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DIREITO CIVIL

1ºSEMESTRE 2014
Noções de Direito
Conceito de Direito segundo G.
Radbruch:

Conjunto de Normas Gerais e
Positivas que regulam a vida social.

Conjunto de Normas Gerais e
Positivas que regulam a vida social
O Direito nasce
concomitantemente com a
sociedade, visando regular as
relações sociais de cada grupamento
humano. Trata-se de um instrumento
de normatização de
comportamentos, criação de
direitos e deveres visando a

Mundo do Ser e mundo do Dever Ser
Mundo do ser (mundo da natureza):
os fenomenos da natureza assim como
as leis naturais sao imutaveis e
universais, pertencendo portanto ao
mundo do ser. Ex: direito a vida

Ele é regido pelas leis jurídicas que guardam um fim esperado mas que nunca será certo pois dele depende da conduta dos agentes.Mundo do Dever Ser : caracterizado pela liberdade de escolha dos agentes envolvidos. .

. Com tudo o principal traço distintivo entre as duas reside na IMPOSIÇÃO DE SANÇÃO. o fato de serem normas de comportamento.Direito e Moral As normas jurídicas e as normas morais possuem algo em comum.

Trata-se do Direito posto pelo orgão competente. contudo sem coerção de outrem. -NORMA MORAL : a sanção será fruto da consciência do indivíduo.-NORMA JURIDICA: Imposta pelo estado com a finalidade de constranger os indivíduos com a sua observância. poderá ser traduzido pelo arrependimento e ou remorso. -DIREITO POSITIVO: ordenamento jurídico em vigor em um determinado país em uma determinada época. .

. aproximando-se da noção de justiça. corresponderia ao ordenamento jurídico ideal. DIREITO SUBJETIVO: (algo próprio do sujeito) “facultas agendi” faculdade individual de agir de acordo com o Direito objetivo ou apenas invocar a sua pretenção.DIREITO NATURAL : (do homem) Idéia abstrata do Direito. DIREITO OBJETIVO: (conjunto de leis) Conjunto de normas de caráter geral cuja a observância pelos indivíduos se dá por meio da Coerção do Estado.

Empresarial .DIREITO PÚBLICO : (regula relaçôes entre o Estado e o Estado com a sociedade) É aquele ramo destinado a disciplinar os interesses gerais da coletividade. Ex: D.Civil. D. DIREITO PRIVADO: disciplina as relaçôes entre os indivíduos onde predomina o interesse particular. regula as relações do Estado com outros Estados e do Estado com partculares.

constituindo-se tão somente uma lei anexa para tornar mais fácil a aplicação da lei. questôes de hermenêutica relativas ao Direito Privado e ao Direito Público e por conter normas de Direito Internacional Privado. por abranger princípios determinativos da aplicabilidade das normas.. .LEI DE INTRODUÇAO AS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO (LINDB) Trata-se de uma lei que não é parte integrante do Código Civil. Estendendo-se muito além do C.C.

estabelecendo ainda normas gerais que se estendem por todo o ordenamento.3: eficácia global da ordem juridica(Princ.C.OBS: a LINDB possui além de mecanismos de interpretação a integração das normas. irretroatividade das leis e revogação das normas.2: tempo de obrigatoriedade Art.1: início da obrigatoriedade das leis Art. Ex: “vacatio legis”.obrigat) Art. e nao apenas para o C. A LINDB tem por função: Art.4 : mecanismos de integração das normas .

FONTES DO DIREITO Fontes formais (art4 LINDB): quando a lei for omissa.Art. 6: Direito intertemporal Art. o juiz decidirá o caso de acordo . 7 a 17: Direito Internacional Privado Art. 18 a 19: atos cívis praticados no exterior pelas autoridades consulares brasileiras.5: critérios de hermêneutica Art.

ex: citação por hora certa no processo penal. OBS: a doutrina fala em analogia legal quando ela for extraída da própria lei. 2-ANALOGIA Consiste em aplicar a uma hipótese concreta não prevista em lei uma disposição relativa a um caso semelhante.FONTES 1-LEI (fonte autêntica) Preceito jurídico emanado do poder competente com caráter obrigatório e geral. será .

é considerada ainda como sendo o uso geral e notório de uma regra estabelecida pelo povo.3-COSTUME Prática reiterada e uniforme que se prolonga pelo tempo com força obrigatória e geral. uniformidade. 4-PRINCIPIOS GERAIS DO DIREITO Sao diretrizes norteadoras de todo o ordenamento juridico. moralidade e obrigatoriedade. diuturnidade. São valores que permeiam o sistema jurídico fornecendo ao . Costume: continuidade.

servindo apenas como critério de interpretação de uma determinada lei. . Decisões dos Tribunais e a aplicação do Direito em geral. Teorias Jurídicas.FONTES NAO FORMAIS 1-DOUTRINA Trata-se das reflexões realizadas pelos estudiosos do Direito sobre as leis. Não possui força de obrigatoriedade.

2-JURISPRUDÊNCIA
Conjunto de pronunciamentos das
instãncias superiores do Poder
Judiciário a respeito de um determinado
assunto de modo constante e pacífico.
Em tese nao se admite força vinculante das
decisões superiores aos juizes de primeiro
grau.

VIGÊNCIA DA LEI
A LEI passa por três momentos:
1-ELABORAÇÃO
2-PROMULGAÇÃO
3-PUBLICAÇÃO
Embora a lei tenha seu nascimento com o
ato da promulgação ela só começará a
emanar os seus efeitos com a sua
publicação no DIÁRIO OFICIAL do Orgão
Legislativo competente.

VIGÊNCIA: ocorre quando a lei após o
periodo de vacatio legis começa a emanar
todos os seus efeitos. A vigência passa por
tres momentos principais:
1-INÍCIO
2-CONTINUIDADE
3-CESSAÇÃO
1-INÍCIO de vigência de uma lei ocorrerá
após o prazo de vacância ou
simultaneamente com o ato de publicação.
É com a vigência que a lei se torna
obrigatória, pois ninguem pode se escusar

C. uma lei começa a vigorar no brasil depois de 45 dias em que ela foi oficialmente publicada. salvo se a lei trouxer em seu texto um prazo diferente.1 LINDB. Assim leis que aplicam em mudanças significativas nas estruturas da sociedade terão como regra prazos . como foi o caso do art. OBS-1: o período de vacância de uma determinada lei será regulado com vistas as alterações promovidas na sociedade.2044 do C.Prazos para o início de vigência De acordo com o art.

sendo a partir daí considerada obrigatória. Obs3: CRITÉRIO DO PRAZO ÚNICO: de acordo com este critério a lei entrará em vigor após o periodo da vacância simultaneamente em todo o território Nacional. Obs2: o intervalo entre a data da publicação e a sua entrada efetiva em vigor é denominado: “VACATIO LEGIS”.Haverá situações em que o inicio da vigência vai coincidir com a sua publicação. .

OBS-4: (art. sendo considerada . Se a lei já entrou em vigor. -Esta regra só se aplica a leis que ainda estão no período de vacatio legis. uma nova lei para sua correção será feita.1p. Se durante o período de vacância ocorrer nova publicação do texto da lei para correção de erros materiais ou falhas de ortografia o prazo de vacância começará a correr novamente e integralmente a partir da nova publicação .3LINDB).

34§3-CC).OBS-5: CONTAGEM DO PERÍODO DE VACÂNCIA Far se á com a inclusão do dia da publicação e com a inclusão do último dia entrando em vigor no dia subsequente a consumação integral. .(art. em geral para cuidar das atribuições das autoridades diplomáticas.1§1LINDB) Quando a lei Brasileira for admita no exterior. OBS-6: LEI BRASILEIRA NO EXTERIOR (art.

2.CONTINUIDADE (art. *O Sistema Jurídico Brasileiro admite as chamadas leis temporais. A Doutrina chama isto de PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE. . aquelas normas que possuem prazo de vigência pré-estabelecidos. permanecendo em vigor até ser revogada ou alterada por uma lei posterior. ou seja.2 LINDB) Esta fase afirma que a lei tem caráter permanente.

CESSAÇÃO DA VIGÊNCIA REVOGAÇÃO : trata-se da supresso da força obrigatória da lei retirando lhe a eficácia que só pode ser feito exclusivamente por outra lei.3. *a Revogação pode se dar de duas formas: -TOTAL -AB-ROGAÇAO -REVOGAÇÃO TOTAL: ocorre quando a lei posterior revoga integralmente a .

PARCIAL OU DERROGAÇÃO -REVOGAÇÃO PARCIAL: ocorre quando a lei posterior revoga parte de um diploma legal. A revogação tambem pode ser TÁCITA ou EXPRESSA . mantendo inalterado o restante da lei.

-REVOGAÇÃO TÁCITA: ocorre quando a lei nova não trouxer declaração expressa de revogação. . mas mostra-se totalmente incompatível ou regula inteiramente (de forma diversa) aquilo que a lei anterior tratava (art2§1 LINDB).-REVOGAÇÃO EXPRESSA: ocorre quando a lei posterior declara expressamente em texto que a lei anterior está revogada.

2§3 LINDB a regra é que não haverá o efeito repristinatório. salvo quando houver pronunciamento EXPRESSO do legislador neste sentido. . De acordo com o art.2§3 LINDB) Ocorre quando a lei revogada reestabelece a sua vigência em razão da sua lei revogadora ter perdido vigencia.REPRISTINAÇÃO DAS LEIS (art.

ART.3 LINDB) A lei.3: este dispositivo tem como finalidade precípua garantir a eficácia global da ordem jurídica a qual estaria comprometida se fosse permitido a alegação da sua ignorância.3 LINDB a ninguém é dado o direito de se escusar da lei alegando o seu desconhecimento. De acordo com o art. torna-se á obrigatoria para todos.DA OBRIGATORIEDADE DAS LEIS (art. uma vez ultrapassado o prazo de vacância. Apresenta .

.TEORIAS QUE JUSTIFICAM O PRINCÍPIO DA OBRIGATORIEDADE 1.TEORIA DA PRESUNÇÃO LEGAL: por esta teoria presume-se que a lei uma vez publicada torna-se conhecida de todos. Esta teoria não foi aceita pois se baseia em uma inverdade.

2. . mas sim por razões elevadas de interesse publico.TEORIA DA FICÇÃO: a lei uma vez publicada torna-se conhecida fictamente por todos. 3. porque sustenta que a lei é obrigatória e deve ser respeitada por todos não por motivos presumidos ou fictos.TEORIA DA NECESSIDADE SOCIAL: trata-se da teoría mais aceita.

MECANISMOS DE INTEGRAÇAO DA NORMAS (art. ou seja. uma hipótese da vida não prevista pela lei. . Quando a lei não versar sobre determinado assunto específico estaremos diante de uma LACUNA.4LINDB) O Legislador não consegue prever todas as situações presentes e futuras da vida humana. O Ordenamento Jurídico Brasileiro não permite que um Juiz deixe de julgar qualquer caso alegando ausência da lei.

não deixando assim nenhum . dos Costumes e dos Princípios Gerais do Direito. PLENITUDE LÓGICA DO SISTEMA Ocorre quando o Magistrado promove a chamada integração das normas jurídicas por meio do uso da Analogia.OBS: das afirmações acima podemos concluir que o Sistema Jurídico apresenta a solução para qualquer caso concreto levado a sua apreciação. mas o sistema não. Com isto podemos afirmar que a lei poderá ser lacunosa.

A Corrente Vanguardista por outro lado afirma que o Juiz não deve ficar restrito ao uso hierárquico dos mecanismos em .HIERARQUIA DOS MECANISMOS DE INTEGRAÇÃO A Corrente Doutrinária Tradicionalista afirma que há uma hierarquia nos mecanismos de integração. Costumes e os Princípios Gerais do Direito. devendo o Juiz observar em primeiro lugar a Analogia.

sendo considerado apenas como um recurso auxiliar de sua aplicação.EQUIDADE A equidade não é considerada um mecanismo de integração das normas. INTERPRETAÇÃO DAS NORMAS Interpretação Jurídica (Francisco Amaral) Busca-se descobrir o alcance e os sentidos das normas jurídicas. . Será utilizada em casos específicos trazidos pela própria lei conferida ao Juíz um espaço suficiente para que ele possa elaborar a solução mais justa para o caso concreto.

OBS: contudo haverá situações em que não acontecerá este enquadramento. sendo considerado por tanto nestes casos a existência das LACUNAS. Os métodos de interpretação jurídica poderá ser assim divididos: .SUBSUNÇÃO: é o fenômeno por meio do qual ocorre o perfeito enquadramento do fato à norma. HERMENÊUTICAS Trata-se da ciência da interpretação das leis.

INTERPRETAÇÃO DOUTRINÁRIA: é .1-QUANTO AS FONTES: A.INTERPRETAÇÃO AUTÊNTICA: é aquela realizada pelo próprio legislador.INTERPRETAÇÃO JURISPRUDENCIAL: é aquela fixada pelos tribunais. Em regra o legislador edita uma nova lei visando esclarecer sua intenção . Obs: não apresenta força vinculante. C. B.

C-INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA: parte do pressusposto de que uma norma não existe isoladamente. B-INTERPRETAÇÃO LÓGICA: procura descobrir o alcance e o sentido das normas por meio do uso de raciocínio lógico. e que deve ser .2-QUANTOS AOS MEIOS: A-INTERPRETAÇÃO GRAMATICAL: consiste no exame do texto sob o ponto de vista linguistisco.

objetivando assim contemplar o bem comum. E-INTERPRETAÇÃO HISTÓRICA: baseiase na investigação dos antecedentes históricos que deram origem aquela norma com o fim de descobrir o seu exato significado.D-INTERPRETAÇÃO SOCIOLÓGICA ou TELEOLÓGICA (teleologia:estudo dos fins) (art.5LINDB) Tem por objetivo adaptar o sentido e alcance das normas às exigências sociais. .

(EFEITO “ex tunc”).CONFLITO DAS LEIS NO TEMPO (art.6LINDB) As leis. A duvida recairá sobre a aplicação ou não da lei nova sobre as . como regra geral. Tendo em vista que quando uma lei é modificada ou revogada por outra. são elaboradas para valer para o futuro. já haviam se formado relações jurídicas e poderá ocorrer portanto conflitos entre a lei nova e a lei anterior.

C. Em regra estas normas possuem vigência Temporária.DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS: São dispositivos elaborados no próprio texto normativo destinados a evitar e solicionar conflitos que poderão surgir no confronto da lei nova em face da lei antiga.Dois dispositivos foram criados pelo legislador para resolver estas questões : -DISPOSIÇÃO TRANSITÓRIA -IRRETROATIVIDADE 1. .ADCT e os art. Ex:atos de dispisições constitucionais transitória.2028 a 2046 do C.

a segurança e a estabilidade do ordenamento jurídico.2-IRRETROATIVIDADE Por este critério a lei não se aplica a situações constituídas anteriormente a sua vigência. Porém por razões de política legislativa permitese em situações excepcionais que a lei seja retroativa atingindo os efeitos de . trata-se de um princípio que tem por finalidade assegurar a certeza. preservando as situações jurídicas consolidadas nas quais o interesse individual prevalece. Obs: a regra e a irretroatividade.

C.5. O Ordenamento Jurídico Brasileiro adotou a teoria do Jurista Italiano Gabba.unico. A regra é que a lei nova será aplicada aos casos presentes e futuros só podendo ser retroativa quando: .inciso 36 e a LINDB art.C. o Direito Adquirido e a Coisa Julgada.2035. isto é.no art. Obs2: a Const.par.Fed.6 adotaram como regra o princípio da Irretroatividade e como exceção a possibilidade de retroagir.Ex: art. o completo respeito ao Ato Juridico Perfeito.

p.C.único CC 2-Quando a lei não ofender o Ato Jurídico Perfeito.6.) é aquele já consumado.2035 pg.1C. acabado e formalizado com a extinção da observância da lei vigente ao tempo em que ele se efetuou. . o Direito Adquirido e a Coisa Julgada.1-Quando a lei expressamente ordenar art. ATO JURÍDICO PERFEITO: (art.

C.) trata-se do direito que já foi concedido na vigência da lei anterior. foi observado pelo indivíduo todos os requisitos para sua configuração.)é a decisão judicial da qual não caiba mais recurso ou aquela decisão em que as partes decidiram não recorrer no prazo legal.2 C. porém ele ainda não foi concretizado ou desfrutado. Operando-se nela também os efeitos .p.3C.DIREITO ADQUIRIDO: (art.p.6. COISA JULGADA: (art. ou seja.C.6.

Por tanto devemos analisar os princípios que informam as questões relativas as leis no espaço. . 1-PRINCIPIO DA TERRITORIALIDADE: em razão da soberania Estatal a norma jurídica só terá aplicação dentro das fronteiras do seu Estado.CONFLITO DA LEI NO ESPAÇO O problema agora é saber se as normas de um país podem ter eficácia fora de seu território.

3-PRINCIPIO DA TERRITORIALIDADE MODERADA: Trata-se de uma flexibilização do princípio da territorialidade.2-PRINCÍPIO DA EXTRATERRITORIALIDADE: por meio deste princípio permite-se a aplicação indiscriminada da lei extrangeira dentro de um Estado visando regular as relações entre Nacionais e Estrangeiros sem que isso afete a soberania Nacional. pois .

Este princípio permite não só a incidência da norma extrangeira em um determinado País como também a possibilidade da aplicação da norma nacional no estrangeiro. PRINCIPIO DA TERRITORIALIDADE MODERADA Este é o princípio adotado pelo Ordenamento Juridico Brasileiro. .

Pode-se afirmar ainda que é o ramo do Direito que regula a pessoa na sua existência e atividade assim como a familia e o patrimônio.Personalidade. .CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO Trata-se do ramo do Direito que visa disciplinar por meio de normas e princípios as relações jurídicas comuns de natureza PRIVADA. Art:11 ao 21-Dir. E também chamado de Direito Privado Comum Geral ou Ordinário.

DAS OBRIGAÇÕES –DIR. cujo o projeto foi comandado por Clóvis Bevilaqua desde janeiro de 1889. Entrou em vigor em janeiro de 1917 e era assim dividido: -LEI DE INTRODUÇÃO AO C. DE FAMÍLIA –DIR. DAS COISAS –DIR. DAS SUCESSÕES) . -PARTE GERAL (-DAS PESSOAS –DOS BENS – DOS FATOS JURÍDICOS) -PARTE ESPECIAL (-DIR.C.CÓDIGO CIVIL DE 1916 Trata-se do primeiro Código Civil Brasileiro.

MIGUEL REALE Trata-se do segundo Código Civil Brasileiro cujo trabalho de coordenação e organização competiu a Miguel Reale. BRASILEIRO –LINDB -PARTE GERAL (-DAS PESSOAS –DOS BENS –DOS FATOS JURÍDICOS) -PARTE ESPECIAL (-DAS OBRIGAÇÕES –DIR. DE FAMÍLIA) .CÓDIGO CIVIL DE 2002 –LEI 10406/02. entrando em vigor no dia 11 de janeiro de 2003. DAS COISAS –DIR. Seu anteprojeto tramitou no Congresso Nacional desde a década de 70 tendo sido promulgado e publicado apenas em janeiro de 2002.C. Atual Código Civil está dividido em: -LEI DE INTRODUÇãO AO C. DE EMPRESA –DIR.

Civil e Dir. A Doutrina chama isto de unificação do Direito Privado pois agora temos em um só Código as duas principais fontes do Direito Privado./02 a parte geral do Código Comercial foi revogada e a nova legislação trouxe para si a regulação do Direito Empresarial.Miguel Reale em suas razões na exposição de motivos elencou os três . Empresarial) PRINCÍPIOS QUE REGULAM A CODIFICAÇÃO DE 2002 O Prof.C. (Dir.Obs: com a entrada em vigor do C.

Ex: os princípios da função social da propriedade e do contrato e a alteração do poder pátrio para o poder familiar.PRINCÍPIO DA SOCIABILIDADE Este princípio reflete a prevalência dos valores coletivos sobre os individuais sem se perder contudo o valor fundamental da pessoa humana. .

C. Prioriza o uso da EQUIDADE. a busca do equilibrio financeiro e econômico dos contratos. e dos demais VALORES ÉTICOS do C. da BOA FÉ.PRINCÍPIO DA ETICIDADE Este princípio se funda no valor da pessoa humana como fonte de todos os demais valores. considera a pessoa com o fim a sí mesma e não como um meio para se atingir os interesses pessoais. . Ex: a boa fé.

. as complexidades desnecessárias e buscou uma linguagem mais simples. Por esta razão o CC/02 afastou o complicado.PRINCÍPIO DA OPERABILIDADE Este princípio leva em consideração que o Direito tem como finalidade a busca de ser devidamente executado. compreendido. a identificação clara dos institutos tornando-se muito mais acessível e operável.

Trata-se de uma mudança do eixo valorativo do patrimomialismo típico do Código Civil para um viés mais existencialista ligado a dignidade da pessoa humana.DIREITO CIVIL CONSTITUCIONAL A chamada constitucionalização do Direito Civil pode ser traduzida como um fenômeno hermenêutico por meio do qual busca-se interpretar as regras do Direito Civil sob o prisma das normas e princípios Constitucionais. .

A pessoa poderá ser de duas espécies: NATURAL e JURÍDICA. Pessoa: é todo ente que pode ser sujeito de relações juridícas. . isto é. E para ser pessoa basta nascer com vida. capaz de adquirir direitos e contrair deveres.DAS PESSOAS -DAS PESSOAS NATURAIS: Conceitos introdutórios.

. logo não nasceu viva e por esta razão os pulmões permaneciam no fundo do recipiente. Se os pulmões sobrenadascem indicaria que a criança nasceu viva. respirou e inflou os pulmões de ar. Do contrário presumia-se que a criança nao respirou.Obs1: DOCIMASIA HIDROSTÁTICA DE GALENO Trata-se de um procedimento por meio do qual se extrai os pulmões do rescemnascido e o acondiciona em um recipiente com água.

Durante o período em que se adimitia a escravidão. Obs3: RELAÇÃO JURÍDICA Pode ser definida como uma relação humana baseada na vontade dos sujeitos. Uma relação jurídica só poderá ser estabelecida entre pessoas . que o ordenamento jurídico julgue relevante e por essa razão atribui a ela proteção juridica.Obs2: Nem sempre as pessoas vivas foram consideradas sujeitos de direitos. os escravos eram considerados BENS ou COISAS.

isto por que a ordem jurídica reconhece as pessoas jurídicas como portadoras de personalidade. .PERSONALIDADE Cuida-se da capacidade ampla e genérica atribuída a uma pessoa viva para adquirir e contrair deveres na vida civil. Obs: PERSONALIDADE não é atributo exclusivo da pessoa natural.

(forma de adquirir direitos e contrair deveres) ESPÉCIES DE CAPACIDADE -CAPACIDADE DE DIREITO OU DE GOZO -CAPACIDADE DE FATO/EXERCICIO CAPACIDADE DE DIREITO OU DE GOZO: trata-se da capacidade de aquisição ou .CAPACIDADE Trata-se da medida jurídica da personalidade ou ainda a manifestação do poder da ação da personalidade.

CAPACIDADE DE FATO Trata-se da aptidão para exercer por sí só os atos da vida civil. OBS: CAPACIDADE PLENA: aquele que . Por outro lado este mesmo RN não possui capacidade de fato ou de exercicio. ou seja. podendo por exemplo receber uma doação ou herdar um bem. Ex: um RN tem somente capacidade de direito. não poderá administrar de forma autônoma os seus bens.

Por esta razão são chamados de INCAPAZES. Mas como provavelmente nescerá vivo o ordenamento preserva seus interesses . mas que ainda se encontra no ventre materno. NASCITURO: segundo Silvio Rodrigues é o ser já concebido.Quem possui apenas a capacidade direito tem capacidade LIMITADA e necessita de outra pessoa que substitua ou complemente sua vontade. Para ele a lei não lhe concede personalidade a qual só será conferida se nascer com vida.

ressalvando a lei alguns direitos previstos ao nascituro. . Portanto não há de se falar em personalidade antes do nascimento. Neste momento não há mais nascituro e sim pessoa.TEORIAS SOBRE O INÍCIO DA PERSONALIDADE DO NASCITURO 1-TEORIA LEGALISTA OU NATALISTA: é aquela que preconiza que o ínicio da personalidade do nascituro começa à partir do nascimento com vida.

1798.1609 pg uníco.DIREITOS CONFERIDOS AO NASCITURO PELO CC -DIREITO DE HERANÇA art. -DIREITO DE FILIAÇÃO art. -DIREITO DE RECEBER DOAÇÃO art.542. .

afirma por fim que o nascituro é pessoa e portanto tem personalidade.2-TEORIA CONCEPCIONALISTA: esta teoria afirma que desde a concepção já existe um ser humano que merece a mesma proteção de todos os demais. DAS INCAPACIDADES-ASPECTOS GERAIS Trata-se da restrição legal ao exercício da vida civil. A incapacidade pode ser de duas espécies: .

Obs: o ato somente poderá ser praticado com validade se realizado por meio de um representante legal.I. INCAPACIDADE RELATIVA: permite que o incapaz pratique alguns atos da vida civil. Art.I. sob pena de NULIDADE. .art.INCAPACIDADE ABSOLUTA: acarreta a proibição total do exercício por sí só do Direito. desde que assistido por seus representantes sob pena de ANULABILIDADE.171.166.

pg.I. pg.Relativamente incapazes: -ser testemunha art. -casar-se art. .228.1517. -exercer emprego público art. único.5. -fazer testamento 1860.III. único.

FORMAS DE SUPRESSÃO DAS INCAPACIDADES De acordo com o art. Art169. as incapacidades poderão ser suprimidas pela .NULIDADE E ANULABILIDADE CC prevê duas espécies de invalidade para o NEGÓCIO JURÍDICO.V. ou seja. A nulidade é a sanção mais grave do ordenamento jurídico pois infringe preceitos de ordem Pública e por esta razão não poderá ser convalidada pelas partes. invalidado para todo o sempre.1634.

. Ex:se o ato consiste na assinatura de um contrato. o incapaz e o representate deverão firmá-lo. ASSISTÊNCIA: nesta hipótese se reconhece ao incapaz certo dissernimento e portanto ele é quem pratica o ato. O representante complementa a vontade do incapaz.SUPRESSÃO DAS INCAPACIDADES REPRESENTAÇÃO: o incapaz não participa do ato. Ex: se o ato consistir na assinatura de um contrato. somente o representante legal deverá assiná-lo substituindo assim a vontade do incapaz. será praticado somente por seu REPRESENTANTE LEGAL. não sozinho e sim assistido por seu representante legal.

RESTITUTIO IN INTEGRUM: benefício da restituição Este instituto de origem Romana consistia na possibilidade de se anular um negócio jurídico validamente celebrado mas que se revelou prejudicial ao incapaz. pois atualmente considera-se apenas a validade da sua celebração. Este instituto não existe na atual sistemática do CC. . pouco importando as consequências do seu efeito.

(poderão ser designados pelso pais por . A lei considera que essa categoria de pessoa não apresenta desenvolvimento mental suficiente. Obs: em regra serão representados pelos pais e na ausência destes pelos tutores.I: os menores de dezesseis anos .INCAPACIDADE ABSOLUTA art. sendo privado do necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil. são denominados de impúberes. ou seja. não atingiram a maturidade suficiente para o exercício da atividade jurídica.3.

Nesta situação encontra-se os que padecem de enfermidade ou doença mental PERMANENTE e DURADOURA grave o suficiente para privá-los completamente da razão.II: aqueles que por ENFERMIDADE ou DEFICIÊNCIA MENTAL forem privados do necessário discernimento. Esta fórmula genérica abrange todos os casos de insanidade mental provocado por doença congênita ou adquirida.Art. Parkinson. Ex: esquizofrênia.3º.etc… .

PESSOAS INTERDITADAS: são aquelas gravemente enfermas impossibilitadas de autodeterminação e que sofreram um PROCESSO JUDICIAL DE INTERDIÇÃO que tem dupla finalidade. todos os atos praticados de forma autônoma por eles serão nulos. 1º: declarar a incapacidade do interditando 2º: nomear a ele um curador INTERVALOS LÚCIDOS: o CC não admite os chamados intervalos lúcidos. ou seja. . não se admitindo a tentativa de demonstrar que naquele momento o incapaz estava lúcido. se alguém for declarado INCAPAZ. isto por que a incapacidade mental é considerada permanente e duradoura.

Art. Esta hipótese inclui aquelas pessoas que não podem exprimir validamente sua vontade em razão de uma causa transitória. De acordo com o CC serão relativamente incapazes as .3º.III: aqueles que mesmo por causa transitória não puderem exprimir sua vontade. INCAPACIDADE RELATIVA: é uma situação intermediária entre a incapacidade absoluta e a capacidade plena. Ex: doença ou estado de coma.

etc… . Obs: a lei permite todavia que estes incapazes possam praticar determinados atos de forma autônoma.RELATIVAMENTE INCAPAZES I-maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos. testamento. sem assistência dos seus representantes. ou seja. votar. Ex: casar-se. (menores púberes) São chamados de menores púberes e a eles a lei autoriza a participação nos atos da vida civil desde que assistidos por seus representantes legais.

3ºCC. pois vai incorrer na previsão do inciso III do art. Ex: indivíduo que fica em coma em razão de overdose .os ébrios habituais. isto é. isto porque a depência destas substancias tem como consequencia inevitavel a diminuição do discernimento para a prática da vida civil.II. aqueles viciados no uso e dependentes de substâncias alcoólicas ou tóxicas serão considerados relativamente incapazes. Obs:aquele usuário eventual que fica impedido de exprimir livremente a sua vontade será considerado absolutamente incapaz. toxicômanos e os deficientes mentais de discernimento reduzido: Somente os alcoólatras e os toxicômanos.

estas pessoas não estão desprovidas de todo entendimento necessário para a prática da vida civil.Obs: os art. terá os limites da sua incapacidade declinados na ordem judicial. . Os deficientes mentais de discernimento reduzido são chamados pela Doutrina de fracos da mente ou fronteriços. A sua interdição também levará em conta o disposto nos art. 1772 e 1782 afirmam que estas pessoas ao serem interditadas por decisão judicial. que servirá ainda como parâmetro para os limites da curatela.1772 e 1782.

o juiz determinará em razão do processo de interdição os limites da incapacidade bem como os limites da curatela. ou seja. portador de deficiência sem desenvolvimento mental completo serão considerados relativamente incapazes. .III. A eles se aplica o disposto nos artigos 1772 e 1782. ou seja.os excepcionais sem desenvolvimento mental completo: o código delcara que todo aquele excepcional.

dar hipoteca. doar. devendo o pródigo ser interditado. vender. . Uma vez declarado relativamente incapaz ele não poderá sozinho: emprestar.IV. transigir acordo judicial ou extrajudicial consistente em concessões recíprocas.PRÓDIGOS: caracteriza-se pela desordenada dilapidação do patrimônio através de gastos imoderados. quitação. e outros atos que importem em disposição patrimonial. A prodigalidade também é causa de incapacidade relativa.

Obs: parte da Doutrina crítica este dispositivo por afirmar que ele se traduz em uma violação à liberdade individual. Por esta razão este dispositivo seria legal e atenderia as exigencias sociais. . Parte majoritária da Doutrina afirma contudo que este inciso atende o princípio da sociabilidade e tutela os interesses supra-individuais referentes as pessoas que dependem do pródigo.

A lei que cuida dos índios é a lei 6001/73 estatuto do ínido. habitantes da selva ou florestas. ou seja. e não estão integrados a sociedade urbana ou rural.único. E dispõe que os indios viverão sob tutela da União. .OS ÍNDIOS Também são chamados de sílvicolas.4º pg. A capacidade dos índios será objeto de lei especial conforme afirma o CC art.

CESSAÇÃO DA INCAPACIDADE Cessa a incapacidade em duas hipóteses: 1.5ºpg.quando cessar a sua causa. • Individuo que nasce em 29 de fevereiro completará dexoito anos no dia 1 de março.pela emancipação. Havera a cessação por implemento etário quando o menor completar dezoito anos. EMANCIPAÇÃO art. 2.único CC: é o ato .

2-quando um dos genitores for declarado ausente. .22.ESPÉCIES DE EMANCIPAÇÃO -VOLUNTÁRIA -JUDICIAL -LEGAL VOLUNTÁRIA: trata-se daquela concedida por ambos os pais. Obs: a lei exige a concordância de ambos os genitores. 1-quando um dos genitores estiver morto. Com tudo poderá ser concedido a emancipação voluntária com a manifestção de apenas um deles nas seguintes hipóteses. Art.

EMANCIPAÇÃO JUDICIAL Será aquela concedida por sentença em duas hipóteses: -havendo discordância entre os pais. .FORMAS DE EMANCIPAÇÃO VOLUNTÁRIA A lei exige que esta espécie seja realizada por meio de escritura pública. A forma será a sentença judicial. -na hipótese de tutela. sem a necessidade de homologação juducial.

EXERCICIO EFETIVO DE EMPREGO PÚBLICO. ou . COLAÇÃO DE GRAU EM ENSINO SUPERIOR.EMANCIPAÇÃO LEGAL Será aquela decorrente de determinados fatos previstos na lei. ESTABELECIMENTO COM ECONOMIA PROPRIA DE NATUREZA CIVIL OU COMERCIAL e por fim EXISTÊNCIA DE RELAÇÃO DE EMPREGO FORNECENDO RENDA SUFICIENTE PARA O MENOR. FORMAS: esta espécie independe de registro e produzirá efeitos desde logo. Ex: CASAMENTO.

Obs: a emancipação voluntária e judicial deverão ser registrados em livro próprio no Cartório de Registro Civil da Comarca do domicílio do menor e também o seu registro de nascimento. A dissolução do . Obs: todas as formas de emancipação serão IRREVOGAVEIS.9º.I. e art. Art.da lei de Registros Públicos.7º. Os pais que voluntariamente emancipar os seus filhos não podem voltar atrás da decisão. O mesmo acontece na hipótese de casamento entre menores.CC.II.

.V. ocorrerá a emancipação nessa hipótese quando o menor por meio de renda própria consegue montar estabelecimento civil ou comercial.pg. Obs: cessação da incapacidade por habilitação intelectual.III.único.Obs: basta que o menor seja admitido e passe a exercer efetivamente o serviço público para que se constate a sua maturidade e aptidão para os atos da vida civil. Art. (colação de grau em nível superior) Verifica-se quando o menor consegue colar grau em ensino superior antes de completar dezoito anos. Obs: o art.5. ou ainda seja empregado e consiga viver com recursos recorrentes da relação de trabalho.único.pg.5º.

O Fim da pessoa natural acarreta a extinção da personalidade. De acordo com este dispositivo será considerado morto aquele sujeito que não mais apresenta atividade cerebral. Consideranda-se morto ainda o indivíduo que desaparece em catástrofe e cujo corpo não é encontrado. art. É a lei de transplantes 9434/97.EXTINÇÃO DA PESSOA NATURAL Ocorre com a morte.3º que define a morte. porém alguns direitos da personalidade continuam vivos .

Esta morte se prova se prova através do atestado de óbito.6015/73) .6ºprimeira parte CC: é aquela que se constata com a CESSAÇÃO DAS ATIVIDADES CEREBRAIS ou nas hipóteses do art.7º.DOUTRINARIAMENTE SE FALA: -MORTE REAL -MORTE SIMULTÂNEA OU COMORIÊNCIA -MORTE CIVIL -MORTE PRESUMIDA MORTE REAL: art. ou pela justificação(art.Púb.88 lei Reg.

CONSEQUENCIAS DA MORTE REAL A morte dissolve o vínculo conjugal. MORTE SIMULTÂNEA OU COMORIÊNCIA art. extingue a obrigação alimentar. extíngue os contratos personalíssimos.8ºCC Prevista no art.8º afirma que quando dois indivíduos falecem na mesma ocasião não se podendo averiguar qual deles faleceu . extingue o poder de familia. dentre outras consequencias.

E o principal efeito é que os comorientes não herdam um do outro.Obs: a comoriência só terá importância na hipótese em que os comorientes possuem afinidade sucessória. tios) da mulher estes ficarão com a sua meação e os parentes colaterais do homem com a dele. sem saber quem faleceu primeiro um não herda do outro. . Ex: casal falece em acidente sem deixar descendentes ou ascendentes. Neste caso se houver parentes colaterais (irmãos. sobrinhos.

perdiam a personalidade. Aquele que é considerado indígno porque ofendeu a honra ou atentou contra a vida do autor da .Romano incidia para aqueles que perdiam o “status libertatis”. morriam civilmente e se tornavam coisas.MORTE CIVIL Esta espécie de morte existente no D.1816. CC. e por esta razão poderiam ser escravizados. art. ou seja. Atualmente no Direito Brasileiro há apenas um resquício dessa morte no instituto da indignidade.

-sem decretação de ausência. .Nesta hipótese o ordenamento afasta a personalidade apenas para o caso específico do recebimento daquela herança. MORTE PRESUMIDA Pode se dar de duas forma: -com decretação de ausência.

devendo o juiz fixar data provável do óbito. ou estiver em guerra. desaparecido ou feito prisioneiro e não for encontrado até dois anos após o fim do conflito. Nos dois casos exige-se a declaração de autoridade competente do encerramento das buscas e averiguações.Morte presumida sem decretação de ausência: será consederado morto presumidamente sem decretação de ausência aquele sujeito que estiver desaparecido e foi extremamente provável sua morte por que estava correndo risco de morte. .

Trata-se da designação que a pessoa se . o nome completo.INDIVIDUALIZAÇÃO DA PESSOA NATURAL Tres são os elementos por meio do qual se individualiza a pessoa natural: -NOME -ESTADO -DOMICILIO NOME: a palavra nome como elemento individualizador da pessoa é empregado em seu sentido amplo. ou seja.

. escritores. ou seja. O nome tem natureza jurídica de um direito da personalidade. etc… O art. criadores intelectuais.Obs: PSEUDÔNIMO ou nome falso é um recurso muito utilizado por artistas. confere a ele a mesma proteção que é dada ao nome. desde que utilizado para fins lícitos.19. NATUREZA JURÍDICA: o nome é um atributo que decorre do nascimento com vida.CC. todo aquele que nasce vivo e com isto ganha personalidade tem direito ao nome.

Obs: AXIÔNIMO: trata-se da designação que se dá a forma cortez de tratamento ou a expressão de reverência.exmo.16 são dois os elementos que compõem o nome completo: -PRÉNOME -SOBRENOME ou apelido familiar Obs: AGNOME: trata-se do sinal que distinguimos as pessoas de uma mesma família. Não integra o nome completo. .CC : de acordo com o art. neto. ex: ilmo. Dr.Elementos do NOME art. ex: filho. sobrinho.16. Trata-se de um elemento que integra o nome.

esta escolha só encontra limites quando possa eventualmente expor a criança ao ridículo. a não ser que seja duplo. pg único.pg único da lei de registros públicos) SOBRENOME ou apelido familiar: é o .63.PRENOME: poderá ser livremente escolhido pelos pais de acordo com o art. -Irmãos gemeos não podem ter o mesmo prenome.(art. O prenome pode ser simples ou composto.55. estabelecendo assim uma distinção entre eles.

O sobrenome não é escolhido por seu portador. e de acordo com o art. . os pais apenas indicarem o prenome poderá e o filho automaticamente lançar o sobrenome dos pais adiante do prenome escolhido.O Sobrenome se adquiri com o nascimento e será imutavel podendo sofrer alterações em situações excepcionais previstas na lei.55 das leis de registros.

Registros de filhos havidos for a do
casamento
Este registro é regulado pelos artigos 59,60
da lei de registros públicos, e afirmam que
não será lançado o nome do pai sem que
este expressamente autorize. Nesta
situação alei dispõe que o oficial
registrador deverá encaminhar ao juiz
competente o pedido do regsitro e a
indicação do suposto pai. O juiz então
convocará o pai para que voluntariamente
reconheça o filho. Se não o fizer ou não
comparecer o juiz então mandará os autos

IMUTABILIDADE DO NOME
O art.59 das leis de registros públicos
afirmava em sua redação original que o
prénome era imutável. Contudo após
alterações legislativas a redação deste
dispositivo foi alterada e passou a afirmar
que o prénome será definitvo.
Após 1998 a lei de registros públicos
permitiu a alteração ou substituição do
prénome por apelidos públicos notórios.

HIPÓTESES DE RETIFICAÇÃO DO PRÉNOME
Duas hipóteses permitem a retificação do prénome:
-no caso de evidente erro gráfico.
-quando o prénome expoe o portador ao ridículo.
OUTRAS HIPÓTESES DE ALTERAÇÃO DO NOME
- O art.56 das leis de registros públicos preve uma
hipótese de alteração do nome via administrativa
( que vai ocorrer dentro do próprio cartório de
registro civil). O interessado após ter atingido a
maioridade terá um ano para realizar esta alteração.
Nesta hipótese tem-se admitido a inclusão de
sobrenomes de avós maternos e paternos ou mesmo
dos genitores. Não se permite contudo a supressão
do sobrenome.

Casamento .União estável .O nome completo poderá sofrer alterações nas seguintes situações: .Reconhecimento de filhos .Divórcio ..Separação judicial .Adoção .

Individual: representa o modo de ser da pessoa com relação a idade. cor.Familiar: é aquele que indica a situação da pessoa nas seguintes hipóteses: -matrimonio: a pessoa poderá ser: solteira. etc… 2. estatura. É o modo particular de existir da pessoa humana.AÇÕES DE ESTADO Estado: é a soma das qualificações da pessoa na sociedade hábeis a produzir efeitos jurídicos. sanidade. sexo. Aspectos: 1. .

filho. avô. tio. podendo ser Nacional (nato ou naturalizado) ou estrangeiro. . irmão. 3.Político: trata-se da qualidade jurídica que advém da posição do indivíduo na sociedade política.-Parentesco: a pessoa poderá ser pai.

maior e menor. em . etc… Obs: a única excessão legal será a hipótese de dupla cidadania.INDISPONIBILIDADE: o estado é um atributo inalienavel e irrenunciável. 2. Isto não impede todavia a sua mutação. ou seja. isto implica dizer que ninguém será simultaneamente casado e solteiro. são e insano.INDIVISIBILIDADE: o Estado é considerado uno e indívisivel e regulamentado por normas de ordem pública.CARACTERÍSTICAS DO ESTADO 1. próprio da personalidade do sujeito.

DOMICÍLIO: residência+ânimo de permanência Trata-se da sede jurídica da personalidade natural.IMPRESCRITIBILIDADE: o Estado não se perde e nem se adquiri pela prescrição. e nasce com a pessoa e somente desaparece com a morte do sujeito. É o local onde ela será encontrada para responder por suas obrigações e pelos . É um elemento integrante da personalidade.3.

e para isto basta que o sujeito tenha mais que uma residência e nelas . Contudo o código admite a chamada pluralidade domiciliar.-Elemento objetivo: se refere ao local físico. podendo ser a residência da pessoa natural.71: PLURALIDADE DOMICILIAR A regra é que uma pessoa tenha uma residência e um domicílio. REGRAS GERAIS 1.art. -Elemento subjetivo: ânimo definitivo. a vontade do sujeito em permanecer naquele local. ou seja.

72 afirma que também será considerado domicílio o local onde a pessoa natural exerce sua profissão. um local definido em que viva.art. conforme preconiza a lei o local onde ela for encontrada. O pg.72: PLURALIDADE DOMICILIAR DO LOCAL DE TRABALHO O Caput do art.2.art.73: A pessoa natural que não tenha uma residência habitual. ou seja. . terá o seu domicílio.único deste mesmo dispositivo afirma que será possível a pluralidade domiciliar do local de trabalho quando o sujeito exercitar a sua profissão em diversos locais de forma alternada. 3.

que será do seu representante legal.76: terá domicilio necessário o incapaz. .76: DOMICÍLIO NECESSÁRIO É aquele em que a própria lei estabelece o local do domicílio para pessoas determinadas. De acordo com o pg. o servidor público tem como domicílio o local onde exerce as suas funções. do marítimo o local onde o navio estiver matriculado. o militar onde servir.4.art. e do condenado ou do preso provisório o local onde cumpre sentença ou se encontra detido provisoriamente de forma respectiva.único art.

corpo alheio vivo ou morto e partes separadas do corpo vivo ou morto) e a sua integridade intelectual (liberdade de pensamento.MARIA HELENA DINIZ São direitos subjetivos da pessoa de defender o que lhe é próprio. artística e literária) e a sua integridade moral ( honra. a sua integridade física (vida. alimentos.DIREITOS DA PERSONALIDADE art. ou seja.11 ao 21 Conceito segundo Prof. autoria científica. segredo . próprio corpo vivo ou morto.

FUNDAMENTOS DE VALIDADE Os direitos da personalidade repousam o seu fundamento de validade na Constituição Federal especialmente no seu art. etc.5º. . a inviolabilidade do domicílio. ex: proteção da propriedade intelectual. Neste dispositivo Constitucional encontra-se outros direitos da personalidade. literário e artístico.X.

INCESSÍVEIS EM VIDA: não são suscetíveis de cessão.IMPRESCRITIVEIS: não se perde por prescrição.IRRENUNCIAVEIS: não se pode abrir mão. 4. 6. 2.CARACTERÍSTICAS DO DIREITO DA PERSONALIDADE 1.INALIENÁVEL: não se pode cormecializar. . 3. 5.INTRANSFERÍVEL PELA MORTE: ninguém pode receber indenização por alguém que morreu.IMPENHORÁVEL: não se pode penhorar por garantia de vida.

. Assim será possível que a pessoa natural possa obter reflexos patrimoniais do uso da sua imagem ou da venda de suas obras literárias ou ainda da utilização do seu nome em determinada máquina.Obs: a característica da inalienabílidade não implica na impossibilidade da exploração comercial destes direitos. Obs: os alimentos abstratamente consideráveis são imprescritíveis.

2.PESSOAS JURÍDICAS.52. o nascituro mas somente aqueles direitos compatíveis com a sua natureza. ou seja. Obs: de acordo com o STJ em diversas oportunidades entende-se que o nascituro tem direito a dano moral.CC a pessoa jurídica será titular de direitos da personalidade àqueles compatíveis com a .PESSOAS JÁ CONCEBIDAS.TODA PESSOA VIVA. Obs: de acordo com o art. 3.TITULARES DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE 1.

4. Ex: direito a honra e memória. .PESSOAS JÁ FALECIDAS.SÚMULA 227 DO STJ. PESSOA JURÍDICA tem direito a dano moral. Obs: alguns direitos da personalidade parecem incidentes mesmo com o fim da personalidade natural.

14 CC afirma ser válida a disposição gratuita do corpo no todo ou em parte com .DIREITOS DA PERSONALIDADE EM ESPÉCIE a) Os atos de disposição do próprio corpo. (art. O art. O art.13 CC veda qualquer ato que importe em diminuição da integridade física ou diminuição permanente das funções de um indivíduo ou ainda quando este ato de disposição contrariar os bons costumes.13 e 14 CC). Somente será considerado válido se houver expressa autorização e recomendação médica.

tecidos e substâncias humanas é absolutamente proibida nos termos do art.13.A lei 9434/97.199.CC vedava as chamadas cirurgias de adequação de sexo ou transgenitalização por contrariar os bons costumes. pg. DISPOSIÇÃO DO PRÓPRIO CORPO X ABLAÇÃO DE ORGÃOS EM TRANSEXUAIS Parte conservadora da doutrina entendia que o art. . lei de transplantes dispõe sobre a remoção de orgãos. *a comercialização de orgãos.4º CF. tecidos e partes do corpo humano para fins de transplantes e tratamentos regulando os atos de desposição em vida ou após a constatação da morte encefálica do individuo.

Por outro lado o C. autorizando ainda a alteração do prénome e do gênero constante no registro civil da pessoa.Medicina por meio da resolução 1482/97 entendeu ser lícita a realização destas cirurgias.F. desde que precedidas de um vasto acompanhamento multidisciplinar. O Conselho da Justiça Federal editou o enunciado 276 onde afirma ser lícito a realização destas cirurgias desde que se observe os parametros estabelecidos pela resolução do CFMed. .

neste termo além da descrição dos procedimentos a serem adotados haverá uma cláusula autorizando o profissional a tomar medidas cabíveis.CC.b) O direito a não submissão a tratamento médico de risco. O art.15 afirma que ninguém pode ser submetido com risco de morte a tratamento médico ou intervenção cirúrgica. . Obs: recurso muito utilizado por médicos e hospitais é a assinatura de um termo de consentimento que deve ser assinado por pessoa capaz antes da realização do tratamento ou da cirurgia. Trata-se de uma regra híbrida pois se constitui ao mesmo tempo um direito da personalidade do sujeito e um mandamento para que o médico não atue sem a expressa autorização do paciente.15. art.

Obs: situações que envolvam urgências médicas estando o paciente inconsciente.16- . Situações envolvendo questões religiosas que impeçam o adequado tratamento deverão ser levadas a juízo. Normalmente os tribunais tem decidido em favor da vida do paciente e em detrimento da sua liberdade religiosa. buscando uma ordem judicial para a resolução do caso. c) Direito ao nome e ao pseudômino art. a autorização para os procedimentos competirá à família.

20. A mesma proteção é conferida a imagem. trabalhos científicos.d) Proteção a palavra e a imagem art. projetos) são de proteção específica da lei 9610/98 de Direitos Autorais. Desta forma de um indivíduo só poderá ser . pesquisas.CC A transmissão da palavra e a divulgação da palavra escrita (obras literárias. plágio) constituem violação deste direito e poderá ser alvo de medidas judiciais do verdadeiro autor para coibir este uso indevido. O uso indevido (reprodução não autorizada.

A intimidade da pessoa pode ser traduzida por todos os atos e condutas realizados em seu domicílio. seio familiar e no que diz respeito somente a ela e para quem ela autorizar. surgindo para o titular a possibilidade de ser indenizado por danos morais e materias suportados. ambiente de trabalho. A divulgação destas informações viola este direito.21 A pessoa humana tem assegurada a inviolabilidade da sua vida privada. .e) Proteção da intimidade art.

AUSÊNCIA: considera-se ausente a pessoa que desaparece do seu domicílio.AUSÊNCIA art. O legislador de 2002 deslocou o tema do CC. Trata-se de um procedimento longo e demorado que tem por objetivo declarar a morte presumida do ausente e por esta razão o código estipula longos prazos para alcançar estes objetivos.22-39 O Tema ausência era tratado no CC/1916 no livro da parte especial de Direito de família. deixando bens e não designa procurador ou representante para a administração dos .

FASES DA AUSÊNCIA: 1.CURADORIA – ARRECADAÇÃO DOS BENS 2.SUCESSNÃO DEFINITIVA .SUCCESSÃO PROVISÓRIA 3.

desaparecido uma pessoa não há previsão legal por quanto tempo deve-se aguardar o seu retorno.CURADORIA DOS BENS – ARRECADAÇÃO DE BENS A lei não estabelece um prazo mínimo para o início do procedimento da ausência. ou seja. sendo certo ainda que não há interferência entre as esferas Penal e Civil em relação ao desaparecimento da pessoa. A doutrina recomenda que se observe as particularidades de cada caso. isto quer dizer .

será este que responderá pelos bens do ausente nos três anos seguintes ao desaparecimento da pessoa. mesmo que tenha deixado um procurador se este não quiser continuar na administração dos bens.PROCEDIMENTO: desaparecido uma pessoa do seu domicílio qualquer interessado ou o Ministério Público poderá requerer que se decrete ausência da pessoa nomeando assim um curador para os bens deixados por ela. e assim ficará dispensada a nomeação de um curador. Obs: caso o ausente tenha deixado um procurador ou representante convencional. Será necessário contudo a nomeação de um curador para o ausente. . ou se o procurador não tiver poderes espeíficos ou muito limitados.

CURADOR DATIVO . 2. Uma vez deferido o pedido de ausência o juiz nomeará um curador na ordem preferencial do art.CC: legitimados para a curadoria dos bens.ASCENDENTES 3.25.DESCENDENTES: sendo certo que os mais próximos preferem os mais remotos.25: 1.Art. 4.CÔNJUGE que não esteja separado judicialmente e nem de fato há mais de dois anos.

O enunciado 97 do Conselho da Justiça Federal dispoe neste mesmo sentido.A doutrina e a jurisprudência adimitem o companheiro como legitimado para figurar como curador de bens do ausente. Todos os seus atos . sob pena de responder pessoalmente. E não piorar a situação dos bens. FUNÇÔES DO CURADOR: será responsável por arrecadar todos os bens da pessoa desaparecida e administra-lo da melhor forma possível. mas também não estando obrigado a melhorar a condição do patrimônio deixado.

O curador no período de um ano a contar do desaparecimento da pessoa deverá publicar um edital a cada dois meses convocando o ausente a reaparecer conforme dispoe o art. Contudo este prazo será de três anos se o ausente tiver deixado procurador. PRAZO PARA CURADORIA DOS BENS Em regra esta fase tem duração de uma ano a contar do requerimento da declaração de ausência. 1161.CPC. .

Obs: encerrando o prazo da curadoria dos bens o art.SUTUAÇÕES QUE CESSAM A CURADORIA 1. . pela abertura da secessão provisória.pelo início da segunda fase. 3. Obs: caso nenhum interessado promover a conversão da curadoria em successão provisória poderá o MP requerer ao juiz competente conforme art. 2.28. ou seja.reaparecimento do ausente. Obs: a segunda fase só terá início após 180 dias da decisão que determinar a abertura da successão provisória.§1º.27 elenca um rol de pessoas que poderão requerer a conversão da curadoria em successão provisória.certeza da morte do ausente.

para que se evite a dilapidação dos bens do ausente contemplando assim .SUCCESSÃO PROVISÓRIA Nesta fase após a decisão que converte a curadoria de bens em sucessão provisória ficará autorizada a abertura de testamento (se houver) assim como a abertura de inventário e a partilha de bens como se morto fosse o ausente.por se tratar de uma successão provisória. REGRAS GERAIS: 1. o juiz vai exigir dos herdeiros uma caução. ou seja. uma garantia dos herdeiros.

os herdeiros não legitimos (testamentários e legatários) deverão capitalizar metade dos frutos e rendimentos oriundos dos bens recebidos e devem prestar contas anualmente. os herdeiros legítimos estão dispensados deste encargo.I.33. De acordo com o art. 2.30.Obs: aquele que comprovar a qualidade inequívoca de herdeiro legítimo poderá entrar na posse dos bens sem prestar nenhuma caução art. Obs: os frutos e os rendimentos capitalizados não serão devidos ao ausente .

3. Obs: este prazo de dez anos será reduzido para cinco quando o ausente contar com 80 anos a época do seu desaparecimento e fizer 5 anos das suas últimas notícias.de acordo com o art. . PRAZO: em regra esta fase terá duração de dez anos contados a partir da data da sentença que decretou a successão provisória.31 os móveis do ausente só poderá ser alienados por meio de autorização judicial.

ele terá direito aos bens no estado em que se encontrárem. Nesta fase ocorre a transmissão definitiva dos bens levantando-se as cauções e garantias.pg.único. afirma que se não houver herdeiros os bens deixados se tornarão herança jacente (patrimônio deixado por alguém que será incorporado ao município onde está olcalizado os bens). podem os interessados (art. . O art. Obs: se o ausente regressar após os 10 anos da decretação da successão definitiva ele não terá direito a nada.27) requerer a abertura da sucessão definitiva. Obs: se o ausente regressar nos primeiros 10 anos da decretação da successão definitiva. sendo admitido também a alienação dos bens.SUCCESSÃO DEFINITIVA Dez anos após o trânsito em julgado da decisão que decretou a sucessão provisória.39.

DAS PESSOAS JURÍCAS art. NATUREZA JURÍDICA: para entender a natureza da Pessoa Jurídica será necessário analisar as correntes e as teorias que deram origem a este instituto.40 a 69 São entidades criadas para a realização de um fim e reconhecidas pela ordem jurídica como pessoas.TEORIA DA FICÇÃO LEGAL (SAVIGNY): afirma que a Pessoa Jurídica é uma criação ficcional da lei. sujeitos de Direitos e Deveres.1.TEORIAS DA FICÇÃO. ou seja. . 1. 1. 1.2.TEORIA DA FICÇÃO DOUTRINÁRIA: a Pessoa Jurídica seria como uma criação da Doutrina ou dos Jurístas.

1. ou seja.TEORIAS DA REALIDADE 2. Se as leis são fictícias.TEORIA DA REALIDADE OBJETIVA: afirma que a Pessoa Jurídica é uma realidade sociológica. elas não serão de observância obrigatória. 2. um ser com vida própria e nasce por imposição das . o Direito que dele emana também seria.CRÍTICA: a Doutrina crítica esta corrente por que parte da idéia de que sendo o Estado uma Pessoa Jurídica e por esta teoría seria considerado uma ficção.

CRÍTICA: os grupos sociais em que pese a sua existência no mundo real.2. 2.TEORIA DA REALIDADE JURÍDICA OU INSTITUCIONALISTA “HAURIOU”. distinta dos seus institucionalizadores ou fundadores. CRÍTICA: esta teoría nada esclarece sobre as Pessoas Jurídica que não se destinam a um serviço ou ofício. ou seja. . eles não apresentam personalidade própria. ex: partidos políticos. Considera que as Pessoas Jurídica são criadas como organizações sociais destinadas a um serviço ou ofício.

TEORIA DA REALIDADE TÉCNICA Desenvolvida por Ihering afirma que a personificação dos grupos sociais é um recurso encontrado pela ordem jurídica para reconhecer a exístencia de grupos de indivíduos que se reúnem na busca de fins determinados.3. que reconhece a existência jurídica dos grupos sociais de maneira separada da personalidade dos seus instituidores. .2. De acordo com a parte majoritária da Doutrina a teoria adota pelo CC foi esta.

personalidade diversa daquela conferida aos seus fundadores ou institucionalizadores. pois todo sujeito de Direito tem direito ao nome. ou seja.PERSONALIDADE PRÓPRIA: a Pessoa Jurídica tem existência jurídica. Trata-se de uma garantia para a Pessoa Jurídica como para seus fundadores. pois não permite como regra a confusão patrimonial.PATRIMÔNIO PRÓPRIO: a Pessoa Jurídica deve apresentar patrimônio próprio e distinta dos seus sócios. .CARACTERÍSTICAS DA PESSOA JURÍDICA 1. 2. 3.NOME PRÓPRIO: trata-se da decorrência natural da personalidade. para responder pelas suas obrigações.

. sem qualquer vínculo de depêndencia com as pessoas naturais que a criaram. 5.EXISTÊNCIA PRÓPRIA: a existência da Pessoa Jurídica não está condicionada a vida do seu criador ou institucionalizador.PODEM SER SUJEITOS ATIVOS OU PASSIVOS DE DELITOS: as Pessoas Jurídica poderão ser autores ou vítimas de crimes compatíveis com a sua natureza e personalidade jurídica. Apresenta existência autônoma.4.

REQUISITOS PARA A CONSTITUIÇÃO DE PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO São tres requisitos para a constituição da Pessoa Jurídica de Direito Privado art.44: 1. Esta vontade deverá ser traduzida por meio do ato de constituição que poderá .VONTADE HUMANA: é a manifestação da vontade traduzida na intenção de criar uma Pessoa distinta dos seus membros.LICITUDES DOS OBJETIVOS 1.OBSERVÂNCIA DAS EXIGENCIAS LEGAIS 3.VONTADE HUMANA 2.

-ESCRITURA PÚBLICA OU TESTAMENTO: ato constitutivo das FUNDAÇÕES conforme o art. -CONTRATO SOCIAL: é o ato inicial das SOCIEDADES (SIMPLES OU EMPRESARIAL).62. .ATOS DE CONSTITUIÇÃO: -ESTATUTO: ato próprio da cosntituição de uma ASSOCIAÇÃO.

2. Obs: sem o registro ou antes de registrar a Pessoa Jurídica ela não passará de uma mera sociedade de fato ou sociedade não Personificada.OBSERVÂNCIA DAS EXIGÊNCIAS LEGAIS: após a constituição da vontade humana traduzida pelo ato constitutivo. -LOCAIS DE REGISTRO -CONTRATO SOCIAL: JUNTA COMERCIAL . este deverá ser levado a registro quando então terá início a existência legal das pessoas jurídicas.45. conforme dispõe o art.

Obs: algumas Pessoas Jurídica precisam de
autorização ou de aprovação do Poder
Executivo para o seu devido
funcionamento.
Ex:instituições Bancárias,
Admnist.Consórcios, Seguradoras.
Obs: as Sociedades de Advogados serão
registradas exclusivamente na OAB art.15
a 17 da lei 8906/94.
3- LICITUDE DOS OBJETIVOS: a Pessoa
Jurídica somente poderá ter objeto ou fíns
lícitos. Objetos ilícitos ou nocivos serão

REQUISITOS PARA CONFIGURAÇÃO DE
UMA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO
PÚBLICO
As Pessoas Jurídica de Direito Público
interno ou externo serão criadas por Fatos
Históricos (Revoluções,Guerras) por
Tratados Internacionais, criação
Constitucional e pela Lei Ordinária.
CLASSIFICAÇÃO DAS PESSOAS
JURÍDICAS
1- QUANTO A NACIONALIDADE
2- QUANTO A ESTRUTURA INTERNA
3- QUANTO A FUNÇÃO OU ÓRBITA DE

-QUANTO A NACIONALIDADE: as
Pessoas Jurídicas poderão ser nacionais ou
estrangeiras.
-QUANTO A ESTRUTURA INTERNA:
1-CORPORAÇÃO: “universitas
personarum” Conjunto de Pessoas.
2-FUNADAÇÃO: “universitas bonorum”
Conjunto de Bens.
CORPORAÇÃO X FUNDAÇÃO

são fins internos voltados para o interesse de seus membros. FUNDAÇÃO QUANTO AOS FINS : possuem finalidades previamente estabelecidas.CORPORAÇÃO QUANTO AOS FINS : os fins são estabelecidos pelos próprios sócios. são fins externos que não foram elaborados por aqueles que estão na sua administração. ou seja. ou seja. .

.CORPORAÇÃO QUANTO AO PATRIMÔNIO: o patrimônio é um elemento secundário que surge após a união das pessoas. FUNDAÇÃO QUANTO AO PATRIMÔNIO: o patrimônio é essencial. existente antes mesmo da reunião das pessoas. sendo um meio para a realização dos fins.

comodita) NÃO VISA LUCRO . S/A.CORPORAÇÕE S SOCIEDADES (VISA LUCRO) SIMPLES ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAL (ltda.

As Associações são reguladas na parte geral do CC. ASSOCIAÇÕES: trata-se de uma Pessoa Jurídica que pode ser traduzida como o conjunto de pessoas que se reunem sem fins lucrativos e estabelecem objetivos morais. enquanto as Sociedades estão reguladas na parte especial do CC no livro do Direito de Empresa. . em quanto que as Sociedades apresentam o lucro como elemento essencial.As CORPORAÇÕES se dividem em: ASSOCIAÇÕES e SOCIEDADES. A principal diferença entre elas reside no lucro. As Associações não visam o lucro. culturais. esportivos ou filantrópicos.

4.os associados terão direitos iguais.a qualidade de associado é intransmíssivel. não se sucede pelo falecimento do sócio. 3.CC sob pena de NULIDADE.ASSOCIAÇÕES REGRAS GERAIS: 1. ou seja. 2. salvo se o estatuto disposer de forma contrária.não possuem fins lucrativos.o ato constitutivo da Associação será o estatuto que deverá conter todas as regras previstas no art.54. . mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagem especiais.

5- os estatutos deverão conter os
procedimentos que assegurem o
contraditório e a ampla defesa para a
hipótese de expulsão dos sócios.
6- as associações deverão prever em seus
estatutos a existência da ASSEMBLÉIA
GERAL.
ASSEMBLÉIA GERAL: reunião de todos
os associados que será competente para
destituir os administradores e alterar o
estatuto, observando o quórum previsto na
lei ou no estatuto.

FUNDAÇÕES
Trata-se de um acerto de bens que recebe
personalidade para a realização de fins
determinados.
Compõe-se de dois elementos: PATRIMONIO e
FINS.
De acordo com o art.62, pg.único as fundações
somente poderão se constituir para fins :
-RELIGIOSOS
-MORAIS
-CULTURAIS
-ASSISTÊNCIA
O Enunciado de nº 9 do Conselho de Justiça Federal
afirma por outro lado qua as fundações poderão ter
qualquer finalidade, desde que não visem o lucro.

FASES DE FORMAÇÃO DA FUNDAÇÃO
1- Ato de DOTAÇÃO: trata-se da separação dos
bens e as indicações dos fins que eles vão se
destinar. Este ato deverá ser feito por escritura
pública ou testamento.
2-Elaboração do ESTATUTO (DIRETA ou
FIDUCIÁRIA)
O Estatuto terá como função regular o
funcionamento interno das fundações. A
elaboração poderá ser:
-DIRETA: quando for elaborada pelo próprio
instituidor.
-FIDUCIÁRIO: quando for elaborado por uma
terceira pessoa de confiança do instituidor.

Uma vez elaborado os estatutos eles serão encaminhados ao Ministério Público para sua aprovação. . O Registro será realizado no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas. 3-REGISTRO: após a aprovação dos estatutos deverá ocorrer o registro destes e do ato constitutivo para que se tenha início a personalidade e a existência legal das fundações.

quando se tornar ilícita ou o seu objetivo se tornar impossível. Obs: extinta uma fundação e remanescendo o patrimônio este terá o destino definido pelo instituidor.EXTINÇÃO DAS FUNDAÇÕES 1.se vencer o prazo da sua validade. 2. Se não haver esta previsão determina a lei a incorporação do patrimônio para uma fundação que tenha a mesma finalidade. Se não houver tal fundação afirma a lei por fim que o patrimônio deverá ser incorporado ao Município que ela esta .

41 e 42. -PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO -PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO art.internacionais:ONU. OMS.3. Pessoas Jurídicas de Direito Público Externo art. organiz.42 Ex: Estados estrangeiros. OIT.quanto a órbita de atuação: As Pessoas Jurídicas se dividem em. etc… .

IV. os desvios dos fins estabelecidos do contrato social e também a confusão entre o patrimônio social com os dos sócios. Trata-se de um mecanismo de punição para os maus administradores s sócios da Pessoa Jurídica. I. afastando em determinado caso concreto a personalidade da Pessoa Jurídica e atingindo os bens particulares daqueles que efetivamente praticaram os atos abusivos e lesivos.50 A teoria da desconsideração visa impedir a fraude contra credores.V.44.PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO art. mantendo intacta a Pessoa Jurídica.VI. . Desconsideração da Personalidade Jurídica art.II.44 -CORPORAÇÕES: art.

-Pessoa Jurídica de Direito Privado: Ex: domicílio da Empresa.DOMICÍLIO DA PESSOA JURÍDICA -Pessoa Jurídica de Direito Público: Ex: União-DF. Estado-Capital. . Em regra. MunicípioPrefeitura. é o lugar onde funciona as respectivas diretórias ou administrações. ou ainda onde elegerem o chamado domicílio especial no seu estatuto ou contrato social.