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(compreensão dos encargos sociais e trabalhistas objeto de

provisão, à luz da legislação e da jurisprudência do STF,
STJ, TST e TCU; fundamentação; memória de cálculo;
gerenciamento da conta)
Erivan Pereira de Franca
erivan.adv.bsb@gmail.com
 Compreensão dos fundamentos de cada encargo
previdenciário e trabalhista objeto de provisão em
conta vinculada;

 Metodologia de cálculo de cada encargo;

 Quais são os documentos que comprovam o
adimplemento pela contrata? Como conferi-los?

 Procedimentos de gerenciamento da conta
vinculada, conforme disposições da Resolução CNJ
169 e da IN 05/2017.
Instrução Normativa CNJ n.º 1/2008

“CONSIDERANDO que o inadimplemento das obrigações
trabalhistas pela empresa contratada para prestar serviços,
mediante locação de mão-de-obra, implica a
responsabilidade subsidiária do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ), conforme julgados dos tribunais trabalhistas;

CONSIDERANDO que os valores referentes às provisões de
encargos trabalhistas são pagos mensalmente à empresa, a
título de reserva, para utilização nas situações previstas em
lei;”
Resolução CNJ 169

“CONSIDERANDO a necessidade de a Administração
Pública manter rigoroso controle das despesas
contratadas e assegurar o pagamento das obrigações
trabalhistas de empregados alocados na execução de
contratos quando a prestação dos serviços ocorrer nas
dependências de unidades jurisdicionadas ao CNJ;”
PORTARIA MPDG 490, de 21.12.2016
Art. 2º ....
[...]
§ 2º É obrigatório que os instrumentos convocatórios e os
contratos mencionados no caput contenham cláusulas
que:
[...]
IV - prevejam, com vistas à garantia do cumprimento das
obrigações trabalhistas nas contratações de serviços
continuados com dedicação exclusiva de mão de obra:
a) que os valores destinados para o pagamento de férias,
décimo terceiro salário, ausências legais e verbas
rescisórias aos trabalhadores serão efetuados pela
contratante à contratada somente na ocorrência do fato
gerador; ou
b) que os valores para o pagamento das férias, décimo
terceiro salário e verbas rescisórias aos trabalhadores da
contratada serão depositados pela Administração em
conta vinculada específica, aberta em nome da
contratada, com movimentação somente por ordem da
contratante.
Responsabilidade Responsabilidade
Solidária Subsidiária

Encargos Encargos
Previdenciários Trabalhistas

Decorre da Lei Decorre da Súmula
8.666/93 331 do TST

10
Executados
Serviços de
Mediante
Natureza
Cessão de Mão
Continuada
de Obra
IN 05/2017
Art. 15. Os serviços prestados de forma contínua são
aqueles que, pela sua essencialidade, visam atender à
necessidade pública de forma permanente e contínua,
por mais de um exercício financeiro, assegurando a
integridade do patrimônio público ou o funcionamento
das atividades finalísticas do órgão ou entidade, de
modo que sua interrupção possa comprometer a
prestação de um serviço público ou o cumprimento da
missão institucional.
Essencialidade Perenidade
[SUMÁRIO]
A natureza do serviço, sob o aspecto da execução de
forma continuada ou não, questão abordada no inciso
II, do art. 57, da Lei nº 8.666/1993, não pode ser
definida de forma genérica, e sim vinculada às
características e necessidades do órgão ou entidade
contratante.
(Acórdão 4614/2008 – 2ª Câmara)
IN RFB 971/2009
Art. 115. Cessão de mão-de-obra é a colocação à disposição
da empresa contratante, em suas dependências ou nas de
terceiros, de trabalhadores que realizem serviços contínuos,
relacionados ou não com sua atividade fim, quaisquer que
sejam a natureza e a forma de contratação, inclusive por
meio de trabalho temporário na forma da Lei nº 6.019, de
1974.
[...]
§ 3º Por colocação à disposição da empresa contratante,
entende-se a cessão do trabalhador, em caráter não
eventual, respeitados os limites do contrato.
Lei 8.666/93
Art. 71. O contratado é responsável pelos encargos
trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes
da execução do contrato.
[...]
§ 2º A Administração Pública responde solidariamente com
o contratado pelos encargos previdenciários resultantes da
execução do contrato, nos termos do art. 31 da Lei nº 8.212,
de 24 de julho de 1991.

16
Lei 8.212/91
Art. 31. A empresa contratante de serviços executados
mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de
trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor
bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e
recolher, em nome da empresa cedente da mão de obra, a
importância retida até o dia vinte do mês subsequente ao
da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, ou até o dia
útil imediatamente anterior se não houver expediente
bancário naquele dia, observado o disposto no § 5º do art.
33 desta Lei.

17
Jurisprudência do STF

Com a finalidade de simplificar a arrecadação das
mencionadas contribuições previdenciárias e bem assim
para facilitar a fiscalização, a Lei 9.711, de 1998, alterou
o citado art. 31 da Lei 8.212/91, modificando a forma de
recolhimento das contribuições e estabelecendo a
responsabilidade pelo seu recolhimento às empresas
contratantes dos serviços de mão de obra.

(RE 393946-MG, DJ 01-04-2005; voto do relator)

18
Código Tributário Nacional

Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei
pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo
crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato
gerador da respectiva obrigação, excluindo a
responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este
em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da
referida obrigação.

19
Jurisprudência do STJ
TRIBUTÁRIO. RESPONSABILIDADE. RETENÇÃO E
RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
FORNECEDOR E TOMADOR DE MÃO DE OBRA. ART. 31 DA LEI
8.212/91, COM A REDAÇÃO DA LEI 9.711/98.
1. A partir da vigência do art. 31 da Lei 8.212/91, com a
redação dada pela Lei 9.711/98, a empresa contratante é
responsável, com exclusividade, pelo recolhimento da
contribuição previdenciária por ela retida do valor bruto da
nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, afastada, em
relação ao montante retido, a responsabilidade supletiva da
empresa prestadora, cedente de mão de obra.
(REsp 1.131.047/MA – Repetitivo – DJe 2.12.2010)

20
Jurisprudência do TCU

[Relatório]
... a situação de inadimplência do contratado junto ao
Poder Público é uma irregularidade grave, pois além das
dívidas fiscais onerarem a Administração em sentido
amplo, poderá onerar também a Administração
contratante, em face da solidariedade legalmente
estabelecida, quanto aos encargos previdenciários
resultantes da execução do contrato, conforme art. 71, §2º
da Lei 8.666/1993.
(Acórdão 1402/2008 – Plenário)

21
Jurisprudência do STJ
[...] seja do ponto de vista da literalidade do disposto no art.
71, § 2º, na redação dada pela Lei 9.032/95, que faz expressa
remissão ao art. 31, da Lei 8.212/91, seja do ponto de vista
da interpretação histórica e teleológica deste dispositivo,
combinado com o disposto no art. 30, inciso VI, da mesma
lei, a única conclusão possível é aquela segundo a qual a
atribuição da responsabilidade por débitos previdenciários
ao Poder Público restringiu-se aos contratos de prestação de
serviços mediante cessão de mão de obra, de sorte que é
incabível a responsabilização da Administração Pública nas
hipóteses de contratos que tiverem por objeto a realização
de obra pública, cuja previsão encontra-se no art. 30, inciso
VI, da Lei 8.212/91.
(Medida Cautelar 15.410/RJ, DJe 08/10/2009)
22
A retenção de 11% exclui a responsabilidade solidária?

• A retenção é mero adiantamento da contribuição
previdenciária da prestadora dos serviços; a
responsabilidade pela retenção e posterior recolhimento é
exclusiva do tomador.

• Pela retenção, não é possível afirmar que as contribuições
dos terceirizados tenham sido corretamente retidas e
devidamente recolhidas.

• A análise da folha de pagamento e da GFIP (com a GPS)
assegura o recolhimento da contribuição previdenciária.

23
Lei 8.666/93

Art. 71 O contratado é responsável pelos encargos
trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes
da execução do contrato
§ 1º A inadimplência do contratado com referência aos
encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à
Administração Pública a responsabilidade por seu
pagamento, nem poderá onerar o objeto do contrato ou
restringir a regularização e o uso das obras e edificações,
inclusive perante o registro de imóveis.

24
Jurisprudência do TST
Súmula 331 (redação original)

IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por
parte do empregador, implica a responsabilidade
subsidiária do tomador dos serviços, quanto àquelas
obrigações, inclusive quanto aos órgãos da
administração direta, das autarquias, das fundações
públicas, das empresas públicas e das sociedades de
economia mista, desde que hajam participado da relação
processual e constem também do título executivo
judicial (art. 71 da Lei nº 8.666, de 21.06.1993).

25
Jurisprudência do STF
Responsabilidade contratual. Subsidiária. Contrato com a
administração pública. Inadimplência negocial do outro
contraente. Transferência consequente e automática dos seus
encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da
execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica.
Consequência proibida pelo art., 71, § 1º, da Lei federal nº
8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação
direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido,
procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no
art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993,
com a redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995.
(ADC 16, julgamento 24.10.2010; DJe 08-09-2011)

26
Jurisprudência do TST

Súmula 331 (nova redação)

IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por
parte do empregador, implica a responsabilidade
subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas
obrigações, desde que haja participado da relação
processual e conste também do título executivo judicial.

27
Jurisprudência do TST

Súmula 331 (nova redação)

V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e
indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições
do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no
cumprimento das obrigações da Lei n.º 8.666, de 21.06.1993,
especialmente na fiscalização do cumprimento das
obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço
como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre
de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas
assumidas pela empresa regularmente contratada.

28
Jurisprudência do STF
1. A Administração tem o dever de fiscalizar o fiel
cumprimento do contrato pelas empresas prestadoras de
serviço, também no que diz respeito às obrigações
trabalhistas referentes aos empregados vinculados ao
contrato celebrado, sob pena de atuar com culpa in eligendo
ou in vigilando. 2. A aplicação do artigo 71, § 1º, da Lei n.
8.666/93, declarado constitucional pelo Supremo Tribunal
Federal, no julgamento da ADC 16, não exime a entidade da
Administração Pública do dever de observar os princípios
constitucionais a ela referentes, entre os quais os da
legalidade e da moralidade administrativa.
(Rcl 19845 AgR, DJe-PUBLIC 08-05-2015)
29
Jurisprudência do STF
RECLAMAÇÃO – [....] ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DA
DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA
ADC 16/DF – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO PODER
PÚBLICO POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI Nº 8.666/93, ART. 71, §
1º) – AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO PRECISA DOS ELEMENTOS FÁTICOS
E PROBATÓRIOS APTOS A SUBSIDIAREM A IMPUTAÇÃO DE
COMPORTAMENTO CULPOSO À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA –
IMPRESCINDIBILIDADE DA COMPROVAÇÃO, EM CADA CASO, DA
CONDUTA ATRIBUÍDA À ENTIDADE PÚBLICA CONTRATANTE QUE
EVIDENCIE A SUA CULPA “IN OMITTENDO”, “IN ELIGENDO” OU “IN
VIGILANDO”.
(Rcl 22273 AgR, Segunda Turma, PUBLIC 17-02-2016)

30
 A culpa da Administração (fiscalização omissa ou
negligente) deve ser provada no processo judicial

 O ônus da prova é da Administração, porquanto o
trabalhador é parte hipossuficiente na relação processual

 Não havendo culpa da Administração, não lhe será
imputada responsabilidade subsidiária

 Havendo culpa, atribui-se a responsabilidade subsidiária;
o gestor pode vir a ser responsabilizado em ação regressiva,
em tomada de contas especial e no âmbito administrativo.

31
Jurisprudência do STF
9. Recurso Extraordinário parcialmente conhecido e, na
parte admitida, julgado procedente para fixar a seguinte
tese para casos semelhantes: “O inadimplemento dos
encargos trabalhistas dos empregados do contratado
não transfere automaticamente ao Poder Público
contratante a responsabilidade pelo seu pagamento, seja
em caráter solidário ou subsidiário, nos termos do art.
71, § 1º, da Lei nº 8.666/93”.
(RE 760.931/DF. Julgamento: 26.04.2017. DJe PUBLIC
12-09-2017 )

32
Jurisprudência do TST

Súmula 331 (nova redação)

VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de
serviços abrange todas as verbas decorrentes da
condenação referentes ao período da prestação laboral.

33
 Encargos Sociais
o contribuições previdenciárias (INSS e RAT ajustado);

o FGTS;

o salário educação;

o contribuições para entidades paraestatais (“terceiras
entidades”): SESI ou SESC, SENAI ou SENAC, INCRA,
SEBRAE.

Obs.: Adotaremos o modelo de planilha sugerido pela
IN 05/2017 (modelo flexível); serviços: vigilância
diurna (44h/semana).
IN 05/2017

ANEXO VII-A - DIRETRIZES GERAIS PARA ELABORAÇÃO
DO ATO CONVOCATÓRIO

7.7. O modelo de planilha de custos e formação de
preços previsto no Anexo VII-D desta Instrução
Normativa deverá ser adaptado às especificidades do
serviço e às necessidades do órgão ou entidade
contratante, de modo a permitir a identificação de
todos os custos envolvidos na execução do serviço, e
constituirá anexo do ato convocatório a ser preenchido
pelos proponentes;
Regime de PIS/PASP COFINS Encargos Sociais
Tributação do IRPJ
Lucro presumido 0,65% 3,00% Integral
(submódulo 2.2)
Lucro real 1,65% 7,60% Integral
(submódulo 2.2)
Simples Nacional Recolhimento  FGTS, em regra
unificado dos tributos.  INSS + RAT
Percentual sobre a AJUSTADO,
receita bruta. exceção
Alíquota: 20% sobre o total das remunerações pagas aos empregados,
a qualquer título (art. 22, I, Lei 8.212/91).

Parcelas que não sofrem incidência da contribuição previdenciária:
• Abono pecuniário;
• Auxílio-doença e acidente do trabalho, a partir do 16º dia de
afastamento;
• Assistência médica e familiar;
• Seguro de vida, invalidez e funeral;
• Cesta básica e vale-alimentação concedidos no âmbito do Programa
de Alimentação do Trabalhador – PAT
• Vale-transporte
• Indenização adicional
• Aviso prévio indenizado (matéria controversa)
 Em caso de contratação de serviços que constituam
atividades contempladas com a desoneração da
folha de pagamento, instituída pela Lei 12.546/2011,
a contribuição previdenciária devida incidirá, em
regra, sobre o valor da receita bruta auferida e não
sobre o total das remunerações pagas ou devidas
pela empresa.
 A partir de 1º.12.2015 (Lei 13.161) a contribuição
previdenciária sobre a receita bruta se tornou
opcional.
Contratos com empresas que optarem pela desoneração

 Caso a empresa opte pela desoneração, o cálculo da
contribuição previdenciária obedecerá ao caput dos arts.
7º Da Lei 12.546/2011 (ou seja, unicamente sobre a
receita bruta).

 Em consequência, quando da montagem da planilha,
deve-se "zerar" a rubrica "INSS" no Submódulo 2.2
(Encargos Previdenciários, FGTS e Outras Contribuições) e
incluir rubrica no Módulo 6 (Tributos), intitulando-a, por
exemplo, "Contribuição Previdenciária Sobre a Receita
Bruta - Lei 12.546/2011".
MÓDULO 1: COMPOSIÇÃO DA REMUNERAÇÃO
1 Remuneração % Valor (R$)
A Salário Base 3.000,00
B Adicional de periculosidade 900,00
C Adicional de insalubridade
D Adicional noturno
E Adicional de hora noturna reduzida
F Adicional de hora extra no feriado trabalhado
G Outros (especificar)
Total da Remuneração 3.900,00
MÓDULO 2: ENCARGOS E BENEFÍCIOS ANUAIS, MENSAIS E DIÁRIOS
Submódulo 2.2 – Encargos previdenciários (GPS), Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS) e outras contribuições
2.2 Encargos previdenciários e FGTS % Valor (R$)
A INSS 0 0,00
B Salário Educação 2,5 97,50
C Contribuição Adicional – RAT Ajustado (RAT x FAP) 6 234,00
D SESI ou SESC 1,5 58,50
E SENAI ou SENAC 1 39,00
F SEBRAE 0,6 23,40
G INCRA 0,2 7,80
H FGTS 8 312,00
Total 19,8% 772,20
MÓDULO 6: CUSTOS INDIRETOS, LUCRO E TRIBUTOS (REGIME TRIBUTÁRIO CONSIDERADO: LUCRO PRESUMIDO)
SUPONDO PREÇO SEM TRIBUTOS = R$ 10.000,00
6 Custos indiretos, lucro e tributos % Valor (R$)
A Custos indiretos
B Lucro
C Tributos
C.1 Tributos federais (especificar)
PIS 0,65
COFINS 3
C.2 Tributos estaduais (especificar)
C.3 Tributos municipais (especificar)
ISS 5
"Contribuição Previdenciária Sobre a Receita Bruta
C.4 4,5 518,13
(CPRB - Lei 12.546/2011)"
Somatório das Fator (F) Preço (P)
alíquotas dos F = 1 – (X/100)
tributos (X) P = Preço / F

Cálculo do Valor dos Tributos
P x alíquota %
 Alíquotas dos tributos (X) = 0,65 % (PIS) + 3%
(COFINS) + 5% (ISS) + 4,5% (Contribuição
Previdenciária) = 13,15%

 Fator (F)
= 1 – (X/100)
= 1 – (13,15 / 100)
= 1 – 0,1315
= 0,8685
 Inclusão dos tributos no preço ou valor cobrado pelos
serviços (P)
= (somatório dos Módulos 1, 2, 3, 4 + 5 + Custos
Indiretos + Lucro) / F
= 10.000,00 / 0,8685
= 11.514,10 (preço dos serviços, com tributos)
 Apuração do valor nominal da contribuição
previdenciária sobre a receita bruta (CPRB)
= Preço x alíquota (2%)
= 11.514,10 x 0,045
= 518,13
O salário educação tem por finalidade o ensino
fundamental dos empregados bem como dos filhos destes.

Trata-se de contribuição social do empregador incidente
sobre a folha de pagamento.

A alíquota incidente é de 2,5%.
Esta contribuição adicional à Previdência Social tem por
finalidade custear as aposentadorias especiais - conforme
previstas nos arts. 57 e 58 da Lei 8.213/91 - e benefícios por
incapacidade, em razão do grau de incidência de
incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais
do trabalho (RAT).
A contribuição adicional corresponde à aplicação dos
seguintes alíquotas, incidentes sobre o total da
remuneração paga ao empregado, conforme art. 22, II, da
Lei 8.212/91, c/c art. 72, II, da IN RFB 971/2009:

Risco de Acidente do
Contribuição Adicional
Trabalho na Atividade
(RAT)
Preponderante
1% Leve

2% Médio

3% Grave
O enquadramento é de responsabilidade da empresa
conforme previsto no art. 72, § 1º, I, da IN RFB 971/2009.

Relação de Atividades Preponderantes e Correspondentes
Graus de Risco:
• Anexo V do Regulamento da Previdência Social –
Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE)
• Anexo I, Tabela 1, da IN RFB 971/2009
Por força do art. 10 da Lei 10.666/2003, as mencionadas
alíquotas do RAT podem sofrer redução em até 50% ou
serem majoradas em até 100%, a depender do
desempenho da empresa, no que diz respeito à
prevenção de acidentes de trabalho, em relação à sua
respectiva atividade.

Tal desempenho é aferido pelo chamado Fator
Acidentário de Prevenção – FAP, que consiste num
multiplicador variável de 0,5000 a 2,0000, a ser aplicado à
respectiva alíquota do RAT.
O FAP é individualizado por empresa. Divulgação anual
pela Previdência Social.

Assim, multiplicado o RAT pelo FAP, tem-se o chamado
“RAT AJUSTADO”, que nada mais é que a alíquota da
contribuição adicional devida pela empresa no exercício.

RAT AJUSTADO (RAT x FAP) é a alíquota a constar de nossa
planilha de custos e formação de preços. Adotaremos o
FAP 2,0000.
A contribuição para o Serviço Social da Indústria (SESI) ou para
o Serviço Social do Comércio (SESC) tem por fim custear a
organização, administração e manutenção de programas que
contribuam para o bem-estar social dos empregados e de suas
famílias.

A alíquota é de 1,5% sobre a remuneração paga aos
empregados.
A contribuição para o Serviço Nacional da Indústria (SENAI)
tem por fim custear a organização e administração de escolas
de aprendizagem industrial, de transporte e comunicações.
A contribuição para o Serviço Nacional do Comércio (SENAC)
tem por fim custear as atividades de organização e
administração de escolas de aprendizagem comercial.

A alíquota é de 1% sobre a remuneração paga aos
empregados.
JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
SÚMULA 499

As empresas prestadoras de serviços estão sujeitas às
contribuições ao Sesc e Senac, salvo as integradas noutro
serviço social. [exemplo: SENAI ou SESI]
A contribuição para o Serviço Brasileiro de Apoio às
Pequenas e Médias Empresas (SEBRAE) tem por fim custear
programas de apoio ao desenvolvimento das pequenas e
médias empresas.

A alíquota de 0,6% incidente sobre a remuneração paga aos
empregados é devida pelas empresas prestadoras de
serviços em geral.
A contribuição ao Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária (INCRA) é para o custeio de programas
sociais de aprendizado de técnicas no campo.
A contribuição é devida por todas as empresas,
independentemente do ramo de atividade.

A alíquota é de 0,2% do total das remunerações pagas aos
empregados.
Trata-se de contribuição devida pelo empregador, para o Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
A contribuição correspondente a 8% sobre a remuneração paga
aos empregados, depositada em conta vinculada individual
aberta para cada trabalhador.
Parcelas que não sofrem incidência do FGTS:
• Abono pecuniário;
• Auxílio-doença, a partir do 16º dia de afastamento;
• Assistência médica e familiar;
• Seguro de vida, invalidez e funeral;
• Cesta básica e vale-alimentação concedidos no âmbito do
Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT
• Vale-transporte
Para os fins dos nossos estudos, adotaremos
arbitrariamente os seguintes dados para cálculo da
remuneração mensal da vigilante diurno (44h/semana) e
dos encargos previdenciários, FGTS e outras
contribuições:

- salário base (piso fixado em CCT) = 3.000,00

- tem direito a adicional de periculosidade
MÓDULO 1: COMPOSIÇÃO DA REMUNERAÇÃO
1 Remuneração % Valor (R$)
A Salário Base 3.000,00
B Adicional de periculosidade 900,00
C Adicional de insalubridade
D Adicional noturno
E Adicional de hora noturna reduzida
F Adicional de hora extra no feriado trabalhado
G Outros (especificar)
Total da Remuneração 3.900,00
Adicional de periculosidade:
= (3.000,00 x 0,3)
= 900,00;
onde:
R$ 3.000,00 = valor do salário normativo do vigilante;
0,3 (ou 30%) = percentual incidente sobre o salário base (salário
normativo, no caso), para apuração do adicional de
periculosidade, conforme art. 193, § 1º, da CLT
MÓDULO 2: ENCARGOS E BENEFÍCIOS ANUAIS, MENSAIS E DIÁRIOS
Submódulo 2.2 – Encargos previdenciários (GPS), Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS) e outras contribuições
2.2 Encargos previdenciários e FGTS % Valor (R$)
A INSS 20 780,00
B Salário Educação 2,5 97,50
C Contribuição Adicional – RAT Ajustado (RAT x FAP) 6 234,00
D SESI ou SESC 1,5 58,50
E SENAI ou SENAC 1 39,00
F SEBRAE 0,6 23,40
G INCRA 0,2 7,80
H FGTS 8 312,00
Total 39,8% 1.552,20
 Documentos que comprovam o correto lançamento e
recolhimento das contribuições previdenciárias e FGTS
o Folha de pagamento

o Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à
Previdência Social (GFIP);

o Guia da Previdência Social (GPS); e

o Guia de Recolhimento do FGTS (GRF).
LEI 8.212/91

Art. 31 .........
[...]
§ 5º O cedente da mão-de-obra deverá elaborar folhas
de pagamento distintas para cada contratante.
LEI 8.212/91
Art. 32. A empresa é também obrigada a:
[...]
IV – declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao
Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço – FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos
por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores,
base de cálculo e valores devidos da contribuição
previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou
do Conselho Curador do FGTS;
RELATÓRIOS
Folha SEFIP GFIP GPS
GRF
Salário é a contraprestação paga pelo empregador
diretamente ao empregado pelos serviços prestados
decorrentes do contrato de trabalho. Conforme a nova
redação dada ao § 1º do art. 457 da CLT pela Medida
Provisória 808/2017, "integram o salário a importância
fixa estipulada, as gratificações legais e de função e as
comissões pagas pelo empregador."
Remuneração é o conjunto de retribuições recebidas
habitualmente pelo empregado pela prestação dos
serviços, seja em dinheiro ou utilidades, do empregador
(ex.: adicionais) ou de terceiros (ex.: gorjetas),
decorrentes do contrato de trabalho.
Nos termos do art. 457, caput, da CLT, " compreendem-
se na remuneração do empregado, para todos os
efeitos legais, além do salário devido e pago
diretamente pelo empregador, como contraprestação
do serviço, as gorjetas que receber."
Ilegalidade do Salário Complessivo
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO
SÚMULA 91
Nula é a cláusula contratual que fixa determinada
importância ou percentagem para atender
englobadamente vários direitos legais ou contratuais
dos trabalhadores.
MÃO DE OBRA
MÃO DE OBRA VINCULADA À EXECUÇÃO CONTRATUAL

Dados complementares para composição dos custos referentes à mão de obra
1 Tipo de serviço (mesmo serviço com características distintas) Vigilância
2 Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) 5173-30
3 Salário Normativo da Categoria Profissional R$ 3.000,00
4 Categoria profissional (vinculada à execução contratual) Vigilante
5 Data base da categoria (dia/mês/ano) 1º.1.2019
 Salários: em regra são definidos em norma coletiva
do trabalho aplicável ao local da prestação dos
serviços;
 Categorias profissionais diferenciadas: vide Súmula
374 do TST, a seguir
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO
SÚMULA 374
Empregado integrante de categoria profissional
diferenciada não tem o direito de haver de seu
empregador vantagens previstas em instrumento
coletivo no qual a empresa não foi representada por
órgão e classe de sua categoria.
 É devido ao empregado cujo trabalho envolva a
execução de atividades perigosas.
 Atividades perigosas são as que, por sua natureza ou
método de execução, exponham o trabalhador a contato
permanente com inflamáveis, explosivos ou energia
elétrica em condições de risco acentuado (art. 193, I, CLT),
ou o exponham a risco de roubos ou outras espécies de
violência física nas atividades profissionais de segurança
pessoal ou patrimonial (art. 193, II, CLT).
 Vide NR-16 (Portaria 3214/78 – MTE)
 O adicional devido corresponde a 30% do salário
contratual.
Adicional de Periculosidade Para Vigilante
ATENÇÃO
O inciso II e o § 3º do art. 193 da CLT foram incluídos pela
Lei 12.740/2012. O inciso II, como vimos acima, acrescentou
a atividade de segurança como perigosa; já o § 3º do
dispositivo determina a compensação do adicional de
periculosidade com outras parcelas remuneratórias da
mesma natureza concedidas ao vigilante por norma coletiva
de trabalho (ex.: adicional de risco de vida).
Atividade incluída na NR-16 pela Portaria MTE 1885/2013
Caso o empregado tenha direito, também, ao adicional de

insalubridade, deve fazer a opção (é vedado o pagamento

dos dois adicionais ao mesmo tempo).
Cálculo

- para um empregado que recebe salário definido em
convenção coletiva de trabalho e no contrato no valor de
R$ 3.000,00 e está exposto a perigo, o

- adicional de insalubridade é de R$ 900,00 (30%);
Cálculo
1º) Valor do salário = R$ 3.000,00
2º) Percentual do adicional de periculosidade
= 30%
3º) Valor do adicional de periculosidade
= salário x percentual do adicional de
periculosidade
= 3.000,00 x 0,3
= 900,00
 A atividade é insalubre se expõe o trabalhador a
agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância
fixados em razão da natureza e da intensidade do agente
e do tempo de exposição aos seus efeitos.
 A classificação da atividade como insalubre dá-se
mediante edição, pelo Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE), de quadro de atividades insalubres e os limites de
tolerância e tempo máximo de exposição aos agentes
nocivos. Vide NR-15 (Portaria 3214/78 – MTE).
Grau de Exposição Adicional (%)

Máximo 40

Médio 20

Mínimo 10
Salário Mínimo

Base de Cálculo
Salário Normativo
(ADPF 151 MC -
STF)
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO
SÚMULA 80

A eliminação da insalubridade mediante fornecimento de
aparelhos protetores aprovados pelo órgão competente
do Poder Executivo exclui a percepção do respectivo
adicional.
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO
SÚMULA 139

Enquanto percebido, o adicional de insalubridade integra
a remuneração para todos os efeitos legais.
Cálculo
- para um empregado que recebe salário definido em
convenção coletiva de trabalho (e considerando que tal
norma o fixa como base de cálculo para o adicional de
insalubridade) no valor de R$ 3.000,00 e está exposto a
riscos em grau mínimo, o valor do adicional é
correspondente a 10% do salário; ou seja, o
- adicional de insalubridade é de R$ 300,00;
Cálculo
1º) Valor do salário = R$ 3.000,00
2º) Percentual do adicional em grau mínimo
= 10%
3º) Valor do adicional de insalubridade
= salário x percentual do adicional em grau mínimo
= 3.000,00 x 0,1
= 300,00
 Perícia a cargo de Médico ou Engenheiro do Trabalho,
devidamente registrado no Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE) – vide art. 195 da CLT.
 Os mencionados adicionais serão devidos a contar da
data da inclusão da respectiva atividade nos quadros
aprovados pelo MTE (art. 190 da CLT).
 Havendo descaracterização ou reclassificação, o
adicional deixa de ser devido (vide Súmula 248 do TST).
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO
SÚMULA 248
A reclassificação ou descaracterização da insalubridade,
por ato da autoridade competente, repercute na
satisfação do respectivo adicional, sem ofensa a direito
adquirido ou ao princípio da irredutibilidade salarial.
 A jornada noturna é a realizada entre as 22h de um dia
até às 05h do dia seguinte
 A hora trabalhada é computada de maneira reduzida:
52’30”, equivalente a 1,1428571 da hora diurna (60/52,5 =
1,1428571)
 O adicional noturno é um acréscimo no valor da hora
trabalhada no período noturno, correspondente a 20%
sobre o valor da hora diurna.
 A “prorrogação” da jornada noturna impõe o pagamento
do adicional noturno relativamente às horas trabalhadas
após às 5h da manhã (vide Súmula 60 do TST).
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
SÚMULA 60

[...]
II – Cumprida integralmente a jornada no período noturno e
prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às
horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT.
Cálculo
- para um empregado que cumpre jornada de 44 horas
semanais e recebe remuneração de R$ 3.900,00, o valor
da hora normal de trabalho é R$ 17,73 (3.000,00/220);
obs.: divisor 220 adotado, conforme metodologia
determinada pelo art. 64 da CLT
- se trabalhar uma vez no mês de 22h às 05h terá direito a
8 horas de remuneração = R$ 141,84 (R$ 17,73 x 8), em
face do cômputo da hora noturna de forma reduzida;
acrescidas do
- adicional noturno de R$ 28,37 (R$ 141,84 x 0,2);
Cálculo
1º) Valor da remuneração = R$ 3.900,00
2º) Valor da hora diurna (jornada 44h/semana – vide art.
64 da CLT)
= remuneração / 220
= 3.900,00 / 220
= 17,73
3º) Horas trabalhadas no período noturno
= 7 horas
Cálculo
4º) Horas noturnas a serem remuneradas
= 7 x 1, 1428571
=8
5º) Valor das horas noturnas
= horas noturnas x valor da hora diurna
= 8 x 17,73
= 141,84
Cálculo
6º) Valor do adicional noturno
= valor das horas noturnas x 0,2
= 141,84 x 0,2
= 28,37
 não representa nenhum direito de cunho monetário
trabalhista ou parcela remuneratória prevista em lei;
 Fundamentação equivocada no Manual de Orientação
Para Preenchimento da Planilha de Custos e Formação
de Preços;
 Possibilidade: norma coletiva do trabalho definir
cálculo da hora ficta mais benéfica ao trabalhador, ou
mesmo criar adicional destacado do adicional
noturno, com a finalidade de compensar o trabalhador
pelo desgaste sofrido com o trabalho realizado no
período noturno.
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
Súmula 444
É valida, em caráter excepcional, a jornada de doze horas de
trabalho por trinta e seis de descanso, prevista em lei ou
ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de
trabalho ou convenção coletiva de trabalho, assegurada a
remuneração em dobro dos feriados trabalhados. O
empregado não tem direito ao pagamento de adicional
referente ao labor prestado na décima primeira e décima
segunda horas.
LEI 605/49
Art. 8º Excetuados os casos em que a execução do serviço for
imposta pelas exigências técnicas das empresas, é vedado o
trabalho em dias feriados, civis e religiosos, garantida,
entretanto, aos empregados a remuneração respectiva,
observados os dispositivos dos artigos 6º e 7º desta lei.
Art. 9º Nas atividades em que não for possível, em virtude
das exigências técnicas das empresas, a suspensão do
trabalho, nos dias feriados civis e religiosos, a remuneração
será paga em dobro, salvo se o empregador determinar
outro dia de folga.
CÁLCULO
Dados meramente hipotéticos:
- Remuneração total do trabalhador (Módulo 1) = R$
4.000,00
- Número de dias feriados no ano considerado, no
Município (ou Distrito Federal, se for o caso) da
prestação dos serviços = 15
- Profissionais por posto = 2 (decorrente da escala de 12
horas de trabalho por 36 de descanso)
CÁLCULO
{[(4.000,00 / 30) x 15] / 2} / 12
= {[133,33 x 15] / 2} / 12
= {1.999,95 / 2} / 12
= 999,97 / 12
= 83,33
CÁLCULO
Onde:
4.000,00 = remuneração hipotética do trabalhador
(Módulo 1 da planilha);
30 = divisor para apuração da remuneração diária do
trabalhador;
15 = número hipotético de feriados no ano;
2 = divisor para apuração da remuneração devida por
trabalhador ocupante do posto de serviço;
12 = divisor para apropriação do valor mensal da
despesa na planilha
CLT
Art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 e em leis
específicas, é facultado às partes, por meio de
convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho,
estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas
por trinta e seis horas ininterruptas de descanso,
observados ou indenizados os intervalos para repouso e
alimentação.
CLT
[...]
§ 1º A remuneração mensal pactuada pelo horário
previsto no caput abrange os pagamentos devidos pelo
descanso semanal remunerado e pelo descanso em
feriados e serão considerados compensados os feriados
e as prorrogações de trabalho noturno, quando houver,
de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73.
CLT
Art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração
exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de
um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será,
no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou
contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de
2 (duas) horas.
CLT
Art. 71 - ....
§ 4º - A não concessão ou a concessão parcial do
intervalo intrajornada mínimo, para repouso e
alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o
pagamento, de natureza indenizatória, apenas do
período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta
por cento) sobre o valor da remuneração da hora
normal de trabalho.
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
Súmula 437
I - Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão ou a
concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para
repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais,
implica o pagamento total do período correspondente, e
não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no
mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal
de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da
efetiva jornada de labor para efeito de remuneração.
CLT
Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de
trabalho, observados os incisos III e VI do caput do art.
8º da Constituição, têm prevalência sobre a lei quando,
entre outros, dispuserem sobre:
[...]
III - intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo
de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas;

RESSALVADA: jornada 12h x 36h
Dados hipotéticos considerados para fins de elaboração
da nossa planilha

 R$ 3.000,00 = salário normativo do vigilante diurno
44h/semana (piso fixado pela CCT)
 Tem direito a adicional de periculosidade
MÓDULO 1: COMPOSIÇÃO DA REMUNERAÇÃO
1 Remuneração % Valor (R$)
A Salário Base 3.000,00
B Adicional de periculosidade 900,00
C Adicional de insalubridade
D Adicional noturno
E Adicional de hora noturna reduzida
F Adicional de hora extra no feriado trabalhado
G Outros (especificar)
Total da Remuneração 3.900,00
Memória de Cálculo
Adicional de insalubridade:
= (3.000,00 x 0,3)
= 900,00
onde:
 R$ 3.000,00 = valor do salário normativo do vigilante;
 30% (ou 0,3) = percentual incidente sobre o salário
mínimo, para apuração do adicional de periculosidade,
conforme art. 193, § 1º, da CLT
DIA 15.03.2017
FIM
As despesas da empresa prestadora de serviço com o
pagamento do 13º salário e adicional de férias são
consignadas no Submódulo 2.1.

Trata-se de verbas remuneratórias decorrentes de
direitos dos trabalhadores previstos em lei, de
observância obrigatória.
Recente alteração no modelo de planilha, promovido
pela IN 05/2017, prevê a rubrica “férias” no Submódulo
2.1 e também no Submódulo 4.1. (Ausências Legais).

Consideramos um erro a “duplicidade” dessa despesa
na planilha.
Excluímos essa despesa do Submódulo 2.1 e a
mantivemos apenas no Submódulo 4.1 (estudado no
capítulo 3.3, a seguir), pois se trata de despesa com
substituição
Corresponde a 1/12 da remuneração (salário e
adicionais, além de horas extras ou noturnas habituais)
devida em dezembro, por mês trabalhado no ano
correspondente.

Em regra, o 13º deverá ser pago em duas parcelas: a
primeira entre os meses de fevereiro e novembro (até o
dia 30.11) e a segunda até o dia 20 de dezembro.
Cálculo do Valor Mensal
(3.900,00 / 12)
= 325,00

Onde:
• 3.900,00 = remuneração mensal do terceirizado
(Módulo 1)
• 12 = número de meses no ano (para fins de obtenção
do custo mensal da despesa)
Ao conceder as férias, a empresa é obrigada a pagar
para o empregado, além do salário relativo ao período
de férias, um adicional correspondente a, no mínimo,
1/3 da remuneração devida.

Vide: art. 7º, inciso XVII da Constituição Federal; arts.
129 a 153 da CLT
Cálculo do Valor Mensal
(3.900,00 /3) / 12
= 1.300,00 / 12
= 108,33

Onde:
• 3.900,00 = remuneração mensal do terceirizado (Módulo 1)
• 12 = número de meses no ano (para fins de obtenção do
custo mensal da despesa)
• 3 = divisor para cálculo do adicional de férias (1/3 previsto na
Constituição, incidente sobre a remuneração, devido ao
empregado que entra em férias)
O Regulamento da Previdência Social disciplina incidência
de encargos previdenciários (vide art. 214, inciso I e §§ 6º
e 7º do Decreto 3.048/99) e o art. 15 da Lei 8.036/90 a
incidência de FGTS sobre o 13º salário e o adicional de
férias.
Incidem, portanto, os encargos do Submódulo 2.2
(39,8%, no caso)
1.2 Terço constitucional de férias.
No que se refere ao adicional de férias relativo às férias
indenizadas, a não incidência de contribuição previdenciária
decorre de expressa previsão legal (art. 28, § 9º, "d", da Lei
8.212/91 - redação dada pela Lei 9.528/97).
Em relação ao adicional de férias concernente às férias
gozadas, tal importância possui natureza
indenizatória/compensatória, e não constitui ganho habitual
do empregado, razão pela qual sobre ela não é possível a
incidência de contribuição previdenciária (a cargo da
empresa).
(REsp. 1.230.957 - RS, Primeira Seção, DJe 18/3/2014)
Submódulo 2.1 – 13º Salário e Adicional de Férias
2.1 13º Salário e Adicional de Férias Valor (R$)
A 13º Salário 325,00
B Adicional de Férias (terço constitucional de férias) 108,33
Subtotal 433,33
Incidência do Submódulo 2.2 (39,8%) sobre 13º Salário e Adicional
C 172,46
de Férias
Total (Subtotal + C) 605,79
O Submódulo 4.1 prevê a estimativa de custo para a
colocação de substitutos dos empregados do
contratado que se faltarem ao serviço, porém sem
prejuízo da remuneração.
Trata-se de ausências legalmente previstas.
 Ao conceder o direito de férias aos seus empregados, a
empresa contratada tem dois custos: pagar o salário relativo
ao período de férias, acrescido do respectivo adicional (1/3)
àquele que frui o direito; e, para que o posto não fique a
descoberto, ou não haja prejuízo ao alcance dos resultados
pactuados, deverá colocar um substituto, ao qual deverá
remunerar com o mesmo salário do substituído.
 A planilha já contém, no Módulo 1, previsão da
remuneração do empregado “titular”, chamemos assim.
 A remuneração do substituto corresponde a 1 mês de
salário, cotado no Submódulo 4.1.
 Essa rubrica não deveria ser objeto de provisão,
porquanto se trata da remuneração devida ao
substituto do profissional que goza férias, paga em
folha de pagamento da própria administração da
empresa contratada; vale dizer, o pagamento do
substituto não é registrado na folha de pagamento do
tomador dos serviços, tampouco na GFIP.
 Assim, esse profissional, o substituto, não é mão de
obra cedida para o tomador. Não há, portanto,
possibilidade de responsabilização por eventual
inadimplemento da empresa.

 Sob esse viés, a inclusão dessa rubrica nos depósitos
a serem feitos na conta vinculada não se justificaria.
 Entretanto, como a Resolução CNJ 169 e a IN
05/2017 mencionam apenas a rubrica “férias”, sem
estabelecer a distinção, explicaremos aqui o
fundamento, a metodologia de cálculo e a
documentação hábil a comprovar o adimplemento do
encargo.

 Não obstante, frisamos: essa rubrica não integra, no
nosso entendimento, o rol de encargos cujos valores
devam ser objeto de provisão na conta vinculada.
Cálculo do Valor Mensal
(3.900,00 / 12)
= 325,00

Onde:
3.900,00 = remuneração mensal do terceirizado
(Módulo 1)
12 = número de meses no ano, para apuração do custo
mensal da despesa
Incidência de encargos previdenciários e FGTS
Cálculo do Valor Mensal
325,00 x 0,398
= 129,35

Onde:
325,00 = apropriação mensal da remuneração a ser
paga ao substituto do empregado que goza férias
0,398 = alíquota total dos encargos sociais e FGTS
(39,8%)
Submódulo 4.1 – Ausências Legais
4.1 Composição do custo de reposição do profissional ausente Valor (R$)
A Férias (remuneração do substituto) 325,00
B Ausências legais
C Licença paternidade
D Ausência por acidente de trabalho
E Afastamento maternidade (férias do substituto)
F Outros (especificar) ------------------
Subtotal (A + B + C + D + E + F) 325,00
Incidência do Submódulo 2.2 sobre o custo de substituição em
G 129,35
virtude ausências legais (39,8% x Subtotal)
Total 454,35
Custos suportados pelo contratado em virtude das
rescisões dos contratos de trabalho dos empregados
utilizados na prestação dos serviços.
 aviso prévio trabalhado
 aviso prévio indenizado
 multa sobre os depósitos no FGTS
 contribuição social [IMPORTÂNCIA RECOLHIDA AO
TESOURO NACIONAL]
Encargos previstos no previstos no Módulo 3 da planilha.
Obs.: não é objeto de retenção

Durante o período do aviso prévio, o trabalhador terá
sua jornada de trabalho diária reduzida em 2 horas,
sem prejuízo do salário. O empregado pode, contudo,
optar por, ao invés de ter a redução diária da sua
jornada, faltar ao serviço 7 dias corridos, sem prejuízo
da remuneração.
Cálculo do Valor Mensal
(demissão de TODOS os empregados ao final do
contrato)
[(3.900,00 / 30) x 7] / 12
= [130,00 x 7] / 12
= 910,00 / 12
= 75,83
Onde:
3.900,00 = remuneração do terceirizado (Módulo 1)
30 = número de dias no mês
7 = número de dias que o empregado em aviso prévio
pode faltar ao serviço, sem prejuízo da remuneração;
custo de substituição
12 = número de meses no ano, para fins de apuração
do custo mensal
Obs.: não é objeto de retenção
Cálculo do Valor Mensal
75,83 x 0,398
= 30,18
Onde:
81,00 = valor cotado para o aviso prévio trabalhado
39,8% = percentual cotado para encargos
previdenciários e FGTS (Submódulo 4.1)
Obs.: não é objeto de retenção
 Rescisão imediata do contrato de trabalho, sem
cumprimento de aviso prévio.
 Devida indenização ao empregado, no valor do
salário mensal.
 Estimar a probabilidade de ocorrência de demissões
sem cumprimento de aviso prévio.
Cálculo do Valor Mensal
(probabilidade de ocorrência: 5%)

(3.900,00 / 12) x 0,05
= 325,00 x 0,05
= 16,25
Onde:
3.900,00 = remuneração do terceirizado (Módulo 1)
12 = número de meses no ano, para fins de apuração
do custo mensal
0,05 = 5% (percentual arbitrado – empregados que
poderão ser demitidos sem concessão do aviso prévio –
probabilidade de ocorrência)
Obs.: não é objeto de retenção

JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO

SÚMULA 305

O pagamento relativo ao período do aviso prévio,
trabalhado ou não, está sujeito à contribuição para o
FGTS.
2.2 Aviso prévio indenizado.
A despeito da atual moldura legislativa (Lei 9.528/97 e
Decreto 6.727/2009), as importâncias pagas a título de
indenização, que não correspondam a serviços prestados
nem a tempo à disposição do empregador, não ensejam a
incidência de contribuição previdenciária.
[...]
Dessarte, não há como se conferir à referida verba o
caráter remuneratório [...]
(REsp. 1.230.957 - RS, Primeira Seção, DJe 18/3/2014)
Cálculo do Valor Mensal
16,25 x 0,08
= 1,30

Onde:
16,25 = custo mensal do aviso prévio indenizado,
cotado na planilha
0,08 = 8% (alíquota do FGTS)
LEI 12.506/2011

Art. 1º O aviso prévio, de que trata o Capítulo VI do Título
IV da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada
pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1º de maio de 1943, será
concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos
empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na
mesma empresa.
Parágrafo único. Ao aviso prévio previsto neste artigo
serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado
na mesma empresa, até o máximo de 60 (sessenta) dias,
perfazendo um total de até 90 (noventa) dias
3.4.6.1. demissões com aviso prévio trabalhado
Cálculo do Valor Mensal
(3.900,00 x 0,08) x 0,4
= 312,00 x 0,4
= 124,80
Onde:
3.900,00 = remuneração mensal do terceirizado
(Módulo 1)
0,08 = 8% (FGTS mensal)
0,4 = 40% (multa sobre os depósitos no FGTS)
3.4.6.2. demissões com aviso prévio indenizado
Cálculo do Valor Mensal

(3.900,00 x 0,08) x 0,4
= 312,00 x 0,4
= 124,80 x 0,05
= 6,24
Onde:
3.900,00 = remuneração mensal do terceirizado
(Módulo 1)
0,08 = 8% (FGTS mensal)
0,4 = 40% (multa sobre os depósitos no FGTS)
0,05 = 5% (probabilidade de ocorrência do aviso prévio
indenizado, definido hipoteticamente)
3.4.7.1. demissões com aviso prévio trabalhado
Cálculo do Valor Mensal
(3.900,00 x 0,08) x 0,1
= 312,00 x 0,1
= 31,20

Onde:
3.900,00 = remuneração mensal do terceirizado (Módulo
1)
0,08 = 8% (FGTS mensal)
0,4 = 40% (multa sobre os depósitos no FGTS)
3.4.7.2. demissões com aviso prévio indenizado
Cálculo do Valor Mensal

[(3.900,00 x 0,08) x 0,1] x 0,05
= [312,00 x 0,1] x 0,05
= 31,20 x 0,05
= 1,56
Onde:
4.165,91 = remuneração mensal do terceirizado
(Módulo 1)
0,08 = 8% (FGTS mensal)
0,4 = 40% (multa sobre os depósitos no FGTS)
0,05 = 5% (probabilidade de ocorrência do aviso prévio
indenizado, definido hipoteticamente)
Módulo 3 – Provisão para Rescisão
3 Provisão para Rescisão Valor (R$)
A Aviso prévio trabalhado 75,83
B Incidência do Submódulo 2.2 sobre aviso prévio trabalhado 30,18
Multa do FGTS e contribuição social sobre o aviso prévio
C ------------------
trabalhado
C.1 Multa do FGTS (40%) 124,80
C.2 Contribuição social (10%) – Lei Complementar 110/2001 31,20
D Aviso prévio indenizado 16,25
E Incidência do FGTS sobre aviso prévio indenizado 1,30
Multa do FGTS e contribuição social sobre o aviso prévio
F ------------------
indenizado
F.1 Multa do FGTS (40%) 6,24
F.2 Contribuição social (10%) – Lei Complementar 110/2001 1,56
Total 287,36
 Documentos que comprovam o correto registro e
pagamento dos encargos trabalhistas
o CTPS

o Folha de pagamento, acompanhada de
contracheque ou recibo de depósito bancário

o Aviso e Recibo de Férias; e

o TRCT (e Quitação) acompanhado da GRRF.
CLT
Art. 29 - A Carteira de Trabalho e Previdência Social será
obrigatoriamente apresentada, contra recibo, pelo trabalhador ao
empregador que o admitir, o qual terá o prazo de quarenta e oito
horas para nela anotar, especificamente, a data de admissão, a
remuneração e as condições especiais, se houver, sendo facultada a
adoção de sistema manual, mecânico ou eletrônico, conforme
instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho.
[...]
§ 2º - As anotações na Carteira de Trabalho e Previdência Social
serão feitas:
a) na data-base;
b) a qualquer tempo, por solicitação do trabalhador;
c) no caso de rescisão contratual;
Documentação a exigir no início da execução do contrato
 relação de empregados, discriminando: nome completo,
função, RG, CPF, endereço, data de admissão, salário
(adicionais, gratificações e eventuais benefícios), horário
de trabalho, quantidade e valor de vales-transporte e do
auxílio-alimentação
 cópia da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)
dos empregados
 exame médico admissional
(vide roteiro de verificação subitem 3.5.1.1, p. 174)
CLT
Art. 459 ....
§ 1º Quando o pagamento houver sido estipulado por mês, deverá
ser efetuado, o mais tardar, até o quinto dia útil do mês subsequente
ao vencido.
[...]
Art. 464 - O pagamento do salário deverá ser efetuado contra recibo,
assinado pelo empregado; em se tratando de analfabeto, mediante sua
impressão digital, ou, não sendo esta possível, a seu rogo.
Parágrafo único. Terá força de recibo o comprovante de depósito em
conta bancária, aberta para esse fim em nome de cada empregado,
com o consentimento deste, em estabelecimento de crédito próximo
ao local de trabalho;
(vide roteiro de verificação subitem 3.5.2.1, p. 180)
Contratação:
Um ano sem faltas injustificadas Aquisição do Direito:
5.7.2017 4.7.2018

Período Aquisitivo

Início de Novo Período Fim do Novo Período
Aquisitivo e do Período Aquisitivo e do Período
Concessivo: 5.7.2018 Concessivo: 4 e 5.7.2019

Período Concessivo
Pagamento do salário e
Pagamento após o
1/3 de férias = até 2 dias
período concessivo: férias
antes do início do
vencidas – em dobro
período de gozo
JURISPRUDÊNCIA DO TST
(Súmula 450)

FÉRIAS. GOZO NA ÉPOCA PRÓPRIA. PAGAMENTO FORA DO PRAZO.
DOBRA DEVIDA. ARTS. 137 E 145 DA CLT.
É devido o pagamento em dobro da remuneração de férias, incluído o
terço constitucional, com base no art. 137 da CLT, quando, ainda que
gozadas na época própria, o empregador tenha descumprido o prazo
previsto no art. 145 do mesmo diploma legal [pagamento até 2 dias
antes do início das férias].
(vide roteiro de verificação subitem 3.5.3.1, p. 187)
Documentação a exigir da contratada
 notificação de aviso prévio – ou da indenização – ao
empregado demitido (art. 487, CLT), com observância
da concessão do aviso prévio proporcionalmente ao
tempo de serviço (Lei 12.506/2011)
 CTPS devidamente anotada (art. 29, § 2º, c, CLT)
 Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT); e
termo de quitação;
Documentação a exigir da contratada
 guia de recolhimento do FGTS incidente sobre as verbas
rescisórias (GRRF – Circular CAIXA 669/2014), em caso de
despedida sem justa causa. As informações devem ser
prestadas por meio do SEFIP e transmitidas eletronicamente
(Circular CAIXA 413/2007); o recolhimento da contribuição
previdenciária é feito normalmente por meio do SEFIP;
 exame médico demissional, se necessário (art. 168, II, CLT; NR-
07, Portaria MTE 3.214/78)

(vide roteiro de verificação subitem 3.5.4.1, p. 190)

(Checklist da parte trabalhista: vide subitem 3.5.5, p. 202)
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
QUANTO À OBRIGATORIEDADE DE ADOÇÃO DA CONTA VINCULADA

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• Adoção ALTERNATIVA; a análise de • Adoção OBRIGATÓRIA por todas
riscos determinará se o órgão as unidades jurisdicionadas ao
adotará a conta vinculada ou o Conselho Nacional de Justiça (art.
pagamento pelo fato gerador (§ 1º).
1º, art. 18); • Exclui-se da jurisdição do CNJ
somente o Supremo Tribunal
• A decisão “deverá ser justificada
Federal (ADI 3367, DJ 22.9.2006)
com base na avaliação da relação
• A nova denominação é: conta-
custo-benefício” (§ 2º, art. 18)
depósito vinculada – bloqueada
• A adoção de um ou outro controle para movimentação.
será disciplinada em Caderno de • Aplicável somente aos contratos
Logística editado pelo MPDG (§ 3º, de terceirização (“mão de obra
art. 18) residente nas dependências”).
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
ATOS PREPARATÓRIOS – TERMO DE COOPERAÇÃO COM BANCO

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• Os Tribunais ou Conselhos deverão
• O órgão ou entidade contratante
firmar acordo de cooperação com
deverá firmar termo de
banco público oficial, que terá
cooperação técnica com
efeito subsidiário às disposições da
instituição financeira, o qual
Resolução CNJ 169/2013,
determinará os termos para
determinando os termos para a
abertura da conta.
abertura da conta-depósito
• Tal termo deve ser anexo ao edital vinculada - bloqueada para
da licitação (Anexo XII, item 4). movimentação (art. 5º);
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
UNIDADES COMPETENTES PARA O GERENCIAMENTO DA CONTA VINCULADA

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• Não dispõe sobre a matéria. • O ordenador de despesas do
Tribunal ou do Conselho, deverá
disciplinar as atribuições das
“áreas de administração ou
orçamento e finanças”, envolvidas
(vide art. 10).
• Atos afetos ao gerenciamento:
 definição e verificação do
percentual das rubricas objeto
de provisão;
 conferência de cálculos;
 conferência da documentação;
 autorização para saque.
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
DISPOSIÇÕES OBRIGATÓRIAS NO EDITAL E NO CONTRATO 1/3

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013

• Documento de autorização para a • Modelos de documentos
criação da conta vinculada, que utilizados no gerenciamento da
deverá ser assinado pelo conta (na abertura e nas
contratado (Anexo XII, item 8). movimentações);
• Cláusula que indique o indexador
• Remuneração do saldo da conta
para correção do saldo e detalhe
vinculada pelo índice da poupança
as regras de utilização da conta
(Anexo XII, item 6);
vinculada (arts. 9º, 11 e 17).
• Não dispõe sobre sanção pela não • Sanção pela inobservância do
assinatura do documento de prazo de 20 dias para assinar
abertura. documentos de abertura da conta
(art. 17, IX, c/c o art. 6º, II).
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
DISPOSIÇÕES OBRIGATÓRIAS NO EDITAL E NO CONTRATO 2/3

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• Caso o órgão não obtenha isenção • Caso o órgão judicial não obtenha
de tarifas bancárias (Anexo XII, isenção de tarifas bancárias (art.
item 9), o edital indicará 5º, parágrafo único), o edital e o
expressamente os valores contrato indicarão expressamente:
estimados das tarifas (Anexo XII,  Os valores das tarifas praticadas
subitem 10.2): pelo Banco (art. 17, II);
 Que tais tarifas deverão ser
 Que tais tarifas serão debitadas
suportadas pela taxa de
dos valores depositados (Anexo
administração cotada (art. 17, III);
XII, item 10);
 Que os respectivos valores serão
 Que os respectivos valores retidos mensalmente e
poderão ser previstos na proposta depositados na conta vinculada
(Anexo XII, subitens 10.1 e 10.2) (art. 17, VIII).
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
DISPOSIÇÕES OBRIGATÓRIAS NO EDITAL E NO CONTRATO 3/3

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• Indicação das rubricas e • Indicação das rubricas e
respectivos valores, objeto de respectivos valores, objeto de
provisão (Anexo VII-B, subitem 1.2, provisão (arts. 1º, 4º, 11, 17, I e V) :
alínea “a”, c/c o Anexo XII, itens 1 – férias e respectivo adicional;
e 2): – 13º salário;
– 13º salário; – multa do FGTS por dispensa sem
– férias e respectivo adicional; justa causa;
– incidência dos encargos do – incidência de encargos
Submódulo 2.2 sobre 13º salário, previdenciários e FGTS
férias e adicional de férias; (contribuição previdenciária,
– “verbas rescisórias” (subitem 1.2 SESI/SESC, SENAI/SENAC, INCRA,
do Anexo VII-B não indica); Salário Educação, FGTS, RAT
– Multa do FGTS (40%). Ajustado e SEBRAE).
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
ABERTURA DA CONTA VINCULADA

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• Antes da assinatura do contrato, • Após a assinatura do contrato, o
o órgão ou entidade contratante Tribunal ou Conselho solicita ao
solicita ao Banco, mediante Ofício, Banco, mediante Ofício, a abertura
abertura da conta vinculada, no da conta, no nome da empresa
nome da empresa (Anexo XII, itens (art. 6º, I, c/c o art. 2º);
5 e 5.1). • A conta é vinculada ao contrato
(art. 1º, § 2º);
• A solicitação de abertura e a
autorização para movimentar a
conta serão providenciadas pelo
ordenador de despesas ou por
servidor previamente designado
pelo ordenador (art. 2º);
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
ABERTURA DA CONTA VINCULADA

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• A empresa a ser contratada assina, • A empresa contratada é notificada
no ato da regularização da conta para, no prazo de 20 dias, assinar
corrente vinculada, termo de os documentos de abertura da
autorização que permita ao conta e o termo específico do
contratante ter acesso aos saldos Banco que permita ao Tribunal ou
e extratos, e vincule a Conselho ter acesso aos saldos e
movimentação dos valores extratos, e condicione a
depositados à autorização da movimentação de valores à
Administração (Anexo XII, item autorização prévia (art. 6º, II);
5.1). • Se a empresa não assinar os
documentos no prazo, se sujeita a
sanção prevista no edital (art. 17,
IX).
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
VALORES RETIDOS E DEPOSITADOS MENSALMENTE NA CONTA VINCULADA

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• 13º salário; • férias e respectivo adicional;
• férias e respectivo adicional; • 13º salário;
• multa do FGTS (40% dos depósitos) • multa do FGTS(40% dos depósitos)
e contribuição social por dispensa por dispensa sem justa causa;
sem justa causa; • encargos previdenciários e FGTS
• encargos do Submódulo 2.2. (contribuição previdenciária,
incidentes sobre 13º salário, férias SESI/SESC, SENAI/SENAC, INCRA,
e adicional de férias; Salário Educação, FGTS, RAT
• Multa de 40% do FGTS. Ajustado e SEBRAE).
• Vide artigos 1º, caput, 4º e 9º.
• Os valores depositados deixam de
compor o valor mensal a ser pago à
empresa (Anexo XII, item 7)
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
PEDIDO DE SAQUE DE IMPORTÂNCIAS (hipótese 1)

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• Na sistemática da IN não é exigido • A contratada paga as verbas
o prévio pagamento dos encargos trabalhistas e previdenciárias;
pelo contratado, com condição • Formula requerimento,
para pedir o levantamento de apresentando à unidade
valores da conta vinculada. competente [designada pelo
• A empresa apresenta os ordenador de despesas – art. 10]
“documentos comprobatórios da os documentos comprobatórios;
ocorrência das obrigações • Objeto do Pedido: saque das
trabalhistas e seus respectivos importâncias correspondentes aos
prazos de vencimento” (vide encargos trabalhistas adimplidos e
Anexo VII, itens 6 e 6.1) encargos sociais incidentes;
• Vide art. 12, I e § 1º.
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
AUTORIZAÇÃO PARA SAQUE (hipótese 1)

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• Não se aplica, pois, na sistemática • Recebido o pedido, a unidade
da IN não é exigido o prévio competente se certifica do efetivo
pagamento dos encargos pelo pagamento das verbas
contratado, com condição para trabalhistas, mediante análise dos
pedir o levantamento de valores documentos apresentados;
da conta vinculada. • Prazo máximo para análise e
autorização de saque: 10 dias
úteis, a contar da data do
recebimento dos documentos;
• Expedição de Ofício (art. 7º) ao
Banco, autorizando o saque dos
valores correspondentes;
• Vide art. 12, § 2º.
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
PEDIDO DE TRANSFERÊNCIA/SAQUE DE IMPORTÂNCIAS (hipótese 2)

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• A contratada requer saque “para • A contratada requer à unidade
utilizar os valores” exclusivamente competente [designada pelo
“para pagamento dos encargos ordenador de despesas – art. 10] a
trabalhistas ou de eventuais transferência de recursos para as
indenizações trabalhistas aos contas dos empregados credores
empregados, decorrentes de de verbas trabalhistas,
situações ocorridas durante a apresentando os documentos
vigência do contrato” (Anexo VII, comprobatórios;
itens 8 e 8.3); • Objeto do pedido: transferência
• Objeto do pedido: saque do valor dos valores devidos aos
correspondente aos encargos empregados e saque do valor dos
trabalhistas devidos aos encargos sociais incidentes;
empregados (Anexo XII, item 11.3) • Vide art. 12, II, c/c o § 2º.
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
AUTORIZAÇÃO PARA TRANSFERÊNCIA/SAQUE (hipótese 2)

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• Recebido o pedido, o órgão se • Recebido o pedido, a unidade
certifica do crédito devido ao competente se certifica do crédito
trabalhador, mediante análise dos devido ao trabalhador, mediante
documentos e conferência dos análise dos documentos
cálculos (Anexo XII, item 11.2); apresentados;
• Prazo para análise: 5 dias úteis, a • A norma não indica prazo para
contar do recebimento do pedido; análise;
• Expedição de Ofício ao Banco, • Expedição de Ofício ao Banco,
autorizando o saque ou autorizando a transferência dos
transferência dos valores para o valores devidos aos empregados e
contratado; saque do valor dos encargos;
• O contratado apresenta, em 3 dias, • O Banco envia comprovantes em
comprovantes de quitação. 10 dias (art. 12, § 3º).
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
ASSISTÊNCIA DO SINDICATO LABORAL OU DO MINISTÉRIO DO TRABALHO

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• A assistência sindical é exigida • Em caso de rescisão do contrato de
apenas no momento do trabalho de empregado com mais
encerramento do contrato de um ano de serviço, a contratada
administrativo, a fim de deverá providenciar a assistência
comprovar a “quitação de todos sindical ou do Ministério do
encargos trabalhistas e Trabalho “para verificar se os
previdenciários relativos ao termos de rescisão do contrato de
serviço contratado” (Anexo XII, trabalho estão corretos” (art. 14,
item 15 ), o que ocorrerá para fins caput);
de liberação do saldo • A contratada apresentará, no prazo
remanescente da conta. de 10 dias úteis, a contar da
transferência de valores, TRCT,
Termos de Homologação e de
Quitação.
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
LIBERAÇÃO DO SALDO REMANESCENTE

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• O saldo remanescente da conta • Deixou de disciplinar a matéria,
vinculada será liberado no antes regulada pelo art. 13, que
momento de encerramento do foi revogado pelo art. 2º da
contrato administrativo, após a Resolução 183/2013.
comprovação, por parte da
empresa, da quitação de todos os
encargos trabalhistas e
previdenciários relativos ao
serviço contratado. (Anexo XII,
item 15 )
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
PROCEDIMENTO EM CASO DE BLOQUEIO JUDICIAL DA CONTA VINCULADA

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• Não dispõe sobre a hipótese. • Deixou de disciplinar a matéria,
antes regulada pelo art. 15, que
foi revogado pelo art. 2º da
Resolução 183/2013.
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
REGRA DE TRANSIÇÃO

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• Nada dispõe a respeito. • Os contratos firmados antes da
• Não obstante, entendemos que, à publicação da Resolução CNJ
luz do art. 58, § 1º, da Lei 169/2013 (4.2.2013), devem
8.666/93, somente será lícita a observar as disposições da
adoção da conta vincula, por Resolução CNJ 98/2009.
ocasião da renovação do contrato, • Por ocasião da renovação do
se o contratado com ela concordar contrato, o Tribunal ou Conselho
expressamente. negociará com a contratada para
adequação às disposições da
Resolução CNJ 169/2013.
• Observar-se-á, na espécie, o § 1º
do art. 58 da Lei 8.666/93.
CONTA VINCULADA
IN 05/2017 x Resolução CNJ 169/2013
REGRA DE TRANSIÇÃO – ADAPTAÇÕES DOS CONTRATOS EM VIGOR

IN 05/2017 Resolução CNJ 169/2013
• Os contratos celebrados antes da • Os contratos celebrados após a
edição da IN 05/2017 continuam edição da Resolução 169/93,
regidos pelas regras publicadas no podem ser alterados para excluir a
edital do certame regente da previsão de:
licitação ou da contratação – Retenção do lucro;
– Manutenção de eventual saldo
da conta utilizada para depósito
dos valores retidos;
– Recomposição do saldo da
conta, nos casos de bloqueio
judicial.
• Vide art. 3º da Resolução CNJ
183/2013.
Jurisprudência do TCU
4. Assim, a exigência de que as empresas contratadas
mantenham, sob administração do Banco, fundo de reserva com
depósitos mensais de encargos previdenciários e trabalhistas: a)
não tem amparo na Lei 8.666/1993, que impede a exigência de
outra garantia contratual além das previstas naquele diploma
legal; b) cria encargos adicionais que serão repassados pelos
fornecedores a seus preços, com consequente prejuízo para o BB;
c) cria necessidade de estruturação de controles adicionais na
estrutura do Banco, com correspondente acréscimo de custos
administrativos; d) pode, eventualmente, até mesmo reforçar a
responsabilidade subsidiária do Banco que a medida buscava
afastar.
(Acórdão 4720/2009 – Segunda Câmara)
208
Jurisprudência do TCU
9.1. recomendar, com fundamento no art. 43, inciso I, da Lei
8.443/1992, c/c o art. 250, inciso III, do RI/TCU, à Secretaria
de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI/MP) que:
[...]
9.1.2. elabore estudo de avaliação de custo-benefício e de
riscos relacionados à utilização da conta vinculada e, com
base nos resultados obtidos, verifique as possibilidades de
manter, ou não, o procedimento e de prever a adoção de
outras formas de controle, como, por exemplo, aquelas
suscitadas no Acórdão 1.214/2013-Plenário;
(Acórdão 2328/2015 – Plenário)
209