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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO

AULA12
SEMANA 03

AULA 01 – CONCEITOS JURÍDICOS


FUNDAMENTAIS
CONTEÚDO

1 - DIVISÕES DO DIREITO
1.1 Direito Natural e Direito Positivo.
1.2 Direito Objetivo e Direito subjetivo.
Nossos objetivos nesse encontro
1. Identificar as distinções entre direito
natural e direito positivo.
2. • Compreender os conceitos de direito
objetivo e direito subjetivo.
3. • Reconhecer e distinguir as diversas
teorias relativas à natureza do direito
subjetivo.

AULA 2
AULA 1
Direito possui várias divisões e sub-
divisões. A primeira grande divisão
que pode ser apresentada para o
Direito é a que classifica em Direito
Natural e Direito Positivo.

AULA 2
AULA 1
DIREITO NATURAL
O direito natural deriva da essência de algo imaterial, ou divino;

Para os chamados jusnaturalistas (adeptos dessa teoria do direito ) a fonte


do Direito natural se origina da natureza, dos deuses ou de Deus, ou do
pensamento racional do ser humano. Moral
DIREITO NATURAL
• Há a suposição da existência de certos
princípios como uma idéia superior de
Justiça, aos quais os homens não se
podem contrapor.
• No direito natural, as normas não são
escritas, são de conhecimento com base
na moral e no bom senso
Direito Natural

É o ordenamento ideal,
correspondente a uma
justiça superior e suprema.

O direito natural, portanto,


é um conjunto de normas
cuja observância é
necessária, mas
insuficiente para garantir a
justiça na convivência
humana.
DIREITO NATURAL

• O DIREITO NATURAL não depende, para a sua


existência, de qualquer convenção, positividade.
É algo que existe naturalmente, podendo ser
realizado das mais variadas formas possíveis.
Tem a mesma eficácia em toda parte,
prescrevendo ações cujo valor não depende do
juízo que sobre elas tenha o sujeito, tendo
existência independente do fato de parecerem
boas a alguns e más a outros.
DIREITO POSITIVO
É o ordenamento jurídico (conjunto
de normas jurídicas) em vigor num
determinado país e numa
determinada época. (Washington de
Barros Monteiro)
DIREITO POSITIVO
• O direito positivo, assim
criado, é fruto da vontade
soberana da sociedade, que
deve impor a todos os
cidadãos normas voltadas
para a assegurar às relações
interpessoais a ordem e a
estabilidade necessárias
para a construção de uma
sociedade justa.
DIREITO NATURAL E DIREITO POSITIVO
As primeiras noções de Direito Natural e Direito Positivo
surgem na Antiguidade, principalmente com os estudos
do filósofo Aristóteles, que definiu as concepções de
justo legal (díkaion nomikón) e de justo natural (díkaion
physikón).
O primeiro é constituído por disposições criadas pelos
cidadãos da pólis, com vigência definida por um órgão
legislativo. Escolhe-se uma conduta como modelo,
dentre várias possíveis, sendo, a partir deste momento,
convencionada a obrigatoriedade de adequação dos
cidadãos a tal padrão de comportamento, sob pena de
infringência da ordem estabelecida e conseqüente
aplicação de pena.
Diferenças entre Direito Natural e
Direito Positivo
Direito Positivo Direito Natural
Temporal
Existe em determinada época Atemporal
Vigência
Observância pela sociedade e Independe de vigência
aplicação pelo Estado
Formal Informal
Depende de formalidades
para sua existência
Hierárquico Não hierárquico
Ordem de importância
estabelecida entre as regras
Diferenças entre Direito Natural e
Direito Positivo
Dimensão espacial Independe de local

Vigência em local definido

Criado pelo homem Emerge espontaneamente


da sociedade
Fruto da vontade do homem

Escrito Não escrito

Códigos, leis, jurisprudência


Diferenças entre Direito Natural e
Direito Positivo

Temporal

Existe em determinada época Atemporal

Vigência

Observância pela sociedade e Independe de vigência


aplicação pelo Estado
Formal Informal

Depende de formalidades para


sua existência
Hierárquico Não hierárquico
Diferenças entre Direito Natural e
Direito Positivo
Dimensão espacial Independe de local

Vigência em local definido

Criado pelo homem Emerge espontaneamente


da sociedade
Fruto da vontade do homem

Escrito Não escrito

Códigos, leis, jurisprudência

Mutável mediante a vontade


humana
Caso Concreto 1
Divisões do Direito: Direito Natural e Direito
Positivo
O doutrinador inglês John Locke entende que propriedade
não é apenas o direito de um indivíduo sobre seus bens
ou suas posses, mas ainda sobre suas ações, sobre sua
liberdade, sobre sua vida, sobre seu corpo etc., em uma
palavra, todo tipo de direito.
Foi esta a justificativa apresentada por Adamastor Trindade
para tentar colocar no Jornal de Santa Catarina um
anúncio em que põe à venda seu rim esquerdo e seu
pulmão direito. Isto porque Carlito Pachoal funcionário
do Jornal recusou-se a receber o pedido de veiculação
do anúncio alegando que feria o dispositivo existente na
Lei . 9.434/97 que proíbe a comercialização de órgãos
pelos doadores.
1. No caso apresentado os personagens Adamastor e
Carlito utilizam-se de concepções distinas do direito
para defender suas posições sobre a venda de
órgãos. São elas fundadas no Direito Natural e no
Direito Positivo. Identifique-as no texto
conceituando-as.
2. Por que é possível afirmar que cada vez mais
caminhamos para conciliar o direito natural com o
direito positivo que no passado se opuseram
frontalmente?
3. O direito natural possui tendência a converter-se em
direito positivo, ou a modificar o direito preexistente?
DIREITO OBJETIVO E DIREITO SUBJETIVO

São conceitos de uma mesma realidade,


interdependentes e complementares.
O Direito Objetivo
É um conjunto de normas que
regem o comportamento
humano, prescrevendo uma
sanção em caso de sua violação.
É a regra social obrigatória
imposta a todos, quer seja sobre
a forma de lei ou mesmo sob a
forma de um costume, que deva
ser obedecido, é a norma
agendi, reguladora de todas
ações do homem, em suas
múltiplas manifestações e de
todas as atividades das
instituições políticas, ou públicas,
e particulares.
DIREITO OBJETIVO

• Em outras palavras, o direito objetivo são


as normas jurídicas, as leis, que devem
ser obedecidas rigorosamente por todos
os homens que vivem na sociedade que
adota essas leis. o descumprimento,
como vimos, dá origem a sanções.
DIREITO SUBJETIVO
• Ou “facultas agendi” (faculdade de agir) é o
poder de exigir uma determinada conduta de
outrem, conferido pelo direito objetivo, pela
norma jurídica. É o poder de ação assegurado
legalmente a todas as pessoas para defesa e
proteção de toda e qualquer espécie de bens
materiais ou imateriais, do qual decorre a
faculdade de exigir a prestação ou abstenção de
atos, ou o cumprimento da obrigação, a que
outrem esteja sujeito.
DIREITO SUBJETIVO
• Sempre nasce de um
fato, que por estar
inserido no ordenamento
jurídico, chamamos de
fato jurídico. Com a
ocorrência do fato, a
norma, colocada
abstratamente no direito
objetivo, se materializa,
dando origem à
pretensão.
Elementos do direito subjetivo:

• Sujeito = pessoa física ou pessoa jurídica;


• Objeto = o bem jurídico sobre o qual o
sujeito exerce o poder conferido pela
ordem jurídica.
Diferença entre Direito Positivo e Direito
Objetivo

• Direito Objetivo é gênero do qual o direito


positivo, vale dizer, as normas jurídicas
emanadas do Estado, é espécie.

DIREITO OBJETIVO

DIREITO
POSITIVO
• São normas de direito objetivo: a
Constituição, a lei, o decreto, a circular, a
portaria e outros tantos atos
administrativos; entretanto, as cláusulas
de um contrato de locação, por exemplo,
embora jurídicas, não são normas de
direito positivo, pois não emanam,
imediatamente, do Estado, mas sim da
vontade dos particulares contratantes.
Todo direito positivo é
direito objetivo, mas
nem todo direito
objetivo é direito
positivo.
Leitura para a próxima aula
Nome do livro: Introdução ao estudo do direito.
Nome do autor: NADER, Paulo.
Editora: Rio de Janeiro:Forense
Ano: 2008.
Edição: 30. ed. rev. e ampl.
Nome do capítulo: Capítulo X – A divisão do
direito positivo
N. de páginas do capítulo: 8
Nome do capítulo: Capítulo XII – Segurança
jurídica
N. de páginas do capítulo: 10