.
– Aglomerante: porque tem a propriedade de unir outros materiais.
– Hidráulico: porque reage (hidrata) ao se misturar com água e depois
de endurecido ganha características de rocha artificial.

O forno rotativo é um reator químico. no qual o processo de sinterização da mistura de calcário.Introdução • • Entender as fases da formação do clínquer dentro do forno é fundamental para a especificação dos refratários adequados a cada zona do forno. . argila e outros fundentes resultam em clínquer. a matéria-prima básica do cimento Portland.

protegendo os elementos em contato com ele. a principal função do refratário é suportar altas temperaturas sem fundir. . • na indústria do cimento.Forno rotativo • reator químico • é um dispositivo que fornece enorme quantidade de calor a fim de alterar a composição química de um determinado objeto ou material.

dependendo da temperatura e das reações químicas envolvidas durante o processo. Um forno pode ser subdividido em diversas zonas ou regiões. .Forno rotativo Perfil térmico e subdivisões do forno O perfil térmico do forno varia ao longo de sua extensão.

com/watch?v=8T0KvIdORhU .youtube.VÍDEO • https://www.

Subdivisões do forno rotativo .

Introdução de fornos rotativos de alta produtividade 2.Forno rotativo Mecanismos de desgaste dos refratários nos fornos de cimento 1. ocasionando alteração da atmosfera dos fornos .Utilização de combustíveis alternativos.Produção de diversos tipos de clínqueres em um mesmo forno 3.

Possíveis solicitações dos revestimentos refratários .

Zonas térmicas Zona de descarbonatação: de 300ºC a 1000°C (+) Esta etapa pode ocorrer dentro do forno rotativo ou em modernos precalcinadores. • Erosão (devido ao fluxo da farinha). • Elevada temperatura. e se constitui de duas etapas: •O primeiro passo (entre 300°C e 650°C) é caracterizado pelos seguintes aspectos: • Presença da farinha crua (não há fases minerais formadas). • Evaporação e desidratação (da água) relacionada quimicamente à matéria-prima. .

– boa resistência aos impactos de colagens anômalas. – tijolos com conteúdo de SiO2 inferior a 45% são adequados. pode-se desenvolver uma camada vítrea com o álcali na superfície do tijolo. – quando sais alcalinos estão presentes. .Zonas térmicas • Refratários: – capacidade de proteger o acionamento do forno (bom grau de isolamento). prevenindo sua propagação ou posterior infiltração.

–baixa porosidade. . . .SiO2 é um fator limitante . –elevada resistência mecânica.Variação de temperatura. C12A7 e C2S.Formação de CA.Zonas térmicas • Na segunda etapa (entre 650°C e 1000°C) das reações. –risco de reações eutéticas a Al2O3-CaO. ocorre o desenvolvimento de novas fases mineralógicas: .Formação de CaO e CO2. • Refratários: –recomenda-se utilizar tijolos com um conteúdo de 70% Al2O3. com o propósito de torná-los resistentes ao ataque químico.Ataque de álcali.

•Difícil de se especificar o tijolo adequado.Zonas térmicas Zona de transição superior: de 1000ºC a 1238°C (+) •Zona mais instável. afetando a estabilidade operacional do forno. – Tipo de combustível. •Região onde começa a aparecer colagem. – Forma da chama. •Frequentes incidências de sobrecargas térmicas. – Desenho do queimador do forno. .

•Temperaturas mais elevadas. • Elevada temperatura operacional. •Ponto mais elevado da fase líquida. •É formada uma colagem estável. CaO livre e C 2S. • Ataque químico de sulfatos alcalinos. infiltração de fase líquida e formação de revestimento.Zonas térmicas Zona de sinterização: de 1338ºC a 1450°C (+) •Onde ocorre a clinquerização. protegendo a zona de queima. Normalmente podemos encontrar nesta zona do forno: • Presença de fase líquida de 18 a 32%. •Reação de CaO livre com C2S gera C3S. . • Desenvolvimento de C3S pela reação de CaO e C 2S.

– Influência do fluxo de ar secundário do resfriador. •Grande maioria de C3S formada. . •Baixa atividade química. •Zona submetida a intensas variações de temperatura.Zonas térmicas Zona de transição inferior: de 1400ºC a 1200°C (+) •Início da cristalização das fases minerais do clínquer.

elevado módulo de ruptura a quente e alta elasticidade. • Exposição dos refratários a choques térmicos. • Ataques químicos de sulfatos alcalinos. baixa permeabilidade a gás. • Frequentes variações de temperatura. • Atmosfera Redox.Zonas térmicas Esta zona é caracterizada pelos seguintes aspectos: • Presença da fase líquida. . Formada de tijolos básicos com elevada flexibilidade estrutural. • Influência de fadiga mecânica proveniente dos anéis de rodamento do forno.

acentuada erosão de descarga (pelo pó carregado pelos gases de resfriamento) e esforço mecânico (placas do nariz e anel de retenção dos refratários).Zonas térmicas Zona de pré-resfriamento: de 1200ºC a 1000°C (+) •Promove o resfriamento das fases de clínquer mineral recém-formadas nas regiões anteriores. •Depende do tipo do resfriado projetado para o forno. . •Zona submetida à abrasão elevada (nódulos de clinquer).

• Choques térmicos frequentes. mas sim no primeiro compartimento de resfriamento. • Elevado esforço mecânico. . esta zona não se encontra mais dentro do forno. Na maioria dos fornos modernos equipados com resfriadores de alta eficiência.Zonas térmicas As principais características desta zona do forno são: • Elevada abrasão/erosão.

prolongando sua vida e contribuindo não só para uma melhor produtividade. é necessário um revestimento específico de refratário. mas também para a segurança dos operadores e do ambiente de trabalho. • O melhor entendimento destas zonas e a escolha ideal do revestimento. químicos e mecânicos.Conclusão • Para cada região/zona/setor do forno. pois estes estão expostos a diferentes desgastes térmicos. . implica em um melhor funcionamento do forno.

Novembro.Referencias • ASTM Volume 15. . 44º Congresso Brasileiro de Cerâmica. • Prado.01 Refractories. Activated Carbon.. "Panorama do Setor de Refratários na Siderurgia Brasileira". Advanced Ceramics • Jasam A.Campos do Jordão. "Situação Atual e Perspectivas dos Produtos Refratários para a Indústria de Cimento". 114-133. 2000.S. 2000.D. junho. U. Trabalho apresentado no Encontro de Refrataristas e Usuários de Refratários . São Pedro.