Desenvolvimento

psicomotor na
Primeira infância

Desenvolvimento Psicomotor na
Primeira Infância

    A primeira infância corresponde dos 0 
aos 6 anos de idade e este é um período 
crucial na vida da criança, pois tudo que 
está relacionado ao seu desenvolvimento 
físico, emocional e social se inicia nesta 
fase. 

Desenvolvimento Psicomotor na
Primeira Infância

     O  desenvolvimento  neste  período  depende 
das  oportunidades  que  lhes  forem  oferecidas, 
aonde o indivíduo vai se constituindo como ser 
humano,  portanto,  é  imprescindível  valorizar 
todos os estímulos possíveis, inclusive o motor 
para  que  as  crianças  construam  tais 
habilidades desde os primeiros meses de vida e 
que  serão  fundamentais  para  um  crescimento 
saudável.

  maiores  são  as  chances  de  se  tornarem  indivíduos seguros e confiantes consigo mesmos.  Psicólogos  têm afirmado que nosso sucesso ou fracasso enquanto  adultos está ligado às nossas experiências que tivemos  nesta  idade  e  quanto  mais  correspondermos  com  as  necessidades básicas das crianças na idade dos 0 aos  6  anos.  posteriormente  se  refletirão  na  vida  adulta.Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância       Certamente  todas  as  vivências  positivas  que  a  criança  obtiver  nos  primeiros  anos  da  infância. .

  o  corpo  como  forma  de  movimento  e  expressão.  . pois ele deve e pode fazer um  trabalho que vise à linguagem corporal. ou  seja.Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância  O  professor    tem  um  papel  complementar  no  que  diz  respeito  ao  aspecto  motor  de  seus alunos.

.  possam  refletir  as  necessidades  e  os  interesses  das  crianças.  Apenas  assim  poderemos  estruturar  experiências  desenvolvimentistas  que.  respeitando  o  nível  de  habilidade  delas.  suas  limitações  e  seus  potenciais.Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância  Os  responsáveis  pelas  crianças  devem  compreender  as  características  desenvolvimentistas  dos  pré-escolares.  de  fato.

  tornando o programa eficaz.Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância  O professor e outros adultos que convivem com a criança  certamente  serão  os  mediadores  de  suas  relações  que  beneficiarão  ou  não  o  seu  crescimento  sadio. A motivação. privilegiando a criança como  um ser ativo em nosso mundo.  O  adulto  tem um papel comprometedor e precisa ter clareza sobre  como  intervir  no  seu  processo  de  desenvolvimento  de  modo a contribuir com o mesmo. as fases do desenvolvimento  e  o  engajamento  do  adulto  precisam  estar  integrados.  . De nada adianta aplicar  programas  e  tarefas  se  estas  não  tiverem  em  sintonia  com a criança.

  abrangendo  o  seu  desenvolvimento  de  forma  global  e  unificando  todas as áreas desde o social até o motor.  se  é  capaz  de  desenvolver  programas  de  acordo  com  a  mesma. No  momento  em  que  se  reconhece  a  importância  desta  idade.Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância  Valorizar a primeira infância e todos que fazem  parte dela é o primeiro passo a ser tomado. .  sendo  tudo  voltado  a  ela.  tendo  a  criança  como  centro  de  interesse.

  Essas  práticas  necessitam  levar  em  conta  o  contexto  social  e  cultural  em  que  as  crianças  e  suas  famílias  estão  inseridas  (Revista Criança. 2006). .Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância       Os profissionais que atuam com crianças de  0  a  6  anos  necessitam  desenvolver  práticas  educativas que considerem todas as dimensões  e  competências  humanas  potencializadas  nas  crianças.

.Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância       É  um  momento  na  vida  da  criança  que  demanda ainda um ambiente seguro.  a  criança  acaba  dependendo  deste  espaço  como  forma  quase  única de ser educada e preparada para a vida.  pois  nos  dias  atuais  em que as famílias têm cada vez mais atribuições  no  campo  profissional. acolhedor e  afetivo.  onde  possa  desenvolver-se  plenamente  e  de  forma  promissora.  A  escola  tem  sido  um  desses  principais  ambientes.

  A  responsabilidade  passa  a  ser  muito  mais  dos  profissionais  que  nela  atuam  do  que  propriamente  da  família  na  qual  está  inserida. que estão intimamente relacionados no contexto  da  educação  infantil.Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância      Justamente por haver esta mudança na vida familiar  no sentido de ter cada vez menos tempo para a criança  é que a escola acaba assumindo a função do educar e  cuidar. existe uma preocupação ainda maior que está  relacionada  aos  vínculos  que  estabelecemos  com  a  criança desde bebê. .  No  entanto.

 p. “O professor deverá ser o  incentivador  no  processo  educativo  da  criança. 13).  pois  o  período em que estará com ela é de suma importância  para o desenvolvimento de sua mente e do seu corpo”  (Miranda.Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância       É inquestionável a relação entre criança e educação  e  que  esta  interligação  torna  indispensável  e  indissociável  o  aprendizado  que  é  conferido  a  ela. . conferindolhe tudo que realmente for significativo.  unificando todas as áreas de conhecimento. ampliando suas  relações consigo e o mundo. 2008.

.Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância      A primeira infância dentro do contexto  escolar está implicada no olhar  diferenciado e único que lhe é conferido e  este tem sido um grande instrumento no  sentido de atender as particularidades do  aluno que tão logo surgem nos primeiros  anos da infância.

 subir. 15). p. pular.  “Ao  movimentarem-se  as  crianças  expressam  sentimentos. descer.  1998.  emoções e pensamentos. E acima de tudo. Elas precisam  correr. engatinhar. rolar.Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância       Desta  forma.  o  professor    pode  sim  desenvolver  nas  crianças  as  habilidades  motoras. conhecer o próprio corpo e  as  possibilidades  de  vivências  que  ele  oferece. ampliando as possibilidades do  uso significado de gestos e posturas corporais” (BRASIL. saltar.  além  das  demais  práticas que costumam ser desenvolvidas. . tocar e  ser tocada.

  para  que  se  sinta  encorajada  a  explorá-los.  contendo  diversos  obstáculos  e  materiais  e  ao  mesmo  tempo.  quanto  mais  o  professor  incentivar  o  movimento.  os  espaços  devem  ser  desafiadores.  maior  será  o  aprendizado  de  cada  um  sobre  si  mesmo  e  o  desenvolvimento  da  capacidade  de  expressão.Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância       Portanto. .  Além  disso.  devem  oferecer  segurança  à  criança.  E  isto deve ser feito desde a mais tenra idade.

Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância      O bebê desde cedo precisa participar de  atividades que ampliem o repertório  corporal para que percorra um caminho de  gradativo controle dos movimentos até  conseguir se levantar e andar. Aos poucos. .  ele passa a ter consciência dos limites do  corpo e da consequência de seus  movimentos.

Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância       No  contexto  infantil  a  atuação  do  professor  num  primeiro  momento  está  vinculada  no  envolvimento  afetivo  com  a  criança  pequena.  onde  esta  precisa  se  sentir confiante e acolhida. . Partindo deste vínculo é que  posteriormente as propostas pedagógicas transcorrerão  normalmente  sem  imposições.  A  criança  sem  se  dar  conta  participa  de  todos  os  momentos  da  rotina  e  logo  percebe estar inserida no grupo. O olhar diferenciado e  a  confiança  transmitida  pelo  educador  são  essenciais  para o desenvolvimento e segurança da criança.

Assim.  pois  a  aprendizagem  é  uma  troca  que  transforma e acrescenta suas vidas. a atuação do professor está no comprometimento  com  a  criança  em  todos  os  seus  aspectos  para  que  ela  cresça  feliz  consigo  e  os  demais  indivíduos. et al (1999) a base que sustenta as  aprendizagens  na  escola  infantil  é  a  relação  que  se  cria  entre a criança e a professora.Desenvolvimento Psicomotor na Primeira Infância   Segundo Bassedas.  Para  isto  o  relacionamento  entre  ambos  deve  se  estabelecer  de  forma positiva onde um depende do outro e um aprende  com  o  outro. .

A avaliação como instrumento diagnóstico do Processo de Aprendizagem  O  ato  de  avaliar  implica  na  coleta.  Esta  tomada  de  decisão  é  o  posicionamento a favor ou contra.  na  análise  e  na  síntese  dos  dados  que  configuram  o  objeto  da  avaliação.  O  valor.  ou.  .  a  qualidade  atribuídos ao objeto conduz a uma tomada de posição a  seu  favor  ou  contra  ele.  que  se  processa  a  partir  da  comparação  da  configuração  do  objeto  avaliado  com  um  determinado  padrão  de  qualidade  previamente  estabelecido  para  aquele  tipo  de  objeto. acrescido de uma atribuição de    valor ou de  qualidade.

  A  verificação  é  uma  ação  que  “congela”  o  objeto. .  envolve  um  ato  que  ultrapassa  a  obtenção  da  configuração  do  objeto.  a  avaliação.A avaliação como instrumento diagnóstico do Processo de Aprendizagem   Segundo  Luckesi  (2002).  a  avaliação.  por  sua  vez.  direciona  o  objeto numa trilha dinâmica da ação.  diferentemente  da  verificação. A avaliação da aprendizagem não se constitui  matéria pronta e acabada.  exigindo  decisão  do  que  fazer  com  ele.

  fazendo  parte  da  rotina  escolar.A avaliação como instrumento diagnóstico do Processo de Aprendizagem  Segundo  Haydt  (2000)  faz  parte  do  trabalho  docente  verificar  e  julgar  o  rendimento  dos  alunos. .  a  avaliação  está  sempre  presente  na  sala  de  aula.  daí  ser  responsabilidade  do  professor  aperfeiçoar  suas técnicas.  avaliando  os  resultados  do  ensino.

  na  seleção  e  aplicação  de  suas  metodologias.  bem  como  no  diagnóstico  da  realidade  social. .A avaliação como instrumento diagnóstico do Processo de Aprendizagem  Haydt  (2000)  defende  que  a  avaliação  deve  ser  compreendida  como  um  processo  dinâmico  de  permanente  interação  entre  educador  e  educando  no  apontamento  e  no  desenvolvimento  de  conteúdos  de  ensino  aprendizagem. visando a mudança comportamental educando e  do seu compromisso com a sociedade.

  enriquece  e  diversifica  seus  esquemas  de  conhecimento  a  respeito  dos  diferentes  conteúdos  escolares  a  partir  do  significado  e  do  sentido  que  pode  atribuir  a  esses  conteúdos e ao próprio fato de aprendê-lo.  modifica.  pois  o  que  o  aluno  demonstrou  não  compreender  hoje.  poderá  ser  compreendido  amanhã.  Aprender  é  um  processo  ativo  pelo  qual  o  aluno  constrói. .A avaliação como instrumento diagnóstico do Processo de Aprendizagem  Os  dados  que  o  professor  vai  obtendo  por  meio  da  avaliação  são  sempre  provisórios.

  como  é  o  caso da aprendizagem.A avaliação como instrumento diagnóstico do Processo de Aprendizagem  A avaliação  também  conduz  a  uma  tomada  de  decisão.  o  que  significa  obrigatoriamente uma tomada de posição sobre  o  objeto  avaliado. .  por  sua  constituição.  desemboca  num  posicionamento  de  não-diferença.  e  uma  tomada  de  decisão  quando  se  trata  de  um  processo.  O  julgamento  de  valor.

 que teria função de possibilitar uma  nova tomada de decisão sobre o objeto avaliado. .  Essas  classificações  são  determinadas  em  números  que  somadas  ou  divididas  tornam-se  médias. passa  a ter uma função estática de classificar um objeto a um  ser  humano  histórico  num  padrão  definitivamente  determinado.A avaliação como instrumento diagnóstico do Processo de Aprendizagem  A  atual  prática  da  avaliação  escolar  tem  como  função  classificar  e  não  diagnosticar  como  deveria  ser.  O  julgamento de valor.

 mas  sim amorosa. dinâmica e construtiva. inclusiva. que ameaça e submete a todos. .A avaliação como instrumento diagnóstico do Processo de Aprendizagem  Luckesi  (2002)  afirma  que  a  avaliação  é  um  recurso  pedagógico  útil  e  necessário  para  auxiliar  cada  educador  e  cada  educando  na  busca  e  na  construção  de  si  mesmos  e  dos  seus  melhores  modos  de  ser  na  vida.  Ela  não  pode  ser  vista  como  sendo  a  tirana  da  pratica  educativa.

  necessitamos  entender  não  somente  toda  a  organização  do  SN  e  sua  Neurofisiologia.  além  de  termos  que  compreender  os  processos epistemológicos no homem.  os  processos  de  memória. . abordar a  teoria  ou  as  teorias  de  conhecimento  humano.NEUROFISIOLOGIA DA APRENDIZAGEM  Para  entendermos  como  se  processa  a  aprendizagem.  como  também  mecanismos  neuroquímicos.  para  podermos  entender  a  aprendizagem  no  seu  mais  alto  grau de evolução: a atividade nervosa superior humana. isto é.

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  pensamentos.  sensação de desconhecido.  sua  boca  ficou  cheia de água.  vontade  de  comer.   Vendo  as  imagens.  Isso  é  coordenado  pelo  Sistema  Nervoso.  integrado  a  diversos órgãos do seu corpo.   .  você  recebeu  estímulos  que  provocaram  sensações.  Na  primeira  você  pode  ter  sentido  fome.  horror.  E  na  segunda  provavelmente  medo.NEUROFISIOLOGIA DA APRENDIZAGEM    As  duas  fotos  produzem  sensações  diversas?  Provavelmente  sim.

NEUROFISIOLOGIA DA APRENDIZAGEM .

  para  entendermos  melhor.  é  onde  ficam  nossas  memórias e ocorre todo tipo de estímulo sensitivo.        .NEUROFISIOLOGIA DA APRENDIZAGEM Embora  exista apenas um sistema  nervoso.  ele  pode  ser  separado  didaticamente em duas partes:   SISTEMA NERVOSO CENTRAL: - encéfalo                                                         -medula espinhal   É no sistema nervoso central que ocorrem nossos  pensamentos  e  emoções.

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   .  Os  nervos  conectam  as  partes  do corpo com o sistema nervoso central.NEUROFISIOLOGIA DA APRENDIZAGEM SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO:  Tecido Nervoso  O  Sistema  Nervoso  Periférico  está  formado  por  nervos  e  gânglios  localizados  fora  do  sistema  nervoso  central.

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  da  fome  .NEUROFISIOLOGIA DA APRENDIZAGEM  Há  outras  divisões  do  encéfalo  em  regiões  responsáveis  pelo  controle  da  temperatura  corporal.  da  sede.  pelo  comportamento  emocional. memória e aprendizado.  .

• Pensamento • Movimento voluntário • Linguagem • Julgamento • Percepção • Movimento • Equilíbrio • Postura PONTE. MEDULA E BULBO (TRONCO DO ENCÉFALO): • Respiração • Ritmo dos batimentos cardíacos • Pressão Arterial .

 Mas.  que.  ele  é  capaz  de  se  conectar  com  todas  as  partes  do  corpo.  e.NEUROFISIOLOGIA DA APRENDIZAGEM  O  Sistema  Nervoso  desempenha  inúmeras  tarefas. como essa conexão é feita?  .  através  dos  impulsos  elétricos  que  ocorrem  entre  seus  bilhões  de  neurônios.

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  .NEUROFISIOLOGIA DA APRENDIZAGEM  O lugar onde os axônios de um neurônio  e os dendritos do outro se comunicam é  denominado SINAPSE.

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  .  em que as mensagens tem a forma  de sinais químicos e elétricos.NEUROFISIOLOGIA DA APRENDIZAGEM  O  Sistema  Nervoso  funciona  como  uma grande rede de comunicações.

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NEUROFISIOLOGIA DA
APRENDIZAGEM

Segundo Fonseca (1995, 70): 
Dificuldades  de aprendizagem (DA)  é  um  termo geral que se refere a um 
grupo  heterogêneo  de  desordens,  manifestadas  por  dificuldades 
significativas  na  aquisição  e  utilização  da  compreensão  auditiva,  da  fala, 
da leitura, da escrita e do raciocínio matemático.
Mas a aprendizagem não se restringe apenas as dependências escolares, 
os  fatores  exógenos  são  de  fundamental  importância  neste  contexto 
educacional,  pois  diz  respeito  à  natureza,  à  direção  e  ao  ritmo  do 
desenvolvimento.  É  neste  sentido  que  a  família  é  determinante  no 
processo  de  ensino-aprendizagem,  já  que  é  a  primeira  fonte  de  relações 
sociais do individuo e neste seio é possível se estabelecer condições para 
que haja possíveis dificuldades de aprendizagem.

NEUROFISIOLOGIA DA
APRENDIZAGEM

Os transtornos de aprendizagem compreendem 
uma  inabilidade  específica  na  aprendizagem, 
como  a  fala,  a  leitura,  a  escrita  ou  a 
matemática.  Esta  inabilidade  manifesta-se  em 
indivíduos 
que 
apresentam 
resultados 
significativamente  abaixo  do  esperado  para  o 
seu  nível  de  desenvolvimento,  escolaridade  e 
capacidade 
intelectual.

DIFERENÇA ENTRE DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM E
TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM

A  dificuldade  de  aprendizagem  esta  relacionada 
com  crianças  em  fase  escolar,  por  apresentar 
problemas  de  ordem  pedagógica  e  ou  sócio 
culturais,  ou  seja,  a  causa  não  esta  centrado 
apenas no aluno. Entretanto o termo transtorno de 
aprendizagem este vinculado ao aluno, pois sugere 
a existência de comprometimento neurológico  em 
funções  corticais  específicas,  que  interferem  no 
processo de aquisição e manutenção.

Estas  alterações  são  intrínsecas  ao  indivíduo  e  presumivelmente  devidas  á  disfunção  do  sistema  nervoso  central.  distúrbio  social  ou  emocional.  diferenças  culturais.  ou  influências  ambientais.  alteração  sensorial.  Apesar  de  um  distúrbio  de  aprendizagem  poder  ocorrer  concomitantemente  com  outras  condições  desfavoráveis  .  por  exemplo.  instrução  insuficiente.  por  exemplo.  raciocínio  ou  habilidades  matemáticas. .  escrita.  retardo  mental.  são  resultado  direto  dessas  condições  ou  influências.DIFERENÇA ENTRE DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM E TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM  Dificuldade de aprendizagem é um termo geral que se refere a um  grupo  heterogêneo  de  transtornos  manifestados  por  dificuldades  na  aquisição  e  uso  da  escuta.  fala.  leitura.  fatores  psicogenéticos.

  a  descrição  dos  Transtornos  de  Aprendizagem é encontrada em manuais internacionais  de  diagnóstico.  justificando  seu  emprego para ou "enfermidade".  tanto  CID  10.DIFERENÇA ENTRE DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM E TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM  Atualmente.  elaborado  pela  organização  Mundial  de  Saúde  (1992). .  organizado  pela  Associação  Psiquiátrica  Americana  (1995).  como  no  DSMIV.  Ambos  os  manuais  reconhecem  a  falta  de  exatidão  do  termo  "transtorno".

• Descontinuidades educacionais resultantes de mudanças de  escola. havendo  “uma suposição de primazia de fatores biológicos.  Sabe-se apenas que estes derivam de vários fatores. • Comprometimentos visuais ou auditivos não corrigidos. • Comprometimento na inteligência global. os quais  interagem com fatores não-biológicos”. . • Traumatismos ou doença cerebral adquirida.NEUROFISIOLOGIA DA APRENDIZAGEM  A causa dos transtornos de aprendizagem ainda não foi esclarecida  pelos cientistas. embora haja algumas hipóteses sobre estas.  É importante salientar que os transtornos não podem ser  consequência de: • Falta de oportunidade de aprender.

 conexão e atribuição de  significado às informações. acredita-se na origem dos transtornos de  aprendizagem a partir de distúrbios na interligação de informações  em várias regiões do cérebro.  O desenvolvimento cerebral do feto é um fator importante que  contribui para o processo de aquisição. que possivelmente só será identificado quando a  criança necessitar expressar as suas habilidades intelectuais na  fase escolar. qualquer fator que possa alterar o desenvolvimento cerebral  do feto facilita o surgimento de um quadro de transtorno de  aprendizagem.  .NEUROFISIOLOGIA DA APRENDIZAGEM  Atualmente. da aprendizagem. os quais podem ter surgido durante  o período de gestação. ou seja. Dessa  forma.

. infecção tais como meningites ou encefalites. tomografia e testes de avaliação neuropsicológica. doenças ou  traumas. A lesão cerebral pode ocorrer devido a uma vasta gama de condições. Uma lesão cerebral não resulta necessariamente numa deficiência ou incapacidade  de longo prazo. As causas mais comuns de lesão cerebral são os Traumatismos cranioencefálicos (TCE) e os Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).NEUROFISIOLOGIA DA APRENDIZAGEM     Lesão cerebral é a destruição ou degeneração das células do cérebro.  problemas de fala ou movimento e retardo mental. embora a localização e extensão do dano tenham um efeito  significativo na resultante provável. alucinações.  envenenamento. coma ou morte. Outras causas  possíveis de lesão cerebral difusa incluem hipoxia prolongada (falta de oxigênio). e moléstias  neurológicas. Em casos sérios de lesão cerebral. incluindo déficit neurocognitivo. A extensão e o efeito da lesão cerebral é freqüentemente avaliado pelo emprego de  exame neurológico. Lesões cerebrais graves podem  resultar em estado vegetativo. o resultado  pode ser incapacidade permanente.

Lesão Cerebral .

Lesão Cerebral .

NEUROFISIOLOGIA DA APRENDIZAGEM  O que é disfunção neurológica:  .

Disfunção neurológica .

Disfunção neurológica .

Desenvolvimento Normal do Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança .

Desenvolvimento Normal da Criança 0a4 meses  4a7 meses 7 a 12 meses 1 ano e 2 meses 13 meses Rola Rasteja Engatinha Andar  tosco Andar Peixe Jacaré Gato Macaco Homem .

 o  desenvolvimento da pessoa envolve uma  sequência de modificações que começam  com a concepção e continuam durante  toda a vida. . passando por diferentes  estágios e sofrendo interferência direta do  meio.Desenvolvimento Normal da Criança  Segundo Cole e Cole (2003).

Desenvolvimento Normal da Criança  A fase de bebê (0-2 anos) é marcada por  grandes alterações  biossociocomportamentais envolvendo  aquisições de habilidades motoras básicas. .

Desenvolvimento Normal da Criança  Na primeira infância (2-6 anos). As  crianças se movem com muito mais  confiança e independência do que até os 2  anos de idade. ocorre um  crescimento explosivo na capacidade de  compreender e de usar a linguagem. .

 Tal incremento  permite uma maior participação em atividades  de complexidade elevada. há um  incremento nas aptidões física e motora.  caracterizando rápidos progressos na  capacidade de movimentação.Desenvolvimento Normal da Criança  Já na segunda infância (7-10 anos). influenciando até mesmo no  seu desempenho escolar. . emocional e  social da criança. fator que contribui  para o desenvolvimento cognitivo.

. as vivências na infância  promovem padrões duradouros de  interações sociais e incorporação de regras  da cultura.Desenvolvimento Normal da Criança  Além disso. embasando o desenvolvimento  comportamental da criança e influenciando  suas atitudes (COLE e COLE. 2003).

 é constituída por  pessoas com algum tipo de deficiência. físicas. múltiplas.Dados Estatísticos Segundo a Organização Mundial da  Saúde (OMS).  mentais.  de diversas ordens: auditivas. em tempo de paz. distúrbios de conduta  e também superdotação ou altas  habilidades.  . 10% da população de todo  país.

5%  da população brasileira. segundo dados do IBGE  (Instituto Brasileiro de Geografia e  Estatística) do ano 2002. sendo eles inatos ou  adquiridos. A deficiência pode ser decorrente de  diversos fatores. existem 24. 14. .Dados Estatísticos   No Brasil. de caráter temporário ou  definitivo.5  milhões de pessoas com deficiência.

Dados Estatísticos   Em países com pobreza. o índice de pessoas  com deficiência pode chegar de 15 a 20%. contrapondo-se ao estado  da Paraíba com 18. O estado de São Paulo apresenta um índice de  11.  vivem em países pobres.8% de pessoas com  deficiência. Sabe  que 2/3 das pessoas com deficiência no mundo. sendo a  menor taxa nacional. .3% de pessoas com deficiência.

Dados Estatísticos  A estimativa indica que 80% das crianças  vivem nos países mais pobres. cujos  recursos de reabilitação física e social são  os mais escassos e que menos de 3% dos  adultos ou crianças com deficiência  recebem algum tipo de  reabilitação. .

.  “Considera pessoa portadora de deficiência  aquela que apresenta. que gerem  incapacidade para o desempenho de  atividades dentro do padrão considerado  normal para o ser humano”. em caráter  permanente.298/99. 3.Definição do Conceito  Definição: Segundo o Decreto n.  fisiológica ou anatômica. perdas ou anormalidades de  sua estrutura ou função psicológica.

 defeituosas.  distante do que os gregos consideravam belo. Naquela época. Com isso. as pessoas com  deficiência eram consideradas imperfeitas. A  busca pela perfeição e por padrões estereotipados delineava  todo o comportamento social.Um pouco da história  1ª Etapa  Era pré-cristã:      A antiga Grécia pode ser caracterizada como a fase do  extermínio. a sociedade grega vivenciava  uma fase de valorização da beleza física e intelectual. essas eram comumente exterminadas. . Essa  compreensão de mundo na qual o físico perfeito representava  o belo gerou um movimento de não aceitação das pessoas  com deficiências.

 Assim. Por isso.  queimados em fogueiras. associando essas pessoas a forças  diabólicas ou demoníacas.Um pouco da história 2ª Etapa  Idade Média: Nesse período. a visão sobre as pessoas com  deficiência seguia duas vias díspares. os  deficientes eram vistos como criaturas de Deus e  passaram a ser abrigados nas igrejas. A outra via os considerava enviados por  Deus  para ensinar aos homens a compaixão e a caridade. eram sacrificados.              . A primeira via  acreditava que a deficiência era um mal proveniente de  castigos de Deus.  sugiram diversos asilos. relacionando a ritos de  feitiçarias.     Por causa dessa visão assistencialista e filantrópica. abrigos e instituições.

  iniciando um pensamento de reconhecer a responsabilidade  pública com relação ao deficiente.             .  onde o enfoque era apenas de depósito e as internações eram  mínimas e sem nenhuma especificidade. surge na Europa o  primeiro Hospital Psiquiátrico. A pessoa com  deficiência passou a ser vista como doente por influência dos  avanços da medicina.Um pouco da história 3ª Etapa  Entre o Século XVI e XIX:  Nesse período. Assim. reabilitar e educar. Surgiram instituições que passaram a  segregar essas pessoas para tratar. visando  a integração na sociedade. a deficiência passou a ser  pensada como um fator orgânico e não mais religioso. que não passava de prisões. ocorreram as primeiras iniciativas educacionais  com as chamadas escolas-residência. Assim.

 as  pessoas com deficiência começaram a serem vistas de  forma diferente. o sociohistórico.    O sistema educacional passou a ser estruturado em  educação comum e educação especial como um subsistema  que deveria preparar a pessoa para a convivência social.Um pouco da história 4ª Etapa  Século XX:  Com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. o médico. .  como a metafísico. Nessa  época ocorreu o surgimento de vários modelos explicativos. o da  determinação social. o educacional. como cidadãos de direitos e deveres.

Um pouco da história 5ª Etapa  Século XXI:  Ocorreu a busca de inclusão socioeducational das pessoas  com deficiências. Para tanto. Por  vivermos a era dos direitos. evitando a dicotomização do ensino. O  esforço deve ocorrer em conjunto.    . a escola  precisa também mudar. tanto  as pessoas quanto as estruturas da sociedade precisam  transformar-se para garantir a participação de todos. na  tentativa de equiparação de oportunidades. direitos e  deveres. Período da inclusão resultante do movimento de valorização  de todas as pessoas. nos âmbitos nacionais e internacionais.

  especialmente mediante a educação especial e  gratuita”.  .Um pouco da história  No Brasil. as questões sobre a deficiência  começaram a ser pensadas e discutidas a partir  de reflexões que iniciaram nos Estados Unidos.  por volta dos anos 60. Mas só em 1978 a  Constituição recebeu a primeira emenda que  tratava dos direitos das pessoas com  deficiências: “É assegurado aos deficientes a  melhoria da condição social e econômica.

 Atualmente. vivemos a fase  da inclusão e a escola precisa estar aberta  e preparada para receber essas pessoas  da sociedade. .Um pouco da história  Percebe-se que as pessoas com  deficiências foram tratadas de modo  diferenciado ao longo da história  dependendo dos valores culturais e sociais  do seu tempo.

Infecção Hospitalar .Causas das Deficiências Durante a gravidez Genéticas e Congênitas  Infecciosas No nascimento .Síndrome .Hipotireoedismo Congênito .MeningiteSarampo .Distrofia Muscular .Outras mas formações .

SodaInstrumentos -MedicamentosOxigenoterapia (não controlada) -Medicamentos.Produtos de Limpeza .Radioterapia Tóxicas -Medicamentos -Anoxia-Traumas cranianosFórceps-LesõesDificuldade do pulmão ao nascer passando do meio aquático ao aéreo -Radio -Drogas-Álcool -Fumo .Partos PrematurosHemorragias Físicas X.Causas das Deficiências Mecânicas .Alimentos contaminados.Fogo.QuedasTraumatismoTentativa de Aborto.

Causas das Deficiências Má Alimentação Outras Desnutrição Anemia materna Hipertensão Fator RHDiabetes Problemas cardíacos -Desnutrição- Anemia -.PrematuridadeErros metabólicosDificuldades respiratóriaIcterícia .Problemas metabólicos .

Se a nota for igual ou superior a 8 o bebê é normal. . Caso  estiver entre 4 e 7 será considerado de risco e precisa de  estimulação imediata.Desenvolvimento Normal da Criança     APGAR-  É um teste feito no bebê ao nascer para diagnosticar as  condições de vida do recém-nascido. realizado após a  desobstrução das vias aéreas superiores (1º minuto de vida).  e será repetido aos 2 e 5 minutos após o nascimento. Se estiver entre 0 a 3 será considerado de alto risco e já  precisará de uma internação médica mais específica.

  Como as crianças nascem aparentemente  normais e os sintomas de Fenilcetonúria e  Hipotireoidismo Congênitos surgem por  volta do 6º mês e 8º mês de vida. .Desenvolvimento Normal da Criança   Teste do Pezinho O teste do pezinho somente detecta  Fenilcetonúria e Hipotireoidismo Congênito.

 ataca principalmente  o cérebro e causa deficiência mental. sob rigorosa orientação médica. impedindo que o organismo metabolize e  elimine o aminoácido fenilalanina.Alguns Tipos de Deficiência    Fenilcetonúria É hereditária e se caracteriza pela falta de uma  enzima. . Tratamento: controle alimentar com dieta especial  a base de leite e alimentos que não contenham  fenilalanina. Este. em  excesso no sangue e tóxico. para  que o bebê fique bom e leve uma vida normal.

 inclusive  do cérebro. . para  que o bebê fique bom e tenha vida normal. Tratamento: Administração de hormônio  tireoidiano. sendo a deficiência mental uma de  suas manifestações mais importantes.  impossibilitando que o organismo forme o T4. impedindo o crescimento e  desenvolvimento de todo o organismo. sob rigoroso controle médico.Alguns Tipos de Deficiência     Hipotireoidismo Congênito O que é? É hereditário.  hormônio tireoidiano. causado pela falta de uma enzima.

 Concomitante com  limitações associadas a duas ou mais áreas da  conduta adaptativa ou da capacidade do  indivíduo em responder adequadamente às  demandas da sociedade. oriundo do  período de desenvolvimento. nos seguintes aspectos: .Tipos de Deficiência   Deficiência Mental Esse tipo de deficiência caracteriza-se por  registrar um funcionamento intelectual geral  significativamente abaixo da média.

Lazer e trabalho. Habilidades sociais. Independência na locomoção. . Cuidados pessoais. Saúde e segurança. Desempenho escolar. Desempenho na família e comunidade.Tipos de Deficiência         Comunicação.

Tipos de Deficiência

Deficiência Física
É uma variedade de condições não 
sensoriais que afetam o indivíduo em 
termos de mobilidade, de coordenação 
motora geral ou da fala, como decorrência 
de lesões neurológicas, neuromusculares e 
ortopédicas, ou ainda, de más formações 
congênitas ou adquiridas.

Tipos de Deficiência

Deficiência Auditiva

É a perda total ou parcial, congênita ou 
adquirida da capacidade de compreender a 
fala através do ouvido.

Tipos de Deficiência

Deficiência Múltipla
É a associação, no mesmo indivíduo, de duas ou 
mais deficiências primárias 
(mental/visual/auditiva/física), com 
comprometimentos que acarretam atrasos no 
desenvolvimento global e  na capacidade 
adaptativa. As principais necessidades 
educativas serão priorizadas e desenvolvidas 
através das habilidades básicas, nos aspectos 
sociais, de auto ajuda e de comunicação.

 É causada  pela ocorrência de três cromossomos  21.na sua totalidade ou de uma porção. .Síndrome de Down    O QUE É ?  A síndrome de Down é a forma mais  frequente de retardo mental causada por  aberrações cromossômicas.

 ele possui a S.  (cerca de 3% dos casos).). Mosaico: a alteração genética compromete apenas  parte das células.Síndrome de Down     SÃO ELES : Trissomia 21 simples: a pessoa possui 47  cromossomos em todas as células (ocorre em 95% dos  casos de S. Translocação: o cromossomo extra do par 21 fica  grudado em outro cromossomo. . embora o  indivíduo tenha 46 cromossomos. Nesse caso.D. ou seja. algumas células têm 47 e  outras 46 cromossomos (2% dos casos de S.).D.D.

Síndrome de Down .

 . anomalias  crânio-faciais. defeitos cardíacos variados  e discrasias sanguíneas.Síndrome de Jacobsen A Síndrome de Jacobsen é uma doença  rara de genes causada pela deleção  terminal do braço longo do cromossomo  11. Essa síndrome resulta em um  fenótipo complexo caracterizado por  atraso neuropsicomotor.

Síndrome de Jacobsen .

 biológico e  motor.  O crescimento da criança torna possível novos  comportamentos. A infância é uma fase da vida do ser humano primordial para  o seu desenvolvimento cognitivo. físico e motor. . representando a interdependência entre o  desenvolvimento biológico. pois nesse período ocorrem as principais maturações  cerebrais em seu organismo (COLE e COLE. psicológico. psicológico. 2003).Aspectos Biopsicossociais da Deficiência    Estudar aspectos do desenvolvimento humano exige um  profundo conhecimento da etapa da vida em que se encontra  o indivíduo.