ADMINISTRAÇÃO DOS

SERVIÇOS DE SAÚDE E
ENFERMAGEM
HOSPITAL

 A palavra hospital é de raiz latina (Hospitalis) e de origem
relativamente recente. Vem de hospes – hóspedes, porque
antigamente nessas casas de assistência eram recebidos
peregrinos, pobres e enfermos.

 O têrmo hospital tem hoje a mesma acepção de nosocomium, de
fonte grega, cuja significação é – tratar os doentes – como
nosodochium quer dizer – receber os doentes.

 Hospitium era chamado o lugar em que se recebiam hóspedes.
Dêste vocábulo derivou-se o têrmo hospício. A palavra hospício foi
consagrada especialmente para indicar os estabelecimentos
ocupados permanentemente por enfermos pobres, incuráveis e
insanos.
 Sob o nome de hospital ficaram designadas as casas reservadas
para tratamento temporário dos enfermos.

 Hotel é o têrmo empregado com a acepção bem conhecida e
universal.
CLASSIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS

 ASSISTÊNCIA MÉDICA É o conjunto de ações, métodos e
processos da ciência médica empregado na promoção, proteção,
recuperação e reabilitação de um paciente.

 ASSISTÊNCIA MÉDICO-SANITÁRIA É o conjunto de ações,
métodos e processos de ciências da saúde empregado na
promoção, proteção, recuperação e reabilitação, desenvolvidos
com a participação de comunidades, visando a elevação do nível
de saúde de populações.

 ASSISTÊNCIA MÉDICO-HOSPITALAR É aquela que tem por
base a ação de um serviço médico (ambulatório, posto de
assistência médica, clínica, policlínica, serviço médico-hospitalar)
e/ou do hospital.
 ASSISTÊNCIA HOSPITALAR GERAL É aquela prestada pelos
hospitais gerais e especializados, com exceção dos que se
destinam exclusivamente ao tratamento de tuberculose, hanseníase
e doenças mentais.

 ASSISTÊNCIA AMBULATORIAL É a prestação de serviços de
saúde a pacientes em estabelecimento (de saúde), em regime de
não internação.

 ASSISTÊNCIA MÉDICO-DOMICILIAR É a assistência médica
prestada por serviço de saúde, de forma descentralizada, junto ao
domicílio.

 HOSPITAL É parte integrante de uma organização médica e social,
cuja função básica consiste em proporcionar à população
assistência médica integral, curativa e preventiva, sob quaisquer
regimes de atendimento, inclusive o domiciliar, constituindo-se
também em centro de educação, capacitação de recursos humanos
e de pesquisas em saúde, bem como de encaminhamento de
pacientes, cabendo-lhe supervisionar e orientar os
estabelecimentos de saúde a ele vinculados tecnicamente.
 HOSPITAL GERAL É o hospital destinado a atender pacientes
portadores de doenças das várias especialidades médicas. Poderá
ter a sua ação limitada a um grupo etário (hospital infantil), a
determinada camada da população (hospital militar, hospital
previdenciário) ou a finalidade específica (hospital de ensino).

 HOSPITAL ESPECIALIZADO É o hospital destinado,
predominantemente, a atender pacientes necessitados da
assistência de uma determinada especialidade médica.

 HOSPITAL-DIA É a modalidade de atendimento em hospital na qual
o paciente utiliza, com regularidade, os serviços da instituição, na
maior parte do dia, para fins de tratamento e/ou reabilitação.

 HOSPITAL-NOITE É a modalidade de atendimento em hospital na
qual o paciente utiliza, com regularidade, os serviços e o leito
hospitalar, durante o período noturno.

 HOSPITAL DE CURTA PERMANÊNCIA É aquele cuja média de
permanência de pacientes internados não ultrapassa 30 (trinta)
dias.
 HOSPITAL DE LONGA PERMANÊNCIA É aquele cuja média de
permanência de pacientes internados ultrapassa 30 (trinta) dias.

 UNIDADE SANITÁRIA É o estabelecimento de saúde destinado a
prestar assistência médico-sanitária a uma população, em área
geográfica definida, sem internação de pacientes, podendo, como
atividade complementar, prestar assistência médica a pessoas.
*** POSTO DE SAÚDE É uma unidade sanitária, simplificada,
destinada a prestar assistência médico sanitária a uma população,
contando com controle e supervisão médica periódica.
***CENTRO DE SAÚDE É uma unidade sanitária, complexa,
destinada a prestar assistência médico-sanitária a uma população,
contando com ambulatórios para assistência médica permanente.

 UNIDADE MISTA (TAMBÉM CONHECIDA COMO UNIDADE
INTEGRADA OU HOSPITAL-UNIDADE SANITÁRIA) É o
estabelecimento de saúde com as características de Unidade
Sanitária, acrescido de leitos para internação de pacientes,
basicamente, em clínica pediátrica, obstétrica e médico-cirúrgica de
emergência.
 POSTO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA É um estabelecimento de saúde
para assistência médica ambulatorial sem serviços médicos
especializados.

 POLICLÍNICA É um estabelecimento de saúde para assistência médica
ambulatorial, com serviços médicos especializados.

 HOSPITAL LOCAL É o hospital destinado a servir à população de
determinada área geográfica, prestando, no mínimo, assistência nas
áreas básicas de clínica médica, pediátrica, cirúrgica, obstétrica e de
emergência.

 HOSPITAL DISTRITAL É o hospital geral que, além de prestar
assistência médico-cirúrgica própria de hospital local a uma população
determinada, presta serviços mais especializados a pacientes
encaminhados de sua e de outras localidades, enviando pacientes
necessitados de assistência mais complexa a um hospital de base.

 HOSPITAL DE BASE É o hospital geral destinado a constituir-se em
centro de coordenação e integração do serviço médico-hospitalar de uma
área, devendo estar capacitado a prestar assistência especializada mais
diferenciada a pacientes encaminhados de Hospitais Distritais, alem da
assistência médico-cirúrgica própria de hospital local.
 HOSPITAL DE ENSINO OU HOSPITAL UNIVERSITÁRIO É o hospital
geral com as características e funções do Hospital de Base, utilizado por
Escolas de Ciências da Saúde, como centro de formação profissional.

 HOSPITAL DE CORPO CLÍNICO FECHADO É o hospital onde não se
permitem, em rotina, atividades de outros profissionais, que não os
integrantes do próprio Corpo Clínico.

 HOSPITAL DE CORPO CLÍNICO ABERTO É o hospital que, mesmo tendo
Corpo Clínico estruturado, permite, a qualquer profissional habilitado da
comunidade, internar e tratar seus pacientes.

 HOSPITAL DE CORPO CLÍNICO MISTO É o hospital que, mesmo tendo
Corpo Clínico fechado, faz concessão, por cortesia, a outros profissionais,
para internar e assistir seus pacientes.

 HOSPITAL ESTATAL OU PARA-ESTATAL É o que integra o patrimônio da
União, Estado, Distrito Federal e Municípios (pessoas jurídicas de direito
público interno), autarquias, fundações instituídas pelo Poder Público,
empresas públicas e sociedades de economia mista (pessoas jurídicas de
direito privado).
 HOSPITAL PRIVADO OU PARTICULAR É o hospital que integra o
patrimônio de uma pessoa natural ou jurídica de direito privado, não
instituída pelo Poder Público.

 HOSPITAL BENEFICIENTE É o que integra o patrimônio de pessoa
jurídica de direito privado, instituído e mantido por contribuições e
doações particulares, destinado à prestação de serviços a seus
associados e respectivos dependentes, cujos atos de constituição
especifiquem sua clientela, que não remunere os membros da sua
diretoria, que aplique integralmente os seus recursos na manutenção e
desenvolvimento dos seus objetivos sociais e cujos bens, no caso de sua
extinção, revertam em proveito de outras instituições do mesmo gênero
ou ao Poder Público.

 HOSPITAL FILANTRÓPICO É o que integra o patrimônio de pessoa
jurídica de direito privado, mantido parcial ou integralmente por meio de
doações, cujos membros de seus órgãos de direção e consultivos não
sejam remunerados, que se proponha à prestação de serviços gratuitos
à população carente em seus ambulatórios, reservando leitos, de acordo
com a legislação em vigor, ao internamento gratuito, organizado e
mantido pela comunidade e cujos resultados financeiros revertam
exclusivamente ao custeio de despesa de administração e manutenção.
 AMBULATÓRIO É a unidade do Hospital ou de outro serviço de saúde
destinada à assistência a pacientes externos para diagnóstico e
tratamento.

 HOSPITAL DE PEQUENO PORTE É o hospital que possui capacidade
normal ou de operação de até 50 leitos.

 HOSPITAL DE MÉDIO PORTE É o hospital que possui capacidade normal
ou de operação de 50 a 150 leitos.

 HOSPITAL DE GRANDE PORTE É o hospital que possui capacidade
normal ou de operação de 150 a 500 leitos. Acima de 500 leitos considera-
se hospital de capacidade extra.
CLASSIFICAÇÃO FÍSICA

 ELEMENTO É a área ou compartimento com finalidade determinada que,
em conjunto, compõe uma unidade do hospital.

 UNIDADE DO HOSPITAL É o conjunto de elementos funcionalmente
agrupados, onde são executadas atividades afins, visando o melhor
atendimento ao paciente, dando-lhe conforto, segurança e facilitando o
trabalho do pessoal. As unidades de um hospital podem variar em número e
dimensões, em função do total de leitos, finalidade e técnicas operacionais
adotadas.

 UNIDADE DE INTERNAÇÃO OU UNIDADE DE ENFERMAGEM É o
conjunto de elementos destinados à acomodação do paciente internado, e
que englobam facilidades adequadas à prestação de cuidados necessários a
um bom atendimento

 UNIDADE DE INTERNAÇÃO GERAL É a existente nos hospitais gerais,
possuindo ao redor de 25 leitos quando localizados só em quartos
individuais, 32 leitos quando em quartos com dois leitos e 40 leitos quando
em quartos de até 2 leitos e enfermarias.
 UNIDADE ESPECIAL DE INTERNAÇÃO É o conjunto de elementos
destinados a pacientes que recebem assistência especializada,
exigindo características especiais, como as de doenças
transmissíveis, doenças mentais agudas, tuberculose forma aguda,
berçário, unidade de tratamento intensivo, unidade de emergência
e outras como segue:
 UNIDADE DE INTERNAÇÃO PEDIÁTRICA (em hospital geral); É o conjunto de
elementos destinados a pacientes de idade até 14 anos, reunidos por grupo etário,
possuindo não mais de 70 leitos, por unidade.

 UNIDADE DE INTERNAÇÃO PARA DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS É o conjunto de
elementos destinados a pacientes portadores de doenças transmissíveis, permitindo
condições de isolamento, cujo número não deve ultrapassar de 30 leitos por unidade.

 UNIDADE DE INTERNAÇÃO PARA DOENÇAS MENTAIS AGUDAS É o conjunto de
elementos destinados a pacientes portadores de doenças mentais agudas, cujo
número não deve ultrapassar de 30 leitos por unidade.

 UNIDADE DE INTERNAÇÃO PARA TUBERCULOSE, FORMA AGUDA É o conjunto
de elementos destinados a pacientes portadores de tuberculose, forma aguda, cujo
número não deve ultrapassar de 30 leitos por unidade.
 UNIDADE DE BERÇÁRIO É o conjunto de elementos destinados a alojar
para assistência, recém-nascidos sadios, prematuros e patológicos.

 UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVO É o conjunto de elementos
destinados a receber pacientes em estado grave, com possibilidades de
recuperação, exigindo assistência médica e de enfermagem permanente,
além da utilização eventual de equipamento especializado.

 UNIDADE DE EMERGÊNCIA É o conjunto de elementos que servem ao
atendimento, diagnóstico e tratamento de pacientes acidentados ou
acometidos de mal súbito, com ou sem risco iminente de vida.

 UNIDADE DE CENTRO CIRÚRGICO É o conjunto de elementos destinados
às atividades cirúrgicas, bem como à recuperação pós-anestésica e pós-
operatória imediata.

 UNIDADE DE CENTRO OBSTÉTRICO É o conjunto de elementos onde são
realizados: o trabalho de parto, o parto, a cirurgia obstétrica e os primeiros
cuidados com os recém-nascidos.
 UNIDADE DE CENTRO CIRÚRGICO-CENTRO OBSTÉTRICO É o
conjunto de elementos destinados às atividades cirúrgico-obstétricas, em
uma única área, em pequenos hospitais.

 UNIDADE DE CENTRO DE MATERIAL É o conjunto de elementos
destinados a expurgo, preparo e esterilização, guarda e distribuição do
material para as unidades do hospital.

 UNIDADE DE LACTÁRIO É o conjunto de elementos destinados ao
preparo de alimentação para as crianças, incluindo basicamente fórmulas
lácteas, sucos e regimes dietéticos prescritos.

 UNIDADE DE SERVIÇOS COMPLEMENTARES DE DIAGNÓSTICO E
TRATAMENTO É o conjunto de elementos onde está localizada a maioria
dos serviços que complementam o diagnóstico, ou auxiliam na
recuperação da saúde, tais como: laboratório de patologia clínica,
radiologia clínica, hemoterapia, laboratório de anatomia patológica,
eletrocardiografia, eletroencefalografia, fisioterapia, radioisótopos,
medicina nuclear e outros.
 UNIDADE DE SERVIÇOS GERAIS É o conjunto de elementos onde se
realizam os serviços que suprem roupa, alimentação, transportes, energia
elétrica, vapor e todo material necessário para o funcionamento do hospital.
Compreende entre outros os seguintes serviços: alimentação, lavanderia,
material, limpeza, oficinas de manutenção, conservação e reparos, central
de vapor, vestiários, garagem e necrotério.

 UNIDADE DE ADMINISTRAÇÃO É o conjunto de elementos onde está
localizada a maioria dos serviços destinados às atividades administrativas
do hospital, compreendendo, basicamente, pessoal, contabilidade,
comunicações, transportes, matrícula e registro de pacientes.

 UNIDADE DE AMBULATÓRIO OU UNIDADE DE PACIENTES EXTERNOS
É o conjunto de elementos que possibilita o atendimento de pacientes para
diagnóstico e tratamento quando constatada a não necessidade de
internação.
REGISTROS/ANOTAÇÃO
DE ENFERMAGEM
Consiste num conjunto de documentos padronizados e
ordenados, provenientes de várias fontes, destinado
ao registro dos cuidados profissionais prestados ao
paciente.

As informações do paciente, geradas durante sua
internação, construirão o documento chamado de
Prontuário Médico.
DEVE-SE AGREGAR:

 História da doença;

 Antecedentes pessoais e familiares;

 Exame físico;

 Evolução clínica;

 Descrição de cirurgia **;

 Ficha de anestesia**;

 Prescrição médica;

 Prescrição de enfermagem;

 Exames complementares e de diagnóstico;

 Formulários e gráficos.

Todas fichas deverão ser impressas !!
ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM

É o registro feito pela equipe de enfermagem no
prontuário do cliente referente ás condições bio
psico sócio espirituais e todos os fatos ocorridos
com o cliente.
É NECESSÁRIO ALGUMAS REGRAS !!!

 Observar a identificação do cliente:
Nome Completo;
Registro geral;
Quarto/leito;
Clínica.

 Descrever todas as observações, fatos e cuidados relacionados
com o cliente:
Estado psíquico (Consciente, Inconsciente, Orientado, Confuso)
(Auto Alo Crono Orientado, Obinubilado)

 Estado afetivo (Emoções, Sentimentos, Capacidade de resolver
situações ...)

 Estado físico (Queixas, Observações em geral, Exames,
Testes, Encaminhamentos, Eliminações, Medicamentos, Cuidados
prestados, Resultado destes cuidados).
 Escrever de modo exato, completo e LEGÍVEL,usando termos
descritivos.

 Usar termos científicos e apenas abreviaturas padronizadas e
convencionadas.

 Não deixar espaços em banco entre anotações para evitar que
alguém altere o registro feito.

 Terminar uma folha ou página de anotações antes de iniciar
outra.

 Fazer várias anotações em diferentes horários durante o plantão.

 As anotações devem seguir um sentido lógico, ou seja, deve-se
iniciar as anotações dos membros superiores, depois os inferiores,
anotando primeiramente a apresentação do cliente e depois os
cuidados prestados.

 Anotar fielmente o que foi visto, não dar interpretação pessoal.
 Não rasurar a anotação. Em caso de engano, usar a
palavra DIGO entre vírgulas.

 Constar assinatura legível de quem anota, sucedida
pelas iniciais de sua categoria e número de registro do
Conselho (COREN).

 Chamar o cliente sempre pelo nome, informá-lo
sobre os procedimentos e o tratamento que irá ser
dispensado.
ROTEIRO PARA ANOTAÇÃO DE
ENFERMAGEM
1 - Comportamento e observações
relativas ao paciente:

• Nível de consciência;
• Estado emocional;
• Integridade da pele e mucosa;
• Hidratação;
• Aceitação de dieta;
• Manutenção venóclise;
• Movimentação;
• Eliminação;
• Presença de cateteres e drenos.
2 - Cuidados prestados aos pacientes,
prescritos ou não pelo enfermeiro:

• Mudança de decúbito;
• Posicionamento no leito ou na
poltrona;
• Banho;
• Curativos;
• Retirada de drenos, sondas, cateteres,
etc.
3 - Medidas prescritas pelo médico e
prestadas pela enfermagem:

• Repouso;
• Uso de colete/faixas;
• Recusa de medicação ou tratamento.
4 - Respostas específicas do paciente
à terapia e assistência:

• Alterações do quadro clínico;
• Sinais e sintomas;
• Alterações de sinais vitais;
• Intercorrências com o paciente;
• Providências tomadas;
• Resultados.
5 - Medidas terapêuticas executadas
pelos membros da equipe:

• Passagem de dispositivo intravenoso
(intracath, duplo ou triplo lúmen, etc.);

• Visita médica especializada
(avaliações);

• Atendimento do fisioterapeuta, da
nutricionista ou psicólogo.
6 - Orientações educativas:

• Nutrição;

• Atividade física;

• Uso de medicações.
7 - Outros fatos relevantes (de
qualquer natureza) referidos pelo
paciente ou percebidos pelo
profissional:

• Acidentes e intercorrências;

• Recebimento de visitas.
Exemplo
25/07/14 às 09h00min- Paciente M.J.S., apresenta-se
consciente, comunicativo, ictérico, aceitou o desjejum
oferecido, tomou banho de aspersão, deambulando,
afebril, dispneico, normotenso, taquicárdico, mantendo
venóclise por scalp em MSE, com bom refluxo, sem
sinais flogísticos, abdômen ascítico, doloroso à
palpação, SVD com débito de 200ml de coloração
alaranjada, eliminação intestinal ausente há 1 dia.
Refere algia generalizada. Assinatura do profissional
com o número de registro do conselho.
Admissão Hospitalar
É entendida como sendo a entrada e permanência do
cliente no hospital por determinado período.

Pode ser programada ou de emergência, por período
curto ou longo prazo.

Na unidade de internação o paciente é recebido por
um profissional da unidade e encaminhado ao quarto
ou enfermaria. Deve ser recebido com gentileza e
cordialidade para aliviar suas apreensões e
ansiedades. Geralmente, o paciente está preocupado
com a sua saúde.
A primeira impressão recebida
é fundamental ao paciente e
seus familiares, inspirando-
lhes confiança no hospital e na
equipe que o atenderá. Se
recebido atenciosamente,
proporcionará sensação de
segurança e bem estar, e
deste primeiro contato
depende em grande parte a
colaboração do paciente ao
tratamento.
REGRAS GERAIS :

 Receber o paciente gentilmente;

 Mostrar as dependências;

 Explicar normas e rotinas hospitalares da unidade;

 Relacionar e guardar roupas pessoais;

 Apresentar equipe e clientes o quarto;

 Orientá-lo quanto á localização e funcionamento da
campainha;

 Verificar sinais vitais, peso e altura e anotar no
relatório;
 Realizar anotação de enfermagem :
Hora;

Condições de chegada (Deambulando, Maca, Cadeira
de rodas , etc);

Acompanhantes;

Sinais e sintomas observados;

Queixas relatadas;

Procedimentos que foram realizados no momento da
admissão (Punção venosa, sinais vitais, etc);

Orientações dadas.
EXEMPLO

25/07/14 às 11:00 hs- Paciente M.J.S., admitido no setor, deambulando,
acompanhado da mãe, para tratamento clínico de amigdalite,
apresentando os seguintes sintomas: "dor na garanta", dificuldade de
deglutição, hipertemia, cefaléia, calafrios e "dor na nuca". SSVV:
PA=110x80mmHg; FC=74bpm; FR=15ipm; SpO2=97% e Tax=38ºC.
Relata apresentar sono agitado, alimentar-se pouco, não fazer uso de
medicações e não apresentar reações alérgicas, não ser tabagista, nem
estilista, apresentar evacuação e diurese diários. Há mais ou menos seis
anos apresentou infecção urinária, sendo realizado apenas tratamento
clínico. Apresenta ressecamento da pele, dos MMSS e MMII, solução de
continuidade nos lábios, presença de placas na garganta acompanhadas
de dor, dificuldade de verbalizar e tumefação dos gânglios. Foi instalado
soroterapia no dorso da mão do membro superior esquerdo, encontrando-
se em repouso no leito. Assinatura do profissional com o número do
COREN.
Alta Hospitalar
Alta Hospitalar é o encerramento da
assistência prestada ao paciente no hospital.
O paciente recebe alta quando seu estado
de saúde permitir ou quando está em
condições de recuperar-se e continuar o
tratamento em casa. A alta do paciente deve
ser assinada pelo médico.
Tipos de alta

 Alta hospitalar ou melhorada: Por decisão do
hospital ou unidade, que considera o cliente em
condições de alta.

 Alta a pedido: Solicitada pelo cliente.

 Alta condicional ou licença médica: Dia das mães,
dos Pais;
(Cliente assina termo de responsabilidade antes de
sair da unidade).
REGRAS GERAIS

 Avisar cliente com antecedência;

 Oferecer orientação pós alta;

 Avisar família, tesouraria, serviço de nutrição e outros;

 Providenciar medicamentos necessários;

 Reunir pertences e providenciar roupa;

 O cliente só poderá sair acompanhado de familiares;

 Realizar anotações:
( Hora da alta, entrega de pertences, orientações dadas,
acompanhantes e estado geral);

 AFERIR SIANAIS VITAIS
Exemplo

28/07/14 às 10h30min – Paciente M.J.S. recebeu alta hospitalar
após reavaliação médica e melhora clínica, deixou o setor às
11h00minh, consciente, orientado, deambulando, acompanhado
da mãe. No momento da alta: Tax=36ºC; FR=15 ipm; SpO2 98%;
PA=110x70 mmHg e FC=80 bpm. Sendo fornecidas orientações
quanto a troca diária do curativo oclusivo, localizado na região
dorsal do pé MIE, mantendo sempre limpo e seco, evitar
atividades físicas e exercícios excessivos, fazer uso correto das
medicações prescritas, sendo prescrito inclusive os horários das
doses e retornar ao médico em sete dias para nova avaliação.
Assinatura do profissional com o número do COREN.
Transferência do cliente
Consiste na remoção do cliente de uma unidade para
a outra dentro do próprio hospital ou de uma clínica
para outra dentro da unidade.

A unidade de internação que vai receber o cliente,
deve ser avisado com antecedência para se preparar
de acordo com a necessidade.
Cuidados de enfermagem

 A enfermagem deve avaliar as condições
físicas do cliente e determinar o meio de
transporte (maca, cadeira de rodas), para a
transferência;

 A transferência é registrada no prontuário do
cliente ( hora, meio de transporte, estado
geral), e no censo hospitalar;

 Passar o plantão verbalmente ao
responsável da nova admissão do cliente e
entregar os devidos documentos (prontuário
completo ou relatório).
Exemplo

30/07/14 às 09h30min – Paciente M.J.S. apresentou
PA=250x180mmHg, FC=145 bpm, FR=40 ipm, SpO2 90%,
Tax=37.5ºC, com queixa de cefaleia e dispneia intensa.
Comunicado médico assistente, sendo administrado as 9h40min,
cinco gts de adalat sublingual. Após 30 minutos,
PA=230x170mmHg, sendo comunicado médico assistente, que
solicitou transferência para UTI as 10:30, foi encaminhado em
maca, pela enfermagem, com soroterapia no dorso da mão
esquerda, semiconsciente, com SVD, sendo drenado 200 ml de
diurese clara com depósito, apresentando PA=220x120mmHg,
P=80 bpm, Tax=37ºC, FR=32 ipm e SpO2 82%. Assinatura do
profissional com o número do COREN.
Óbito
Consiste na constatação medicada morte do cliente.

 Registrar no prontuário o horário do óbito (A partir do
momento que o médico constatou o óbito);

 Identificar o corpo;

 Preparar os pertences do cliente para serem
entregues aos familiares;

 Preencher os visos de óbito encaminhá-los, segundo
a rotina do hospital;

 Encaminhar o corpo ao necrotério.
Exemplo

01/08/14 às 17h00min - Paciente M.J.S. apresentou
piora no seu estado geral, PA inaudível, pulso
periférico não palpável, movimentos respiratórios
ausentes. Comunicado médico plantonista
responsável, iniciado manobras de RCP conforme
protocolo de PCR, durante 45 minutos, sem
sucesso. Constatado óbito as 17h45min pelo médico
plantonista. Realizado preparo do corpo pela equipe
de enfermagem e encaminhado ao necrotério.
Assinatura do profissional com número do COREN.
Obrigado !!