NTEP
Nexo Técnico Epidemiológico
Previdenciário

FAP – FATOR DE ATUALIZAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA

Lei 11.430/06
 Decreto 6042/07
 Decreto 6257/07
Instrução Normativa n.º 31/INSS

LEI 11.430/06 – Art. 1º

 

“Art. 21-A  A perícia médica do INSS
considerará caracterizada a natureza
acidentária da incapacidade quando
constatar ocorrência de nexo técnico
epidemiológico entre o trabalho e o
agravo, decorrente da relação entre a
atividade da empresa e a entidade
mórbida motivadora da incapacidade
elencada na Classificação Internacional
de Doenças - CID, em conformidade
com o que dispuser o regulamento. 

ao Conselho de Recursos da Previdência Social. 1º  § 1o  A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto neste artigo quando demonstrada a inexistência do nexo de que trata o caput deste artigo. da empresa ou do segurado. de cuja decisão caberá recurso com efeito suspensivo.”  .    § 2o  A empresa poderá requerer a não aplicação do nexo técnico epidemiológico.LEI 11.430/06 – Art.

punir os .042/07  Especifica e estabelece prazos para vigência e suas condições  “Premiar maus” os bons.DECRETO 6.

cabendo à Secretaria da Receita Previdenciária do Ministério da Previdência Social revê-lo a qualquer tempo.DECRETO 6042/07  Art. a Secretaria da Receita Previdenciária adotará as medidas necessárias à sua correção. 202. orientará o responsável pela empresa em caso de recolhimento indevido e procederá à notificação dos valores devidos.   § 6o  Verificado erro no auto-enquadramento.    § 5° É de responsabilidade da empresa realizar o enquadramento na atividade preponderante. .

DECRETO 6042/07

§ 13°  A empresa informará mensalmente,
por meio da Guia de Recolhimento do
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e
Informações à Previdência Social - GFIP, a
alíquota correspondente ao seu grau de
risco,
a
respectiva
atividade
preponderante
e
a
atividade
do
estabelecimento, apuradas de acordo com
o disposto nos §§ 3o e 5o.” (NR) 

DECRETO 6.042/07

Art. 202-A As alíquotas constantes nos
incisos I a III do art. 202 serão reduzidas em
até cinqüenta por cento ou aumentadas em
até cem por cento, em razão do desempenho
da empresa em relação à sua respectiva
atividade, aferido pelo Fator Acidentário de
Prevenção - FAP. 

§ 1o  O FAP consiste num multiplicador
variável num intervalo contínuo de cinqüenta
centésimos (0,50) a dois inteiros (2,00),
desprezando-se as demais casas decimais, a
ser aplicado à respectiva alíquota. 

DECRETO 6.042/07

§ 2o  Para fins da redução ou majoração a que
se refere o § 1o, proceder-se-á à discriminação
do desempenho da empresa, dentro da
respectiva atividade, por distanciamento de
coordenadas
tridimensionais
padronizadas
(índices de freqüência, gravidade e custo),
atribuindo-se o fator máximo dois inteiros
(2,00) àquelas empresas cuja soma das
coordenadas for igual ou superior a seis inteiros
positivos (+6) e o fator mínimo cinqüenta
centésimos (0,50) àquelas cuja soma resultar
inferior ou igual a seis inteiros negativos (-6). 

que corresponde ao FAP igual a um inteiro (1.042/07  § 3o  O FAP variará em escala contínua por intermédio de procedimento de interpolação linear simples e será aplicado às empresas cuja soma das coordenadas tridimensionais padronizadas esteja compreendida no intervalo disposto no § 2o.  .DECRETO 6. 0). considerando-se como referência o ponto de coordenadas nulas (0.00). 0.

  § 1º O setor de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social reconhecerá o direito do segurado à habilitação do benefício acidentário. O acidente de que trata o artigo anterior será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social.DECRETO 6. e III - a causa mortis e o acidente. 337.                 . II - a doença e o trabalho.042/07 Art. que fará o reconhecimento técnico do nexo causal entre:     I - o acidente e a lesão.  § 2º Será considerado agravamento do acidente aquele sofrido pelo acidentado quanto estiver sob a responsabilidade da reabilitação profissional.

considera-se agravo a lesão. disfunção ou síndrome de evolução aguda.DECRETO 6. transtorno de saúde. independentemente do tempo de latência. de natureza clínica ou subclínica. distúrbio.  . subaguda ou crônica.042/07   § 3o  Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade. inclusive morte. doença. elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID) em conformidade com o disposto na Lista B do Anexo II deste Regulamento.   § 4o  Para os fins deste artigo.

serão devidas as prestações acidentárias a que o beneficiário tenha direito.    § 7o  A empresa poderá requerer ao INSS a não aplicação do nexo técnico epidemiológico ao caso concreto mediante a demonstração de inexistência de correspondente nexo causal entre o trabalho e o agravo.042/07   § 5o  Reconhecidos pela perícia médica do INSS a incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo.DECRETO 6. sem prejuízo do disposto nos §§ 7o e 12.   § 6o  A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto no § 3o quando demonstrada a inexistência de nexo causal entre o trabalho e o agravo. na forma do § 3o.  .

.PORTARIA Nº 457. DE 22 DE NOVEMBRO DE 2007  Disponibiliza o Número de Identificação do Trabalhador – NIT relativo ao benefício considerado no cálculo do Fato Acidentário de Prevenção – FAP. no período de 1° de maio de 2004 a 31 de dezembro de 2006. por empresa. bem como o respectivo Agrupamento da Classificação Internacional de Doenças – CID da entidade mórbida incapacitante e dá outras providências.

temporária e permanente.PORTARIA Nº 457. 1o Disponibilizar o Número de Identificação do Trabalhador .NIT relativo ao benefício considerado no cálculo do Fator Acidentário de Prevenção . por empresa.FAP. . acrescidos daqueles decorrentes de pensão por morte acidentária. no período de 1o de maio de 2004 a 31 de dezembro de 2006. DE 22 DE NOVEMBRO DE 2007  Art.CID da entidade mórbida incapacitante.   § 1o Serão considerados aqueles benefícios cujos agravos causadores da incapacidade possuam relação epidemiológica entre a atividade da empresa e o Agrupamento-CID da entidade mórbida incapacitante. bem como o respectivo Agrupamento da Classificação Internacional de Doenças .

no prazo de trinta dias a partir de 30 de novembro de 2007.  § 1o As impugnações serão apresentadas em qualquer Agência da Previdência Social. no que couber.PORTARIA Nº 457. disponível no endereço eletrônico supracitado.FAP. mediante preenchimento de formulário próprio. 2o A empresa poderá. ao Agrupamento-CID e à empresa.mps.br. impugnar junto ao Instituto Nacional do Seguro Social .    Art.INSS a indevida vinculação de benefício ao NIT. . no ícone Fator Acidentário de Prevenção . DE 22 DE NOVEMBRO DE 2007  § 2o A disponibilização dos dados e demais informações pertinentes dar-se-á por intermédio do endereço eletrônico da rede mundial de computadores internet http://www.gov.

devendo ser informado o número do protocolo e a síntese do seu conteúdo.  § 4o O resultado do julgamento das impugnações de que trata o § 2o será divulgado em setembro de 2008. DE 22 DE NOVEMBRO DE 2007  § 2o Caberá ao INSS julgar as impugnações. 4o do Decreto no 6. de 31 de maio de 2007 e no 269.042. as impugnações apresentadas por força do disposto nas Portarias MPS no 232. 5o do Decreto no 6.  § 3o Tendo em vista o que consta do § 1o do art. na forma do inciso III do art. deverão ser complementadas mediante o preenchimento do formulário de impugnações. sob pena de serem arquivadas.042. bem como disciplinar os procedimentos internos correlatos. de 2007. de 2 de julho de 2007.PORTARIA Nº 457. . de 2007.

de 12 de fevereiro de 2007.577. . DE 25 DE SETEMBRO DE 2008   Dá nova redação ao inciso III do art.DECRETO 6. 5º do Decreto no 6. que disciplina a aplicação.FAP e do Nexo Técnico Epidemiológico.042. acompanhamento e avaliação do Fator Acidentário de Prevenção .

577. o disposto no § 6º do mencionado artigo.° 6. 187º da Independência e 120º da República. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.042. ainda. passa a vigorar com a seguinte redação:  "III - do mês de setembro de 2009 quanto à aplicação do art. 1º  O inciso III do art. 202-A do Regulamento da Previdência Social. DE 25 DE SETEMBRO DE 2008  Art. de de 2008." (NR)  Art. 5° do Decreto n. de 12 de fevereiro de 2007.  Brasília. observado.DECRETO 6. .

subaguda ou crônica. o transtorno de saúde.” ... de 10/09/2008  “..    Art. 1º Estabelecer critérios para aplicação das diversas espécies de nexo técnico aos benefícios por incapacidade concedidos pelo INSS. a doença. o distúrbio. inclusive morte.    Art. . de natureza clínica ou subclínica. independentemente do tempo de latência. considera-se agravo: a lesão. a disfunção ou a síndrome de evolução aguda.INSTRUÇÃO NORMATIVA N. Para os fins do disposto neste artigo.       Parágrafo único. 2º A Perícia Médica do INSS caracterizará tecnicamente o acidente do trabalho mediante o reconhecimento do nexo entre o trabalho e o agravo.° 31..

Ela relaciona com mais detalhes o que está disposto no Anexo II Decreto 3. ampliando as opções em um mesmo dispositivo. A IN anterior versava quase que exclusivamente sobre o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP). A nova IN discrimina melhor as espécies de nexos técnicos possíveis de serem aplicados pela perícia médica previdenciária. .048/99.

Atua como Assistente Técnica da Procuradoria Federal Especializada do INSS: . Perita Médica da Previdência Social.Lâminas cedidas pela Dr.ª Dóris Leite.

Estudo de amostra de população de segurados(2000 a 2004) .. gerou benefício por incapacidade) .Categorizados pela atividade laborativa .Afastamento de mais de 15 dias(Portanto.Verificada a freqüência dos CID de afastamento: Se a freqüência destes CID fosse maior(“estatisticamente”) para determinada atividade: ASSOCIAÇÃO CID freqüente x Atividade NTEP .

O QUE MUDA? • Abordagem coletiva ( “epidemiológica” ) • Tríade de indicadores: Freqüência(eventos previdenciários) “benefícios” Gravidade (duração benefício /dias) Custo (R$ -pagos ) .

esta se responsabiliza pelo enquadramento correto na atividade preponderante§ 5º. art. Decreto Nº 6042/2007) .O QUE MUDA? • Nexo presumido = CID x CNAE (ramo de atividade econômica da empresa.202.

O QUE LEVA À… Inversão do ônus da prova .

. • Disponibilizado formulário para impugnação pelo MPS .2008) • • Cada empresa tem (ou deveria ter.dezembro.2004 e 31.maio. foi facultado à mesma que realizasse a impugnação por indevida vinculação ao CID.. ao NIT e à empresa.) o controle e acompanhamento dos afastamentos de seus funcionários Em caso de discordância. 2006 as quais serão consideradas para o cálculo do FAP inicial (setembro.Primeiro momento: avaliação do desempenho das empresas até 31/12/2006 • Rol de ocorrências disponibilizado na Internet considerando o período entre 01.

CND – Certidão Negativa de Débito CEI .Senha obtida junto à Receita Federal do Brasil para obtenção de relatório de restrições de CND.Cadastro Específico do INSS . cadastramento de matrícula CEI e outros serviços.

CINCO POSSIBILIDADES 1ª. O NIT não teve benefício naquele período 4ª.A empresa não reconhece o NIT informado 3ª.A empresa concorda 2ª. CID incapacitante não confere com o CID informado 5ª.Empresa não concorda com o quantitativo informado de benefício por espécie .

.

2 e 3% Quando será disponibilizado e como : . no mês de setembro.FAP Fator Acidentário de Prevenção • Coeficiente que afere o desempenho de uma empresa em relação as empresas que tem a mesma atividade econômica e que possibilitará redução em até 50% ou aumento em até 100% das alíquotas básicas do RAT(Riscos Ambientais do Trabalho): multiplicador sobre a alíquota de 1.Anualmente. pelo MPS via DOU e Internet .

FAP Fator Acidentário de Prevenção SAT ->Seguro Acidente do Trabalho-> porcentagem sobre o salário de contribuição de 1. 2 ou 3 % .

5 e 2. . se atribui a cada empresa um FATOR (valor númerico). tendo como conseqüência a sua redução( até a metade) ou a sua majoração( até o dobro). que oscila entre 0. que multiplicará a alíquota do SAT.0. Portanto.FAP Fator Acidentário de Prevenção As variáveis que compõem o FAP (freqüência / gravidade / custo) de cada empresa são comparadas com as variáveis de todas as empresas da mesma atividade econômica.

FAP Fator Acidentário de Prevenção CNAE GRAU LEVE 1% 0.5 a 6% .5 a 2% CNAE GRAU MÉDIO 2% 1 a 4% CNAE GRAU GRAVE 3% 1.

a alíquota poderá ter majoração ou redução) . Empresa deverá rever seu enquadramento no Decreto 6042/2007.FAP Fator Acidentário de Prevenção • Houve mudança de alíquota para determinadas atividades econômicas(grau de risco).

morbidade e mortalidade no trabalho no período de 2000 a 2004.FAP Fator Acidentário de Prevenção • O reenquadramento das alíquotas baseou-se em dados de acidentalidade. .

O SAT coletivo do CNAE. O FAP por empresa será disponibilizado em setembro de 2008. . do Anexo V do Decreto 6042/07. começou a ser aplicado a partir de junho de 2007.

.AUTONOMIA DA PERÍCIA IN 31/2008 MÉDICA Art. Refere o § 3 º que a perícia médica do INSS poderá deixar de aplicar o nexo técnico epidemiológico quando demonstrada a inexistência de nexo técnico entre o trabalho e o agravo.048/99. 6 º Considera-se epidemiologicamente estabelecido o nexo técnico entre o trabalho e o agravo. . relacionada na CID. sempre que se verificar a existência de associação entre a atividade econômica da empresa.042/07 na lista B do anexo II do Decreto nº 3. em conformidade com o disposto na parte inserida pelo Decreto nº 6. expressa pela CNAE e a entidade mórbida motivadora da incapacidade...

diabetes para motorista de ônibus( ausência de “filtragem”). • Estes nexos científica. apendicite para extrator de pedra ardósia. tuberculose para funcionário de freeshop. não apresentam fundamentação . como por exemplo.AUTONOMIA DA PERÍCIA MÉDICA • Aparecem nexos inconsistentes que o modelo estabeleceu.

.AUTONOMIA DA PERÍCIA • MÉDICA Por isso é necessária a presença de um Perito Médico para avaliar aquela condição e questionar o que a estatística mostrou. Nem sempre há uma razoabilidade científica.

EMPRESA SEGURADO NIT CNPJ CNAE CID 10 NTEP?! .

na lista B (Doença profissional ou do trabalho ). 3º . IN 31/2008) • • Dado o CID e CNAE Presunção Relativa Fator Risco Suficiente .Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário Matriz NTEP = sempre que houver significância estatística da associação CID 10 x CNAE na parte inserida pelo Decreto 6042/07 . Anexo II do Decreto 3048/99(inciso III. art.

.. decorrente de acidentes de trabalho típicos ou de trajeto.048/99. 3º): I – nexo técnico profissional ou do trabalho. II – nexo técnico por doença equiparada a acidente de trabalho ou nexo técnico individual.. III – nexo técnico epidemiológico previdenciário . bem como de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele relacionado diretamente.Nexo Técnico Previdenciário Tipos de nexo técnico previdenciário(IN 31/08. fundamentado nas associações entre patologias e exposições constantes das listas A e B do anexo II do Decreto nº 3. art.

art. . quando dispuser de dados e informações que demonstrem que os agravos não possuem nexo técnico com o trabalho exercido pelo trabalhador.048/99 não terá efeito suspensivo.. 4 º e 5º. IN 31/2008  A empresa poderá interpor recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) até trinta dias após a data em que tomar conhecimento da concessão do benefício em espécie acidentária (NT tipo I e II)..Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário § 1º.  O recurso interposto contra o estabelecimento de nexo técnico com base no anexo II do Decreto nº 3.

art.nexo técnico profissional ou do trabalho. sem efeito suspensivo I . II – nexo técnico por doença equiparada a acidente de trabalho ou nexo técnico individual. 20 da Lei 8213/91. bem como de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele relacionado diretamente.048/99.Sem contestação mas passível de recurso ao CRPS. fundamentado nas associações entre patologias e exposições constantes das listas A e B do anexo II do Decreto nº 3. decorrente de acidentes de trabalho típicos ou de trajeto. nos termos do §2º. .

Perícia Médica do INSS Como procede após o advento do NTEP? .

. 3ªnão lançado o nexo técnico epidemiológico entre a atividade preponderante da empresa(CNAE) e a entidade mórbida motivadora da incapacidade (CID) Perícia Médica considera que há Nexo Técnico. 2ªlançado o nexo técnico epidemiológico entre a atividade preponderante da empresa(CNAE) e a entidade mórbida motivadora da incapacidade (CID) NÃO ACOLHIMENTO. três serão as possibilidades que podem se apresentar: 1ªlançado o nexo técnico epidemiológico entre a atividade preponderante da empresa(CNAE) e a entidade mórbida motivadora da incapacidade (CID)ACOLHIMENTO.Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário • • • • Quando a Perícia Médica for chamada a se manifestar.

Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário • 1ª verificado nexo técnico epidemiológico entre a atividade preponderante da empresa(CNAE) e a entidade mórbida motivadora da incapacidade (CID)ACOLHIMENTO: Nexo entre o trabalho e o agravo : verificado nexo técnico epidemiológico entre a atividade preponderante da empresa(CNAE) e a entidade mórbida motivadora da incapacidade. 6º . relacionada na Classificação Internacional de Doenças(CID) em conformidade com o disposto na parte inserida pelo Decreto 6042/07 . Anexo II do Decreto 3048/99( Art. IN 31/2008) . na lista B (Doença profissional ou do trabalho ).

. poderá deixar de aplicar o NTEP.Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário • 2ªverificado nexo técnico epidemiológico entre a atividade preponderante da empresa(CNAE) e a entidade mórbida motivadora da incapacidade (CID) NÃO ACOLHIMENTO: Tendo a Perícia Médica do INSS informações ou elementos circunstanciados e contemporâneos à exposição do segurado que evidenciem a inexistência do nexo técnico entre o trabalho e o agravo.

pesquisa ou realização de vistoria do local de trabalho . Ferramentas: . A inexistência de nexo técnico epidemiológico não elide a relação entre o trabalho e o agravo.demonstrações ambientais da empresa .solicitação do Perfil Profissiográfico Previdenciário PPP diretamente ao empregador .oitiva de testemunhas .Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário • 3ªnão verificado nexo técnico epidemiológico entre a atividade preponderante da empresa(CNAE) e a entidade mórbida motivadora da incapacidade (CID) Perícia Médica considera que há Nexo Técnico. cabendo à perícia médica a caracterização técnica do acidente do trabalho.

Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário • Havendo discordância em relação ao NTEP a empresa poderá requerer a contestação ao INSS(SIPPS): -Solicitação:Agência da Previdência Social(APS) de manutenção do Benefício -Prazo: até 15 dias após a entrega da GFIP ou até 15 dias da data para entrega da GFIP do mês de competência da realização da perícia que reconheceu o NTEP -Em caso de descumprimento de prazo o requerimento será indeferido administrativamente. não cabendo recurso ao CRPS(APS comunica à empresa) .

PPRA (NR9) Programa de Condições e Meio Ambiente na Indústria da Construção -PCMAT (NR18) Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional -PCMSO (NR7) Análise ergonômica do trabalho (NR17) Laudo Técnico de Condições Ambientais do TrabalhoLTCAT Obs. demonstrando que os agravos não tem relação com o trabalho como por exemplo: Programa de Prevenção Riscos Ambientais.º registro e assinatura do responsável técnico legalmente habilitado • . que contenha evidências circunstanciadas e contemporâneas. n.: Deverá conter indicação.Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário A empresa deverá apresentar com o requerimento documentação comprobatória em duas vias.

. de 2006) • Art. 21-A. 22. A perícia médica do INSS considerará caracterizada a natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico epidemiológico entre o trabalho e o agravo.Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário IMPORTANTE! Art.. 21-A. e cobrada pela Previdência Social.. § 5o A multa de que trata este artigo não se aplica na hipótese do caput do art.430.em conformidade com o que dispuser o regulamento (Incluído pela Lei nº 11. A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o 1º (primeiro) dia útil.decontribuição.430.. sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário ... (Incluído pela Lei nº 11. de 2006) • .

Não caberá aplicação de multa. quando o enquadramento decorrer de aplicação do NTEP. art..213/91.Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário IMPORTANTE!  Art. (IN 31/2008) . 22 da Lei nº 8. conforme disposto no § 5º. redação dada pela Lei nº 11.Parágrafo único. 14 . por não emissão de CAT.430/06..

conforme previsto nos artigos 19 a 23 da Lei 8213/91” .CAT.Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário IMPORTANTE • “A instituição do NTEP não desobriga a empresa da emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho.

 CONCLUINDO: MINHAS OPINIÕES E SUGESTÕES: .

pois os obrigará a contrariar a Resolução 1. o estudo do local de trabalho e o estudo da organização do trabalho. tarefas impossíveis de serem por eles implementadas com o que está sendo proposto. entre os 9 itens necessários para firmar o nexo causal.verdadeiros responsáveis pelos níveis elevados de absenteísmo. pois estes não chegam ao conhecimento da perícia médica. a qual impõe.ÉTICA MÉDICA – Resolução 1488/98 CFM    ATENÇÃO: A metodologia proposta também irá causar problemas éticos aos médicos peritos do INSS. . Outro fato relevante é que ficam a descoberto os afastamentos do trabalho iguais ou MENORES que 15 dias .488/98.

CONSEQUÊNCIAS PARA AS EMPRESAS        Conversão dos agravos à saúde pela Previdência – perda de controle Inversão do ônus da prova Risco de responsabilização penal Passivo trabalhista Recolhimento do FGTS no período de afastamento Aumento dos casos de garantia de emprego Ações de regresso da Previdência Social .

que possuem causas alheias à atividade desenvolvida na empresa . face à dispensa da perícia médica  Caracterização de falsas doenças ocupacionais. Desvalorização dos médicos do trabalho.

calculado com base no número de trabalhadores afastados enviados ao INSS . que ainda poderá ser elevada em até 100%. em razão da incidência do Fator Acidentário Previdenciário (FAP) – coeficiente aplicado à alíquota. Supernotificação de acidentes de trabalho e de doenças ocupacionais inexistentes. trazendo como consequências a elevação do grau de risco da empresa e o sucessivo aumento da alíquota do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT).

 Pagamento de benefícios previdenciários com fundamento em doença não necessariamente originada do trabalho. o que desvirtua o benefício por incapacidade decorrente da atividade laboral. cujo custeio é suportado pelo empregador.  Desvalorização dos programas de ergonomia e prevenção de doenças. já que todas as doenças serão consideradas ocupacionais .

pois aumentará a exigência nos exames admissionais. As empresas deixarão de admitir pessoas com algum tipo de desgaste físico ou biológico (mas capazes de exercer as funções propostas). pois apto não é sinônimo de sadio. . Discriminação na contratação dos trabalhadores.

com aplicação intensiva dos princípios da Epidemiologia desde o ingresso do mesmo. . que iniciam no exame pré-admissional de um empregado. a recomendação básica é a aplicação URGENTE de todos os princípios da Medicina Preventiva.RECOMENDAÇÃO BÁSICA  Sob o ponto de vista técnico.

Reconhecer que apenas um rápido e pontual levantamento de riscos ambientais não mais atende às exigências legais. .PREVENÇÃO – GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO  De igual importância nestas ações de prevenção de problemas está a gestão da SST.

.PREVENÇÃO – GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO  A análise ergonômica das funções dos setores administrativos e produtivos. permitirá bloquear quase que completamente a avalanche de LER/DORT que cairá sobre as empresas. complementada. pelas ações de indenização. em seqüência. com programa de gestão ergonômica participativa.

. O Ministério da Previdência Social está cobrando em Juízo gastos com pagamento de benefícios previdenciários decorrentes de acidentes de trabalho provocados por negligência das empresas. Os ministros José Pimentel (Previdência Social) e Carlos Lupi (Trabalho e Emprego) assinaram acordo de cooperação que possibilita ação mais eficaz para a cobrança desses benefícios pagos indevidamente.

OBRIGADA PELO CONVITE E PELA PARTICIPAÇÃO DE TODOS o BEATRIZ SANTOS GOMES o Gomes e Takeda Advogados Associados o E-mail: beatriz@gomesetakeda.com.br o Fone: (51) 3312-8000 .