Os mitos da

Índia – o tempo
ea
Cosmogonia

Uma viagem sobre os Puranas

(p.  TEXTO 4 – ZIMMER.eternidade e tempo. Mitos e símbolos na arte da civilização da Índia. (p. 2 . Imagens e símbolos. Procissão das formigas  Roda de renascimento  Sabedoria da vida . 1. 1989. São Paulo: Palas Athena.Simbolismos indianos do tempo e da eternidade. Henrich. Mircea. São Paulo: Martins Fontes.ELIADE.11-25) Cap. 2002. Textos selecionados para debate e discussão  TEXTO 3 .53-88) Cap.

O HOMEM É SIMBOLICAMENTE PROJETADO NO GRANDE TEMPO DO SAGRADO.53-88)  O QUE SÃO MITOS?  CATEGORIAS DE CRIAÇÕES ESPIRITUAIS DE UM PASSADO ARCAICO.  PELA NARRATIVA DO MITO O TEMPO PROFANO É ABOLIDO. Mircea.ELIADE.  TEMPO MITICO TEMPO HISTÓRICO . Imagens e símbolos.  NARRA ACONTECIMENTOS QUE SE SUCEDERAM EM UM PRINCIPIO PRIMORDIAL.(p.

2002 .. Os mitos de origem: “onde tudo 4 começou.” A cosmogonia dos deuses – ELIADE/ZIMMER: o mito de Indra. 1989.  Vitória de Indra sobre o dragão Vritra FONTES: ZIMMER. O tempo mítico dos deuses é reversível  A narrativa dos mitos implica numa ruptura com o tempo histórico  Uma narrativa da Teogonia e da Cosmogonia estão no texto Brahmavaivarta Purana.. ELIADE.

reclama a Brahma... que intervém junto a Vishnu. 5 A compulsão de Indra – a construção do palácio que nunca acaba.  Vichvkarman. após um ano constrói um belo palácio.  Vichvakarman. 1989. ELIADE.  Indra resolve embelezar a residência dos deuses. 2002 . FONTES: ZIMMER.

 São como bolhas que flutua em explodem na superfície..  Vishnu (na forma de Mendigo Sorri. ..  Cada universo aparece e desaparece indefinidamente.  Estes universos flutuam sobre a agua sem fundo que formam o corpo de Vishnu. após ver formigas e diz:  “no passado estas formigas foram Indras!” Após transmigrações..  A existência de um Brahma equivale a 108 anos divinos. O tempo mítico dos deuses  Vishnu visita Indra disfarçado de mendigo  Ele afirma que uma noite de Brahma equivale a 28 existências de Indra.

Ele é transportado ao grande tempo mítico e relativiza seu condicionamento histórico. um homem velho chamado Hirsuto: é a encarnação de Shiva. A relatividade do tempo: entre homens e deuses  Na versão de Zimmer aparece um terceiro personagem.(Eliade) . como rei dos deuses.  Indra . após esta narrativa é curado de seu orgulho e ignorância.

 Os dois deuses Vishnu e Shiva (Zimmer) são figuras arquetípicas centrais. esvaziada de significados. é quem decifra o enigma e libera o homem de seus monstros.Qual a conclusão a partir do mito de Indra e da relatividade do tempo? Fontes: BRAHMA VIRTA PURANA/VISHNU PURANA  Os mitos dão dinamismo ao mundo da vida.  A CRIANÇA (VISHNU) – é o menino–herói.  O VELHO HOMEM SÁBIO (SHIVA): aponta para as ilusões do ego. . ao aniquilar a servidão da posse e sofrimento.

[3. não é espontâneo.000 anos] .000 anos]  KALI YUGA: idade ruim/idade das trevas. Estes são idades. [1. idade humana diminui. O tempo mítico e o eterno retorno (tempo cíclico) – VISHNU PURANA  Na tradição mitica hindu o tempo é divido por yugas .000 anos]  DVAPARA YUGA: metade do dharma. O deve deve ser aprendido. restou ¼ do dharma. [2. que são acompanhados por uma aurora e um crepúsculo que ligam as idades entre si.  São 4:  KRTA YUGA – Idade realizada (idade do Ouro) [4000 anos)  TRETA YUGA – ¾ do dharma são seguidos. Vicios aumentam.

O tempo mítico  Maha yuga .12 mil anos  Pralayala dissolução  Ragnarok = destruição definitiva (ovo cósmico)  Mil mahayugas = 1 kalpa= 1 dia de brahma .

O mundo histórico é ilusório .Eterna repetição do ciclo cósmico – poder de Maya  Cabe ao homem buscar o desprendimento destes ciclos mediante o ato da liberdade espiritual.

Final do Mito de Indra  Revelado por Vishnu. Indra renuncia sua vocação de deus guerreiro e se retira para as montanhas para virar um asceta.  Sua esposa Shaci.  CONCLUSAO:  Para se livrar do poder de Maya há dois caminhos: ELIADE (p.66)  Caminho da Contemplação/renúncia  Via da ação . pede que o sacerdote conselheiro intervenha e Indra retorna.

Mito de Narada e Vishnu  Qual é o segredo de Maya?  Fonte: Matsya Purana/Ramakrishna .

 “O eterno presente é o êxtase dos místicos” .  Budha é atemporal . (PATILOMAN) – Retorno ao passado para conhecer existências anteriores.  Budha não apenas é capaz de abolir o tempo. torna- se contemporâneo ao inicio do mundo.O mito da natividade de Buda p.73  Mediante sete passos. Budha exclama: “eu sou o mais alto dos mundos”  É a transcendência espacial de Budha. mas de percorre- lo em contrário. todos os tempos são o presente.  Ao atingir o cimo cósmico.

a abolindo a obra do tempo. P. P.  O yogue consegue viver um duas estruturas temporais simultâneas: o tempo histórico e o grande tempo cósmico. enfraquecendo a dimensão do tempo profano. má ação é acreditar que nada existe fora do tempo.  Mediante o yoga.86  VASANAS= INCONSCIENTE COLETIVO  YOGUE modifica o subconsciente.  A prática do yoga. organiza-se o microcosmos (corpo místico) associando ao macrocosmos. liberando-se da memória.  Mediante o pranayama. o yogue insere diferentes ritmos do tempo vivido.  O yogue retira-se dos fluxos da vida psíquico-mental.  Viver no tempo não é má ação. O que é iluminação? (Eliade)  É a saída fora do tempo. organiza o caos em cosmos.88 .

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