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RESPONSABILIDADE CIVIL

Ato Ilícito
• O ato ilícito, embora seja um fato jurídico,
não será considerado ato jurídico, pois
atenta contra o direito (desta forma,
sempre que você estiver diante da
expressão ato jurídico – estará diante de
um ato lícito.

A Responsabilidade
Civil
• A responsabilidade civil poderá ter origem
em um ato que a princípio é lícito (como,
por exemplo, a contratação de uma
obrigação), mas que no seu
inadimplemento (no seu não cumprimento)
pode gerar a necessidade de indenizar.
• E a responsabilidade civil poderá se
originar pela não observação de
determinadas regras de convívio em
sociedade.

• Portanto, a responsabilidade pode advir de
UM NÃO CUMPRIMENTO CONTRATUAL –
DIZ RESPONSABILIDADE CIVIL
CONTRATUAL OU NEGOCIAL, OU PODERÁ
ADVIR DE UM NÃO RESPEITO A REGRAS
DE CONVÍVIO EM SOCIEDADE – E, NESTE
CASO, DIZ RESPONSABILIDADE CIVIL
EXTRACONTRATUAL OU AQUILIANA. No
Código Civil de 2002, a responsabilidade civil
extracontratual ou aquiliana está baseada em
dois dispositivos legais, quais sejam: o art.
186 – que trata do ato ilícito, e o art. 187 –
que trata do abuso de direito.

O Ato Ilícito e o Abuso
de Direito
O ato ilícito, embora também decorra da vontade do
agente, PRODUZ EFEITO JURÍDICO INVOLUNTÁRIO,
GERA OBRIGAÇÃO DE REPARAR O DANO.
Conforme lição de Flávio Tartuce:
“De início, o ato ilícito é o ato praticado em
desacordo com a ordem jurídica, violando direitos e
causando prejuízos a outrem. Diante da sua
ocorrência, a norma jurídica cria o dever de reparar
o dano, o que justifica o fato de ser o ato ilícito fonte
do direito obrigacional. O ato ilícito é
considerado um fato jurídico em sentido
amplo, uma vez QUE PRODUZ EFEITOS
JURÍDICOS QUE NÃO SÃO DESEJADOS PELO
AGENTE, mas somente aqueles impostos pela
lei”.

• Assim, estaremos no campo dos atos
ilícitos SE O AGENTE, POR AÇÃO OU
OMISSÃO VOLUNTÁRIA, PRATICA ATO
CONTRA O DIREITO, COM OU SEM A
INTENÇÃO MANIFESTA DE PREJUDICAR,
NO ENTANTO OCASIONA O PREJUÍZO,
OCASIONA DANO A OUTREM.
• Observe que para o Direito Civil
existirá interesse no ato ilícito se
houver dano a ser reparado (um dano
a ser indenizado).

Ato Ilícito para o Direito
Civil

• Para o direito civil ATO ILÍCITO É AQUELE
CONTRÁRIO À ORDEM JURÍDICA E LESIVO
AO DIREITO SUBJETIVO INDIVIDUAL,
CRIANDO O DEVER DE REPARAR TAL
PREJUÍZO, seja ele moral ou patrimonial.
Assim está normatizado no artigo 186 do CC:
• Art. 186. Aquele que, por ação ou
omissão voluntária, negligência ou
imprudência, violar direito e causar dano
a outrem, ainda que exclusivamente
moral, comete ato ilícito.

• O art. 186 menciona tanto o dolo como a
culpa (assim considerados no campo penal).
• Quando fala em “ação ou omissão
voluntária” se refere ao dolo – que é a
situação em que o agente quer o resultado
ou assume o risco de produzi-lo.
• A culpa, segundo o art. 186, vem
representada pela expressão “negligência ou
imprudência”.
• Na conduta culposa, há sempre ato
voluntário determinante de um resultado
involuntário.

• A pessoa não previu o resultado,
mas a previsibilidade do evento
existe, isto é, se nós olharmos
objetivamente para o evento
observaremos que o
acontecimento era previsível.

Da Responsabilidade Civil
(arts. 927 a 954).
• Para que uma pessoa seja responsabilizada
civilmente e assim surja o dever de indenizar,
três são os pressupostos que devem estar
presentes, quais sejam:
• a)

FATO LESIVO VOLUNTÁRIO OU
CONDUTA HUMANA, causado
pelo agente por ação ou
omissão, que ocasione dano a
outrem, ainda que
exclusivamente moral.

• NORMALMENTE OCORRE UMA AÇÃO
POSITIVA – OU SEJA, O SUJEITO PRATICA
UMA AÇÃO QUE OCASIONARÁ O DANO.
• Já a omissão é mais trabalhosa para ser
comprovada, uma vez que se precisa
provar que existia um dever de agir e
também que se tivesse ocorrido esta ação,
o dano não se teria concretizado.
• O fato poderá estar relacionado tanto a ato
próprio como a ato de terceiro e que esteja
sob a guarda da pessoa.

• b) OCORRÊNCIA DE UM DANO,
SEJA ELE ¹PATRIMONIAL
(MATERIAL) OU ²MORAL
(EXTRAPATRIMONIAL).
• Não pode haver responsabilidade
civil sem a existência de um
dano, é também necessário que
exista prova, real e concreta,
desta lesão.

Dano Material ou
Patrimonial
• Dano patrimonial (art. 402 do CC): é lesão a
um interesse econômico, interesse
pecuniário. Divide-se em dano emergente e
lucro cessante.
• Dano emergente (art. 402 do CC): são os
prejuízos efetivamente sofridos pela vítima.
É o decréscimo patrimonial.
• Lucro cessante ou lucros frustrados (art.
402 do CC): é o que a vítima deixou de
auferir razoavelmente (certamente). Tudo o
que a vítima deixou de ganhar. Também
chamado de lucro frustrado.

DANO MORAL
• Dano moral é um prejuízo, classificado por
Venosa como aquele "QUE AFETA O
ÂNIMO PSÍQUICO, MORAL E
INTELECTUAL DA VÍTIMA (...);
ABRANGE TAMBÉM OS DIREITOS DE
PERSONALIDADE, DIREITO À IMAGEM,
À HONRA, AO NOME, À PRIVACIDADE,
AO PRÓPRIO CORPO, ETC.",
ENFATIZANDO: "SERÁ MORAL O DANO
QUE OCASIONA UM DISTÚRBIO
ANORMAL NA VIDA DO INDIVÍDUO.”

DANO MORAL
• Representa a LESÃO A DIREITOS
EXTRAPATRIMONIAIS DA PESSOA,
VIOLANDO A HONRA, A DIGNIDADE, A
INTIMIDADE, A IMAGEM OU OUTROS
DIREITOS DA PERSONALIDADE, OU
MESMO DIREITOS FUNDAMENTAIS QUE
PRESERVEM A DIGNIDADE DA PESSOA
HUMANA.

• c) NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O
DANO E O COMPORTAMENTO DO
AGENTE.
• É uma ligação entre a ação e o dano
resultante.
• A causa do dano deve ser o
comportamento do agente. Este nexo
ficará afastado, excluindo a
responsabilidade, por exemplo, se o
evento se deu por culpa exclusiva da
vítima, no chamado estado de
necessidade, na legítima defesa e no caso
fortuito ou força maior.

• O código coloca o Título - Da Responsabilidade
Civil – dentro da Parte Especial, no Direito das
Obrigações, e o divide em dois capítulos: Da
Obrigação de Indenizar (arts. 927 a 943) e Da
Indenização (arts. 944 a 954).
• A responsabilidade civil dirige-se à restauração
de um equilíbrio moral e patrimonial desfeito.
• É a perda ou a diminuição verificada no
patrimônio do lesado ou o dano moral que
desencadeiam a reação legal, movida pela
ilicitude da ação do autor, pela lesão ou pelo
risco.

• Assim, todo aquele que causar dano a outrem
fica obrigado a repará-lo, restabelecendo
assim o equilíbrio rompido.
• É uma espécie de contraprestação.
• Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts.
186 e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo. Parágrafo único.
Haverá obrigação de reparar o dano,
independentemente de culpa, nos casos
especificados em lei, ou quando a
atividade normalmente desenvolvida
pelo autor do dano implicar, por sua
natureza, risco para os direitos de
outrem.

• Dano patrimonial:
• função de indenização;
• função ressarcitória ;
• função de equivalência (restitui ao
“status quo”, art. 947 do CC).
• Dano Moral:
• é objeto de compensação;
• função satisfatória – satisfaz a
vítima e a família.

A Culpa
• A culpabilidade no campo do direito civil
envolve a culpa stricto sensu (ou aquiliana)
e o dolo.
• Não há de se confundir os conceitos de
dolo e de culpa que são bastante distintos,
mas as consequências, no que diz respeito
às indenizações civis, serão as mesmas.
• A indenização baseia-se no dano sofrido,
no entanto a culpa poderá ser analisada.
Veja o que dizem os artigos 944 e 945:

• Art. 944. A indenização mede-se pela
extensão do dano. Parágrafo único. Se
houver excessiva desproporção entre
a gravidade da culpa e o dano, poderá
o juiz reduzir, equitativamente, a
indenização.
• Art. 945. Se a vítima tiver concorrido
culposamente para o evento danoso,
a sua indenização será fixada tendose em conta a gravidade de sua culpa
em confronto com a do autor do dano.

• Pessoa jurídica pode pedir
dano moral (súmula 227 STJ e
art. 5, X, CF).

Dano Moral – Fixação do
Quantum
• I - Função Compensatória
• Extensão do dano – gravidade da lesão (deve-se
olhar o bem jurídico, vida, liberdade, honra ...)
• Condições pessoais da vítima – o dano moral é
presumido, mas cada ser humano tem a sua
individualidade. Deve olhar como era antes e
como ficou depois. Deve aproximar do integral
restituio integro. A condição econômica da
vítima não altera o dano moral. Inf. 324 STJ,
Resp. 951977.

Dano Moral – Fixação do
Quantum
• II - Dano Moral Punitivo (Função Punitiva)
• Condições econômicas do ofensor
• Grau de culpa do ofensor. Valor do
desestímulo, tem efeito inibitório,
educativo.

A Culpa Concorrente
• No artigo 945 aparece a figura da culpa
concorrente, que trará a diminuição dos
efeitos do ato ilícito como consequência.
• “E o que vem a ser a culpa concorrente?”
• A CONCORRÊNCIA DE CULPAS SE DÁ
QUANDO TANTO O AGENTE QUANTO A
VÍTIMA AGEM COM CULPA. A CULPA DA
VÍTIMA ACABA POR DIMINUIR A CULPA DO
AGENTE. PORTANTO, QUANDO A VÍTIMA
TAMBÉM CONCORREU PARA O EVENTO
DANOSO, COM SUA PRÓPRIA CONDUTA,

• é comum a indenização ser concedida
pela metade ou em fração diversa,
dependendo da contribuição da vítima.
Pois como ambas as partes cooperaram
para o evento, não seria justo que uma
só respondesse pelos prejuízos.
• Mas atenção! Quando ocorre culpa

exclusiva da vítima não há de
se falar em indenização, porque,
aqui, a outra parte não contribuiu para
o evento danoso.

Culpa Concorrente
É dever da concessionária de
transporte ferroviário disponibilizar
aos pedestres um caminho seguro
para transpor a linha de trem,
inclusive
fechando
acessos
clandestinos,
mas,
existindo
passarela de travessia próxima a
local onde ocorreu atropelamento, é
de ser reconhecida a culpa
concorrente da vítima. A conclusão é
da 4ª turma do STJ, ao dar parcial
provimento ao recurso especial de
pai e irmãs de vítima de acidente
para reconhecer o direito à
indenização, porém reduzindo à
metade o valor a ser pago.

Culpa Concorrente
Ementa: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ACIDENTE
DE TRÂNSITO. MOTORISTA. CONVERSÃO
ABRUPTA.
IMPRUDÊNCIA. MOTOCICLISTA. CAPACETE.
AUSÊNCIA. CULPA CONCORRENTE. DANO
MATERIAL E MORAL. COMPROVAÇÃO.
REPARAÇÃO. IMPOSIÇÃO. IMPROCEDÊNCIA.
REFORMA. I A juntada de procuração por advogado
sem poder específico para receber citação não
configura o comparecimento espontâneo do réu.
Precedentes do STJ. PRELIMINAR REJEITADA. II Há
caracterização da culpa concorrente quando o
condutor de veículo faz conversão abrupta, sem
observar, com a devida cautela, o fluxo de veículos da
via na qual pretende prosseguir, vindo a colidir com
condutor de motocicleta que a conduz sem
equipamento de segurança obrigatório. III Evidenciada
a ocorrência de dano material e moral, sendo, no
último caso, in re ipsa, imperiosa é a condenação do
apelado à sua restituição, respeitando a sua cota de
responsabilidade e os valores já
despendidos.TJ/BA/2012.

Culpa Exclusiva da
Vítima

Exclui o nexo
causal. A conduta
que gerou o dano
decorre da própria
vítima (Inf. 327
STJ).
O surfista de trem
não tem direito à
indenização.

Responsabilidade Civil
Objetiva e Subjetiva
• Quando se tem a culpa como
elemento necessário para a
caracterização do dever de
indenizar, estaremos diante da
RESPONSABILIDADE
SUBJETIVA – esta depende da
culpa do agente causador do
dano.

• O contrário também foi previsto
no nosso ordenamento jurídico.
• Existem várias situações para as
quais o ordenamento dispensa a
culpa para o dever de indenizar,
bastando ¹o dano, ²a autoria
e ³o nexo causal, o que se
DENOMINA
RESPONSABILIDADE
OBJETIVA.

A TEORIA DO RISCO
• O parágrafo único do art. 927 é
taxativo quando diz que haverá casos
onde não se cogita a culpa do agente,
são hipóteses em que o dano é
reparável mesmo sem o fundamento
da culpa (responsabilidade objetiva),
BASEANDO-SE SIMPLESMENTE NO
RISCO OBJETIVAMENTE
CONSIDERADO.

• Art. 927. Parágrafo único. Haverá obrigação
de reparar o dano, independentemente de
culpa, nos ¹casos especificados em lei, ou
²quando a atividade normalmente
desenvolvida pelo autor do dano implicar,
por sua natureza, risco para os direitos de
outrem.

• São duas as situações da chamada
responsabilidade objetiva:
• ¹Casos especificados em lei
• ²Atividade que por sua natureza implique
risco ao direito de outro.

Teoria do Risco
• A realização de uma atividade econômica,
muitas vezes, causa dano. O DANO
CAUSADO DEVERÁ SER INDENIZADO,
INDEPENDENTE DE CULPA OU ATO ILÍCITO.
A indenização será devida pelo fato de o
agente ter causado um dano injusto no
exercício de atividade de risco. Substituise a ideia de liberdade por solidariedade.
Traz a ideia de cidadania. Onde há dano,
há indenização.

• Neste caso, de responsabilidade sem culpa, é
preciso esclarecer que o perigo deve resultar do
exercício da atividade e não do comportamento
do agente.
• A atividade é lícita, mas causa perigo a outrem.
• O artigo 927, § único, CC é uma cláusula geral de
risco. Será considerada atividade de risco,
aquelas que têm danosidade excessiva. SÃO
ATIVIDADES MAIS PERIGOSAS QUE AS DEMAIS.
TEM POTENCIALIDADE LESIVA MAIS AMPLA QUE
AS OUTRAS. ELA É INTRINSECAMENTE PERIGOSA.
EX: DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEL,
ATIVIDADES TÓXICAS, EXPLOSIVAS.
• Outro exemplo: transporte de valores.

Atividade de risco, como a mineração,
gera por sua natureza, a
responsabilidade civil, nos termos do
parágrafo único do artigo 927 do Código
Civil, que dispõe que haverá obrigação
de reparar o dano, independentemente
de culpa, nos casos especificados em lei,
ou quando a atividade normalmente
desenvolvida pelo autor do dano implicar,
por sua natureza, risco para os direitos
de outrem.
Ocorre que especificamente, sobre a
responsabilidade civil ambiental, o
artigo 14º § 1º da Lei da Política Nacional
do Meio Ambiente (lei nº 6.938/81), prevê
que o poluidor é obrigado,
independentemente da existência de
culpa, a indenizar ou reparar os danos
causados ao meio ambiente e a
terceiros, afetados por sua atividade.

• Ementa: EMENTA. "RECURSO DE
REVISTA. ASSALTO A POSTO DECOMBUSTÍVE
L. FRENTISTA. ATIVIDADE DE RISCO.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. A
jurisprudência desta Corte tem admitido a
aplicação da teoria da responsabilidade civil
objetiva do empregador, prevista no art. 927,
parágrafo único, do Código Civil, nos casos em
que a própria dinâmica laborativa traz risco
proeminente aos obreiros, como é a hipótese
dos autos, porquanto o frentista deposto de
gasolina está mais suscetível de
sofrer assaltos do que trabalhador comum.
TST - RECURSO DE REVISTA RR
8582120115120023.Data de publicação:
01/07/2015

• Ementa: APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO
DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E
MORAIS. FURTO DE VEÍCULO EM
ESTACIONAMENTO DE POSTO DE GASOLINA. INTERESSE
ECONOMICO DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL. DEVER DE
INDENIZAR CONFIGURADO. SENTENÇA MANTIDA. O
estabelecimento comercial que oferece estacionamento a
seus clientes passa a responder pelos danos causados aos
consumidores que nele estacionam seus veículos, haja vista os
deveres de guarda e vigilância. A matéria, inclusive, foi
sumulada pelo Superior Tribunal de Justiça, através do
enunciado nº 130, que assim estabelece: "A empresa responde,
perante o cliente, pela reparação de dano ou furto de veículo,
ocorrido em seu estabelecimento". A responsabilidade
do posto de combustível demandado é objetiva, nos termos do
artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor. Portanto,
independentemente da constatação de culpa, o comerciante
tem o dever de ressarcir os prejuízos experimentados pelo
consumidor/autor. APELAÇÃO DESPROVIDA. (Apelação Cível Nº
70060194099, Sexta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Giovanni Conti, Julgado em 10/07/2014)

Responsabilidade Civil Pelo
Fato de Terceiro (art. 932, I
e II; 933 CC)
• O terceiro responde quando houver relação
de subordinação.
• Art. 932, III, do CC: responsabilidade do
patrão por fato do empregado. Neste caso,
pode haver litisconsórsio passivo
facultativo.

Responsabilidade
objetiva pelo fato da
coisa

• Se o cão ataca pessoa (art. 936
do CC) haverá responsabilidade
civil, que será elidida se for
provada culpa da vítima, força
maior ou fato de terceiro (causas
de exclusão do nexo causal).

Responsabilidade
objetiva pelo fato da
coisa

• Art. 938 CC: responsabilidade pela
queda de coisas. Se o imóvel for
alugado quem responde é o inquilino,
já que o referido artigo fala em
“quem habitar”. Na ação ajuizada
contra o condomínio, não se discute
culpa, só depois, os condôminos
entre si, discutirão culpa.

Causas Excludentes de
Responsabilidade Civil
• As causas excludentes de
responsabilidade civil são
situações que, ao ocorrer,
tendo como resultado um
dano, não geram, contra o
agente, pretensões
indenizatórias.

• As causas excludentes da
responsabilidade civil atacam diretamente
os elementos da responsabilidade civil,
fazendo-a inexistir. Ocorre sempre que há
um fato externo, que leva a ocorrer algo
que, mesmo diante de ação do agente,
não se originou de sua própria vontade, ou
seja, não foi espontânea, não nasceu de
sua autodeterminação.
• São as causas que excluem a
responsabilidade civil quatro, sendo estas:

• 1) Estado de necessidade;
• 2) legítima defesa;
• 3) exercício regular de direito
• 4) estrito cumprimento do
dever legal;
• 5) caso fortuito e força maior;
• 6) culpa exclusiva da vítima;
• 7) fato de terceiro.

• As causas que se encontram numeradas de
1 a 4 são hipóteses de exclusão da
ilicitude, enquanto as três últimas
constituem exclusão do nexo causal.