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Inteligência Artificial

Computação Nebulosa (Fuzzy)


Introdução
Computação Nebulosa

• Princípio da Incompatibilidade de Zadeh:


— “conforme a complexidade de um sistema aumenta, nossa
capacidade de fazer declarações precisas e significantes sobre
seu comportamento diminui até um limite em que precisão e
significado se tornam mutuamente exclusivos.”
• Para que computadores possam resolver problemas que seres
humanos possam resolver, é preciso, às vezes, abrir mão da
precisão e rigor matemáticos, admitindo falhas e verdades parciais.
Computação Nebulosa

• Lógica Nebulosa (Zadeh, 1965):


— Abordagem proposta para resolver problemas em que significado
é mais importante que precisão.
— Permite tratamento baseado em valores qualitativos e não
quantitativos, utilizando as chamadas variáveis linguísticas, não
numéricas, para representar problemas e as regras utilizadas
para resolvê-los.
Conjuntos Nebulosos

• Conjunto (clássico): coleção de objetos de qualquer tipo,


caracterizado por um predicado P(x)
— C1 = {x | P(x)}
— C2 = { x | x  }
• Dado um valor de x, o predicado retorna 1(verdadeiro) (elemento
pertence ao conjunto) ou 0 (falso) (elemento não pertence ao
conjunto), ou seja, {0,1}.
• Em um conjunto nebuloso, o predicado retorna um valor entre zero e
um: [0,1].
Conjuntos Nebulosos

• Conjunto clássico (a) e nebuloso (b)


Conjuntos Nebulosos

• O predicado, que para um dado x, retorna um valor [0,1] é chamado


tipicamente de função de pertinência. O retorno é chamado de
pertinência de x ao conjunto em questão.
• A pertinência de elemento x a um conjunto nebuloso A é denotada
por μA(x). Algumas definições utilizadas em conjuntos nebulosos.
— Suporte: o conjunto de pontos em que μA(x) é positivo.
— Crossover point: elemento x tal que μA(x) é 0,5.
— Fuzzy singleton: um conjunto nebuloso cujo suporte é um único
elemento.
Função de Pertinência

• Conjunto nebuloso (a) e singleton (b)


Função de Pertinência

• Tipicamente se usam
funções trapezoidais ou
em formato de sino, que
parecem representar com
mais fidelidade o
conhecimento humano
sobre um significado.
Operações sobre Conjuntos Nebulosos

• Os conjuntos nebulosos
possuem as operações de
complemento, união e
intersecção como os
conjuntos clássicos.
— Consideremos para
exemplo os seguintes
conjuntos:
Operações sobre Conjuntos Nebulosos

• O complemento de um conjunto é dado pela seguinte operação


em sua função de pertinência: μA(x) = 1 - μA(x)
Operações sobre Conjuntos Nebulosos

• A operação A ∩ B é dada por um operador chamado T-norma


T(a,b). A T-Norma pode ser qualquer operação sendo que:
— T(1, x) = x
— T(x, y) = T(y, x)
— T(x, T(y, z)) = T(T(x, y), z)
— w <= x e y <= z então T(w, y) <= T(x, z)
Operações sobre Conjuntos Nebulosos

• Algumas das possíveis operações (e tipicamente usadas) para


calcular A ∩ B:
Operações sobre Conjuntos Nebulosos

• Um elemento deve pertencer


a A ∩ B se ele pertencer a:

A e B.

Neste caso, temos o conceito


de que algo é “FRIO E
MORNO”, usando T-Norma
como mínimo:
Operações sobre Conjuntos Nebulosos

• A operação A  B é dada por um operador chamado T-Conorma


S(a,b). A T-Conorma pode ser qualquer operação sendo que:
— S(0, x) = x
— S(x, y) = S(y, x)
— S(x, S(y, z)) = S(S(x, y), z)
— w <= x e y <= z então S(w, y) <= S(x, z)
Operações sobre Conjuntos Nebulosos

• Algumas das
possíveis operações
(e tipicamente
usadas) para calcular
A  B:
Operações sobre Conjuntos Nebulosos

• Um elemento deve pertencer a A  B se ele pertencer a A ou a B.


Neste caso, temos o conceito de que algo é “MORNO OU
QUENTE”, usando T-Conorma como máximo: