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REFERVEDORES

OPERAÇÕES UNITÁRIAS II

DOCENTE: ANA CLÁUDIA GONDIM

DISCENTES: ELISABETE FEITOSA, GABRIEL RODRIG UES, CAROL OLIVEIRA, ANAÍS COUTO E
GUILHERME MOREIRA
REFERVEDORES
SUMÁRIO

1. Definição

2. Tipos de refervedores (Kettle e Termossifão)

3. Critérios de seleção

4. Escoamento bifásico (vertical e horizontal)

5. Mapa de Baker

6. Fração de vazios

7. Perda de carga em refervedores

8. Coeficiente de película

9. Expansão ou desaceleração de ebulição

10. Variação de altura de coluna de líquido

11. Resolução de exercícios

12. Referências

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REFERVEDORES
DEFINIÇÃO

 São trocadores que fornecem energia na forma de vapor para colunas de destilação.

 Sua funcionalidade é fornecer calor para a base da coluna de destilação;

 Esse fluido de base recebe energia sendo transformado em vapor, o qual retorna à coluna de destilação.

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REFERVEDORES
DEFINIÇÃO

Análises térmica e hidráulica são mais complexas, pois:


 Cálculos termodinâmicos são necessários para determinar a composição e outras propriedades dentro
do refervedor;
 O refervedor e as tubulações precisam ser considerados como uma unidade, para determinar a taxa de
circulação, em alguns casos.

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REFERVEDORES
DEFINIÇÃO
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REFERVEDORES
TIPOS DE REFERVEDORES: CIRCULAÇÃO
REFERVEDORES 7
TIPOS DE REFERVEDORES: KETTLE
Casco de TEMA K montado horizontalmente.

Um feixe de tubos composto por tubos em U ou


tubos retos com uma cabeça flutuante de tração
(tipo T), que não é fixado;

O líquido é alimentado por gravidade e flui para


cima através do feixe de tubos, onde a fervura
ocorre na superfície exterior dos tubos.

O vapor e o líquido são separados no espaço acima


do feixe e o vapor flui sobre a cabeça para a coluna,
enquanto o líquido flui sobre um reservatório e é
retirado como produto de fundo.
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REFERVEDORES
TIPOS DE REFERVEDORES: KETTLE

Vantagens:

 Alta taxa de evaporação (até 80%) e são fáceis de manter;

 Confiáveis mesmo em pressões muito baixas (vácuo) ou altas (quase


críticas);

 Opera eficientemente com poucas forças motrizes de temperatura.

Desvantagens:

 As taxas de baixa circulação tornam as caldeiras muito susceptíveis a


incrustações ;

 São caros devido ao seu tamanho e manutenção (devido ao grande casco);

 Apresenta pequena taxa de transmissão de calor;

 Alto tempo de residência na zona de aquecimento.


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REFERVEDORES
TIPOS DE REFERVEDORES: KETTLE

VÍDEO
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REFERVEDORES
TIPOS DE REFERVEDORES: TERMOSSIFÃO

O nome termossifão provém do fato do escoamento, originar-se na diferença de pressão


hidrostática entre a coluna líquida que desce da torre para o refervedor e a corrente
parcialmente vaporizada que retorna à torre.

Do ponto de vista do trocador podem ser horizontais ou verticais, nestes a vaporização ocorre no
lado do casco e naqueles no lado dos tubos.
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REFERVEDORES
TIPOS DE REFERVEDORES: TERMOSSIFÃO VERTICAL

Casco de TEMA E, com feixe de tubos de passe  São normalmente ligados diretamente às
único; colunas de destilação.
O líquido de ebulição flui normalmente através  Para operações de vácuo, o nível de líquido é
dos tubos; tipicamente mantido de 50% a 70% da altura do
tubo para reduzir a elevação do ponto de
Uma mistura de vapor e de líquido é retornada à ebulição;
coluna de destilação, onde ocorre a separação de
fases
A força motriz para o fluxo é a diferença de
densidade entre o líquido de alimentação e a
mistura de duas fases na região de ebulição e na
linha de retorno.
Para operações de vácuo, o nível de líquido é
tipicamente mantido de 50% a 70% da altura do
tubo para reduzir a elevação do ponto de
ebulição;
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REFERVEDORES
TIPOS DE REFERVEDORES: TERMOSSIFÃO VERTICAL

Vantagens
 Menos espaço e tubulação necessária;

 Altas taxas de transferência de calor, por isso, menos energia é utilizada durante
a destilação;

 Baixo tempo de residência na zona de aquecimento;

 Velocidade relativamente elevada tende a minimizar a incrustação.

Desvantagens
 Alto custo para aumentar o nível do líquido, tornando relativamente caros;

 Nos casos de serviço em vácuo ou com fluidos viscosos, necessita-se de


circulação forçada com bombeamento;

 Dificuldade de manutenção e limpeza.


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REFERVEDORES
TIPOS DE REFERVEDORES: TERMOSSIFÃO VERTICAL

VÍDEO
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REFERVEDORES
TIPOS DE REFERVEDORES: TERMOSSIFÃO HORIZONTAL

Empregam geralmente um casco de TEMA G, H ou X; A ebulição ocorre na superfície exterior do


tubo e uma mistura de vapor e líquido é
devolvida à coluna;
Utilizado no caso de grandes vazões que conduzem a
equipamentos grandes;

A circulação é acionada pela diferença de


O feixe de tubos pode ser configurado para uma única passagem densidade, como no termossifão vertical.
ou para múltiplas passagens;

O líquido da coluna é alimentado ao fundo do casco e flui para


cima através do feixe do tubo;

A ebulição ocorre na superfície exterior do tubo e uma mistura de


vapor e líquido é devolvida à coluna;
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REFERVEDORES
TIPOS DE REFERVEDORES: TERMOSSIFÃO HORIZONTAL

Vantagens
 Menos suceptíveis à incrustação;
 Vantajoso para o manuseamento de líquidos de viscosidade moderadamente alta;
 Preferível se a viscosidade do líquido da alimentação exceder 0,5 cp.

Desvantagens
 Baixas taxas de transmissão de calor.
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REFERVEDORES
RECIRCULAÇÃO vs. ÚNICO PASSE
Uma operação única requer linhas de alimentação menores e geralmente fornece uma maior força motriz de temperatura no
refervedor;

O ponto de ebulição do líquido alimentado a um refervedor de recirculação é elevado devido à adição do líquido retornado;

A recirculação também pode resultar em maior incrustação.

Para refervedor do tipo termossifão, a fração de vapor


em peso deve ser limitada a cerca de 25% a 30% de
compostos orgânicos e cerca de 10% para água
(soluções aquosas). Se estes limites não puderem
ser atingidos com um único passe, então um
sistema de recirculação deve ser usado.
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REFERVEDORES
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
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REFERVEDORES
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

 Em algumas aplicações, a escolha do tipo de refervedor é clara. Por exemplo, as impurezas severas ou
os líquidos muito viscosos determinam um refervedor de fluxo forçado.

 Na maioria das aplicações, no entanto, mais de um tipo de refervedor será adequado. Nessas
situações, essas escolhas são geralmente baseadas em considerações de economia, confiabilidade,
controlabilidade e experiência com serviços similares.
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REFERVEDORES
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

São muitos os critérios:

Taxa total de calor requerido;

Fração do líquido da coluna vaporizado;

Tendência à incrustração;

Pressão de trabalho;

Área disponível e outros.


REBOILER
Vaporizador Acoplado ao Fundo da Coluna de Destilação

VAP. TOTAL VAP. PARCIAL (Mist. L+V)

Circulação Forçada (bomba) Circ. Natural


Pequenas instalações Densidade entre líq. do
Líq. viscosos, grade fundo da dest. e a mist. L+V
Perda de carga

Vap. no casco Vap. nos tubos Vap. no casco Vap. nos tubos

Isoterm. Bundle
Incomum Vertical
Delta P.E. Delta P.E.
Ou não Horiz. Vert.
Kettle Tubo longo
Sol. Aq. Sol. Aq. Chiller
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REFERVEDORES
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

Kettle Term. Horizontal Term. Vertical Circulação forçada


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REFERVEDORES
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
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M – MELHOR
B – BOA OPERAÇÃO
O – OPERAÇÃO RAZOÁVEL
R – RISCO NA OPERAÇÃO...
Rg – ARRISCADA
D – DEFICIENTE
C- OPERÁVEL...
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REFERVEDORES
ESCOAMENTO BIFÁSICO

Um escoamento é multifásico quando existe deslocamento simultâneo de fluidos que se


apresentam em fases diferentes. Assim, um escoamento bifásico ocorre quando fluidos em
duas fases diferentes se deslocam simultaneamente.

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REFERVEDORES
ESCOAMENTO BIFÁSICO

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REFERVEDORES
BOLHAS

A fase gasosa se encontra dispersa na fase líquida em forma de


bolhas dispersas, sendo a fase líquida contínua.

Ocorre tipicamente para baixas velocidades superficiais de gás.

É pouca a influência do gás no gradiente de pressão.

No escoamento horizontal, bolhas concentradas na parte superior


da tubulação devido ao efeito gravitacional.

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REFERVEDORES
PISTONADO: SLUG FLOW

Aumentando a velocidade da fase gasosa, as bolhas pequenas se


aglomeram e formam uma bolha de diâmetro similar ao da
tubulação;

Uma fina camada de líquido que escoa para baixo entre as bolhas
e a parede;

Ambas as fases têm influência no gradiente de pressão;

É o mais frequente e complexo, que causa maiores perturbações


aos equipamentos.

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REFERVEDORES
AGITADO: CHURN FLOW

Similar ao pistonado, porém muito mais caótico e desordenado;

Com velocidades de líquido e gás maiores que o anterior, as bolhas se quebram e o fluxo é instável e
desordenado;

Ambas as fases são descontínuas e têm influência no gradiente de pressão.

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REFERVEDORES
ANULAR

Uma fase contínua de gás escoando ao longo do núcleo da


tubulação;

O líquido escoa na periferia do duto, como um filme, carregando


gotas de gás, e o gás no centro, carregando spray de líquido;

Ocorre com altas velocidades e altas concentrações de gás;

O gás tem influência predominante no gradiente de pressão;

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REFERVEDORES
ESCOAMENTO BIFÁSICO

VÍDEO

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REFERVEDORES
MAPA DE BAKER

 O mapa de Baker foi originalmente elaborado em 1954, e posteriormente, modificado por


Scott. É um mapa representativo dos possíveis arranjos de escoamento visto que a
determinação do perfil de escoamento é considerada complexa;

 A utilização deste mapa facilita a compreensão do padrão de escoamento baseado em


parâmetros físicos mensuráveis, como por exemplo o fluxo mássico de cada fase envolvida
no escoamento.

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REFERVEDORES
MAPA DE BAKER

Eixo ordenadas: Gg.

Eixo abscissas: ( Gl . . k)/ Gg

Onde: Gg representa o fluxo mássico de gás ;

Gl representa o fluxo mássico de líquido;

E os valores de e k são determinados por:

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REFERVEDORES
MAPA DE BAKER

Figura XX . Mapa de arranjo de Baker para tubulação horizontal modificado por Scott (1963).

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REFERVEDORES
FRAÇÃO DE VAZIOS

 A fração de vazios corresponde a fração de vapor presente em um escoamento

bifásico.

A previsão da fração de vazio e dos regimes de um escoamento bifásico são essenciais para o
cálculo da queda de pressão e da transferência de calor em um escoamento líquido-gás;

 Importante para controle de processos em plantas de produção química, para transporte de


misturas óleo-gás, equipamentos onde ocorre transferência de calor com mudança de fase, e
nos sistemas de resfriamento de reatores.

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REFERVEDORES
FRAÇÃO DE VAZIOS

As três principais técnicas utilizadas na medição da fração de vazio de um escoamento são:

A absorção radioativa (raios X e gama)

A medição direta de volume (válvulas de fechamento rápido)

A medição de impedância (sensores resistivos e capacitivos).

Um dos métodos é o de Zivi (1964), que considera o princípio da mínima entropia para
escoamentos internos e esta mínima entropia é gerada quando o fluxo de energia cinética no tubo é
mínimo.

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REFERVEDORES
PERDA DE CARGA

TIPO KETTLE E TERMOSIFÃO HORIZONTAL:

 Vaporização ocorre no casco;

 A queda de pressão para a zona de vaporização é calculada introduzindo o peso especifico médio no
denominador da equação (Kern, 1980):

F – fator de atrito
Gs – Vazão por unidade de área
N – número de chicanas
De – Diâmetro hidráulico
Smed – Densidade relativa

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REFERVEDORES
PERDA DE CARGA W – vazão mássica
C – capacidade calorífica
U – Coeficiente de troca térmica
v - volume especifico (1 entrada - 2 saída)
Tipo Kettle e Termosifão horizontal: Ts – temperatura de saturação

 Com a vaporização ocorre a variação da massa especifica e consequentemente a variação do


volume especifico da substancia, com as equações a seguir pode-se obter os valores de "Smed":

FLUXO EM PARALELO FLUXO EM CONTRA-CORRENTE

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REFERVEDORES
PERDA DE CARGA
G – vazão por unidade de área

Tipo Kettle e Termosifão horizontal:

 A perda de carga para escoamento bifásico dentro de


tubos pode ser obtido pela equação a seguir:

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REFERVEDORES
PERDA DE CARGA

Termosifão vertical:

 Vaporização ocorre nos tubos;


 Observando o modelo do termosifão vertical, pode-se perceber a existência de cinco tipos de
resistências principais:

1. Queda de pressão através da tubulação de entrada por atrito;


2. Queda de pressão através do referverdor por atrito;
3. Perda de expansão (ou de aceleração) provocada pela vaporização;
4. Pressão estática de uma coluna de mistura de liquido com vapor no refervedor;
5. Queda de pressão através da tubulação de saída.

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REFERVEDORES
PERDA DE CARGA

Termosifão vertical:

 Os mais significativos e abordados são:

1. Queda de pressão através da tubulação de entrada por atrito;


2. Queda de pressão através do referverdor por atrito;
3. Perda de expansão (ou de aceleração) provocada pela vaporização;
4. Pressão estática de uma coluna de mistura de liquido com vapor no refervedor;
5. Queda de pressão através da tubulação de saída.

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REFERVEDORES
EXPANSÃO OU DESACELERAÇÃO DE EBULIÇÃO

Consiste no processo de desaceleração da ebulição que ocorre quando o líquido arrastado através das bolhas entram
numa região de expansão onde ocorre separação líquido-vapor. Essa expansão causa uma perda de carga na
vaporização.

Perda de expansão devido a vaporização

 A perda de expansão devido a vaporização é considerada igual a duas cargas cinéticas baseadas na
média entre as densidade relativas de entrada e de saída:

 Para altas razões de reciclo e elevadas pressões de operação, a diferença de densidade entre a
entrada e a saída não é muito grande e a referida perda por expansão é desprezível (Kern, 1980).

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REFERVEDORES
EXPANSÃO OU DESACELERAÇÃO DE EBULIÇÃO

 Nos equipamentos de vaporização com circulação  No refervedores com feixe horizontal atravessando a
natural, do tipo refervedor com retorta, há um coluna e refervedores com termosifão horizontal, a
espaço para expansão das bolhas no interior do expansão das bolhas ocorre em um espaço dentro da
casco. Recomenda-se que a linha superior dos coluna de fracionamento.
tubos não ultrapasse 60% do diâmetro interno do
casco.

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REFERVEDORES
VARIAÇÃO DE ALTURA DE COLUNA DE LÍQUIDO

 Consiste na perda de carga devido a pressão estática de uma coluna de mistura de líquidos com vapor no refervedor.

 Peso de uma coluna com uma mistura de liquido e vapor:

 Pode-se supor uma relação linear entre entrada e saída para uma variação de densidade relativa (Kern, 1980):

 A variação de altura de coluna líquida apenas terá influência na perda de pressão quando a carga hidrostática é
considerável para o escoamento do fluido proveniente do refervedor.

Coluna hidrostática desprezível Coluna hidrostática considerável


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REFERVEDORES
CÁLCULO DO COEFICIENTE DE PELÍCULA

PARA COEFICIENTE DE PELÍCULA DOS


REFERVEDORES:

Coeficiente de película máximo de vaporização


permitido para a vaporização com circulação natural
ou com circulação forçada para líquidos orgânicos
vale 300 BTU/h.ft²F.

Coeficiente de película máximo de vaporização para


a circulação natural ou para a circulação forçada de
água em soluções aquosas de baixas
concentrações vale 1000 BTU/h.ft²F.)

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REFERVEDORES
CÁLCULO DO COEFICIENTE DE PELÍCULA

EBULIÇÃO NUCLEADA (faixa de A a C) bolhas se


formam a uma taxa crescente em pontos de nucleação da
superfície aquecida
-Faixa AB: bolhas isoladas formadas separando-se da
superfície e são dissipadas no líquido. A agitação
provocada pelo deslocamento de líquido para a
superfície de aquecimento faz h aumentar com o q”

-Faixa BC: colunas contínuas de vapor no líquido.


Aumenta a temperatura aumenta a taxa de formação de
bolhas.

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REFERVEDORES
CÁLCULO DO COEFICIENTE DE PELÍCULA

Ebulição é um fenômeno complexo, e os coeficientes de transferência de calor de ebulição são difíceis de


prever com precisão.

A ebulição nucleada, é utilizada em recipientes tais como os reboilers tipo Kettle ou os tanques encamisados.

Ebulição Película (convectiva): vaporização ocorre quando o líquido está fluindo sobre a superfície aquecida,
e transferência de calor é realizada tanto por convecção forçada quanto por núcleos de ebulição; como em
uma circulação forçada no reboiler tipo termossifão.

Na região de ebulição nucleada, o coeficiente de transferência de calor é dependente da natureza e condições


da superfície de transferência de calor, e não pode fornecer uma correlação universal de previsões precisas
para todos os sistemas.

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CÁLCULO DO COEFICIENTE DE PELÍCULA

Correlação dada por Foster e Zuber


(1955) pode ser utilizada para estimar
coeficientes de ebulição nucleada:

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REFERVEDORES
CÁLCULO DO COEFICIENTE DE PELÍCULA

Correlacionando pressão reduzida


dada pelo Mostinski (1963), é simples
de usar e dá valores que são realistas,
bem como aquelas dadas pelas
equações mais complexas:

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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL

Um refervedor com termossifão vertical deve proporcionar


40800lb/h de vapor que é constituído quase totalmente por
butano puro. Num dispositivo análogo ao da figura ao lado, a
coluna opera a uma pressão de 275psig, a qual corresponde a
um ponto de ebulição aproximadamente isotérmico e igual a
228ºF. O calor será fornecido pelo vapor de água a 125psig.
Devemos empregar uma razão de recirculação maior ou igual a
razão de 4:1.
Determine o trocador ótimo capaz de satisfazer essa
necessidade. Usaremos tubos BWG 16, com DE igual a ¾ com
um passo triangular de 1in. [3]

Figura XX. Esquema do refervedor com termosifão vertical [3]


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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL

1. Balanço de calor, :

i. Entalpia do líquido a 228ºF e 290 psia = 241 Btu/lb

ii. Entalpia do vapor a 228ºF e 215 psia = 338 Btu/lb Coletadas pela figura 9 do Kern

iii. Butano,

iv. Vapor de água, (Quadro 7. Kern)

Coletada pelo quadro 7 do


Kern
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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL

Entradas: Pressão.

Saída: Entalpia de evaporação

Figura ZZ. Quadro 7 do Kern


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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL

Entradas: Pressão, e temperatura.

Saída: Entalpia.

Figura ZZ. Figura 9 do Kern


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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL

2. Cálculo de Δt: Ebulição isotérmica


Δt = MLDT = 353ºF (vapor a 140 psia) – 228ºF = 125ºF

3. Cálculo da área do Refervedor- Tentativa 1

a) Considerando o fluxo máximo permitido, estabelecemos a área do refervedor:

Kern estabelece que para refervedores


com circulação natural vaporizando
líquidos orgânicos, o fluxo máximo
permitido é de 12 000Btu/hft²
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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL

Supondo tubos de comprimento igual a 16 ft, as especificações dadas (DE ¾ in, BWG 16), o temos o número de
tubos, e que o trocador é de 1 passe (Obtido pelo Quadro 10 do KERN):

b) Para contagem dos tubos (disposições dos espelhos) de 105 tubos, 1 passagem, DE ¾ in, passo triangular com 1
in (Obtido pelo Quadro 9 do KERN), a contagem mais próxima será 109 tubos num casco com DI 13 (1/4) in
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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL

No quadro 10 entra-se com o diâmetro


externo do tube e o código BWG e obtém-
se a espessura de parede, diâmetro
interno, área de escoamento e área por pé
linear.

Figura ZZ. Quadro 10 do KERN.


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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL

No quadro 9 entra-se com o número de


passes e tubos, DE dos tubos e
geometria do passo e obtêm-se DI do
casco e o número de tubos corrigido

Figura ZZ. Quadro 9 do KERN.


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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL

c) Supondo a razão de recirculação mínima de 4:1, faremos uma verificação da razão de recirculação

i. Pressão estática no ramo de ligação do refervedor

ii. Massa específica do vapor de butano


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REFERVEDORES
iii. EXEMPLO:
Volume específico do TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL
vapor de butano:

iv. Volume específico do butano liquido:

v. Vazão de liquido recirculando: 4:1 = 4*40.800 = 163.200 lb/h

vi. Vazão total na saída do refervedor:

Líquido = 163.200 * 0,0372 = 6.100 ft³/h Vapor = 40.800 * 0,44 = 17.950 ft³/h Total = 24.050ft³/h
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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL
vi. Pressão estática no ramo de ligação:

vii. Queda de pressão por atrito no escoamento:

Área do escoamento:
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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL
viii. Para 228ºF, µ=0,242 lb/h.ft² ( Obtida pela Figura 14 do KERN)

ix. Fator de atrito f = 0,000127 ft²/in² (Obtido pela Figura 26 do KERN)


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EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL
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EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL
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EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL
ix. Resistência total: 1,60 + 2,08 psi = 3,69 psi

x. Força motriz:

A força motriz < resistências para recirculação (logo a razão de recirculação será menor do que a
estabelecida, 4:1)

Para balancear essas forças, podemos: 1) reduzir a queda de pressão dos tubos , reduzindo o tamanho dos
tubos ou 2) elevar o nível do líquido na coluna de destilação (Z1), aumentando a força motriz.
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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL
4. Tentativa 2

Supondo tubos de 12 pés, razão de recirculação 4:1

a) Com as especificações dadas (DE ¾ in, BWG 16), o temos o número de tubos, e que o trocador é de 1 passe
(Obtido pelo Quadro 10 do KERN)

b) Para contagem dos tubos (disposições dos espelhos) de 140 tubos, 1 passagem, DE ¾ in, passo triangular
com 1 in (Obtido pelo Quadro 9 do KERN), a contagem mais próxima será 151 tubos num casco com DI 15
(1/4) in
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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL
4. Tentativa 2

i. Pressão estática no ramo de ligação:

ii. Queda de pressão por atrito no escoamento:

Área do escoamento:
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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL
iii. Para 228ºF, µ=0,242 lb/h.ft² (Obtido pela Figura 14 do KERN)

iv. Fator de atrito f = 0,000135 ft²/in² (Obtido pela Figura 26 do KERN)

v. Resistência total: 1,20 + 0,88 psi = 2,08 psi

vi. Força motriz:


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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL
4. Cálculo do Coeficiente de Película

Fluido Frio: lado dos tubos, butano

Considerando a velocidade de entrada do butano, o coeficiente de ebulição do butano pode ser ´calculado como
no caso de circulação forçada
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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL
Fluido Quente: lado do casco, vapor de água

5. Cálculo do Coeficiente de película para vapor de água saturado

ho=1500 BTU/h ft ºF

Os coeficientes de transferência de calor associados à condensação do vapor, são muito elevados em comparação
com qualquer temos estudado até agora. É costume de adotar um valor conservador convencional para o
coeficiente de filme, ao invés de consegui-lo por cálculo. Para vapor de água relativamente livre de ar, será usado
um valor de 1500 Btu / (h) (ft *) (F) para a condensação do vapor, independentemente da sua localização. Então,
hi = ho = hio = 1500.” (Kern)
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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL
6. Cálculo do Coeficiente global limpo, Uc:

7. Cálculo do Coeficiente global de projeto, Ud:

i. a’’ = 0,1963 ft²/ft linear


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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL
8. Cálculo do Fator de incrustação, Rd:

9. Cálculo da Queda de pressão:

A queda de pressão através do refervedor foi calculada =0,88 psi. A carga devido a altitude z1 será 12 ft
(comprimento do tubo). A queda de pressão no casco usando-se placas de apoio semicirculares é desprezível.
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REFERVEDORES
EXEMPLO: TERMOSSIFÃO COM REFERVEDOR VERTICAL

RESUMO

PARÂMETROS CASCO TUBO

h externo 1500 248

Uc - 213

Ud - 89

Rd - calculado 0,0065

Rd - necessário 0,004 – 0,006

ΔP calculada Desprezível 0,88

ΔP permitida Desprezível 0,88

Tabela 2: Resumo dos parâmetros calculados


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REFERVEDORES
CURIOSIDADES
• Limpeza com Varetamento:

VÍDEO
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REFERVEDORES
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. ANICETO, P. H. S.; AZEVEDO, L. F. A. Desenvolvimento de técnica baseada em fluorescência para medição de


escoamento bifásico em regime de golfada. 2007. Dissertação (Mestrado em Engenharia Mecânica)-PUC Rio, Rio de
Janeiro, 2007. Acesso em: 18 de março de 2017;

2. Process Heat Transfer. Principles, Applications and Rules of Thumb - Robert Serth

3. KERN, D. Q. Processos de Transmissão de Calor. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Dois, 1980;

4. "Equipamentos de troca térmica". Disponível em: <http://essel.com.br/cursos/material/03/CAP8C.pdf>. Acessado em


17/03/2017.

5. Permutadores de Calor- Informações Técnicas. Disponível em < http://www.trocalor.com.br/pdf/cascotubo-rev4-2.pdf >


Acessado em 18/03/2017.

6. Vídeo limpeza com hidrojato. Disponível em < https://www.youtube.com/watch?v=08xWDa9sgOQ > Acessado em 18/03/2017.

7. Revisão bibliográfica – Sistema Maxwell. PUC-Rio. Disponível em< https://


www.maxwell.vrac.puc-rio.br/15125/15125_3.PDF > Acessado em 18/03/2017.

8. Tube-side heat-trasfer curve. (Adopted from Sider and Tate.)