You are on page 1of 13

Estudo e Prática da

Mediunidade

Módulo I
Fundamentação Espírita:
Introdução ao Estudo da
Mediunidade

Roteiro 5
A Faculdade Mediúnica: conceito e
classificação da mediunidade

Revela a gloria da natureza. adiante e acolá. (15) . sustentando a industria. É então que aparece a usina generosa. disciplinando-lhe a força. Não é patrimônio exclusivo de um grupo. para que se faça alicerce de benefícios mais amplos. é indispensável que a engenharia compareça. guardando consigo revelações convincentes e possibilidades assombrosas. Só então se erige em fonte continua de ensinamento e socorro. Desponta aqui e ali.1. guardando imensos potenciais de energia. para que se converta em manancial de auxilio perene. Conceito Espírita de Mediunidade O esclarecido Espírito Emmanuel conceitua mediunidade de maneira simples e admirável. nem privilegio de alguém. ao compará-la a uma cachoeira: A cachoeira é um espetáculo de beleza. Assim também é a mediunidade. Como a queda d’água pode nascer em qualquer parte. consolação e benção. inspirando a cultura e garantindo o progresso. Destaca-se pela impotência e impressiona pelo ruído. estendendo o trabalho. Entretanto. é imprescindível que a Doutrina Espírita lhe clareie as manifestações e lhe governe os impulsos. Contudo.

que a mediunidade não é apenas um patrimônio evolutivo do Espírito. se uma faculdade mediúnica é comum a um determinado número de médiuns. variável entre as criaturas. em si neutra. moral e intelectualmente. o esforço individual. Compreende-se. representa uma força. Os graus de percepção psíquica também não são iguais. apta a elevar ou rebaixar a criatura. portanto. uma vez que a bagagem das experiências reencarnatórias é diferente entre as pessoas. a forma ou nível de captação da mensagem mediúnica pode variar de intermediário para intermediário. Isso é muito fácil de se entender porque não estamos todos no mesmo patamar evolutivo. de acordo com a direção que se lhe dê. Há por fim. . esteja ele encarnado ou não.É fundamental que tenhamos uma visão muito clara a respeito dos médiuns e dos fenômenos mediúnicos. de se aperfeiçoar. Há ainda o problema de sintonia entre médium e Espírito comunicante. visto que.

como sucede com qualquer pessoa na mais obscura ou relevante atividade a que se dedique (.. (. O respeito e a dedicação que imponham ao trabalho é o que irá credenciá-lo naturalmente. certamente grassariam mais terríveis dramas e tormentosas situações injustificáveis.Não existisse a mediunidade e inumeráveis problemas seriam insolucionáveis. permitindo que mais graves conjunturas conspirassem contra a criatura humana. por possuírem a prova da sobrevivência que chega a todos por seu intermédio. pode converte-se em instrumento de luz para o seu portador. mais responsáveis do que as demais pessoas. um meio de entrar em contato com as almas que viveram na Terra. apenas. Sem ouvir-se. nem sentir-se a realidade espiritual de que os implementos mediúnicos se fazem instrumento.) aplicada para o serviço do bem.. Constitui... tanto quanto para todos aqueles que a buscam.). (13) . por isso mesmo. A mediunidade. sendo os médiuns. (12) A mediunidade não é sinal de santificação. à estima e à admiração do próximo. nem representa característica divinatória.

se por um lado a Doutrina esclarece e educa o médium. Graças ao intercambio [mediúnico] podemos ter aqui [no plano físico]. vivenciado. desse uso derivando os resultados que acompanharão o medianeiro ate o momento final da sua etapa evolutiva no corpo. lhe faculta a reforma moral necessária para ascender aos planos elevados da vida.A mediunidade que promove e eleva a criatura humana é a proposta básica do Espiritismo. (16) A mediunidade. antes. permitindo se erga a Humanidade para os píncaros do progresso. apresenta-se em caráter de neutralidade. que faculta manter o contato com a vida espiritual. tão sonhada pelas criaturas. impulsionando a nossa e a evolução geral. antes de tudo. uma vez que. tendo a mediunidade com o Cristo objetivo de abrir as portas das percepções gloriosas do Infinito. em si mesma. Assim. estaremos com o seu exercício salutar. uma oportunidade de servir. mas também . (14) A mediunidade é. não é boa nem é má. benção de Deus. ensejando ao homem utilizá-la conforme lhe aprouver. não apenas a certeza da sobrevivência da vida após a morte. o Evangelho de Jesus.

Nem há médiuns mais forte. os dons mediúnicos provem de uma mesma fonte e de mesmo Senhor.o equilíbrio para resgatarmos com proficiência os débitos adquiridos em encarnações anteriores. Todas são úteis e necessárias. mais poderoso que outro. (10) Finalmente é oportuno recordar que não há uma mediunidade mais importante que a outra. Segundo o apóstolo Paulo de Tarso. (11) .

isto é. e um dos primeiros que foram observados consiste no movimento circular impresso a uma mesa. Esse efeito igualmente se produz com qualquer outro objeto. Classificação de Mediunidade segundo Kardec Allan Kardec classifica os fenômenos mediúnicos em dois grandes grupos: •os de efeitos físicos. Umas são espontâneas. 2. O efeito mais simples. (1) . independentes da vontade de quem quer que seja. a designação de mesas girantes prevaleceu.).1 Mediunidade de efeitos físicos Dá-se o nome de manifestações físicas às que se traduzem por efeitos sensíveis..2. mais se tem procedido a tais experiências. movimentos e deslocações de corpos sólidos.. mas sendo a mesa o móvel com que. outras podem ser provocadas(. tais como ruídos. •os de efeitos intelectuais. pela sua comodidade. para indicar esta espécie de fenômenos.

Tais ruídos – noises em inglês – eram. é comumente utilizada por pessoas distanciadas do conhecimento espírita. por exemplo. por meio de básculo. era o das pancadas e dos ruídos. Uma variante dessas formas de comunicação. Tendo convencionado. (5) Sematologia é a linguagem através de sinais. outras vezes muito fortes.Um outro fenômeno. muito francos. que uma pancada significara sim. o experimentador dirigirá ao Espírito as perguntas que quiser. Podem obterse. palavras. que se levanta de um só lado e cai batendo um dos pés. ou vice-versa. Praticamente estão em desuso. se fazendo ouvir na superfície e no interior dos moveis. a chamada sessão do copo. frases e ate discursos inteiros. então. . à vezes. (3) A tiptologia alfabética consiste em serem as letras do alfabeto indicadas por pancadas. (2) Chama-se tiptologia a manifestação espírita por meio de pancadas: Tiptologia. e duas pancadas não. Basta para isso que o médium lhe ponha a mão na borda. nas paredes e no forro das habitações. consiste no movimento da mesa. (4) A tiptologia e a sematologia são formas lentas e fastidiosas de se obter a comunicação espírita. de ocorrência comum à época de Kardec.

Difere da psicografia. transporte e levitação de pessoas e objetos – são fenômenos que predominaram após a desencarnação de Kardec (1869). mediante a escrita feita pela mão do médium. de Willian Crookes. com a materialização do Espírito de Katie King (ou Anne Morgan). pela mediunidade de Florence Cook. foi possível sistematizar.Existe. outras manifestações que se caracterizam pela utilização de fluidos ectoplásmicos: a) Voz direta (ou pneumatografia) – são gritos de toda espécie e sons vocálicos que imitam a voz humana. Editora FEB) . esses fenômenos (1870-7). (veja: Fatos Espíritas. em folhas de papel mantidas guardadas no interior de uma gaveta. c) Materialização de Espíritos. (6) Na época de Kardec. na mediunidade de efeitos físicos. ou. Com as pesquisas cientificas espíritas. de Willian Crookes. obtinha-se a escrita direta em pedras de ardósia. também. pela primeira vez. por ser esta a transmissão do pensamento do Espírito. sem intermediário algum. (7) b) Escrita direta (ou pneumatografia) – é a escrita produzida diretamente pelo Espírito.

os tipos pre-dominantes (9): a) Médiuns audientes – que ouvem Espíritos. os seguintes. ou de pressentimentos. permitindo-o Deus. a revelação de futuras coisas de interesse geral e são incumbidos de dá-las a conhecer aos homens. com mais precisão do que os médiuns de pressentimentos. sendo. tem uma intuição vaga de coisas vulgares que ocorrerão no futuro.2 Mediunidade de efeitos intelectuais É própria dos médiuns que são mais aptos a receber e a transmitir comunicações inteligentes. c) Videntes – vêem Espíritos em estado de vigília. Recebem. d) Médiuns Inspirados – recebem idéias dos Espíritos (geralmente são bons oradores ou expositores). (8) Na mediunidade de efeitos intelectuais vamos encon-trar uma variedade enorme de médiuns. em dadas circunstancias. para instrução destes. e) Médiuns de pressentimentos ou prescientes – são pessoas que. . b) Médiuns falantes ou psicofônicos. (9) f) Médiuns proféticos – variedade dos médiuns inspirados.2.

visto que. ao analisarmos os diferentes fenômenos. (17) . E. a divisão da mediunidade em de efeitos físicos e de efeitos intelectuais não é absoluta. muitas vezes. associando-nos às energias edificantes. dentro do campo mental que nos é próprio. i) Médiuns músicos (executam um instrumento ou escrevem composições musicais). Difícil é. em todos. mas isso nenhuma conseqüência apresenta. libertos do corpo físico. todos somos instrumentos das forças com as quais estamos em sintonia. se ainda nos escravizamos às sombras da vida primitivista ou torturada. e observa que o seu estágio no Planeta é uma viagem com destino às estações de Progresso Maior. ou às forças perturbadoras e deprimentes. j) Médiuns psicógrafos – os que escrevem sob a influencia dos Espíritos. como o berço é acesso à experiência. determinar o limite entre os dois.). (8) Em razão do exposto. que o túmulo é a porta aberta à renovação. veremos que. na grande romagem. há um efeito físico e um efeito inteligente.. pouco a pouco. Segundo Kardec.. se o nosso pensamento flui na direção da vida superior. Todos somos médiuns. h) Médiuns pintores ou desenhistas. transmitem orientações de Espíritos.g) Médiuns sonambúlicos – os que. compreende (.

Estudo e Prática da Mediunidade Prática I Exercícios sobre prece Roteiro 5 Treino de Prece .

Martins. ________. p 9 14. p 192-193 7. item 150. ________. item 141. ________. Raul. p 85 3. XII. Luz Viva. p 82-83 2. Médiuns e Mediunidade. ________. FRANCO. O Livro dos Médiuns. ________. p 185-186 4. Cap XI. Cap. item 64. p 186 5. pergunta 1 11. Allan. Raul. pergunta 2 12. p 39 15. p 37-38 17. p 230 9. ________. Cap XVI. item 146. Nos Domínios da Mediunidade. p 233-235 10. p 187-188 6. Divaldo & TEIXEIRA. item 60. KARDEC. XAVIER. Chico. item 187. ________. item 140. item 190. ________. p 7 16. ________. Estudando a Mediunidade. ________. Diretrizes de Segurança.Fontes de Consulta 1. PERALVA. Correnteza de Luz. ________. p 196-197 8. p 9 . ________. Cap II. item 139. TEIXEIRA. p 30 13.