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Organização do

Estado

ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
Executivo – Legislativo –
Judiciário
Aulas 13 e 14 (11/04/2016)

1

Divisão de Poderes
ART. 44 A 135
É um princípio geral do Direito Constitucional, na
medida em que serve de base teórica para qualquer
formação constitucional, e faz surgir, também, o
Estado Democrático de Direito, onde a lei é a base
não só para limitar a ação estatal, como também para
servir de instrumento de transformação da sociedade.
2

Divisão de Poderes e o sistema de freios e contrapesos

O “checkandbalances” é um sistema que regula os
Poderes da República Federativa do Brasil,
contrabalanceando o exercício dos Poderes para
equilibrar a independência e harmonia dos mesmos,
afastando a possibilidade de arbítrio e autoritarismo
de um Poder sobre o outro ou sobre os governados.
3

Divisão de Poderes e o sistema de freios e contrapesos

Os “checkandbalances” na nossa Constituição são os
seguintes:
1) Julgamento das contas do Presidente da República
pelo Legislativo (art. 49, IX). Aqui há uma interferência
do Legislativo no Executivo, para equilibrar os
Poderes e evitar o arbítrio;
4

Divisão de Poderes e o sistema de freios e contrapesos

Os “checkandbalances” na nossa Constituição são os
seguintes:
2) Controle de legalidade do ato administrativo pelo
Judiciário (art. 5o, inciso XXXV – inafastabilidade
jurisdicional). Aqui o Judiciário interfere no Executivo,
e até no Legislativo, quando age administrativamente
para se auto organizar;

5

Divisão de Poderes e o sistema de freios e contrapesos

Os “checkandbalances” na nossa Constituição são os
seguintes:
3) Convocação de Ministros de Estado e qualquer titular
de órgão diretamente subordinado à Presidência da
República (art. 50). Interferência do Legislativo nas
funções.
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Divisão de Poderes e o sistema de freios e contrapesos

Os “checkandbalances” na nossa Constituição são os
seguintes:
4) Escolha e aprovação de magistrados pelo Executivo
e Legislativo (art. 52, III e IV). Interferência do
Legislativo e do Executivo nas funções de autoorganização do Poder Judiciário;
7

Divisão de Poderes e o sistema de freios e contrapesos

Os “checkandbalances” na nossa Constituição são os
seguintes:
5) Controle externo feito pelo Legislativo sobre os
demais, com auxílio do Tribunal de Contas (art. 71).
Interferência do Legislativo sobre o Executivo e sobre o
Judiciário;
8

Divisão de Poderes e o sistema de freios e contrapesos

Os “checkandbalances” na nossa Constituição são os
seguintes:
6) Congresso autorizar o Presidente e Vice-Presidente
para viajar por mais de 15 dias (art. 49, III). Interferência
do Legislativo sobre o Executivo;
7) Sustação de atos normativos do Executivo pelo
Legislativo (art. 49, V). Interferência do Legislativo em
9

atos do Executivo.

Divisão de Poderes e o sistema de freios e contrapesos

Além desses casos, dentro do sistema de freios e
contrapesos, temos o veto (art. 66, §§1º e 2º), onde o
Executivo interfere na função legislativa do Legislativo
para fiscalizá-la e equilibrar os Poderes, evitando
arbítrio e irregularidades, e a rejeição ao veto (art. 66,
§4º), onde o Legislativo é que interfere na atividade do
Executivo de vetar.
10

Divisão de Poderes e o sistema de freios e contrapesos

Quando o Judiciário declara a inconstitucionalidade de
uma lei aprovada pelo Legislativo, ele estará
interferindo na função legislativa, considerando que a
CF reconhece o legislador como a figura expoente para
realizar os intentos constitucionais e presume a
constitucionalidade das leis. Se o Judiciário não faz o
controle positivo da constitucionalidade, e sim negativo,
ele não pode, assim, legislar quando declarar a
inconstitucionalidade. O Judiciário, quando declara a
inconstitucionalidade, ele não exerce a função
legislativa, e sim interfere em tal função.
11

O PODER EXECUTIVO

Sistema de Governo – é o Presidencialista (modelo
norte-americano): eleição do Presidente da Republica
pelo povo, para mandato determinado; ampla liberdade
para escolher os Ministros de Estado, que o auxiliam e
podem ser demitidos ad nutum, a qualquer tempo.

12

O PODER EXECUTIVO – Arts. 76 a 91, CF

"Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da
República:
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem
como expedir decretos e regulamentos para sua fiel
execução;“
O Presidente da República exerce a chefia de governo
e a chefia de Estado: "temos um Executivo
monocrático, porque é exercido por um só indivíduo.
Isso caracteriza o sistema de governo presidencialista.
13

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República

1. Imunidades Formais:
a) Prisão – art. 86 § 3
b) Processo – art. 86 caput
14

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República

a) Prisão: art. 86 § 3

15

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República

a) Prisão: art. 86 § 3 – O QUE ENSINA?
Em regra geral: Não haverá prisão do Pres. da Rep.
Então, o Presidente da Rep. não poderá ser preso?

16

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República

Exceção: Prisão definitiva fruto de
sentença condenatória criminal transitada
em julgado.
A CF não prevê prisão cautelar/processual para o Pres.
da Rep. nem para flagrante delito, nem preventiva,
nem temporária, somente no caso acima.
17

O PR pode ser preso por não pagar pensão alimentícia?

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República
b) Imunidade formal processual – art. 86 caput; 51,
I: Antes do julgamento pelos órgãos competentes
contra o Pres. Rep., seja por crime comum ou de
responsabilidade é indispensável o JUÍZO DE
ADMISSIBILIDADE em face às acusações.
Não poderão ser levadas a julgamento sem o “crivo”
da CD.

18

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República
Art. 86 caput; 51, I
Juízo de admissibilidade das acusações contra o
Pres. Rep. - CD com quorum de 2/3 dos membros
(342)
STF
Juízo de admissibilidade favorável
SF

19

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República

Segundo orientação do STF deve ser respeitado o
princípio de ampla defesa/contraditório – garantias
processuais (tanto procedimental como processual)
Procedimental: CD
Processual: STF / SF
20

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República

Toda acusação contra o Pres. Rep., seja por crime
comum ou de responsabilidade, havendo juízo de
admissibilidade favorável, será encaminhado ao STF
ou à CD:
• Crime comum: STF
• Crime de responsabilidade: SF
21

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República
2. Prerrogativa de Foro Funcional:
Crimes comuns: previstos no Cód. Penal (Ex. crimes
eleitorais)
Crime de responsabilidade: infração políticoadministrativo (não penal)
22

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República

Crime de responsabilidade – art. 85 CF
- Atos que atentem contra a CF
“impeachment”: cabe ao SF

23

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República

Art. 52 § Único / 52, I: Assumirá temporariamente a
presidência do SF o presidente do STF para comandar
o julgamento contra o Pres. Rep.
(*com ampla defesa/contraditório)
24

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República
A condenação: dependerá de 2/3 dos votos do SF
(54) – indispensável!
Duas sanções cumulativas: Perda do cargo com
inabilitação por 8 anos para exercício de função
pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais
cabíveis.

25

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República

A suspensão das funções do Pres. Rep. não
ocorrem enquanto o estiver na CD, somente depois
de instaurado o processo.

26

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República
Art. 86 § 2
Se no prazo de 180 dias o julgamento não for
concluído, cessará o afastamento do Pres. Rep. Ele
voltará às suas funções sem prejuízo do regular
prosseguimento do processo.
27

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República

Quando o Pres. Rep. fica suspenso quem assume o
cargo de chefe do executivo?
Atuará como substituto ou como sucessor?

28

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República

Não existe rol de sucessores para o Pres. Rep.
O único capaz de suceder o Pres. Rep. é o Vice-Pres.
Para assumir a titularidade do cargo.
Sucessão é algo definitivo.
29

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República
Rol de substitutos em caso de impedimento – Ordem
Substitutiva:
1º) Vice-Pres. (Tanto sucessor como substituto)
2º) Pres. Câmara dos Deputados
3º) Pres. Senado Federal
4º) Pres. STF

30

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República

Art. 86 § 4 (Dúbio? Qual é o alcance)
4) Cláusula de irresponsabilidade penal relativa:
O entendimento doutrinário e jurisprudencial diz que o
Pres. Rep. não pode ser responsabilizado por crimes
fora das suas funções.
31

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República
Art. 86 § 4 (Dúbio? Qual é o alcance)
a) Se o crime é cometido antes da diplomação o
processo ficará suspenso.
O STF não tem competência para julgamento. O
Pres. Rep. termina o mandato e passa a ser julgado
por tribunal comum,

32

PODER EXECUTIVO: Imunidade/Responsabilidade
do Presidente da República

Art. 86 § 4 (Dúbio? Qual é o alcance)
b) Se o crime é cometido durante o mandato, e
relacionado às funções, o processo poderá ser
instaurado.
33

Organização do
Estado

ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
Executivo – Legislativo –
Judiciário
34

Aulas 15 e 16 (18/04/2016)

PODER LEGISLATIVO
(arts. 44 a 58, CF)
1. BICAMERALISMO DO PODER LEGISLATIVO DA
UNIÃO
Sistema constitucional em que o Poder Legislativo, ou
o Parlamento, se compõe de duas casas. No Brasil, o
Poder Legislativo é composto pelo Senado Federal e
Câmara dos Deputados, que formam o Congresso
Nacional.

35

PODER LEGISLATIVO
(arts. 44 a 58, CF)
CONGRESSO NACIONAL
CÂMARA DOS DEPUTADOS (art. 45, CF)
 Sistema proporcional em cada Estado e no DF
 Quociente eleitoral e quociente partidário
 Territórios Federais: 4 deputados federais
 Limites: mínimo 8 e máximo 70
 Suplência dos deputados federais

36

CÂMARA DOS DEPUTADOS: (arts. 45, CF)
Distribuição de Deputados por Estado
Pará 17

Acre 8

Paraíba 12

Alagoas 9

Pernambuco 25

Amazonas 8

Piauí 10

Amapá 8

Paraná 30

Bahia 39

Rio de Janeiro 46

Ceará 22

Rio Grande do Norte 8

Distrito Federal 8

Rondônia 8

Espírito Santo 10

Roraima 8

Goiás 17

Rio Grande do Sul 31

Maranhão 18

Santa Catarina 16

Minas Gerais 53

Sergipe 8

Mato Grosso do Sul 8

São Paulo 70

Mato Grosso 8

Tocantins 8

CÂMARA DOS DEPUTADOS: (arts. 45, CF)
Distribuição de Deputados por Estado
TSE: “Calcula-se inicialmente o Quociente
Populacional Nacional (QPN) mediante a
divisão da população do país apurada no
Censo 2010 pelo número de cadeiras de
deputados federais; em seguida, divide-se a
população de cada unidade da Federação
pelo QPN, originando o Quociente
Populacional Estadual (QPE)”. O cálculo
mantém as regras constitucionais de limite de
70 e mínimo de 8 por Estado.

CÂMARA DOS DEPUTADOS: (arts. 45, CF)
CÁLCULO QPN / QPE

QPN: Divisão da população do país (senso
2010) pelo número de cadeiras na CDF
190.755.799 ÷ 513 = 371.843,66 = QPN

CÂMARA DOS DEPUTADOS: (arts. 45, CF)
CÁLCULO QPN / QPE

QPE: Divisão da população do Estado
(senso 2010) pelo QPN
Exemplo Paraná:
11.444.526 ÷ 371.843.66 = 30,77 = QPE

PODER LEGISLATIVO – SENADO FEDERAL
(art. 46, CF)

 Sistema majoritário puro
 Mandato de 8 anos
 Renovação de 4 em 4 anos,
alternadamente, por um e dois terços
 Suplência dos senadores
41

Todos os aspirantes aos cargos públicos são
obrigados a preencher os requisitos do art. 14 § 3º
CÂMARA DOS DEPUTADOS
- Cargo não privativo a
brasileiro nato
- Idade mínima 21 anos (data
da posse)

SENADO FEDERAL
- Cargo não privativo a brasileiro
nato
- Idade mínima 35 anos (data da
posse)

- Cargo de Pres. CD privativo
brasileiro nato

- Cargo de Pres. SF privativo
brasileiro nato

- DF p/ Unid. Federação: Mín.
8 – Máx. 70

- SF p/ Unid. Federação: Mín. 3

- Total: 513
- Total: 81
- Territórios (Art. 18 § 3º): 4 DF - Territórios: 0
42
- Período: 4 anos (1
- Período: 8 anos (2 legislaturas)
legislatura)

PODER LEGISLATIVO – IMUNIDADE PARLAMENTAR
(art. 53 § 3º a 5º, CF)

 Na forma do art. 53 § 3º conclui-se que
o parlamentar que cometer crime
ANTES da diplomação NÃO terá
imunidade formal processual.

43

PODER LEGISLATIVO (art. 53 § 3º a 5º, CF)

COMISSÃO PARLAMENTAR DE
INQUÉRITO (art. 58, §3º, CF)
1.Requisitos formais para sua criação:
a) Requerimento de 1/3 dos membros da Casa
b) Prazo CERTO: pode haver prorrogação dentro da
legislatura
c) Fatos DETERMINADOS
2. Limites dos poderes “de investigação” próprios
das autoridades judiciais (Lei 1579/52 e Lei
10.001/2000)
44

PODER LEGISLATIVO – (art. 53 § 3º a 5º, CF)

COMISSÃO PARLAMENTAR DE
INQUÉRITO (art. 58, §3º, CF)
3. PODERES DAS CPIs:
 Quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico
 Intimação de autoridades, testemunhas e
indiciados para prestar depoimento e possibilidade
de condução coercitiva
 Produção de provas lícitas (art. 5º, inc. LVI, CF)
 Prisão em flagrante (art. 5º, inc. LXI, CF)
 Medidas cautelares: busca e apreensão desde que
não seja domiciliar e busca pessoal
45

PODER LEGISLATIVO – (art. 53 § 3º a 5º, CF)

COMISSÃO PARLAMENTAR DE
INQUÉRITO (art. 58, §3º, CF)
4. LIMITES DAS CPIs (o que não pode fazer):
 Poder Geral de Cautela
 Proibição ou restrição da assistência jurídica das
testemunhas e investigados
 Invasão domiciliar (5º, inc. XI, CF)
 Quebra do sigilo da comunicação telefônica (5º, inc. XII, CF):
interceptação telefônica
 Quebra do sigilo judicial
 Atos jurisdicionais
 Intimação ou condução coercitiva de indígena (231, §5º, CF)
46
 Ajuizamento de ação penal e julgamento

PODER LEGISLATIVO – ESTADOS E MUNICÍPIOS
IMUNIDADE: Deputados Estaduais / Distritais / Vereadores

 art. 27 § 1º, CF

47

PODER LEGISLATIVO – ESTADOS E MUNICÍPIOS
IMUNIDADE: Deputados Estaduais / Distritais / Vereadores

a) DEPUTADOS ESTADUAIS – Art. 27 § 1º
Imunidade material: Palavras / Expressão

Imunidade formal

Processo
(suspensão)
Prisão

TJ: salvo flagrante de crime inafiançável

48

PODER LEGISLATIVO – ESTADOS E MUNICÍPIOS
IMUNIDADE: Deputados Estaduais / Distritais / Vereadores

b) DEPUTADOS DISTRITAIS – Art. 32 § 3º
Imunidade material: Palavras / Expressão

Imunidade formal

Processo
(suspensão)
Prisão

TJ/DF: salvo flagrante de crime inafiançável
49

PODER LEGISLATIVO – IMUNIDADE PARLAMENTAR
(art. 53 § 3º a 5º, CF)
Queixa crime/Denúncia
STF

STF apres. Ciência à Casa
Legislativa (CD)
CD: 45 dias p/ julgar
STF: Não pode fazer
nada, até o final do
mandato. Suspende a
prescrição.

Até a decisão fin.
qualquer partido
legítimo pode oferecer
pedido de sustação da
ação!

50

PODER LEGISLATIVO – ESTADOS E MUNICÍPIOS
IMUNIDADE: Deputados Estaduais / Distritais / Vereadores

c) VEREADORES – Art. 29 § VIII
Imunidade material: Palavras / Expressão –
limitada ao município de origem.

Imunidade formal

Não gozam de
imunidades formais!

Nem quanto à prisão, nem quanto a processo.
51

PODER LEGISLATIVO – ESTADOS E MUNICÍPIOS
IMUNIDADE: Deputados Estaduais / Distritais / Vereadores

c) VEREADORES – Prerrogativa de foro
O STF decidiu que os vereadores podem ter
prerrogativa de foro criminal estabelecida na
Carta Estadual.
Se houver previsão constitucional estadual de
prerrogativa de foro criminal de vereadores, ele
pode ser levado a julgamento pelo TJ. Aplica-se a
Súmula 721 do STF.

52

PODER LEGISLATIVO – ESTADOS E MUNICÍPIOS
IMUNIDADE: Deputados Estaduais / Distritais / Vereadores

c) VEREADORES – Prerrogativa de foro
Vereadores acusados por crime doloso contra
vida são julgados pelo Trib. Juri e não pelo TJ.

53

Organização do
Estado

Poder Judiciário
Aulas 17 e 18
(25/04/2016)

54

PODER JUDICIÁRIO

O Estado não pode ser confundido com a ordem
jurídica. O Estado não "encarna" o direito. O poder
do Estado está legitimado pela segurança que
proporciona a todos, e quem lhe dá validade é o
direito, cuja força vem do Estado; em todas as suas
esferas de poder: Executivo, Legislativo e Judiciário.
55

PODER JUDICIÁRIO

O Poder Judiciário, um dos três poderes clássicos na
tripartição do Poder uno estatal, tem como função
maior a guarda da Constituição, além de administrar
todo o corpo da Justiça, com finalidade de preservar
os princípios da legalidade e igualdade, pela
necessidade jurídica da pacificação social.
56

PODER JUDICIÁRIO

FUNÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO

Função jurisdicional = aplicar a lei
ao fato concreto para solucionar
conflitos

Instituição que possui autonomia
administrativa e financeira

57

PODER JUDICIÁRIO
REFORMA DO PODER JUDICIÁRIO
EC 45/2004
• Alteração de competências dos órgãos
• Súmula vinculante
• Criação do CNJ
• Inclusão da duração razoável do processo
como direito fundamental
58

PODER JUDICIÁRIO
ESTATUTO DA MAGISTRATURA
Art. 93 cf – LC de iniciativa do STF disporá
sobre o estatuto da magistratura
PRINCÍPIOS:
• Ingresso na carreira mediante concurso, com
participação da oab, exigindo-se três anos
de atividade jurídica no mínimo.

Promoção de entrância para entrância,
alternadamente, por antiguidade e
merecimento.

59

PODER JUDICIÁRIO

Cursos oficiais de preparação,
aperfeiçoamento e promoção de magistrados
– etapa obrigatória para o vitaliciamento
em curso oficial ou reconhecido por escola
nacional de formação e aperfeiçoamento de
magistrados;

Residência na comarca, salvo autorização
60

do tribunal

PODER JUDICIÁRIO

Remoçao, disponibilidade e aposentadoria por
interesse público fundar-se à em decisão da
maioria abs. do respectivo tribunal ou CNJ.
Julgamentos públicos e decisões
fundamentadas, sob pena de nulidade:
– possibilidade da lei limitar a presença em
determinados atos, as próprias partes e seus
advogados, ou somente a estes, nos quais a
preservação do d. a intimidade do interessado
no sigilo não prejudique o interesse público a
informação;
61

PODER JUDICIÁRIO

Decisões adm. motivadas e em sessão
pública, sendo as disciplinares tomadas pelo
voto da maioria abs. dos seus membros;

Tribunais com n. superior a 25 julgadores
poderá ser constituído órgão especial, com
o mínimo de 11 e o máximo de 25 membros
para o exercício das atribuições
administrativas e jurisdicionais
delegadas da competência do tribunal
pleno, provendo-se metade das vagas por
antiguidade e a outra por eleição do pleno;
62

PODER JUDICIÁRIO

Atividade ininterrupta – férias coletivas =
proibição / plantão permanente quando não
houver expediente forense normal

Número de juízes proporcional à efetiva
demanda judicial e à população

Distribuição imediata em todos os graus de
jurisdição.

LC n. 35/79 (lei orgânica da magistratura

63

PODER JUDICIÁRIO

QUINTO CONSTITUCIONAL – Art. 94CF
•1/5

dos lugares dos:
– Tribunais regionais federais
– Tribunais dos Estados, DF e Territórios
Composição :
• Vaga do MP para membros com + de
10 anos de carreira
• Vaga da OAB para advogados com + de
10 anos de atividade profissional, de
notório saber jurídico e reputação
ilibada

64

PODER JUDICIÁRIO

QUINTO CONSTITUCIONAL – Art. 94CF

Cada órgão de representação das respectivas
classes indica lista sextupla.

O tribunal forma lista tríplice e envia ao
poder executivo, que nos 20 dias
subsequentes, escolherá um de seus
integrantes para nomeação.
65

PODER JUDICIÁRIO

GARANTIAS PARA ASSEGURAR A INDEPENDÊNCIA
Vitaliciedade – 1º grau só é adquirida após dois anos de
exercício – a perda do cargo nesse período depende de
deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado, e nos
demais casos, de sentença judicial transitada em julgado
Inamovibilidade, salvo por interesse público, na forma do
art. 93, viii
Irredutibilidade de subsídio, ressalvado o disposto no art.
37, x e xi, art. 39,§ 4º, art. 150, ii, art. 153, iii e § 2º, i.

68

PODER JUDICIÁRIO

GARANTIAS PARA ASSEGURAR A
IMPARCIALIDADE (VEDAÇÕES)

Exercer, ainda em disponibilidade, outro
cargo ou função, salvo uma de magistério;
Receber a qualquer título ou pretexto, custas
ou participação em processo;
Dedicar-se à atividade político-partidária

PODER JUDICIÁRIO

Receber, a qualquer título ou pretexto,
auxílios ou contribuições de p.f , entidades
públicas ou privadas, ressalvadas as exceções
previstas em lei;

Exercer a advocacia no juízo ou tribunal do
qual se afastou, antes de decorridos três anos
do afastamento do cargo por aposentadoria
ou exoneração

PODER JUDICIÁRIO
ESTRUTURA DO PODER JUDICIÁRIO - ART. 92
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – 11
MINISTROS
 Cidadãos c/ + de 35 anos e – de 65
 Notável saber jurídico
 Reputação ilibada
 Nomeação do PRES. REP. depois de
aprovada a escolha pela maioria abs. do
Senado
 COMPETENCIA: 102 CF
 SÚMULA VINCULANTE - 103-A (ofício ou
provocação – voto de 2/3 membros)

ORGANOGRAMA

PODER JUDICIÁRIO
STJ – SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
33 MINISTROS (mínimo)
 Cidadãos c/ + de 35 anos e – de 65
 Notável saber jurídico
 Reputação ilibada
 Nomeação do PRES. REP. depois de aprovada a
escolha pela maioria abs. do Senado, sendo:
- 1/3 juízes dos TRF’s indicados em lista tríplice
pelo Tribunal
- 1/3 desembarg .TJ’s indicados em lista tríplice
pelo Tribunal
- 1/3 em partes iguais dentre advogados e
membros do MPF e MPE, do DF e Territórios,
alternadamente, indicados na forma do art. 94

PODER JUDICIÁRIO

JUSTIÇA FEDERAL


TRF – 107
JUÍZES FEDERAIS
COMPETÊNCIAS – 108 e 109 – interesse da
União
 § 5º do 109 CF – incidente de deslocamento
de competência p/ JF na hipótese de grave
violação aos direitos humanos com finalidade
de assegurar o cumprimento de obrigações
decorrentes de tratados internacionais q. o
Brasil seja signatário (federalização dos

PODER JUDICIÁRIO

JUSTIÇA DO TRABALHO

TST – art. 111-a

TRT – art. 115

Juízes do Trabalho

Competência – art. 114

PODER JUDICIÁRIO

JUSTIÇA ELEITORAL

TSE – art. 119

TER – art. 120

Juízes Eleitorais

Juntas Eleitorais

COMPETENCIAS – LEI 4737/65

PODER JUDICIÁRIO

JUSTIÇA MILITAR

STM – art. 123

TRIBUNAIS - instituídos por lei

JUIZES MILITARES – instituídos por lei

COMPETENCIA – processar e julgar crimes
militares definidos em lei

PODER JUDICIÁRIO

JUSTIÇA ESTADUAL


Tribunal de justiça
Juízes Estaduais
Competência – Constituição Estadual
– efetivo de militares superior a 20 mil, lei
estadual proposta pelo TJ poderá criar a
justiça militar estadual com competência
para processar e julgar militares dos
estados, nos crimes militares definidos em
lei,
e
ações
judiciais
contra
atos
disciplinares militares.

PODER JUDICIÁRIO

CNJ

Lei 11365/06

Remuneração = ministros STJ

Controle atuação adm. e financeira

Controle deveres funcionais

COMPOSIÇÃO= 15 MEMBROS
– 35 anos e menos de 66
– Mandato – 2 anos, admitida uma recondução, sendo:
• 1 ministro do STF indicado pelo respectivo tribunal
• 1 ministro do STJ, indicado ....
• 1 ministro do TST
• 1 desembargador de TJ indicado pelo STF
• 1 juiz estadual indicado pelo STF
• 1 juiz de TRF indicado pelo STJ
• 1 juiz federal indicado pelo STJ
• 1 juiz do TRT indicado pelo TST
• 1 juiz do Trabalho indicado pelo TST
• 1 membro MPU indicado pelo Procurador-geral da República
• 1 membro do MPE escolhido pelo Procurador-geral da
República dentre nomes indicados pelo órgão
• 2 advogados indicados pelo CFOAB
• 2 cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada,
indicados um pela CD e o outro pelo SF

PODER JUDICIÁRIO

FUNÇÕES ESSENCIAIS A JUSTIÇA

Carreiras que provocam a atuação do
poder judiciário (que tem como uma de
suas características a inércia, como
garantia da imparcialidade)

MINISTÉRIO PÚBLICO

PODER JUDICIÁRIO

ADVOCACIA PÚBLICA

AGU – UNIÃO

PGFN – EXECUÇÃO FISCAL

PODER JUDICIÁRIO

ADVOCACIA E DEFENSORIA PÚBLICA

ART. 133