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FILO ARTRHOPODA

INFRAFILO TRACHAEATA
SUPERCLASSE MYRIAPODA
Cabeça + tronco alongado e muitos segmentos com pernas
Labro: Teto da cavidade pré-oral
Hipofaringe carnosa
1 par de mandíbulas na boca
Espiráculos traqueados não fecham
SNC com baixa cefalização
CLASSIFICAÇÃO
Filo Arthropoda
Superclasse Myriapoda
Classe: Chilopoda
Classe Symphila
Classe Diplopoda
Classe Pauropoda
CHILOPODA

15 A 191 pares de pernas


Um par de patas por segmento

Ampla distribuição mundial


Predadores – garras de veneno
(forcípulas)
Diversidade – 1100 spp (2500 spp)
200 spp (neotropical)
150 no Brasil
ESTRUTURA

Escudo Cefálico
Trignatos: 1 par de mandíbulas + 2 pares
de maxilas
2º maxilas grandes, com porção móvel: o
telopodito em forma de garra
1º segmento do tronco: forcípulas
(exclusividade de Chilopoda) – garras de
veneno
Classe Chilopoda
Ordem Geophilomorpha – fossoriais, sob serrapilheira, cavidades no
solo, cavernícolas; longas e condoniformes
(29 spp Brasil)
Ordem Scutigeromorpha – 3 spp no Brasil (Mata Atlântica – sul e
sudeste); apresentam pernas e antenas
longas; espiráculos dorsais

Ordem Scolopendromorpha – 100 spp brasileiras; chatas e robustas;


21 pares de pernas; Placas tergíticas não
alternantes em tamanho

Ordem Lithobiomorpha – a maioria troglobionte (1 sp no Brasil); Placas


tergíticas alternantes em tamanho

Ordem Craterostigmomorpha - Tasmânia e Nova Zelândia (1 ou 2 spp)


Lithobius
Geophilomorpha
Scolopendromorpha
Coxoesternito: recobre a face cefálica ventral
Pernas anais
Segmentos pré-genital e genital
Entre forcípulas e pernas anais: muitas pernas

Coxa incorporada à membrana pleural


do segmento
Placas da cutícula
DEFESA

Contra dessecação
Autotomia
Veneno (garra de veneno)

DIETA

Predadores
LOCOMOÇÃO
2 grupos especializados em correr
Passos longos e passos curtos
Espécies escavadoras

SISTEMA NERVOSO E ÓRGÃOS DOS SENTIDOS

Olhos
Órgãos de Tömösváry
Antenas
Pernas anais
Outras estruturas sensoriais
REPRODUÇÃO E DESENVOLVIMENTO

Segmento genital – Gonópodos


Corte
Transferência indireta de esperma (espermatóforo)
Desenvolvimento direto - Scolopendromorphoo e Geophilomorpho
Indireto – Lithobiomorpha e Scutigeromorpha
Cuidado parental
ACIDENTES

No Brasil, existem cerca de dez espécies cuja picada é temida, sendo as


principais a Scolopendra viridicornis, S. subspinipes, Otostigmus scabricauda,
Cryptops iheringi e Octocryptops ferrugineus. A S. viridicornis é a mais comum
no Brasil.
CLASSE SYMPHILA

160 spp. conhecidas


Pequenos, cutícula pouco esclerotizada e brancos
Sem olhos
Órgãos de Tömösváry muito desenvolvidos nas bases das antenas
14 segmentos, mas 15 a 24 tergitos
No Brasil LOUREIRO & GALVÃO (1970) observaram pela primeira vez os
sínfilos Hanseniella sp. (Scutigerellidae ) como pragas de culturas, atacando
coleóptilos e radículas de arroz em Minas Gerais.

LOUREIRO & FORTES (1972) constataram o ataque de Hanseniella sp. ao


sistema radicular do abacaxi no mesmo Estado. Este mesmo sínfilo foi
detectado atacando o sistema radicular de abacaxi cultivar Perola
na década de 80 no Estado da Bahia (SANCHES, 1981; SANCHES & CALDAS,
1987 ).
Classe Diplopoda

Grupo terrestre com mais pernas


O maior grupo de Myriapoda – 10 mil spp
Cosmopolitas mais abundantes nos trópicos
Classe Diplopoda

Ordem Polyxenida Ordem Stemmiulida


Ordem Glomerida Ordem Siphonocryptida
Ordem Spaherotherida Ordem Polyzoniida
Ordem Polydesmida Ordem Siphonophorida
Ordem Glomeridesmida Ordem Siphoniulida
Ordem Chordeumatida Ordem Chordeumatida
Ordem Platydesmida Ordem Spirobolida
Ordem Callipodida Ordem Spirostrpida
Ordem Spirobolida Ordem Julida
ESTRUTURA
Esqueleto fortemente calcificado na maioria
Paranotos: projeções laterias dos tergitos
São dignatos – 1 par de mandíbulas e 1 par de gnatoquilários
Tronco – anéis cuticulares, maioria diplosegmentos
LOCOMOÇÃO

Muitas spp escavadoras ou rastejadoras


Passos curtos, com grande força para empurrar o corpo
5 tipos ecomorfológicos
Tratores-escavadeiras
Entalhadores achatados
Escavadores (entalhadores arredondados)
Enroladores
Habitantes de casca de árvores
Há spp hábeis em escalar superfícies lisas

Capacidade de enrolar o corpo


DEFESA

Falta de velocidade
Coloração críptica
Coloração aposemática – bioluminescência (sul da California)
Cutícula enrijecida
Glândulas repulsivas – Ozópores
REPRODUÇÃO E DESENVOLVIMENTO

Corte - pancadinhas nas antenas, batidas com a cabeça, estridulação ou


feromônios.
Os ovos são fecundados no momento da postura e variam de dez a
trezentos. Muitos constroem um ninho para a deposição dos ovos
O desenvolvimento é anamórfico. Os ovos eclodem em várias semanas e
os emergentes (três primeiros pares de pernas, e só sete anéis no
tronco).
O exoesqueleto desprendido é geralmente comido talvez para auxiliar na
reposição de cálcio. Os diplópodes vivem de um a dez anos
DIETA

Muitos diplópodes são saprófagos e se alimentam de plantas em


decomposição, mas outros atacam plantas vivas e, algumas vezes, causam
sérios problemas em estufas e jardins. Alguns são predadores e outros
são onívoros. Como as minhocas algumas espécies ingerem partículas de
solo do qual a matéria orgânica é digerida
Pragas Agrícolas

Sementes em germinação de plantas florestais, batata, pepino,


couve-flor, trigo, milho e plantas ornamenteis
Classe Pauropoda (Leste dos Estados Unidos e Europa)

Pequeno taxon – animais noturnos e de corpo mole (0,5 e 1,9 mm)


Vivem no folhiço, solo e madeira umida
Dignatos
11 segmentos - 9 com pernas; Segmentos I (colo), XI e o telson sem pernas
Tergitos grandes
Tricobótrios
Antenas ramificadas (três flagelos) - CARACTERÍSTICA