You are on page 1of 25

Faculdade Maurício de Nass

Mercado de Trabalho
brasileiro: Emprego e
Desemprego
Profa. Ms. Nágela Rapôso Alves
1

O Trabalho
 É uma atividade, a partir do
desenvolvimento de alguma
habilidade (manual, de aprendizagem
ou intelectual) que dignifica e realiza
o ser humano. Nos sistemas
monetários é fundamental auferir
renda suficiente para a manutenção
da força de trabalho;
2

3 .  Trabalho Informal é aquele em que o trabalhador não possui nenhuma regulamentação.Trabalho Formal e Trabalho Informal  Trabalho Formal é aquele em que o trabalhador contribui com a previdência e demais impostos (no Brasil é conhecido como trabalho com carteira assinada). sendo desprovido de direitos. Implica ter direitos trabalhistas. não contribui com a previdência. não possui carteira assinada.

Trabalho Decente. Trabalho Formal. Trabalho Precário.Tipos de Trabalho         Trabalho Escravo. Semi-Escravidão. Terceirização. Estagiarização. 4 . Trabalho Informal.

5 . havendo negociação ou institucionalização dos valores pagos e das horas trabalhadas. considerando dois fatores fundamentais: a qualificação da mão de obra e a tecnologia.Mercado de Trabalho: significado  É o locus onde os trabalhadores vendem a força de trabalho e os empresários compram.

Esses deslocamentos em excesso superou a quantidade de trabalhadores necessários para a indústria.O Exército Industrial de Reserva  Com a advento da Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX grandes contingentes de pessoas migraram para as maiores cidades em busca de emprego. 6 . possibilitando a formação de um exército de reserva industrial disponível e que rebaixava os salários na medida em que os trabalhadores eram substituídos (não havia escassez de mão de obra).

População Economicamente Ativa (PEA)  É a população em idade ativa. 15 anos ou mais. 7 . empregador. parte dos desocupados nem procuram por emprego. teoricamente apta a exercer uma atividade laboral seja como empregado. Alertamos que nem todos os desocupados são desempregados.  A PEA inclui ocupados e desocupados. conta própria ou trabalho não remunerado.

A Luta de Classes (Capitalistas X Trabalhadores  Trabalhadores querem abacanhar maior parcela dos lucros (aumento das conquistas).  Capitalistas querem aumentar o volume de lucros e pagar menores salários (aumento assim o grau de exploração da força de trabalho)  Esse conflito leva a greves e negociações. 8 .

Número de Greves nos últimos anos         1999: 2001: 2003: 2005: 2007: 2009: 2001: 2012: 506 416 340 299 316 518 554 873 9 Fonte: DIEESE. 2013. .

13º. insalubridade. repouso semanal remunerado. CLT)  Estes direitos se estendem até a C-88 (adicional noturno. ministério do trabalho e justiça do trabalhio. 10 . hora-extra) e nos dias de hoje como a regulamentação do emprego doméstico).Histórico do Mercado de Trabalho no Brasil  Até 1888 predomina o regime de escravidão. férias. jornada de 8 horas.  Depois de 1930: regulamentação do mercado de trabalho (direitos e conquistas): salário mínimo.  Entre 1888 e 1930: fase dos imigrantes (principalmente italianos e japoneses).

Projeto de Lei das Terceirizações  Existe no Brasil 14.  Regulamenta o serviço terceirizado mas abre portas para que o serviço contratatdo se transforme em terceirizado.3 milhões de trabalhadores nessa categoria.  O projeto tramita no Congresso há 10 anos (votado apenas na Câmara). 11 .

 Ceará: 29.8% do mercado formal de trabalho 12 .Os Estados com Maior proporção de terceirização  São Paulo: 30.5% do mercado formal de trabalho.1%  Média Nacional: 28.7%  Rio de Janeiro: 29%  Santa Catarina: 28%  Espírito Santo: 27.

13 .O Projeto (PL 4330)  Permite que empresas privadas possam terceirizar qualquer atividade econômica (fim do trabalho por contrato).  A relação do trabalhador será com a empresa que terceirizou os serviços e não com a que ele realmente presta os serviços (dificulta a relação e o nível de organização dos trabalhadores para revindicar direitos).

 O setor público pode terceirizar atividades-meio. como regulamentação e fiscalização. 14 .O Projeto (PL 4330)  A empresa pode oferecer aos terceirizados os benefícios dos trabalhadores contratados como atendimento médico e refeições. aquelas que não sejam exclusivas de Estado.

Maior rotatividade. 15 . Em todos os países adotados. Mais horas de trabalho. Aumento da precarização. Ausência de processos formativos.Flexibilização do Mercado de Trabalho        Aumento da terceirização. Menores salários. por exemplo como Portugal o resultado se aproximou da lista acima.

 Regimes ditatoriais: no Brasil.  Avanço da tecnologia.Fatores preponderantes para o desemprego e baixos salários  Má ou nenhuma formação da mão de obra (anos de estudo-emprego).  Falta de organização da classe trabalhadora (luta de classes). no regime militar a lei de greve foi extinta e o salário mínimo real teve perda de poder aquisitivo de 42% entre 1964-1974 (DIEESE). 16 .  Baixa produtividade.

 Desemprego Friccional ou Sazonal: aquele em que o indivíduo está trocando de emprego. 17 .Tipos de Desemprego (de acordo com John Keynes)  Desemprego Voluntário: aquele em que o indivíduo não aceita a taxa de salário vigente (prefere o ócio ou o estudo). até uma mais bais e não encontra emprego.  Desemprego Involuntário: aquele em que o indivíduo aceita a taxa de salário vigente.

em 2015 a taxa atingiu: 7.0%. De out/fev a taxa está perto de 8-9.6% Reino Unido: 6.7% China: 4.1%.3% Japão: 3. . 24.6% França: 10% Itália: 12. 18 Fonte: Fundo Monetário Internacional (2014).6% Brasil: 6.4%.3% Espanha.3% Alemanha: 5.Taxas de Desemprego no Mundo (2014)          EUA: 6.

2014.Taxa de Desemprego na UE Fonte: EUROSTAT. 19 .

taxa de 2014 estimada. 20 . 2015.Taxa de Desemprego no Brasil (2003-2014) Fonte: IBGE.

2013. .Hoje são mais 50 milhões de empregos formais (dos quais 20 milhões são mulheres) 21 Fonte: Relatório Annual de Informações Sociais (RAIS).

O Crescimento da Mulher no Mercado de Trabalho 22 .

Esse contingente equivale a toda a população de Minas Gerais. 23 .  Entre 2008-2014 o Brasil foi recordista mundial na redução do desemprego. com carteira assinada.Emprego e Desemprego  Entre 2003-2013 foram criados 19 milhões de empregos formais.

6 milhões de segurados em 1989 para 4.Seguro Desemprego e Informalidade  Empregados sem carteira assinada caiu de 24.1 milhões em 2000. para 7.1 milhões em 1995 para 15 milhõs em 2012 (IBGE).4 milhões em 2010 (MTE) e para 6.  O Seguro Desemprego saltou de uma total de 1. 24 .0 milhões em 2014.

. 2015.Resultado: maiores empregos e valorização salário mínimo 25 Fonte: IBGE.