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O Novo Programa de Reestruturação e de Ajuste Fiscal - PAF

COREM/STN
11 de setembro de 2017
Workshop

o Objetivo: homogeneizar o conhecimento acerca das mudanças normativas do


PAF e de outras ações envolvendo a relação federativa entre a União e os
estados

o Temas a serem abordados hoje e amanhã:


o PAF
o Regime de Recuperação Fiscal
o Renegociação de dívidas com a União e com o BNDES
o Contabilidade pública: MDF e MSC
o Metodologia de Capacidade de Pagamento (Capag)

o Material do curso será encaminhado por e-mail e também ficará disponível na


página do Workshop
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Legislação Nova
 Lei Complementar n° 156, de 28 de dezembro de 2016
o Alongou a dívida dos Estados com a União em 20 anos e permitiu a
escadinha (art. 1°; art. 3°)
o Contrapartida – Teto dos gastos (art. 4 °)
o Possibilitou a renegociação de dívidas com BNDES (art. 2°)
o Autorizou a renegociação de dívidas de que trata 8.727/1993 (art. 12)
o Unificou os conceitos do PAF com os adotados pela Lei Complementar
no 101, de 4 de maio de 2000 e alterou as metas do PAF (art. 8°)
o Adequou punição para cálculo com base na Receita Corrente Líquida e não
na Receita Líquida Real.
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Legislação Nova
 Decreto n° 9.056, de 24 de maio de 2017 regulamentou:
o o teto dos gastos estipulados pela LC n° 156
o os termos aditivos da LC n° 156/2016
o o Novo PAF

 Portaria da STN n° 690, de 11 de agosto de 2017 estabeleceu:


o os critérios a serem utilizados para o estabelecimento de metas ou
compromissos e revisão dos Programas; e
o os critérios a serem utilizados para fins de avaliação do cumprimento
de metas ou compromissos dos Programas.

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Aditivo LC n° 156/2016 : PAF

OPÇÃO 1: O estado que optar refinanciar as dívidas com a União poderá


celebrar um único aditivo contratual contemplando as alterações
financeiras e a nova regra do PAF. Para isso, deverá editar lei estadual
autorizando celebração do aditivo conforme modelo encaminhado.

OPÇÃO 2: O estado que optar por NÃO refinanciar as dívidas com a União
deverá assinar aditivo contratual relativo somente ao PAF. Para isso, deverá
editar lei estadual autorizando celebração de aditivo.

Prazo máximo para assinatura dos aditivos é: 23 de dez/2017:

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Calendário Proposto pela STN
Estados:
• 15 de setembro: Enviar ofício com pleito de acréscimo de limite à STN

• 22 de setembro: Enviar ofício com o valor inicial das despesas primárias correntes para
apuração do teto dos gastos. (Consta do aditivo da LC n°156/2016, para quem for
alongar)

• Encaminhar proposta de Programa com projeções, metas, TET e documento do


Programa preenchidos 30 dias após recebidos os documentos para a revisão (base de
dados, modelo de TET e Programa).
STN:
• Entre 13 e 30 de setembro STN enviará base de dados e anexos conciliados, modelo
de TET e Programa aos estados.

• 30 de setembro: Data limite para negociação do acréscimo de limite a contratar com a


STN

• Serão encaminhados para análise da STN prioritariamente as revisões de estados que:


• Tenham assinado o aditivo da LC n° 156
• Tenham aprovado lei autorizativa e estejam em processo de assinatura do aditivo
da LC n° 156
• Tenham encaminhado projeto de lei para assembleia legislativa 6
TETO DOS GASTOS

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: limitação do crescimento anual das
Teto dos gastos ( Decreto n° 9.056/2017)
despesas primárias correntes (DPC)
o É dedutível da DPC :As transferências constitucionais a Municípios e ao Programa de Formação do
Patrimônio do Servidor Público – Pasep (LC 156, art. 4°)
o Não é dedutível da DPC: As transferências legais aos municípios
o O teto será aplicado para os exercícios de 2018 e 2019
o A base será corrigida pelo IPCA (LC 156 art. 4°)
o Os Estados e o Distrito Federal poderão escolher como base para o cálculo que trata as informações
referentes ao exercício de 2016 ou a média aritmética entre os valores do exercício de 2015,
corrigidos pela variação do número índice médio do IPCA entre os anos de 2015 e 2016 e os valores do
exercício de 2016.
o Com base nas informações do IPCA apuradas pelo IBGE, disponível em
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultseriesHist.shtm, foram obtidos
os valores de número índice médio do IPCA de 2015 (4310,12) e de 2016 (4686,79), de modo que a
variação do número índice médio do IPCA entre os anos de 2015 e 2016 é de 8,74%.

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Teto dos gastos ( Decreto n° 9.056/2017) : limitação do crescimento anual das despesas primárias
correntes

o Os valores referentes às despesas primárias correntes e às transferências constitucionais a


Municípios corresponderão às despesas empenhadas
o Fonte de informação: RREO do 6º bimestre do exercício (2015 e 2016).
o Para padronização, os entes deverão observar o disposto no Manual de Contabilidade Aplicada ao
Setor Público e no Manual de Demonstrativos Fiscais vigentes, ambos editados pela Secretaria do
Tesouro Nacional.
o O conceito de despesa corrente dos MDF´s de 2015 e 2-16 estão diferentes do aprovado para 2018,
pois o MDF de 2018 exclui a despesa intraorçamentária. Para ajustar a questão, o Tesouro publicará
um novo MDF de 2018 com um demonstrativo específico para a regra de teto dos gastos incluindo
a despesa intraorçamentária.
o As informações do PASEP será encaminhada pelo ente de acordo com o demonstrativo apresentado
a seguir ( anexo do Decreto n° 9.056)

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Teto dos gastos ( Decreto n° 9.056/2017) : limitação do crescimento anual das despesas primárias
correntes

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Teto dos gastos ( Decreto n° 9.056/2017) : limitação do crescimento anual
das despesas primárias correntes

o Os entes deverão encaminhar o Demonstrativo de Cumprimento do Limite para


Despesas Primárias Correntes (citado no slide anterior) até o vigésimo dia do mês
subsequente a cada um dos quatro semestres. Exemplo. 20 de janeiro e 20 de julho.

o O cálculo da correção monetária do limite para as despesas primárias correntes deverá


considerar a variação percentual entre o número-índice do IPCA nacional de dezembro
de 2016 e o do mês anterior ao da elaboração do demonstrativo.

o Motivo: LC 156/2016, Art. 11. O Poder Executivo deverá encaminhar ao Congresso Nacional,
até o último dia útil do mês subsequente de cada semestre, relatório do cumprimento dos
compromissos e metas relativos aos contratos de que trata o art. 1o pelos Estados e pelo
Distrito Federal, evidenciando, no caso de descumprimento, as providências tomadas.

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NOVO PAF

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Premissas do novo PAF
 Transparência e Gestão da informação
 Harmonização no uso de fontes de dados – Utilização do Siconfi
(MDF/MCASP)
 Interconexão com os diversos instrumentos de relacionamento entre a
União e os entes subnacionais. Em especial a CAPAG.
 Foco na avaliação fiscal e na correção dos desvios que possam afetar
as finanças públicas.
 Evolução constante do instrumento.
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Nova COREM COPAF

Receita Despesa Patrimônio PAF


 Programas
 Auditoria  Auditoria  Auditoria
 Assessoria
 Análise  Análise  Análise
 Admissibilida
de ao RRF
 Projeções
GEPEF

 Limite de Garantias
 Avaliação Fiscal do PRF

 Sistemas
GESEM
CORFI

 Processos
 Monitoramento do RRF
GECAP

 CAPAG
 Publicações

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Metas do PAF
1. Dívida Consolidada / Receita Corrente Líquida (valor estimado nas projeções)
a. Poderá compor a meta da Dívida Consolidada, entre outros, compromissos quanto
aos precatórios
2. Resultado primário (valor estimado nas projeções)
a. Poderá compor a meta compromisso de poupança corrente
b. Poderá compor a meta compromisso de resultado nominal
c. Poderá compor a meta compromisso quanto aos depósitos judiciais
3. Despesa com pessoal/ Receita Corrente Líquida (valor estimado nas projeções não
limitada à 60%)
a. Poderá compor a meta compromisso quanto à despesa com inativos e
pensionistas
b. Poderá compor a meta compromisso que determine que a despesa com pessoal
somada aos juros e amortizações menor que 70% da RCL 15
Metas do PAF
4. Arrecadação própria (valor estimado nas projeções)
5. Gestão Pública
a. Será constituída de compromissos, quantitativos ou qualitativos, em termos de
medidas ou reformas de natureza administrativa e patrimonial, que resultem em
modernização, aumento da transparência e da capacidade de monitoramento de
riscos fiscais, melhoria da qualidade do gasto, racionalização ou limitação de
despesas e crescimento de receitas
6. Disponibilidade de caixa bruta
a. Poderá compor a meta compromisso prevendo que o volume de recursos não
vinculados em caixa é suficiente para honrar as obrigações financeiras já
contraídas

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Metas do PAF
o PAF customizado: As metas ou os compromissos serão
estabelecidos de acordo com os objetivos específicos para cada
ente federativo e com a regulamentação da Secretaria do Tesouro
Nacional.

o As metas poderão ser constituídas somente por compromissos.

o As metas ou os compromissos não serão passíveis de qualquer


ajuste, exceto em decorrência de erro material.

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Revisão do PAF
PAF atual Novo PAF

 Revisão pode ser anual, mas a  Revisão obrigatoriamente anual


obrigatoriedade é para bianual
 Metas anuais e estimativas para 3
 Projeções e metas para 3 anos anos
 Informações enviadas de forma impressa e
 Informações oriundas do SICONFI e os dados
digitadas pela STN em sistema interno
complementares enviados à STN via sistema
(SIMEM) para a avaliação do cumprimento de metas e a
 Para alguns casos eram utilizados somente avaliação fiscal
fonte tesouro.  Todas as fontes para todos os casos

A Secretaria do Tesouro Nacional somente poderá revisar os Programas de Reestruturação e Ajuste


Fiscal para os Estados e o Distrito Federal que observarem os padrões estabelecidos pelo Manual
de Demonstrativos Fiscais e pelo Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, editados pela
Secretaria do Tesouro Nacional
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Revisão do PAF: Espaço fiscal

STN e ente negociam


Melhorias no processo
Definição do espaço
ampliação de espaço
fiscal
fiscal
 Celeridade
 Acaba com o processo de
redistribuição de operações de
Ao protocolar a operação Ente encaminha quadro crédito
de crédito no SADIPEM, o com operações que
ente verá o espaço fiscal
restante e não poderá
pretende contratar para
que possamos fazer  Somente será concedido acréscimo
mais protocolar somente projeção dos
operações quando o desembolsos e do limite a contratar de operações
espaço fiscal se esgotar. amortizações
de crédito para o ente que tenha
assinado o termo aditivo do NOVO
PAF.
O cronograma financeiro
utilizado para
monitoramento do PAF
será o do SADIPEM, sem
necessidade de
redistribuições
Revisão do PAF
A não revisão do PAF implica o descumprimento da totalidade das metas ou
dos compromissos, e resultará nas penalidades previstas no parágrafo único
do art. 26 da Medida Provisória nº 2.192-70, de 2001.

“o descumprimento das metas e dos compromissos fiscais, definidos nos Programas de Reestruturação e
de Ajuste Fiscal, implicará a imputação, sem prejuízo das demais cominações pactuadas nos contratos
de refinanciamento, a título de amortização extraordinária exigida juntamente com a prestação devida, de
valor correspondente a 0,20% (vinte centésimos por cento) de um doze avos da receita corrente líquida,
nos termos definidos no art. 2º da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, correspondente ao
exercício imediatamente anterior ao de referência, por meta não cumprida”

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Prazos
PAF atual Novo PAF
• Prazo para publicação do balanço dos • Prazo para publicação do balanço dos
estados (art. 51 da LRF): 31 de maio estados (art. 51 da LRF): 31 de maio

• Prazo para avaliação do PAF: 30 de junho • Prazo para avaliação do PAF: 30 de junho
do exercício posterior ao de referência do exercício posterior ao de referência

• Prazo para apresentação preliminar de • Prazo para apresentação de proposta


metas e compromissos: Não havia preliminar de metas e compromissos: 31 de
julho
• Prazo para revisão/ajustes/correções da
avaliação: 31 de outubro • Prazo para revisão/ajustes/correções da
avaliação: 31 de agosto
• Prazo para revisão das metas: Não há
• Prazo para revisão das metas: 30 de
setembro

Para o exercício de 2017, o prazo para revisão do PAF será até 30 de dezembro.
Avaliação do cumprimento de metas
o O ente deverá encaminhar à STN até o dia 31 de maio de cada ano, relatório sobre a
execução do Programa.
o A STN avaliará preliminarmente, até 30 de junho do exercício subsequente ao exercício
avaliado, se estão sendo cumpridas as metas ou compromissos no âmbito dos Programas.
o O ente poderá encaminhar pleito de revisão da avaliação preliminar até o dia 31 de agosto.
o O pleito de revisão da avaliação preliminar encaminhado posteriormente ao prazo limite de
31 de agosto não será considerado.
o Existindo fato superveniente, a STN terá até 30 de setembro para conclusão da avaliação
definitiva.
o O ente que descumprir metas ou compromissos do Programa relativos à dívida consolidada
ou ao resultado primário poderá encaminhar pleito de revisão da avaliação definitiva (o
processo de pleito de waiver não mudou)
o STN esta elaborando portaria que regulamentará o waiver.
Dúvidas?

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Obrigado!

Coordenação-Geral das Relações e Análise Financeira dos Estados e Municípios– COREM