DOENÇAS PULMONARES

PARTE 1

Prof. Enf. Israir Amorim
Aula 16/80
PNEUMONIA
Processo inflamatório que acomete o
parênquima pulmonar, geralmente causada
por microorganismos patôgenicos.

Sua classificação obedece ao tipo agente
etiológico, podendo ser BACTERIANA,
VIRAL, FÚNGICA ou por outros
microorganismos.
PNEUMONIA BACTERIANA
O streptococcus pneumoniae é a causa mais
comum em pneumonia bacteriana, senso mais
frequente no inverno e na primavera, quando a
temperatura favorece a sua infecção nas vias
aéreas superiores.
A presença desta bactéria nos alvéolos deflagra um processo
inflamatório que resulta na produção de um exsudato e do dióxido
de carbono.

QUADRO CLÍNICO

 Calafrios;

 Febre;

 Dor torácica acentuada com a respiração profunda e tosse;

 Taquipnéia;

 Aumento dos sons respiratórios;

 Batimento das asas do nariz;

 Utilização da musculatura acessória para a respiração.
DIAGNÓSTICO

O diagnóstico pode ser obtido por:

 Rx de tórax;

 Cultura bacteriana do sangue;

 Exame bacteriológico da pneumonia.
TRATAMENTO

Sintomático, aliado a antibioticoterapia a
fim de eliminar o agente patogênico
causador da patologia.
COMPLICAÇÕES

-Formação de abscesso

-Derrame pleural

-Empiema

- Bacteremia (envenenamento do sangue)
CUIDADOS DE ENFERMAGEM

Auxiliar o paciente a tossir produtivamente;

 Administrar medicações prescritas;

 Fornecer O2 por cateter nasal (Sob
prescrição);

 Oferecer repouso no leito;

 Incentivar ingestão hídrica.
PNEUMONIA VIRAL

As infecções do trato respiratório são as formas de
infecção mais comuns que afetam o homem e, dentre
essas, predominam as de causa viral. Sabe-se hoje da
existência de 1.200 vírus que infectam o trato
respiratório, embora muitos deles, provavelmente, não
causem doença.

Entretanto, os vírus também podem acometer o trato
respiratório baixo, causando pneumonia.
Define-se pneumonia viral como aquele
acometimento em que ocorre anormalidade
nas trocas gasosas a nível alveolar,
acompanhada por inflamação do
parênquima pulmonar.

As pneumonias virais podem ser
consequentes de infecções que se originam
no próprio trato respiratório, progredindo,
por contiguidade ou por contaminação
através de aerossóis, até atingirem o
bronquíolo terminal.
SINTOMAS
A submucosa apresenta-se hiperêmica com hemorragias focais.

Edemas;

Fibrina (proteína fibrosa envolvida na coagulação de
sangramentos);

Fluído edematoso (Acúmulo anormal de líquidos nos espaços
localizados entre as células).

Em uma infecção mais avançada ocorre:

Organização fibrocelular;

Organização intra alveolar (bronquite com pneumonia).
TRATAMENTO
O tratamento das
pneumonias por vírus
depende da gravidade do
quadro e do agente
infectante.
Medidas gerais de suporte,
especialmente aquelas com ventilação,
para tratamento da hipóxia, podem ser
críticas para a sobrevida do paciente.

A alta frequência com que infecções
bacterianas se associam às virais faz
com que antibióticos, após a análise
microbiológica, possam estar
indicados nesses casos.
DIAGNÓSTICO

Rx do tórax

Hemograma completo

Gasometria arterial (exame óptico dos brônquios por meio de
broncoscópio)

Tomografia computadorizada do pulmão

Análise de escarro

Cultura de fluído pleural

Broncoscopia (exame óptico dos brônquios por meio de broncoscópio)
VIDEO PNEUMONIA
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA
CRÔNICA (DPOC)

É uma classificação ampla para distúrbios,
inclusive bronquite crônica, bronquiectasia,
enfisema e asma.

É uma condição irreversível, associada á
dispneia de esforço e fluxo aéreo
reduzido.
BRONQUITE CRÔNICA

É definida como a presença de uma tosse
produtiva geralmente associada ao cigarro e a
exposição á poluição.

A fumaça irrita as vias aéreas, resultando em
hipersecreção de muco e inflamação.

Ocorre a produção abundante de muco, que
enche e obstrui os bronquíolos e é responsável
por tosse produtiva e persistente.
TRATAMENTO

 Manter as vias aéreas permeáveis;

 Facilitar a remoção do exsudato e evitar a
incapacidade.

 Deve-se observar as alterações no padrão do escarro
e da tosse.

 São administrados antibióticos e broncodilatadores.

 Deve-se incentivar a ingestão hídrica para fluidificar
as secreções.

Broncodilatadores:  promovem a dilatação dos brônquios.
BRONQUIECTASIA

É a dilatação crônica dos brônquios e bronquíolos,
devido as infecções pulmonares, aspiração de
corpos estranhos, tumores.

Ocorre a produção de escarro espesso que
obstrui os brônquios, podendo ocorrer a
atelectasia( colapso do pulmão).
BRÔNQUIOS
BRONQUÍOLOS
SINTOMAS

 Tosse;

 Produção de escarro purulento.
TRATAMENTO

Terapia antimicrobiana para controle da
infecção;

Nebulização

Uso de broncodilatadores ( Feneterol,
Salbutamol, Terbutalina, Amenofilina, etc)

Aumento da ingestão hídrica.
HEMOTÓRAX/PNEUMOTÓRAX
Pneumotórax: ocorre se houver entrada de ar no espaço
pleural.

Hemotórax: presença de sangue no espaço pleural.

Trauma torácico, respiração com pressão positiva
intermitente, pressão expiratória positiva final,
reanimação cardiopulmonar, cirurgia torácica e
toracocentese podem resultar em pneumotórax ou
hemotórax.

Toracocentese punção da cavidade pleural para drenagem.
SINTOMAS

-Agitação

-Cianose

-Taquipnéia

-Taquicardia

-Hipotensão
TRATAMENTO

Drenagem torácica
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Caderno de enfermagem do Tableau.

CAMARGOS, Paulo A.M; CAMPOS, Hisbello.S.
Broncodilatadores. Rev.Pulmão RJ.n.21.ed.2 pg.60-
64.2012.

FIGUEIREDO,Luiz Tadeu Moraes. Pneumonias Virais:
Aspectos Epidemiológicos Clínicos, fisiopatológicos e
tratamento. J.Bras. Pneumologia. N.35.ed.9. pg.899-906.
2009.