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INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, IP

DELEGAÇÃO REGIONAL DO NORTE
SERVIÇO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE BRAGA

UFCD 5013
Motores

Curso de Técnico de Mecatrónica Automóvel
EFA Nível Secundário

MOTORES – TIPO DE MOVIMENTO

MOTORES – TIPO DE MOVIMENTO

MOTORES – TIPO DE MOVIMENTO .

MOTORES – TIPO DE MOVIMENTO .

MOTORES – TIPO DE MOVIMENTO .

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MOTORES – MODO DE FUNCIONAMENTO .

MOTORES – DISPOSIÇÃO E NÚMERO DE CILINDROS .

MOTORES – DISPOSIÇÃO E NÚMERO DE CILINDROS .

MOTORES – DISPOSIÇÃO E NÚMERO DE CILINDROS .

MOTORES – DISPOSIÇÃO E NÚMERO DE CILINDROS .

MOTORES – DISPOSIÇÃO E NÚMERO DE CILINDROS .

.CONSTITUIÇÃO DE UM MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA A 4 TEMPOS O motor de combustão interna a 4 tempos é constituído por um conjunto de peças. em que umas são fixas e outras móveis.

Junta da tampa das válvulas – estabelece a ligação entre a tampa e a cabeça. . é uma peça fundida que fecha a parte superior dos cilindros e é o local onde estão implantados os injectores. evitando fugas.Cabeça – também designada por cúpula e culaça.Junta da cabeça – em folha de amianto e cobre. .Tampa das válvulas – situa-se na parte superior do motor (de válvulas à cabeça) e serve para tapá-las. balanceiros. entrada do sistema de admissão e saída do de escape. . estabelece a vedação entre a cabeça e o bloco de cilindros. válvulas. impedindo a entrada de impurezas e saída de óleo.As fixas são: . .

compreende ainda a parte superior do carter onde se encontram os cilindros. é a peça fundamental. fica em contacto directo com o líquido de arrefecimento e toma a designação de húmida. quando constitui a parede do cilindro propriamente dita e não está em contacto directo com o líquido de arrefecimento. camisa do cilindro é a parede interna.Bloco de cilindros – também designado apenas por bloco. . sob pressão.. A camisa pode ser seca. que podem ser cavados no próprio bloco ou lá colocados. mais pesada e volumosa. a designação de camisas. é lá montada. onde trabalha o êmbolo. portanto. neste caso. Quando é amovível está encaixada no bloco. tomando.

ou apenas carter – é a parte inferior do motor.Junta do carter – estabelece a vedação entre o bloco e o carter.Carter do motor. . trata-se de um recipiente que tem por função conter o óleo da lubrificação e proteger os mecanismos que lá se encontram. ..

também designado por segmento raspador.As móveis são: . oca e em forma de vaso invertido. que estabelece a ligação do êmbolo com o pé da biela. para evitar que saia do lugar com o motor em funcionamento. dentro do cilindro. com movimento de vai e vem e constitui como que um fundo móvel daquele (cilindro). É atravessado por uma cavilha ou cavilhão (3) que não é mais do que um eixo em aço. situam-se as ranhuras ou caixas. onde se montam os segmentos de compressão e de óleo. na saia. que mantém o êmbolo alinhado com o eixo do cilindro. superfície sobre a qual se exerce a pressão dos gases ao queimarem-se. é uma peça cilíndrica.Êmbolo – também designado por pistão. . Nos extremos colocam-se freios. Na cabeça (parte superior). existe a ranhura (ou ranhuras) para o segmento (ou segmentos) de óleo. Tem duas partes: a cabeça (2) e a saia ou aba. oco ou maciço. desloca-se.

impedindo fugas. na ranhura inferior. interrompidos.Segmentos – são anéis metálicos. normalmente. através dos orifícios de drenagem existentes na sua caixa. De óleo ou raspador – é só um (ou dois) e está montado. é de fundo perfurado e destina-se a raspar o óleo em excesso das paredes do cilindro e reenviá-lo para o carter. montados nas ranhuras ou caixas dos êmbolos. de uma maneira geral. Há dois tipos: De compressão – montados. nas ranhuras superiores do êmbolo. . asseguram a estanquecidade entre este e o cilindro.. tem secção em U. em aço especial mas algo mais brando do que o dos cilindros para evitar que estes se desgastem.

a qual está protegida por um casquilho de metal.manivela que transforma o movimento rectilíneo alternativo (de vai e vem) do êmbolo em movimento rotativo da cambota. . que se articula no moente correspondente da cambota.Biela – peça em aço semi-duro. este conjunto constitui um sistema de biela . A parte inferior. ou cromoníquel.. Cabeça – extremidade maior. É constituída por: Pé – extremidade menor e articulada com o êmbolo por meio da cavilha. denominada chapéu da cabeça da biela. estabelece a ligação entre o êmbolo e a cambota. Corpo – une o pé à cabeça. é desmontável para permitir a união ao moente respectivo da cambota e une-se à parte superior por intermédio de dois parafusos de aperto com porca.

para arranque do motor com manivela (nos motores antigos). com diversas manivelas que.Cambota. em aço ou liga especial de ferro. também designada por veio de manivelas (5) – é o veio principal do motor. . (também designado falange) para ligação ao volante. actualmente está montada numa polie para accionamento da correia da ventoinha. A outra termina num prato. Uma das extremidades termina no dente de lobo. A parte da cambota que vai unida à biela chama-se moente de impulso e a que se une ao carter moente de apoio. transformam o movimento de vai e vem dos êmbolos em movimento circular e contínuo do volante.. juntamente com as bielas.

Na periferia pode ter uma coroa dentada ou cremalheira. . ao qual está ligado. que recebe durante o tempo de trabalho. a qual tem por função regularizar o movimento do motor.. onde engrena o motor de arranque.Volante – é um pesado disco de aço que recebe movimento da cambota por intermédio do prato. Acumula energia.

MOTORES – TIPO DE COMBUSTÍVEL .

MOTORES – FORMAÇÃO DA MISTURA .

MOTORES – TIPO DE ARREFECIMENTO .

MOTORES – TIPO DE IGNIÇÃO .

MOTORES – TIPO DE ENCHIMENTO DO CILINDRO .

MOTORES – TIPO DE ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS .

MOTORES – CICLO DE FUNCIONAMENTO .

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CICLO A 4 TEMPOS .MOTOR A GASOLINA .

CICLO A 4 TEMPOS .MOTOR A GASOLINA .

MOTOR A GASOLINA .CICLO A 4 TEMPOS .

CICLO A 4 TEMPOS .MOTOR A GASOLINA .

MOTOR A GASOLINA .CICLO A 4 TEMPOS .

MOTOR A GASOLINA .CICLO A 2 TEMPOS .

CICLO A 2 TEMPOS .MOTOR A GASOLINA .

MOTOR A GASOLINA .CICLO A 2 TEMPOS .

tomemos como exemplo um motor monocilindrico e vejamos como se realizam os 4 tempos: . dando-se assim a combustão. é esta última quem recebe o impulso da expansão. utilizando-se este impulso para realizar um trabalho mecânico.CICLO DE FUNCIONAMENTO DE UM MOTOR DIESEL A 4 TEMPOS O funcionamento do motor Diesel baseia-se na injecção de gasóleo nos cilindros ou na câmara de combustão. Como o êmbolo está ligado à biela e esta à cambota. Para melhor compreensão. por ter sido comprimido. em proporção adequada e em ar já fortemente aquecido. Uma vez conseguida a inflamação. a expansão dos gases que se produzem é aproveitada para que o êmbolo se desloque.

ficando a entrada do ar bloqueada. devido à posição do excêntrico da árvore de cames (sistema de distribuição). por sucção.M.M. no P. encher-se-á de ar.I. a válvula de admissão começa a abrir e o cilindro fica em comunicação com o exterior. se o êmbolo descer até ao P.S.CICLO DE FUNCIONAMENTO DE UM MOTOR DIESEL A 4 TEMPOS 1º Tempo – ADMISSÃO Quando o êmbolo se encontra na parte superior do cilindro. .. entretanto. a válvula fecha-se. Realizou-se o 1º tempo ou de admissão. portanto. admitiuse ar no cilindro. isto é.

o que origina a elevação da temperatura. . de 500 a 900 graus centígrados (1). a qual pode ir. conforme os motores. termina o 2º tempo ou de compressão. No momento em que o êmbolo atinge o P.CICLO DE FUNCIONAMENTO DE UM MOTOR DIESEL A 4 TEMPOS 2º Tempo – COMPRESSÃO O êmbolo começa a subir e o ar.S. é comprimido. como não pode sair em virtude das duas válvulas estarem fechadas.M.

uma determinada quantidade de gasóleo (sistema de alimentação).CICLO DE FUNCIONAMENTO DE UM MOTOR DIESEL A 4 TEMPOS 3º Tempo – EXPANSÃO OU TRABALHO Um pouco antes do êmbolo atingir o P. como a temperatura é muito elevada dá-se a sua combustão.. o que obriga os gases resultantes a expandirem-se e o êmbolo a descer. é injectada. de trabalho ou expansão.M. no 2º tempo. no cilindro.S. . realizando-se o 3º tempo.

por isso.M. A válvula de escape volta a fechar-se e inicia-se novo ciclo. a série completa dos 4 tempos motor. para o P. através do colector de escape. a expulsão dos gases para o exterior.M. . completando-se o chamado ciclo de funcionamento que é.S.S. Realizou-se o 4º (e último) tempo ou de escape. abre-se a válvula de escape permitindo assim. que é necessário evacuar para que o êmbolo possa subir para P.. quando o êmbolo inicia a sua subida do P.I.M.CICLO DE FUNCIONAMENTO DE UM MOTOR DIESEL A 4 TEMPOS 4º Tempo – ESCAPE A combustão do gasóleo no interior do cilindro produz gases. com a imediata subida do êmbolo. portanto.

CICLO DE FUNCIONAMENTO DE UM MOTOR
DIESEL A 4 TEMPOS
Pelas quatro figuras anteriores podemos verificar que, em cada tempo motor, a cambota dá meia volta (180º)
necessitando, portanto, de duas voltas completas para realizar o ciclo de funcionamento.
Nos motores policilindricos cada cilindro funciona como se de um motor independente se tratasse, realizando
os 4 tempos anteriormente citados.
O interessante é que a força é feita por todos os êmbolos na mesma cambota. Desta forma o movimento é
mais regular do que nos monocilindricos, visto que a força se reparte por 720º, ao longo de duas voltas da
cambota. Nestes motores, os cilindros numeram-se começando pelo que está à frente, mais próximo do
radiador, ou do lado da engrenagem da distribuição, sendo este o número 1.

SUCESSÃO DE TEMPOS
Em cada cilindro decorrem, sucessivamente, os tempos de admissão, compressão,
expansão e escape.
Tomemos como exemplo um motor de 4 cilindros (a e b), onde em b o tempo de trabalho ou
combustão está a azul. Com a cambota em a, os êmbolos 1 e 4 ficam ao mesmo nível (no
cilindro), mas têm que executar tempos diferentes.
Acontece o mesmo com os cilindros 2 e 3. Os tempos deste motor são repartidos de tal
forma que cada um dos cilindros trabalha um tempo motor em cada meia volta da cambota
(180º); a sucessão de tempos, no que respeita ao ângulo, é diferente consoante o tipo de
motor. No de 1 cilindro, por exemplo, só tem um tempo de trabalho em cada duas voltas (2
vezes 360º), portanto, durante uma quarta parte do tempo de funcionamento. A distribuição
dos tempos de trabalho pelas voltas da cambota tem influência no equilíbrio do motor e no
tamanho do volante, o qual tem de acumular energia para os tempos mortos.
A sequência de trabalho do motor, depois
da ignição da mistura ar + combustível,
chama-se ordem de ignição. No exemplo
da figura a ordem é 1 – 3 – 4 – 2. Note-se
que o cilindro 1 tanto pode encontrarse do
lado da cedência de energia, como no
oposto; depende do construtor e os dados
específicos aparecem nas normas de
funcionamento.

CICLO DE FUNCIONAMENTO DE UM
MOTOR DIESEL A 4 TEMPOS

Para a produção de potência de uma forma mais
contínua, os motores constam de 3, 4, 6, 8 ou mais
cilindros onde, em cada um, se desenvolve a mesma
série de tempos. Num motor típico de 4 tempos e 6
cilindros, por exemplo, os moentes de impulso da
cambota formam, entre si, ângulos de 120º; os dos
cilindros 1 – 6, 2 – 5 e 3 – 4 estão no mesmo plano.

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES
TRABALHO NO INTERIOR DO CILINDRO
Os gases que se encontram sob elevada pressão no
interior do cilindro do motor (quando se dá a combustão),
exercem uma força vertical sobre a superfície superior do
êmbolo (coroa do êmbolo) fazendo-o deslocar-se.
Multiplicando o valor da força aplicada na coroa do
êmbolo pelo deslocamento do mesmo, obtém-se o valor
do trabalho produzido.
Exemplo:
Força aplicada na coroa do êmbolo pelos gases: F = 5000 N
Deslocamento do êmbolo: d = 0,08 m
Trabalho produzido: W = F × d = 5000 X 0,08 = 40 N.m = 40 J

dá-se a transformação da energia química do combustível em energia calorífica. pode-se dizer que. durante a combustão. d . . W – Trabalho. o mais potente realiza o mesmo trajecto em menos tempo. para dois veículos iguais com potências diferentes. assim como com pneus com as mesmas dimensões. F .DADOS NOMINAIS DOS MOTORES POTÊNCIA Em termos automobilísticos.Força aplicada. O trabalho mecânico é o produto entre uma força aplicada e o deslocamento provocado pela aplicação dessa força. A potência exprime-se da seguinte forma: POTÊNCIA DO MOTOR P – Potência. Parte dessa energia calorifica é transformada em trabalho mecânico. há que ter em conta que isto só acontece com relações de caixa e diferenciais iguais. No entanto.Tempo No interior do cilindro de um motor.Deslocamento t .

p. segundo DIN 700 20. pelo menos.m.Potência (1) – em quilowatts e cavalos vapor (kW e cv) – indica a potência máxima necessária ao motor.p.m.p. no banco de ensaios. exemplo: “potência nominal 65 kW a 2550 r. significa que ela deve ser atingida.”. Nos países cujo sistema métrico é a polegada é indicada da seguinte forma: “40 hp a 2000 r. . durante. ou seja a nominal e medida no volante.DADOS NOMINAIS DOS MOTORES . de acordo com as condições determinadas nas normas DIN e deve ser acompanhada do número de rotações por minuto (r.). ou “82 cv segundo SAE”.m.“. uma hora. Esta indicação é 10 a 25% superior à DIN – CV e não deve ser posta em comparação. A indicação “82 SAE cv”. dá-nos a potência medida segundo as normas americanas SAE.

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES POTÊNCIA EXEMPLO: Considere-se que se aplica a um êmbolo de um cilindro.1 s W = 77 kgm . Se a força aplicada ao êmbolo for uma força constante de 1100 kg e o curso do êmbolo for de 70 mm. uma força constante que o faz deslocar desde o PMS ao PMI.07 m Se o êmbolo demorar o tempo de 0. o trabalho mecânico desenvolvido será: F = 1100 kg d = 70 mm = 0.1 segundos a percorrer o curso. a potência desenvolvida será: t = 0.

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES . Exemplo: Motor Otto de 2 a 6 kg / kW Motor Diesel de 8 a 25 kg / kW .Peso / potência – em quilos por quilowatt (kg / kW) – resulta da relação entre o peso e a potência do motor.

Ponto morto inferior (P.I. . .M.m. .) – é a posição do êmbolo mais próxima da cabeça (o mais acima possível antes de começar a descer).Ponto morto superior (P.DADOS NOMINAIS DOS MOTORES .m.Êmbolo – em milímetros (mm) – é o seu diâmetro.p. Frequência rotativa nominal (regime) – 1600 – 5000 r. Exemplo: Frequência rotativa de marcha em vazio – 500 – 800 r.p.Frequência das rotações – é o número de rotações.S. . durante um minuto.M. da cambota.) – é a posição oposta ao ponto morto superior (completamente em baixo antes de começar a subir).

litros (L) ou polegadas cúbicas (in3) – é o volume interior do cilindro desde o P. pelo êmbolo. Por vezes está cavada na própria cabeça e/ou no êmbolo.Câmara de combustão – em centímetros cúbicos (cm3) – podendo também ser câmara de explosão. ou polegadas ( “ ) – é a distância percorrida.I. . ao P. . . em motores policilindricos. é o espaço compreendido entre a cabeça do motor e o ponto morto superior.Cilindrada total – em cm3. .Diâmetro do êmbolo – em mm ou polegadas – é o seu diâmetro exterior.Curso – em milímetros (mm).S. .Cilindrada unitária – em cm3.M. de um ponto morto ao outro.M. litros ou polegadas cúbicas (in3) – é a soma das cilindradas unitárias.DADOS NOMINAIS DOS MOTORES .

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES .

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES .

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES .

Determina-se pela fórmula em que V é a cilindrada e v o volume da câmara de combustão . é a relação existente entre o volume de ar que entra no cilindro (no 1º tempo) e o volume ocupado. pelo mesmo ar. n é o número de rotações por minuto. depois de comprimido.DADOS NOMINAIS DOS MOTORES . .Velocidade do êmbolo – em metros por segundo (m/s) – é a sua velocidade média e determina-se tal como segue: em que: C é o curso do êmbolo em milímetros.Taxa de compressão – também designada por relação de compressão.

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES .

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES .

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES .

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES .

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES .

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES .

na compressão e durante o seu tempo. na respectiva câmara. Nos motores Otto é inferior à dos motores Diesel. Diagrama da Pressão .Temperatura da compressão – em graus centígrados (º C) – é a temperatura máxima atingida pelo ar durante a compressão. antes de se dar a combustão. Nos motores Otto varia de 400 a 600º e nos Diesel de 500 a 900. antes de se dar a combustão. . atmosferas (atm) ou bares (bar) – é a pressão máxima atingida pelo ar.DADOS NOMINAIS DOS MOTORES .Pressão da compressão – em Pascal (Pa).

Nos motores Otto varia de 30 a 55 atm e nos Diesel de 60 a 80.Consumo específico de combustível – em gramas por cavalo vapor hora (gr/cv/h).DADOS NOMINAIS DOS MOTORES . ou quilowatts por decímetro cúbico (kW/dm3) – também designada por potência / litro. Diagrama da Temperatura . Nos motores Otto é superior à dos Diesel. Varia de 1800 a 2500º. dividido pela potência debitada. após a combustão. . Nos motores Otto varia de 700 a 1000º e nos Diesel de 500 a 600. é a relação da potência com a cilindrada. .Potência da cilindrada – em cavalos vapor/litro (cv/L). a um determinado número de rotações do motor. atm ou bar – é a pressão máxima atingida na respectiva câmara e durante a mesma. . ou gramas por quilowat hora (gr/kW/h) – é o consumo. .Pressão da combustão – em Pa. .Temperatura dos gases queimados – em graus centígrados – é a temperatura dos gases de escape.Horas de funcionamento do motor – dependem do número de rotações e são a base para a manutenção e assistência periódica.Temperatura da combustão – em graus centígrados (ºC) – é a temperatura máxima atingida na respectiva câmara e durante a mesma.

As forças são aplicadas à mesma distância (L) do fulcro. aplicadas a um sistema rígido fixo por um ponto central (fulcro).DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO Chama-se binário a um conjunto de duas forças paralelas. com a mesma intensidade (F) e com sentidos opostos. como mostra a figura .

O mesmo binário pode ser aplicado de duas formas: .DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO A figura mostra a aplicação de um binário para fazer rodar um volante em torno do eixo A (fulcro).

. ou sistema rígido.DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO O binário pode então ser definido como sendo o esforço (através da aplicação de uma força) que tende a movimentar um determinado corpo. em torno de um eixo de rotação.

d .Distância entre a força aplicada e o eixo de rotação ou fulcro (braço da força). o binário é o resultado da aplicação de uma força a uma determinada distância do centro de rotação. F – Força aplicada. .DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO Matematicamente. A essa distância dá-se o nome de braço da força: Para a determinação do binário aplicado. utiliza-se a seguinte fórmula: T – Binário.

o seguinte: Para a mesma força (F) aplicada. ou seja. .DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO Aplicação de um binário a uma porca de um parafuso através de uma chave de boca simples. pode-se facilmente retirar da interpretação da fórmula do binário (T = F × d). quanto maior for a distância (d) entre o ponto de aplicação desta e o eixo de rotação maior será o binário resultante (T). maior será a facilidade de rodar o corpo (neste caso a chave de boca simples). Como mostra a figura.

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO Em igualdade de força o binário é duplicado se d2 = 2 X d1 No caso concreto da figura. mostra-se que duplicando o comprimento da chave de boca e. . o valor do binário aplicado duplica. mantendo a mesma força aplicada.

Um binário T =1 N. .DADOS NOMINAIS DOS MOTORES UNIDADES DO BINÁRIO O binário. exprime-se em N.m (Newton-metro).m pode ser representado por uma força F = 1N aplicada na extremidade do braço de uma chave de boca simples com o comprimento d = 1m.

.DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO MOTOR O binário motor é o binário responsável pela rotação da cambota do motor. produz uma força sobre a coroa do êmbolo. Ao esforço de rotação assim criado dá-se o nome de binário motor. No caso concreto de um motor em funcionamento tem-se o seguinte: A pressão criada devido ao processo de combustão no interior do cilindro. Esta força durante o tempo de expansão (tempo motor) é aplicada à biela e transmitida por esta à manivela da cambota fazendo-a rodar (sistema biela manivela).

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO MOTOR A figura mostra por analogia. uma comparação entre o binário motor gerado através do sistema biela manivela e o binário gerado a partir de uma manivela manual. .

DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO MOTOR A figura mostra a decomposição das forças que dão origem a o binário motor. .

. beneficiando o seu poder de resposta às várias solicitações de aceleração. a força F0 provocada pela pressão (P) dos gases sobre a coroa do êmbolo. a mesma força F1 decompõe-se nas forças F e F’. Quanto maior for o binário motor desenvolvido por um motor. decompõe-se nas forças F1 e F2. temse: No ponto (B). que dá origem ao binário motor da seguinte forma: T – Binário motor. dOA – Distância entre o ponto (O) e o ponto (A) (braço da força).6. No ponto (A). maior será a sua capacidade de gerar o movimento rotativo da cambota. É a força (F) aplicada no ponto (A). F – Força aplicada.DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO MOTOR Analisando com algum cuidado a decomposição das forças que mostra a figura 2.

o maior valor da pressão no interior do cilindro não acontece no regime máximo de rotação do motor. . a força F e a posição da biela variam ao longo do curso do êmbolo. Num motor funcionando num ciclo a 4 (quatro) tempos.DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO MOTOR Como vimos atrás. Isto porque. Devido a diferentes causas. o binário motor máximo não se obtém no regime de rotação máximo do motor. Os restantes tempos do ciclo produzem um binário resistente. este valor não é constante. variando a cada momento. apenas o tempo de expansão (tempo motor) produz um binário motor. mas sim a um regime de rotação mais baixo. o valor do binário motor é T = F × dOA. O binário obtido é um binário médio. No entanto. mas sim a um valor mais baixo. Por esta razão.

Para restabelecer o equilíbrio é necessário fazer variar a posição de abertura da borboleta de aceleração (abrir ou fechar). a velocidade do motor depende do valor do binário resistente e da posição de abertura da borboleta de aceleração. O binário motor está em equilíbrio com o binário resistente e são ambos muito pequenos. se variar o binário resistente (aumentar ou diminuir) é criado um desequilibro. Quando o motor roda ao ralenti (regime de rotação mínimo) a borboleta de aceleração está quase fechada. provocam forças que se opõem à rotação do motor. Estabelecido um determinado regime de rotação do motor. Este binário opõem-se ao binário motor. O binário motor varia fundamentalmente de acordo com a quantidade de combustível que enche e é queimado no interior do cilindro. A velocidade de rotação do motor depende do equilíbrio entre as forças que produzem a rotação da cambota e aquelas que se opõem a essa mesma rotação (equilíbrio entre o binário motor e o binário resistente). aplicadas ao veio motor provocam o chamado binário resistente. E esta depende da posição de abertura da borboleta de aceleração (que é controlada pelo condutor do veículo através do pedal do acelerador).DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO RESISTENTE Os atritos internos do motor entre os seus vários componentes em movimento e as resistências externas ao motor. Estas forças. . Assim sendo.

. o binário motor e o binário resistente encontram-se em equilíbrio e a rotação do motor permanece constante. É o caso em que o veículo se desloca numa estrada plana e o condutor leva o pedal do acelerador pisado a fundo. com uma amplitude tal que o motor funcione à velocidade de rotação prevista.DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO RESISTENTE Quando a borboleta de aceleração está completamente aberta e o esforço aplicado ao motor é constante.

Se além do veículo subir a encosta. Nesta situação. o veículo começar a subir uma encosta. para aumentar a velocidade a borboleta de aceleração teria que ser mais aberta. o esforço aplicado ao motor aumenta (aumenta o binário resistente) reduzindo a velocidade do veículo.DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO RESISTENTE Se por exemplo. este for sujeito ao carregamento de uma carga pesada o esforço aplicado ao motor aumenta mais (aumenta o binário resistente) reduzindo mais a velocidade do veículo. .

o veículo começar a descer uma encosta e sem carregamento. . pode-se fechar um pouco a borboleta de aceleração (levantar o pé do acelerador). o esforço aplicado ao motor diminui (diminui o binário resistente) aumentando a velocidade do veículo. Nesta altura. para se obter a velocidade de rotação do motor desejada para cada caso. existe um número infinito de combinações possíveis entre a posição da borboleta de aceleração e o esforço a que está submetido o motor (binário resistente). Como se vê.DADOS NOMINAIS DOS MOTORES BINÁRIO RESISTENTE Se pelo contrário.