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TECNOLOGIA DE SOLDAGEM

Professor M.Sc. Frank Leslie
DIREITOS RESERVADOS

OBJETIVO GERAL

Empregar adequadamente os
conhecimentos teóricos e técnicas de
execução ligados a diferentes processos de
soldagem utilizados em tarefas de
manutenção a bordo de navios mercantes.

SUMÁRIO
UNIDADE I INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA DE SOLDAGEM

 Principais processos (descrição sumária)
 Soldabilidade de metais similares e dissimilares
 Categoria de uniões e chanfros

UNIDADE II FONTES DE POTÊNCIA

 Fontes convencionais para soldagem
 Curvas características estáticas
 Fator de trabalho

Corrente de transição . SUMÁRIO UNIDADE III FÍSICA DO ARCO  Região da queda de tensão catódica e anódica  Movimentos catódicos  Deflexão magnética UNIDADE IV TRANSFERÊNCIA METÁLICA  Forças que atúam  Transferência por curto circuito  Transferência globular  Transferência por pulverização axial e rotacional.

SUMÁRIO UNIDADE V SOLDAGEM COM ELETRODO REVESTIDO (SMAW)  Fundamentos do processo  Critério de classificação dos eletrodos (AWS. AISI)  Revestimentos: Função e classificação .

SUMÁRIO SOLDAGEM PELO PROCESSO GMAW UNIDADE VI (MIG-MAG)  Fundamentos do processo  Características das fontes de potência  Gases de proteção envolvidos no processo  Características econômicas  Características geométricas .

SUMÁRIO UNIDADE VII SOLDAGEM PELO PROCESSO GTAW (TIG)  Fundamentos do processo  Características das fontes de potência  Gases de proteção envolvidos no processo .

SUMÁRIO UNIDADE VIII CORTE DE METAIS AO ARCO PLASMA  Fundamentos do processo  Características das fontes de potência  Consumíveis e acessórios  Variáveis do processo .

SUMÁRIO UNIDADE IX OXICORTE E SOLDAGEM A GÁS  Fundamentos do processo  Gases envolvidos na reação  Características do equipamento  Monoredutores de pressão  Estrutura da chama .

IOP Publishing.. J. L. Hemus. E.. Mesmo autor. 1966. Welding metallurgy of stainless steels. WAINER. 1992. São Paulo 1995. Selma Ziedas e Ivanisa Tatini. MACHADO. 1997. F. Ed. Ed. Porto Alegre. E. V. GUEDES. . A. 1984. SENAI-SP. RIBAKOV. Soldagem. Ed. Soldadura elétrica e a gás. Ed. Mir Moscovo. Soldagem & Técnicas conexas: Processos. I. and collaborations. C. G. Org. Springer-Verlag Wien New York. São Paulo. 1987. Ltda. São Paulo. PADILHA. 553p. Aços inoxidáveis austeníticos microestrutura e propriedades.. Soldagem processos e metalurgia. 1994. NORRISH. Edgard Blücher Ltda. Avanced welding process. BIBLIOGRAFIA FOLKHARD.

DESCRIÇÃO SUMÁRIA DOS PRINCIPAIS PROCESSOS 1. SOLDAGEM POR RESISTÊNCIA ELÉTRICA 4. SOLDAGEM POR ARCO ELÉTRICO 6. BRASAGEM . SOLDAGEM EM FASE SÓLIDA 2. SOLDAGEM POR ENERGIA RADIANTE 5. SOLDAGEM TERMOQUÍMICA 3.

SOLDAGEM EM FASE SÓLIDA
SOLDAGEM POR FORJAMENTO

SOLDAGEM POR PRESSÃO A QUENTE

SOLDAGEM (POR PRESSÃO) A FRIO

SOLDAGEM POR EXPLOSÃO

SOLDAGEM POR ULTRA-SOM

SOLDAGEM POR FRICÇÃO

SOLDAGEM POR DIFUSÃO

SOLDAGEM TERMOQUÍMICA

SOLDAGEM POR OXIGÁS

SOLDAGEM COM HIDROGÊNIO ATÔMICO

ALUMINOTERMIA

SOLDAGEM POR RESISTÊNCIA ELÉTRICA

SOLDAGEM A PONTO POR RESISTÊNCIA

SOLDAGEM DE COSTURA POR RESISTÊNCIA

SOLDAGEM POR CENTELHAMENTO

ELETROESCÓRIA

SOLDAGEM POR ENERGIA RADIANTE SOLDAGEM POR LASER SOLDAGEM POR FEIXE DE ELETRONS SOLDAGEM POR IMÁGEM DA FONTE DE ENERGIA .

SOLDAGEM POR ARCO ELÉTRICO SOLDAGEM A ARCO COM ELETRODO REVESTIDO SOLDAGEM POR ARCO SUBMERSO SOLDAGEM A ARCO COM PROTEÇÃO GASOSA (GMAW) SOLDAGEM A ARCO COM ELETRODO TUBULAR ELETROGÁS SOLDAGEM A ARCO COM PROTEÇÃO GASOSA E ELETRODO NÃO CONSUMÍVEL (GTAW) SOLDAGEM A ARCO PLASMA .

BRASAGEM BRASAGEM EM FORNO BRASAGEM POR INDUÇÃO ELÉTRICA BRASAGEM POR INFRAVERMELHO BRASAGEM POR RESISTÊNCIA ELÉTRICA BRASAGEM POR CHAMA .

45 Não existe problema de soldabilidade Há necessidade de um 0.6 preaquecimento (200-250ºC) Ceq > 0.6 Há necessidade de um pré e pos aquecimento (250-300ºC) .45 < Ceq  0. SOLDABILIDADE DE METAIS SIMILARES (AÇOS) CARBONO EQUIVALENTE (IIW – International Institute of Welding) %Mn %Cr  %Mo  %V %Ni  %Cu Ceq  %C    6 5 15 Ceq < 0.

SOLDABILIDADE DE METAIS DISSIMILARES (AÇOS INOXIDÁVEIS) DIAGRAMA DE SCHAEFFLER .

SOLDABILIDADE DE METAIS DISSIMILARES (AÇOS INOXIDÁVEIS) DIAGRAMA DE DELONG .

SOLDABILIDADE DE METAIS DISSIMILARES (AÇOS INOXIDÁVEIS) DIAGRAMA WRC92 .

FONTES CONVENCIONAIS PARA SOLDAGEM Transformador para Transformador para soldagem soldagem manual com eletrodo revestido .

FONTES CONVENCIONAIS PARA SOLDAGEM Transformador para soldagem Retificador para soldagem com com eletrodo revestido eletrodo revestido .

FONTES CONVENCIONAIS PARA SOLDAGEM Retificadores de soldagem Polaridade direta Fonte ou normal (CC-) ou (CCEN) R Material de adição (+) (-) Material de base .

FONTES CONVENCIONAIS PARA SOLDAGEM Retificadores de soldagem Polaridade inversa Fonte ou indireta (CC+) ou (CCEP) R Material de adição (-) (+) Material de base .

CATEGORIA DE UNIÕES E CHANFROS .

CHANFRO .

FUNDAMENTOS DO PROCESSO (SMAW)

FUNDAMENTOS DO PROCESSO (SMAW)

FUNDAMENTOS DE PROCESSO (SMAW)

1 ELETRODOS PARA A SOLDAGEM DOS AÇOS-CARBONO AWS E X X X X X 0~8 (ver Tabela) 1 . CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS NORMA AWS A5.Todas 2 – Plana e horizontal Posição de 3 .Plana soldagem 4 – Vertical descendente Limite de resistência à tração mínima do metal de solda em Ksi Electric Welding American Welding Society .

CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS NORMA AWS A5.XXX Indica a composição química do material (ver Tabela) Idêntica a Norma AWS A5.5 ELETRODOS PARA A SOLDAGEM DOS AÇOS AO CARBONO E DE BAIXA LIGA AWS E X X X X X .1 .

Básico Composição química do metal 16: CC+. CA. ainda seguido de letras 17: CC+. Rutílico depositado. CA Bas/Rut que indicam uma composição específica (ver Tabela) Electric welding . 15: CC+.4 AÇOS INOXIDÁVEIS A identificação consiste da letra E seguida de um conjunto de dígitos correspondente à classificação AISI (American Iron and Steel Institute) Posições de soldagem EXXXXX–XX Tipo de corrente e natureza do revestimento. CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS ELETRODOS PARA A SOLDAGEM DOS NORMA AWS A5.

sofrem expansão e fornecem proteção contra a oxidação. que em temperaturas elevadas. Contém produtos que vão ionizar a atmosfera do arco. Durante a fusão dão origem a grandes quantidades de gases. FUNÇÃO DOS REVESTIMENTOS Um eletrodo revestido é constituído por uma vareta de metal de adição rigorosamente calibrada. FUNÇÃO ELÉTRICA. isola a alma do eletrodo e evita aberturas de arcos laterais. O revestimento é mau condutor da eletricidade. FUNÇÃO FÍSICA E MECÂNICA. . facilitando sua abertura e estabilização. cuja superfície é coberta com uma capa de substâncias especiais constituídas por materiais minerais ou orgânicos.

FUNÇÃO METALÚRGICA.  Compensar perdas por volatização ou oxidação  Adicionar elementos de liga  Adicionar pó de ferro . FUNÇÃO DOS REVESTIMENTOS ALÉM: O revestimento funde formando uma escória (escorificantes). que constitui uma camada líquida impermeável que flutua sobre o banho sem reagir com o mesmo.

O nível de hidrogênio dissolvido no banho pode ser elevado. CLASSIFICAÇÃO DOS REVESTIMENTOS CELULÓSICO Contém grandes quantidades de substâncias orgânicas com mais de 20% de materiais celulósicos. O depósito é bastante satisfatório em relação às propriedades mecânicas e alongamento percentual. . Produz um jato plasmático responsável pela elevada penetração e elevada velocidade de fusão. aumentando a tendência à fissuração a frio.

com adição de menos ou até 15% de celulose para melhorar a proteção gasosa. CLASSIFICAÇÃO DOS REVESTIMENTOS RUTÍLICO Contém mais de 20% de óxido de titânio (TiO2). A adição de pó de ferro ao revestimento possibilita a obtenção de altas taxas de deposição. Revestimento obtido através da adição de areia de rutilo ou ilmenita. A resistência mecânica e a dutilidade obtida são boas. .

A proteção gasosa é baseada em CO/CO2. A escória possui caráter básico. . CLASSIFICAÇÃO DOS REVESTIMENTOS BÁSICO Revestimento espesso contendo grandes quantidades de carbonato de cálcio. permite boa redução do banho e eliminação de materiais não metálicos. como sulfetos. as propriedades mecânicas e a resistência à fissuração a frio e a quente são melhores que os outros revestimentos. fornece depósitos com inferiores teores de hidrogênio.

Não é recomendado para a soldagem de aços com teores de carbono acima de 0.005%. óxido de Mn e sílica.25% e com enxofre acima de 0. CLASSIFICAÇÃO DOS REVESTIMENTOS ÁCIDO Revestimento médio ou espesso produzindo uma escória a base de óxido de Fe. este efeito age em detrimento da resistência mecânica. . os teores de C e Mn podem ser baixos. A resistência à fissuração é uma das mais pobres em comparação com outros tipos de revestimentos. Dependendo do balanço químico.

Pó de ferro. Revestimento Oxido de espessa. CC+ CA CA CC+ CC. eliminação ferro (FeO) xx 30 Óxido de ferro (FeO) Elevado Moderado Moderado Moderado Moderado Baixo Baixo Moderado Baixo Teor de 20 ml/100 15 ml/100 15 ml/100 15 ml/100 15 ml/100 2 ml/100 2 ml/100 15 ml/100 2 ml/100 hidrogênio g g g g g g g g g . Silicato Na. silicatos de K Na K Pó de ferro Na. CA CA CA Tipo de corrente CC+ CC. Silicato Silicato de Na. TiO2. 20% de K. Pó de ferro: xx 20 escória Escória de fácil 25 a 40%. 4º ALGARISMO 4º Algarismo 0 1 2 3 4 5 6 7 8 CA CA CC+ CC. CC+ CC+ CC+ Qualidade da solda Ótima Ótima Média Média Ótima Ótima Ótima Ótima Ótima Intenso Médio Tipo do arco c/ salpicos Intenso s/ salpico Leve Leve Médio Médio Leve Leve Penetração Grande Grande Média Fraca Média Média Média Grande Média xx 10 Celulósic Rutílico Rutílico Rutílico Básico Básico Ácido Básico Celulósico o com TiO2 e TiO2 e TiO2 Calcáreo TiO2 Óxido de ferro Calcário com silicato de silicato de silicato de silicato silicato de Calcáreo (FeO). CC.

0 % Mn. Cr.XXXX .B3 2.5 % Mo E .25 % Cr. Cr. ( Baixo carbono ) E .C3 1. 0.5 Mo ( Baixo carbono ) E .C2 3. E .XXXX .5 % Cr.XXXX .Al 0.5 % Mo E . 1 % Mo ( Baixo carbono ) E . COMPOSIÇÃO QUÍUMICA APROXIMADA ELETRODO COMPOSIÇÃO QUÍMICA APROXIMADA E .XXXX .Dl 1. 0. Ni.XXXX .5 % Mo E .XXXX .Cl 2.XXXX .XXXX .B3L 2.B2 1.G Aço de alta resistência com 5 diferentes composições de Mn.XXXX .B2L 1.5 % Mo E .5 % Mo. 0.0 % Ni E .25 % Cr. . Mo e V. Mo e V.XXXX .XXXX .25 % Cr. Ni.M Aço de alta resistência com 5 diferentes composições de Mn.D2 2.XXXX . 1. 1 % Mo E .5 % Mn.25 % Cr.5 % Ni E .Bl 0. 0. 1.XXXX .XXXX .B4L 2 % Cr.5 % Mo E .5 % Ni E .

90 1 0.30 1. ELETRODO REVESTIDO PARA SOLDAGEM DOS AÇOS INOXIDÁVEIS COMPOSIÇÃO QUÍMICA Cu ELETRODO C Si Mn P S Cr Ni Mo (Max) E 308-17 0.04 0.55 1.65 0.50 0.03 25.04 0.90  0.25 0.12 0.03 0.04 0.25 0.03 12 0.75 0.04 0.50 E 310-15 0.50 0.90  0.7 0.50 E 316L-17 0.5 9.60 0.6 20.50 .30 0.04 0.03 24 13.03 19.10 0.50 0.75 0.70 0.50 E 309-16 0.50 E 410-16 0.9 0.10 0.7 11.03 0.03 18.70 2.

PRINCÍPIO DO PROCESSO GMAW .

GMAW .TOCHA DE SOLDAGEM .

PRINCÍPIO DO PROCESSO GMAW .

CARACTERÍSTICAS DAS FONTES DE POTÊNCIA (GMAW) .

CARACTERÍSTICAS DAS FONTES DE POTÊNCIA MAIS MODERNAS (GMAW) .

CARACTERÍSTICAS ECONÔMICAS Taxa de fusão (TF) CARACTERÍSTICAS ECONÔMICAS Taxa de deposição (TD) Rendimento real (R) .

4 160-170 180-175 185-195 (s) CORRENTE MÉDIA (A) . (g/m) 3.6 TF  ( Kg / h ) ts 5. TAXA DE FUSÃO NA SOLDAGEM MIG-CCEN PULSADA E CONVENCIONAL 3.Densidade linear do 4.0 TAXA DE FUSÃO (Kg/h)  .8 Processo MIG-P 3.Comprimento do arame eletrodo 4.0 arame.2 .4 5.6 ts Processo MIG-C – Tempo de soldagem.6 5. (mm) 4. 3.2 5.4  4.8 4.6 consumido.

4 4.4 160-170 180-175 185-195 CORRENTE MÉDIA (A) .4 5.2 4.8 Mi – Massa inicial antes 4.6 da soldagem.0 TAXA DE DEPOSIÇÃO (Kg/h) 4.2 5.6 5.6( Mf  Mi) TD  ( Kg / h ) ts 5. TAXA DE DEPOSIÇÃO NA SOLDAGEM MIG- CCEN PULSADA E CONVENCIONAL 3.6 Processo MIG-P Processo MIG-C 3. (g) 4.8 soldagem. (g) 3.0 Mf – Massa final após a 3.

100 (%) ma 110 105 RENDIMENTO (%) 100 ma =  95 .Massa de arame eletrodo 90 consumida. RENDIMENTO NA SOLDAGEM MIG-CCEN PULSADA E CONVENCIONAL Mf  Mi R . Processo MIG-P Processo MIG-C (g) 85 160-170 180-175 185-195 CORRENTE MÉDIA (A) .

RENDIMENTO NA SOLDAGEM MIG-CCEN PULSADA E CONVENCIONAL MIGC-CCEN Va=8.5m/min. Im=170A MIGP-CCEN Va=8. m=180A .5m/min.

CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS Diluição .

CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS MIGP- CCEN Im = 160 A Im = 180 A Im = 185 A .

FUNDAMENTOS DO PROCESSO GTAW (TIG) .

FUNDAMENTOS DO PROCESSO GTAW (TIG) .

FUNDAMENTOS DO PROCESSO GTAW (TIG) .

FUNDAMENTOS DO PROCESSO GTAW (TIG) .

TOCHA .

FUNDAMENTOS DO PROCESSO GTAW (TIG) .

CARACTERÍSTICAS DAS MÁQUINAS DE POTÊNCIA .

CARACTERÍSTICAS DAS MÁQUINAS DE POTÊNCIA .

59 0.61 1.0 1. GASES DE PROTEÇÃO ENVOLVIDOS NO PROCESSO GTAW (TIG) GÁS CARACTERÍSTICAS POTENCIAL DE DENSIDADE IONIZAÇÃO (eV) (Kg/m3) ARGÔNIO TOTALMENTE 15. .748 INERTE (FRIO) HÉLIO TOTALMENTE 24.977 (DISOCIADO) O potencial de ionização é a quantidade de energia (em elétron volts) requerida para estabilizar o arco.58 0.326 OXIDANTE NITROGÊNIO REDUTOR 14.75 1.54 1.083 REDUTOR OXIGÊNIO ALTAMENTE 13.178 INERTE (QUENTE) HIDROGÊNIO ALTAMENTE 13.161 CO2 OXIDANTE 14.

POSIÇÕES DE SOLDAGEM .

161 CO2 OXIDANTE 14.54 1. .59 0. GASES DE PROTEÇÃO ENVOLVIDOS NO PROCESSO GMAW (MIG-MAG) GÁS CARACTERÍSTICAS POTENCIAL DE DENSIDADE IONIZAÇÃO (eV) (Kg/m3) ARGÔNIO TOTALMENTE 15.083 REDUTOR OXIGÊNIO ALTAMENTE 13.977 (DISOCIADO) O potencial de ionização é a quantidade de energia (em elétron volts) requerida para estabilizar o arco.0 1.61 1.178 INERTE (QUENTE) HIDROGÊNIO ALTAMENTE 13.326 OXIDANTE NITROGÊNIO REDUTOR 14.748 INERTE (FRIO) HÉLIO TOTALMENTE 24.58 0.75 1.

100 A1  A 2 .DILUIÇÃO DO PROCESSO A2 %D  .

FAIXA DE DILUIÇÃO DE ALGUNS DOS PROCESSOS DE SOLDAGEM PROCESSO FAIXA DE DILUIÇÃO (%) Eletrodo Revestido 10 a 30 TIG com adição 2 a 20 Plasma com adição 20 a 40 MIG 10 a 30 .

.

.

REGIÃO DA QUEDA DE TENSÃO CATÓDICA E ANÓDICA Catodo c p a Anodo (-) (+) Fluxo de elétrons Tensão Fluxo de íons Uc Up Ua Distância Queda Comprimento do arco Queda Catódica Anódica .

Se formando sobre camadas mais espessas de óxidos.  Túnel. sendo caracteristicamente móveis. . Se formando sobre metais sem filmes de óxidos sobre a superfície. Se formando sobre camadas finas de óxido. Esses catodos são denominados não termo iônicos.  Interruptor. quando operam em baixa corrente e/ou pressão. com vários pontos catódicos se formando de forma errática sobre o eletrodo Há três tipos de catodos não termo iônicos (frios):  Vapor. MOVIMENTOS CATÓDICOS Alguns materiais vaporizam em temperaturas bem menores do que as requeridas para a emissão termo iônica. Na soldagem a arco é praticamente inexistente.

na soldagem com eletrodo consumível (CC+) e proteção com gás inerte puro. A solução é adicionar uma percentagem de gás oxidante (CO2 ou O2) ao gás inerte puro. Isso evidencia a importância da existência dessa camada de óxido para a estabilidade do cátodo. MOVIMENTOS CATÓDICOS Naqueles tipos em que há formação das camadas de óxidos. nos aços. . os pontos catódicos se movem e removem os mesmos pelo fenômeno chamado bombardeamento de íons. A mobilidade do cátodo pode causar excessiva instabilidade do arco. Este fato sugere o uso de eletrodo positivo (anodo) na soldagem TIG sobre o Alumínio e Magnésio os quais formam uma camada de óxido sobre a poça de fusão. como por exemplo. criando uma situação semelhante à anterior.

DEFLEXÃO MAGNÉTICA DO ARCO .

FORÇAS QUE ATÚAM NA TRANSFERÊNCIA METÁLICA Eletrodo Forças de Lorentz   d1 Fs P1 Fs d1<d2 Fs>F1 Jato de Plasma P1>P2 Arco   P2 Fi d2 Fi Peça .

FORÇAS QUE ATÚAM NA TRANSFERÊNCIA METÁLICA Eletrodo Forças de Lorentz s   Fs Fs Arco mg Peça .

TRANSFERÊNCIA METÁLICA Curto circuito .

TRANSFERÊNCIA METÁLICA Globular .

TRANSFERÊNCIA METÁLICA Pulverização axial .

CURVAS CARACTERÍSTICAS DE CORRENTE CONSTANTE OU TOMBANTE U Uv h1 ho U1 h2 Uo U2 I I1 Io I2 Icc .

CURVAS CARACTERÍSTICAS DE TENSÃO CONSTANTE OU PLANA U Uv h1 ho U1 h2 Uo U2 I I1 Io I2 .

em intervalos de 10 minutos SUPER BANTAM 50 100 150 200 250 300 350 400 100 100 FATOR DE TRABALHO (%) IF = 400 A CF = 20 % 80 80 60 60 IF 2 C  ( ) . FATOR DE TRABALHO É a porcentagem de tempo que uma fonte pode prover uma dada corrente (arco aberto).C F 40 40 IT 20 20 50 100 150 200 250 300 350 400 INTENSIDADE DE CORRENTE (A) .

40 ou 50% do ciclo de trabalho Classe III: Com 20% do ciclo de trabalho . 80 ou 100% do ciclo de trabalho Classe II: Com 30. a NEMA (National Electrical Manufacturers’ Association) classifica as fontes de potência nas seguintes classes: Classe I: Com 60. FATOR DE TRABALHO Dependendo do ciclo de trabalho.

ARCO PLASMA – FUNDAMENTOS DO ROCESSO .

ARCO PLASMA – FUNDAMENTOS DO PROCESSO ISOTERMAS .

ARCO PLASMA – FONTES DE POTÊNCIA .

CORTE DE METAIS AO ARCO PLASMA .

CORTE DE METAIS AO ARCO PLASMA .

.  Esses gases passam por um dispositivo cuja função é dosá-los na proporção exata para a combustão. usando ou não metal de adição. com ou sem aplicação de pressão. FUNDAMENTOS DO PROCESSO OXICOMBUSTÍVEL  A soldagem se dá pela fusão de um ou mais metais de base. O dispositivo (maçarico). que são aplicados na junta a ser soldada por meio de uma chama proveniente da queima de uma mistura de gases. com ou sem material de adição.  A AWS define o processo como grupo de processos onde o coalescimento é devido ao aquecimento produzido por uma chama. deve ainda possibilitar que se produzam diferentes tipos de misturas necessárias para obter tipos de chamas de acordo com os diferentes tipos de materiais.

GASES ENVOLVIDOS NA REAÇÃO – ACETILENO (C2H2) PRINCIPAIS PROPRIEDADES Mais leve que o ar: 0.0872 Kg/m3 à 1. gás: ar = 1) Sua temperatura de combustão é: 1 – No ar = 1900ºC 2 – No ar comprimido = 2100ºC 3 – No oxigênio puro = 3100ºC Forma compostos altamente explosivos quando em contato com Cu.01 Bar Ponto de sublimação = 83. Hg ou sais desses metais Misturas de Acetileno com Cloro ou Flúor podem explodir quando expostos à luz solar Peso Molecular = 26.038 g/mol Peso específico = 1.013 Bar e 21ºC (Densidade relativa.8ºC à 1. Ag.908 à 1.01 Bar Ponto de ignição (cilindro aberto)= 305ºC .

ACETILENO – REAÇÃO C2H2 Cal apagada Para decompor 1 Kg de CaC2.156 Kg de cal apagada.562 Kg de água.5 l) de acetileno e 1. é necessário. . adicionar 0. cerca de 475 Kcal/Kg de carbureto. obtendo-se 0. teoricamente.406Kg (327. O processo é acompanhado da libertação de calor.

o Fósforo e o Magnésio têm ignição espontânea Produz chama e/ou explosão quando em contato com óleo. gorduras.97ºC à 1. madeira. tecidos. graxa. GASES ENVOLVIDOS NA REAÇÃO – OXIGÊNIO (O2) PRINCIPAIS PROPRIEDADES É altamente oxidante. Comburente Constitui 21% do ar atmosférico Em sua presença.9988 g/mol Peso específico = 1.0 Bar 21ºC Ponto de ebulição = 182. borracha e materiais combustíveis Peso Molecular = 31.3146 Kg/m3 à 1.0 Bar . estopa.

Corta fluxo. 1 – Monoredutores.INSTALAÇÃO MÓVEL OXIACETILÉNICA 1 2 5 4 3 Constituição Ìnstalação oxiacetilénica. 4 – Valv. 5 – Maçarico. 2 – Mangueiras (AP). solda ou corte . 3 – Ligadores rápidos.

bloqueando o fluxo normal do gás . impede a reversão do fluxo 5 – Pistão é acionado pela contrapressão do retrocesso. extingue a chama proveniente do retrocesso 4 – Válvula de retenção.VÁLVULA SECA CORTA-CHAMA 1 – Sentido normal do fluxo 2 – Retrocesso da chama 3 – Elemento sinterizado com elevada capacidade de vazão.

MAÇARICOS E ACESSÓRIOS Cabeça cortadora PPU Bico de corte Extensão de solda Maçarico de solda Extensão para corte duplo .

MAÇARICOS E ACESSÓRIOS .

MONOREDUTORES DE PRESSÃO ch ada Fe Abe rta .

ESTRUTURA DA CHAMA OXIACETILÉNICA O 2 ( vol ) Zona redutora R Núcleo Facho C 2 H 2 ( vol ) R<1 CARBURANTE T1 R=1 NEUTRA T2 R>1 OXIDANTE T3 T1 < T2 < T3 .

300 . ESTRUTURA DA CHAMA NORMAL 2 a 6 mm 3150 TEMPERATURA ºC 2000 1200 1000 500 DIST.

ESTRUTURA DA CHAMA Chama Chama Metano-Oxigênio Propano-Butano-Oxigênio .

SOLDAGEM DOS AÇOS INOXIDÁVEIS .