Vigilância em

Saúde

Professora: Gabriela Jacaran
__________________________

VIGILÂNCIA EM SAUDE
Lei 8.080 de 19 de setembro de
1990
Art. 6º Estão incluídas ainda no
campo de atuação do Sistema Único de
Saúde (SUS):
I - a execução de ações:
a) de vigilância sanitária;
b) de vigilância epidemiológica; (...)
V - a colaboração na proteção do
meio ambiente, nele compreendido o

§ 1º Entende-se por VIGILÂNCIA SANITÁRIA um
conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou
prevenir riscos à saúde e de intervir nos
problemas
sanitários
decorrentes
do
meio
ambiente, da produção e circulação de bens e da
prestação de serviços de interesse da saúde,
abrangendo:
I - o controle de bens de consumo que, direta ou
indiretamente,
se
relacionem
com
a
saúde,
compreendidas todas as etapas e processos, da
produção ao consumo; e
II - o controle da prestação de serviços que se
relacionam direta ou indiretamente com a saúde.
§ 2º Entende-se por VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA um
conjunto
de
ações
que
proporcionam
o
conhecimento, a detecção ou prevenção de
qualquer mudança nos fatores determinantes e

e e) de saúde do trabalhador.colaborar com a União e os Estados na execução da vigilância sanitária de portos. junto aos órgãos municipais.colaborar na fiscalização das agressões ao meio ambiente que tenham repercussão sobre a saúde humana e atuar. VI . para controlá-las. 18. d) de saneamento básico. b) vigilância sanitária. À direção municipal do Sistema de Saúde (SUS) compete: IV .executar serviços: a) de vigilância epidemiológica. estaduais e federais competentes.Art. c) de alimentação e nutrição. IX . .

Vigilância Epidemiológica __________________________ Vigilância em Saúde .

com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos” (Lei 8. a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva.080/1990). .VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGIC “Um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento.

de forma que as medidas de intervenção possam ser desencadeadas com oportunidade e eficácia. . desenvolvidas de modo contínuo. comportamento da doença ou agravo.OPERACIONALIZAÇÃO Ciclo de funções específicas e intercomplementares. permitindo conhecer.

FUNÇÕES DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA:  coleta de dados  processamento dos dados coletados  análise e interpretação dos dados processados  recomendação das medidas de controle apropriadas  promoção das ações de controle indicadas  avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas  divulgação de informações .

TIPOS DE DADOS Os dados e informações que alimentam o Sistema Nacional De Vigilância Epidemiológica são os seguintes:  Dados demográficos. ambientais e socioeconômicos  Dados de morbidade  Dados de mortalidade  Notificação de surtos e epidemias FONTE DE DADOS Sistemas de Informação em Saúde Notificação Adoção de medidas de intervenção pertinentes .

IMPORTÂNCIA DA INFORMAÇÃO INFORMAÇÃO DECISÃO AÇÃO .

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA PORTARIA Nº 104. critérios. responsabilidades e atribuições aos profissionais e serviços . conforme o disposto no Regulamento Sanitário Internacional 2005 (RSI 2005). DE 25 DE JANEIRO DE 2011 Define as terminologias adotadas em legislação nacional. a relação de doenças. agravos e eventos em saúde pública de notificação compulsória em todo o território nacional e estabelece fluxo.

. III . .Agravo: significa qualquer dano à integridade física. independentemente de origem ou fonte.Art. que represente ou possa representar um dano significativo para os seres humanos. intoxicações.Doença: significa uma enfermidade ou estado clínico. e lesões auto ou heteroinfligidas. 1º Definir as terminologias adotadas em legislação nacional (..). IV . (. como acidentes.).Evento: significa manifestação de doença ou uma ocorrência que apresente potencial para causar doença. II . mental e social dos indivíduos provocado por circunstâncias nocivas.Estados e DF .Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional .ESPIN: é um evento que apresente risco de propagação ou disseminação de doenças para mais de uma Unidade Federada .. abuso de drogas..com priorização das doenças de notificação imediata e outros eventos de saúde pública. I .

devem ser notificados às .. a Lista de Notificação Compulsória Imediata . a Lista de Notificação Compulsória . 3º As doenças e eventos constantes no Anexo I a esta Portaria serão notificados e registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação Sinan. na forma do Anexo I a esta Portaria. 2º Adotar.. agravos e eventos de importância para a saúde pública de abrangência nacional em toda a rede de saúde.LNC. (. na forma do Anexo II a esta Portaria.LNCI. referente às doenças. Art. agravos e eventos de importância para a saúde pública de abrangência nacional em toda a rede de saúde. pública e privada. Art. § 1º As doenças. agravos e eventos constantes do Anexo II a esta Portaria.). 4º Adotar.Art. referente às doenças. pública e privada.

cabendo a essa instituição disponibilizar e divulgar amplamente o número na rede de serviços de saúde. odontólogos. em conformidade com os arts. na forma do Anexo III a esta Portaria. biólogos. enfermeiros. 5º A notificação imediata será realizada por telefone como meio de comunicação ao serviço de vigilância epidemiológica da SMS. biomédicos. 6º Adotar. Art. . bem como os responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde e de ensino. da Lei nº 6.259. médicos veterinários. 7º A notificação compulsória é obrigatória a todos os profissionais de saúde médicos. 7º e 8º. Art.Art. de 30 de outubro de 1975. pública e privada. farmacêuticos e outros no exercício da profissão. a Lista de Notificação Compulsória em Unidades Sentinelas (LNCS).

.1.2011) A notificação compulsória de doenças. E) exclusivamente aos laboratórios de saúde pública. agravos e eventos em saúde é obrigatória: A) aos responsáveis por estabelecimentos de saúde. D) aos responsáveis por organizações de ensino. (FUNCAB – Pref. B) apenas aos médicos e enfermeiros. contanto que sejam públicos. apenas quando se tratar de instituição privada. Anápolis/GO . C) a todos os profissionais de saúde.

descoberta de agravos inusitados). Estudo de campo realizado a partir de casos notificados (clinicamente . Destina-se a coletar dados para complementar informações já existentes (séries históricas. realizado quando as informações existentes são inadequadas ou insuficientes em virtude de diversos fatores (mudança no comportamento epidemiológico de determinada doença. INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA: utilizada para esclarecer a ocorrência de doenças transmissíveis ou de agravos inusitados à saúde. LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO: estudo realizado com base nos dados existentes nos registros dos serviços de saúde. dificuldade na avaliação de coberturas vacinais ou eficácia de vacinas. busca ativa de casos). a partir de casos isolados ou relacionados entre si. geralmente do tipo amostral.INQUÉRITO EPIDEMIOLÓGICO: estudo seccional.

Processamento e análises parciais dos dados Etapa 5. Coleta de dados sobre os casos Identificação do paciente  Anamnese e exame físico  Suspeita diagnóstica  Meio ambiente  Exames laboratoriais Etapa 2. Relatório final .ROTEIRO DE INVESTIGAÇÃO DE C Etapa 1. Busca ativa de casos Etapa 4. Busca de pistas Etapa 3. Encerramento de casos Etapa 6.

Doença espacialmente localizada. escolas. atingindo vários países. Tipo de epidemia em que os casos se restringem a uma área geográfica pequena e bem delimitada ou a uma população institucionalizada (creches. ENDEMIA temporalmente ilimitada.EPIDEMI A SURTO Elevação do número de casos de uma doença ou agravo. . Difere da epidemia por ser de caráter contínuo e restrito a uma determinada área. quartéis. etc. PANDEMI Nome dado à ocorrência epidêmica caracterizada por uma larga distribuição A espacial. caracterizando de forma clara um excesso em relação à freqüência esperada. em determinado lugar e período de tempo.). presente numa população.

2014) Relacione corretamente as colunas. . claramente excessiva em relação ao esperado. permitindo variações cíclicas e sazonais. Endemia. 3.(IDECAN.2. ( ) É a ocorrência em larga distribuição geográfica de casos de natureza semelhante. e que mantém uma incidência relativamente constante. 2. Pandemia. Apiacá/ES. 1. Epidemia. ( ) É a ocorrência de determinada doença que acomete sistematicamente populações em espaços característicos e determinados. ( ) É a ocorrência em uma comunidade ou região de casos de natureza semelhante. no decorrer de um longo período. atingindo mais de um país ou de um continente simultaneamente. Pref. claramente excessiva em relação ao esperado.

acesso a saneamento básico.FATORES DETERMINAN TES DE SAÚDE FATORES CONDICIONA NTES DE SAÚDE Agente etiológico da doença. Condições de vida e trabalho. MEDIDAS DE PREVENÇÃO E .

passam a ser uma ameaça epidemiológica. REEMERGE ou seja.Doença infecciosa recentemente DOENÇA caracterizada e clinicamente EMERGENT distinta das demais e/ou doença E infecciosa cuja incidência tenha aumentado em um dado local ou em grupo populacional específico. num determinado momento e lugar. Doença conhecida que reaparece DOENÇA após o declínio de sua incidência. . seriam aquelas cuja NTE incidência em humanos era nula ou estava sob controlee.

(C) Eventos associados à saúde coletiva.EBSERH. (D) Diagnóstico e acompanhamento da situação de saúde das populações. (B) Fatores de danos à saúde. (E) Diagnóstico e tratamento individualizado .3. Assinale a alternativa que não constitui uma perspectiva de análise desta ciência. (A) Distribuição e fatores determinantes das enfermidades. (IADES . 2012) Epidemiologia pode ser definida como a ciência que estuda o processo saúde-doença em coletividades humanas.

2014) O principal objetivo da investigação de uma epidemia ou surto de determinada doença infecciosa é identificar formas de interromper a transmissão e prevenir a ocorrência de novos casos. (INTEGRI BRASIL . caracterizando de forma clara um excesso em relação à frequência esperada. Assinale a alternativa define epidemia. em determinado lugar e período de tempo. c) diminuição do número de casos de uma doença ou agravo. caracterizando de forma clara um excesso em relação à frequência esperada. em determinado lugar e período de tempo. a) elevação do número de casos de uma doença ou agravo. Pilar do Sul/SP. d) tipo de elevação em que os casos se restringem a . b) tipo de elevação em que os casos se restringem a uma área geográfica pequena e bem delimitada ou a uma população institucionalizada.4.Pref.

ou seus produtos tóxicos. direta ou indiretamente por meio de um hospedeiro intermediário. que se manifesta pela transmissão deste agente ou de seus produtos. de natureza vegetal ou animal.DOENÇA TRANSMISSÍVEL “É qualquer doença causada por um agente infeccioso específico. de um vetor ou do meio ambiente . de uma pessoa ou animal infectados ou de um reservatório a um hospedeiro suscetível.

ocasionando infecção. direta ou indiretamente. INFECTIVIDADE Capacidade que tem certos organismos de penetrar e de se desenvolver ou de se multiplicar no novo hospedeiro. ou de um indivíduo infectado a um animal. IMUNIDADE É o estado de resistência. de uma pessoa infectada a outra. ou de um animal infectado ao homem. PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE Período durante o qual o agente infeccioso pode ser transferido.PERÍODO DE INCUBAÇÃO é o intervalo de tempo que decorre entre a exposição a um agente infeccioso e o aparecimento de sinais ou sintomas da doença. geralmente associado à presença de anticorpos que possuem ação específica sobre o microrganismo .

doenças respiratórias). câncer. aumentou o número de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANT). o aumento dos . com queda nas taxas de fecundidade e natalidade e um progressivo aumento na proporção de idosos.DOENÇAS E AGRAVOS NÃO TRANSMIS  Na primeira metade do século passado. diabetes.  Fatores que contribuíram para transição epidemiológica: o processo de transição demográfica. e. as Doenças Infecciosas Transmissíveis eram as mais freqüentes causas de mortes. favorecendo o aumento das doenças crônico-degenerativas (doenças cardiovasculares. a transição nutricional.  A partir dos anos 1960. com diminuição expressiva da desnutrição e aumento do número de pessoas com excesso de peso (sobrepeso e obesidade).

2005). De acordo com a OMS.99%) e as neoplasias . No Brasil. a obesidade. as dislipidemias ingestão insuficiente de frutas. o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. as DANT seguem padrão semelhante.DOENÇAS E AGRAVOS NÃO TRANSMI  As Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANT) têm se apresentado como um dos principais problemas de saúde pública da atualidade. e em 2009 foram a principal causa de óbito no país. legumes e verduras e a inatividade física) responde pela grande maioria das mortes por doenças crônicas. um conjunto de fatores de risco (tabagismo. destacando-se as doenças do aparelho circulatório (28.  As estimativas da OMS mostram que as doenças crônicas são responsáveis por 61% de todas as mortes ocorridas no mundo. ou cerca de 35 milhões de mortes em 2005 (WHO.

  •  DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍV • VIOLÊNCIAS E ACIDENTES •  PROMOÇÃO DA SAÚDE . o controle dessas doenças e a promoção geral da saúde.  A vigilância epidemiológica das DANT e dos seus fatores de risco é de fundamental importância para a implementação de políticas públicas voltadas para a prevenção. A transição epidemiológica tem impactado a área de saúde pública no Brasil e o desenvolvimento de estratégias para o controle das DANT se tornou uma prioridade para o SUS.

em especial os de baixa e média renda. VIGITEL Implantado em 2006. o VIGITEL tem como objetivo monitorar a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção para DCNT em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. por meio de entrevistas telefônicas realizadas em amostras probabilísticas da população adulta residente em . Ameaçam a qualidade de vida de milhões de pessoas e apresentam grande impacto econômico para os países.As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) representam um dos principais desafios de saúde para o desenvolvimento global nas próximas décadas.

exclusão social. na diminuição da expectativa e qualidade de vida de adolescentes. jovens. gravidade. As violências e os acidentes expressam-se com alto impacto no adoecimento e morte da população. além de aspectos relacionados aos comportamentos e cultura. concentração de renda. entre outros. vulnerabilidade e impacto social sobre a saúde individual e coletiva. adultos e idosos. . como o machismo.  O fenômeno da violência possui causas múltiplas. complexas e correlacionadas com determinantes sociais e econômicos: desemprego. especialmente na mortalidade precoce. baixa escolaridade. o racismo e a homofobia.VIOLÊNCIA  Grande importância para a Saúde Pública em função de sua magnitude.

produzindo autonomia e co-responsabilidade. movimentos sociais.PROMOÇÃO DA SAÚDE  A Promoção da Saúde é uma das estratégias do setor saúde para buscar a melhoria da qualidade de vida da população. integrando-se na luta para a construção de um modelo de atenção à saúde pública. Seu objetivo é produzir a gestão compartilhada entre usuários. que aprofunde a gestão democrática dos serviços de saúde e fortaleça estratégias intersetoriais de melhoria da qualidade de . trabalhadores do setor sanitário e de outros setores. universal e integral. a promoção da saúde reitera os princípios do SUS. pautado pelo investimento em sujeitos autônomos e solidários. equitativo e de qualidade.  No Brasil.

D) O período entre a infecção e o aparecimento de sinais e sintomas da fase aguda. 2014) O Período de incubação de uma doença compreende: A) O período após a fase de infecção aguda até o desenvolvimento da doença.5. B) O período em que o indivíduo pode transmitir a doença. (IOBV . C) O período entre e infecção pelo patógeno até seu óbito ou cura. Luzerna/SC.   .Pref.

assinale a alternativa correta. (D) O VIGITEL utiliza-se de uma amostra não probabilística oriunda de arquivos de atendimento de postos de saúde e hospitais e realiza um estudo de Coorte retrospectiva. no final do atendimento. (FUNIVERSA – SES DF/2011) O sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para as doenças crônicas por inquérito telefônico (VIGITEL) tem o objetivo de monitorar a distribuição e a freqüência dos fatores de risco relacionados às DANTs. (C) O VIGITEL usa fontes de dados secundários para realizar um estudo ecológico. .6. (E) A amostra analisada pelo VIGITEL representa indivíduos que ligam para o disque-saúde e. (A) O VIGITEL utiliza-se de uma amostra probabilística das populações das capitais dos estados e do Distrito Federal para a realização de um estudo de corte transversal. Acerca da metodologia desse sistema. (B) Trata-se de um estudo de coorte cuja amostra é de conveniência.

.INDICADORES DE SAÚDE São parâmetros utilizados para avaliar a situação de saúde de uma dada população. permitindo o acompanhamento das flutuações e tendências históricas do padrão sanitário das populações. bem como fornecer subsídios para o planejamento em saúde.

10 por mil etc). 10000 etc. mas são de grupos . de se incapacitado. Múltiplo de 10: 100. No numerador (casos) – doença. 1000. incapacidade. Coeficientes = _____nº de casos ___ x múltiplo de 10 ______________________________________ População sob risco RAZÃO O numerador e o denominador são elementos de mesma natureza e mesma dimensão. de morrer etc). No Denominador – população sob risco (de adoecer. (é um subconjunto do denominador). (10%. indivíduos com determinada característica etc.COEFICIENTE É um indicador que exprime o risco. óbito.

letalidade. razão entre duas quantias que expressem dimensões de natureza diferentes. É mais utilizado . mas não expressam risco. Ex: índice de massa corporal – peso x altura TAXA Inclui a função tempo no denominador – medida de variação instantânea.PROPORÇÃO Os casos incluídos no denominador são também subconjuntos do denominador. Ex: Mortalidade proporcional. ÍNDICE Pode ser multidimensional – escore/ pontuação ou.

. LETALIDADE Refere-se ao poder que tem uma doença em provocar a morte dos indivíduos. Termo que representa a força com PREVALÊNCIA que subsistem as doenças nas coletividades (total de casos = casos novos + casos antigos). INCIDÊNCIA Dá ideia de intensidade com que acontece a morbidade em uma população (casos novos). Variável referente ao conjunto de MORTALIDAD indivíduos que morreram em um E dado intervalo de tempo.MORBIDADE Variável referente ao conjunto de indivíduos que adquiriram doenças em um dado intervalo de tempo.

2014) “Índice que mede o número de casos novos de uma doença. D) prevalência.7. . C) incidência. E) mortalidade.” Tratase de A) surto. episódios ou eventos na população dentro de um período definido de tempo. B) letalidade. (IDECAN – CENEN.

8. (COMPROV - HUAC/UFCG, 2014) Em Epidemiologia, o uso
indiscriminado de diferentes termos tem origem na confluência de
métodos, práticas e tradições de múltiplas profissões e disciplinas.
Sobre esse assunto, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Doença emergente é uma doença transmissível cuja incidência
em humanos vem aumentado nos últimos 25 anos do Século XX
ou que ameaça aumentar em um futuro próximo.
b) Incidência e prevalência são medidas de morbidade, porém
diferem em que a prevalência mede os casos novos que se
apresentam em um período determinado de tempo e a incidência
mede o número de pessoas que estão doentes em um momento
específico.
c) Epidemia é a elevação brusca, temporária e significativamente
acima do espero para uma incidência de uma determinada
doença.
d) Endemia é a presença constante de uma doença ou agente
infeccioso dentro de uma área geográfica ou grupo populacional
determinados; refere-se também à prevalência esperada de uma
determinada doença dentro dessa área ou grupo.
e) Surto é o aumento incomum no número de casos, dois ou mais

COEFICIENTE DE MORTALIDADE GERAL
CMG = Total de óbitos de residentes em certa área,
considerado          X  1.000
                       População residente na área no ano considerado

no

ano

COEFICIENTE DE MORTALIDADE POR DETERMINADA DOENÇA
CMD =   Número de óbitos por determinada doença em área e ano
considerados     X    100.000
                                   População residente nessa área e nesse ano 
  
COEFICIENTE DE MORTALIDADE ESPECÍFICO POR IDADE
CMId =   Número de óbitos por determinado grupo etário em área e ano
considerados     X    100.000
                                   População do referido grupo etário nessa área e
nesse ano  
COEFICIENTE DE MORTALIDADE ESPECÍFICO POR SEXO
CMS =   Número de óbitos por determinado sexo em área e ano
considerados     X    100.000
                        População do referido sexo residente nessa área e nesse
ano  

COEFICIENTE DE MORTALIDADE NEONATAL
CMNN =  Número de óbitos de crianças de 0 a 27 dias em certa área,  no ano
considerado  X  1.000
                  Total de nascidos vivos de mães residentes nessa área,  no referido ano

COEFICIENTE DE MORTALIDADE NEONATAL PRECOCE
CMNNP =  Número de óbitos de crianças de 0 a 6 dias em certa área no ano
considerado X  1.000
                           Total de nascidos vivos de mães residentes nessa área, no
referido ano

COEFICIENTE DE MORTALIDADE NEONATAL TARDIA
CMNNT =  Número de óbitos de crianças de 7 a 27 dias em certa área no ano
considerado   X  1.000
                         Total de nascidos vivos de mães residentes nessa área, no referido
ano
COEFICIENTE DE MORTALIDADE INFANTIL
CMI = Número de óbitos de menores de 1 ano residentes em certa área, no ano
considerado   x 1.000
                       Total de nascidos vivos de mães residentes nessa área no  referido
ano

COEFICIENTE DE MORTALIDADE MATERNA

000                 População de mulheres da referida faixa etária residentes nessa área e ano COEFICIENTE DE NATALIDADE CBN =   Número de filhos nascidos vivos em determinada área e ano considerado     X    1.COEFICIENTE DE FECUNDIDADE CEF =   Número de filhos nascidos vivos de mães de determinada faixa etária.000                            População total residente nessa área e ano   COEFICIENTE DE LETALIDADE     CL =   Número de óbitos por determinada doença em área e ano considerados     X    100                             Número de casos dessa doença nessa área e ano   . residentes               Em uma área e em determinado ano                                                                       X    1.

nessa área e nesse ano COEFICIENTE DE PREVALÊNCIA CI =   Número de casos antigos + caso novos de determinada doença em área e ano considerados             _____________________________________________________________________X100.000                   População residente exposta ao risco nesse período. nessa área e nesse ano RAZÃO DE MORTALIDADE PROPORCIONAL OU ÍNDICE DE SWAROOP & UEMURA ISU = Número de pessoas de 50 anos ou mais residentes em certa área.000                                                                                                                                                            População residente nesse período.COEFICIENTE DE INCIDÊNCIA CI =   Número de casos novos de determinada doença em área e ano considerados     X    100. em determinado ano   X  100                    Número de óbitos totais na população residente na área e ano considerados .

comparando a freqüência da ESTUDOS entre diferentes grupos ECOLÓGICOS doença populacionais durante o mesmo período ou a mesma população. Consistem em relatos detalhados de um ESTUDOS DE caso ou de um grupo de casos.TIPOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGI ESTUDOS DESCRITIVOS Analisam dados globais de populações inteiras. Quando efetuados em população bem . ESTUDOS SECCIONAIS OU DE CORTE A situação de um indivíduo em relação à determinada exposição e efeito são medidos em um único ponto no tempo. focalizando características pouco freqüentes de uma CASO doença já conhecida ou buscando descrever uma doença desconhecida.

. ESTUDOS ESTUDOS TIPO CASOCONTROLE Nestes estudos as exposições passadas são comparadas entre pessoas atingidas e não atingidas pela doença objeto do estudo.TIPOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGI ESTUDOS ANALÍTICOS Analisam as associações de exposição COORTES e efeito por meio da comparação da ocorrência de doenças entre expostos e não-expostos ao fator de risco.

C) o número total de óbitos maternos (numerador) e o número de nascidos vivos (denominador). do parto e do puerpério. (FUNCAB – Pref. A Taxa de Mortalidade Materna (TMM) é calculada pela relação entre: A) o número de óbitos maternos (numerador) e o número total de partos realizados (denominador). D) o número de nascidos vivos (numerador) e o total de óbitos maternos (denominador). Serra/ES . E) o número total de partos realizados (numerador) .2011) A mortalidade materna é um importante indicador de saúde e refere-se às mortes maternas ocorridas por complicações da gravidez. B) o número total de nascimentos (numerador) e o número total de óbitos maternos (denominador).9.

. (FUNIVERSA – SES DF/2011) A redução da mortalidade infantil é uma das Metas do Milênio estabelecidas pela OMS. refletindo na diminuição da mortalidade neonatal. (E) A mortalidade hospitalar de menores de um ano é o melhor indicador. (A) A taxa de mortalidade infantil foi reduzida drasticamente pela melhoria do acompanhamento pré-natal. Assinale a alternativa que apresenta o principal indicador de acompanhamento.10. as ações estabelecidas e os resultados obtidos nas últimas décadas no Brasil em relação à redução da mortalidade infantil. pois a assistência neonatal foi a ação mais implementada para a redução da mortalidade infantil. (C) A proporção de nascidos vivos aumentou muito nos últimos anos com a melhoria da qualidade da assistência hospitalar. (B) A criação das casas de parto foi a política que mais influenciou na redução da taxa de mortalidade infantil. sendo um dos principais indicadores de desenvolvimento de uma nação. (D) A taxa de mortalidade infantil apresentou grande redução no Brasil em grande parte decorrente da diminuição das mortes por diarreia no componente pós-neonatal.

Vigilância Sanitária __________________________ Vigilância em Saúde .

da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. abrangendo: I . se relacionem com a saúde. compreendidas todas as etapas e processos.o controle de bens de consumo que. .o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde (Lei 8. VIGILÂNCIA SANITÁRIA diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente.080/1990). direta ou indiretamente. da produção ao consumo. e II .Conjunto de ações capaz de eliminar.

782. . DE 26 DE JANEIRO DE 1999 Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.VIGILÂNCIA SANITÁRIA LEI Nº 9. cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. e dá outras providências.

Fazem parte do SISTEMA VIGILÂNCIA SANITÁRIA: NACIONAL DE  Ministério da Saúde. em relação às ações de vigilância sanitária. a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)  Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS)  Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS)  Centros de Vigilância Sanitária Estaduais. Distrital e Municipais de Saúde. do Distrito Federal e Municipais (VISAS)  Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENS)  Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS)   Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)  Conselhos Estaduais. .

etc. rediações ionizantes. poluição do ar. esgoto. etc. água (consumo e mananciais hídricos). tecnologias médico-sanitárias. necessidades básicas insatisfeitas. procedimentos e serviços de saúde. substâncias. sangue e hemoderivados. grupos vulneráveis. violências. intensidade. transporte de produtos perigosos. substâncias psicoativas. lixo (doméstico. do solo e de recursos hídricos.  RISCOS SOCIAIS: transporte.  RISCOS OCUPACIONAIS: processo de produção. industrial). alimentos. infecções hospitalares. ritmo e ambientes de trabalho. RISCOS AMBIENTAIS: vetores.  RISCOS IATROGÊNICOS: medicamentos. .

” A afirmativa anterior se refere a A) saúde pública. direta ou indiretamente. da produção ao consumo e o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. D) medicina preventiva. se relacionem com a saúde. B) vigilância sanitária. . C) auditoria hospitalar. compreendidas todas as etapas e processos. abrangendo o controle de bens de consumo que. 2014) “Conjunto de ações capazes de eliminar.11. (IDECAN – CENEN. da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente.

hotéis. B) I. barbeiros.12. Vila Velha/ES . edifícios. perfumes. III e IV. V. E) I. esgotos. asilos.2012) O campo de atuação da Vigilância Sanitária é amplo. III. IV. . escolas. II. saneamentos domésticos. somente. II. IV e V. cabeleireiros. manicures. somente. II. presídios. intervindo em aspectos que possam dizer respeito à saúde dos cidadãos. São considerados campos de atuação da vigilância sanitária: I. D) I. orfanatos. somente. (FUNCAB – Pref. III. São verdadeiros os itens: A) II. rios. produtos agrícolas. somente. III e V. cosméticos. C) II. IV e V. III e V.

Vigilância Ambiental __________________________ Vigilância em Saúde .

.VIGILÂNCIA AMBIENTAL "Um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento e a detecção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana. 2002). com a finalidade de identificar as medidas de prevenção e controle dos fatores de risco ambientais relacionados às doenças ou outros agravos à saúde“(Ministério da Saúde.

procedimentos e ações relacionadas à vigilância ambiental em saúde nas diversas instâncias de competência. para o planejamento e execução de ações relativas à promoção da saúde e de prevenção e controle de doenças relacionadas ao meio ambiente. integrar. processar e interpretar informações.VIGILÂNCIA AMBIENTAL OBJETIVOS  Produzir.  Estabelecer os principais parâmetros.  Identificar os riscos e divulgar as informações referentes aos fatores ambientais condicionantes e determinantes das doenças e outros agravos à saúde. de modo a promover ações de proteção da . atribuições.

   contaminações do ar e do solo. acompanhamento. inspeção e supervisão das ações de vigilância relacionadas às doenças e agravos à saúde no que se refere a:  água para consumo humano.   contaminantes ambientais e substâncias químicas.VIGILÂNCIA AMBIENTAL Subsistema Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental (SINVSA) Entre suas atribuições estão coordenação.   desastres naturais.   acidentes com produtos perigosos. . avaliação. planejamento.   efeitos dos fatores físicos.  condições saudáveis no ambiente de trabalho.

VIGIÁGUA Vigilância da qualidade da água de consumo humano VIGISOLO Vigilância de populações expostas a solos contaminados VIGIAR Vigilância de populações expostas à poluição do ar VIGIDESAST Vigilância de populações expostas a desastres RES VIGIFISI Vigilância de populações expostas a fatores físicos (radiações eletromagnéticas) VIGIAPP Vigilância de populações expostas a acidentes com produtos perigosos VIGIQUIM Vigilância de populações expostas a contaminantes ambientais e substâncias químicas VIGIAMBT Vigilância relacionada a ambiente de trabalho .

de 25 de janeiro de 2011. Portaria nº 104. Departamento de Vigilância Epidemiológica. 2009.Secretaria de Vigilância em Saúde www.REFERÊNCIAS BRASIL. Secretaria de Vigilância em Saúde.anvisa. 19 de setembro de 1990. Define as terminologias adotadas em legislação nacional. agravos e eventos em saúde pública de notificação compulsória em todo o território nacional e estabelece fluxo. Maria Zélia. 7 ed.gov. ed. 2013. Brasília. proteção e recuperação da saúde. Lei Nº 8. – Brasília : Ministério da Saúde. Lei Orgânica da Saúde.080. a relação de doenças. a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Site do Ministério da Saúde . BRASIL. 7. responsabilidades e atribuições aos profissionais e serviços de saúde. Epidemiologia e Saúde. 816 p. critérios. Ministério da Saúde. Guia de vigilância epidemiológica.gov. Dispõe sobre as condições para promoção. BRASIL. conforme o disposto no Regulamento Sanitário Internacional 2005 (RSI 2005).708p. ROUQUAYROL.br Site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA www.saude. Rio de Janeiro: MEDBOOK. Ministério da Saúde.br .

Dalai Lama .ência é o menor caminho do êxito”. Charles Chaplin “Determinação coragem e auto confiança são fatores decisivos para o sucesso”.