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Curso de Homeopatia

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Módulo 2 – Fundamentos da Homeopatia


Fundamentos

• A homeopatia fundamenta-se num trabalho de natureza científica


com cerca de dois séculos, consequência das investigações efetuadas por
inúmeros experimentadores que ingeriram substâncias em dose não letal e
registaram meticulosamente os sintomas produzidos, e ainda de registos
toxicológicos – quadros sintomáticos obtidos pela ingestão voluntária ou
involuntária de substâncias, como o arsénico – e observação de curas
clínicas.

Nascem assim as Matérias Médicas, que são numa definição simplista,
registos de sintomas.
Repertorio

• Com o aumento incessante do número de medicamentos


experimentados, face às limitações humanas no concernente à
memória – é praticamente impossível um homeopata dominar
cabalmente as muitas patogenesias descritas –, realizaram-se
Repertórios, índices de sintomas, coligidos das Matérias Médicas.
• Com mais de 1000 medicamentos descritos nas Matérias Médicas, estas
são forçosamente complementadas pelos Repertórios, que são índices
de sinais e sintomas, organizados em capítulos, rubricas e sub-
rubricas.
• A medicina alopática utiliza antídotos – a diarreia
é tratada com um medicamento que produz
obstipação (prisão de ventre ou constipação
intestinal) –, enquanto que a homeopatia utiliza
uma dose mínima da substância – de modo a que
a sua toxicidade seja eliminada –, que provoca
o mal que se pretende tratar.

Princípios

•São três os grandes princípios da doutrina


homeopática:

• Similitude,
• Globalidade e
• Infinitesimalidade.
Princípio da Similitude

• Foi Hipócrates, no séc. IV a.C., quem teorizou a partir da


observação, que a cura pode ser provocada quer pela lei dos
semelhantes quer pela dos contrários.

Hahnemann, na sequência da experimentação de diversas substâncias e
após ter descoberto que a quina, que destrói a febre, a
provoca no indivíduo são, concretizou o princípio normalmente referido
como “Similia Similibus Curantur”, ou seja, os semelhantes são
curados pelos semelhantes.
• Os sintomas de uma determinada doença são curados pela
substância altamente diluída, que produz num corpo são,
sintomas artificiais semelhantes aos da doença, quando
administrada em dose ponderal.
• Toda a substância capaz de provocar determinados sintomas
num indivíduo são, faz com que estes desapareçam num
organismo doente.
• Não se trata de combater a doença com a própria
doença, mas com algo que se comporta da mesma
forma que ela.
O simillimum representa sempre a esperança de
cura do paciente e é o medicamento onde os
sintomas totais apresentados pelo doente encontram
correspondência na respectiva patogenesia.
Estudo de Casos: Asma
• Antonio, apresentou-se a uma consulta homeopática queixando-se de acessos de asma, que
começam por volta da meia noite e duram normalmente até às três horas da manhã.
Após interrogatório, manifestou ter um intenso medo da morte, principalmente quando está
sozinho, que é mais evidente
durante os acessos de asma e que agrava quase sempre entre a uma hora e as três horas da
manhã. Tem medo de fantasmas, especialmente à noite, quando apaga a luz para dormir.
O seu estado psíquico sofre alterações bruscas: um dia está excitado e agitado, para no
outro estar deprimido e melancólico.
Estas modificações de humor surgem, por vezes, no mesmo dia.
Toma medicamentos que lhe foram receitados pelo seu médico de família, mas está convicto
de que nunca o irão curar.
É um indivíduo magro, de face marcadamente angulosa e pálida.
• Este é nitidamente um tipo Arsenicum Album, de similitude perfeita.
Estudo de Casos:
• Por vezes, apenas uma parte do quadro sintomático é encontrada na lista de sintomas do remédio mais
adequado disponível na Matéria Médica.
• Beto tem sensações corporais estranhas. Por vezes sente-se desmaiar, o que faz com que se levante
da cama ou da cadeira onde está sentado para caminhar. Sente palpitações intensas, que o levam a
pensar que está à beira de um ataque cardíaco, fato que também o faz movimentar agitadamente.

Fica apreensivo quando tem uma entrevista ou tem de participar em qualquer evento que o afaste de
casa e do seu círculo de ação normal. Em determinadas alturas tem medo da morte e pensa que vai
morrer. Chega mesmo a predizer o dia em que isso
vai acontecer.
Tem medo de andar sozinho, de sair de casa, de multidões.
• Tremores da língua e das pernas e dores de cabeça terríveis, sempre que trabalha mais
intensamente. Fica aliviado quando a amarra fortemente com um pano.

A maioria dos sintomas pertence ao quadro de Gelsemium, mas estão
presentes outros, nomeadamente, de Argentum Nitricum e Aconitum Napellus
• Um terapeuta pluralista, no caso de Beto, poderia receitar
os três medicamentos:
• Gelsemium, Argentum Nitricum e Aconitum.

• Já o Unicista: O Repertório Homeopático, utilizado


conjuntamente com a Matéria Médica Homeopática assistirá
o homeopata na busca da substância cuja patogenesia se
identifique mais com o quadro sintomático do paciente.
Estudo de Casos: Pele

• Carlos tem uma pele muito seca e doentia. Estão constantemente a surgir erupções
escamosas, em vários locais do corpo. Tem prurido, que agrava com o calor do leito.

É um idealista, cheio de teorias filosóficas, que julga inabaláveis.

Não gosta de tomar banho e quando o faz os seus padecimentos são agravados.
Tem diarreia, por volta das 5 horas da manhã, o que o obriga a ir urgentemente ao
banheiro.
• Utilizando o Repertório Homeopático Digital de Ariovaldo
Ribeiro Filho, destacamos os seguintes sintomas – este
procedimento só será entendido pelo leitor, quando se consagre ao
estudo do Repertório e da Repertorização:

1 – MENTAL – FILOSOFIA – devaneios filosóficos, grande inclinação a
2 – MENTAL – LAVAR – aversão a lavar-se
3 – RETO – DIARREIA – manhã – 5 h
4 – PELE – ERUPÇÕES - ESCAMOSAS
5 – PELE – PRURIDO – aquecer-se – cama, na
6 – PELE – SECA
7 – GENERALIDADES – BANHAR_SE, lavar-se –agr.
• Os 12 primeiros resultados por cobertura foram:
1 – sulph.; 2 – phos.; 3 – calc.; 4 – rhus-t.; 5 – sep.; 6 – clem.;
7 – psor.; 8 – ant-c.; 9 – mez.; 10 – merc.; 11 – kali-c.; 12 – nat-m.
• Já na Materia Médica:
• Comparando os resultados com a Matéria Médica, chegamos
à conclusão de que o simillimum é Sulfur – estamos novamente
perante uma similitude perfeita.
• Repertório e Matéria Médica complementam-se na pesquisa do medicamento curador.
Princípio da Globalidade
• A Homeopatia encara o ser humano duma forma global e este é
estudado na sua totalidade.
O homem é considerado em todas as suas vertentes. Ele é o medo, a
tristeza, a ansiedade, a excitação sexual, a ausência de libido, a astenia e a
fadiga, as relações laborais, familiares, sociais, os distúrbios de memória,
cognitivos, o sono reparador ou não, a insónia, os sonhos, sensações,
ilusões e delírios, a sede e o apetite, as febres, dores de cabeça, estômago,
as lesões orgânicas, os transtornos funcionais, os transtornos e traumas
recentes e/ou passados.
• Estes exemplos ambientam-nos na globalidade do nosso ser e consciencializam-nos
para o fato de ser esta a totalidade que reage às agressões interiores ou externas.
Encará-la como mera acumulação de partes isoladas é uma fuga à realidade com o
intuito de facilitar a atividade terapêutica.
• É também em função dela, que é prescrito o simillimum.
Não há Doenças, só há Doentes:

• Em homeopatia não há doenças, só há doentes. Por isso,


Hahnemann considerava uma verdadeira “heresia” afirmar que
damos
determinado remédio nesta ou naquela patologia, como a
Ipeca ou a
Drosera para a tosse, a Ignatia para a distonia neurovegetativa
e Lachesis para os distúrbios da menopausa.
Praticar a homeopatia nesta última formulação é confundi-la
por identificação de métodos, com a medicina alopática.
Princípio da Infinitesimalidade

• A infinitesimalidade é um corolário direto e imediato da similitude.


Os medicamentos homeopáticos são essencialmente utilizados em doses de altas
diluições, por duas razões fundamentais:

As substâncias utilizadas em dose ponderal, podem em alguns casos apresentar um
grau de toxicidade capaz de maior ou menor agressão ao organismo do paciente, pelo
que, submetendo-as a diluições sucessivas anulamos os efeitos indesejáveis,
enquanto a ação terapêutica se mantém;

• Quanto maior a diluição mais profundo e duradouro é o efeito do medicamento, e


isto, desde que corretamente prescrito.
Doses

• As principais doses altamente diluídas –


hahnemannianas –, são as decimais e as centesimais .

• O remédio homeopático é o resultado de um produto


inicial submetido a diluições sucessivas, acompanhadas
simultaneamente de agitação e ritmo.