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FENÔMENOS DE TRANSPORTE - I

Capítulo- 1 – Conceitos e Definições


Capítulo- 2 – Estática dos Fluidos
Capítulo- 3 – Princípios do Comportamento dos Fluidos
Capítulo- 4 – Equações Gerais do Escoamento dos Fluidos
Capítulo- 5 – Aplicações das Equações Gerais
Capítulo- 6 – Conservação da Massa
Capítulo- 7 – Conservação da Quantidade de Movimento)
Capítulo- 8 – Análise Dimensional e Similaridade
Capítulo- 9 – Teoria da Camada Limite Laminar
Capítulo- 10 – Escoamento Turbulento
Capítulo- 11 – Escoamento em Dutos
Capítulo- 12 – Aplicações
FENÔMENOS DE TRANSPORTE - I

Capítulo- 6 – Conservação da Massa

6.1 – Escoamento de um fluido


6.2 – Análise do escoamento
6.3 – Balanço de massa global para um volume de controle
6.4 – Formas específicas para a expressão do balanço global
6.5 – Balanço diferencial para a equação da continuidade
6.6 – Exemplos, equação da continuidade
6.7 – Simplicando a forma de cálculo
6.8 – Exemplos de balanços sem e com reação química
6.9 – Balanço de massa numa caldeira
Referências Bibliográficas :

Fundamentals of Momentum, Het and Mass Tranfer


J. R. Welty , R. E. Wilson , C. E. Wicks
2nd. Edition , John Willey & Sons , New York

Mecânica dos Fluidos


Shames, I. H.
Edgar Blucher, São Paulo, 2005

EQ-541 , Fenômenos de Transporte I


Anotações de aulas - UNICAMP , Eng. Química
Prof. Sandra Cruz , 2010

https://www.youtube.com/watch?v=3Izk5c-fPm4
https://www.youtube.com/watch?v=GDgTwadkJ50
https://www.youtube.com/watch?v=i7SmVAOXs_I
https://www.youtube.com/watch?v=txIT-rFFtNA
https://www.youtube.com/watch?v=81pFathwAgU
https://www.youtube.com/watch?v=oL_DOxFagvI
https://www.youtube.com/watch?v=WNKHf937Qt0
https://www.youtube.com/watch?v=OqRUtRytanI
6.1 – Escoamento de um fluido

Movimento dos fluidos de um local a outro, no interior de um


sistema de transportes, em uma planta processadora, onde os
fluidos começam a escoar a partir de forças agindo sobre eles.

Resumindo, é um balanço das forças que contribuem para o


escoamento e das que se opõe a este movimento.

 Importância:

 projetos dos equipamentos processadores (bombas, tanques,


trocadores de calor, tubulações,...);

 minimiza as perdas de energia nas indústrias;

 evita um sub ou super dimensionamento dos equipamentos.


TROCADOR
DE
CALOR

TANQUE FORÇAS DE INÉRICA

FORÇAS VISCOSAS

BOMBA

- Fluido escoa a partir de forças agindo sobre ele


(pressão, gravidade, fricção e efeitos térmicos): tanto a
magnitude quanto a direção da força que age sobre o
fluido são importantes.

 Um balanço de forças em um elemento de fluido é


essencial para a determinação das forças que contribuem
para o escoamento e das que se opõe a este movimento.

2:52
 DESCRIÇÃO QUANTITATIVA DAS CARACTERÍSTICAS DE
ESCOAMENTO DOS FLUIDOS:

 EQUAÇÃO DA CONTINUIDADE: VELOCIDADE MÉDIA DO ESCOAMENTO

ESCOAMENTO LAMINAR
 NÚMERO DE REYNOLDS:
ESCOAMENTO TURBULENTO

 REGIMES OU MOVIMENTOS VARIADO E PERMANENTE.

VARIADO: V=f(x,y,z,t)

PERMANENTE: V=f(x,y,z)
6.2 – Análise do escoamento

 Fluido em movimento !

 Na natureza existem diversos tipos de escoamento: superfície


do solo, rio, lagos...

 O escoamento é regido por diversas leis:


 Equação da continuidade

 Equação da quantidade de movimento

 2a lei de Newton

 1a lei da termodinâmica

 2a lei da termodinâmica
 Revisando, A análise de um escoamento de fluido pode ser
feita de duas maneiras:

6.2.1 - Análise onde a região de interesse é um volume definido


(volume de controle); análise macroscópica (balanço global de
massa e energia); assunto a qual abordaremos neste capítulo.

6.2.2 - As trocas que ocorrem dentro do volume de controle, por


cada elemento diferencial de fluido; análise microscópica
(balanço local de massa e energia dentro do volume de controle);
assunto a qual abordaremos parcialmente no próximo capítulo.
6.2.1- Análise macroscópica em condições especiais;

Conservação da Energia e Massa,


Hipóteses de Simplificação :
- Fluxo unidimensional
- Regime permanente.
m1 = m2
- Com perdas por atrito. ρ1.Q1 = ρ2.Q2
- Fluido incompressível. ρ1.V1.A1 = ρ2.V2.A2
- Sem trocas de calor. ref. ρ1 = ρ2
- Propriedades uniformes V1.A1 = V2.A2
nas seções. Equação da Continuidade
(Balanço de Massa)

HM = (P2 – P1) + (V2² - V1²) + (Z2 – Z1) + fd Lt V²


ρg 2g d 2g
Altura Manométrica (HM)representa a energia total do sistema na referência.

γ é o peso específico = ρ g
Potência  NB é a potência da bomba.
da bomba HB = é a carga manométrica da bomba.
ηB é o rendimento da bomba.
6.2.2- Análise microscópica (balanço local de massa dentro do VC);

As expressões resultantes deste tipo de análise microscópica são


equações diferenciais;

A solução destas equações diferenciais dará informações de


natureza diferente da obtida através a análise macroscópica (campo
de velocidade e de pressões dentro do volume de controle)

dA2
dA1
x2
x1 X, Y,
X Y
m cima
dx
dy

m
 esq m dir
dz

m
 baixo (x+x,y+ y,z+ z)

u  x u  xx


z

(x,y,z)
x
x
Imagem de infinitos volumes de controle a partir do rotor de uma bomba
como base para modelagem das correntes de fluxo na sua rotação.
6.3 – Balanço de massa global para um volume de controle

Volume de controle ao qual se aplica o princípio de


conservação da massa. n é o vetor de comprimento
unitário perpendicular à superfície e v, a velocidade no
elemento de superfície considerado.

Consideremos um volume de controle V , fixo no espaço, simplesmente conexo,


através do qual um fluido com densidade ρ escoa, sendo v o campo de velocidades
do escoamento. Sejam S a superfície externa que delimita o volume e n o vetor
unitário (de comprimento igual a 1), perpendicular à superfície em cada ponto da
mesma e orientado para fora, conforme mostrado na Figura acima. O princípio de
conservação da massa estabelece que:

Taxa da massa Taxa da massa Taxa da massa


que entra no - que sai no = que acumula no
volume de controle volume de controle volume de controle

Expressemos de forma matemática a igualdade acima. A taxa de


acumulação de massa dentro do volume V pode ser expressa como a
integral sobre todo o volume, da variação da quantidade de massa em
cada ponto do mesmo:
Por outro lado, a quantidade infinitesimal de massa dm pode ser expressa como dm
= ρ.dV . Substituindo essa última expressão na integral acima e observando que os
volumes dV não variam com o tempo temos, então a taxa de acúmulo de massa no
volume de controle pode ser expressa como :

Para darmos forma matemática ao fluxo líquido de massa para fora do volume V
consideramos inicialmente uma pequena parte da superfície S conforme mostrado na
Figura abaixo:

Volume de fluido cruzando um elemento da superfície de


controle S. vn e vp são, respectivamente, as componentes
de velocidade perpendicular e paralela à superfície S.

Seja ΔV um elemento de volume do fluido que cruza a superfície em um intervalo de


tempo Δt. Sejam n o vetor unitário perpendicular à superfície e v, a velocidade do
elemento de fluido considerado. Esta velocidade pode ser decomposta em duas
componentes, uma delas paralela a n, que denominamos vn e outra perpendicular a
n, que denominamos vp.
A contribuição do elemento de fluido para o fluxo de
massa que cruza a superfície é dada por:

O elemento de volume ΔV pode ser escrito como o


produto de seu comprimento Δx por sua área transversal
ΔA, que consideramos paralela à superfície S. Assim, ΔV
= Δx.ΔA e podemos re-escrever o fluxo de massa que
cruza a superfície como:

O termo Δx/Δt é precisamente a componente da velocidade


do elemento de fluido paralelo a n. Apenas essa componente
contribui para o fluxo de massa que cruza a superfície. Esta
componente pode ser escrita como vn = v.n . Dessa forma, a
contribuição do elemento dV para o fluxo de massa toma a
forma:

Se a componente vn tiver o mesmo sentido da normal n, isso


é, se o elemento de volume dV estiver cruzando a superfície
para fora da mesma, o produto v.n será positivo e se a
componente vn tiver sentido oposto a n o produto escalar
será negativo. Ao integrarmos a expressão acima ao longo de
toda a superfície S fazemos automaticamente o balanço do
fluxo de massa que sai menos o que entra no volume V.
Assim, o fluxo líquido para fora do volume é:
Obtemos assim a forma integral da equação de conservação da massa :

Taxa da massa Taxa da massa Taxa da massa


que entra no - que sai no = que acumula no
volume de controle volume de controle volume de controle

ou + = 0

Essa equação relaciona a taxa de acumulação de massa em


um volume finito com o balanço dos fluxos de massa que
cruzam a superfície. Trata-se de uma equação integral, ou
seja, vale como balança global para o volume de controle e é
denominada equação da continuidade para balanço global.
6.4 – Formas Específicas para a Expressão do Balanço Global

 Escoamento permanente, unidimensional


2

u2
u1 = 0
A2
A1
ρ2
ρ1

= 0  ʃʃ ρ(v.n)dA = - ʃʃ ρ(v.n)dA + ʃʃ ρ(v.n)dA = 0


SC A1 A2

O valor absoluto do produto escalar (v.n) é igual para a magnitude de velocidade em cada
integral, desde que os vetores de velocidade e os vetores apontados na direção normal
são ambos colineares nas posições (1) e (2). Na posição (2) estes vetores possuem o
mesmo sentido, então o produto é positivo, no entanto, na posição (1) os dois vetores
são opostos em sentido, então o produto é negativo.
Resolvendo as integrais : - ʃʃ ρ(v.n)dA + ʃʃ ρ(v.n)dA = 0
A1 A2

Obtemos : ρ1.v1.A1 = ρ2.v2.A2 , onde v1 e v2 são velocidades médias


nas seções (1) e (2), sem considerar a
variação na seção de área transversal.

Observa-se que a equação acima vale para todo volume de controle,


independente da sua especificação, ou seja, o mesmo está definido para
uma proposta geral analítica. Este sistema poderia estar representando uma
tubulação, uma torre de destilação ou um complexo sistema de propulsão.

Para um escoamento com fluido incompressível (ρ1 = ρ2) : v1.A1 = v2.A2


6.5 – Balanço Diferencial para a Equação da Continuidade

 Princípio da conservação da massa:


Taxa de matéria Taxa de matéria Taxa de variação
que entra - que sai = interna
m
 cima w
dx
dy
m esq m
 dir
z v dz v
 k Vazão mássica = V.A.ρ
i  y m
j  baixo w Taxa de variação interna
x 
dxdydz
t
As vazões mássicas das faces da esquerda, de baixo e de
trás, são, respectivamente :

m esq  ρvdxdz
m baixo  ρwdxdy
m trás  ρudydz

As restantes se obtém expandindo as


anteriores com a série de Taylor.
z
 k
i  y  
j 
x m
 dir  ρv  ρv dy dxdz
 y 

  
m cima  ρw  ρw dz dxdy
 z 

  
m frente  ρu  ρu dx dydz
 x 
Substituindo no princípio da conservação da massa :

Taxa de Matéria que Entra = mesq + mbaixo + mtraz

Taxa de matéria
= ρvdxdz  ρwdxdy  ρudydz
que entra

Taxa de Matéria que Sai = mdir + mcima + mfrente

Taxa de matéria   
que sai = ρv  ρv dy dxdz 
 y 
  
ρw  z ρw dz dxdy 

  
 ρu  ρu dx  dydz
x 
Taxa que entra - Taxa que sai =
   
=   ρu   ρv   ρw dxdydz
 x y z 

Substituindo no princípio da conservação da massa


 com a taxa de variação interna

   
  ρu   ρu   ρw dxdydz 
 x y z 
ρ
 dxdydz
t
Substituindo no princípio da conservação da massa
 equação da continuidade para qualquer escoamento
ρ   
 ρu   ρv   ρw   0
t x y z
ρ
t
 

   ρV  0

Coordenadas cilíndricas

 1 rv r  1 v  v z 


   0
t r r r  z
 Equação da Continuidade, Casos particulares

ρ
- Escoamento permanente e tridimensional  0
t
  
ρu   ρv   ρw   0
x y z

- Fluido Incompressível e tridimensional    const

u v w 
  0  V  0
x y z
- Escoamento permanente e unidimensional

ρ
0
ρ    t
 ρu   ρv   ρw   0
t x y z ∂v , ∂w = 0
∂y ∂z

∂ρ + ρ ∂Vx + Vx ∂ρ + ρ ∂Vy + Vy ∂ρ + ρ ∂Vz + Vz ∂ρ = 0


∂t ∂x ∂x ∂y ∂y ∂z ∂z

ρ ∂Vx + Vx ∂ρ = 0
∂x ∂x

Obtemos : ρ1.v1.A1 = ρ2.v2.A2 , onde v1 e v2 são velocidades médias


nas seções (1) e (2), sem considerar a
variação na seção de área transversal.
- Escoamento permanente, incompressível e unidimensional

ρ
0
ρ    t
 ρu   ρv   ρw   0   const
t x y z
∂v , ∂w = 0
∂y ∂z

∂ρ + ρ ∂Vx + Vx ∂ρ + ρ ∂Vy + Vy ∂ρ + ρ ∂Vz + Vz ∂ρ = 0


∂t ∂x ∂x ∂y ∂y ∂z ∂z

ρ ∂Vx = 0
∂x

Para um escoamento com fluido incompressível (ρ1 = ρ2) : v1.A1 = v2.A2


6.6 – Exemplos, Equação da Continuidade

Exemplo-1 : Utilização da equação da continuidade na forma integral


Exemplo-2 : Utilização da equação da continuidade na forma integral
Exemplo-3 : Utilização da equação da continuidade na forma integral
Exemplo-4 : Utilização da equação da continuidade na forma diferencial
Determinar a velocidade do fluido na direção y (Vy), considerando escoamento
bidimensional (não existe componente z) e incompressível, sabendo-se que a
velocidade na direção x é dada por Vx = x² - y² .

0
 u v w
 V  0   0
x y z

∂ (x² - y² ) + ∂Vy = 0 2x + ∂Vy = 0


∂x ∂y ∂y

∂Vy = -2x Vy = - 2xy + C


∂y
Exemplo-5 : Utilização da equação da continuidade na forma diferencial
No escoamento através de um tubo há apenas um componente de velocidade :
Vx = x (1-y²) sen(wt) , e em qualquer tempo ρ = ρ(y , t) e para t = π/2w  ρ = ρo.
Achar uma expressão para ρ .

ρ
t
 

   ρV  0
ρ 

t x
ρu    ρv    ρw   0
y z

∂ρ + ρ ∂Vx + Vx ∂ρ + ρ ∂Vy + Vy ∂ρ + ρ ∂Vz + Vz ∂ρ = 0


∂t ∂x ∂x ∂y ∂y ∂z ∂z

∂ρ + ρ ∂Vx = 0 ∂ρ + ρ ∂[x(1-y²)sen(wt)] = 0 ∂ρ = - (1-y²)sen(wt)] ∂t


∂t ∂x ∂t ∂x ρ
Integral  ln ρ = (1 - y²) cos(wt) . 1 + C
w
0
t = π  ρ = ρo  ln ρo = (1 - y²) cos(wπ) 1 + C C = ln ρo
2w 2w w

ln ρ - ln ρo = (1 - y²) cos(wt) . 1 ρ = ρo exp{ (1 - y²) cos(wt) . 1 }


w w
6.7 – Simplicando a forma de cálculo

Lei da Conservação da Massa

Conceito muito importante no desenvolvimento de modelos matemáticos.


Segundo esta lei, o que entra num sistema, menos o que sai, menos o que
é consumido ou mais o que é gerado é igual ao acúmulo que existe neste
sistema.

ACÚMULO = ENTRA - SAI + GERADO - CONSUMIDO

A=E-S+G-C

Em termos práticos, quando se desenvolvem balanços de massa e energia,


os termos de geração e/ou consumo só existem se existirem reações químicas.
Por exemplo, só existe geração de energia se houver uma reação química
exotérmica, o que acarretará num aumento na temperatura do sistema.
(c.) TIPOS DE MODELOS SEGUNDO A NATUREZA DA EQUAÇÃO RESULTANTE

Na engenharia química existem dois tipos de variáveis independentes : posição e tempo. As equações resultantes de uma modelagem
matemática podem ser : algébricas, diferenciais ordinárias (EDO´s) e diferenciais parciais (EDP´s) :
Estado Estacionário -----> Equação Algébrica
Modelo de Parâmetros Concentrados
Estado Transiente -----> EDO de ordem 1

Estado Estacionário ------> EDO de ordem 1 e 2 , EDP de ordem 1 e 2


Modelo de Parâmetros Distribuídos
Estado Transiente -----> EDP de ordem 1 e 2

 Modelos de Parâmetros Concentrados :


Os parâmetros e as variáveis de saída são homogêneos em todo o sistema representado
Exemplo de Modelo de Parâmetros Concentrados : Reator CSTR (Mistura Perfeita)

 Modelos de Parâmetros Distribuídos :


Considera variações espaciais no comportamento do sistema
Exemplo de Modelo de Parâmetros Concentrados : Reator PFR
Mudança Infinitesimal de uma Variável Dependente em
Relação a uma Variável Independente.
 Imagine que a variável dependente y mude em relação à variável independente t
segundo a função abaixo . Imagine ainda que num tempo inicial to o valor inicial da variável
y seja yo.
 Para se estimar o valor da variável dependente y após um incremento infinitesimal de
tempo (Δt), pode-se traçar uma reta tangente à curva passando pela origem (to , yo) ,
conforme mostra a figura abaixo, onde se observa que a reta atinge o valor de v1 em t = t1
( t1 = to + Δt ). Se o incremento Δt for suficientemente pequeno, tem-se y1 ~ v1 . Desta
forma, é possível obter o valor de y1 através da tangente de α , conforme se pode ver
abaixo :
y

tan α = v1 - vo tan α = dy
to,yo
Δt dt
y1 ~ v1

v1 = vo + Δt . dy ou yi+1 = vo + dy Δt
yo = vo α to,yo
dt dt

to t t
Δt
Esta expressão poderia também ser obtida utilizando-se
a idéia da expansão por série de Taylor e trucamento após
o primeiro termo.
6.8 – Exemplos de balanços sem e com reação química
Exemplo-1 : Balanço de Massa num Tanque :
Variação de Volume , Água como fluido
Considerando um tanque de volume inicial de 10 m3 e que a vazão de entrada seja 2 m3/s e a de saída igual a 1+0,1.h m3/s.
Assumindo que a área transversal do tanque seja 1 m2, tem-se que a altura inicial do líquido no tanque é 10 m.
Observando-se estes dados, nota-se que a vazão de saída é igual a vazão de entrada, ou seja 2 m3/s .
Nesta situação, o volume de líquido do tanque não muda com o tempo, ou seja, estamos no estado estacionário.
Se por alguma razão, a vazão de entrada for alterada de 2 para 3 m3/s, como o sistema irá se comportar ? Ou seja , como o volume ou
altura de líquido no tanque irá mudar em função do tempo ? Quanto tempo se levará até se atingir um novo estado estacionário ?
Qual será a altura do líquido neste novo estado estacionário ?
Qe , m³/s
Qe =2,0 para Qe =3,0 m³/s

h = 10 m
para h
h=? V
t=? Qs = [ 1 + 0,1 . h ] , m³/s
Qs =2,0 para Qs =3,0 m³/s
t=?
ENTRA - SAI = ACUMULA

ENTRA = Qe . Δt Qe . Δt - (1 + 0,1 . h) . Δt = ACUMULA , balanço em m³


SAI = (1 + 0,1 . h) . Δt

ACUMULA
to --> V ACUMULA = V + dV/dt . Δt - V = dV/dt . Δt , balanço em m³
t1 --> V + dV/dt . Δt (t1 - to)

Qe . Δt - (1+0,1.h) . Δt = dV/dt . Δt --> dV/dt = Qe - 1 - 0,1.h

dV = d(A.h) = dh dh/dt = (Qe -1) - 0,1 . h

Se Qe = 3,0 m³/s dh/dt = [ 2 - 0,1 . h ]

dh/dt = [ - 0,1.h + 2 ]
t h h
∫ t = ∫dh/[- 0,1.h + 2] t = ∫ dh/[- 0,1.h + 2]
0 10 10
e sabendo-se que : ∫ dx/(c.x-a) = 1/c . ln (c.x-a)

h=hf
então : t = -10.ln[-0,1.h + 2]
h=10

t = [-10.ln(-0,1.h f + 2)] - [-10.ln(-0,1x10 + 2)]

t = - 10.ln (-0,1.h f + 2) + 0

t = - 10 . ln(-0,1.h f + 2)

exp[-t/10] = -0,1.h f + 2

hf = 20 - 10.exp[-t/10]
Acúmulo hf = 20 - 10.exp[-t/10]

t (s) h (m)
0,00 10,00
Altura do Tanque – h , metros
1,00 10,95
25
2,00 11,81
3,00 12,59
4,00 13,30 20
6,00 14,51
8,00 15,51
10,00 16,32 15
12,00 16,99
14,00 17,53
16,00 17,98 10
17,00 18,17
19,00 18,50
20,00 18,65 5
22,00 18,89
24,00 19,09
0
26,00 19,26
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45
28,00 19,39
Tempo - t ,
35,00 19,70
segundos
40,00 19,82
hf = 20 - 10.exp[-t/10]
Qs = 1,0 + 0,1 x h
t (s) h (m) Qe (m³/s) Qs (m³/s) Variação da Vazão de Entrada e Saída do Tanque com o Tempo
-5,00 10,00 2,00 2,00
-4,00 10,00 2,00 2,00 Q (m³/s)
-3,00 10,00 2,00 2,00 3,50
-2,00 10,00 2,00 2,00
-1,00 10,00 2,00 2,00
Qe
3,00
0,00 10,00 3,00 2,00
1,00 10,95 3,00 2,10
2,00 11,81 3,00 2,18 Qs 2,50139
3,00 12,59 3,00 2,26 140
4,00 13,30 3,00 2,33
6,00 14,51 3,00 2,45 2,00141
8,00 15,51 3,00 2,55 142
10,00 16,32 3,00 2,63
12,00 16,99 3,00 2,70 1,50143
14,00 17,53 3,00 2,75 145
16,00 17,98 3,00 2,80
1,00147
17,00 18,17 3,00 2,82
19,00 18,50 3,00 2,85 149
20,00 18,65 3,00 2,86 0,50
22,00 18,89 3,00 2,89 151
24,00 19,09 3,00 2,91 153
26,00 19,26 3,00 2,93 0,00
28,00 19,39 3,00 2,94 t=0 s t=40 s 155
35,00 19,70 3,00 2,97
40,00 19,82 3,00 2,98

Provocando um aumento repentino na vazão de entrada de 2,0 para 3,0 m³/s , a vazão de saída
irá aumentar de forma logarítimica de 2,0 m³/s até 3,0 m³/s , decorrido um tempo de 40 s.
Novamente a vazão de entrada é alterada de 3,0 para 5,0 m³/s . Quanto tempo se levará
para igualar a vazão de entrada e saída, ou seja, um novo estado estacionário ? Qual
será a altura do líquido neste novo estado estacionário ?

Qe , m³/s
Qe =3,0 para Qe =5,0 m³/s

h = 20 m
para h
h=? V
t=? Qs = [ 1 + 0,1 . h ] , m³/s
Qs =3,0 para Qs =5,0 m³/s
t=?
ENTRA - SAI = ACUMULA

ENTRA = Qe . Δt Qe . Δt - (1 + 0,1 . h) . Δt = ACUMULA , balanço em m³


SAI = (1 + 0,1 . h) . Δt

ACUMULA
to --> V ACUMULA = V + dV/dt . Δt - V = dV/dt . Δt , balanço em m³
t1 --> V + dV/dt . Δt (t1 - to)

Qe . Δt - (1+0,1.h) . Δt = dV/dt . Δt --> dV/dt = Qe - 1 - 0,1.h

dV = d(A.h) = dh dh/dt = (Qe -1) - 0,1 . h

Se Qe = 5,0 m³/s dh/dt = [ 4 - 0,1 . h ]

dh/dt = [ - 0,1.h + 4 ]
t h h
∫ t = ∫dh/[- 0,1.h + 4] t = ∫ dh/[- 0,1.h + 4]
0 20 20
e sabendo-se que : ∫ dx/(c.x-a) = 1/c . ln (c.x-a)

h=hf
então : t = -10.ln[-0,1.h + 4]
h=20

t = [-10.ln(-0,1.h f + 4)] - [-10.ln(-0,1x20 + 4)]

t = - 10.ln (-0,1.h f + 4) + 6,93

(6,93 - t)/10 = ln(-0,1.h f + 4)

exp[(t - 6,93)/10] = -0,1.h f + 4

hf = 40 - 10 . exp[(6,93 - t)/10]
Acúmulo hf = 40 - 10 . exp[(6,93 - t)/10]

t(s) h(m)
-5 20,00
-4 20,00 Nível do Tanque (m)
-3 20,00
45.00
-2 20,00 Qe Qe Qe
-1 20,00 2,0 m³/s 3,0 m³/s 5,0 m³/s
40.00
0 20,00
1 21,91
35.00
2 23,63
3 25,19 30.00
4 27,50
6 29,03 25.00
8 31,01
10 32,64 20.00
12 33,98
14 35,07 15.00
16 35,96
17 36,35 10.00
19 37,01
20 37,29 5.00
22 37,78 Qs de 2,0 p/ 3,0 m³/s Qs de 3,0 p/ 5,0 m³/s
24 38,19 0.00
26 38,51 0.00
2.00
4.00
6.00
8.00
10.00
12.00
14.00
16.00
18.00
20.00
22.00
24.00
26.00
28.00
30.00
32.00
0 34.00
36.00
38.00
40.00
42.00
44.00
46.00
48.00
50.00
52.00
54.00
4056.00
58.00

28 38,78 tempo - s
35 39,40
40 39,63
hf = 40 - 10 . exp[(6,93 - t)/10]
Qs = 1,0 + 0,1 x h

t(s) h(m) Qe(m³/s) Qs(m³/s)


-5 20,00 3,00 3,00 Variação da Vazão de Entrada e Saída do Tanque com o Tempo
-4 20,00 3,00 3,00
-3 20,00 3,00 3,00 Q (m³/s)
-2 20,00 3,00 3,00 6.00
-1 20,00 3,00 3,00
0 20,00 5,00 3,00 Qe
1 21,91 5,00 3,19 5.00
2 24,00 5,00 3,40
3 26,00 5,00 3,60
Qs
4.00
4 28,00 5,00 3,80
6 29,50 5,00 3,95
8 31,01 5,00 4,10
3.00
10 32,64 5,00 4,26
12 33,98 5,00 4,40
14 35,07 5,00 4,51 2.00
16 35,96 5,00 4,60
17 36,70 5,00 4,67
19 37,40 5,00 4,74 1.00
20 38,00 5,00 4,80
22 38,50 5,00 4,85
24 39,00 5,00 4,90 0.00
26 39,30 5,00 4,93 0 40
28 39,50 5,00 4,95 tempo - s
35 39,80 5,00 4,98
40 40,00 5,00 5,00
Novamente a vazão de entrada é repentinamente abaixada de 5,0 para 1,0 m³/s .
Quanto tempo se levará para igualar a vazão de entrada e saída, ou seja, um novo
estado estacionário ? Qual será a altura do líquido neste novo estado estacionário ?

Qe , m³/s
Qe =5,0 para Qe =1,5 m³/s

h = 40 m
para h
h=? V
t=? Qs = [ 1 + 0,1 . h ] , m³/s
Qs =5,0 para Qs =1,5 m³/s
t=?
SAI - ENTRA = DESACUMULA

ENTRA = Qe . Δt Qe . Δt - (1 + 0,1 . h) . Δt - Qe . Δt = DESACUMULA , balanço em m³


SAI = (1 + 0,1 . h) . Δt

DESACUMULA
to --> V DESACUMULA = V - V - dV/dt . Δt = - dV/dt . Δt , balanço em m³
t1 --> V + dV/dt . Δt (to - t1)

(1+0,1.h) . Δt - Qe . Δt = - dV/dt . Δt - dV/dt = 1 + 0,1.h - Qe

dV = d(A.h) = dh - dh/dt = (1 - Qe) + 0,1 . h

Se Qe = 1,5 m³/s - dh/dt = [ - 0,5 + 0,1 . h ]

- dh/dt = [ 0,1 . h - 0,5 ]


t h hf
- ∫ t = ∫dh/[0,1.h - 0,5] - t = ∫ dh/[0,1.h - 0,5]
0 40 40
e sabendo-se que : ∫ dx/(c.x-a) = 1/c . ln (c.x-a)

h=hf
então : - t = 10.ln[0,1.h - 0,5]
h=40

- t = [10.ln(0,1.h f - 0,5)] - [10.ln(0,1x40 - 0,5)]

- t = 10.ln (0,1.h f - 0,5) - 12,5

(12,5 - t)/10 = ln(0,1.h f - 0,5)

exp[(12,5 - t)/10] = 0,1.h f - 0,5

hf = 5 + 10.exp[(12,5 - t)/10]
hf = 5 + 10.exp[(12,5 - t)/10]
DESACUMULO

t(s) h(m)

0 39,90
1
2
36,58
33,58
Nível do Tanque (m)
3 30,86 45.00
4 28,40 Qe Qe Qe Qe
6 24,16 2,0 3,0 5,0 1,5
8 20,68 40.00 m³/s
m³/s m³/s m³/s
10 17,84
12 15,51
35.00
14 13,61
16 12,05
17 11,38 30.00
19 10,22
20 9,72
22 8,87 25.00
24 8,17
26 7,59 20.00
28 7,12
35 6,05
40 5,64 15.00
41 5,58
42 5,52
43 5,47 10.00
44 5,43
45 5,39 5.00
46 5,35 Qs de 2,0 p/ 3,0 m³/s Qs de 3,0 p/ 5,0 m³/s Qs de 5,0 p/ 1,5 m³/s
47 5,32
48 5,29 0.00
49 5,26 0.00
2.00
4.00
6.00
8.00
10.00
12.00
14.00
16.00
18.00
20.00
22.00
24.00
26.00
28.00
30.00
32.00
34.00
36.00
38.00
40.00
42.00
44.00
46.00
48.00
50.00
52.00058.00
54.00
56.00
60.00
62.00
64.00
66.00
68.00
70.00
72.00
74.00
76.00
78.00
80.00
82.00
84.00
86.0055
88.00
90.00
92.00
94.00
50
51
5,24
5,21
tempo - s
52 5,19
53 5,17
54 5,16
55 5,14
hf = 5 + 10.exp[(12,5 - t)/10]
Qs = 1,0 + 0,1 x h
t(s) h(m) Qe(m³/s) Qs(m³/s)
0 39,90 1,50 4,99
1 36,58 1,50 4,66 Variação da Vazão de Entrada e Saída do Tanque com o Tempo
2 33,58 1,50 4,36
3 30,86 1,50 4,09 Q (m³/s)
4 28,40 1,50 3,84 6.00
6 24,16 1,50 3,42
8 20,68 1,50 3,07
10 17,84 1,50 2,78 5.00
12 15,51 1,50 2,55
14 13,61 1,50 2,36
16 12,05 1,50 2,20
4.00
17 11,38 1,50 2,14
19 10,22 1,50 2,02
20 9,72 1,50 1,97
22 8,87 1,50 1,89 3.00
24 8,17 1,50 1,82 Qs
26 7,59 1,50 1,76
28 7,12 1,50 1,71 2.00
35 6,05 1,50 1,61 Qe
40 5,64 1,50 1,56
41 5,58 1,50 1,56
42 5,52 1,50 1,55
1.00
43 5,47 1,50 1,55
44 5,43 1,50 1,54
45 5,39 1,50 1,54 0.00
0 55
46 5,35 1,50 1,54
47 5,32 1,50 1,53 tempo - s
48 5,29 1,50 1,53
49 5,26 1,50 1,53
50 5,24 1,50 1,52
51 5,21 1,50 1,52
52 5,19 1,50 1,52
53 5,17 1,50 1,52
54 5,16 1,50 1,52
55 5,14 1,50 1,51
Exemplo-2 : Balanço de Massa num Reator Perfeitamente Agitado– CSTR
Variação da Concentração e Fluxo Molar
O reator é isotérmico quando a temperatura se mantém constante e com isso a
velocidade específica de reação (k) também.
Suponha um reator isotérmico tipo tanque agitado (CSTR) operando em regime
contínuo e permanente, ou seja, vazão de entrada igual da sáida, de forma que o
volume das mistura reacional se mantenha constante com o tempo.
A reação, irreversível, que se processa pode ser representada por :

A  R -rA = K . CA XA : Conversão do Reagente A

10 m3
Qo m3/s
To K
CAo = 1,0 mol/l
T (K) Q m3/s
FAo
TK
Volume V CA
Temperatura Inicial Ti CB
FA
FB

Demonstre o regime transiente até o permanente, após partida do reator


Balanço de Massa no Componente (Reagente)-A no Estado Transiente :

Entra - Sai - Consumido = Acúmulo

Componente-A : FAo - FA – (-r.V)= Acúmulo

Acúmulo (mol) :
t ---> V.CA
t+Δt ---> V.CA + Δt.V.dCA/dt , (t+∆t)-(t)  C.CA + ∆t.V.dCA/dt – V.CA = ∆t.V.dCA/dt

FAo - FA - rA.V = V.dCA/dt


FA = Q.CA
Qo.CAo - Qo.CA - r.V = V.dCA/dt
Qo.Cao – Qo.CA – k.V.CA = V.dCA/dt
Qo.(CAo - CA) – k.V.CA = V.dCA/dt

dCA/dt = (Qo/V).(CAo – CA) – k.CA

dCA/dt = (Qo/V).CAo – (Qo/V).CA – k.CA

dCA/dt = (Qo/V).CAo – (Qo/V + k)).CA

dCA/dt = – (Qo/V + k).CA + (Qo.CAo/V)  dCA/dt = -A . CA + B

A B
dt = dCA/[-A.CA + B]

t = -1/A . ln (-A.CA + B) = (-V/(Qo/V+k)) . ln[-(Qo/V + k).CA + Qo.CAo/V]


CA=CAf
t = (-1/(Qo/V + k)) . ln[-(Qo/V + k).CA + Qo.CAo/V]
CAo=1
t = (-1/(10/600 + 0,15)) . ln[-(10/600 + 0,15).CA + 10x1,0/600]
CA=CAf
t/-6 = ln[ -0,1667.CA + 0,0167 ] = ln[ -0,1667.CAf + 0,0167 ] – ln[ - 0,15 ]
CAo=1
t/-6 = ln[ -0,1667.CAf + 0,0167 ]  t/-6 = ln[ 1,1113.CA – 0,1113 ]
- 0,15

exp( -t/6 ) = 1,1113.CA - 0,1113  CA = 0,90 x exp(-t/6) + 0,10

 CA = 0,90 x exp(-t/6) + 0,10

CA = CAo . (1 – XA) = 1,0 . (1 – XA)

1 – XA = 0,90 x exp(-t/6) + 0,10

 XA = 0,90 . [ 1 – exp(-t/6) ]
A  B , -rA = k . CA CA = 0,90 . exp(-t/6) + 0,10
XA = 0,90 . [ 1 – exp(-t/6) ]

Conversão Reagente A - XAf Concentração Reagente A - CAf


1.00 1.20

0.90
1.00
0.80

0.70
0.80
0.60
Estado Transiente Estado Permanente
0.50 0.60

0.40
0.40
0.30

0.20
0.20
0.10

0.00 0.00
0 20 40 60 80 100 120

tempo - min
FA = CA . Q FA = FAo (1 – XA) FR = FAo.XA

Fluxo Molar do Reagente A - FA


1.20

1.00

0.80
Estado Transiente Estado Permanente

0.60

0.40

0.20

0.00
0 20 40 60 80 100 120

tempo - min
6.9 – Balanço de massa numa caldeira

Dados :
Wv = 100 t/h PCI Gás Natural
Vapor Água Desmineralizada
Pa = 105 bar 9.400 Kcal/m³ (20 C e 1 atm)
Superaquecido 39.386 kJ/m³
Pv = 85 bar Ta = 120 C
Wa = 100 t/h Composição do Gás Natural
Tv = 480 C Metano : 90%
Etano : 7%
87 bar Ar , War Propano : 3%
25 C M = (0,90x16)+(0,07x30)+(0,03x44) = 18,8
370 C Eficiência da Caldeira (η)
Wgs η  85%
Ar , 205 C Tgs Excesso de Ar
10% em peso
Gás Aquecedor de Ar Cp-ar = Cp-gases
Natural 1,0 kJ/kg.K
Wcb U - Coef.Global Aquecedor-Ar
110 kJ/h.m².K
R = 8314,5 (Pa.m³)/(kg-mol.K)

Wa = Wv = 100 t/h

Qcb = Wv . (Hv – Ha)/η = 100.000 x (3343,1 – 511,0) = 283.210.000 / 0,85 = 333.188.235 kJ/h

Vcb = Qcb/PCI = 333.188.235 / 39.386 = 8.460 m³/h

Wcb = (Pcb . Vcb . Mcb)/(RT) = (8612625x8460x18,8)/(8314,5x293) = 562.290 kg/h


0,90 CH4 + 0,07 C2H6 + 0,03 C3H8 + aT (O2 + 3,76 N2)  1 CO2 + 4,26 H2O + z N2

aT = x + y/2 – p = 1 + 4,26/2 – 0 = 3,13


z = 3,13 x 3,76 = 11,77

Excesso de ar = 10% em peso :


Ar Teórico = (3,13x16) + (11,77x28) = 379,64 kg de ar para 18,8 kg de gás natural
Ar Excesso = (0,10x909,6) = 90,96 kg
Ar Total = 470,6 de ar para 18,8 kg de gás natural

Relação (Ar-Total)/(Gás-Natural) = 470,6/18,8 = 25,03 kg-ar/kg-GN


Fluxo de Ar = 25,03 x 562.290 = 14.074.119 kg/h

Gases = 90,96 + (1x44) + (4,26x18) + (11,77x28) = 541,2 kg

Relação (Gases)/(Gás-Natural) = 541,2/18,8 = 28,78 kg-gases/kg-GN


Fluxo de Gases = 28,78 x 562.290 = 16.182.706 kg/h

Calor Recebido pelo Ar no Pré-Aquecedor = 14.074.119x1,0x(478 – 298) = 2.533.341.420 kJ/h


Calor Cedido pelos Gases no Pré-Aquecedor : 2.533.341.420 = 16.182.706x1,0x (643 – Tgs)

Temperatura de saída dos gases : Tgs = 486 k = 213 C

Emissão de CO2 : (44/18,8)x562.290 = 1.316 t/h


Wv = 100 t/h
Vapor Água Desmineralizada
Superaquecido Pa = 105 bar
Pv = 85 bar Ta = 120 C
Tv = 480 C Wa = 100 t/h

87 bar Ar , War = 14.074.119 kg/h


25 C
370 C
Wgs = 16.182.706 kg/h
Ar , 205 C Tgs = 213 C
Aquecedor de Ar
Gás
Natural
Wcb = 562.290 kg/h
Exercício – Operações Unitárias II
Prof. Bertini
Data : 10/04/15
Dados :
Wv = 100 t/h PCI Gás Natural
Vapor Água Desmineralizada
Pa = 105 bar 9.400 Kcal/m³ (20 C e 1 atm)
Superaquecido 39.386 kJ/m³
Pv = 85 bar Ta = 120 C
Wa = 100 t/h Composição do Gás Natural
Tv = 480 C Metano : 90%
Etano : 7%
87 bar Ar , War Propano : 3%
25 C M = (0,90x16)+(0,07x30)+(0,03x44) = 18,8
370 C Eficiência da Caldeira (η)
Wgs η  85%
Ar , 205 C Tgs Excesso de Ar
10% em peso
Gás Aquecedor de Ar Cp-ar = Cp-gases
Natural 1,0 kJ/kg.K
Wcb U - Coef.Global Aquecedor-Ar
110 kJ/h.m².K
R = 8314,5 (Pa.m³)/(kg-mol.K)

Calcular :
Fluxo mássico, volumétrico e molar de ar
Fluxo mássico, volumétrico e molar de gases
Fluxo mássico, volumétrico e molar de gás natural
Temperatura de saída dos gases no aquecedor de ar
Área de troca térmica e número de tubos do aquecedor de ar.