You are on page 1of 17

Módulo 2 – O Dinamismo

Civilizacional da Europa Ocidental


nos Séculos XII e XIV

Daniel Lourenço
 Unidade 1 – A Identidade civilizacional da Europa Ocidental;

Unidade 2 – O Espaço Português – A Consolidação de um

Daniel Lourenço
Reino Cristão;

Unidade 3 – Valores, Vivências e Quotidiano;


O Espaço Português – A
Consolidação de um Reino Cristão
Ibérico

Daniel Lourenço
2.1 - Fixação do Território
Reconquista Cristã na Península Ibérica – Entre 718 e 1492

Vinda de Cruzados de Diferentes Pontos da Europa:


Entre eles:

Daniel Lourenço
 D. Henrique de Borgonha; Foram recompensados pelo serviço
 D. Raimundo de Borgonha; prestado
Fixação do Território
1112 – Morte do Conde D. Henrique

D. Afonso Henriques consegue tornar-se o primeiro rei de Portugal mas, antes


disso, trava uma batalha contra 3 frentes:
 Contra a própria mãe (D. Teresa) – Batalha de S. Mamede (1128);

Daniel Lourenço
 Contra Afonso VII de Leão e Castela (1143 – Conferência de Zamora);
 Contra os Muçulmanos (Lisboa, Alcácer do Sal e Évora).
Reis com um Papel Preponderante na
Reconquista

Daniel Lourenço
Fases da Reconquista Cristã

Daniel Lourenço
Estabelecimento Definitivo de Fronteiras

O fim da Reconquista (1249) não


coincidiu com o estabelecimento
definitivo de fronteiras.

 1252;

Daniel Lourenço
 1253;
 1267;
 1297 – Tratado de Alcanizes;

Portugal assistia à demarcação das


suas fronteiras, tornando-se, desde
então, o país da Europa que
apresenta as fronteiras mais antigas
e estáveis.
Reconquista

 Significa, por um lado, a efectiva reconquista (recuperação de


território);
 E por outro lado, uma guerra Santa contra os muçulmanos;

Daniel Lourenço
2.2 – O País Rural e Senhorial

Senhorios – Formara-se a partir da conquista de terras aos Muçulmanos

 Reguengos- Terras do rei;


 Honras- Terras “honradas” pela presença de um nobre;

Daniel Lourenço
 Coutos – Terras sobre a posse da Igreja.
Poder Senhorial

Grandes Senhores » Detinham um enorme poder económico e político.

Características e Poderes conferidos aos Senhores:


• Possuir armas e comandar exércitos;
• Receber multas judiciais relativas ao exercício da justiça;

Daniel Lourenço
• Cobrar exigências fiscais.

Em suma, o poder senhorial foi se tornando mais vasto e, aos poucos,


associou-se ao poder administrativo (bannus) que consiste no exercício de
poderes públicos originalmente pertencentes ao rei.
Exploração Económica do Senhorio
O Senhor detinha dois tipos de poderes sobre o senhorio:
• O Poder Senhorial (natureza política);
• O Poder Económico (posse e exploração das terras);

O Poder económico exercia-se sobre diferentes partes do seu domínio:

Daniel Lourenço
• A Quintã (reserva ou paço);
• Casais ou Vilares (mansos);

Sobre a dependência do Senhor estava um largo número de homens:


• Herdadores;
• Colonos;
• Servos;
• Escravos;
• Assalariados.
Daniel Lourenço
2.4 – O Poder Régio, Fator Estruturante
da Coesão Interna do Reino
Século XIII » A Identidade Nacional ainda era uma ideia pouco nítida, tendo
em conta que o país era composto por um conjunto de senhores e conselhos
que beneficiavam de privilégios próprios.

Daniel Lourenço
A coesão interna era conseguida através da monarquia feudal, que obedecia
aos seguintes pressupostos:
 O rei era o senhor mais poderoso do reino. Os nobres e clérigos eram
seus vassalos e os restantes habitantes seus súbditos;
 Enquanto senhor feudal, o rei exigia rendas e prestações públicas nos
reguengos, nos alódios e nos concelhos;
 Relação de troca entre o rei e os vassalos que acabou por conduzir ao
aparecimento da corte de vassalos;
 O reino português era encarado como um território privado ou um
património herdado que era transmitido ao filho primogénito;
Passagem da Monarquia Feudal para a
Monarquia Centralizada
Os reis de Portugal fundamentavam o seu poder na doutrina do direito divino
e assumiam como principais funções:
 A chefia militar;
 A manutenção da paz e da justiça (o rei era o juiz supremo);
 A cunhagem da moeda e a sua desvalorização.

Daniel Lourenço
Desde o século XIII, os monarcas portugueses esforçaram para somar às suas
funções originais a supremacia sobre todas as ordens sociais. Nesse sentido
foram promulgadas:
 As Leis Gerais (1211 – D.Afonso II) que impuseram a todos a mesma
legislação (inspiradas no Direito Romano), colocada acima das jurisdições
senhoriais e concelhias;
 As Sisas Gerais (1387) – Impostos sobre a compra e venda de bens que
recaíam sobre todos.
Intervenção Real na Administração
Central
A nível local, o reforço do poder do rei tomou duas formas:

1. Nas terras sobre dependência direta da Coroa foi estabelecida uma


nova organização e foram criados novos cargos a partir dos quais se
aplicava a justiça e se exigiam as rendas e os tributos (em nome de
Sua Majestade);

Daniel Lourenço
2. Nos concelhos, o rei fez-se representar por vários cargos:
 Alcaide-mor;
 Almoxarife;
 Corregedor e juízes de fora;
 Vereadores.
Esta organização não anulou por completo a autonomia dos concelhos.
Medidas Régias de Combate à Expansão
Senhorial
Principais problemas inerentes ao poder senhorial:
 Os senhores livravam-se, através de imunidades, de pagamentos ao fisco
e exerciam poderes públicos que pertenciam ao rei;
 Os senhores expandiam os seus territórios à custa da ocupação de
territórios régios (reguengos);

Daniel Lourenço
Para contrariar a situação, os monarcas estabeleceram medidas como:
 Leis de Desamortização (1211);
 Confirmações Gerais (1217-1221);
 Inquirições (1220).

Por vezes, a tentativa régia de controlar os poderes senhoriais atingia


contornos de uma verdadeira luta, em que o Papa vigente detinha a última
palavra (caso de D. Sancho II).