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MÓDULO III

MANUTENÇÃO MECÂNICA
ÍNDICE

 GEOMETRIA VEICULAR

 PARALELISMO

 CONVERGÊNCIA

 RAIO DE GIRO

 CAMBER

 CASTER
 GEOMETRIA VEICULAR

É o conjunto de parâmetros geométricos que regem o


posicionamento dos eixos e rodas de um veículo.
GEOMETRIA VEICULAR

OBJETIVOS

• que as rodas rodem sem deslizamento e arrasto, cuidando


porem do desgaste dos pneus, do consumo de combustível e
da deterioração dos componentes da suspensão, afim de
minimizar os esforços que incidem sobre o sistema.

• que o veículo se mantenha em linha reta mesmo sem o


acionamento do mecanismo de direção, favorecendo assim a
dirigibilidade.

• que se facilite a manobra do veículo.


 PARALELISMO DOS EIXOS

RÉGUA ESQUADRO

---------------------------------------------------
90º

Para manter uma direção em linha reta todos os eixos devem estar:

• paralelos entre si
• perpendiculares ao chassi
PARALELISMO DOS EIXOS

LINHA DE IMPULSO

RÉGUA ESQUADRO

---------------------------------------------------
90º

Determina a direção de marcha que um determinado eixo tomará.

•Um veículo descreverá uma trajetória retilínea quando todas as


linhas de impulso se coincidirem.
PARALELISMO DOS EIXOS

SET - BACK

LINHA DE
IMPULSO

LINHA GEOMÉTRICA
CENTRAL ---------------------------------------------------

É o grau de afastamento medido em milímetros por metro (mm/m)


de um eixo em relação à linha perpendicular central do chassi.
PARALELISMO DOS EIXOS

• Quando um eixo de tração, ou um eixo livre, seja no reboque “carreta”


ou na unidade motriz “cavalo”, estiver desalinhado, os desgastes
irregulares não se manifestarão somente no referido eixo.

• Os pneus do eixo dianteiro também poderão apresentar sinais de


desgaste anormal posto que o motorista deverá manejar
permanentemente a direção para manter a trajetória do veículo.

• Neste caso, a direção ficará fora da posição “O” e as rodas levemente


giradas funcionarão predominantemente com “divergencia”.


 CONVERGÊNCIA

A A

B B

A<B A>B
CONVERGÊNCIA DIVERGÊNCIA

É a dimensão, medida em milímetro ou graus, pela qual as rodas de


um eixo direcional, na posição “0” (direção reta), apresentam-se
fechadas ou abertas na extremidade dianteira em relação à traseira.
CONVERGÊNCIA

Quando as rodas estiverem demasiadamente convergentes ou


divergentes, fora do especificado, os pneus apresentarão um
desgaste por arrasto, rápido e acentuado, em forma de “escama
ou dente de serra”, de um ombro ao centro ou de ombro a
ombro.

 RAIO DE GIRO

DIVERGÊNCIA EM CURVAS

PROLONGAÇÃO DOS EIXOS


DE GIRO DAS RODAS

B
CENTRO
INSTANTÂNEO DE
GIRO

CIG

Também conhecido como “divergência em curvas” é a parte


da geometria direcional que determina a posição relativa
das rodas dianteiras durante o giro.

Durante o giro, a roda interna deve articular um ângulo


maior que a roda externa.
RAIO DE GIRO

Se o ângulo do raio de giro estiver fora do especificado, a


roda externa poderá ficar excessivamente divergente
durante o giro, provocando um desgaste rápido do ombro
interno, por arrasto. Isto pode ocorrer em uma ou em ambas
as rodas.


 CAMBER

+B +B -B -B

Câmber Positivo
Câmber Negativo

É a inclinação da roda, em relação a uma linha vertical, de modo


que sua parte superior fique para fora (+) ou para dentro (-) do
veículo.
CAMBER

Quando as rodas estiverem com camber, fora do especificado,


os pneus desenvolverão um desgaste por arrasto, rápido e
acentuado, porém regular, nos ombros de um dos lados (tipo
cônico).


 CASTER

A = Ângulo de Cáster Positivo

É a inclinação para frente (+) ou para trás (-) da parte inferior do


pino mestre (king pin) do eixo direcional.

Um ângulo de caster, fora do especificado, pode originar uma


vibração, de lado a lado nos pneus direcionais, resultando em
micro desgastes por fricção, ao longo dos ombros e sulcos.