ESTATUTO DA CRIANÇA E

DO ADOLESCENTE

AULA 1º SEMESTRE 2014

INFORMAÇÕES GERAIS

1. PLANO DE ENSINO
BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

2. PROVAS E AVALIAÇÃO

3. FALTAS

4. MATERIAL ESTUDO: Lei 8.069/90 – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE e
Lei 10.741/03– ESTATUTO DO IDOSO

INFORMAÇÕES GERAIS

4. METODOLOGIA
- Incidência nas provas de concurso e OAB
- Enfoque prático (OAB e concursos) com resolução de
questões

crianças e adolescentes são sujeitos de direito. beneficiários da doutrina da proteção integral É fruto da soma de erros e acertos vividos no passado . EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE Vivemos um momento sem igual no plano do direito infanto-juvenil Hoje.

Idade Antiga  Família romana: laços familiares estabelecidos pelo culto à religião e não pelas relações afetivas e familiares  Fundamento: poder paterno. pois ele ficava com a função de chefe de família e cumprimento dos deveres religiosos  o pai exercia poder absoluto sobre os seus filhos. independente da sua idade  PODER ABSOLUTO DOS PAIS SOBRE OS FILHOS . EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE 1. enquanto vivessem na sua casa.

Idade Antiga  FILHOS ERAM OBJETO DAS RELAÇÕES JURÍDICAS E NÃO SUJEITOS DE DIREITO  na Grécia. o pai transferia para o Estado o poder sobre a vida e a criação dos seus filhos. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE 1. com o objetivo de preparar novos guerreiros – as crianças eram patrimônio do Estado  no direito sucessório. apenas o filho primogênito e do sexo masculino herdava os direitos (HIERARQUIA ENTRE OS FILHOS – IDADE E SEXO) . os gregos mantinham vivas as crianças fortes e saudáveis  em Esparta.

os filhos nascidos fora do casamento eram discriminados. inclusive para os menores  Atenuou a severidade de tratamento na relação pai e filho. Idade Média  Crescimento da população cristã com seu grande poder de influência sobre os sistemas jurídicos da época – base da doutrina cristã = família!  Contribuição: pregou o direito à dignidade para todos. pregando o dever de respeito: Honrar Pai e mãe  Proteção aos menores: prevendo e aplicando penas corporais e espirituais para os pais que abandonavam seus filhos  Entretanto. pois violava o modelo do sagrado matrimônio (adultério era crime) . EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE  2.

Direito brasileiro . Brasil Império  iniciou-se a preocupação com os infratores.Herança portuguesa de castigar os filhos 3.2. dos 07-17 o tratamento era similar ao do adulto. Menores de 14 anos eram inimputáveis. Brasil Colônia  manteve-se o respeito ao pai. como autoridade máxima familiar  para assegurar a sua autoridade. com algumas atenuações na aplicação da pena  o Código Penal do Império de 1830 introduziu o exame da capacidade de discernimento para aplicação da pena. mas se houvesse discernimento para os compreendidos entre os 07-14 eram encaminhados às casas de correção e poderiam permanecer até os 17 anos . o pai tinha o direito de castigar como forma de educação e não era crime se o filho viesse a falecer em decorrência desse castigo 3.1. menores e maiores  a imputabilidade penal era alcançada aos sete anos. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE 3.

reconhecendo um direito da criança  Brasil: Doutrina do Direito do Menor . o Deputado João Chaves apresenta projeto de lei alterando a perspectiva do direito da criança e do adolescente. afastando-os da área penal e propondo especialização de tribunais e juízes. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE 3.3. mesmo que suprimindo suas garantias . em 1911 destacaram-se o Congresso Internacional de Menores. Brasil República  o primeiro Código Penal passou a menoridade penal para os nove anos  o pensamento social oscilava entre assegurar direitos e ou se defender dos menores  em 1912. em Paris e a Declaração de Gênova dos Direitos da Criança em 1924. seguindo movimentos internacionais da época  no cenário internacional.o Estado tinha o dever de proteger os menores.

trabalhou com objetivo de elaborar um código misto. Lei nº 6. uma Comissão Revisora do Código Mello Mattos foi instalada e após a verificação de que o problema das crianças era principalmente social.697. com penas atenuadas  1943. Brasil Séc.4. quanto jurídicos. XX  12 de outubro de 1927 publicou o Decreto 17. primeiro Código de Menores do Brasil (Código Mello Mattos) cabendo ao juiz de Menores decidir-lhes o destino  previu medidas assistenciais e preventivas para o menor delinqüente  crianças até 14 anos eram objeto de medidas punitivas com objetivos educacionais  dos 14-18 podiam sofrer punições. buscava solucionar problemas de crianças e adolescentes em situação irregular. que abrangesse tanto aspectos sociais.943-A. ou seja.  10 de outubro de 1979: Código de Menores. os jovens considerados pobres = delinquentes – Doutrina da Situação Irregular (até 1990) . EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE 3.

Adolescente de 2013 é o mesmo dos anos 80? .O ECA é de 1990 .IMPUTABILIDADE PENAL: como corrigir criança e adolescente que cometem crimes? 07 14 09 anos .A imputabilidade penal de 18 anos hoje: Convenção dos Direitos Humanos e Pacto São José da Costa Rica . EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE .

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE ECA: não fala em menor e sim em criança e adolescente Problema da palavra “menor” – a legislação era destinada para marginalizados A Legislação do “menor” adotava a Doutrina da Situação Irregular e não era direcionada para toda criança e todo adolescente O poder do juiz e dos pais era absoluto – hoje prioriza o interesse do menor .

passando assim a serem reconhecidos como sujeito de direitos  A CF de 1988 assegurou às crianças e adolescentes. sem distinção de raça. direitos fundamentais. à sociedade e ao Estado o dever legal e concorrente de assegurá-los . classe social ou qualquer outra forma de discriminação. determinando à família. com absoluta prioridade. 227 e 228. CF/88  Adotou-se Doutrina da Proteção Integral  Em 1990. promulgou-se a Lei 8.000 assinaturas – para obter uma constituição que ampliasse e garantisse o direito das crianças e adolescentes – arts.069 – regulamentou a Constituição  situação peculiar de pessoa em desenvolvimento. DOUTRINA DA PROTEÇÃO INTEGRAL  Comissão Nacional da Criança e do Adolescente: 1.200.

ONU .069/1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente e tem como princípios norteadores. de 1989: atualização da Declaração de 1959 .Subscrita pelo Brasil em 1990 (Decreto n. DOCUMENTOS INTERNACIONAIS  Declaração Universal dos Direitos da Criança. a proteção integral e o melhor interesse .Serviu de base para a promulgação da Lei nº 8.- 1959: grande marco do reconhecimento das crianças como sujeitos de direito  Convenção dos Direitos da Criança. 28/90) .

PARTE GERAL ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE .

CF e Lei Pró-Jovem (Lei n. adolescente e jovem  ECA definiu criança e adolescente: art. em conformidade com a lei aplicável à criança. e crianças - aquelas que têm entre 18 meses e 12 anos de idade.692/08)– é pessoa que tenha entre 15 e 29 anos . 1º. CONCEITO DE CRIANÇA E ADOLESCENTE  CF fala em criança.as que compreendem a fase de nascimento do bebê até um mês de idade. bebês . 2º.  Jovem: art.  Fundamento: art. a não ser que. 227.os que estão entre o segundo e oitavo mês. de 1989: “Para efeito da presente Convenção. considera-se como criança todo ser humano com menos de 18 anos de idade. a maioridade seja alcançada antes”. 11. ECA  criança: zero a doze anos incompletos  adolescente: doze a dezoito anos incompletos  recém-nascidas . da Convenção sobre os direitos da criança.

CONCEITO DE CRIANÇA E ADOLESCENTE  ECA se aplica excepcionalmente às pessoas entre 18 e 21 anos: art. 2º. o adolescente deve ser liberado 2ª exceção: se o adotado já estiver sob a guarda ou tutela do adotante – art. parágrafo único  à apuração do ato infracional e aplicação e execução de medida sócio-educativa  adoção 1ª exceção: Garoto tem 17 anos. 11 meses e 11 dias e praticou ato infracional – está sujeito ao ECA  Completa 18 anos e isso não é óbice à apuração do ato e aplicação e execução das medidas sócio-educativas – art. ECA  para ECA: ao completar 21 anos. 40. pessoa mais de 18 anos está sob a égide do ECA . 121. parágrafo 3º. ECA Conclusão: nesses 2 casos.

PRINCÍPIOS ORIENTADORES DO ECA ECA: sistema aberto de regras e princípios Proteção integral = dignidade da pessoa humana São 03 princípios: prioridade absoluta. parágrafo único. 100. melhor interesse e municipalização – art. ECA .

ECA  Primazia em favor das crianças e adolescentes em todas as esferas: campo judicial. II. administrativo. 152. comunidade. social e familiar  Visa a proteção integral. ECA: prioridade tramitação dos processos . sociedade e poder público com absoluta prioridade  Ex: abrigo para idosos X creche para criança?  Ex: fila para transporte de órgãos  Art. por meio da família. PRINCÍPIO DA PRIORIDADE ABSOLUTA  artigo 227 da CF e artigos 4º e 100.

O direito constitucional à absoluta prioridade na efetivação do direito à saúde da criança e do adolescente é consagrado em norma constitucional reproduzida nos arts. mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso.  2. 7º A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde. PRINCÍPIO DA PRIORIDADE ABSOLUTA  DIREITO CONSTITUCIONAL À ABSOLUTA PRIORIDADE NA EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. 7º e 11 do Estatuto da Criança e do Adolescente: "Art. 11. .  EXIGIBILIDADE EM JUÍZO." 3. 7º E 11 DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. É assegurado atendimento médico à criança e ao adolescente. garantido o acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção. através do Sistema Único de Saúde. INTERESSE TRANSINDIVIDUAL ATINENTE ÀS CRIANÇAS SITUADAS NESSA FAIXA ETÁRIA. proteção e recuperação da saúde. NORMA CONSTITUCIONAL REPRODUZIDA NOS ARTS. NORMAS DEFINIDORAS DE DIREITOS NÃO PROGRAMÁTICAS. " "Art. em condições dignas de existência. CABIMENTO E PROCEDÊNCIA. Violação de lei federal. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.

 (REsp 577836/SC. Ministro LUIZ FUX. prosseguir-se no processo até o julgamento do mérito. O direito do menor à absoluta prioridade na garantia de sua saúde. mercê de ferir de morte a cláusula de defesa da dignidade humana. insta o Estado a desincumbir-se do mesmo através da sua rede própria. 200) . DJ 28/02/2005. colocar um menor na fila de espera e atender a outros. PRIMEIRA TURMA. julgado em 21/10/2004. pilar não só da sociedade democrática anunciada pela Carta Magna. Recurso especial provido para. reconhecida a legitimidade do Ministério Público.  13. Deveras. Rel. p. é o mesmo que tentar legalizar a mais violenta afronta ao princípio da isonomia. PRINCÍPIO DA PRIORIDADE ABSOLUTA  12.

e não simplesmente fazer aquilo que o julgador entende que é o melhor . PRINCÍPIO MELHOR INTERESSE  Originou-se da Convenção Internacional dos Direitos da Criança de 1959  Já esteve presente no Código de Menores (Doutrina da situação irregular)  Todas as ações relativas aos direitos da criança e adolescentes devem considerar primordialmente o melhor interesse da criança  A partir da CF/88: a todas as crianças e adolescentes  serve como base tanto para o legislador como para o aplicador: determina a primazia dos interesses da criança e do adolescente como critério de interpretação da lei. deslinde de conflitos  significa atender a sua dignidade como criança ou adolescente. respeitando de fato os seus direitos fundamentais.

Não é conveniente enquanto não definida a guarda na ação principal que haja deslocamento da criança para a companhia da mãe que. O que faz com que se respeite no caso concreto a guarda de uma criança de 03 anos de idade. 06/04/2000) . O PRINCÍPIO DO MELHOR INTERESSE DA CRIANÇA. que desde o nascimento sempre esteve na companhia do pai e da avó paterna. Antônio Carlos Stangler Pereira – j. inclusive. Des. PRINCÍPIO MELHOR INTERESSE  O BRASIL AO RATIFICAR A CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA.710/90. IMPÔS. ENTRE NÓS. é portadora de transtorno bi-polar.  Agravo provido. (TJRS – AI 70000640888 – Rel. RESPALDADA POR PRINCÍPIOS LEGAIS E CONSTITUCIONAIS.  1. ATRAVÉS DO DECRETO 99.

CF: descentralizou a política assistencial Execução de programas de política assistencial: esfera estadual e municipal Facilita a fiscalização e a implementação se o poder público estiver mais próximo . 203 E 204. PRINCÍPIO DA MUNICIPALIZAÇÃO ARTS.

6º. DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS Inatos ao ser humano. Convenção sobre os direitos da criança Art. cabe ação civil pública pelo MP (art. V) . 227. ECA: políticas públicas – atuação estatal (Poder Executivo). CF 1. mas variáveis ao longo da história Art. Direito à vida: Art. na omissão. 7º. 201.

8º. CP (minorar ou prevenir os efeitos do estado puerperal) . pré-natal (fecundação – 40 semanas) e perinatal (trabalho de parto – 48 horas após o parto) – parágrafos 1º. DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS  2. 8º. 111. parágrafo 4º: atendimento psicológico – evitar infanticídio – art. Direito à saúde (arts. 8º a 14º)  Cabe à família. parágrafo 5º)  Art. 123. 2º e 3º  direito do nascituro (aborto feto anencefálico)  Deve ser garantido pelo SUS: art. atendimento à gestante. comunidade e poder público  Desde fase uterina. ECA  Adolescente internada em razão de prática de ato infracional (art.

base para certidão de nascimento  Art.303/10: teste da orelhinha  Art. II: teste do pezinho – pena: art. 10. DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS  2. 10. parágrafo 2º: gratuidade de remédio . 9º: direito de amamentar – art. I. 228  Art. Direito à saúde  Art. 11. LEP  Art. 83. IV: declaração de nascimento vivo. 50. 10. V: alojamento da mãe junto com neonato  Art. 10: obrigatoriedade de manutenção de prontuários – identificação dos menores – pena: art. parágrafo 2º. 229  Lei 12. CF (garantia constitucional)  Também aplica para genitora presa – art.

DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS  Art. Direito à liberdade. 18: servidor público deve comunicar obrigatoriamente  Arts. 15 e 16. 17: direito ao respeito: manutenção da integridade física. motel. ao respeito à dignidade  Arts. 83-85: autorização judicial para criança viajar para fora de sua comarca  Art. salvo autorização do pai . moral e psíquica  Art. pousada. ECA – rol exemplificativo  Direito de visitas aos avós: envolve o direito de liberdade e não se contrapõe ao direito ao pátrio poder dos pais  Art. 12: direito a acompanhante  3. 82: hospedagem – proibida para criança e adolescente em hotel. pensão.

ECA e art. 246. V. CP) . DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2. Art. Inciso V: direito à escola gratuita e próxima da sua residência (para STJ. Art. 55: obrigação dos pais de matricular seus filhos na rede regular de ensino (descumprimento – medida de proteção – art. 129. ECA – principais deveres a serem garantidos pelo Estado a) Criança 0 a 06 anos: atendimento em creche e pré-escola b) Ensino Fundamental: obrigatório e gratuito c) Ensino Médio: progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidades d) Ensino noturno regular: oferta adequada às condições do adolescente trabalhador . é regra relativa levando em conta o direito da criança ou adolescente) . 54: O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público importa na responsabilidade da autoridade competente . 53. Direito à educação: art.

perigoso ou insalubre (art. 63. com exceção do noturno. 60: direito à profissionalização e à proteção no trabalho  Até 14 anos: trabalho proibido em qualquer hipótese (direito à bolsa – art. 67)  Maior de 18 anos: permite qualquer trabalho + perigoso + noturno + insalubre  Ao aprendiz maior de 14 anos são assegurados direitos trabalhistas e previdenciários . ECA) e proibido noturno (22hrs às 05hrs). 64)  14 a 16 anos: somente como aprendiz (art. 428. CLT e art. perigoso ou insalubre  16 a 18 anos: permitido qualquer trabalho. DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS  Art.

curatela Art. tutela. CF: conceito de família extensiva (união estável) Família natural: genitores biológicos – prioridade Família extensa: parentes com afinidade e afetividade Família substituta: guarda. 226. DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 4. clube . 19. ECA: viver junto à sua família natural ou subsidiariamente à sua família extensa Art. Direito à convivência familiar e comunitária Ar. escola. 130: ECA ambiente livre de drogas Direito à convivência comunitária: bairro.

MARCO AURÉLIO. especialmente quando envolvida criança e adolescente. (RE 195192. julgado em 22/02/2000. Segunda Turma. JURISPRUDÊNCIA  MANDADO DE SEGURANÇA . DO ARTIGO 5º. Incumbe ao Estado (gênero) proporcionar meios visando a alcançar a saúde.INCISO LXIX.ADEQUAÇÃO . o Distrito Federal e os Municípios. Uma vez assentado no acórdão proferido o concurso da primeira condição da ação mandamental . Relator(a): Min. O Sistema Único de Saúde torna a responsabilidade linear alcançando a União.AQUISIÇÃO E FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS - DOENÇA RARA. DJ 31-03-2000 PP-00060 EMENT VOL-01985-02 PP- 00266) .descabe concluir pela transgressão ao inciso LXIX do artigo 5º da Constituição Federal. SAÚDE . DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. os Estados.direito líquido e certo .

JURISPRUDÊNCIA
 E M E N T A: CRIANÇA DE ATÉ CINCO ANOS DE IDADE - ATENDIMENTO EM CRECHE E EM PRÉ-
ESCOLA - SENTENÇA QUE OBRIGA O MUNICÍPIO DE SÃO PAULO A MATRICULAR
CRIANÇAS EM UNIDADES DE ENSINO INFANTIL PRÓXIMAS DE SUA RESIDÊNCIA OU
DO ENDEREÇO DE TRABALHO DE SEUS RESPONSÁVEIS LEGAIS, SOB PENA DE MULTA
DIÁRIA POR CRIANÇA NÃO ATENDIDA - LEGITIMIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DAS
“ASTREINTES” CONTRA O PODER PÚBLICO - DOUTRINA - JURISPRUDÊNCIA - OBRIGAÇÃO
ESTATAL DE RESPEITAR OS DIREITOS DAS CRIANÇAS - EDUCAÇÃO INFANTIL - DIREITO
ASSEGURADO PELO PRÓPRIO TEXTO CONSTITUCIONAL (CF, ART. 208, IV, NA REDAÇÃO DADA
PELA EC Nº 53/2006) - COMPREENSÃO GLOBAL DO DIREITO CONSTITUCIONAL À EDUCAÇÃO -
DEVER JURÍDICO CUJA EXECUÇÃO SE IMPÕE AO PODER PÚBLICO, NOTADAMENTE AO
MUNICÍPIO (CF, ART. 211, § 2º) - LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DA INTERVENÇÃO DO PODER
JUDICIÁRIO EM CASO DE OMISSÃO ESTATAL NA IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS
PREVISTAS NA CONSTITUIÇÃO - INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO POSTULADO DA
SEPARAÇÃO DE PODERES - PROTEÇÃO JUDICIAL DE DIREITOS SOCIAIS, ESCASSEZ DE
RECURSOS E A QUESTÃO DAS “ESCOLHAS TRÁGICAS” - RESERVA DO POSSÍVEL, MÍNIMO
EXISTENCIAL, DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E VEDAÇÃO DO RETROCESSO SOCIAL -
PRETENDIDA EXONERAÇÃO DO ENCARGO CONSTITUCIONAL POR EFEITO DE SUPERVENIÊNCIA
DE NOVA REALIDADE FÁTICA - QUESTÃO QUE SEQUER FOI SUSCITADA NAS RAZÕES DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO -PRINCÍPIO “JURA NOVIT CURIA” - INVOCAÇÃO EM SEDE DE
APELO EXTREMO - IMPOSSIBILIDADE - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. POLÍTICAS
PÚBLICAS, OMISSÃO ESTATAL INJUSTIFICÁVEL E INTERVENÇÃO CONCRETIZADORA DO PODER
JUDICIÁRIO EM TEMA DE EDUCAÇÃO INFANTIL: POSSIBILIDADE CONSTITUCIONAL. - A
educação infantil representa prerrogativa constitucional indisponível, que, deferida às crianças, a estas
assegura, para efeito de seu desenvolvimento integral, e como primeira etapa do processo de educação
básica, o atendimento em creche e o acesso à pré-escola (CF, art. 208, IV). ARE 639337 AgR, Relator(a):
Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 23/08/2011, DJe-177 DIVULG 14-09-2011 PUBLIC

JURISPRUDÊNCIA

 EMENTA: HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. MEDIDA
SOCIOEDUCATIVA DE SEMILIBERDADE. LIMITE MÁXIMO DE DURAÇÃO. RESTRIÇÃO À
REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES EXTERNAS E IMPOSIÇÃO DE CONDIÇÕES RELATIVAS AO
BOM COMPORTAMENTO DO PACIENTE PARA VISITAÇÃO À FAMÍLIA. IMPOSSIBILIDADE.
ARTIGO 227 DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 1. Ressalvadas as hipóteses arroladas nos artigos
121, § 3º e 122, § 1º, o Estatuto da Criança e do Adolescente não estipula limite máximo de duração
da medida socioeducativa de semiliberdade. Resulta daí que, por remissão à aplicação do
dispositivo concernente à internação, o limite temporal da semiliberdade coincide com a data em
que o menor infrator completar vinte e um anos [art. 120, § 2º]. 2. O artigo 120 da Lei n. 8.069/90
garante a realização de atividades externas independentemente de autorização judicial. 3. O
Estado tem o dever de assegurar à criança e ao adolescente o direito à convivência
familiar [artigo 227, caput, da Constituição do Brasil]. O objetivo maior da Lei n.
8.069/90 é a proteção integral à criança e ao adolescente, aí compreendida a
participação na vida familiar e comunitária. 4. Restrições a essas garantias somente
são possíveis em situações extremas, decretadas com cautela em decisões
fundamentadas, o que no caso não se dá. Ordem parcialmente concedida para permitir ao
paciente a realização de atividades externas e visitas à família sem a imposição de qualquer
condição pelo Juízo da Vara da Infância e Juventude. (HC 98518, Relator(a): Min. EROS GRAU,
Segunda Turma, julgado em 25/05/2010, DJe-110 DIVULG 17-06-2010 PUBLIC 18-06-2010
EMENT VOL-02406-03 PP-00526 RMDPPP v. 6, n. 36, 2010, p. 107-112 LEXSTF v. 32, n. 379,
2010, p. 323-329 RT v. 99, n. 899, 2010, p. 488-492 RSJADV out., 2010, p. 44-46)

O PODER FAMILIAR

- Várias teorias para explicar a origem da família
- Família ocidental: pratiarcal
- Somente na Constituição de 1934
- Constituição de 1988: igualdade entre os membros
da família
- Declaração Universal dos Direitos do Homem: “a
família é núcleo natural e fundamental da sociedade
e tem direito à proteção da sociedade e do Estado”
- Todo mundo tem direito a fundar uma família

PRINCÍPIOS NORTEADORES DA FAMÍLIA  Art. ECA  Princípio da paternidade responsável: art. I. CF  Dignidade da pessoa humana: art. parágrafo 7º. CF  Prioridade absoluta dos direitos da criança: art. 20. 5º. 4º. 226. CF: princípio da pluralidade das entidades familiares  Princípio isonomia entre filhos: art. 1º. CF e art. ECA  Igualdade de direitos entre os gêneros: art. parágrafo 6º. parágrafo 5º. CF - parentalidade . 227. 227. CF c/c art. CF  Igualdade entre cônjuges e companheiros: art. 226. 226. III.

NOÇÃO ATUAL DE FAMÍLIA  Família natural: pelos pais e filhos e por qualquer um deles e sua prole – art. depois adoção internacional deferida a estrangeiros . depois adoção nacional. 25. guarda. ECA – independente do vínculo matrimonial  Lei 12. 25. depois por não parentes. Prioridade: parentes. ECA  Convivência com os parentes próximos  Liames de afetividade e afinidade – madrasta ou padrasto • Família Substituta: admite 03 modalidades .010/09: ampliou o conceito de família – extensa ou ampliada . tutela e adoção (art. parágrafo único.art. depois adoção internacional pleiteada por brasileiros. 28) .

CC: após 18 anos + ausência de discernimento = curatela (extingue o poder familiar)  Conceito: complexo de direitos e deveres patrimoniais com relação ao filho menor. PODER FAMILIAR  Noção de poder parental = dos pais  Igualdade entre pais: art. 1767 e 1768. 21. não emancipado. ECA  Poder familiar até 18 anos – assistidos ou representados  Art. e que deve ser exercido no melhor interesse deste último .

1. 102. 16. CC) – estado de filiação  Declaração de nascimento (art. CC)  Falta comprovada da Declaração de Nascido Vivo – art. ECA)  O RECONHECIMENTO PODE PRECEDER O NASCIMENTO – ART. 101. 1634. PARÁGRAFO ÚNICO. Lei 6. ECA .Se a criança não for registrada (omissão ou falta dos pais) – Justiça da Infância e Juventude determinar a regularização + aplicação de medidas protetivas (art. 22. ECA  Oitiva testemunhas  Consulta a documentos  Exame de idade óssea  . ECA) – registro de nascimento no Cartório (art. 129. IV. ECA c/c art. ATRIBUTOS DO PODER FAMILIAR  Art.603. Dever de registrar o filho e o direito ao estado de filiação  Não está expresso: mas decorre do direito ao nome  Com nome a criança liga-se a família: prenome e sobrenome (art. 50. ECA) + aos pais (art.015/73 e art. 26. CC (deveres dos genitores)  1. 10.

1632. ECA e art. 932. 22. I. ECA e art. II. É direito: resguardar sua vida. Dever de assistência e representação . CC – família natural. exercer sua vigilância . A separação dos pais não altera o poder familiar – art. CP . ATRIBUTOS DO PODER FAMILIAR 2. Sanções aos pais omissos: arts. 247. CC . Dever de guarda: . sob o mesmo teto – art.Guarda comum exercida pelos pais sobre os filhos menores. sob mesmo teto. Responsabilidade pelos danos causados: art. CC . 1634. 129 e 249. poder familiar sem restrições .

ECA: dever de alimentos – cessa com a maioridade e com a emancipação Prorrogado até os 24 anos.s 7º e 8º. I. CF e art. 1634. inclusive ao nascituro (art. Dever de criar e educar o filho Art. ECA) Art. 229. Dever de sustento Provisão de subsistência material ao menor de 18 anos. ATRIBUTOS DO PODER FAMILIAR 3. 22. desde que esteja cursando nível superior ou até os 21 anos. CC (não só a educação escolar) 4. se estiver estudando para ingresso na faculdade .

Dever de assistência imaterial e afeto Interpretação extensiva – art. CF 6. ATRIBUTOS DO PODER FAMILIAR 5. ECA . 229. 23. Falta de recursos materiais Por si só não enseja a suspensão ou perda poder familiar – art.

O que a Constituição de 1988 fala sobre a entidade familiar?  2. Perguntas  1. O STF reconheceu o casamento entre pessoas do mesmo sexo?  4. sob o ponto de vista do ECA? . Para o STF. é possível o reconhecimento de união estável entre pessoas do mesmo sexo? Explique as razões da sua decisão?  3. Qual conceito de união estável para o Código Civil de 2002?  2. Quais as consequências jurídicas que tal decisão do STF gera para os casais homossexuais.

PERDA E SUSPENSÃODO PODER FAMILIAR Suspensão e destituição/perda e extinção: são as sanções mais graves. em procedimento judicial próprio. CC . decretadas por sentença. dependendo do caso e no interesse do menor – art. ampla defesa e contraditório – art. 1637. parágrafo 1º. 161. 24. CC Perda: irrevogável – art. ECA Suspensão: provisória. 1638. ECA Art. fixada pelo juiz.

CC  Caso do parágrafo único: pode ter julgamento antecipado. 1634. CC . ficando a criança confiada à pessoa idônea = eventual prejuízo ao menor + falta dos deveres do art. com a juntada da certidão de condenação transitada em julgado (não precisa contraditório)  Art.030/10: alienação parental por um dos pais – suspensão do poder familiar  É medida temporária. SUSPENSÃO DO PODER FAMILIAR  Lei 12. 1637. ECA: liminar para suspender o poder familiar até o julgamento final. a sentença fixa o prazo  Hipóteses : art. 157.

ECA A) Morte bilateral: art. EXTINÇÃO DO PODER FAMILIAR O ECA se refere indiretamente à extinção Destituição é uma das espécies da extinção do poder familiar – arts. extingue o vínculo de parentesco com os pais biológicos falecidos . CC . I.Adoção: além de extinguir o poder familiar. X e 169. 1635. até a maioridade . CC .Família substituta – tutela. 1570.Morte de apenas 1 dos genitores: art. 129.

89.Interdição do maior: curatela aos genitores. 1635. 1. relação de emprego C) Maioridade civil (arts. 91 e art. parágrafo 1º. EXTINÇÃO DO PODER FAMILIAR B) Emancipação: faculdade dos pais + escritura pública + registro + anotação na certidão de nascimento (arts.635. colação de grau em nível superior.015/73) – art. estabelecimento comercial. CC Casamento. 107. CC) . II. 90. III c. emprego público efetivo.c art. Lei 6. mas não prorroga o poder familiar . 5º.

V. EXTINÇÃO DO PODER FAMILIAR D) Adoção: é irrevogável Condições objetivas: arts. CC . ECA) É meio de transferência do vínculo de parentesco E) Decisão judicial: art. 1635. 39 e ss c/c arts. 165 e ss do ECA + reais vantagens ao adotando + motivos legítimos (art. 43.

1638. Eca + art. CC a) Maus tratos (direito ao respeito – art. 24. 22. ECA) b) Abandono c) Atos contrários à moral e aos bons costumes d) Reiteração das faltas ensejadoras de suspensão e) Descumprimento do art. CF e arts. 1634 e incidência do art. ambos do CC (perda ou suspensão. ECA + art. CP . depende do juiz) f) Cometimento de crime doloso punido com reclusão contra filho: art. PERDA OU DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR  Afastamento compulsório do poder familiar dos pais biológicos – arts. 22. 15 e 17. 1638. 227. 92.

PERDA X SUSPENSÃO X EXTINÇÃO DO PODER FAMILIAR .

do ECA: o prazo máximo para conclusão do procedimento para perda ou suspensão do poder familiar é de 120 (cento e vinte) dias . 161. a obrigatoriedade de ouvir os pais sempre que esses forem identificados e estiverem em local conhecido.  art. para a autoridade judicial poder decretar a suspensão do poder familiar. liminar ou incidentalmente. o Ministério Público ou alguém quem tenha legítimo interesse.  Art. após a oitiva do Ministério Público. 163. parágrafo 4º. 159)  art. PROCEDIMENTO PARA PERDA OU SUSPENSÃO DO PODER FAMILIAR  art. 156: requisitos da petição inicial  art.  Art. 155: competência para propor a ação de perda ou suspensão do poder familiar. 158: 10 dias para contestar ou nomear advogado dativo (art. 157: dispõe que deve haver motivo grave.

JULGADO EM 18/02/2004) . pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (art. RELATOR: MARIA BERENICE DIAS. impõe-se a destituição do poder familiar. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70007745003.069/90) fortaleceu o princípio do melhor interesse da criança. DESTITUIÇÃO DE PODER FAMILIAR. Apelo desprovido. cujo pai faz uso reiterado de bebidas alcoólicas e a mãe é omissa em relação aos cuidados necessários à prole. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. 1º da Lei nº 8. JURISPRUDÊNCIA  ECA. SÉTIMA CÂMARA CÍVEL. A adoção da doutrina da proteção integral. inclusive nas relações familiares e nos casos relativos à filiação. Tratando o feito de crianças e adolescentes vítimas de maus-tratos. que deve ser observado em quaisquer circunstâncias.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. Apelo desprovido. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70008106213. Injusto pretender que as crianças. cuja guarda se encontra com casal que pretende a adoção. MELHOR INTERESSE DAS CRIANÇAS. deixa de tomar providências para manter os filhos protegidos e acompanhados no período de cumprimento da pena. vivam na mera expectativa de um dia vir a estar na companhia do pai. RELATOR: MARIA BERENICE DIAS. JURISPRUDÊNCIA  EMENTA: ECA. SÉTIMA CÂMARA CÍVEL. deixando de criar vínculos familiares em etapa importante na formação da personalidade. cuja prisão possui término previsto em 2007. JULGADO EM 14/04/2004) (NLPM) . Impõe-se a destituição do poder familiar quando o genitor. DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR. revelando total descaso com a prole.

(AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 70008745655. JULGADO EM 02/06/2004) . Descabe o sobrestamento da ação de destituição do poder familiar até a prolação da sentença no processo criminal movido contra o genitor acusado de abuso sexual. RELATOR: MARIA BERENICE DIAS. DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR. SÉTIMA CÂMARA CÍVEL. JURISPRUDÊNCIA  ECA.638. conforme prevê o art. do Código Civil. Agravo provido. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. 1. A perda do poder familiar prescinde da realização de fatos típicos penais. bastando que seja comprovada a prática de atos contrários à moral e aos bons costumes contra a criança. III.

(APELAÇÃO CÍVEL Nº 70008231722. RELATOR: MARIA BERENICE DIAS. SÉTIMA CÂMARA CÍVEL. Pedido de diligências do Ministério Público acolhido. JURISPRUDÊNCIA  ECA. impõe-se a destituição do poder familiar em relação ao pai que abusa sexualmente da filha. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. em parte. JULGADO EM 26/05/2004) . DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR. 22 do Estatuto da Criança e do Adolescente. infringindo gravemente os deveres previstos no art. Em atenção ao princípio do melhor interesse da criança. e apelo desprovido.

GENITORA QUE SOFRE COM PROBLEMAS MENTAIS (ESQUIZOFRENIA EM ESTADO CRONICO). II. PAI DESCONHECIDO. FAMILIARES QUE SE NEGAM A FICAR COM A GUARDA DO INFANTE. COM RAZAO DECIDIU O SENTENCIANTE. UNANIME. DESPROVERAM. CARACTERIZADO O ABANDONO DO MENOR (ART. RELATOR: LUIZ FELIPE BRASIL SANTOS. INC. E NAO POSSUINDO A RECORRENTE AS MINIMAS CONDICOES PARA O EXERCICIO DO PATRIO PODER. JULGADO EM 02/10/2002) . SÉTIMA CÂMARA CÍVEL. AO DESTITUI-LA DO ENCARGO. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70004853784. JURISPRUDÊNCIA  DESTITUICAO DE PATRIO PODER. 395. MENOR ABANDONADO EM PESSIMO ESTADO DE SAUDE. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. CCB).

Des. COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE. Praticando os genitores comportamento criminoso ao atentarem contra a vida da filha. ainda que tenha havido notícia de fatos delituosos. j. logo após o seu nascimento. do ECA. 2. pois incidem os arts. 1. 70004854741. II e III do CC Brasileiro e 22 e 98. TENTATIVA DE ABORTO E DE HOMICÍDIO PRATICA PELOS GENITORES. Como o genitor foi citado e teve oportunidade de exercer a mais ampla defesa. inc. INAPTIDÃO PARA O EXERCÍCIO DO PÁTRIO PODER. (TJRS. Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves. 18/09/2002) . de forma brutal e cruel. O presente feito não exclui a eventual apuração da responsabilidade criminal. evidentemente são pessoas inaptas para o exercício do pátrio poder. ApCiv. 7ª C. Civ. incs. Rel.. não poderia ignorar que houve expresso pedido de alimentos em favor da infante. II. Tratando-se de ação de destituição de pátrio poder. é competente o Juízo da Infância e da Juventude. 395. JURISPRUDÊNCIA  DESTITUIÇÃO DO PÁTRIO PODER. 3. Recursos desprovidos.

19. VII. 101. ECA)  Acolhimento familiar: família acolhedora  São medidas provisórias e necessidade urgente (brevidade)  A idéia é que ela volte à família natural  Mas ela pode ser inserida em família substituta. FAMÍLIA – Acolhimentos  Regra: família natural  Criança ou adolescente em situação irregular (hipóteses do art. 101. parágrafo 1º c/c art. 98. parágrafo 1º)  Acolhimento institucional: sentido amplo – abrigo + casa lar + república (art. quando não há mais possibilidade de retorno à família natural  MP ingressa com ação de destituição do poder familiar . 101)  Se não for possível. aplica art. juiz insere em acolhimento institucional ou acolhimento familiar – só pode ser aplicado pelo juiz (art.

VIII. salvo se superior interesse justificar a continuidade da medida  Competência para aplicar: juiz e Conselho Tutelar ( 101.Prazo máximo: 02 anos. pelo menos. VII. ECA): juiz encaminha para família acolhedora e pode atribuir a guarda a essa família  Competência para aplicar: somente o juiz  Para os 2 acolhimentos. a medida deve ser reavaliada. ACOLHIMENTOS  Acolhimento institucional em entidade governamental ou não governamental . 101. a cada 06 meses e somente o juiz pode afastar do convívio familiar (art. do ECA)  Acolhimento familiar (art. parágrafos 2º e 3º) – por meio da Guia de Acolhimento . 101.

abuso ou outra situação  Critérios para colocação em família substituta: grau de parentesco (parentes próximos tem prioridade). outras pessoas aptas legalmente  Família substituta estrangeira – somente adoção – art. 28  Requisitos: art. 31  Para Guarda e Tutela: prestar compromisso – art. sempre que possível  Maior de 12 anos: precisa de seu consentimento  Grupos de irmãos: mesma família substituta. ressalvadas situações de risco. pessoas com grau de afinidade ou afetividade. caso não seja possível. tutela adoção – art. 165. 32 . caso não seja possível. ECA  Oitiva da criança ou adolescente. FAMÍLIA SUBSTITUTA  03 Modalidades: guarda.

Atribui a condição de dependente para todos os fins. ECA .GUARDA 1. A decisão da guarda não faz coisa julgada material – art. Pode ser deferida incidentalmente nos processos de tutela ou adoção . 34 . 33. 33. 35 . FAMÍLIA SUBSTITUTA . Pode ser objeto principal da ação: pode atribuir o direito de representação para prática de atos determinados . parágrafo 3º. ECA . A guarda por si só não atribuiu o direito de representação!!!! . Para acolhimentos familiar e institucional – art. inclusive previdenciários – art. Guarda: regulariza situação de fato – ART.

CPC) . 1734) . 164. pai falecido e mãe em lugar incerto. CC e art. 1. Tutela: ART. ECA .194 a 1. ECA (arts. Tia requer a tutela para que menor possa receber pensão deixada pelo pai .Direito de representação e administração dos bens do tutelado . 1763.TUTELA  2.Visa suprir carência de representação legal (art.198.O tutor (tutela testamentária) prestará caução suficiente e idônea.Ex: menor deficiente físico.Cessação da tutela: art. 36. FAMÍLIA SUBSTITUTA ..Até 18 anos incompletos . salvo se reconhecida a sua idoneidade .

O novo pai adota o filho e extingue os vínculos com o pai. . Adoção: ART. FAMÍLIA SUBSTITUTA . ECA .STJ: 02 irmãs podem adotar uma criança.ADOÇÃO 3. 39. Pai morre a mãe casa de novo. até por adoção homoafetiva – devem compor grupo familiar) .Dispensa o prévio cadastramento (ordem cronológica de cadastro de adoção) . embora não seja grupo familiar tradicional  Adoção unilateral: continuidade dos vínculos familiares para com um dos genitores Ex: mãe e pai tem 1 filho.Pode ser pleiteada por 1 única pessoa ou por 2 pessoas  Adoção bilateral: conjunta devem ser casadas por união estável.

43 . salvo impedimentos matrimoniais (ex: adotante casado com sua avó) e importará na atribuição de novos vínculos .Desconstituição dos vínculos familiares. FAMÍLIA SUBSTITUTA . 49 .ADOÇÃO .Precisa apresentar reais vantagens para adotante e fundar-se em motivos legítimos – art.Vedada por procuração.Caráter excepcional e irrevogável – é a última possibilidade! .A morte dos adotantes não restabelece poder familiar dos naturais: art. pois exige-se o contato pessoal .

FAMÍLIA SUBSTITUTA - ADOÇÃO

- Requisitos para adoção:
a) Idade: adotante deve ter, máximo, 18 anos e diferença de idade de 16
anos com o adotando. Se forem 2 adotantes, pelo menos 01 deve ter
esses requisitos (art. 40)
b) Consentimentos dos genitores: vale para todas as formas de família
substituta. Prestam em juízo, após o nascimento da criança. Se for
escrito, deve ser confirmado em juízo. É retratável até a publicação da
sentença concessiva de adoção. Pode ser dispensado se já houve prévia
destituição do poder familiar (art. 45, parágrafo 1º, ECA). Se for maior
de 12 anos, precisa do consentimento do adolescente

FAMÍLIA SUBSTITUTA - ADOÇÃO

c) Estágio de convivência: período em que adotante e adotado permanecem
juntos - art. 46
- Adoção nacional: obrigatório pelo prazo que o juiz fixar. Pode ser
dispensado se a criança/adolescente já estiverem sob tutela ou guarda
legal (deferida pelo juiz) do adotante por tempo suficiente para
demonstrar vínculo
- Adoção internacional: obrigatório pelo prazo mínimo de 30 dias e é
indispensável
 OBS: guarda de fato não dispensa o estágio de convivência
d) Prévio cadastramento: adotante busca a sua inscrição no cadastro. Por
procedimento de habilitação de pretendentes em que o juiz determina o
nome do interessado a ser inscrito (vara da infância)
- Pode ser dispensado: adoção unilateral, pedido por parente com vínculo de
afetividade ou afinidade, a criança com mais 03 anos ou adolescente que
já se encontrem sob forma de guarda ou tutela do adotante

FAMÍLIA SUBSTITUTA - ADOÇÃO

Art. 47: constitui-se por sentença judicial transitada
em julgado + inscrição no registro civil
Lavra uma nova certidão de nascimento, cancelando
a anterior
É sentença constitutiva, extingue o parentesco
anterior e cria um novo

ADOÇÃO  Características da adoção: a) Ato personalíssimo: somente os adotantes podem pleitear. podem ser postulados por advogados b) Ato irrevogável: solução é destituir o poder familiar c) Ato excepcional d) Ato incaducável: morte dos adotantes não restabelece o poder familiar dos pais biológicos e) Plena: estabelece parentesco com adotantes e seus pais e parentes f) Constituída por sentença judicial: não existe adoção sem sentença!!! . FAMÍLIA SUBSTITUTA .

50. 50 a) Preparação: jurídica e psicossocial do casal por equipe b)Inscrição no cadastro: nacional e estadual (art.ADOÇÃO Procedimento: art. FAMÍLIA SUBSTITUTA . parágrafo 5º) c) Adoção efetiva .

Vale para adoção nacional .Emitem Laudo que é requisito para petição inicial A) Judicial: sentença + modificação do nome + possível modificação prenome . FAMÍLIA SUBSTITUTA . 51. ECA .02 fases A) administrativa/habilitação e preparação – perante as autoridades centrais em matéria de adoção internacional .ADOÇÃO  ADOÇÃO INTERNACIONAL: Art.Criança sai do país de origem e vai para país de acolhida .

PARTE ESPECIAL ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE .

89 e Lei 8. 204 a 227. 86 . I) Criação de conselhos municipais. CF: princípios básicos – participação e exigibilidade ECA traços linhas de ação dessa política – municipalização do antendimento (art. 88. estaduais e nacional (CONANDA) – que representam a forma de participação popular na política de atendimento (art.242/91) Baseada na proteção integral: gorverno + família + sociedade – art. DA POLÍTICA DE ATENDIMENTO Arts.

Judiciário e Conselhos Tutelares – art. 90 a 97: são entidades que atendem adolescentes e crianças com direito violados ou ameaçados ou que abrigam adolescentes infratores  Conselho Municipal: cadastramento para as entidades não governamentais  Podem aplicar medidas de proteção e medidas socioeducativas  Art. DAS ENTIDADES DE ATENDIMENTO  Arts. 98 (preferência para manter família natural)  OBS: dirigente do abrigo = guardião!!  Fiscalização: MP. 92: entidades de abrigo – recebem crianças e adolescentes em situação do art. 95 .

99 e 100) . levando em conta as necessidades pedagógicas + vínculos familiares (arts. 98 e ss. ECA: medidas que visam evitar ou afastar o perigo ou lesão à criança ou adolescente = prevenção e reparação Estão no art. DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO Art. 101. ECA Aplicadas isoladamente ou cumulativamente.

DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO EM ESPÉCIE Aplicadas pelo Juiz da Vara da Infância e da Juventude e pelo Conselho Tutelar Também aplicadas para crianças que cometem atos infracionais – art. 105 .

CF: garantia da inimputabilidade para menores de 18 anos sujeito à lei especial (art. reduzidíssimo grau de reprovabilidade da conduta. inexpressividade da lesão jurídica (subtração de barra de chocolate feita por reincidente) . 228. CP)  Conseqüências derivadas dessa garantia: adolescentes sujeitos a uma lei. MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS  Art. especial  Criança e adolescente praticam ato infracional: é conduta prevista na lei como crime ou contravenção praticada por criança ou adolescente – art. ou seja. 104. é a medida aplicada  Admite-se aplicação princípio insignificância (STJ e STF): mínima ofensividade da conduta. nenhuma periculosidade social da ação. 103  O que diferencia é a resposta. ECA) – afere idade na data do fato (Teoria da Atividade – art. 4º. a uma resposta e a um juízo diferenciado.

MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS Para criança: art. 101. I a VI) e juiz (todas as medidas)  não está sujeita à ação sócio-educativa . ECA) – podem ser aplicadas pelo Conselho Tutelar (algumas medidas – art. 105  está sujeita às medidas de proteção (art. 101.

prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida) e restritivas de liberdade (mesmo que seja parcial– semi-liberdade e internação)  para escolher a medida sócio-educativa adequada: três fatores – capacidade de cumprimento. por si só. depois. obrigação de reparar o dano. não justifica aplicação de medida restritiva de liberdade. Para medida de internação. 112  essas medidas podem ser classificadas em: em meio aberto (permanece junto à comunidade: advertência. STJ – rol taxativo do art. MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS  Para adolescente:  está sujeito às medidas sócio-educativas – medidas jurídicas que podem ser aplicadas ao adolescente autor de ato infracional – só pelo juiz – súmula 108. Conclusão: gravidade da infração. verificar se o ECA prevê que tal ato infracional permita a internação . circunstâncias e gravidade da infração. o juiz deve verificar se não exista não medida que seja suficiente à ressocialização e.

MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS RESUMO: art. ECA a) Infrator criança: medidas de proteção b)Infrator adolescente: medidas socioeducativas . 105.

109 . senão em prisão em flagrante . 110) + direito de identificar os responsáveis por sua prisão (art.sem o devido processo legal (art. 108 – prazo máximo de 45 dias e) Identificação do adolescente: art. MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS  Regras procedimentais: a) Aos procedimentos regulados no ECA. 106) d) Possibilidade de internação provisória (antes da sentença): art. aplicam-se subsidiariamente as normas processuais da lei processual b) É assegurada prioridade absoluta na tramitação dos processos e na execução dos atos e diligências judiciais c) Nenhum adolescente será privado de sua liberdade.

114. para promover admoestação verbal do adolescente “puxão de orelhas” . parágrafo único . precisa comprovar a autoria da infração – art. 115.independente de execução . para outras medidas. ECA . será aplicada pela autoridade judiciária.juiz pode aplicá-la apenas com indícios suficientes de autoria e comprovação da materialidade. advertência: art.medida mais leve. MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS EM ESPÉCIE  1.

ECA . Obrigação de reparar o dano: art. 475-J. ECA . escola . desde que não colida com horário de trabalho ou da escola) . pois não está no art.Se o ato infracional tiver reflexos patrimoniais o juiz pode determiná-lo . MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS EM ESPÉCIE 2. feriados. dias úteis. Prestação de serviços à comunidade: art. CPC 3. 117.Duração máxima de 06 meses. carga horária máxima de 08 horas por semana (sábado.Ex: pixação de muro .Realização de tarefas gratuitas de interesse geral: trabalhar em creche.Sentença não é título executivo judicial.116.

Restrição parcial da liberdade do adolescente .Não tem prazo determinado. Liberdade Assistida: adolescente permanece em liberdade. ECA .A noite ele vai para unidade dormir e receber orientação e de manhã.Cabe ao município gerenciar a LA 5.Desde o início ou como forma de transição para meio aberto . 120.Prazo mínimo: 06 meses . ECA . estudar . máximo de 03 anos – depende da ressocialização do adolescente e tem que ser reavaliada a cada 06 meses . acompanhamento e orientação por um orientador – arts 118 e 119. Semi-liberdade: art. MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS EM ESPÉCIE 4.Semi-liberdade invertida: passa o dia na unidade e à noite vai para casa . sai para trabalhar. mas recebe apoio.

Internação: arts.Restrição total da liberdade do adolescente . 122 autorizar c) Respeito à condição de pessoa em desenvolvimento – pode errar! . 121.Prazo do art. 122. I e II . 122.Prazo determinado ou internação sanção: máximo de 03 meses – art. 121 a 125. parágrafo 1º) . III: três meses (art. máximo de 03 anos (art. III. ECA .Prazo indeterminado. 122. com liberação (autorização judicial) aos 21 anos – art. parágrafo 3º).Princípios: a) brevidade: dura somente enquanto necessária a ressocialização b) Excepcionalidade: só se aplica se outra medida não for suficiente e se o art. MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS EM ESPÉCIE 6. 122. ECA .

não é a mesma coisa que reincidência (cometer mesmo crime)  . MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS EM ESPÉCIE  6. 122.infração grave para STJ tem que ser analisado no caso concreto  . consiste na prática de 03 ou mais atos infracionais diferentes  .1.a medida deve ser reavaliada pelo menos a cada 06 meses. I e II: INTERNAÇÃO COM PRAZO INDETERMINADO  EM REGRA: PRÁTICA REITERADA DE OUTRAS INFRAÇÕES GRAVES  . ART.o que reiteração? Para STJ. com prazo máximo de 03 anos .

2. em razão do descumprimento reiterado e injustificável de medida sócio-educativa anteriormente imposta – por isso é a internação sanção  Execução: em separado. MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS EM ESPÉCIE 6. III: internação com prazo determinado ou internação sanção  aplicado no juízo da execução. 122. em outro processo  o adolescente terá direito às visitas pelo menos semanalmente  e o juiz pode suspender essas visitas. inclusive em relação aos pais  pela Lei 12. Art.594/12: há previsão visitas íntimas desde que vivesse em união estável ou fosse casado .

MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS EM ESPÉCIE OBS 1: medidas sócio-educativas prescrevem? Sim. CP + reduzir pela metade (pelo agente ser menor de 21 anos) = X  Ex: internação prescreve em 04 anos (art.1ª: se a medida sócio-educativa tiver prazo indeterminado. 109 = 08 anos)  2ª regra: se a medida tiver prazo determinado: prazo da medida + art.03 regras – STJ . 109. STJ . Súmula 338. CP + reduz pela metade  3ª regra: regra aplicada ao adolescente não pode ser mais gravosa do que a aplicada ao adulto . 109. aplica prazo de 03 anos (prazo máximo da internação) + art.

mas no caso de substituição de medida em meio aberto pela de internação. 113  Ex: internação tem alcance maior. 122 . ele determina que o ato praticado incida nas hipóteses do art. engloba a LA – então não pode internar e LA – são incompatíveis  mas pode cumular LA e PSC  OBS 3: é possível a substituição de uma medida por outra  .regressão: substituir por medida mais grave. desde que atendida sua amplitude/alcance pedagógico – art.para STJ: admite a regressão. MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS EM ESPÉCIE OBS 2: pode cumular duas medidas sócio-educativas. mas precisa de prévia oitiva do adolescente e garantir o contraditório  .progressão: sim  .

pressupõe o início do processo e suspende o processo . 111. 126: remissão  Ministerial: feita pelo MP. DAS GARANTIAS PROCESSUAIS Art. ECA III: vontade do adolescente X vontade do advogado em recorrer – prevalece a do advogado Art. antes de iniciado o processo judicial e exclui o processo  Judicial: feita pelo Juiz.

podem requisitar serviços  Só o Juiz pode revisar suas decisões!! Art. 131 e 136  Autonomia em relação ao Judiciário e suas decisões possuem caráter administrativo. 137. ECA  Idéia criação: “desjudicializar” o atendimento à criança e ao adolescente. ECA .. mín. ECA  É orgão permanente e autônomo (independência funcional). DO CONSELHO TUTELAR  Arts. 131 a 140. + agilidade e – burocracia  Em cada município e RA do DF deve haver. não jurisdicional  Função: zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente – arts. 101. 01 Conselho Tutelar – é órgão municipal  OBS: afastamento da criança ou adolescente somente o juiz!!! Art.

132 .Requisitos para ser membro: a) Idoneidade moral b) Idade superior a 21 anos c) Residir no município . permitida 01 recondução – art.Composição: 05 membros escolhidos pela população local para mandato de 04 anos. 135: exercício de conselheiro estabelece presunção de idoneidade moral e assegura prisão especial!! . 140 . DO CONSELHO TUTELAR .São impedidos de servir no mesmo Conselho: art.Art.

141: garante o acesso à Defensoria. iniciais do nome. 247. MP e Judiciário + assistência judiciária gratuita + isenção de custas e emolumentos. filiação. endereço . fotografia. salvo má-fé Art. ECA + vedação de nome. DO ACESSO À JUSTIÇA Art. 142: curador especial à criança ou adolescente Art. 143: processos tramitam sob segredo de justiça. apelido. sob pena de incidir o art.

caput) e concorrente (art. 146 e 147 – varas especializadas Material: exclusiva (art. DA VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE Arts. 149: alvarás para entrada de crianças e adolescentes . parágrafo único) Territorial: domicílio dos pais ou responsáveis ou. na sua falta. do lugar onde se encontre a criança Ato infracional: competente o lugar da ação ou omissão Art. 148. 148.

exceção dos ED (05 dias) e) Não tem preparo . DOS RECURSOS  Previsto no CPC. com algumas alterações: arts. 198 e ss  Peculiaridades: a) Terão preferência de julgamento e dispensam revisor b) Possível juízo de retratação. no caso de apelação c) Vontade do adolescente em recorrer d) Prazos para interpor e responder os recursos: 10 das.

DO MP E DO ADVOGADO Art. 206: atuação do advogado Não há honorários de sucumbência . 201: competências do MP Intimação pessoal do MP Falta de sua manifestação = nulidade do feito Art.

ECA .de iniciativa do MP . 225. ECA Compete à vara criminal Por meio de ação penal pública incondicionada: art. 227. DOS CRIMES Crimes praticados contra criança e adolescente: art. ECA Aplicam-se regras do CP e CPP subsidiariamente: art. 226.

ESTATUTO DO IDOSO .

Constituição de 1967: manteve 5. Constituição de 1946: manteve apenas a preocupação previdenciária 4. Constituição de 1937: manteve 3. Lei 10.741/03: Estatuto do Idoso . Breve evolução histórica no direito brasileiro 1. 229. Lei 8. 230 + dignidade da pessoa humana 6. Constituição de 1934: 1ª Constituição a mencionar idoso – obrigação de prestação previdenciária 2. 14.842/94: Política Nacional do Idoso 7. Constituição de 1988: pouca menção – arts. 1. 40.

Princípio da manutenção dos vínculos familiares . 226 e 230. Lei 10. 36.3.arts. etc . 4º e 5º. direito de visitas 2. Princípio absoluta prioridade: art. CF 2. Estatuto . Princípio da solidariedade social: art. Estatuto do Idoso:obrigação de comunicar às autoridade da sociedade e cabe ao garantidor adotar as medidas 2. V. 1º. Estatuto do Idoso – manter em seu lar. 3º. Dignidade da pessoa humana: art. CF e art.1.741/03 – todo cidadão tem dever de observar os direitos dos idosos e acolher o idoso que se encontrar em risco social.arts. desamparado. 2. III.2.4. 3º. 3º. Princípios norteadores dos direitos dos idosos 2.

Conceito legal de idoso Aquele com idade igual ou superior a 60 anos. 1º. 3. pouco importando suas condições físicas e mentais – art. Estatuto .

842/94: Conselhos nacional. 4. coordenar. Conselho Nacional do Idoso Lei 8. permanentes e deliberativos. DF. formados por membros indicados por órgãos e entidades públicas Competência: formular. 7º. Estatuto: obrigação de zelar pelo cumprimentos dos direitos dos idosos São órgãos colegiados. estaduais e municipais Art. supervisionar e avaliar as políticas no âmbito dos idosos .

4. Conselho Nacional do Idoso

- Composição: 1 representante da Secretaria dos
Direitos Humanos da Presidência e 1 representante
dos seguintes ministérios: Relações Exteriores,
Trabalho, Educação, Saúde, Esporte, Justiça,
Previdência Social, Turismo, Planejamento, Cidades,
Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento Social

5. Direitos fundamentais dos idosos

5.1. Direito à vida: garantir o pleno exercício da
cidadania

5.2. Direito à liberdade: o idoso tem direito de atuar
segundo seu livre arbítrio – art. 10, parágrafo 1º,
Estatuto

5.3. Direito ao respeito: art. 10, parágrafo 2º, Estatuto
– inviolabilidade da integridade física, moral e
psíquica

5. Direitos fundamentais dos idosos

5.4. Direito à saúde
- art. 196, CF e arts. 15 e ss do Estatuto
- Art. 15, parágrafo 2º: obrigação do Poder Público de fornecer
remédio gratuitos – o texto não diferencia se idoso pobre ou não
- Responsabilidade solidária nos três níveis de poder público
- Art. 15, parágrafo 3º: proíbe a cobrança discriminatória nas
mensalidades de plano de saúde – não veda o reajuste normal,
veda o desproporcional

SÚMULA 7/STJ.973/RS. ACÓRDÃO RECORRIDO EM SINTONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. Jurisprudência  AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE REQUISITOS. Rel. AUMENTO DE MENSALIDADE BASEADO EXCLUSIVAMENTE EM MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA. PLANO DE SAÚDE. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO. julgado em 06/08/2013. COM APLICAÇÃO DE MULTA. PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. DJe 12/08/2013) .  (AgRg no AREsp 95. TERCEIRA TURMA. ABUSIVIDADE. INCIDÊNCIA DO CDC E DO ESTATUTO DO IDOSO.

Ministro SIDNEI BENETI. do Código de Defesa do Consumidor permite reconhecer a abusividade da cláusula. IV. ou seja. Jurisprudência  AGRAVO REGIMENTAL.. 2. ainda que se trate de contrato firmado antes da vigência do Estatuto do Idoso. 3. julgado em 21/03/2013. o art. REAJUSTE EM FUNÇÃO DE MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA. tem ela aplicação imediata. e sim em vedação à discriminação em razão da idade. (AgRg no REsp 1324344/SP. CONTRATO CELEBRADO ANTERIORMENTE À VIGÊNCIA DO ESTATUTO DO IDOSO.Agravo Regimental improvido. por constituir obstáculo à continuidade da contratação pelo beneficiário. 1. provar a ocorrência de desequilíbrio ao contrato de maneira a justificar o reajuste. 51. NULIDADE DE CLÁUSULA. sendo norma de ordem pública. não havendo que se falar em retroatividade da lei para afastar os reajustes ocorridos antes de sua vigência. PLANO DE SAÚDE.Ademais.. devendo a administradora do plano de saúde demonstrar a proporcionalidade entre a nova mensalidade e o potencial aumento de utilização dos serviços..É nula a cláusula de contrato de plano de saúde que prevê reajuste de mensalidade baseado exclusivamente na mudança de faixa etária. TERCEIRA TURMA. DJe 01/04/2013) . Rel. porquanto.

CC – determina a obrigação dos alimentos . 13. 99. Estatuto . CC – rol taxativo . Estatuto: acordo é título executivo extrajudicial!!! Não precisa de anuência do MP!! . 11 a 14. 1696 e 1697. Estatuto: foro do domicílio do idoso – vara especializada ou vara de família .Privação de alimentos ao idoso configura crime: art. 12.Art. descendentes e irmãos do idoso – arts. CC: obrigação alimentar fixada em favor do idoso transmite-se aos herdeiros do devedor até o limite da herança . Estatuto: cabe ao Poder Público suprir a impossibilidade dos parentes – assistência social!! . 1700.5. 14. Estatuto .Art. Alimentos: arts.Art.Art. 80. 1694 e 1695. Direitos fundamentais dos idosos 5.Legitimidade passiva na ação de alimentos: ascendentes. 5. Estatuto: solidariedade entre os alimentantes – o idoso pode escolher 1 dentre todos .arts.Art.

Desconto na cobrança de ingressos – art. Estatuto . 20 a 25. 27.Mas pode fixar limite de idade se o cargo exigir!!! .7. 26 a 28. parágrafo único . 205 e 215. 21. Estatuto: adequação dos currículos para idosos . Estatuto 5. Estatuto . 5. lazer e cultura: arts.art.Reserva de 5% das vagas aos idosos: art.Aposentadoria aos 70 anos .6. Direito a educação. Acesso ao trabalho: arts.Art. CF .Idade como critério de desempate em concurso público – art. Estatuto . 23. Direitos fundamentais dos idosos 5. 41.

Art. Direitos fundamentais dos idosos 5. 96. Estatuto: vedar o acesso do idoso a programas de financiamento é ato ilegal . LIMITADA A 3% . Estatuto: decisão é do idoso .8. Previdência Social .art. Habitação . 38: prioridade para concessão de casa própria.Art.9. 29. Estatuto 5. 37.art. 5.

Reserva de 10% dos assentos aos idosos. 5. basta apresentar identidade (parágrafos 1º e 2º) . Estatuto – para maiores de 65 anos . Estatuto – reserva de 2 vagas gratuitas por veículo aos idosos com renda igual ou inferior a 2 sm e desconto de 50% para as demais vagas . CF e art.Transporte interestadual: art. Direitos fundamentais dos idosos 5. 39.Exceto: transportes seletivos e especial . não precisa se cadastrar. 40. parágrafo 2º. 230.art. Gratuidade nos transportes públicos coletivos .10.

Estatuto . 5.ex: seguradora não pode se recusar a renovar seguro de vida de idoso 5. 227. 3º. 71.Prioridade da criança/adolescente X idoso? Art. parágrafo 2º) .art. Prioridade de atendimento . Direito de escolha – na posição de consumidor . 3º.12.OBS: prioridade na tramitação processual – em todos os processos judiciais e administrativos – estende ao cônjuge/companheiro (art.A prioridade garante: art. Direitos fundamentais dos idosos 5. CF dispõe sobre prioridade da criança e adolescente . parágrafo único .11.

etc. 44 .. programas de atividades físicas.Quando o idoso tiver seus direitos violados ou ameaçados – podendo ser oriunda de ação ou omissão do Estado.Art. do curador .Medidas podem ser aplicadas isoladas ou cumulativamente e terão por objetivo a manutenção dos vínculos familiares: art. Medidas de Proteção ao Idoso . 45: rol exemplificativo (realização de visitas domiciliares por psicólogos..) . omissão ou abuso de família. quando tiver sido provocado . 6.Competência para aplicação: por requisição do MP ou determinação do juiz.

. casas de repouso. São entidades de atendimento . surgiram as entidades privadas – são reguladas pelos Estatuto – art.. Entidades de atendimento  Cada município tem obrigação de colocar à disposição de seus cidadãos entidades públicas de prestação de serviços e abrigos aos anciãos necessitados  Em razão da falta de orçamento. 7. pensionato. asilo. 48 e ss  Não importa a nomenclatura: casa-lar.

casas de repouso – mais os requisitos do art. salubridade. Requisitos das entidades: . higiene.2. Entidades de atendimento 7. 48) a) Oferecer instalações físicas em condições adequadas de habilitação. Entidades de longa permanência: asilos.1. 49 . b) Apresentar objetivos estatutários e plano de trabalho. 7. c) Estar regularmente constituídade 7.Após preenchidos os requisitos para funcionamento (art.

desde que não ultrapasse 70% do benefício recebido pelo idoso 7. 55 . Vigilância Sanitária e outros – rol exemplificativo 7. Entidades de atendimento 7.art. Penalidades às entidades: . Entidades filantrópicas terão acesso à assistência judiciária gratuita: art.4. 7. MP. 50 7.Se a entidade descumprir as obrigações do Estatuto – art. 52: pelos Conselhos do Idoso.3. 51 – pode cobrar do idoso uma participação no seu custeio. Fiscalização das entidades: .6.5. Obrigações das entidades: art.

57 – omissão de comunicar à autoridade competente (MP. Defensoria e Juiz) casos de crimes contra os idosos . 8. Infrações Administrativas .2ª penalidade: art. sem prejuízo da responsabilidade civil ou criminal do agente infrator: .não observância do direito à prioridade no atendimento do idoso . 58 .3ª penalidade: art. 56 (pagamento de multa + interdição) se o fato não for caracterizado como crime .1ª penalidade: art. 50.Aplicadas às entidades de atendimento que descumprirem as obrigações do art.

71 .arts. 9. Do acesso à justiça: art.Atuação do MP: arts.Prioridade na tramitação dos processos: basta provar a idade e se estende aos cônjuge/companheiro. Proteção Penal do Idoso .1. 93 a 113 .Mediante ação penal pública incondicionada . 73 e 74 9. no caso de morte do beneficiado .

art.ADI 3. Lei 9.099/90 para crimes cuja pena máxima não ultrapasse 4 anos . 77. 9. 9. Procedimento penal: . Proteção Penal do Idoso 9.2. 94: aplica o procedimento da Lei n.099 c) Penas superiores a 04 anos: procedimento ordinário no juízo comum . b) Penas de 02 a 04 anos: procedimento sumaríssimo no juízo comum – art.096: conclusões: a) Pena máxima 02 anos: processa no JECRIM + transação penal e suspensão condicional do processo se a pena não ultrapassar 1 ano.

110. 9.Escusa absolutória – por política criminal.Art. Estatuto – autoriza aplicar a agravante quando crime praticado contra idoso – art. Imunidades penais . h. II.4.3. 183. 61. Proteção Penal do Idoso 9.art. CP . CP 9. a lei autoriza que não lhe seja imposta nenhuma reprimenda penal . Agravante genérica .

CP . Discriminação do idoso . Estatuto . Lei 9. art. não precisa humilhar . procede pelo rito sumaríssimo (art. 10. 69. Quebra da igualdade por motivo de idade – análise do caso concreto . Crimes em espécie 1. 96. 94. 77. Parágrafo 1º: basta o pouco caso em relação à condição de idoso. É crime de menor potencial ofensivo. Estatuto) .099) – se não houver transação. cabe transação penal (art. Também cabe suspensão condicional do processo (pena privativa de liberdade não superior a 1 ano) – art.

Crimes em espécie 2.É crime próprio – deve ser praticado por quem tem o dever jurídico de cuidado (ex: vizinho) .art. 97 . 10.Pena detenção de 06 meses a 01 ano . 98 . Abandono de idoso em hospitais ou entidades de abrigo .Cabe suspensão condicional do processo . Omissão de socorro em relação ao idoso: art.Cabe transação penal e suspensão condicional do processo 3.

Condutas típicas variadas: art.Cabe transação e suspensão condicional do processo .Cabe transação penal e suspensão condicional do processo . 99: pena de detenção de 02 meses a 1 na e multa .art. 10. Maus-tratos ao idoso .Crime próprio para parte de privação dos alimentos .Precisa comprovar o dolo .se ocorrer lesão corporal grave ou morte 5.Qualificadora: parágrafos 1º e 2º. 100 . Crimes em espécie 4.

Apropriação indébita de bens do idoso . 100. 101 possui maior alcance .Cabe transação e suspensão condicional do processo 7. Crimes em espécie 6. Desobediência de ordem legal proferida em ação envolvendo idoso: art.art. 101 .Semelhante ao art. IV: art. 10.Cabe suspensão condicional do processo . 102: pune o fato de tornar-se dono .

10. Exibição de imagens depreciativas de idoso: art. gerente que tenha poderes para conceder abrigo .Cabe transação e suspensão condicional do processo 9. 103 . Crimes em espécie 8. Retenção de documento de idoso: art. 104 . diretor.Cabe transação e suspensão condicional do processo 10. 105 . Negativa de acolhimento do idoso: art.Crime próprio: funcionário.Cabe suspensão condicional do processo .

109 . Lavratura de ato notarial para idoso sem discernimento: art. 106 .Crime próprio: pelo próprio escrivão ou funcionário. Coação do idoso: art. 10. Induzimento à outorga de procuração: art.Agente indutor precisa ser nomeado procurador 12. 108 .Cabe transação e suspensão condicional do processo . 107 13. Crimes em espécie 11. quem auxilia será partícipe 14. Impedimento da ação dos órgãos fiscalizadores: art.