Ameaça/oportunidade chinesa: os desafios da coopetição entre os APLs de têxteis e confecções

Cláudio Marinho
Porto Marinho Ltda. I Encontro SEBRAE dos Coordenadores e Gestores Estaduais da Carteira de Têxtil e Confecção da Região Nordeste Recife, 13 de setembro de 2007

A reinserção competitiva do Nordeste na economia global: oportunidades e desafios para os APLs

A nova geoeconomia global

998 Fliplog 997 995
Americ as

Africa

Infant survival rate up to 1 (per 1,000 live births)--

990

980 970 950

China 1960

Republic of Korea 1960

Arab countri es Asia Europa

900

800

Brazil 1960 India 1911
308 1 000 3 000

560

Japan 1920
5 000 10 000 20 000 60 000 Log

GDP per capita in 1995 international dollars
1999 1998 1994 1993 1985 1979 1966 1953 1935 1917 1916 2001 2000 1997 1996 1992 1991 1990 1989 1988 1987 1986 1984 1983 1982 1981 1980 1978 1977 1976 1975 1974 1973 1972 1971 1970 1969 1968 1967 1965 1964 1963 1962 1961 1960 1959 1958 1957 1956 1955 1954 1952 1951 1950 1949 1948 1947 1946 1945 1944 1943 1942 1941 1940 1939 1938 1937 1936 1934 1933 1932 1931 1930 1929 1928 1927 1926 1925 1924 1923 1922 1921 1920 1919 1918 1915 1914 1913 1912 1911 1910 1909 1908 1907 1906 1905 1904 1903 1902 1901 1900 1995

Ted Burtynsky –

Edward Burtynsky –

Será que dá, Brasil?

Expansão da área agrícola no Brasil

NORDESTE NORTE

CENTRO-OESTE

SUDESTE

SUL
Fonte: ANFAVEA, 2004

Os APLs em Pernambuco: uma experiência de política pública estadual

Pernambuco: Centros Tecnológicos e Arranjos Produtivos Locais

Centros Tecnológicos: uma estratégia de difusão tecnológica orientada para clusters econômicos
Atração de Investimento

Novos Produtos e Processos Transferência de Tecnologia Propriedade Intelectual

Novos Negócios Incubação de Empresas Parques Tecnológicos

Inovação Tecnológica

Empreendedorismo

Educação Profissional

Infra-estrura e Suporte: Telecomunicações, Internet, Espaço para Capacitação, Educação a Distância, Laboratórios Específicos, Incubadoras, Escritório de Negócios, etc.

Cluster do Gesso no Araripe Centro Tecnológico
Equipamentos de Mineração Sondagem

Cluster de Artesanato

Cluster de Design Agências Estaduais: AD-DIPER, FACEPE, CONDEPE, etc. Sindicato e Associações: SIDUGESSO, etc.

Explosivos e Outros Insumos

Argila de Capeamento e Produtos Derivados

Investimento Tecnologia e Processos Empreendimen
Mineradoras Artesanato de Gesso
Atração de Investimento
Novos Produtos e Processos Propriedade Intelectual Novos Negócios Transferência de Tecnologia Incubação de Empre sa s Inovação Tecnológica Empreendedorismo

Fabricas de Componentes

Parques Tecnológicos

Design de Componentes de Gesso Marketing e Relações Públicas Moldes e Máquinas Especializadas Aplicadores

Educação Básica e Técnicoprofi ssionalizante

Design, rótulos e embalagem Laboratórios para Análise do Gesso Fornos, Equipamentos e Manutenção Industrial

Infra-estrura e Suporte: Telecomunicações, Internet, Espaço para Capacitação, Educação a Distância, Laboratórios Específicos, Incubadoras, Escritório de Negócios, etc.

Calcinadoras

Oportunidades

Gargalos
Cluster de Metalurgia, Equipamentos e Manutenção Industrial

P&D, Educação: ITEP, Universidades, SENAI, etc.

Ensino Profissionalizan Normas Técnicas
Normas Técnicas, Qualidade e Certificação

Cluster da Construção Civil Clusters Horizontais: Informática, Telecomunicações, Transporte e Logística

Centro Tecnológico da Moda - Caruaru

Centro Tecnológico do Gesso - Araripina

Porto Digital

porto da nova economia digital de Pernambuc

Porto Digital
102 empresas instaladas +3.500 postos de trabalho em TIC e áreas afins O maior parque tecnológico urbano do Brasil Governança corporativa do APL Responsabilidade social coletiva

Pernambuco

A inovação no Porto Digital

Ferramentas para a definição de políticas de inovação em APLs

Clusters, APLs…. Competição internacional de regiões, de clusters em cadeias de valores globais, em que a inovação é cada vez mais o fator determinante da competitividade das empresas
33

A política industrial na perspectiva dos sistemas de inovação
Charles Edquist
CIRCLE Centre for Innovation, Research and Competence in the Learning Econony

Porque a política industrial deveria ser = política de inovação
      

41

Políticas = ações de órgãos públicos Os recursos públicos são limitados A ação pública não deveria duplicar a ação privada – mas complementá-la Os atores privados são frágeis quando é maior a incerteza A inovação é cheia de incertezas A incerteza é maior ainda em novas áreas Portanto, a política de inovação deveria focar principalmente em novas áreas: deveria funcionar como incubadora – e não para a vida toda

Sistemas de Inovação (SI)

A abordagem SI diz respeito a determinantes dos processos de inovação – não a suas conseqüências  Os processos de inovação se desenvolvem no tempo e envolvem a influência de muitos fatores e processos de feedback, e podem ser caracterizados como evolucionários. Portanto, um SI ótimo ou ideal não pode ser especificado  A noção de ótimo é irrelevante no contexto 42 de um SI

Componentes de um SI

 

Organizações e instituições são o principais componentes de um SI Organizações = são estruturas formais que são criadas conscientemente e têm um propósito explícito = players Instituições = hábitos, normas, rotinas, regras ou leis = as regras do jogo

43

10 atividades importantes num SI

Pesquisa e desenvolvimento Construção de competências – educação, treinamento, criação de capital humano Formação de novos mercados Articulação para atender a requerimentos de qualidade nos novos mercados Criação e mudança de organizações

44

10 atividades importantes num SI

Aprendizagem interativa através de networking de organizações Criação e mudança de instituições Incubação de empresas Financiamento de processos que facilitem a aquisição e comercialização do conhecimento Consultoria para processos de inovação
45

Razões para a intervenção da política pública

Duas condições devem ser atendidas para motivar a intervenção da política pública numa economia de mercado:

(1) os atores privados e os mercado podem falhar ao tentar alcançar objetivos formulados, isto é, um problema deve existir; (2) os atores públicos devem ter habilidades para resolver ou mitigar o problema

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Conclusões

A discussão da política pública em qualquer tempo deveria focar em mudanças na divisão de trabalho entre as esferas pública e privada ou mudanças naquelas atividades já desenvolvidas por agências públicas Isso inclui criar novas atividades de política pública e também acabar com outras. Acabar atividades não é menos importante.

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Porter, Michael, Clusters and the new economics of competition, HBR, nov/dez 1998

Índice de Competitividade Estadual (ICE/F*)

*A obtenção do índice considera os fatores qualificação da força de trabalho, conhecimento e inovação e infra-estrutura 56 Fonte: Movimento Brasil Competitivo

dice de Competitividade Estadual/ICE

Os determinantes da inovação nos clusters segundo Michael Porter
Contexto para a estratégia empresarial e competição
• Um contexto local que encoraje investimento nas atividades relacionadas com inovação. Competição vigorosa entre concorrentes locais. • Consumidores sofisticados e exigentes. Necessidades de consumo doméstico que antecipem demandas de outros lugares

Fatores (insumos) condicionantes

Condições de demanda

• • •

Recursos humanos altamente qualificados, especialmente pessoal científico, técnico e gerencial. Forte infra-estrutura de pesquisa básica em universidades. Infra-estrutura de informação de alta qualidade. Uma ampla oferta de capital de risco.

Setores de apoio que se relacionam entre si
• • Presença de fornecedores locais habilitados e empresas relacionadas Presença de clusters ao invés de setores isolados.

“A inovação envolve bem mais que Ciência e Tecnologia”

Em última análise, a inovação tem a ver com a satisfação do consumidor -- o que resulta em grandes retornos ecônomicos para a Xerox. Se você inova e isso não se transforma em benefício para o consumidor, então não é

APLs de confecções: um esboço de estratégia de coopetição para aproveitar oportunidades e enfrentar o desafio

IBM Global Services  Strategic co-opetition: The value of relationships in the networked economy Executive strategy report by: Julie Bowser The traditional concept of business as a "winner takes all" contest is giving way to a realisation that in the networked economy, companies must both co-operate and compete. Termed "co-opetition," this new perspective requires companies to create business strategies that capitalise on relationships in order to create maximum value in the marketplace. “Co-opetition”-- a model in which a network of stakeholders co-operate and compete to create maximum value -- is one of the most important business perspectives of recent years. Internet and mobile technologies have made it even more necessary for companies to both co-operate and compete, by enabling relationships through information sharing as well as integrating and streamlining processes. In today's networked economy, co-opetition is a powerful means of identifying new

Coopetição:players na estratégico como Quem são os roteiro nossa rede e (IBM)

podemos colaborar para maximizar o valor agregado total?

Que relacionamentos são complementares por natureza – com que empresas podemos trabalhar para adicionar valor ao que fazemos? Que players são os meus competidores? Existem formas de criarmos valor juntos em benefício mútuo? O que podemos fazer para alavancar relacionamentos com clientes e fornecedores? Como manter a nossa vantagem competitiva

Um agenda-síntese para a coopetição globalizada, as regiões é que de APLs de confecção Na economia

competem entre si -- não as empresas

A competição se dá pela inovação – de produtos, de processos, organizacional Uma boa estratégia de coopetição entre APLs afins (regional e setorialmente) pode ser fator crucial para um upgrade funcional competitivo A cooperação entre instituições de apoio às políticas de inovação nos APLs (Sebrae, Governos Estaduais, Sistema Indústria) é um desafio a ser enfrentado também em contexto

Cláudio Marinho
cmarinho@gmail.com