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Fornos de Processo

Parte 1
Curso de Formação de
Inspetor de Equipamentos
01-02-06-07/junho/2015 - Aulas
08/junho/2015 - Avaliação

Fornos de Processo – Programa da
Disciplina
• 1. Introdução e princípios básicos
sobre fornos
• 2. Aplicações e formas construtivas
• 3. Principais componentes
• 4. Operação de fornos
• 5. Problemas típicos
• 6. Inspeções

Importância dos Fornos nas Plantas Industriais • Representam 20% valor e 80% do consumo de energia de uma planta • Normalmente representam o limite operacional da unidade • São um ponto críticos em relação ao intervalo e duração das paradas de manutenção • Responsáveis pelo maior número de ocorrências graves em refinarias .

Aplicação de Fornos em Plantas Industriais • Refinarias – fornos de aquecimento ou fornos reatores • Indústria siderúrgica – alto-fornos para geração de ferro-gusa • Industria de cimento – fornos rotativos para sinterização .

Fornos em Refinarias Classificação Geral • Fornos de Aquecimento Pré-aquecedores de carga de torres fracionadas Os fornos deste tipo são bastante comuns em unidades de processos. Típicos são os fornos das torres de destilação atmosférica e a vácuo. .

circula pelo forno e retorna.Fornos em Refinarias Classificação Geral • Fornos de Aquecimento Refervedores de torres fracionadas O fluido sai do fundo da torre de destilação. nas torres de pré-flash. parcialmente vaporizado e ligeiramente aquecido. por exemplo. à torre. Refervedores são encontrados em refinarias de petróleo. .

Fornos em Refinarias .

os fornos existentes em unidades de reforma catalítica. . Neste caso. dependendo da aplicação. enquadram-se. hidrocraqueamento e planta de produção de estireno.Fornos em Refinarias Classificação Geral • Fornos de Aquecimento Aquecedores de carga de reatores Os fornos deste tipo têm como objetivo elevar a temperatura da carga ao nível necessário para ocorrer a reação química em um reator a jusante do forno. por exemplo. As condições de entrada e saída do forno variam muito.

para estes reformadores. estes fornos são especialmente projetados em função de cada aplicação. pressões na ordem de 500 psig (36 kgf/cm2) e temperatura de saída de 1. são fornos tipo caixa com tubos verticais cheios de catalisador. . Geralmente. estão aqueles em cujas serpentinas ocorrem reações químicas. sendo equipamentos de alto custo e tecnologia sofisticada. nos tubos do reformador. monóxido de carbono e dióxido de carbono. produzindo hidrogênio. gás natural ou nafta. reage com vapor d’água. Geralmente. Reformadores para unidades de hidrogênio e amônia A carga. Um projetista usa.500 °F (815°C).Fornos em Refinarias Classificação Geral • Fornos Reatores Nesta categoria de fornos. geralmente.

propileno. etc. As reações ocorrem em presença de vapor d’água. As temperaturas de saída são da ordem de1. que são aquecidos a altas temperaturas e baixas pressões produzindo hidrocarbonetos insaturados como etileno.600°F (870°C). enquanto a pressão corresponde a cerca de 50 psig (4.) . Estes fornos são geralmente do tipo caixa. butadieno.5 kgf/cm2 abs.Fornos em Refinarias Classificação Geral • Fornos Reatores Fornos de pirólise A carga consiste em hidrocarbonetos saturados principalmente.

• Fornos de Reforma Catalítica: temperaturas de saída elevadas (500°C a 530°C). tendência alta à formação de coque. produtos de ata viscosidade. • Fornos de Vácuo: temperaturas de saída altas(390°C a 420°C). • Fornos atmosféricos: grande porte. temperaturas de saída baixas (350°C a 370°C). • Reformadores/Pirólise: temperaturas extremamente elevadas (800°C a 900°C). de projeto complexo.Fornos em Refinarias Temperaturas de Trabalho • Fornos Refervedores (pré-flash): temperaturas de saída baixas (280°C a 340°C). .

gera calor que é transferido ao fluído. • Câmara de combustão: transferência principalmente por radiação • Câmara ou zona de convecção: transferência principalmente por convecção e condução .Características • Usando queimadores (“maçaricos”) para a combustão de algum combustível. que passa pelo forno no interior de tubos.

fuligem. gasolina.  NOx. etc. diesel. H2O. comburente e calor. geralmente o oxigênio.Combustão • Elementos necessários: combustível. sendo que alguns desses compostos causam a chuva ácida. H2. danos aos ciclos biogeoquímicos do planeta e agravam o efeito estufa.propano.CH4. para liberar calor e luz . carvão. gás. etanol. CO. No caso da queima em ar de hidrocarbonetos ( metano. etc) são formados centenas de compostos. • Combustível: óleo. biomassa (bagaço de cana). Durante a reação de combustão são formados diversos produtos resultantes da combinação dos átomos dos reagentes. por exemplo CO2. SOx. • Combustão ou queima é uma reação química exotérmica  entre uma substância (o combustível) e um gás (o  comburente). .

• Radiação térmica é a radiação eletromagnética emitida por um corpo em qualquer temperatura.Formas de transferência de calor • Convecção é um processo de transporte de massa  caracterizado pelo movimento de um fluido devido à sua diferença de densidade. ou seja. especialmente por meio de calor. constituindo uma forma de transmissão de calor. por meio deste tipo de radiação ocorre transferência de energia térmica na forma de ondas eletromagnéticas . • Condução térmica é a transferência de energia térmica  entre átomos e/ou moléculas vizinhas em uma substância devido a um gradiente de temperatura.

Capacidade de um Forno • A capacidade ou tamanho de um forno é traduzida pela carga térmica total que deve ser absorvida pelo (s) fluido (s). A grande maioria dos fornos situam-se na faixa de 10 a 350 milhões de Btu/h (2.5 a 90 x 106 kcal/h). .

Presença ou não de uma seção de convecção .Disposição dos tubos (vertical. misto) . horizontal.Posição dos queimadores .Formas Construtivas • Diversas combinações em relação a: .

baixo custo. com cargas térmicas típicas na faixa de até a 20 x 106 Btu/h (5. estes fornos têm pequena aplicação devido a sua baixa eficiência contrapondo-se aos altos preços do petróleo.0 x 106 kcal/h). No entanto. como fornos de partida. . podem ser utilizados em serviços de operação esporádica. Atualmente.• Cilindro vertical sem seção de convecção São fornos de baixa eficiência.

na seção de convecção. os tubos são arranjados horizontalmente e posicionados acima da câmara de combustão. os tubos são dispostos verticalmente ao longo da câmara de combustão. Esta configuração permite um projeto econômico e altamente eficiente. com um mínimo de área de construção.5 a 50 x 106 kcal/h). As cargas térmicas típicas são de 10 a 200 x 106 Btu/h (2.• Cilíndrico vertical com seção de convecção horizontal Estes fornos possuem as seções de radiação e convecção. e. Na seção de radiação. .

principalmente na destilação de petróleo. quanto no teto inclinado e na zona de convecção. . Este é um projeto econômico. Os tubos são arranjados horizontalmente tanto na câmara de combustão. enquadram-se a grande quantidade de fornos de aquecimento da atualidade.• Tipo de cabine com tubos horizontais Nesta classe. com alta eficiência e bastante comum em unidades de processos.5 50 x 106 kcal/h). Os queimadores podem ser colocados no piso ou nas paredes verticais não cobertas pelos tubos. As cargas térmicas típicas variam de 10 a 200 x 106 Btu/h (2.

É também um projeto econômico e com alta eficiência. A parede divisória permite um controle de combustão. Os queimadores são posicionados no piso do forno.• Tipo Caixa com câmara de Combustão Independente Os tubos da zona de radiação são arranjados horizontalmente ao longo da paredes laterais e dos tetos das duas câmaras de combustão. A zona de convecção fica situada na parte superior. que envolve cargas térmicas típicas de 100 a 250 x 106 Btu/h (25 a 65 x 106 kcal/h). com os tubos também na posição horizontal. independente das câmaras. .

25 a 12. . As cargas térmicas típicas estão entre 5 e 50 x 106 Btu/h (de 1. Os queimadores são montados nas paredes laterais não cobertas pelos tubos.5 x 106 kcal/h). Os tubos da zona de convecção são também horizontais e posicionados acima da câmara de combustão.• Tipo Caixa com Queimadores nas Paredes Os tubos de zona de radiação são arranjados horizontalmente ao longo das paredes laterais do teto da câmara de combustão.

Partes Principais .

para transferência uniforme do calor .Fatores importantes no projeto de fornos • Aproveitamento da energia: diversas etapas de transferência para aproveitar ao máximo o calor gerado e economizar combustível • Otimização da distribuição dos tubos no interior da fornalha.

preparação para carga e montagem de fornos. • API Std 530 – Cálculo de espessura para tubos de fornos em refinarias de petróleo • NR14 – Norma regulamentadora do Ministério do Trabalho . préaqeucedores de ar. ventiladores e queimadores. • API RP 573 – Inspeção em Caldeiras e Fornos Esta prática recomendada cobre as inspeções praticadas para caldeiras e fornos de processos utilizados nas refinarias de petróleo e plantas petroquímicas.Principais Normas Aplicáveis • API Std 560 – Aquecedores a fogo para serviços gerais em refinarias Este padrão cobre os mínimos requisitos para desenho. inspeção. para serviços gerais em refinarias. materiais. fabricação. testes.

Revisão Parte 1 Exercícios em Sala .

Questões • Por que os fornos são importantes/críticos nas plantas industriais? • Qual a função do forno no processo? • Quais as faixas de temperaturas típicas em que trabalham os fornos em refinarias? • Qual a principal (maior parcela) forma de transferência de calor em fornos e onde ela ocorre? • Pra que serve a zona de convecção de um forno? • Qual a principal norma para projeto e construção de caldeiras? Qual a NR do Ministério do Trabalho que trata de fornos? .

Você consegue identificar as principais partes do forno? ? .

“escudo” da zona de conveção (contra calor da radiação) Radiant Section – Zona de radiação (ou irradiação)/câmara de combustão Draft Gauge – Manômetro Damper – Abafador Stack Temp – Termômetro Coil Inlet – Entrada da serpentina Crossover – Transição entre serpentina de convecção e de radiação Radiant Tubes – Tubos de Radiação .Você consegue identificar as partes do forno? Stack – Chaminé Breeching – Transição entre convecção e chaminé Convection Section – Zona de Convecção Shield Section – Transição.