Tratamento de

Efluentes

Gestão Ambiental

O Que SÃO EFLUENTES ?
Efluentes são
geralmente produtos líquidos
Efluentes
ou gasosos produzidos por indústrias ou
resultante dos esgotos domésticos
urbanos, que são lançados no Meio
Ambiente.

Tratamento de efluentes
Industriais
O Tratamento de Efluentes Industriais abrange os
mecanismos e processos utilizados para o tratamento de
águas que foram contaminadas, de alguma forma por
atividades antropogenicas industriais ou comerciais antes
da sua libertação no ambiente ou a sua reutilização.
Geralmente os efluentes possuem altas concentrações
de poluentes convencionais como óleo ou graxa,
poluentes
tóxicos,
como
por
exemplo,
metais
pesados, compostos orgânicos voláteis ou outros
poluentes, como amônia, precisam de tratamento
especializado.

Por que Tratar Efluentes antes do seu
Descarte em corpos Receptores?
Primeiro: diminuí o impacto ambiental consideravelmente;
Segundo: os efluentes podem ser transformados em outros
tipos de materiais (sim, de certa forma eles são reciclavéis).
Terceiro: se houver matéria orgânica nos efluentes, pode
ocorrer o fenômeno nomeado de "eutrofização", que no
caso pode matar rios, lagos, etc e extinguir a biodiversidade
local facilmente.

Mais além dessas á outras RAZÕES: .Objetivo Principal seria A Preservação d Obrigação legal em todo o mundo – a eventual atitude voluntária de empresas nunca seria suficiente para assegurar o objetivo.

. Razão ecológica: Evitar a degradação ambiental. pelo mau aspecto. Razão econômica: Reduzir o custo do tratamento da água e a indisponibilidade desse recurso para diversos usos. possibilitando o seu retorno ao Meio Ambiente sem o risco de transmissão de doenças de veiculação hídrica. protegendo a vida vegetal e animal. Razão estética: Evitar prejuízos ao lazer e ao turismo. dentre eles o consumo humano.Razão de saúde pública: Reduzir o número de organismos patogênicos presentes nos esgotos. pois os proprietários de áreas a jusante dos lançamentos de esgotos têm direitos legais ao uso da água em seu estado natural. assim como para as comunidades. presença de lixo e animais transmissores de doenças. cheiro. Razão Legal: Evitar a depreciação dos patrimônios. industrial. comercial.

Impacto Ambiental .

padrões e exigências dispostos nesta resolução e em outras normas aplicáveis. lançados direta ou indiretamente. de 17 de março de 2005. nos corpos d’água. CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente . de acordo com o artigo 34 desta resolução (BRASIL. a legislação ambiental regula o descarte de efluentes sobre corpos d’água NORMAS TÉCNICAS RELACIONADAS AOS SISTEMAS DE TRATAMENTO •CONAMA nº 357. 2005).No Brasil e em vários países. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. que dispõe sobre a classificação dos corpos d’água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados. d’água após o devido TRATAMENTO e desde que obedeçam às condições.

648 Estudo de concepção de sistemas de esgoto sanitário ABNT / NBR Nº 9.209 Projeto de estações de tratamento de esgoto sanitário .800 Critérios para lançamento de efluentes líquidos industriais no sistema coletor público de esgoto sanitário ABNT / NBR Nº 12.ABNT / NBR Nº 9.

Efluentes Líquidos .

.Existem basicamente duas categorias de efluentes líquidos: sanitários ou sanitários domésticos e industriais.

Uso da Água e Geração de EFLUENTES na INDUSTRIA ETE:Estação de Tratamento de Efluentes ETA:Estação d Tratamento de Água .

Esgotos sanitários dos funcionários . lavagens de máquinas. Águas utilizadas diretamente nas etapas do processo industrial ou incorporadas aos produtos. Águas de sistemas de resfriamento e geradores de vapor.Uso da ÁGUA na Indústria Incorporação ao produto. tubulações e pisos.

Alimentos Tintas Produtos Químicos em solução aquosa Medicamentos Cosméticos Processos Fis-Qui de Produção (Águas de Processo) Tratamento de Minérios Extração e Refino de Petróleo Extração e Refino de Metais Produção e Alvejamento de Celulose Alvejamento e Tingimento Têxtil Produção de Produtos Químicos .Usos da Água na Indústria: Incorporação em Produtos (Águas de Produto) Bebidas.

.

bactérias enteropatogênicas. dentre outros. DBO. A poluição fecal possibilita a veiculação de vários micro-organismos patogênicos como vírus entéricos e outros.Caracterização dos efluentes Parâmetros físicos: Temperatura. Parâmetros biológicos:   A Escherichia coli é o parâmetro indicador da presença de fezes humanas e animais em águas. Parâmetros químicos:   PH. DQO. sólidos sedimentáveis. Nitrogênio (N). . protozoários e vermes . materiais solúveis. Odor. Cor e turbidez. Fósforo (P).

as suas formas construtivas e os materiais a serem empregados são considerados a partir dos seguintes fatores: . Os processos de tratamento a serem adotados. Os parâmetros utilizados são conjugados de forma que melhor signifiquem e descrevam as características de cada efluente.Parâmetros Sanitários Para a avaliação da carga poluidora dos efluentes industriais e esgotos sanitários são necessárias as medições de vazão in loco e a coleta de amostras para análise de diversos parâmetros sanitários que representam a carga orgânica e a carga tóxica dos efluentes.

sulfatos •pH •Nitrogênio e fósforo •Metais •Agentes biológicos .Principais: •Temperatura •Cor e odor •Sólidos totais •Turbidez •DBO •DQO •Carbono orgânico total (COT) •Detergentes •Fenóis •Óleos e graxas •Densidade •Condutividade •Alcalinidade •Oxigênio dissolvido •Hidrocarbonetos •Pesticidas •Fluoretos •Sulfetos.

. O clima. A segurança operacional relativa aos vazamentos de produtos químicos utilizados ou dos efluentes. A interação com a vizinhança. Geração de odor. A qualidade do efluente tratado. A cultura local. Explosões. Confiabilidade para atendimento à legislação ambiental. Os custos de investimento e os custos operacionais. A quantidade e a qualidade do lodo gerado na estação de tratamento de efluentes industriais.Classificação dos métodos de Tratamento de Efluentes Industriais Os tipos de processos adotados devem levar em conta os seguintes fatores: A legislação ambiental regional. Possibilidade de reuso dos efluentes tratados.

tratamento e disposição final inadequada. o ar e as coleções hídricas superficiais e subterrâneas de contaminação. protegendo o solo.  Minimização dos impactos adversos.  Disposição de resíduos em sistemas apropriados. transporte. tratamento e disposição final.  Proteção dos recursos não renováveis.  Diminuição da quantidade de resíduos e dos elevados e crescentes custos de sua destinação final. envolvendo a geração.  Intensificação do reaproveitamento de resíduos industriais.  Proteção à saúde da população em relação aos riscos potenciais oriundos da manipulação. traduz-se nos seguintes benefícios principais:  Minimização dos riscos de acidentes pela manipulação de resíduos perigosos. . bem como o adiamento do esgotamento de matérias-primas.A soma das ações de controle. manipulação. provocados pelos resíduos no meio ambiente.  Promoção de controle eficiente do sistemas de transporte de resíduos perigosos.

Tratamento .

etc. Cr 6+. sólidos suspensos diversos Bactérias. HCO3-. F-. açúcares. sílica coloidal. 3 Compostos orgânicos dissolvidos 4 Partículas em suspensão 5 Microrganismos Solventes.Os contaminantes presentes nos efluentes industriais podem ser divididos em 6 classes Classe Contaminantes s Exemplos 1 Sais inorgânicos dissolvidos íons metálicos e não metálicos (Cl-. vírus.. etc. Mg2+. . CN-. Na+. pesticidas. herbicidas. K+. Areia. H2S. Ca 2+.) 2 Gases dissolvidos NH3. SO42. tensoativos. protozoários. NO3-.NH4+. sais insolúveis. etc.

Níveis de Tratamen .

.O grau de tratamento de um determinado efluente sempre será função da:  Qualidade do corpo receptor e das características  necessárias para o uso da água a jusante do ponto de  lançamento  Da capacidade de autodepuração e diluição do corpo  d’água.   Da Legislação Ambiental  Conseqüências do lançamento destes efluentes.

De acordo com o grau de poluição. que pode ser: Tratamento Preliminar Tratamento Primário  Tratamento Secundário  Tratamento Terciário . teremos o grau de tratamento.

Os processos de tratamento se resumem em: Físicos ou Físico-Químico (TRATAMENTO PRELIMINAR ) Remoção de sólidos grosseiros (Tratamento Primário) Separação dos sólidos em suspensão Biológicos (Tratamento secundário) Remoção da matéria orgânica .

Secundário (reator anaeróbio seguido de  lodos ativados). separação de  água e óleo e peneiramento). . Primário (correção de pH).Indústrias alimentícias O processo mais usual de tratamento desse  efluente é constituído de três etapas: Preliminar (remoção de areia.

 e sólidos coloidais. por flotação): remoção de óleos  emulsionados . .Pescado Preliminar (peneiramento e equalização):  remoção de escamas e pedaços de peixes. Secundário (biodigestão): remoção da matéria  orgânica dissolvida em reator anaeróbio. Primário (clarificação físico-química por adição  de coagulantes químicos e cloreto férrico.

Farmacêuticas Os processos são normalmente compostos das  seguintes etapas: Primário (correção de pH). Primário Secundário (lodos ativados). Secundário .

. Secundário (lodos ativados).Indústrias químicas Tintas Preliminar (equalização). Primário (clarificação físico-química por  adição de coagulantes químicos ou eletrocoagulação e sedimentação/ flotação).

Tratamentos .

Tratamento de Águas Residuais Domésticas .

que servem para ajustar o pH* aos valores exigidos nas fases seguintes do tratamento. um pH abaixo de  7 é ácido e um pH acima de 7 é básico ou alcalino. cloreto férrico ou outro coagulante. recomenda-se um pH entre 6. seguido de uma agitação violenta da água. Um pH de 7 é neutro.0 e 9. a água recebe cal ou soda.5. Isso facilita a retirada de matéria orgânica e metais Pré-alcalinização – Depois do cloro. Assim.  ou nenhum deles (neutra). as partículas de sujeira ficam eletricamente desestabilizadas e mais fáceis de agregar.   . é adicionado sulfato de alumínio.As Etapas Pré-cloração - Primeiro. *Fator pH –O índice pH refere-se à água ser um ácido. Coagulação . SÃO: o cloro é adicionado assim que a água chega à estação. uma base. Para o  consumo humano.Nesta fase.

. é feita a correção final do pH da água. Pós-alcalinização .Após a coagulação. há uma mistura lenta da água.Logo depois. areia e carvão antracito.Neste processo. que serve para provocar a formação de flocos com as partículas.Floculação . Filtração .Em seguida. Eles são responsáveis por reter a sujeira que restou da fase de decantação. Decantação . para evitar a corrosão ou incrustação das tubulações. a água atravessa tanques formados por pedras. a água passa por grandes tanques para separar os flocos de sujeira formados na etapa anterior.

Ela garante que a água fornecida chegue isenta de bactérias e vírus até a casa do consumidor. . Fluoretação .O flúor também é adicionado à água. A substância ajuda a prevenir cáries.É feita uma última adição de cloro no líquido antes de sua saída da Estação de Tratamento.Desinfecção .

Tratamento de Esgoto ETE .

2 Etapas Fase Líquida Fase Sólida Processos: Gradeamento Desarenadores Tanque de Areia/ Sedimentação Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendentes (RAFA) Tanque de Aeração Decantador Secundário Desinfecção Ultravioleta Fase Sólida (LODO) Adensador: Casa de Desidratação Processo de Secagem .

  desenvolvendo assim a reciclagem em todos o  processo de tratamento. onde a  principal peça do sistema são as lagoas de aeração  com difusores de membrana. como  ocorre nos sistemas onde a aeração é feita por  grandes misturadores. Trata-se de um sistema  moderno e robusto que não emite aerossóis. .Processo de tratamento biológico tera ambiental   O efluente é recebido via caminhão e seu tratamento  ocorre pelo processo "biológico aeróbio". Ao final desse longo processo  o esgoto tratado retorna ao Rio Jundiaí e 100% do  lodo sanitário é destinado para a compostagem.

. que exige o  licenciamento de cada cliente através de um documento  chamado CADRI (Certificado de Movimentação de Resíduos  de Interesse Ambiental).a CETESB (Companhia  Ambiental do Estado de São Paulo).Esta atividade segue um rigoroso controle por parte do órgão  ambiental do Estado de São Paulo.

As sanções financeiras para as empresas que desobedecem à legislação são multas de valores considerados pouco significativos pelos especialistas. são a principal motivação das empresas para iniciar seus projetos de tratamento de seus efluentes e. portanto. não decorrem do temor das multas. As decisões das indústrias. do reuso da água. além da pressão social pelas soluções "ecologicamente corretas. mas da pressão do mercado consumidor de seus produtos e dos custos da água como insumo industrial. em especial. principalmente aquelas estabelecidas por órgãos estaduais. .Conclusão A crescente consciência de que a qualidade da vida humana depende criticamente do controle ambiental." mais do que as penalidades financeiras.

Muito Obrigado! Att: Ariel Hennig Neuenfeldt 26 Novembro 2014 .