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A CONTRATRANSFERÊNCIA EM

DIFERENTES PERSPECTIVAS À
LUZ DA PSICANÁLISE
Centro Universitário Cesmac
Curso de Pós-graduação em Clínica
Psicanalítica
Maria de Fátima Farias Monteiro
Prof. Ms Joyce Migliavasca

.OBJETIVO • Abordar o conceito contratransferencial em diversos enfoques • Descrever o conceito de contratransferência • Esclarecer o processo de contratransferência que se manifesta no psicanalista • Desenvolver discussão acerca dos aspectos de contratransferência na relação analista – analisando.

. • Caso Dora (1905): para Freud o rompimento do trabalho depois de apenas três meses de análise.TRANSFERÊNCIA: CONDIÇÃO IMPERATIVA NA ANÁLISE FREUDIANA • Transferência” utilizado pela 1ª vez por Freud em 1895. ocorreu por causa dos desejos intensos da paciente e que ele não percebeu em tempo e não mostrou a ela. como uma forma de resistência.

TRANSFERÊNCIA: CONDIÇÃO IMPERATIVA NA ANÁLISE FREUDIANA • Não consegui dominar a tempo a transferência e. graças à solicitude que Dora punha à minha disposição no tratamento uma parte do material patogênico.113. grifo nosso). 1996. p. . esqueci a precaução de estar atento aos primeiros sinais da transferência que se preparava com outra parte do mesmo material. ainda ignorada por mim (FREUD.

1996).A contratransferência na visão de Sigmund Freud • O conceito de contratransferência foi introduzindo por Freud que o definiu como sendo aquilo que surge no médico como resultado da influência que exerce o paciente sobre os seus sentimentos inconscientes (FREUD. • Estava associado aos limites da relação entre paciente e analista. assim como uma recomendação para o analista não se deixar envolver com o paciente de forma romântica .

A CONTRATRANSFERÊNCIA NA VISÃO DE FREUD • Freud coloca como algo básico para o manejo da transferência o controle da contratransferência que só pode ocorrer com a postura de neutralidade do analista. submetendo-os à consideração intelectual e a compreendê-los à luz de seus valores psíquicos . • Freud conclui que o analista deve compelir o paciente a ajustar seus impulsos emocionais ao nexo do tratamento e da história de sua vida. Não deve deixar sua individualidade interferir no tratamento.

porém seus estudos foram voltados para as manifestações da transferência na psicanálise. em alguns momentos.A TRANSFERÊNCIA NA VISÃO DE MELANIE KLEIN • A transferência opera ao longo de toda a vida e influencia todas as relações humanas. que ele. . ou outras pessoas. também representa na mente do paciente o papel do superego. o pai. o psicanalista pode representar a mãe. do id ou do ego. • Na situação de transferência.

A TRANSFERÊNCIA NA VISÃO DE MELANIE KLEIN • A transferência opera ao longo de toda a vida e influencia todas as relações humanas. do id ou do ego. • Na situação de transferência. ou outras pessoas. em alguns momentos. que ele. também representa na mente do paciente o papel do superego. porém seus estudos foram voltados para as manifestações da transferência na psicanálise. . o pai. o psicanalista pode representar a mãe.

. Ela preocupava-se muito com a moda da contratransferência que via surgir no ambiente psicanalítico. Enfatizando que o que a interessava era algo sobre o paciente dele. sugeria para que ele o escutasse e comunicasse ao seu analista. “Se um candidato tendia a falar muito sobre o quanto um paciente o irritava ou confundia.A CONTRATRANSFERÊNCIA SEGUNDO KLEIN • Klein não teve uma posição favorável em relação ao uso da contratransferência na clínica.

• A tendência do analista a deixar-se levar pelos sentimentos de amor – ou seja. sua contratransferência positiva – pode ter relação com as dificuldades em analisar a transferência negativa do paciente devido à resistência das exigências que esse tipo de análise implicaria. .A CONTRATRANSFERÊNCIA SEGUNDO KLEIN • O foco na contratransferência levaria o analista a assumir papéis e funções que não lhe seriam convenientes e causariam interferências no trabalho analítico.

. Esses são alguns dos aspectos que tem acompanhado a sua história no curso das sucessivas etapas da psicanálise. há possibilidade de ela ser utilizada pelo psicanalista de forma benéfica ou inadequada.CONCLUSÃO • A contratransferência é um fenômeno inconsciente ou também consciente.

há possibilidade de ela ser utilizada pelo psicanalista de forma benéfica ou inadequada.CONCLUSÃO • A contratransferência é um fenômeno inconsciente ou também consciente. • Racker foi o autor que estudou e difundiu de forma mais consistente o fenômeno contratransferencial. sentimentos e impulsos do terapeuta durante a sessão. Esses são alguns dos aspectos que tem acompanhado a sua história no curso das sucessivas etapas da psicanálise. para ele esse fenômeno consistia na conjunção de imagens. .

Esta relação profunda chega à superfície na forma de sentimentos que o analista percebe em resposta ao seu paciente. na contratransferência.CONCLUSÃO • Paula Heimann enfoca a contratransferência como instrumento para a compreensão do paciente. . Esta resposta emocional do analista está frequentemente mais perto da realidade psicológica do paciente que a opinião consciente do analista sobre a mesma situação.

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