Universidade Estadual de

Londrina
Centro de Ciências Exatas
Departamento de Química
Disciplina: Físico-Química 2

FOTOELETRODEGRADAÇÃO
Docente: Roberto.
Discentes: Alan, Franciane e José Tiago.

O que é?
• Pode ser caracterizada como um Processo de
Oxidação Avançada (POA), onde a fotodegradação
é aliada a eletrodegradação, com geração de
espécies extremamente oxidantes, que agem na
degradação da matéria orgânica, um exemplo dessas
espécies são os radicais hidroxila (OH .);
• São métodos muito utilizados para tratamento de
efluentes.

água e ânions inorgânicos. podendo degradar inúmeros compostos. • Se caracterizam por transformar a grande maioria dos contaminantes orgânicos em dióxido de carbono.• São processos limpos e não seletivos. .

O buraco irá oxidar moléculas de água e gerar radicais hidroxila em solução. utiliza-se a luz para excitar elétrons da banda de valência para a banda de condução.Na fotodegradação. é gerado o par elétron-buraco (ou lacuna). Com a excitação. .

Fotoeletrodegradação .

. é aplicado um "pequeno" potencial no eletrodo fotocatalisador para captar este elétron excitado e fazer com que ele não se recombine com o buraco deixado na banda de valência. Se não houver recombinação do par elétron-buraco (pois os elétrons estão sendo removidos pelo potencial aplicado). formar os radicais hidroxilas (OH∙) para oxidar as espécies de interesse. e assim. os buracos ficam para oxidar água (e hidroxilas) adsorvidas na superfície do eletrodo.Na fotoeletrodegradação.

Em 1972.Nos processos fotoeletroquímicos o fotocatalisador é depositado sobre a superfície de um material condutor. usualmente titânio. e a partir disso abrangendo a investigação nessa área. Esta separação de cargas maximiza o tempo de vida das lacunas. o que favorece a geração de radicais hidroxila. . o que permite a coleta de elétrons fotogerados por aplicação de um potencial externo. Fujishima e Honda relataram em um trabalho a quebra fotolitica de água em oxigênio e hidrogênio utilizando uma célula fotoeletroquimica possuindo um ânodo de TiO2.

comparada com métodos convencionais de tratamento de efluentes. uma mais concentrada e outra mais diluída em eletrólitos do que a original  membranas adequadas  A eletrodiálise é uma técnica de separação que emprega membranas íon-seletivas através das quais íons são transportados de uma solução para outra. . tem a vantagem de não gerar lodo e possibilitar o reaproveitamento dos insumos e da água. por ação de um campo elétrico. ED  transformar uma solução aquosa em duas outras.APLICAÇÕES • Tratamento de efluentes de curtume  empregando-se um processo integrado que consiste na foto-eletro-oxidação (FEO) da matéria orgânica seguido de eletrodiálise (ED)  “tecnologias limpas” eletrodiálise (ED) se destaca pois.

Os eletrodos são posicionados nas extremidades da célula e estão em contato com uma solução de enxágüe. •O campo elétrico aplicado origina a migração dos íons positivos para o cátodo e dos íons negativos para o ânodo. Durante o processo de migração os ânions passam pela membrana aniônica. •Este tipo de montagem proporciona a formação de compartimentos pelos quais circula a solução a ser tratada. mas são barrados pela membrana catiônica e vice-versa. Entre as membranas são colocados espaçadores. .APLICAÇÕES • As membranas íon-seletivas (catiônicas e aniônicas) são dispostas alternadamente em uma montagem tipo filtro-prensa. os quais têm a função de provocar um fluxo turbulento.

Desta forma. •Essa combinação de processos tem mostrado um efeito sinérgico. consiste na percolação da solução a ser tratada através de um reator eletrolítico onde o ânodo. permanece sob a incidência da radiação UV. quando comparadas com a soma daquelas resultantes da aplicação dos processos individuais. onde as velocidades de degradação observadas são até uma ordem de grandeza maiores.APLICAÇÕES • No caso dos efluentes de curtume. revestido com óxidos metálicos. também chamado de foto-eletro-oxidação (FEO). Neste trabalho estudou-se a aplicação das técnicas de Foto-eletro-oxidação (FEO) e Eletrodiálise (ED). • Os processos aplicados na destruição da matéria orgânica são denominados Processos Oxidativos Avançados (POA). associadas. . como alternativa de pós-tratamento dos efluentes gerados pela indústria curtidora com o objetivo de reutilizar a água no processo de produção (19). métodos de degradação da matéria orgânica devem ser previamente aplicados. POA  fotocatálise  oxidação da matéria orgânica  CO2 e H2O • O processo eletroquímico foto-assistido. a carga orgânica presente causa problemas de entupimento nas membranas.

por dois reatores eletrolíticos de PVC com volume de 1 litro. basicamente.APLICAÇÕES  Sistema de FEO empregado nos ensaios  composto. dispostos em série. . Como ânodo e cátodo foram empregadas ligas de titânio revestidas com óxido de titânio e rutênio (70 TiO2/30 RuO2). A fonte de radiação ultravioleta (UV) utilizada foi uma lâmpada de vapor de mercúrio de 400W.

o ânodo ao redor do tubo e ao redor do ânodo. . dentro de um tubo de quartzo. A corrente elétrica aplicada nos experimentos foi de 1 A. Os eletrodos foram construídos de maneira cilíndrica tendo a lâmpada emissora de radiação ultravioleta no centro. o cátodo. A densidade de corrente aplicada foi de 33.6 mA/cm2 •Os experimentos de ED foram efetuado  três pares de membranas Selemion e eletrodos de titânio platinizado.APLICAÇÕES • Durante o experimento de foto-eletro-oxidação o efluente ficou recirculando pelos reatores eletroquímicos onde foram introduzidos dois pares de eletrodos.

20ª ed.APLICAÇÕES • A eficiência do sistema de tratamento integrado FEO-ED foi avaliada considerando-se a variação da concentração de algumas espécies presentes no efluente antes e após o tratamento. 1998. . •Os métodos analíticos empregados nas determinações seguem o Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater.

gerando diversos tipos de câncer.65 V sobre superfície do RGO (óxido de grafeno reduzido)/RuO2 (vs Ag/AgCl) .estradiol  apresenta um pico de oxidação em +0. entre outros efeitos Objetivo  desenvolver.• 17β-estradiol  um hormônio natural vem sendo descartado no meio ambiente sem os devidos cuidados  Disruptores endócrinos são substâncias capazes de interferir no sistema endócrino de humanos e animais. caracterizar e aplicar anodos baseados no sistema grafeno/RuO2 para a eletro-oxidação de 17β-estradiol  Síntese e Caracterização  Voltametria de varredura linear  17β. distúrbios na tireoide.

o pico de oxidação do 17β-estradiol.• Na presença de uma fonte de luz solar. aumentou em quase 5 vezes em comparação com o foto-anodo no escuro • O foto-anodo foi utilizado na foto-eletrodegradação do 17β-estradiol sob irradiação de uma lâmpada de Xe (250 W) .

• As melhores condições experimentais promoveram a remoção de 96. • Portanto. carbono orgânico total (TOC) e cromatografia líquida (HPLC). o uso de RGO/RuO2 como um material para o desenvolvimento do método foto-eletrodegradação pode ser uma alternativa promissora para a remoção de interferentes endócrinos em efluentes e sistemas ambientais.5% do 17βestradiol após 120 minutos após o tratamento fotoeletroquímico. sob reação cinética de primeira ordem.• A degradação do hormônio foi monitorada por espectrofotometria UV-Vis. .

principalmente fenólicos. além do efluente aquoso proveniente de aterros sanitários municipais (chorume). • A cor pode ser altamente interferente nos processos fotossintéticos naturais e compostos organoclorados. Universidade Estadual de Campinas. os descartes aquosos gerados nas indústrias têxtil e de papel e celulose.DESCOLORAÇÃO E DEGRADAÇÃO DE POLUENTES ORGÂNICOS EM SOLUÇÕES AQUOSAS ATRAVÉS DO PROCESSO FOTOELETROQUÍMICO Rodnei Bertazzoli* e Ronaldo Pelegrini Departamento de Engenharia de Materiais. • Os tratamentos biológicos convencionais são pouco eficientes na remoção de cor. .Neste sentido. para aplicação do processo. Faculdade de Engenharia Mecânica. no tratamento de soluções que se caracterizam pela alta concentração de espécies poluentes e forte coloração. CP 6122.SP • Este trabalho mostra os resultados da aplicação do processo fotoeletroquímico. a tecnologia eletroquímica pode ser uma forma eficiente e versátil de controle da poluição aquosa. já em escala piloto. 13083-970 Campinas . tendem a ser resistentes à degradação biológica • Foram selecionados.

Faculdade de Engenharia Mecânica. clorofenóis e cloroligninas.SP CARACTERIZAÇÃO DOS EFLUENTES: • Efluente da indústria de papel e celulose:No estágio de branqueamento. são eliminadas altas concentrações de fragmentos de lignina.metais pesados e compostos orgânicos originados da degradação de substâncias que são metabolizadas como carboidratos. 13083-970 Campinas . • Efluente de aterros sanitários (chorume de lixo doméstico): O chorume pode conter altas concentrações de sólidos suspensos. . como fenóis. entre outros compostos. CP 6122. Universidade Estadual de Campinas. proteínas e gorduras. • Efluente simulado da indústria têxtil: A maior parte dos efluentes da indústria têxtil é oriunda das etapas de tingimento neste caso particular o corante é o Azul Reativo 19 (Azul QR).DESCOLORAÇÃO E DEGRADAÇÃO DE POLUENTES ORGÂNICOS EM SOLUÇÕES AQUOSAS ATRAVÉS DO PROCESSO FOTOELETROQUÍMICO Rodnei Bertazzoli* e Ronaldo Pelegrini Departamento de Engenharia de Materiais.

de forma indireta. • Esse processo envolve a formação de radicais hidroxila (OH*). que adsorve fisicamente na superfície do eletrodo. . Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Engenharia Mecânica. Ambas as espécies são responsáveis pela oxidação de compostos orgânicos. espécie intermediária da reação de evolução de oxigênio. quimicamente adsorvidos. do tipo MOx+1. estes sítios ativos oxidantes podem se transformar em óxidos superiores. do tipo dimensionalmente estáveis (ADE). CP 6122.SP Mecanismo: • A oxidação anódica pode ocorrer por troca direta de elétrons na superfície do eletrodo ou. 13083-970 Campinas . Na superfície de anodos revestidos com óxidos metálicos (MOx).DESCOLORAÇÃO E DEGRADAÇÃO DE POLUENTES ORGÂNICOS EM SOLUÇÕES AQUOSAS ATRAVÉS DO PROCESSO FOTOELETROQUÍMICO Rodnei Bertazzoli* e Ronaldo Pelegrini Departamento de Engenharia de Materiais. pela intermediação de espécies eletroativas oxidantes formadas no anodo.

Universidade Estadual de Campinas.DESCOLORAÇÃO E DEGRADAÇÃO DE POLUENTES ORGÂNICOS EM SOLUÇÕES AQUOSAS ATRAVÉS DO PROCESSO FOTOELETROQUÍMICO Rodnei Bertazzoli* e Ronaldo Pelegrini Departamento de Engenharia de Materiais. CP 6122. Faculdade de Engenharia Mecânica. 13083-970 Campinas .SP .

que pode ser observado nas figuras abaixo. 13083-970 Campinas .SP PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL: •O reator para o tratamento fotoeletroquímico. Faculdade de Engenharia Mecânica.DESCOLORAÇÃO E DEGRADAÇÃO DE POLUENTES ORGÂNICOS EM SOLUÇÕES AQUOSAS ATRAVÉS DO PROCESSO FOTOELETROQUÍMICO Rodnei Bertazzoli* e Ronaldo Pelegrini Departamento de Engenharia de Materiais. Universidade Estadual de Campinas. CP 6122. foi construído para processar 20 litros de efluente .

Durante os experimentos com o efluente da industria de papel e com a solução de corante. localiza-se o conjunto anodo/catodo. 13083-970 Campinas . Com o chorume de lixo esse valor subiu para 5 V. fluência de 99. Universidade Estadual de Campinas.cm-2. Faculdade de Engenharia Mecânica. O anodo é de titânio revestido com óxidos na proporção de 70TiO2/30RuO2 • A incidência da radiação UV na superfície do anodo foi feita a partir de uma lâmpada de vapor de mercúrio Osram HQL de 400 W.SP • Eletrodos com um tubo de quartzo no centro como alojamento para a lâmpada. Em volta da lâmpada.5 V. a diferença de potencial permaneceu em 3. CP 6122.5 mA. • Os experimentos foram realizados com a aplicação de uma corrente constante de 26.5 W m-2.DESCOLORAÇÃO E DEGRADAÇÃO DE POLUENTES ORGÂNICOS EM SOLUÇÕES AQUOSAS ATRAVÉS DO PROCESSO FOTOELETROQUÍMICO Rodnei Bertazzoli* e Ronaldo Pelegrini Departamento de Engenharia de Materiais. a uma distância de 20 cm. • A descoloração do efluente da indústria de papel foi determinada através de medições de absorbância em espectrofotômetro de UV-Vis. .

13083-970 Campinas . Faculdade de Engenharia Mecânica. .DESCOLORAÇÃO E DEGRADAÇÃO DE POLUENTES ORGÂNICOS EM SOLUÇÕES AQUOSAS ATRAVÉS DO PROCESSO FOTOELETROQUÍMICO Rodnei Bertazzoli* e Ronaldo Pelegrini Departamento de Engenharia de Materiais.SP RESULTADOS E DISCUSSÃO: Efluente da indústria de papel e celulose: • A primeira hora foi suficiente para a redução de 50% da coloração inicial. Universidade Estadual de Campinas. Nas três horas seguintes de tratamento foi possível atingir 70% de redução da cor inicial. CP 6122.

13083-970 Campinas . • O conjunto dos resultados obtidos faz crer que o tratamento fotoeletroquímico pode ser utilizado. senão como tratamento único para o efluente papeleiro. . CP 6122. Faculdade de Engenharia Mecânica.DESCOLORAÇÃO E DEGRADAÇÃO DE POLUENTES ORGÂNICOS EM SOLUÇÕES AQUOSAS ATRAVÉS DO PROCESSO FOTOELETROQUÍMICO Rodnei Bertazzoli* e Ronaldo Pelegrini Departamento de Engenharia de Materiais. Universidade Estadual de Campinas. como um prétratamento que antecede a digestão biológica.SP • Observou-se também uma redução na matéria orgânica como um todo e a redução de 80% dos compostos fenólicos foi observada na primeira hora de tratamento.

CP 6122. Faculdade de Engenharia Mecânica.DESCOLORAÇÃO E DEGRADAÇÃO DE POLUENTES ORGÂNICOS EM SOLUÇÕES AQUOSAS ATRAVÉS DO PROCESSO FOTOELETROQUÍMICO Rodnei Bertazzoli* e Ronaldo Pelegrini Departamento de Engenharia de Materiais. Em uma hora de tratamento. 13083-970 Campinas . o valor de absorbância foi reduzido em 75%.SP Efluente simulado da indústria têxtil: • a degradação da cor já é significativa após 40 minutos de processamento. quase 90% do corante havia sido degradado. . Nesse período. Universidade Estadual de Campinas.

. Faculdade de Engenharia Mecânica.SP • A descoloração do corante Azul QR. foi comparada a um padrão permitido definido pela literatura e a partir de 50 min de tratamento a coloração do corante. 13083-970 Campinas .DESCOLORAÇÃO E DEGRADAÇÃO DE POLUENTES ORGÂNICOS EM SOLUÇÕES AQUOSAS ATRAVÉS DO PROCESSO FOTOELETROQUÍMICO Rodnei Bertazzoli* e Ronaldo Pelegrini Departamento de Engenharia de Materiais. encontrava-se abaixo dos padrões exigido para descarte. medida em vários comprimentos de ondas. Universidade Estadual de Campinas. CP 6122.

. • A descoloração também foi acompanhada de uma redução da carga orgânica em 20%.SP Chorume de lixo doméstico: • É possível observar redução de cor de 75% a partir de 5 horas de tratamento. CP 6122. Faculdade de Engenharia Mecânica. 13083-970 Campinas .DESCOLORAÇÃO E DEGRADAÇÃO DE POLUENTES ORGÂNICOS EM SOLUÇÕES AQUOSAS ATRAVÉS DO PROCESSO FOTOELETROQUÍMICO Rodnei Bertazzoli* e Ronaldo Pelegrini Departamento de Engenharia de Materiais. embora 2 horas tivessem sido suficiente para a redução de 60%. Universidade Estadual de Campinas.

Universidade Estadual de Campinas. representando uma nova concepção em tratamento de rejeitos aquosos.SP CONCLUSÕES: • Diante dos resultados alcançados. o processo fotoeletroquímico apresenta-se como uma técnica com real possibilidade de aplicação em grande escala. . 13083-970 Campinas . Faculdade de Engenharia Mecânica.DESCOLORAÇÃO E DEGRADAÇÃO DE POLUENTES ORGÂNICOS EM SOLUÇÕES AQUOSAS ATRAVÉS DO PROCESSO FOTOELETROQUÍMICO Rodnei Bertazzoli* e Ronaldo Pelegrini Departamento de Engenharia de Materiais. CP 6122.

Agosto de 2004. Degradação fotoeletroquimica de corantes dispersos em efluente têxtil utilizando fotoanodos de Ti/TiO2. Peralta-zamora. E.Bibliografia • Brunelli. . 32. UNICAMP. P. • Tauchert. No. 1. Caderno temático 03 – Laboratório de química Ambiental. 67-71. Jardim. Vol. • Teixeira. Processos Oxidativos Avançados. Vol. F. Nova. Revista Nova Técninca.Nº 3 jul/set 2004. P. A. C. Curitiba – PR. Quim. Avaliação de processos fotoeletroquímicos no tratamento de líquidos lixiviados de aterros sanitários. B. 2009.197-201. 9 . T et al. F. W. T.