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Sistemas de Aterramento

NORMALIZAÇÃO BRASILEIRA
Regras Gerais
• Todas as Normas Brasileiras são, em
princípio, voluntárias
• O Código de Defesa do Consumidor e outros
dispositivos legais tornam as normas
obrigatórias em todo o território nacional
“Art. 39 – VIII: É vedado ao fornecedor de produtos e serviços,
serviços colocar, no mercado de
consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos
órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação
Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de
Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – CONMETRO”

NINGUÉM SE EXCUSA DE CUMPRIR A LEI ALEGANDO QUE NÃO A CONHECE. (Código
Civil, art. 3°)

NORMALIZAÇÃO BRASILEIRA
NBR 5410
NBR 5419

Responsabilidades
• Âmbito Técnico – CREA – Desde a multa até a
perda da licença.
• Âmbito Trabalhista – Justiça do Trabalho –
Punições previstas na NR – 10.
• Âmbito civil – criminal – Justiça Comum –
Punições previstas no Código de Defesa do
Consumidor e na Lei Federal (Código Civil e
Criminal)

NBR 5410





Aplica-se a Instalações de BT objetivando
garantir:
Funcionamento adequado;
Segurança de pessoas e animais;
Conservação dos bens.
Contém prescrições relativas a:
Projeto;
Execução;
Verificação Final / Manutenção

NBR 5410


APLICA-SE A:
Edificações residenciais / comerciais /
pré-fabricadas.
Estabelecimentos de uso público /
industriais / agropecuários e
hortifrutigranjeiros
Trailers / campings / marinas
Canteiros de obra / feiras / exposições

NBR 5419



Aplica-se na proteção de estruturas contra
descargas atmosféricas objetivando garantir:
garantir
Proteção de estruturas, pessoas e
instalações no seu aspecto físico dentro do
volume a proteger.
Contém prescrições relativas a:
Projeto;
Instalações;
Manutenção.

NBR 5419
Aplica-se a:
• Edificações residenciais / comerciais / préfabricadas.
• Estabelecimentos de uso público /
industriais / agropecuários e
hortifrutigranjeiros
• Edificações especiais como: chaminés de
grande porte (metálicas ou não), tanques
com líquidos inflamáveis, antenas externas.

PERIGOS DA ELETRICIDADE
Incêndios
Curto- Circuitos
Choque Elétrico
MORTE

PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
• Dimensionamento de fios, cabos e
sistemas de proteção contra
sobrecarga (fusíveis e disjuntores)
• Equipotencialização – evita
faiscamentos
• Outros

CHOQUE ELÉTRICO
• Causa de várias mortes anuais por contado
direto ou por descargas atmosféricas.

CHOQUE ELÉTRICO

Aterramento
Introdução
O aterramento elétrico, com certeza é um assunto que
gera um número enorme de dúvidas quanto às normas e
pressentimentos no que se refere ao ambiente elétrico industrial.
Muitas vezes, desconhecimento das técnicas para realizar um aterramento eficiente, ocasiona a perda de equipamentos, ou pior, o choque elétrico nos operadores desses equipamentos.
Mas o que é “terra”? Qual a diferença ente terra, neutro,e massa? Quais são as normas quer devo seguir para
garantir um bom aterramento?
Bem, esses são os tópicos que este assunto “aterramento”é bastante vasto e complexo, porém, demonstramos algumas regras básicas

PARA QUE SERVE O ATERRAMENTO ELÉTRICO?
O aterramento elétrico tem três funções principais:
a – Proteger o usuário do equipamento das descargas atmosféricas, através de viabilização de um caminho alternativo
para a terra, de descargas atmosféricas.
b – “Descarregar” cargas estáticas acumuladas nas carcaças
das máquinas ou equipamentos para a terra.
c – Facilitar o funcionamento dos dispositivos de proteção
(fusíveis, disjuntores, etc.), através da corrente desviada
para a terra.

Simbologia de Aterramentos
*
Condutor
neutro(N)

Condutor de
proteção(PE)

Condutor
PEN

Segundo a Norma NBR 14039/2003, são considerados os esquemas d
aterramento para sistemas trifásicos comumente, descritos, sendo estes c
sificados conforme a seguinte simbologia:

Primeira Letra – situação da alimentação em relação à terra:
T = um ponto de alimentação (geralmente neutro) diretamente aterrado;
I = isolação de todas as partes vivas em relação ou aterramento de um p
de um impedância.

Simbologia de Aterramentos
*
Condutor
neutro(N)

Condutor de
proteção(PE)

Condutor
PEN

Segunda Letra – situação das massas da instalação elétrica em relação à t
T = massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento e
tual de ponto de alimentação;
N = massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em co
te alternada, o ponto aterrado é normalmente o neutro).

Simbologia de Aterramentos
*
Condutor
neutro(N)

Condutor de
proteção(PE)

Condutor
PEN

Terceira Letra – situação de ligações eventuais com as massas do ponto d
alimentação:
R = as massas do ponto de alimentação estão ligadas simultaneamente a
ramento do neutro da instalação e às massas da instalação;
N = as massas do ponto de alimentação estão ligadas diretamente ao ate
mento do neutro da instalação, mas não estão ligadas às massas da insta
S = as massas do ponto de alimentação estão ligadas a um aterramento
tricamente separado do neutro e daquele das massas da instalação.

DEFINIÇÕES: TERRA, NEUTRO, E MASSA.
Antes de falarmos sobre os tipos de aterramento,
devemos escla-recer (de uma vez por todas!) o que é terra,
neutro, e massa.
Na figura 1 temos um exemplo da ligação de um PC à rede
elétrica, que possui duas fases (+110 VCA, -110 VCA), e um
neutro.
Essa alimentação é fornecida pela energia elétrica, que
somente liga a caixa de entrada ao poste externo se houver uma
haste de aterramento padrão dentro do ambiente do usuário.
Além disso, a concessionária tam-bém exige dois disjuntores de
proteção.

Teoricamente, o terminal neutro da concessionária deve ter potencial
igual a zero volt. Porém devido ao desbalanceamento nas fases do transformador de distribuição, é comum esse terminal tender e assumir potenciais diferentes de zero.
O desbalanceamento de fases ocorre quando temos consumidores
com necessidades de potências muito distintas, ligadas em um mesmo
link. Por exemplo, um transformador alimenta, em um setor seu, um
pequeno supermercado. Essa diferença de demanda, em um mesmo
link, pode fazer com que o neutro varie seu potencial (flutue).
Para evitar que esse potencial “flutue”, ligamos (logo e entrada) o fio
neutro a uma haste de terra. Sendo, qualquer potencial que tender a
aparecer será escoado para a terra.
Ainda analisando a figura 1 veremos que o PC está ligado em 110 VCA,
pois utiliza uma fase e o neutro.

Mas, ao mesmo tempo, ligamos sua carcaça através de outro condutor na
mesma haste, e damos o nome desse condutor de “terra”.
Pergunta “fatídica”: Se o neutro e o terra estão conectados ao mesmo ponto
(haste de aterramento), porque um é chamado de terra e o outro de neutro?
Aqui vai a primeira definição: o neutro é um “condutor” fornecido pela
concessionária de energia elétrica, pela qual há “retorno” da corrente elétrica.
O terra é um condutor construído através de uma haste metálica e que, em
situações normais, não deve possuir corrente elétrica circulante.
Resumindo: A grande diferença entra terra e neutro é que, pelo neutro há
corrente circulando, e pelo terra, não.
Quando houver alguma corrente circulando pelo terra, normalmente ela deverá ser
transitória, isto é, desviar de uma descarga atmosférica para a terra, por exemplo:
O fio terra, por norma, vem identificado pelas letras PE, e deve ser de cor verde
e amarela. Notem ainda que ele está ligado à carcaça do PC. A carcaça do PC, ou
de qualquer outro equipamento é o que chamamos de “massa”.

TIPOS DE ATERRAMETO
A ABTN (Associação Brasileira de Normas
Técnicas) possui uma norma que rege o campo
de instalações elétricas em baixa tensão. Essa
norma é a NBR 5410,a qual, como todas as
demais normas da ABNT, possui subseções:
6.3.3.1.3 referem-se aos possíveis sistemas de
aterramento que podem ser feitos na indústria.
Os três sistemas da NBR 5410 mais utilizados
na indústria são:

A – Sistemas TN-S:
Notem pela figura 2 que temos o secundário
de um transformador (cabine primária trifásica)
liga-do em Y. O neutro é aterrado logo na
entrada, e levado até a carga.
Paralelamente, outro condutor identificado
como PE é utilizado como fio terra, e é
conectado à car-caça (massa) do equipamento.

B – Sistema TN-C:
Esse sistema, embora normalizado, não é
acon-selhável, pois o fio terra e o neutro são
constituí-dos pelo mesmo condutor.
Dessa vez, sua identificação é PEN (e não PE,
como o anterior). Podemos notar pela figura 3
que após o neutro ser aterrado, ele próprio é
ligado ao neutro e à massa do equipamento.

C – Sistema TT:
Esse sistema é o mais eficiente de todos. Na figura 4 vemos que o
neu-tro é aterrado logo na entrada que (como neutro) até a carga
(equipamen-to).
A massa do equipamento é aterrada com uma haste própria,
indepen-dente da haste de aterramento do neutro.
Então pensamos: ”Mas qual desses sistemas devo utilizar na
prática?”
Geralmente, o próprio fabricante do equipamento especifica qual
sistema é melhor para sua máquina, porém, como regra geral,
temos:
Sempre possível, optar pelo sistema TT em 1º lugar.
Caso, por razões operacionais e estruturais do local, não seja
possível o sistema TT, optar pelo sistema TN-S.
Somente optar pelo sistema TN-C em último caso, isto é, quando
real-mente for impossível estabelecer qualquer um dos dois sistemas
anteriores.

D- Sistema IT:
É um esquema parecido com o TT, porém o
aterramento é realizado através da inserção de
uma impedância de valor elevado (resistência)

NR – 10 - 10.2.8.2.1 Na impossibilidade de implementação do
estabelecido no subitem 10.2.8.2., devem ser utilizadas outras
medidas de proteção coletiva, tais como: isolação das partes
vivas, obstáculos, barreiras, sinalização, sistema de
seccionamento automático de alimentação, bloqueio do
religamento automático.
Utilização de Dispositivos de Proteção a
Corrente Diferencial Residual (Dispositivos
DR)

1- Dispositivo DR tetrapolar de 30 mA
2 - Circuitos de saídas protegidos por
disjuntores
Dispositivo de proteção contra surtos DPS, instalados entre fase (F) e terra (PE)
3A/3B - Dispositivo de proteção contra
surtos - DPS, instalados entre neutro (N) e
terra (PE). Nos casos onde a separação do
condutor neutro (N) e terra (PE) ocorre
dentro do Quadro de Distribuição, não é
necessário aplicação desse módulo.
4 - Barramento para condutores de
proteção - terra (PE)
5 - Barramento para condutores neutro (N)
6 - Barramento bifásico isolado para
alimentação dos circuitos
7 - Terminal para derivação
8 - Trilho de fixação rápida
9 - Isolador terminal (reserva)
10 - Circuitos de saída dos cabos terra
11 - Circuitos de saída dos cabos neutro
12 - Cabos de entrada
13 - Cabos de interligações internas do
quadro

Dispositivos DR

Esquemas de ligações
básicas
L1, L2, L3 – Condutores Fases
N – Condutor Neutro
PE – Condutor de proteção
( terra )
DR1 – Dispositivo DR – bipolar
DR2 – Dispositivo DR –
tetrapolar
R – Carga

As funções do condutor Neutro (N) e do condutor
de Proteção (PE) são distintos na rede.

Em parte do sistema as funções do condutor
Neutro (N) e do condutor de Proteção (PE) são
combinadas em um único condutor (PEN).

Nota: Em sistemas TN-C o dispositivo DR somente poderá ser instalado se o
circuito protegido for transformado em TN-S,
caracterizando-se um sistema TN-C-S.

O esquema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, estando as
massas da instalação ligadas a eletrodo(s) de aterramento eletricamente distinto(s)
do eletrodo de aterramento da alimentação.

CONCEITOS SOBRE SISTEMA DE PROTEÇÃO DE
DESCARGAS ATMOSFÉRICAS (SPDA)

Tipo Franklin

Tipo EGM

Gaiola de Faraday

Método Franklin
Este método se baseia no uso de captores pontiagudos colocados
em mastros verticais para se aproveitar os efeitos das pontas,
quanto maior a altura maior o volume protegido, volume este que
tem a forma de um cone formado pelo triangulo retângulo girado em
torno do mastro.
No caso de condutores horizontais suportados por hastes verticais,
será obtido pelo deslocamento horizontal do cone de proteção desde
a posição de uma haste até a posição da outra haste.
Método Gaiola de Faraday
Este método consiste em instalar um sistema de captores formado
por condutores horizontais interligados em forma de malha, quanto
menor for a distancia entre os condutores da malha melhor será a
proteção obtida.

Método Eletromagnético (EGM)
É considerada a mais completa ferramenta para proteção de
estruturas, e baseado em métodos científicos de observação e
medição dos parâmetros dos raios, e ensaios de laboratórios de
alta tensão.
No modelo eletromagnético considera-se que o líder
descendente caminha na direção vertical em direção à terra em
degraus dentro de uma esfera cujo raio depende da carga da
nuvem ou da corrente do raio e será desviado da trajetória
original por algum objeto aterrado, A descarga se dará no ponto
onde a esfera tocar este objeto ou na terra aquele que for
primeiro alcançado pela esfera; O raio da esfera é considerado
o raio de atração.

A diferença entre o método Franklin e o Eletromagnético esta no
modelo matemático de dimensionamento, o eletromagnético é
mais completo e comprovado pelas linhas de transmissão de
energia, é inclusive o mais recomendado pelos projetistas de
SPDA.

Comparação entre os três métodos
Na comparação entre os três métodos levando em conta o nível de
proteção, eficiência e custo, verificamos que, o método Gaiola de Faraday
leva vantagens em pequenas construções já em edificações de grande
porte o método eletromagnético é o de melhor relação custo beneficio.

NÍVEIS DE PROTEÇÃO
Tipo de Edificação

Nível de Proteção

Edificações de explosivos, Inflamáveis, Ind.
Químicas, Nucleares, Fab. de munição e
fogos de artifício, Estações de
telecomunicações e usinas elétricas, riscos
de Incêndios, Refinarias, Etc.

Nível I

Edifícios comerciais, bancos, teatros,
museus, locais arqueológicos, hospitais,
prisões, casas de repouso, escolas, igrejas,
áreas esportivas

Nível II

Edifícios residenciais, industrias,
estabelecimentos agropecuários e fazendas
com estrutura de madeira.

Nível III

Galpões com sucata ou de conteúdo
desprezível, Fazendas e estabelecimentos
agropecuários com estrutura em madeira

Nível IV

S.P.D.A. Classificação das Estruturas
Classificação
da Estrutrua

Tipo da
Estrutura

Residências

Fazendas, estabeleci-mentos
agropecuários
Estruturas
Comuns

Efeitos das
Descargas
Atmosféricas
Perfuração da isolação das instalações elétricas,
incêndios e danos matérias; danos normalmente
limitados a objetos no ponto de impacto ou no caminho
do raio.
Risco direto de incêndio e tensões de passo perigosas;
risco indireto devido à interrupção de energias e risco de
vida para animais devido à perda de controles
eletrônicos, ventilação, suprimento de alimentação e
outros.

Nível de
Proteção

III

III ou IV
(ver nota b)

Teatros,escolas,
lojas de depart.,
áreas esportivas e igrejas

Danos à instalação elétrica (p.ex. ilumi-nação) e
possibilidade de pânico; falha do sistema de alarme
contra incêndio, causando atraso no socorro.

Bancos, companhias de
seguro,companhias comerciais e outros

Como acima, além dos efeitos indiretos com a perda de
comunicação, falha dos computadores e perda de dados.

Hospitais, casas de repouso e prisões

Como para escolas, além dos efeitos indiretos para
pessoas em tratamento intensivo e dificuldade de resgate
de pessoas imobilizadas.

II

Efeitos indiretos conforme o conteúdo das estruturas,
variando de pequenos danos a prejuízos inaceitáveis e
perda de produção.

III

Perda de patrimônio cultural insubsti-tuível.

II

(ver nota a)
Indústrias
Museus, locais arqueo-lógicos

II

II

Classificação das
Estruturas
Estruturas com risco
confinado

Estações de telecomunicação, usinas elétricas
indústrias com riscos de
incêndio.

Interrupção inaceitável de serviços públi-cos por
breve ou longo período de tempo; risco indireto
para as imediações devido a incêndios e outros

Estruturas com risco
para os
arredores

Refinarias, postos de
combustível, fábrica de
fogos, fábrica de muni-ção

Risco de incêndio e explosão para a ins-talação e
seus arredores.

I

Estruturas com
risco para o meio
ambiente

Indústrias químicas, usinas
nucleares, labo-ratórios
bioquímicos

Risco de incêndio, com conseqüências perigosas
para o local e para o meio ambiente.

I

I

Notas:
a)

Equipamentos eletrônicos sensíveis podem ser instalados em todos os tipos de estruturas, inclusive estruturas comuns.
É impraticável a proteção total contra danos causados pelos raios dentro destas estruturas. Não obstante, devem ser
tomadas medidas de modo a limitar as conseqüências e a perdas de dados a um nível aceitável.

b) Estruturas de madeira: nível III; estruturas de alvenaria: nível IV; estruturas contendo produtos agrícolas (grãos)
combustíveis sujeitos à explosão são consideradas com risco para os arredores. (NBR 5419/93).

Nível de Eficiência do SPDA
Nível de
Proteção

Eficiência da
Proteção

I

98%

II

95%

III

90%

IV

80%

a) Aplicam-se somente os métodos da esfera ou eletrogeométrico, malha ou gaiola de
Faraday;
b) Para alturas maiores que 60 metros aplica-se somente o método gaiola de Faraday.

CONFIGURAÇÃO DE HASTES

MEDIÇÃO DE TERRA

MEDINDO O TERRA
O instrumento clássico para medir-se a resistência do terra é o
terrômetro.
Esse instrumento possui 2 hastes de referência, que servem
como divisores resistivos.
Na verdade, o terrômetro “injeta” uma corrente pela terra que é
transformada em “quedas” de tensão pelos resistores formados
pelas hastes de terra.
Através do valor dessa queda de tensão, o mostrador é calibrado
para indicar o valor ôhmico da resistência do terra.
Uma grande dificuldade na utilização desse instrumento é achar
um local apropriado para instalar as hastes de referência.
Normalmente, o chão das fábricas são concre-tados, e, com
certeza, fazer dois “buracos” no chão (muitas vezes até já pintado)
não é algo agradável.

ALICATE TERRÔMETRO
• Mede a resistência de eletrodos de aterramento em
sistemas multiaterrados.

ALICATE TERRÔMETRO

• O valor de resistência medido pelo instrumento
representa a soma da
• resistência Rg com a resistência equivalente do
circuito formado pelas
• demais resistências de aterramento interligadas (em
paralelo).

IMPLICAÇÃO DE UM MAU ATERRAMENTO
Ao contrário do que muitos pensam, os problemas que um aterramento
deficiente pode causar não se limitam apenas aos aspectos de segurança.
É bem verdade que os principais efeitos de uma máquina mal aterrada são
choques elétricos ao operador, e resposta lenta (ou ausente) dos sistemas de
proteção (fusíveis, disjuntores, etc...).
Mas outros problemas operacionais podem ter origem no aterramento
deficiente.
Abaixo segue uma pequena lista do que já observamos. Caso alguém se
identifique com algum desses problemas, e ainda não checou seu aterramento,
está aí a dica:
- Quebra de comunicação entre máquina e PC (CPL, CNC, etc...) em modo on-line.
Principalmente se o protocolo de comunicação for RS 232.
- Excesso de EMI gerado (interferências eletromagnéticas).
- Aquecimento anormal das etapas de potência (inversores, conversores, etc...) e
motorização.
- Em caso de computadores pessoais, funcionamento irregular com constantes
“travamentos”.
- Queima de CI´s ou placas eletrônicas sem razão aparente, mesmo sendo elas novas e
confiáveis.
- Para equipamentos com monitores de vídeo, interferência na imagem e ondulações
podem ocorrer.

CONCLUSÃO
Antes de executarmos qualquer trabalho (Projeto, Opreração,
Manutenção, Instalação, etc...) na área de Eletro-eletrônica, devemos
observar todas as normas técnicas envolvidas no processo.
Somente assim poderemos realizar um trabalho eficiente, e sem
problemas de natureza legal, Laudos técnicos e documentação
adequada também são elementos integrantes do sistema.