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Pré-História

História Antiga
Pré-história
a) Caracterização: período entre o aparecimento de ser humano até o surgimento da escrita (4 mil
a.C.);

b) Períodos:

Paleolítico:
caça, pesca e coleta;
utilizavam cavernas;
pequenos grupos de hominídeos;
ornamentação no final do período.

Neolítico:
Polimento da pedra;
Utilização da agricultura;
Domesticação dos animais;
Sedentarização;
Formação de comunidades maiores.

Final do Neolítico (Idade dos Metais):


Fundição e moldagem do cobre;
Construção de Megalíticos (dólmens e menires).
Sambaquis
Sambaquis são importantes sítios arqueológicos estudados pelos
arqueólogos. Seu nome se origina do tupi tamba'kï, que significa
monte de conchas.

Eram locais de habitação ou demarcação territorial, habitados por


paleoíndios, podendo estar localizados próximos ao mar ou rios.

Contém vestígios da passagem do homem, como artefatos, urnas


funerárias, cerâmica e restos de fogueira.

O maior sambaqui do mundo, em extensão, está localizado na


cidade de Jaguaruna, Santa Catarina, Brasil.
Sambaqui no litoral do RS
habilis sapiens florenses erectus boisei heidelbergensis neanderthal
EGITO ANTIGO (5mil a.C. até 1.200 a.C.)
a) Rei Menés une as sociedades do Nila e funda a Primeira Dinastia (2.850 a.C.);

b) Primeiras povoações (nomos), governadas por líderes tribais (nomarcas);

c) Divisão dos Períodos:

- Antigo Império:
Isolamento territorial e cultural;
Construção das Pirâmides;
Nobreza fundiária (antigos nomarcas);
Anarquia no fim do período.

- Médio Império:
Reorganização do poder;
Ampliação dos canais de irrigação;
Prosperidade econômica;
Invasão dos Hicsos (Ásia, 1.674 a.C.);
- Novo Império:
Expulsão dos Hicsos (1.567 a.C.);
Expansão territorial;
Comércio com os vizinhos;

- Cultura:
Religião: politeísta;
Mumificação e culto aos mortos;
Arquitetura avançada;
Escrita: hieróglifos (sagrada).
Civilizações
Mesopotâmicas
MESOPOTÂMIA (4mil a.C. até 561 a.C.)
a) Mesopotâmia: “entre rios” (Tigre e Eufrates);

b) Babilônicos (4mil a.C. até 1.275 a.C.):

- Código de Hamurábi (1.800 a.C.);


- Escrita cuneiforme (em forma de cunha);
- Florescimento econômico e cultural;
- Investimentos em irrigações.

c) Assírios (1.700 a.C. até 610 a.C.):

- Sua capital, nos anos mais prósperos, foi Nínive;


- Ferozes guerreiros e expansão do Império;
- Foram dominados pelos Babilônicos (2º Império, Nabucodonosor);

d) 2º Império Babilônico (604 a.C. até 563 a.C.):

- Jardins suspensos da Babilônia;


- Florescimento econômico, cultural e militar;
- Decadência: lutas internas, dominados pelos Persas.
Civilização
Hebraica
HEBREUS (2.000 a.C.)

a) Referências históricas na Bíblia;

b) Monoteísmo por volta de 1.800 a.C.;

c) Escravizados pelos egípcios (400 anos);

d) Centro religioso dos hebreus: Jerusalém;

e) Mito do “povo escolhido” por Deus (Jeová); Mito da travessia do deserto, Moisés
e as Tábuas dos Dez Mandamentos;

f) 721 a.C.: Diáspora judaica, invasão babilônica;

g) Século I: invasão dos Romanos, destruição do Templo de Jerusalém;

h) Século II: destruição de Jerusalém (Romanos), segunda Diáspora.


Antecedentes
O povo hebreu também era denominado israelita ou judeus. Sua
região, por sua vez, era conhecida como Canaã, Israel ou
Palestina.

Faziam parte da grande região chamada de Crescente Fértil,


banhados pelo rio Jordão.

Sua história se desenvolveu diferente de outros povos da


antiguidade.

Eles foram o primeiro povo a afirmar a fé em um único Deus, a


quem chamavam Javé. Eram, portanto, monoteístas.

Sua religião é chamada de judaísmo, e deu origem ao cristianismo.


Fase: Patriarcas
Patriarcas foram os líderes religiosos originais do povo hebreu.

O primeiro patriarca foi Abraão, que, aproximadamente em 2000


a.C., saiu de Ur, na Mesopotâmia, e emigrou com sua família para
Canaã.

Durante muito tempo, os hebreus se dedicaram à agricultura e ao


pastoreio naquelas terras.

Porém, um período de fome e seca fez os hebreus emigrarem para


o Egito, por volta de 1700 a.C.

No Egito, eles foram escravizados até, aproximadamente, 1250


a.C. Sob orientação do patriarca Moisés, foram libertados.
Abraão e
o Anjo
Fase: Juízes
Por terem passado tanto tempo como escravos, a
terra de Canaã foi povoada por outras tribos.

A reconquista da terra de Canaã foi liderada por


autoridades políticas, religiosas e militares,
denominadas Juízes.

Josué, que sucedeu Moisés, foi o primeiro Juiz.


Liderou a vitória sobre outros povos, conquistando a
cidade de Jericó.
Josué, o Sol e
Galileu

O sol gira em
torno da
Terra?
Fase: Reis
A instalação de uma monarquia, a partir de 1050 a.C., foi
necessária para unificar as tribos hebraicas.

O primeiro rei foi Saul, sucedido por Davi. Este último


estabeleceu a capital em Jerusalém.

O terceiro rei foi Salomão, cujo governo assinalou o apogeu


da monarquia. Ele mandou construir o Templo de Jerusalém.

Com a morte de Salomão, em 930 a.C. o povo se dividiu em


dois:

1- Dez tribos no norte formaram o reino de Israel, capital na


Samaria.

2- Duas tribos no sul formaram o reino de Judá, capital em


Jerusalém.
David ocupou o lugar de Golias na crise palestina...
Fase: Dominação Estrangeira
Em 722 a.C., Israel caiu em poder dos Assírios, que deportaram os
hebreus para outras partes de seu império.

Em 587 a.C., os babilônios conquistaram Judá, destruíram o templo e


deportaram milhares de hebreus para a Babilônia.

Em 333 a.C., a Palestina foi conquistada pelas tropas de Alexandre, o


Grande. Em 63 a.C., foi dominada pelos romanos.

Neste contexto, Jesus Cristo nasceu. Alguns judeus achavam que ele viria
libertar Israel dos povos invasores. Não aconteceu, e até hoje grande
parte dos judeus não credita a Jesus o título de Messias ou filho de Deus.

Em 134 d.C., ainda sob domínio romano, os judeus foram expulsos de sua
terra e se espalharam pelo mundo. Este evento é conhecido como
Diáspora.
Civilização
Persa
PERSAS (2.000 a.C.)

a) Localidade: atual Irã;

b) Dedicado ao comércio, principal atividade econômica;

c) Política dominada pelo imperador (autocracia);

d) Expansão territorial (560 a.C. até 529 a.C.);

e) 539 a.C.: conquista da Babilônia e fronteira na Índia;

f) Religião: Zoroastrismo ou Masdeísmo (Zoroastro ou Zaratrusta, profeta e líder


espiritual);

g) Tentativas consecutivas de invadir a Grécia;

h) Decadência: derrota para os Macedônios (Alexandre, 331 a.C.);

i) Império dividido em Satrápias e governada pelos Sátrapas.


Civilização
Fenícia
FENÍCIOS (2.000 a.C.)

a) Localização: atual Líbano;

b) Povo dedicado ao comércio marítimo;

c) Principais Cidades-Estado: Biblos, Tiro e Sidon;

d) Religião politeísta, cada cidade era dedicada a um Deus (baal = senhor);

e) Expansão através de cidades-colônia no litoral


do Mediterrâneo;

f) Fundação de Cartago pelos Fenícios;

g) Criadores do alfabeto (cada sinal um som,


no total de 22); Uma das bases do alfabeto latino.
Política
Na política, a Fenícia vivia em regime de monarquia.
O rei era denominado Sufeta.

No entanto, ao contrário de outras regiões, os reis


governavam assessorados por um conselho de
comerciantes.

Os fenícios não tinham um governo centralizado.


Eram divididos em cidades-estado.

As principais cidades-estado fenícias eram Biblos,


Tiro, Sídon e Beritos.
Sociedade

A sociedade fenícia era estamental, ou seja,


não havia mobilidade social.

Era constituída de sacerdotes, aristocratas,


comerciantes, homens livres e escravos.
Alfabeto fenício, incorporado pelos Gregos.
Economia
Na economia, os fenícios se destacaram no comércio
marítimo, construção naval, produção têxtil e
metalurgia.

Por causa do aumento populacional, os fenícios


criaram colônias em boa parte do Mar Mediterrâneo.

As principais colônias fundadas foram Cartago, no


norte da África, e Cádiz, na Espanha.
Civilização
Cretense
CRETA (2.000 a.C.)

a) Localização: ilha de Creta, Mar Egeu (Grécia);

b) Principal Cidade-Estado: Cnossos;

c) Grandes navegadores, possuíam grande frota marítima;

d) Principal atividade econômica: comércio com civilizações do Mediterrâneo;


Mercadorias refinadas e de grande valor no mercado;

e) Religião: Politeístas. Mito do Minotauro (metade homem, metade touro);

f) Decadência: por volta de 1.400 a.C., com a invasão da Península Balcânica pelos
Dórios;

g) Civilização creto-micênica: base para o povo grego; os Aqueus (povo indo-


europeu) instalou vilas e tomou contato com Creta; Micenas, principal centro
econômico e político (destruída pelos Dórios).
Mito de Teseu e o
Labirinto do
Minotauro...

Importância do touro
na cultura cretense.
Grécia Antiga
MUNDO GREGO (2.600 a.C. até 30 a.C.)
a) Localização: Grécia e litoral do Mediterrâneo;

b) Povos formadores: Aqueus, Jônios, Eóleos e Dórios;

c) Primeira diáspora: invasão dos Dórios, destruição de Micênas; fuga de Aqueus e


Jônios para as ilhas;
Período Pré-Homérico
O Período Pré-Homérico ocorreu entre 2000 a.C e 900 a.C,
aproximadamente.

Tribos de pastores nômades chegaram à Grécia em sucessivas


ondas migratórias. Entre estas tribos estavam os aqueus, jônios,
eólios e dórios.

Os aqueus desenvolveram a civilização micênica, absorvendo


alguns aspectos culturais da civilização minóica.

A civilização minóica se desenvolveu na ilha de Creta, ao sul da


Grécia. Seu nome deriva de Minos, como era conhecido o seu
rei.

Considera-se que os complexos palácios de Cnossos, capital


cretense, deram origem ao mito do Minotauro.
Período Homérico
O Período Homérico ocorreu entre 900 a.C a 700 a.C,
aproximadamente.

O nome deriva do poeta Homero, a quem se atribui a criação de dois


famosos poemas: Ilíada e Odisséia. Estes poemas deram base para a
compreensão deste período.

A Ilíada narra a guerra entre Grécia e Tróia (Ílion), na Ásia Menor. Por
sua vez, a Odisséia narra o retorno de Ulisses (Odisseu) à sua terra
natal.

Neste período, a vida na Grécia tinha por base a grande família,


denominada Genos. No entanto, o crescimento da população e a falta
de terras férteis fez estas comunidades entrarem em crise. Os
escravos passaram cada vez mais a fazer parte das atividades
econômicas.

Surgiram, então, as cidades-estado, cada uma com organização social


e política próprias.
Período Arcaico
O Período Arcaico ocorreu entre 700 a.C a 500 a.C.,
aproximadamente.

Este período foi caracterizado por um grande aumento


populacional, que levou a fundação de colônias, como Bizâncio,
Siracusa e Nápoles.

Neste período, desenvolveu-se a filosofia, que significa “amor à


sabedoria”, uma das maiores contribuições gregas para a
civilização ocidental.

Além disso, as cidades-estado se desenvolveram. A aristocracia,


com cada vez mais poder, passou a comandar. A política passou
por várias transições, até o surgimento da democracia.
Sócrates
(469 – 399 a.C.)
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V
Platão
(428 – 348 a.C.)
|
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V
Aristóteles
(384 – 322 a.C.)
Democracia
A democracia grega era limitada a uma parcela da população:
apenas homens livres adultos eram considerados cidadãos.

Mulheres, crianças, escravos e estrangeiros não eram


considerados cidadãos. Logo, não podiam votar.

A votação era feito na ostraka, ou conchas. As leis, ou assuntos


relativos a votação, variavam. Denominava-se ostracismo o ato
de exilar indivíduos através do voto na ostraka.

A democracia grega era denominada direta, pois o cidadão


votava direto nas leis. Nossa democracia é denominada
representativa, pois votamos em representantes que, por sua
vez, votam nas leis.

Vale ressaltar que, geralmente, os participantes das


assembléias pertenciam a grupos de elite, com grande número
de escravos.
Ostraka
Período Clássico
O Período Clássico ocorreu entre 500 a.C. e 338 a.C.,
aproximadamente.

É considerado, por alguns historiadores, a “Idade do Ouro” da


civilização grega.

Neste período, algumas cidades-estado se uniram para


enfrentar os persas, nas guerras médicas. No fim, os gregos
saíram vitoriosos.

Por ter liderado os gregos na vitória contra os persas, Atenas se


tornou uma das cidades-estado mais importantes da Grécia.
Reuniu outras cidades sob sua influência, através da Liga de
Delos.

Atenas e Esparta, por suas diferenças, acabaram entrando em


conflito, na chamada Guerra do Peloponeso. Desta guerra,
Esparta saiu vitoriosa.
Período Helenístico
O Período Helenístico ocorreu entre 338 a.C. e 30 a.C.,
aproximadamente.

Após a Guerra do Peloponeso, a Grécia continuou agitada por


causa de lutas internas.

Filipe, rei da Macedônia, aproveitando-se disso, dominou toda a


Grécia.

Seu filho, Alexandre Magno, continuou as conquistas, construindo


um rápido e vasto império, que se estendeu até a Índia. Morreu aos
33 anos de idade.

Suas conquistas ajudaram a difundir a cultura grega para o oriente.


Esta fusão entre a cultura grega e oriental é denominada
helenismo.
Roma Antiga
Período Monárquico
O Período Monárquico ocorreu entre 753 a.C. e 509
a.C., aproximadamente.

Durante este período, Roma foi dominada pelos


etruscos. Sob os reis etruscos, foram realizadas obras
públicas, como drenagem de pântanos,
construção de esgotos, templos, etc.

Em 509 a.C., os romanos derrubaram o


rei etrusco Tarquínio, o Soberbo, e
fundaram uma república.
Sociedade
A sociedade, neste período, se dividia em classes:

Patrícios: grandes proprietários de terras.

Clientes: grupo de pessoas, geralmente plebeus ou


estrangeiros, que estavam ligados aos patrícios.

Plebeus: formavam a maioria da população,


constituindo-se de pequenos agricultores,
comerciantes, pastores e artesãos.

Escravos: não tinham direitos políticos, não sendo


considerados cidadãos. Muitos escravos se tornavam
gladiadores em Roma.
Período Republicano
O Período Republicano ocorreu entre 509 a.C. e 23 a.C.,
aproximadamente.

Neste período, Roma foi governada por dois cônsules. Estes


eram auxiliados por senadores, responsáveis pelas finanças,
assuntos externos e criação de leis.

Durante períodos de guerras, a cidade podia ser governada por


um ditador.

República é uma palavra de origem latina que significa “coisa


pública”. Porém, as instituições eram comandadas pelos
patrícios, tendo os plebeus pouca ou nenhuma participação
política.
Senado Romano
Período Republicano
Esta situação se inverteu com uma luta entre patrícios e
plebeus, que se estendeu por quase dois séculos, e que resultou
na conquista de alguns direitos por parte da plebe.

Dentre estes direitos, podemos destacar a Lei das Doze Tábuas,


que definia direitos e deveres dos plebeus. Estas leis viraram
referência no estudo do Direito.

Foi criada a Lei da Canuléia, que permitia o casamento entre


patrícios e plebeus. Estes conquistaram, também, o direito de
exercer cargos sacerdotais e políticos.

Além disso, surgiram os Tribunos da Plebe, que representavam


os interesses dos plebeus no senado.
Crise na República
A abundância de escravos, nas mãos de grandes proprietários
de terras, gerou um desequilíbrio econômico e social.

As lutas políticas fez surgir dois partidos rivais: o partido


aristocrático, que defendia o interesse dos mais ricos; e o
popular, que desejava redistribuição de terras.

Nesta luta política se destacaram Tibério e Caio Graco, irmãos


que tentaram um projeto de reforma agrária entre 133 a.C. e
121 a.C. Ambos foram assassinados.

Algumas guerras civis deram origens a ditaduras militares, cujos


governantes utilizavam o exército para se manter no poder. De
107 a.C. a 79 a.C. Mário e Sila assumiram o governo.

Por volta de 72 a.C., o gladiador Espártaco comandou uma


revolta de 70 mil escravos. Após algumas vitórias, Espártaco e
seus seguidores foram esmagados pelo general Pompeu.
Os Triunviratos
Os Triunviratos foram governos de três pessoas. Porém, desde o início
o sistema mostrou-se falho, havendo disputas internas pelo poder. Por
volta de 60 a.C., foi criado o Primeiro Triunvirato, composto por
Crasso, Pompeu e Júlio César.

Com a morte de Crasso, Pompeu e Júlio César disputaram o poder.


Com a vitória de César, este se tornou ditador perpétuo de Roma,
realizando reformas e diminuindo o poder do senado.

Em 44 a.C., Júlio César foi assassinado em um conspiração no


senado, encabeçada por Bruto, que César considerava um filho.

Com a morte de César, foi criado o Segundo Triunvirato, composto por


Lépido, Otávio e Marco Antônio. Na luta que se seguiu, Lépido foi
afastado e Otávio venceu Marco Antônio.

Com o poder nas mãos, Otávio foi proclamado imperador de Roma.


Acaba, assim, a República e inicia o Império,que ocorreu entre 27 a.C.
e 476 d.C. O Período Imperial, por sua vez, se divide em Alto Império e
Baixo Império.
Alto Império
O Alto Império ocorreu entre 27 a.C. e estendeu-se até o século III,
aproximadamente. Os imperadores tinham poder quase total e
geralmente eram considerados divinos.

O primeiro imperador foi Otávio, denominado Augusto, que


governou durante 41 anos. Este período ficou caracterizado pela
hegemonia e prosperidade, denominado Pax Romana, que durou
até o século III.

Outros imperadores, que se destacaram, por bem ou por mal,


foram Calígula, Nero, Tito, Marco Aurélio, Sétimo Severo, entre
outros.

Os cristãos, grupo de seguidores das idéias de Jesus Cristo, foram


fortemente perseguidos em Roma, em parte porque recusavam-se
a adorar os deuses oficiais, assim como não prestavam culto ao
imperador, por serem monoteístas.

Apesar das perseguições, em 313, através do Édito de Milão, o


imperador Constantino concedeu liberdade de culto aos cristãos.
Mais tarde, o então imperador Teodósio proibiu cultos pagãos,
Concílio de Nicéia
325 d.C.

Questões doutrinárias:

- Divindade de Jesus
Cristo;

- Proibição da prática de
usura;

- Os livros da Bíblia;

- Celibato.
O Credo de Nicéia
“Cremos em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador de
todas as coisas, visíveis e invisíveis; E em um só
Senhor, Jesus Cristo, Filho de Deus, gerado do Pai,
unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus,
Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro,
gerado, não criado, consubstancial do Pai, por quem
todas as coisas foram feitas no céu e na terra, o qual
por causa de nós homens e por causa de nossa
salvação desceu, se encarnou e se fez homem,
padeceu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus e
virá para julgar os vivos e os mortos; E no Espírito
Santo. Mas quantos àqueles que dizem: 'existiu quando
não era' e 'antes que nascesse não era' e 'foi feito do
nada', ou àqueles que afirmam que o Filho de Deus é
uma hipóstase ou substância diferente, ou foi criado, ou
é sujeito à alteração e mudança, a estes a Igreja
Católica anatematiza”.
Baixo Império
O Baixo Império ocorreu do século III até 476, aproximadamente. Este
período representou o declínio do Império Romano.

Sufocado por uma crise militar e econômica, o Império foi dividido em


dois: Ocidental, com sede em Roma; e Oriental, com sede em
Constantinopla.

Entre os fatores que causaram a queda da parte ocidental, podemos


destacar o custo em manter os exércitos nas fronteiras; a perda de
controle de regiões, devido ao tamanho do império; aumento dos
impostos e corrupção, entre outros.

A dificuldade em sustentar o exército, possibilitou o recrutamento de


povos além das fronteiras de Roma, denominados bárbaros. A perda
de controle das fronteiras também permitiu a migração cada vez maior
destes povos.

Assim, em 476, invasões violentas de povos bárbaros consolidaram a


queda do Império Romano do Ocidente. O Império Romano do
Oriente, porém, sobreviveu por mais alguns séculos.
Auge do Império Romano
Invasões
Bárbaras
Queda do
Império Romano
INVASÕES BÁRBARAS (376 até 1.016 d.C.)

a) 376 d.C.: Visigodos cruzam o Danúbio;

b) 406 d.C.: Vândalos e Suevos cruzam a fronteira do Reno;

c) Reinado de Valentiniano III (425 d.C.), em Roma, último imperador do


Ocidente;

d) Movimentação dos Hunos (Gália e Itália);

e) 481 d.C.: Clóvis, primeiro Rei merovíngio (Francos);

f) Invasões de Ostrogodos, Lombardos, Eslavos e Mulçumanos;

g) Carlos Martel (Franco) derrota os Mulçumanos em Tours (732 d.C.);

h) Aliança entre os Francos (Pepino) e a Igreja Católica (Estevão II) no ano de


745 d.C.; Patrimônio de São Pedro (756 d.C.);
Reino Franco
A falta de organização política, diferenças de língua, costumes e a
crise econômica foram fatores que fizeram sucumbir a maioria dos
reinos bárbaros.

Porém, o Reino Franco teve longa duração, em parte porque um dos


reis, Clóvis, tinha forte ligação com a Igreja Católica, tendo se tornado
cristão por volta de 496.

Podemos dividir o Reino Franco em duas dinastias: Merovíngia e


Carolíngia. A primeira deve seu nome a Meroveu, avô de Clóvis, que
havia lutado ao lado dos romanos contra os hunos.

Um dos últimos reis da dinastia Merovíngia, Carlos Martel, venceu os


árabes na Batalha de Poitiers, em 732, impedindo assim que toda a
Europa fosse invadida pelos muçulmanos.

O filho de Carlos Martel, Pepino, o Breve, iniciou a dinastia Carolíngia.


O principal representante desta dinastia foi seu filho Carlos Magno, o
mais famoso dos reis francos.
Império Carolíngio
Carlos Magno subiu ao trono em 768. Afoito a guerras, conquistou
um império que abrangia territórios na Europa Ocidental e Oriental.

Apesar de quase analfabeto, Carlos Magno valorizava o ensino e


fundou escolas gratuitas para o povo.

No ano 800, foi coroado imperador pelo papa Leão III. Assim, a
Igreja Católica pretendia unificar a Europa sob o comando de um
monarca cristão, restaurando a glória do Império Romano.

No entanto, esta unificação não foi possível. Após a morte de


Carlos Magno, em 814, seu filho, Luís, o Piedoso, governou até
840. A partir de então, o império foi dividido em três reinos distintos,
através do Tratado de Verdun.

Vale ressaltar que as invasões e a constituição dos reinos bárbaros


provocou a ruralização da Europa e a concentração do poder nas
mãos dos senhores de terra. Posteriormente, isto foi determinante
para o surgimento do Feudalismo.
Império de Carlos Magno
Mundo Árabe

a) Avanço no Oriente Médio, África e Oeste europeu (principalmente


Península Ibérica);

b) Ataques violentos no litoral do Mediterrâneo, expulsando as


populações para o interior (favorecendo a ruralização);

c) Desenvolvimento da ciência e resgate da filosofia grega.

d) Enquanto os cristãos vivem o


início das “Idade das Trevas”, o
mundo árabe conhece um
florescer cultural e científico;
Expansão muçulmana
Os antecedentes do Feudalismo...

a) Processo de isolamento comercial e territorial da Europa


(favorecendo a feudalização);

b) Com a fragmentação do Império Franco, crescia o poder dos


duqueses, marqueses e condes (senhores de terras);

c) Antecedentes do Feudalismo:

- Aliança Francos + Igreja Católica;


- Expansão Muçulmana;
- Isolamento territorial europeu;
- Processo de ruralização;
- Marcas, Ducados e Condados.