Geologia

Intemperismo: Processos Erosivos

O ciclo da matéria na crosta terrestre

.Intemperismo ou Conceito: conjunto de modificações de ordem Meteorização física (desagregação) e química (decomposição) que as rochas sofrem ao aflorarem na superfície da Terra.Seus produtos estão sujeitos a outros processos (transporte = erosão e deposição sedimentação) .

Tipos de Intemperismo .

a respiração das plantas. Tipos de Intemperismo .No solo. e a oxidação da matéria orgânica (MO) enriquecem o ambiente em CO2. pelas raízes. vários tipos de ácidos orgânicos são formados e incorporados as águas percolantes .Quando a degradação da MO não é completa. .Diminui o pH das águas superficiais (aumenta a acidez) .

recebe o nome de regolito ou manto de intemperização. . Intemperismo Químico A rocha. depois de alterada. É na parte mais superficial do regolito que se dá a formação do solo. porque forma uma camada que recobre as que estão em vias de decomposição.

Formação do solo .

Tipos de Intemperismo 3. Intemperismo Biológico As raízes das plantas penetram nas fraturas das rochas e durante seu crescimento desenvolvem uma força que ultrapassa a resistência da própria rocha .

EROSÃO GLACIAL. EROSÃO FLUVIAL. Entre os vários tipos de erosão podemos destacar: 1. em que a ação do vento apresenta duas fases diferentes: * a deflação. EROSÃO EÓLICA. provocado pelos deslizamentos do gelo. simples transporte de fragmentos soltos das rochas pelo atrito dos fragmentos transportados. * a corrosão. 2. trabalho executado pelas águas correntes. EROSÃO MARIANHA. Erosão Conceito: desgaste de rochas e solos provocado pelos agentes naturais. destruição ao longo da costa casada pela ação das ondas . desgaste provocado nas rochas pelo atrito dos fragmentos transportados. 4. 3.

.

Intemperismo: Erosão e Sedimentos .

Processos Erosivos As condições naturais do terreno. para o assoreamento aos fatores topográficos dos rios. contribuindo. que podem evoluir para a formação de voçorocas. como altas declividades e tipo de solo. bem como trazem conseqüências para outras áreas. Essas alterações na superfície do terreno prejudicam as atividades localmente. aceleram os processos erosivos. agravadas pela falta de cobertura vegetal e pela ausência de práticas agrícolas adequadas. . em muitos casos inutilizando as terras para a produção agropecuária. por * Direta ou Indiretamente ligados exemplo.

em porcentagem. da declividade (adimensional). em MJ mm/(ha.h/(MJ. do comprimento de rampa (adimensional). baseado nos valores.ano).ano). S = fator declividade.h.S. K= fator erodibilidade do solo. e P = fator práticas conservacionistas (adimensional). R= fator erosividade da chuva. Estudo de Caso: APA do Guariroba USLE (Universal Soil Loss Erosion) proposta por Wischmeier e Smith (1978) Equação Universal de Perda de Solo por Erosão – EUPS A=R. L = fator comprimento de rampa. baseado nos valores.mm).K. em metros.P A= perda de solo em t/(ha.L. C = fator uso e manejo (adimensional). em t. .C.

Fator – K .

.Fator – L. S.

P. .Fator – C.

EUPS .

5 Total 36.8 Alto 10-20 1.320 50.004 24.351 100 . Consequências Classes do potencial Perdas de solo Área (ha) % total da área de perdas de solos (ton/ha/ano) Muito baixo 0-1 18.379 3.5 Médio 5-10 9.4 Baixo 1-5 7.455 20.8 Muito alto > 20 193 0.

F. Ed.1998 BERTONI. S. LOMBARDI NETO.Rio de Janeiro. 2005. J. Geologia Geral 5ª. H. J. J. M. TOLEDO. São Paulo: Ícone. A. Bibliografia POPP. C. OLIVEIRA. Ed. e MELFI. M. – Intemperismo e formação do solo . B. 5ª... A. Conservação do Solo..

potencial erosivo.. e suas interações na bacia hidrográfica. tanto naturais como de origem antrópica. Caderno de Encargos EIA/RIMA 4.7. compartimentação geomorfológica. visando à identificação de setores com diferentes graus de suscetibilidade a processos erosivos e deposicionais. caracterização do tipo de relevo. uma redução do transporte de sedimentos. sua constituição e dinâmica superficial.1. Deverá ser realizada ainda. . etc. observando se haverá. Meio Físico Geologia. Geomorfologia e Solos Caracterizar as condições geológicas.. ou não. tendo como referência o grau de estabilidade do leito do rio e de suas margens.1. Deverá ser dada especial importância às formas de relevo que indicarem ambientes com cavernas.). germorfológicas e pedológicas (características dos solos e das rochas e sua distribuição espacial. identificando e delimitando os diversos padrões de formas erosivas e deposicionais.

caracterização litológica e presença de recursos minerais. a partir do detalhamento geológico/geotécnico da área de influência direta do empreendimento.2 – Área Diretamente Afetada – ADA 4.7.1 Meio Físico Geologia e Geomorfologia • Realizar caracterização geológica da Área de Influência do empreendimento. • Identificar e avaliar possíveis áreas de risco geotécnico. em especial. .7. envolvendo a descrição das unidades litoestratigráficas presentes. Caderno de Encargos EIA/RIMA 4. para o eixo da barragem e obras civis. feições estruturais. onde também deverá ser avaliada a possibilidade ocorrência de fuga d’água através da barragem.2.

dando enfoque ao lençol freático. geológico-geotécnico e geomorfológico das áreas de influência do empreendimento. Caderno de Encargos EIA/RIMA • Elaborar de mapas geológico. fluxo e descarga (natural e artificial) profundidade dos níveis das águas subterrâneas. alimentação (inclusive recarga artificial). litologia e estruturas geológicas condicionantes. estudando. relações com águas superficiais e com outros aqüíferos.000 e 1:25. • Realizar caracterização geotectônica da área. • Caracterizar os aqüíferos presentes na Área de Influência e avaliar a sua potencialidade. preferencialmente entre as escalas 1:10. natureza. com base em dados disponíveis e em levantamentos de campo e em escala compatível com a área estudada. entre outros: localização. exploração e uso já existentes .000.

indicando o tipo de solo e afloramento de rocha associado. •Identificar e avaliar os principais condicionantes/mecanismos de deflagração de escorregamentos.  descrição do tipo de utilização e principais meios utilizadas. . Caderno de Encargos EIA/RIMA •Avaliar as possíveis interferências da elevação do lençol freático na Área de Influencia Direta. salubridade da população e contaminação do lençol freático. principalmente nas áreas urbanas. identificando possíveis interferências na estabilidade das edificações. a partir da caracterização da dinâmica superficial e identificação de setores com diferentes graus de suscetibilidade a processos erosivos e deposicionais.  cadastramento de cisternas e poços existentes e indicação de locais para monitoramento contínuo. Deverá ser avaliada a estabilidade das encostas em decorrência do regime de operação do reservatório.  comportamento natural do lençol freático (nível d’água atual em poços e cisternas). devendo ser realizados os seguintes estudos:  identificação das possíveis fontes de contaminação. mapeando as encostas quanto a suas declividades.

Identificar os principais recursos minerais existentes na região. indicando a localização dos mesmos. • Avaliar a interferência da implantação do empreendimento com os recursos minerais de interesse econômico cadastrados na área de influência direta. • Avaliar a interferência do empreendimento com as unidades de paisagem. identificando as áreas susceptíveis a dolinamentos caracterizando-as como áreas de risco. . as cavidades naturais subterrâneas e monumentos naturais cadastrados. a partir de dados de outros empreendimentos com monitoramento sismológico na região. localização geográfica. interferência com a área de inundação e possibilidades de exploração em outros locais caso a jazida seja inviabilizada. avaliando as condições atuais de exploração e comercialização (requerimentos de pesquisa e/ou decretos de lavra para jazidas em exploração). Caderno de Encargos EIA/RIMA • Compilar e avaliar o histórico de sismicidade natural para definição da possibilidade de sismicidade induzida.

médio.  Posição da área dentro do vale ou da bacia hidrográfica (alto. etc). etc ). formas de aplainamento.  Tipo de forma de relevo dominante e classificação das formas de relevo quanto a sua origem (formas fluviais. Caderno de Encargos EIA/RIMA •Realizar caracterização geomorfológica. incluindo:  A compartimentação geomorfológica geral das áreas de estudo. margens.  Características da dinâmica do relevo. com indicação da presença de erosão ou propensão acelerada a assoreamento. . baixo vale ou cabeceira.