You are on page 1of 55

Lei de Responsabilidade Fiscal

Lei Complementar Nº. 101, de 4 de maio de 2000

Fonte: Ministério do Planejamento


A Lei de Responsabilidade Fiscal é um código de
conduta para os administradores públicos de todo o
país, que passarão a obedecer as normas e limites
para administrar as finanças, prestando contas sobre
quanto e como gastam os recursos da sociedade.
Lei de Responsabilidade Fiscal

Onde é aplicada?
Sua aplicação se estende aos três Poderes
(Executivo, Legislativo e Judiciário), nas três esferas
de governo (federal, estadual e municipal),
representando um importante instrumento de
cidadania para o povo brasileiro, na medida em que
todos os cidadãos terão acesso às contas públicas,
podendo manifestar abertamente sua opinião, com o
objetivo de ajudar a garantir sua boa gestão.
Lei de Responsabilidade Fiscal

Qual o seu objetivo ?

Melhorar a administração das contas públicas no


Brasil. Com esta Lei, todos os governantes
passarão a ter compromisso com orçamento e com
metas, que devem ser apresentadas e aprovadas
pelo respectivo Poder Legislativo.
Lei de Responsabilidade Fiscal

A partir de quando passou a vigorar ?

A LRF entrou em vigor a partir de sua publicação.


Portanto, começou a valer já a partir do ano
2000, o que significa que os atuais
administradores públicos terão que cumprir as
novas regras.
Lei de Responsabilidade Fiscal

O que se entende por Receita Corrente Líquida?

Receita corrente líquida é a soma de toda receita


corrente(tributárias, de contribuições, patrimoniais,
industriais, agropecuárias, de serviços,
transferências correntes) arrecadada no mês em
referência e nos onze anteriores, deduzidos: a) a
contribuição dos servidores para o custeio do seu
sistema de previdência e assistência social e as
receitas provenientes da compensação financeira.
O que é resultado primário?
Resultado primário é a diferença entre as receitas
orçamentárias e as despesas orçamentárias, deduzindo das
receitas orçamentárias aquelas receitas de natureza
financeira(receitas provenientes de aplicações financeiras e
operações de crédito) e das despesas orçamentárias aquelas
despesas com amortização e juros da dívida pública interna e
externa, aquisição de títulos representativos de capital já
integralizados e relativas a concessão de empréstimos.
O que é resultado nominal?

Resultado nominal é a diferença entre a


variação da dívida fiscal líquida entre dois
períodos.
O que é dívida fiscal líquida?

É o resultado da diferença apurada entre a dívida


pública e o ativo financeiro (disponibilidade de
caixa, aplicações financeiras e outros ativos
financeiros) atualizados, mais as receitas de
privatizações.
Quais são os principais pontos da LRF ?

Limites de gasto de pessoal - a lei fixa limites para essa despesa em relação à
receita corrente líquida para os três Poderes e para cada nível de governo
(União, Estados, Distrito Federal e Municípios);

Limites para o endividamento público – no caso dos Estados e do Distrito


Federal a 2(duas) vezes a receita corrente líquida, definida no art. 2º da
Resolução nº 40 do Senado Federal;

Definição de metas fiscais anuais - para os três exercícios seguintes;


permitindo, desta forma, que o governante consiga planejar as receitas e as
despesas, podendo corrigir os problemas que possam surgir no meio do
caminho;

Mecanismos de compensação para despesas de caráter permanente - o


governante não poderá criar uma despesa continuada (por prazo superior a
dois anos) sem indicar uma fonte de receita ou uma redução de outra despesa;
ESTADOS

PESSOAL DÍVIDA
60% DA RECEITA
CORRENTE LÍQUIDA 2 VEZES A RECEITA CORRENTE
LÍQUIDA, DEFINIDA NO ART.2º DA
49% EXECUTIVO RESOLUÇÃO Nº 40 DO SENADO
FEDERAL.
3% LEGISLATIVO

6% JUDICIÁRIO

2% MINISTÉRIO PÚBLICO
Mecanismo para controle das finanças públicas em
anos de eleição

A Lei impede a contratação de operações de crédito por


antecipação de receita orçamentária (ARO) no último ano de
mandato e proíbe o aumento das despesas com pessoal nos
180 dias que antecedem o final do mandato.
Detalhamento de alguns pontos abordados pela LRF

A Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO


É elaborada anualmente, estabelecendo as regras gerais para elaboração do
Orçamento do ano seguinte. Nela está o Anexo de Metas Fiscais, que deverá conter,
entre outros:

as metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas,


resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se
referirem e para os dois seguintes, sendo, na prática, metas trienais;

a avaliação do cumprimento das metas do ano anterior;

a evolução do patrimônio líquido, a origem e a aplicação dos recursos de privatizações,


se houver;

estimativa e compensação da renúncia fiscal e da margem de expansão das despesas


obrigatórias de caráter continuado.
Detalhamento de alguns pontos abordados pela LRF

A Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO


É elaborada anualmente, estabelecendo as regras gerais para elaboração do
Orçamento do ano seguinte. Nela está o Anexo de Metas Fiscais, que deverá conter,
entre outros:

as metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas,


resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se
referirem e para os dois seguintes, sendo, na prática, metas trienais;

a avaliação do cumprimento das metas do ano anterior;

a evolução do patrimônio líquido, a origem e a aplicação dos recursos de privatizações,


se houver;

estimativa e compensação da renúncia fiscal e da margem de expansão das despesas


obrigatórias de caráter continuado.
Dívida Pública
A LRF define conceitos e normas a serem observados por todos os entes
da Federação quanto à dívida pública, dívida mobiliária, operações de
crédito e garantias.

Os limites das dívidas serão fixados em percentual da Receita Corrente


Líquida (RCL) para cada esfera de governo e aplicados igualmente a todos
os entes da Federação que façam parte de seu cálculo, constituindo, para
cada um deles, limites máximos.

Isto significa que os governantes deverão respeitar a relação entre a dívida


e sua capacidade de pagamento. Ou seja, o governante não poderá
aumentar a dívida para o pagamento de despesas do dia-a-dia.
A importância da transparência e do
controle social
A busca da transparência na gestão fiscal é um dos elementos
fundamentais para a manutenção do equilíbrio das contas
públicas, pois:

- atesta o atendimento dos limites, condições, objetivos e metas;


- firma responsabilidades;
- justifica desvios e indica medidas corretivas;
- define o prazo estimado para correção;
- dá acesso público a dados concisos e substanciais das contas públicas.
A transparência na gestão fiscal é o principal instrumento para o controle social.
De acordo com a LRF, cada governante terá que publicar a cada quatro
meses o Relatório de Gestão Fiscal, que vai informar, em linguagem simples e
objetiva as contas da União, do Distrito Federal e de cada Estado e Município.

Além disso, cada governante terá que publicar, a cada dois meses, balanços
simplificados das finanças que administra.

O acesso público será amplo, inclusive por meio eletrônico (via Internet).
Assim, caberá à sociedade cobrar de seus governantes e julgar se estão procedendo
de forma fiscalmente responsável.

A intenção é justamente aumentar a transparência na gestão do gasto


público, de modo a permitir que os mecanismos de mercado e o processo político
sirvam como instrumento de controle e de punição dos fiscalmente irresponsáveis.
Ao mesmo tempo, espera-se que os bons administradores sejam premiados com o
reconhecimento da população e do mercado, inclusive com maior acesso a crédito.
Por que a Lei de Responsabilidade Fiscal é tão
importante para o País ?
É importante porque representa um enorme avanço na forma de
administrar os recursos que os contribuintes põem à disposição
dos governantes.

Quando o setor público gasta mais do que pode, o governo tem


duas alternativas para se financiar :
Permitir a volta da inflação - imprimindo mais papel-moeda e
colocando mais dinheiro em circulação na economia;
Pegar dinheiro emprestado no mercado financeiro - emitindo
títulos públicos e pagando juros ao mercado.
ATIVIDADE PRÁTICA PARA REFORÇO
Responda qual a alternativa correta das seguintes questões:

1-) A legislação vigente sobre responsabilidade fiscal contempla aspectos importantes da


política tributária. Acerca desse assunto, assinale a opção correta.
a) Os municípios, respeitando-se a sua autonomia financeira, estão obrigados a instituir e
prever, mas não a arrecadar, todos os tributos que são de sua competência constitucional.
b) Nos estados, admite-se a majoração ou criação de tributos, bem como a elevação de
alíquotas, para custear despesas criadas por lei e que devam ser executadas ao longo de
um período de três anos.
c) Em razão da repartição de receitas tributárias com os demais entes federados, os
recursos advindos dos impostos não são computados para fins de apuração da receita
corrente líquida da União.
d) O Poder Legislativo municipal está autorizado a reestimar a previsão das receitas de
taxas ou impostos feita pelo Poder Executivo, no âmbito da tramitação da respectiva lei
orçamentária anual, desde que haja prévia manifestação do tribunal de contas.
e) É vedada a realização de transferências voluntárias ao município que não instituir
legalmente determinada taxa, em razão do exercício do poder de polícia.
2-) Se a despesa total com pessoal exceder a 95% do limite permitido pela Lei
de Responsabilidade Fiscal, NÃO será vedado ao Poder ou órgão referido nesta
Lei que houver incorrido no excesso:
a) realizar provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a
qualquer título, com ressalvas legais.
b) conceder vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração a
qualquer título, salvo exceções.
c) alterar estrutura de carreira que implique aumento de despesa.
d) extinguir cargo ou função.
e) criar cargo, emprego ou função.
3-) A repartição dos limites globais com despesa com pessoal pelos
Estados NÃO poderá exceder, respectivamente:
a) 2,5% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas; 6% para o
Judiciário; 40,9% para o Executivo e 0,6% para o Ministério Público.
b) 6% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas; 4% para o
Judiciário; 49,3% para o Executivo e 0,7% para o Ministério Público.
c) 3% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas; 6% para o
Judiciário; 49% para o Executivo e 2% para o Ministério Público.
d) 4% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas; 5% para o
Judiciário; 48% para o Executivo e 3% para o Ministério Público.
e) 3,5% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas; 5% para o
Judiciário; 48,5% para o Executivo e 3% para o Ministério Público.
4-) A Lei de Responsabilidade Fiscal prevê como sanção administrativa a
suspensão das transferências:

a) constitucionais, no caso de não publicação de relatório de gestão fiscal.


b) voluntárias, no caso do Estado não encaminhar suas contas ao Poder
Executivo da União até trinta e um de maio, para fins de consolidação por este
das contas dos entes da Federação relativas ao exercício anterior.
c) constitucionais, no caso do Chefe do Executivo, nos dois últimos trimestres
do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida
integralmente dentro dele.
d) voluntárias, no caso de aumento de despesa com pessoal que não atenda
às exigências previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal para este fim.
e) voluntárias, caso o ente federado deixe de efetuar os pagamentos dos
precatórios incluídos até 30 de junho do exercício anterior na lei orçamentária
anual.
5-)Instrumento de planejamento utilizado no setor público no qual devem
ser estabelecidas, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e as
metas da Administração Pública Federal para as despesas de capital e
outras delas decorrentes. Trata-se de:

a) Plano Plurianual.
b) Lei Orçamentária Anual.
c) Orçamento Plurianual.
d) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
e) Plano Diretor.
6-) A lei que estabelecer o Plano Plurianual terá vigência:

a) de apenas dois anos, devendo ser elaborada no primeiro e no terceiro


exercícios financeiros.
b) até o primeiro exercício financeiro do mandato subseqüente àquele em
que foi elaborado.
c) de cinco anos, devendo ser elaborada no último ano de cada mandato.
d) de três anos, devendo ser elaborada no primeiro ano do mandato, para
entrar em vigor no segundo ano.
e) até o último exercício financeiro do mandato em que for elaborada.

7-) Os anexos de metas e riscos fiscais integram:


a) a Lei Orçamentária Anual.
b) a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
c) o Plano Plurianual.
d) o Balanço Orçamentário.
e) a Demonstração de Variações Patrimoniais.
Contabilidade Pública
Contabilidade
Pública

Receita Pública
Engloba todo e qualquer recolhimento de
recursos feito aos cofres públicos, realizado
sob a forma de numerário e de outros bens
representativos de valores.
Contabilidade Pública

Receitas originárias;

Receitas derivadas.
Receita Pública

São originárias as receitas que têm origem no


próprio patrimônio público ou na atuação do
Estado como empresário, sem que o mesmo
exerça seus poderes de autoridade nem
imprima coercitividade à exigência de
pagamentos, apenas cobrando preços por
bens e serviços fornecidos, como, exemplo, a
venda de combustíveis e o recebimento de
alugueis.
Contabilidade Pública

Receitas originárias;

Receitas derivadas.
Receita Pública

As receitas derivadas, por sua vez, são obtidas


dos particulares, envolvendo o patrimônio
alheio e não o do próprio Estado. Esse tipo de
receita deriva,portanto, do comando unilateral
de sua vontade. São as rendas que o estado
colhe do setor privado por ato de autoridade,
no uso da supremacia estatal, decorrendo,
portanto, da atividade coercitiva do Estado
sobre os particulares, como, por exemplo, os
tributos, as multas, os confiscos, as
apreensões e outras penalidade pecuniárias.
RECEITA PÚBLICA

Classificação, segundo a Lei 4.320/64:

• Orçamentária Correntes

• Extra-orçamentária De Capital
1.Receitas correntes
1.1 Receita tributária
1.1.1 Impostos
1.1.2 Taxas.
1.1.3 Contribuições de melhoria
1.2 Receita de contribuições, ex.: CPMF
1.3 Receita patrimonial.
1.4 Receita agropecuária.
1.5 Receita industrial.
1.6 Receita de serviços.
1.7 Transferências correntes, referentes a recursos recebidos de
outros órgãos e entidades de direito público ou privado.
1.8 Outras receitas correntes, multas e juros, indenizações,
receita da dívida ativa, aplicações financeiras, diversas, entre outras.
RECEITA PÚBLICA

2 Receitas de capital

2.1 Operações de crédito.


2.2 Alienação de bens móveis e imóveis.
2.3 Amortização de empréstimos.
2.4 Transferências de capital.
2.5 Outras receitas de capital.
ESTÁGIOS DA RECEITA PÚBLICA

• Previsão Direto
• Lançamento
Homologação
• Arrecadação
• Recolhimento Declaração
ESTÁGIOS DA RECEITA PÚBLICA

Previsão

Indica a expectativa da receita por


parte da Fazenda Pública.
ESTÁGIOS DA RECEITA PÚBLICA

Lançamento

Individualização e cadastramento dos


contribuintes:

• Direto, ex.: IPTU


• Homologação, ex.:ICMS
• Declaração, ex.: IR
ESTÁGIOS DA RECEITA PÚBLICA

Arrecadação

Representa o momento em que o


contribuinte liquida suas obrigações para
com o Estado junto aos agentes
arrecadadores (bancos e funcionários
fazendários).
ESTÁGIOS DA RECEITA PÚBLICA

Recolhimento

É o ato pelo qual os agentes arrecadadores


entregam diretamente ao Tesouro Público o
produto da arrecadação.
Receita Orçamentária
Modalidade de Ingressos

Receita Orçamentária

Dep. Div. Origens


(Passivos) Caixa

Estorno de Despesa
Modalidade de Ingressos

Ingressos Orçamentários: Ingressos que podem ser utilizados para a


cobertura de despesas orçamentárias. Como exemplo, temos as
Receitas Tributárias (impostos, taxas e contribuições).

Ingressos Extraorçamentários:
Ingressam de forma compensatória
nos cofres públicos. Como exemplo,
tem-se os depósitos de terceiros
(cauções, etc.).
Conceito – Receita Orçamentária

MCASP/2012

São disponibilidades de recursos financeiros que ingressam durante


o exercício orçamentário e constituem elemento novo para o
patrimônio público. Instrumento por meio do qual se viabiliza a
execução das políticas públicas, as receitas orçamentárias são
fontes de recursos utilizadas pelo Estado em programas e ações cuja
finalidade precípua é atender às necessidades públicas e demandas
da sociedade.
Enfoques da Receita: Patrimonial x Orçamentário

VARIAÇÃO PATRIMONIAL
AUMENTATIVA
“aumento nos benefícios econômicos sob a
forma de entrada de recursos, aumento de
ativos ou diminuição de passivos que
resultem em uma variação positiva da
Situação Patrimonial Líquida de uma
E a Lei
Entidade no decorrer de um período
contábil e que não decorram de aporte dos
4.320/64
proprietários.”
(Res. CFC 1.121/2008)
?
RECEITA ORÇAMENTÁRIA
“O orçamento representa o fluxo previsto
de ingressos e de aplicações de recursos
em determinado período.”
(MCASP Procedimentos Orçamentários)
Conceito – Receita Orçamentária

Lei 4320/64:

Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro:


I - as receitas nele arrecadadas;

Art. 39. Os créditos da Fazenda Pública, de


natureza tributária ou não tributária, serão
escriturados como receita do exercício em que
forem arrecadados, nas respectivas rubricas
orçamentárias.

Art. 3º. A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de


operações de crédito autorizadas em lei.
Classificação da Receita Orçamentária

01.03.02.01 NATUREZA DA RECEITA ORIGEM

(1) TRIBUTÁRIA
(2) DE CONTRIBUIÇÕES
(3) PATRIMONIAL
01.03.02.02 CORRENTE (1) (4) AGROPECUÁRIA
E INTRA-ORÇAMENTÁRIA
CORRENTE (7) (5) INDUSTRIAL
(6) DE SERVIÇOS
(7) TRANSFERÊNCIAS CORRENTES
(9)OUTRAS RECEITAS CORRENTES
(1) OPERAÇÕES DE CRÉDITO
01.03.02.03 DE CAPITAL (2) (2) ALIENAÇÃO DE BENS
E INTRA-ORÇAMENTÁRIA DE (3) AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS
CAPITAL (8) (4) TRANSFERÊNCIA DE CAPITAL
(5) OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL
Conceito de Tributos e suas Modalidades

“É toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor


nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito,
instituída em lei, e cobrada mediante atividade administrativa
plenamente vinculada”. (Art. 3º - CTN)
Obrigação pecuniária perante o Estado,
independentemente da prestação de uma atividade
IMPOSTOS
específica, de natureza geral e indivisível, sem caráter de
sanção.
TRIBUTOS

Decorre do poder de polícia ou da utilização efetiva ou


TAXAS potencial de um bem ou serviço oferecido pelo Estado,
de forma divisível e específica.

CONTRIBUIÇÃO Instituída para fazer face ao custo de obras públicas de


DE MELHORIA que decorra valorização imobiliária.
Contribuições e suas Modalidades

Segundo a doutrina majoritária e o STF, as contribuições são consideradas


espécies de tributos com caráter de destinação especial ou “afetação” dessas
receitas aos fins específicos.(MTO 2011)
Vinculada a uma atividade administrativa do Estado, que
SOCIAIS visa atender aos direitos sociais previstos na
Constituição Federal.
São contribuições de empresas de um dado setor
DE INTERVENÇÃO
econômico, cobradas pela União, visando o seu
CONTRIBUIÇÕES

NO DOMÍMIO
aprimoramento, fazendo jus ao custo incorrido pelo
ECONÔMICO
ente, ao fomentar aquele setor.
DE INTERESSE DAS
Atende a determinadas categorias profissionais ou
CATEGORIAS
econômicas vinculando sua arrecadação as entidades
PROFISSIONAIS
que as instituíram.
OU ECONÔMICAS
Instituída facultativamente pelos municípios e pelo
DE ILUMINAÇÃO
Distrito Federal para custeio do serviço de iluminação
PÚBLICA
pública
Codificação Orçamentária da Receita

1 1 1 2 04 10

CATEGORIA ECONÔMICA
Receita Corrente
ORIGEM
Receita Tributária
ESPÉCIE
Impostos
RUBRICA
Imposto Sobre Patrimônio Renda
ALÍNEA
Imp. S/ Renda e Prov. Qualquer Natureza
SUBALÍNEA
Pessoas Físicas
Exercícios

(FCC – TJ/SE/2011) É uma receita orçamentária efetiva:

a) operações de crédito.
b) alienação de imobilizado.
c) impostos.
d) cauções em garantia.
e) antecipação de receita orçamentária.

(FCC – TJ/SE/2011) É exemplo de receita extraorçamentária:

a) venda de ativos.
b) amortização de empréstimos concedidos.
c) antecipação de receita orçamentária.
d) prestação de serviços.
e) operações de crédito.
Etapas da Receita Orçamentária

PLANEJAMENTO PREVISÃO
Direto / De Ofício
(IPVA / IPTU)

Misto / Por Declaração


LANÇAMENTO
(ITR)
EXECUÇÃO
Por Homologação
(IPI / ICMS /IR)
ARRECADAÇÃO
RECOLHIMENTO
A ausência da previsão, na LOA, não lhes retiram o caráter de orçamentárias. O art. 57 da
Lei n.4.320/64, classifica-se como Receita Orçamentária toda receita arrecadada que
porventura represente ingressos financeiros orçamentários, inclusive se provenientes de
operações de crédito
Cronologia dos Estágios da
Receita Orçamentária
PREVISÃO

LANÇAMENTO

METODOLOGIA
ARRECADAÇÃO

UNIDADE DE
RECOLHIMENTO
CAIXAS BANCOS CAIXA

CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO
NATUREZA DESTINAÇÃO
Exercícios
Em relação a Receita Orçamentária julgue (V ou F) os itens a seguir:

V a) Os estágios da receita orçamentária são: previsão, lançamento, arrecadação e


recolhimento, podendo em determinadas situações não ocorrer a previsão, mas a
receita ser arrecadada.
F b) Como receitas de capital, podemos citar aquelas derivadas de alienações de
bens imóveis e de recebimento de taxas por prestação de serviços.
V c) O ingresso de receita tributária, sem o reconhecimento no ativo do crédito
tributário, é uma receita orçamentária derivada, compulsória, efetiva e primária.
V d) Algumas receitas orçamentárias não estão sujeitas ao lançamento.
F e) Todas as receitas orçamentárias correntes são classificadas como receitas
primárias.
F f) Quanto à natureza econômica as receitas orçamentárias podem ser classificadas
em Custeio e Investimentos.
V g) O ingresso decorrente de Amortização de Empréstimos é considerado receita de
Capital.
F h) Os juros passivos são considerados receitas financeiras.
F i) As receitas de aluguel são efetivas, derivadas, primárias e correntes.
A receita pública, pelo enfoque orçamentário, é composta por todos os
ingressos disponíveis para cobertura das despesas públicas, em
qualquer esfera governamental. Acerca das receitas públicas, assinale
a opção correta.
a) Para caracterizar-se como tal, a receita orçamentária deve
provocar variação na situação patrimonial líquida.
b) A origem, segundo nível da codificação da receita orçamentária, é
utilizada para mensurar o impacto das decisões do governo na
economia nacional.
c) O registro da receita orçamentária, em contas orçamentárias,
deverá ocorrer no momento do fato gerador da receita pública.
d) As receitas intraorçamentárias têm a mesma função da receita
original e, para a criação dessa natureza, a conta que servirá de base
deve estar prevista na Portaria da Secretaria do Tesouro Nacional.
É exemplo de receita extraorçamentária:
a) venda de ativos.
b) amortização de empréstimos concedidos.
c) antecipação de receita orçamentária.
d) prestação de serviços.
e) operações de crédito.

Analise as afirmativas abaixo e assinale a opção INCORRETA.


a) As receitas oriundas do poder tributante do Estado são classificadas,
quanto às Categorias Econômicas, como Receitas Correntes.
b) As receitas de contribuições e as receitas patrimoniais são exemplos
de Receitas Correntes.
c) As receitas oriundas das operações de crédito são classificadas como
Receitas de Capital.
d) As receitas oriundas da alienação de bens classificados no Ativo
Permanente são classificadas, quanto à afetação patrimonial, como
Receitas Efetivas.
e) A receita oriunda do recebimento de valores inscritos em Dívida Ativa
é uma Receita Corrente, classificada como Outras Receitas Correntes.
Bibliografia

ARAUJO, I.P.S.; ARRUDA, D.G e BARRETO, P.U.T. O Essencial da Contabilidade


Pública, São Paulo: Saraiva, 2009.
KOHAMA, H. Contabilidade Pública – Teoria e Prática, 11ª Ed. São Paulo: Atlas,
2010.
Secretaria do Tesouro Nacional
Subsecretaria de Contabilidade Pública
Coordenação-Geral de Normas de Contabilidade Aplicadas à Federação
Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, Brasília: 2012.