Previdência Complementar

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Lívia Loureiro

Previdência Complementar
 O que e previdência complementar ?

A previdência complementar consiste basicamente na manutenção de seus rendimentos mensais após a aposentadoria obrigatória pela previdência social.  Que controla ? Conselho de Gestão da Previdência Complementar Conselho de Gestão da Previdência Complementar - CGPC: órgão responsável pela regulação das atividades das entidades fechadas de previdência complementar, funcionando ainda como órgão recursal, responsável pela apreciação de recursos interpostos contra decisões da SPC, versando sobre penalidades administrativas. O CGPC é composto por Governo (Ministérios da Previdência, Fazenda e Planejamento), pelos fundos de pensão, pelos participantes e assistidos e pelos patrocinadores e instituidores de planos de previdência.
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 Como funciona?

A previdência complementar funciona de forma simples: durante o período em que está trabalhando, você paga um pouco por mês, de acordo com sua disponibilidade, acumulando assim um saldo que sera recebido mensalmente quando você se aposentar. Quanto e quando receber, é você quem decide.
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Salários x Benefícios da Previdência Social

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PGBL
 O que é?

O PGBL - Plano Gerador de Benefício Livre - é um produto de Previdência Complementar que visa à acumulação de recursos e a transformação destes em uma renda futura.  Como funciona? Periodicamente o cliente faz depósitos no plano que são que são aplicados em um FIC (Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento Especialmente Constituídos). O dinheiro vai rendendo ao longo do tempo e assim forma a reserva do cliente.
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 O benefício pode ser recebido em uma única parcela

ou em parcelas mensais quando o cliente chegar o idade para se aposentar escolhida, data que não precisa coincidir com a idade da aposentadoria pelo INSS.  Os recursos podem ser resgatados a qualquer momento, respeitando-se o prazo de carência.Porém se for sacado num curto prazo, a tributação torna-se excessiva e a pessoa provavelmente terá perdas.  Neste caso, e também no momento do recebimento da renda, haverá incidência de Imposto de Renda sobre o total resgatado, conforme legislação vigente e opção de tributação escolhida pelo cliente.
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VGBL
 Desenvolvido com base no PGBL, o VGBL (Vida

Gerador de Benefício Livre) é um seguro de vida que garante cobertura em caso de sobrevivência, funcionando, portanto, como um plano de previdência.  Como no PGBL, o cliente realiza depósitos periódicos, aplicados em um FIC, que vão rendendo ao longo do tempo, formando uma reserva.  O benefício pode ser recebido em uma parcela única ou em quantias mensais na idade escolhida pelo cliente que não precisa coincidir com a idade de aposentadoria pelo INSS.
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 No VGBL a tributação incide somente sobre o ganho

das aplicações financeiras, ou seja, o rendimento do plano (conforme legislação vigente e opção de tributação escolhida pelo cliente).  O VGBL é mais indicado para quem faz declaração simplificada ou não é tributado na fonte, como os autônomos.  É uma ótima opção para investidores que já excederam o limite de dedução do imposto em um plano de previdência complementar, como o PGBL, mas querem investir mais no seu futuro financeiro.
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PGBL x VGBL: Vantagens e Malefícios
 São planos previdenciários que permitem que você

acumule recursos por um prazo contratado. Durante esse período, o dinheiro depositado vai sendo investido e rentabilizado pela seguradora escolhida por você, com a finalidade única de garantir uma aposentadoria futura para o aplicador.  Tanto no PGBL como no VGBL, o contratante passa por duas fases: o período de investimento e o período de benefício.  Em ambos os planos o contratante escolhe qual a forma que vai receber o benefício.
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 O grande problema é que a maioria das pessoas

fazem tais planos de previdência iludidos por duas promessas bancárias: no caso do PGBL o abatimento do valor investido na Declaração de Imposto de renda. Já o VGBL a promessa gira em torno de uma rentabilidade maior do que um fundo de investimento normal.  Como em qualquer tipo de aplicação é impossível prever quanto será a rentabilidade de um ou de outro, mas a constatação é a seguinte: ao retirar o dinheiro nos dois casos existem perdas.
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 No caso do PGBL, existe a possibilidade de

abatimento do valor que está sendo investido na Declaração de Ajuste anual, mas sob um limite máximo de 12% do rendimento bruto anual do contribuinte. Assim, poderá reduzir o valor do imposto a pagar ou aumentar sua restituição de IR (desde que o cliente também contribua para a Previdência Social - INSS ou regime próprio).  Não é possível deduzir do IR o total investido no PGBL. Ao perceber isso, o contribuinte começa a sacar o dinheiro em parcelas mensais, e para não pagar imposto realiza o saque até o limite de isenção, o que é um erro.

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 O VGBL não tem nenhuma vantagem de dedução

durante a fase de acumulação (ou seja, a fase em que ainda está aplicando no plano), a vantagem se dá no momento do resgate. Porque no VGBL o imposto incide apenas sobre os rendimentos obtidos e não sobre o valor total acumulado, como acontece no PGBL.  Somente aparece no extrato o valor aplicado, visto que a rentabilidade será tributada exclusivamente na fonte quando do saque, e o valor aplicado constará na declaração de bens, ao contrário do PGBL.
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 Para quem faz declaração simplificada ou não é

tributado na fonte, como autônomos, o VGBL é ideal. Ele é indicado também para quem deseja diversificar seus investimentos ou para quem deseja aplicar mais de 12% de sua renda bruta em previdência. Isto porque, em um VGBL, a tributação acontece apenas sobre o ganho de capital.  Nada impede que uma pessoa tenha um PGBL e um VGBL. Ou dois planos de cada.  Ambos devem ser encarados exclusivamente como um plano de aposentadoria. Se forem empregados como investimentos, somente ocasionarão perdas financeiras e transtornos aos aplicadores. 13

Opções de Tributações
Os planos contratados a partir de janeiro de 2005 contam com duas opções de tributação:
 IR com Ajuste na Declaração Anual  IR Definitivo com Alíquota Regressiva.  A diferença entre as duas está na forma de

incidência do imposto na hora do resgate dos recursos ou do recebimento do benefício.
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IR com Ajuste na Declaração Anual
 Na opção de tributação "IR com Ajuste na Declaração Anual",

será retida na fonte a taxa única de 15% sobre qualquer resgate e o cliente ficará responsável pelo ajuste na declaração anual do imposto de renda, de acordo com a tabela progressiva. No momento do recebimento das rendas, as regras de tributação serão de acordo com a tabela progressiva do IR.

Ver tabela:
Valor do Benefício/Renda Abaixo de R$ 1.313,69 De 1.313,70 até R$ 2.625,12 Acima de R$ 2.625,12
FONTE: http://www.brasilprev.com.br/institucional/entenda/ap_previdenciac.asp

Imposto na Fonte 0% 15,0% 27,5%
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IR Definitivo com Alíquota Regressiva
 Nesta, tempo do valor da contribuição ao plano

determina a porcentagem do imposto retido na fonte no momento do resgate ou do recebimento de benefícios, conforme a tabela abaixo:
Tempo de contribuição ao plano Até 2 anos De 2 a 4 anos De 4 a 6 anos De 6 a 8 anos De 8 a 10 anos Acima de 10 anos
FONTE: http://www.brasilprev.com.br/institucional/entenda/ap_previdenciac.asp

Porcentagem de imposto retido na fonte 35% 30% 25% 20% 15% 10%
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IR Definitivo com Alíquota Regressiva (alíquota sobre resgates e rendas)*

IR com Ajuste na Declaração Anual (alíquota sobre resgates)**

Até 2 anos De 2 a 4 anos De 4 a 6 anos De 6 a 8 anos De 8 a 10 anos Acima de 10 anos

35% 30% 25% 20% 15% 10% 15% na fonte + ajuste anual na declaração de IR de acordo com a Tabela Progressiva

FONTE: http://www.brasilprev.com.br/institucional/entenda/ap_previdenciac.asp

* no caso da tributação "IR Definitivo com Alíquota Regressiva", toda a incidência de imposto será na fonte. **no caso da tributação "IR com Ajuste na Declaração Anual", a tributação sobre as rendas será feita de acordo com a tabela progressiva do IR.

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Instituições Abertas e Fechadas
 Os planos de previdência complementar são

oferecidos tanto por Entidades Fechadas como por Entidades Abertas.  Entidades fechadas de previdência complementar São Fundações ou Sociedades Civis, sem fins lucrativos, que administram programas previdenciários dos funcionários e seus dependentes, de uma única empresa ou de empresas pertencentes a um mesmo grupo econômico.

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Entidades fechadas de previdência complementar
 As empresas que optam por ter um fundo fechado ou

fundo de pensão são responsáveis por toda a administração do plano, o que inclui a presença de profissionais treinados no assunto, contabilidade apropriada, aconselhamento jurídico, entre outros.  Nesse caso a empresa é a patrocinadora do plano e, em geral, também faz contribuições em nome de seus funcionários.  Os planos devem ser oferecidos a todos os colaboradores e só podem ser adquiridos por pessoas que tenham vínculo empregatício com a empresa patrocinadora
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Entidades fechadas de previdência complementar
 Outro tipo de fundo fechado é o

multipatrocinado, ou seja, uma entidade fechada que agrupa diversas empresas independentes entre si, minimizando os custos operacionais, uma vez que estes são partilhados entre as empresas patrocinadoras.  As entidades fechadas estão vinculadas ao Ministério da Previdência Social.
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Entidades abertas de previdência complementar
 São empresas constituídas especificamente para

atuar no ramo de previdência complementar e também as seguradoras autorizadas a operar neste sistema.  Os planos podem ser adquiridos por qualquer pessoa física e, no caso dos planos empresariais, estes podem ser constituídos para empresas de um mesmo grupo econômico ou independentes entre si, não havendo a necessidade de que todos os colaboradores participem.  Essas entidades estão vinculadas ao Ministério da Fazenda e são fiscalizadas pela SUSEP, órgão do governo que recebe mensalmente relatórios oficiais das entidades para apuração de todos os valores e aplicações dos participantes, verificando o cumprimento da legislação. 21

As diferenças entre as previdências fechada e aberta
 Uma entidade fechada de previdência complementar

é uma instituição sem fins lucrativos que administra os planos de previdência de uma determinada sociedade, chamada de patrocinadora, normalmente uma empresa pública ou privada, pelos chamados fundos de pensão. O que a caracteriza como "entidade fechada" é o fato de atender exclusivamente aos empregados de suas patrocinadoras.  Já uma entidade aberta de previdência complementar pode ter fins lucrativos e o objetivo principal é administrar planos de previdência de qualquer pessoa. Essas são as instituições privadas, normalmente ligadas a seguradoras.

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Quanto rende?
 A aplicação renderá conforme a modalidade do fundo escolhido

no início do investimento, descontadas as taxas, como a de carregamento e a de administração. A escolha da categoria depende do grau de risco que vocë quer correr.  Existem os fundos de renda fixa tradicionais, indexados ao câmbio, balanceados, renda fixa multi-índices e multimercados, dentre outros.  Fundo de renda fixa, o dinheiro renderá basicamente os juros do governo (taxa Selic), descontados os encargos. No renda fixa tradicional, o administrador só incluirá títulos prefixados ou pós-fixados, do governo ou privados, não podendo investir em dólar, bolsa ou outros mercados, como no multimercado, por exemplo.  Fundo cambial, renderá a variação do dólar, menos as taxas. Cada modalidade limita a ação dos gestores. 23