A COSMOLOGIA NA

ANTIGUIDADE GREGA

Platão
Aristóteles
Modelo ptolomaico

TEMAS PRINCIPAIS
 O nascimento do pensamento racional
 A esfericidade da Terra
 A cosmologia de Platão
 A irregularidade do movimento dos planetas
 As esferas cristalinas de Eudoxo e de
Aristóteles
 A teoria dos epiciclo de Ptolomeu

Localização
das escolas
filosóficas de
Atenas
(Academia,
Liceu, Estoá,
Ágora, Jardim
epicureu).

receptáculo sensível. Chora: Espacialidade. inteligente. sobre o qual possível plasmar o cosmo tendo como o modelo o mundo inteligível. Demiurgo: Deus pessoal. lá residem as ideias. Conceitos platônicos Hiperurânio: Lugar espacial do inteligível. do ser suprafísico. plasmador da matéria sensível a partir do modelo eterno. .

O texto foi escrito entre 366 e 347 a. Timeu. Os personagens do texto são: Sócrates. Crítias e Hermócrates. A COSMOLOGIA PLATÔNICA A teoria cosmológica de Platão se encontra no diálogo “Timeu”. apesar de algumas referências que seria um pitagórico natural de Lócrida. C. o personagem principal. Timeu. . é fictício.

então. [B-19 C] Portanto. . pode-se entender o Timeu como uma continuação da República.O DIÁLOGO “TIMEU” O objetivo inicial de Platão era a partir da origem do universo atingir a descrição ontológica da gênese da natureza dos homens (o objetivo final. foi a descrição da alma).

A natureza é resultado de uma arquitetura premeditada do Demiurgo.Platão elabora um modelo cosmológico baseado na descrição racional dos movimentos dos corpos celestes. Os corpos celestes são esféricos e seus movimentos circulares e uniformes. .

.O trabalho pode ser dividida em três partes: Recapitulação dos primeiros cinco livros da República (17A-20C) Narração de Crítias do mito da Atlântida (20C-25D) Discurso cosmológico de Timeu (27C- 92E).

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"filha de Atlas") é uma lendária ilha ou continente cuja primeira menção conhecida remonta a Platão em suas obras "Timeu ou  a  Natureza" e "Crítias ou  a  Atlântida". Introdução e o mito de Atlântida A introdução é puramente narrativa. Atlântida (em grego. Ἀτλαντίς . conta o mito de Atlântida. . enquanto Crítias toma a palavra.

. nove mil anos antes da época de Sólon.Segundo Crítias. Atenas era uma instituição semelhante à Atlântida descrita nos cinco primeiros livros da República.  Os atenienses lutaram contra os habitantes dessa ilha. venceram-nos e tempos depois um maremoto afundou o lugar.

II) O princípio material. . desde a astronomia até a patologia e a psicofísica. Pode ser subdividido em três partes: I) Os fundamentos teóricos e as ações do Demiurgo. III) a natureza do homem.O discurso cosmológico de Timeu O dicurso de Timeu envolve todo o campo do conhecimento da natureza.

portanto.Os fundamentos teóricos O ser que é sempre não é objeto do devir. não é ser verdadeiramente. portanto. mas inteligível. devém. . Tudo que aparece é produto de uma causa. por ser como é. O devir provém da doxa. há um agente. O mundo sensível.

PRINCÍPIO DE CAUSALIDADE:  A causalidade é obra do Demiurgo. Pois esse Artífice é a causa suprema. O mundo sensível é cópia de um modelo eterno. A cópia sensível é um devir. . O Artífice tem dois modelos: A) Eterno/inteligível. sua obra é o melhor efeito. B) Gerado/imperfeito.

. o modelo que ele toma como referência (dualismo). o Demiurgo. e a causa formal. Por consequência o mundo sensível resulta numa imagem de uma realidade metassensível realizada pelo Demiurgo” (Reale). “Existe um ser puro que pode ser alcançado somente pela inteligência. o demiurgo usa esse modelo para gerar o mundo sensível e do devir.  A razão última da criação do Demiurgo é a bondade.  Há uma distinção entre a a causa eficiente do mundo.

. A inteligência cósmica e suas operações O mundo nasce como fusão de terra e fogo.  O mundo foi modelado no formato de esfera e dotado de uma alma.  A alma do mundo é constituída por: Um ser intermediário entre aquilo que sempre é e aquilo que vem a ser. A fusão de dois meios proporcionais o ar e a água.

seria uma forma derivada entre o temporal e o eterno. . Uma forma de dessemelhança. Portanto.Uma forma analogamente intermediária de identidade.

corpos perceptíveis dotados de movimentos uniformes que servem como medida dele:  O sol e os planetas. e por consequência. dos astros e dos deuses O Demiurgo criou o tempo. . Os dotou de movimento de rotação e de revolução em torno de uma órbita. “imagem em movimento da eternidade”. Criação do tempo.  O nous descobriu a ideia de ser vivente e plasmou com fogo as estrelas-deusas.

discípulo de Platão. . criou um modelo geocêntrico para explicar o movimento dos planetas. Depois de criar os deuses. Aristóteles completou seu trabalho.  Eudoxo (408-355). decidiu criar os homens dotando-os de almas imortais que encarnam neles.  Platão entende os planetas como manifestação da alma do mundo.

Terra. planetas e estrelas fixas .

 PRINCÍPIOS:  necessidade – causa errante  receptáculo  espacialidade  origem dos quatro elementos .  Redução dos princípios que regulam a criação dos cosmos a ciência geométrica. O princípio material  Trata-se de um esquema dos princípios de uma ciência geométrica da natureza.  Análise verossímil e provisória (48D).

Espacialidade (χώρα) = é postulada pela existência do receptáculo é sede da impressão à obra do Demiurgo. privação de finalidade e de ordem (47 E). plasmável de muitos modos segundo os modelos mediante os entes matemáticos (50 D).Necessidade = casualidade. . Receptáculo = realidade amorfa.

. Tetraedro = fogo. Icosaedro = água. Os quatro elementos Uma química platônica: Cubo = terra. Octoedro = ar.

Saturno e estrelas fixas. . Vênus.O MODELO DE EUDOXO DE CNIDO  Eudoxo de Cnido foi o primeiro filósofo a elaborar um modelo cosmológico de esferas celestes concêntricas. A Terra estava no centro desse modelo. Júpiter.  Cada planeta teria uma coleção de esferas imaginárias. Marte. lua. Mercúrio. Sol.  A sequência era Terra.

mas conseguiu impressionar por muito tempo com sua explicação.O movimento final dos planetas era determinado pela combinação do movimento das quatro esferas. duas internas e duas externas. .  Eudóxio não chegou a explicar se as esferas eram reais ou não.

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A COSMOLOGIA DE ARISTÓTELES .

Introdução A obra referência para o acesso à cosmologia de Aristóteles será “Sobre o céu” (340 a. . na verdade. uma metafísica do sensível. A cosmologia aristotélica ainda considera os quatro elementos como realidades físicas elementares.). Essa cosmologia é. C.

o éter. E existem dois movimentos “natural” e “forçado”. Esses corpos são imutáveis. frio. Os corpos celestes têm seu movimento natural circular porque são feitos de uma outra matéria.A matéria tem quatro qualidades: Quente. . úmido e seco. O movimento natural é sempre linear. o mundo da Terra é o reino do devir. enquanto.

Suas características são a . Aristóteles dividiu a realidade sensível em mundo sublunar e mundo supralunar.  A matéria do mundo sublunar são os quatro elementos. A do mundo supralunar é o éter. A característica distintiva entre os dois é a existência da geração e da corrupção no mundo sublunar e a ausência delas no mundo supralunar.

. o Motor Imóvel.  O Universo de Aristóteles é eterno e infinito. Além das estrelas fixas. Aristóteles situou uma esfera responsável por tudo no Universo.

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Aristóteles quer mostrar como se pode compreender a harmonia visível do movimento do universo.O Tratado “Sobre o Céu”  Notratado. .

O MODELO PTOLOMAICO .

 O movimento de rotação da Terra foi proposto por Heráclides do Ponto (388-310 a. Depois desses esforços da astronomia grega.) Esse modelo seria parcialmente heliocêntrico porque admitia que pelo menos Mercúrio e Vênus orbita em torno do Sol.  Tal modelo deve ter influenciado Aristarco a colocar o Sol como centro do modelo. um modelo que dominou toda a história até o século XVI. C. surgiu no século II d. C. .

. Aristarco de Samos nasceu em 310 a. C. e sua proposta heliocêntrica ficou esquecida por quase 2 mil anos.  Ptolomeu viveu na Alexandria e sua obra principal foi o Almagesto e descreveu o movimento completo dos corpos celestes. Seu trabalho foi bem realizado chegando a quase acertar as distâncias entre a Terra e à Lua e ao Sol.