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DOENÇA DO REFLUXO

GASTROESOFAGICO
DEFINIÇÃO

Afecção crônica decorrente do fluxo


retrógrado de parte do conteúdo
gastroduodenal para o esôfago e órgãos
adjacentes a ele, acarretando um espectro
variável de sintomas e sinais esofagianos e
extra-esofagianos, associados ou não a
lesões teciduais
EPIDEMIOLOGIA
• 19,8% da população americana
• Aumenta progressivamente após os 40 anos
• Obesidade propicia a ocorrência de refluxo
• Afeta ambos os sexos
• Ocorrência mais freqüente em parentes de
primeiro grau
• Erradicação do H. pylori piora o quadro de
DRGE
ELEMENTOS DE CONTENÇÃO DA
SECREÇÃO DO ESTÔMAGO
ANATÔMICOS FISIOLÓGICOS

1-Entrada oblíqua do 1- Pressão do EIE


esôfago 2- Clareamento
2- Roseta da mucosa esofágico
gástrica no cárdia 3- Resistência da mucosa
3- Elementos de fixação esofágica
do estômago 4- Volume gástrico
4- Prega de gubaroff 4- Tempo de
esvaziamento gástrico
FISIOPATOLOGIA

Relaxamento transitório do EIE


Incompetência do diafragma crural
Clareamento esofágico
Saliva
Capacidade defensiva da mucosa
Natureza e volume do material refluído
FATORES PREDISPONENTES

• Hérnia hiatal
• Aumento da pressão intra-abdominal
• Colagenose
• Sonda nasogástrica
• Medicamentos e alimentos
• Helicobacter pylori
DIAGNÓSTICO

• Exame endoscópico
• Exame radiológico contrastado de esôfago
• Exame Anamnese
• cintilográfico
• Manometria esofágica
• pHmetria prolongada
• Teste terapêutico
ANAMNESE
• Pirose e regurgitação ácida
• Sensação de queimação retroesternal que se irradia
do manúbrio esternal à base do pescoço
• Ocorre entre 30 e 60 minutos após a alimentação
• Pode ocorrer com o decúbito
• Piora com situações que aumentem a pressão
intra-abdominal
MANIFESTAÇÕES ATÍPICAS DA
DRGE
ESOFÁGICA OTORRINO
Dor torácica retroesternal Rouquidão
Globus histericus Pigarro
Laringite posterior crônica
PULMONAR Sinusite crônica
Asma Otalgia
Tosse crônica
Hemoptise ORAL
Bronquite Desgaste no esmalte dentário
Bronquiectasia Halitose
Pneumonias de repetição Aftas
CONSEQUENCIAS DO REFLUXO

• ESOFAGITE
• ÚLCERA ESOFÁGICA
• ESTENOSE PÉPTICA
• ESÔFAGO DE BARRET
CLASSIFICAÇÃO DE SAVARY-
MILLER MODIFICADA
0 – normal
1 – Uma ou mais erosões lineares ou ovaladas em uma única
prega longitudinal
2 – várias erosões situadas em mais de uma prega
longitudinal,confluentes ou não, mas que não ocupam
toda a circunferência do esôfago
3 – erosões confluentes que se estendem por toda a
circunferência do esôfago
4 – lesões crônicas: úlcera, estenose, isoladas ou associadas às
lesões nos graus 1 e 3
5 – epitélio colunar em continuidade com a linha Z:
circunferencial ou não, de extensão variável, associado
ou não a lesões de 1 a 4
CLASSIFICAÇÃO DE LOS ANGELES

A – uma ou mais erosões menores do que 5mm


B - uma ou mais erosões maiores do que 5mm em
sua maior extensão, não-contínuas entre os ápices
de duas pregas esofágicas
C – erosões contínuas (ou convergentes) entre os
ápices de pelo menos duas pregas, envolvendo
menos do que 75% do órgão
D – erosões ocupando pelo menos 75% da
circunferência do órgão
COMPLICAÇÕES

• Esôfago de Barret
• Estenose
• Úlcera
• Sangramento esofágico
ESÔFAGO DE BARRET

Substituição do epitélio estratificado e


escamoso do esôfago pelo epitélio de
células intestinalizadas ou mistas, em
qualquer extensão do órgão. Quando esse
segmento é inferior a 3cm denomina-se
Barret curto. Tem risco potencial de
desenvolvimento de adenocarcinoma do
esôfago ( 0,2 a 2,1% ao ano )
TRATAMENTO

• CLÍNICO
• CIRÚRGICO
TRATAMENTO CLÍNICO

• Medidas dietéticas
• Medidas comportamentais
• Bloqueadores H2
• Inibidores da bomba de prótons
• Procinéticos
• Antiácidos