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Capítulo 2

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
A SEREM ANALISADAS

DISCIPLINA: Análise das Demonstrações Contábeis


CURSO: Ciências Contábeis
TURMA: 4º Período
DOCENTE: Lívia Miranda
Eunápolis (BA)
Julho de 2018
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AULA 6
Conteúdo do Capítulo
2.1 Noções Introdutórias.
2.1.1 Obrigatoriedade dos Relatório Contábeis;
2.1.2 Alterações pela Lei 11.638/07 e 11.941/09;
2.2 Balanço Patrimonial (BP);
2.3 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e Demonstração do
Resultado Abrangente;
2.4 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) e
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL);
2.5 Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) e Demonstração das
Origens e Aplicação dos Recursos (DOAR);
2.6 Demonstração do Valor Adicionado (DVA);
2.7 Notas Explicativas (NE), incluindo a descrição das práticas contábeis;
2.8 Complementação às Demonstrações Contábeis: Relatório da
Administração e Parecer de Auditoria.

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AULA 6
Noções Introdutórias
As empresas, de um modo geral, divulgam informações
contábeis e financeiras aos interessados pelo seu
desempenho econômico.

O principal grupo ao qual se destinam as informações


contábeis são os acionistas, investidores e credores.

Esses dados podem ser divulgados através das


demonstrações financeiras, (também chamadas
demonstrações contábeis ou relatórios contábeis) e dados
complementares (notas explicativas).
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AULA 6
RELATÓRIOS CONTÁBEIS
Obrigatoriedade
RELATÓRIO CONTÁBIL é a exposição, apresentada
periodicamente aos interessados, de forma resumida e
ordenada dos dados colhidos pela Contabilidade.

Estes podem ser:

Obrigatórios
Não obrigatórios

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AULA 6
RELATÓRIOS CONTÁBEIS
Obrigatoriedade

Relatórios Contábeis Obrigatórios

• São aqueles exigidos pela Lei das Sociedades por Ações


(Lei 6.404/76) e pela Lei 11.638/07, sendo conhecidos
como “demonstrações financeiras” ou “demonstrações
contábeis”.
• São exigidos na totalidade para as sociedades anônimas
e, parte deles, estendida a outros tipos societários,
através do Imposto de Renda.
• Lei nº 10.406/02 – Código Civil.
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AULA 6
RELATÓRIOS CONTÁBEIS
Obrigatoriedade

Relatórios Contábeis Não Obrigatórios

Evidentemente, são aqueles não exigidos por lei. Não fazem


parte da estrutura básica das Demonstrações Financeiras
que devem ser elaboradas para efeito de divulgação, o que
não significa que sejam menos importantes. Há relatórios
não obrigatórios imprescindíveis para a administração
interna da empresa.

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AULA 6
RELATÓRIOS CONTÁBEIS

Obrigatoriedade
No Brasil, as sociedades anônimas de capital aberto, na Bolsa de
Valores, são obrigadas a publicar seus relatórios contábeis, também
conhecidos como demonstrações financeiras, até o dia trinta de abril de
cada ano e são fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários –
CVM e serão obrigatoriamente auditadas por auditores independentes,
registrados na mesma comissão (Parecer de Auditoria).

A CVM é uma autarquia federal, criada com o objetivo de fiscalizar,


regulamentar e desenvolver o mercado de valores mobiliários,
visando ao seu fortalecimento. Uma de suas principais atribuições é
proteger o pequeno investidor, de modo a garantir o cumprimento da
legislação que disciplina as diversas modalidades de investimentos
que são apresentadas e vendidas a pessoas comuns. 7
AULA 6
RELATÓRIOS CONTÁBEIS

Obrigatoriedade
A Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/76),
estabelece que , ao fim de cada exercício social (ano
civil), a diretoria fará elaborar, com base na
escrituração contábil, as Demonstrações Financeiras
(ou Contábeis), que veremos a seguir, já em
conformidade com as alterações feitas pela Lei
11.638/2007:

Há dois tipos principais: as sociedades anônimas (S.A) e as sociedades


por quotas de responsabilidade limitada Ltda.

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AULA 6
RELATÓRIOS CONTÁBEIS
Obrigatoriedade
Sociedade Anônima Sociedade Anônima
de Capital Aberto de Capital Fechado
• BP
• BP
• DRE
• DRE
• DLPA /DMPL
• DLPA /DMPL
• DFC
• DFC (somente se na data do balanço
• DVA apresentar PL acima de 2 milhões de reais)
• Notas Explicativas • Notas Explicativas
• Parecer dos Auditores
Independentes
• Relatório da Administração
Sociedades Limitadas
-BP
-DRE
-DLPA
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AULA 6
RELATÓRIOS CONTÁBEIS

Obrigatoriedade
S.A. de Capital Aberto - são as empresas que emitem títulos (ações) a serem
negociados em Bolsa de Valores ou em Mercado de Balcão (corretoras, instituições
financeiras), que possuem registro na CVM e ainda contem com uma instituição
financeira que realize a intermediação.

S.A. de Capital Fechado - são as empresas cujas ações estão normalmente divididas
entre poucos acionistas. A pessoa física que quiser comprar essas ações, terá de
convencer um dos atuais acionistas a vendê-las e irá precisar fazer uma escrituração
da transferência da propriedade das ações no livro de transferência de ações
nominativas da companhia.

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AULA 6
RELATÓRIOS CONTÁBEIS
Obrigatoriedade
Sociedade Limitada (Ltda.) – são as empresas constituídas por duas ou
mais pessoas, formando uma sociedade, através de um contrato social,
onde esse, por sua vez, será dividido em cotas de capital, o que indica
que a responsabilidade pelo pagamento das obrigações da empresa, é
limitada à participação dos sócios ou quotistas.

As sociedades sob controle comum, que tiverem no exercício


social anterior ativo total superior a 240 milhões de reais ou
receita bruta anual superior a 300 milhões de reais, são
consideradas sociedades de grande porte.
Aplicam-se a estas, ainda que não constituídas sob a forma de
sociedades por ações, as disposições da Lei, sobre
escrituração e elaboração das demonstrações financeiras.
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AULA 6
Promulgação das Leis nos 11.638/07 e 11.941/09 (MP 449/08) e a
independência da contabilidade brasileira

AULA 6
RELATÓRIOS CONTÁBEIS
Obrigatoriedade
O tratamento das demonstrações financeiras, varia de acordo
com o tipo de constituição de sociedade empresarial, como
veremos:

Sociedades Limitadas

• Não precisa publicar em jornal;


• Deverá apresentar as Demonstrações
Financeiras com o Imposto de Renda, para atender ao Código
Civil e as Normas Brasileiras de Contabilidade.
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AULA 6
RELATÓRIOS CONTÁBEIS
Obrigatoriedade
Sociedades Anônimas ou Grandes Limitadas

• Deverá publicar as Demonstrações Financeiras no Diário Oficial e em


outro jornal de grande circulação;
• Publicação semestral;
• As Demonstrações Financeiras de cada exercício devem ser publicadas
com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do
exercício anterior. (comparabilidade)

As S.A.´s de Capital Aberto observarão, ainda, as normas expedidas pela


CVM e serão obrigatoriamente auditadas por auditores independentes,
registrados na mesma comissão (Parecer de Auditoria).
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AULA 6
RELATÓRIOS CONTÁBEIS
Obrigatoriedade
Complementação às Demonstrações Financeiras

 Notas explicativas
Devem complementar, juntamente com outros quadros analíticos ou
demonstrações contábeis, as demonstrações financeiras, servindo para
esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício.

 Parecer dos auditores


– As empresas auditadas apresentam parecer do auditor, onde ele expressa
ter feito um exame nas Demonstrações Financeiras, efetuado de acordo com
os padrões de auditoria geralmente aceitos;
– O Auditor emite sua opinião informando se as Demonstrações Financeiras
representam adequadamente a Situação Patrimonial e a Posição Financeira
na data do exame. Informa se as Demonstrações Financeiras foram
levantadas de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e
se há uniformidade em relação ao exercício anterior. 15
AULA 6
RELATÓRIOS CONTÁBEIS
Alterações oriundas das Leis 11.638/07 e 11.941/09
• Propôs mudança na estrutura das demonstrações contábeis, como ocorre
no Balanço Patrimonial e na Demonstração do Resultado do Exercício;

• Determina a adoção da Demonstração do Fluxo de Caixa para as empresas


cujo Patrimônio Líquido ultrapasse dois milhões de reais, ao invés da
Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR);

• Determinou a criação da Demonstração do Valor Adicionado para as


empresas de capital aberto, além de continuar sendo obrigatória a
Demonstração de lucros ou Prejuízos Acumulados e as notas explicativas.

• Na lei 11.941/09 o ponto principal foi a criação do Regime Transitório de


Tributação – RTT que uma opção em que as pessoas jurídicas, desde que
estejam na forma de tributação Lucro Presumido ou Lucro Real, poderão
escolher se desejam ou não optar pelo RTT nos anos de 2008-2009. 16
AULA 6
Lei 6.404/76

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AULA 6
Lei 6.404/76

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AULA 6
Lei 6.404/76

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AULA 6
COMPOSIÇÃO DO CAPITAL DAS EMPRESAS
Origem dos Recursos

CAPITAL DE TERCEIROS: Representam recursos originários de terceiros


utilizados para a aquisição de ativos de propriedade da entidade. Corresponde
ao passivo exigível.

CAPITAL PRÓPRIO: São os recursos originários dos sócios ou acionistas da


entidade ou decorrentes de suas operações sociais. Corresponde ao
patrimônio líquido.

CAPITAL TOTAL À DISPOSIÇÃO DA EMPRESA: corresponde à soma do


capital próprio com o capital de terceiros. É também igual ao total do ativo
da entidade.
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AULA 6
COMPOSIÇÃO DO CAPITAL DAS EMPRESAS
Origem dos Recursos
Passivo

Significa as obrigações exigíveis da empresa, ou seja, as dívidas que


serão cobradas, reclamadas A partir da data do seu vencimento. É
denominado também Passivo Exigível, para dar mais ênfase ao aspecto de
exigibilidade.
O Passivo Exigível é conhecido no mercado financeiros como dívida com
terceiros ou capital de terceiros. A palavra terceiros abrange o conjunto de
pessoas físicas e jurídicas com quem a empresa tem dívidas.

O Passivo Exigível evidencia o endividamento da empresa; seu


crescimento de forma desmedida pode levar a empresa à concordata ou
até à falência.
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AULA 6
COMPOSIÇÃO DO CAPITAL DAS EMPRESAS
Origem dos Recursos
Patrimônio Líquido

Representa o total das aplicações dos proprietários na empresa.


São os proprietários que concedem a quantia inicial de recursos que uma
empresa necessita para efetuar suas primeiras aquisições. A essa quantia
chamamos de Capital Inicial, que poderá ser aumentado a qualquer momento.
Os proprietários não tem direito de reclamar seu dinheiro aplicado na
empresa, enquanto esta estiver em processo de continuidade, no mercado
financeiro, o patrimônio líquido é denominado Capital próprio, recursos que
pertencem à empresa até a sua extinção.

PL = Ativo – Passivo Exigível


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AULA 6
COMPOSIÇÃO DO CAPITAL DAS EMPRESAS
Origem dos Recursos
Capital = Recursos

A importância investida inicialmente pelos proprietários (sócios ou


acionistas), contabilmente, é denominada capital ou capital nominal. Este
valor pode ser modificado.

Em caso de os proprietários se comprometerem a investir na empresa certa


quantia, esse capital será denominado capital subscrito. Este compromisso
surge no contrato social assinado pelos sócios.

Ao cumprirem o contrato firmado, fornecendo dinheiro ou outros bens à


empresa, os sócios integralizam capital (realizam). Concluímos então que,
Capital a Integralizar é a parte do capital comprometido ainda não
realizado.
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AULA 6
COMPOSIÇÃO DO CAPITAL DAS EMPRESAS
Origem dos Recursos

A principal origem de recursos para as empresas


é o lucro obtido no negócio.

O lucro obtido não pertence à empresa e sim aos seus


proprietários, pois são eles que correm o risco do negócio.
Portanto, todo lucro é adicionado à conta do proprietário, ou seja,
ao PL. A partir de então, faz-se a distribuição aos proprietários
(remuneração ao capital próprio) através dos dividendos, e o lucro
retido se acumula no PL, aumentando, portanto, o investimento
para a expansão do próprio negócio.
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AULA 6
COMPOSIÇÃO DO CAPITAL DAS EMPRESAS
Origens X Aplicações
Todos os recursos que entram numa empresa passam pelo Passivo e
Patrimônio Líquido.
O lado direito, isto é, o Passivo mostra a origem de capitais, ou seja, como a
empresa conseguiu os recursos que possui; e o lado esquerdo, o Ativo,
evidencia todas as aplicações de recursos, mostrando como os capitais
foram investidos, isto é, em que a empresa aplicou os recursos originados,
conforme mostra o lado do Passivo.

A empresa na verdade, só pode aplicar


aquilo que tem origem. Evidentemente,
fica bastante simples entender por que o Ativo
será sempre igual ao Passivo + PL.
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AULA 6
BALANÇO PATRIMONIAL Art. 178 às 185 da Lei 6.404/76

O Balanço Patrimonial é uma demonstração contábil


obrigatório por lei, que evidencia, resumidamente, a
situação patrimonial e financeira de uma entidade.

Resumo Prático:
Demonstração Contábil Objetivo da Análise
Verificar a situação financeira da
BALANÇO PATRIMONIAL empresa e identificar qual a
política que a empresa adota
para obtenção e aplicação de
recursos.
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AULA 6
Agrupamento das contas no Balanço Patrimonial
No Balanço Patrimonial as contas serão agrupadas e sub-totalizadas de modo a
facilitar o conhecimento e a análise da situação patrimonial e financeira da
companhia seguinte forma (artigo 178 da Lei 11.638 de 28 de dezembro de 2007):

ATIVO
As contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez,
dos elementos nela registrados, nos seguintes grupos (§ 1º do artigo
178 e artigo 179):
• Ativo Circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no
curso do exercício social subseqüente e as aplicações de recursos
em despesas do exercício seguinte;
• Ativo Não Circulante: dividido em Realizável a Longo Prazo,
Investimentos, Imobilizado, Intangível.
Observação: Liquidez é a capacidade dos bens ou direitos serem
convertidos em dinheiro. Assim, serão dispostas, em primeiro lugar, as
contas de mais fácil conversibilidade (maior liquidez). 27
AULA 6
PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
No Passivo as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de
exigibilidade, dos elementos nela registrados, nos seguintes grupos (§ 2º
do artigo 178 e artigo 180):
• Passivo Circulante: contemplando as obrigações, os encargos e
riscos, determinados ou estimados, os adiantamentos de clientes e
demais recebimentos antecipados, vencíveis no exercício seguinte.
• Passivo Não Circulante: dividido em Exigível a Longo Prazo,
Resultados Não Realizados e, no balanço consolidado, Participação de
acionistas não controladores.
No Patrimônio Líquido as contas serão divididas em: Capital Social,
Reservas de Capital, Ajustes de Avaliação patrimonial, Reservas de
Lucros, Ações em Tesouraria e Prejuízos Acumulados.
Observação: Exigibilidade é a exigência de pagamento. Assim, serão
dispostas, em primeiro lugar, as contas que têm prioridade de pagamento
(as mais exigíveis, com menor prazo de pagamento). 28
AULA 6
ESTRUTURA BÁSICA DO BALANÇO
PATRIMONIAL

ATIVO PASSIVO

Passivo circulante
Ativo circulante Passivo não circulante
Ativo não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Realizável a longo prazo
Investimento Capital Social
Imobilizado Reservas de Capital
Intangível Ajuste de Avaliação Patrimonial
Reservas de Lucros
Ações em Tesouraria
Lucros e Prejuízos Acumulados

AULA 6
Modelo da estrutura do B. patrimonial c/ agrup. de contas
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
CIRCULANTE CIRCULANTE
. Disponibilidades . Duplicatas a Pagar
. Realizações (ou Créditos) . Aluguéis a Pagar
. Despesas antecipadas . Empréstimos a Pagar
. ICMS a Recolher
Total do Circulante Total do Circulante
NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE
. Realizável a longo prazo . Exigível a longo prazo
. Investimento . Resultados não realizados
. Imobilizado Total do Não Circulante
. Intangível PATRIMÔNIO LÍQUIDO
. Capital Social
. Reservas de Capital
. Reservas de Lucros
. Ajuste de Aval. Patrimonial
. (-) Ações de Tesouraria
. (-) Prejuízos Acumulados
Total do Não Circulante Total do Patrimônio Líquido
TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO
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AULA 6
Observações importantes sobre o Balanço
Patrimonial

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AULA 6
o Aplicação dos Recursos ou Aplicação dos Capitais: É o valor
total do Ativo. Representa a soma dos Bens e Direitos.

o Origem dos Recursos ou Fonte de Capitais: É o valor total do


Passivo. Representa a soma das Obrigações e PL.

o Recursos Próprios, Capital Próprio ou Passivo não Exigível:


É o mesmo que Patrimônio Líquido. Significa recursos do
proprietário da empresa.

o Recursos Alheios, Capital Alheio, Recursos de Terceiros,


Capital de Terceiros ou Passivo Exigível: É o mesmo que
Obrigações. São os recursos obtidos pela empresa que geram
dívidas para a empresa.

o Origem dos Recursos ou Fonte dos Capitais: É a soma das


obrigações com o Patrimônio Líquido (Recursos Alheios +
Recursos Próprios). 32
AULA 6
ATIVO PASSIVO
Caixa R$ 1.100,00 Duplicatas a Pagar R$1.160,00
Duplicatas a Reecber R$ 700,00 Salários a Pagar R$ 340,00
Estoque de Mercadorias R$ 1.400,00
Subtotal R$1.500,00
Capital R$ 1.700,00
TOTAL R$ 3.200,00 TOTAL R$ 3.200,00
Quando você analisar um Balanço Patrimonial, atente para os seguintes pontos:

o O Ativo mostra em que a empresa aplicou os recursos, ou em que ela aplicou


todo o seu Capital.
o No exemplo em questão, os recursos totais à disposição da empresa estão
aplicados: no Caixa, $ 1.100; em Duplicatas a Receber, $ 700 e em Estoque de
Mercadorias, $ 1.400;
o O Passivo mostra a origem dos recursos da empresa que estão aplicados no
Ativo. No exemplo, $ 1.700 representa o Capital Nominal ou Capital Inicial, e $
1.500 são Capitais de Terceiros, originados, possivelmente, em decorrência de
compras a prazo.
33
AULA 6
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

o Conceito: é a demonstração destinada a


evidenciar a composição do resultado
econômico de uma empresa em determinado
período.
o Critérios a observar:
Princípio da Competência “As despesas e receitas
deverão compor o resultado do período em que
ocorrerem, independentemente do pagamento ou
recebimento”.

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AULA 6
• A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)
é um resumo ordenado das receitas, custos e
despesas da empresa em determinado período (12
meses).
• É apresentada de forma dedutiva (Vertical), ou
seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em
seguida, indica-se o resultado (lucro ou prejuízo).

Receita
(-) Despesas Sentido vertical
Lucro ou Prejuízo (dedutivo)

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AULA 6
Transferência do saldo da DRE para Lucros
Acumulados ou Prejuízos
o As contas de Receitas e Despesas (contas de resultado) serão
encerradas, no final do exercício, para a apuração do lucro ou
prejuízo.
o O confronto entre receitas e despesas provoca variações na
estrutura do Patrimônio Líquido afetando diretamente a grandeza
Patrimonial de uma empresa.
BALANÇO PATRIMONIAL
DRE
Ativo Passivo
1. Passivo Circulante
1. Ativo Circulante (+) Receitas
2. Passivo não Circulante
(Capital Circulante ou de Giro) (-) Despesas/Custos
(Capital de Terceiros)

1. Ativo não Circulante


(=) Lucro ou Prejuízo
1. Patrimônio Líquido
(aumenta / diminui PL)
(Capital não Circulante) (Capital Próprio)

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AULA 6
Demonstração do Resultado
Resultado e resultado abrangente segundo a resolução 1.255/09 (NBC
TG 1000), seção 5:
5.7 Dentro dessa abordagem de duas demonstrações, a demonstração do resultado do exercício deve
apresentar, no mínimo, e obedecendo à legislação vigente, as contas a seguir enunciadas que
apresentem valores, com o lucro líquido ou prejuízo como última linha.

(a) receitas;
(b) custo dos produtos, das mercadorias ou dos serviços vendidos;
(c) lucro bruto;
(d) despesas com vendas, gerais, administrativas e outras despesas e receitas operacionais;
(e) parcela do resultado de investimento em coligadas (ver Seção 14 Investimento em Controlada e
em Coligada) e empreendimentos controlados em conjunto (ver Seção 15 Investimento em
Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture)), contabilizada pelo método de
equivalência patrimonial;
(f) resultado antes das receitas e despesas financeiras;
(g) despesas e receitas financeiras;
(h) resultado antes dos tributos sobre o lucro;
(i) despesa com tributos sobre o lucro excluindo o tributo alocado nos itens (k) deste item e (a) e (b)
do item 5.7A (ver item 29.27);
(j) resultado líquido das operações continuadas;
(k) valor líquido dos seguintes itens:
(i) resultado líquido após tributos das operações descontinuadas;
(ii) resultado após os tributos decorrente da mensuração ao valor justo menos despesas
de venda ou na baixa dos ativos ou do grupo de ativos à disposição para venda que
constituem a unidade operacional descontinuada;
(l) resultado líquido do período.

AULA 6
DR – Demonstração do Resultado
Receita de vendas e Serviços
(-) Deduções de vendas
Receita líquida de vendas
(-) Custo das Mercadorias/Serviços Vendidos
Lucro Bruto
Despesas/Receitas Operacionais

Op. Continuadas
(-) Despesas com vendas
(-) Despesas administrativas
(-) Despesas tributárias
(-) Despesas Gerais
(+ -) Receitas e Despesas com investimentos em outras sociedades
(+) Outras Receitas Operacionais
Resultado antes do resultado financeiro líquido
(+ -) Receitas e Despesas Financeiras
Resultado antes dos tributos sobre o lucro
(-) Provisão para CSLL e IRPJ
Resultado líquido das OPERAÇÕES CONTINUADAS
(+) Venda do ativo não circulante

Op. Descon-
(-) Custo do ativo não circulante vendido

tinuadas
(+) Resultado do ajuste a valor justo
Resultado das operações descontinuadas
(-) Provisão para CSLL e IRPJ- Operações descontinuadas
Resultado líquido das OPERAÇÕES DESCONTINUADAS
Resultado líquido do exercício

AULA 6
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
em 31.12.x1 e 31.12.x0
Expresso em R$
31.12.x1 31.12.x0
VENDAS DE PRODUTOS, MERCADORIAS E SERVIÇOS
Vendas de Produtos, Mercadorias e Serviços
(-) Deduções de Tributos, Abatimentos e Devoluções

= RECEITA

(-) CUSTO DAS VENDAS


Custo dos Produtos, Mercadorias e Serviços

= LUCRO BRUTO

(-) DESPESAS OPERACIONAIS


Despesas Administrativas
Despesas com Vendas
Outras Despesas Gerais

= RESULTADO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO

(+/-) RESULTADO FINANCEIRO


Receitas Financeiras
(-) Despesas Financeiras

(+/-) OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS

= RESULTADO ANTES DAS DESPESAS COM TRIBUTOS SOBRE O LUCRO


(-) Despesa com Contribuição Social (*)
(-) Despesa com Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (*)

= RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO


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(*) As entidades que estão enquadradas no Simples Nacional devem evidenciar os tributos na linha “Deduções de Tributos,
Abatimentos e Devoluções”. Neste caso, devem desconsiderar essas contas. AULA 6
Demonstração Contábil Objetivo da Análise
Verificar a situação econômica
Demonstração do da empresa e as relações entre
Resultado do Exercício os ganhos e os gastos para
apurar a Margem Bruta, a
Margem Operacional e a
Margem Líquida .

40
AULA 6
Observações importantes:

o A receita é reconhecida na realização da venda ou serviço, ou seja, gera


aumento no lucro, mesmo se efetuada a prazo, A entrada do dinheiro no
Caixa ou Bancos, por outro lado, só acontecerá quando do efetivo
recebimento. É possível, portanto, haver geração de lucro e não se
ter liquidez (capacidade de pagamento) sendo às vezes necessário
contrair empréstimos para honrar com os compromissos de curto
prazo.

o Para tanto, o administrador deve seguir uma política racional de


realização de vendas e suas respectivas cobranças (controle rigoroso
de crédito e cobrança) para garantir o recebimento de suas vendas a
prazo. Quando se apura o resultado de uma empresa, computam-se
as receitas e os ganhos no momento da operação independente do
seu recebimento ou pagamento. Este critério, que atende ao Princípio
da Competência, visa manter um equilíbrio na estrutura financeira da
empresa. 41
AULA 6
DRA – Demonstração do Resultado Abrangente

1. Inicia com Resultado do Período (DR);


2. Demonstra as transações do PL que não passaram pelo
resultado. (exceto as com sócios ou acionistas).

AULA 6
Resultado e resultado abrangente segundo a
resolução 1.185/09 (NBC TG 26):
82A. A demonstração do resultado abrangente deve, no mínimo, incluir as seguintes rubricas:

(a) resultado líquido do período;

(b) cada item dos outros resultados abrangentes classificados conforme sua natureza (exceto
montantes relativos ao item (c);

(c) parcela dos outros resultados abrangentes de empresas investidas reconhecida por meio do
método de equivalência patrimonial; e

(d) resultado abrangente do período.

83. Os itens que se seguem devem ser divulgados nas respectivas demonstrações do resultado e do
resultado abrangente como alocações do resultado do período:

(a) resultados líquidos atribuíveis:


Demonstração
(i) à participação de sócios não controladores; e do Resulatdo

(ii) aos detentores do capital próprio da empresa controladora;

(b) resultados abrangentes totais do período atribuíveis:


Demonstração
do Resulatdo
(i) à participação de sócios não controladores; e aos detentores
Abrangente
do capital próprio da empresa controladora

AULA 6
Resultado e resultado abrangente segundo a
resolução 1.185/09 (NBC TG 26):
A resolução CFC 1.185/09 NBC TG 26, elenca alguns itens identificados como outros
resultados abrangentes (ORA):

a) A variação na reserva de reavaliação (quando permitida pela legislação vigente)


reconhecida de acordo com a NBC TG 27 – Ativo Imobilizado e NBC TG 04 – Ativo
Intangível. A Lei 11.638/07 eliminou a opção de realização de reavaliações nos bens das
companhias, possibilitando que os saldos existentes em 2008 fossem estornados ou
fossem mantidos até sua efetiva reavaliação;
b) Ganhos e perdas atuariais devem ser reconhecidos na reserva de lucros retidos (ou nos
prejuízos acumulados) no período em que forem reconhecidos como outros resultados
abrangentes (ver a NBC TG 33 – Benefícios a Empregados).
c) baixa de investimentos em entidade no exterior (ver NBC TG 02 – Efeitos das Mudanças
nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis);
d) desreconhecimento (baixa) de ativos financeiros disponíveis para a venda (ver NBC TG
38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração) ; e
e) quando a transação anteriormente prevista e sujeita a hedge de fluxo de caixa afeta o
resultado líquido do período (ver item 100 da NBC TG 38 – Instrumentos Financeiros:
Reconhecimento e Mensuração no tocante à contabilização de operações de hedge de
fluxos de caixa).
AULA 6
A DRA, pelas normas internacionais, pode ainda ser
apresentada como continuidade da DRE, mas no Brasil não foi
recepcionada pelo CPC, nem pela CVM e pelo CFC, que
determinou que seja uma relatório à parte. Se apresentada
separadamente, bastaria a DRA começar a partir do lucro
líquido. O pronunciamento técnico CPC sugere que a DRA seja
adicionada à mutação do patrimônio líquido.

(SILVA; MARION, 2013), pg. 43


AULA 6
DRA – Demonstração do Resultado Abrangente

2012 2011

Resultado Líquido do Período 83.900,00 81.680,00


(+-) Resultados Abangentes 1.000,00 1.200,00

Resultado Abrangente do Período 84.900,00 82.880,00

AULA 6
DLPA
• Conceito: A Demonstração de Lucros ou Prejuízos
Acumulados (DLPA) é um relatório contábil que tem por
finalidade evidenciar a Destinação do Lucro Líquido apurado no
final de cada exercício social.
• Estrutura da DLPA Lei n° 6.404/1976:
Art. 186. A demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados
discriminará:
I - o saldo do início do período, os ajustes de exercícios
anteriores e a correção monetária do saldo inicial;
II - as reversões de reservas e o Lucro Líquido do exercício;
III - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela
dos Lucros incorporada ao Capital e o saldo ao fim do
período. 47
AULA 6
DLPA
o Apresenta o resultado da entidade e as alterações nos lucros ou prejuízos
acumulados para o período de divulgação.
o Substitui:(NBC TG 1000, 3.18)
o Demonstração do Resultado Abrangente;
o Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
o Desde que as únicas alterações no PL sejam oriundas do resultado,
do pagamento de dividendos ou distribuição de lucros, correção de
erros de períodos anteriores e de mudanças de políticas contábeis.

A DLPA evidencia a destinação do lucro líquido para os proprietários através da


distribuição de dividendos ou para reinvestimento na própria empresa (retenção do
lucro).

A parte do lucro não distribuída aos proprietários e não utilizada para aumento do
capital, reservas e outros fins será acumulada em uma conta denominada lucros
acumulados. Não recomendável pela Lei 11.938/07 para as S.A. e Ltda de grande
porte.
AULA 6
Modelo de DLPA
Companhia:
DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
Exercício findo em:

EXERCÍCI EXERCÍCIO
DESCRIÇÃO O ATUAL ANTERIOR
$ $
1.Saldo no início do período
2.Ajustes de exercícios anteriores
3.Saldo ajustado
4.Lucro ou Prejuízo do Exercício
5.Reversão de Reservas
6.Saldo à disposição
7.Destinação do exercício
• Reserva Legal
• Reserva Estatutária
• Reserva para Contingência
• Outras Reservas
• Dividendos Obrigatórios ($ por ação)
• Juros sobre Capital Próprio
8.Saldo no fim do exercício

49
AULA 6
DMPL
o Conceito: A Demonstração das Mutações do Patrimônio
Líquido (DMPL) é um relatório contábil que visa a
evidenciar as variações ocorridas em todas as contas
que compõem o Patrimônio Líquido em um
determinado período.
o Elaboração da DMPL: Os dados para elaboração dessa
demonstração são extraídos do livro Razão, bastando
consultar a movimentação ocorrida, durante o exercício,
em cada uma das contas do Patrimônio Líquido.

50
AULA 6
Estrutura da DMPL
o As mesmas informações que a Lei determina para a DLPA devem
constar na DMPL, considerando que, nesta, as informações serão
relativas à movimentação de todas as contas do Patrimônio Líquido.
o Convencionalmente, as empresas têm elaborado a DMPL em um
gráfico com colunas, sendo destinada uma coluna para cada conta
integrante do Patrimônio Líquido.
o A DMPL conterá tantas linhas quantas forem as transações ocorridas
e que mereçam ser evidenciadas em relação à migração de valores
entre as contas.
o A soma algébrica da última linha do demonstrativo, que será indicada
na última coluna reservada aos totais, coincidirá com o total dessa
mesma coluna e corresponderá ao total do grupo do Patrimônio
Líquido constante do Balanço Patrimonial.

51
AULA 6
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - DMPL
CAPITAL RESERVAS AJUSTE DE AV. LUCROS
EVENTOS TOTAIS
SOCIAL DE CAPITAL PATRIMONIAL ACUMULADOS

Saldos em 31.12.2010 23.000.000 56.456 -53.961 - 23.002.495


Aumento de Capital por Incorporação de Ações 1.368.183 - - - 1.368.183
Aumento de Capital com Reservas 131.817 - - - 131.817
Aumento de Capital com Reservas – Bonif. de ações 2.000.000 - - - 2.000.000
Ajustes de Avaliação Patrimonial - - 61.882 - 61.882
Lucro Líquido - - - 8.012.282 8.012.282
Destinações: - Reservas - - - -5.294.200 -5.294.200
- Juros sobre o Capital Próprio Pagos - - - -2.133.269 -2.133.269
- Dividendos Pagos - - - -584.813 -584.813
Saldos em 31.12.2011 26.500.000 56.456 7.921 - 26.564.377
Aumento de Capital com Reservas 2.000.000 - - - 2.000.000
Aumento de Capital por subscrição de ações 1.500.000 - - - 1.500.000
Ajustes de Avaliação Patrimonial - - 164.373 - 164.373
Lucro Líquido - - - 10.021.673 10.021.673
Destinações: - Reservas - - - -6.652.930 -6.652.930
- Juros sobre o Capital Próprio Pagos e/ou - - - -2.464.538 -2.464.538
Provisionados
- Dividendos Pagos e/ou Provisionados - - - -904.205 -904.205
Saldos em 31.12.2012 30.000.000 56.456 172.294 AULA
- 6
30.228.750
DFC – DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

o Esta demonstração apresenta ao usuário informações


sobre as alterações no caixa e equivalentes de caixa de
um período contábil.
o Equivalente de caixa são as aplicações financeiras de
curto prazo, de alta liquidez e apresentam insignificante
risco de mudança de valor. Assim, via de regra, um
investimento que possui liquidez e que esteja aplicado com
vencimento não superior a 90 dias pode ser considerado
como equivalente de caixa.
o A demonstração dos fluxos de caixa é dividida em três
partes distintas, conforme a seguir:

AULA 6
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

ATIVIDADES OPERACIONAIS

DIRETO INDIRETO

ATIVIDADES DE INVESTIMENTO

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO

CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA

AULA 6
a) Atividades Operacionais
Os fluxos de caixa advindos das atividades operacionais são basicamente derivados
das principais atividades geradoras de receita da entidade. Portanto, eles geralmente
resultam de transações e de outros eventos que entram na apuração do lucro líquido
ou prejuízo.

Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades operacionais:

a) recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de serviços;


b) recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões e outras
receitas;
c) pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços;
d) pagamentos de caixa a empregados ou por conta de empregados;
e) recebimentos e pagamentos de caixa por seguradora de prêmios e sinistros,
anuidades e outros benefícios da apólice;
f) pagamentos ou restituição de caixa de impostos sobre a renda, a menos que
possam ser especificamente identificados com as atividades de financiamento
ou de investimento; e
g) recebimentos e pagamentos de caixa de contratos mantidos para negociação
imediata ou disponíveis para venda futura.
AULA 6
b) Atividades de Investimento
A divulgação em separado dos fluxos de caixa advindos das atividades de investimento
é importante em função de tais fluxos de caixa representarem a extensão em que os
dispêndios de recursos são feitos pela entidade com a finalidade de gerar lucros e
fluxos de caixa no futuro.

Somente desembolsos que resultam em ativo reconhecido nas demonstrações


contábeis são passíveis de classificação como atividades de investimento.

Exemplos de fluxos de caixa advindos das atividades de investimento:


a) pagamentos em caixa para aquisição de ativo imobilizado, intangíveis e outros
ativos de longo prazo. Esses pagamentos incluem aqueles relacionados aos
custos de desenvolvimento ativados e aos ativos imobilizados de construção
própria;
b) recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado, intangíveis e
outros ativos de longo prazo;
c) pagamentos em caixa para aquisição de instrumentos patrimoniais ou instrumentos
de dívida de outras entidades e participações societárias em joint ventures (exceto
aqueles pagamentos referentes a títulos considerados como equivalentes de caixa
ou aqueles mantidos para negociação imediata ou futura);
AULA 6
a) Atividades de Investimento – Continuação...
d) recebimentos de caixa provenientes da venda de instrumentos patrimoniais ou
instrumentos de dívida de outras entidades e participações societárias em joint
ventures (exceto aqueles recebimentos referentes aos títulos considerados como
equivalentes de caixa e aqueles mantidos para negociação imediata ou futura);

d) adiantamentos em caixa e empréstimos feitos a terceiros (exceto aqueles


adiantamentos e empréstimos feitos por instituição financeira);

d) recebimentos de caixa pela liquidação de adiantamentos ou amortização de


empréstimos concedidos a terceiros (exceto aqueles adiantamentos e empréstimos
de instituição financeira);

d) pagamentos em caixa por contratos futuros, a termo, de opção e swap, exceto


quando tais contratos forem mantidos para negociação imediata ou futura, ou os
pagamentos forem classificados como atividades de financiamento; e

d) recebimentos de caixa por contratos futuros, a termo, de opção e swap, exceto


quando tais contratos forem mantidos para negociação imediata ou venda futura,
ou os recebimentos forem classificados como atividades de financiamento.
AULA 6
c) Atividades Financiamento
A divulgação separada dos fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento é
importante por ser útil na predição de exigências de fluxos futuros de caixa por parte de
fornecedores de capital à entidade.

Exemplos de fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento:

a) caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos patrimoniais;

a) pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações da entidade;

a) caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, notas promissórias,


outros títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de curto e longo prazos;

a) amortização de empréstimos e financiamentos; e

a) pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo relativo a


arrendamento mercantil financeiro.

AULA 6
AULA 6
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA – DFC
MÉTODO DIRETO
ATIVIDADES OPERACIONAIS 2012 2011
Recebimento de clientes 220.000
220.000
Recebimento de juros 500
Duplicatas descontadas
Pagamentos:
(100.000)
- a fornecedores de mercadorias (100.000) (22.000)
(3.000)
- a aluguel (3.000) (3.000)
(15.000)
- de salários (15.000) (10.000)
- de juros (800)
- Pis (495)
(495)
- Cofins (2.280)
(2.280)
- ICMS (5.400)
(5.400)
- IPI (3.000)
(3.000)
- IR e CSLL (2.010)
(2.010)
Caixa líquido consumido nas atividades operacionais 88.815
88.815 (35.300)
ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Pagamento pela compra de Imobilizado (20.000)
(20.000)
Pagamento pela compra de Investimento (5.000)
Pagamento pela compra de intangível (5.000)
Caixa líquido consumido nas atividades de investimento (20.000)
(20.000) (10.000)
ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Aumento de capital 50.000
Distribuição de Lucros (50.000)
Caixa líquido gerado nas atividades de financiamento (50.000) (50.000) 50.000
AUMENTO LÍQUIDO NO CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA 18.815 18.815 4.700
SALDO DE CAIXA + EQUIVALENTE DE CAIXA ANTERIOR 4.700 4.700 0
SALDO DE CAIXA + EQUIVALENTE DE CAIXA ATUAL 23.515 23.515 AULA 6 4.700
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA – DFC
MÉTODO INDIRETO
ATIVIDADES OPERACIONAIS 2012 2011
Lucro líquido 49.66049.660 6.365
+ depreciação/amortização/exaustão 1.000 1.000 2.500
+ resultado da equivalência patrimonial 500
500
Lucro ajustado 51.16051.160 8.865
Aumento em clientes (55.000)
Aumento em PECLD 500 500 200
Aumento em estoques (12.750)(12.750) (2.550)
Aumento em Fornecedores 10.00010.000
Aumento em ICMS a pagar 12.60012.600 5.400
Aumento em IPI a pagar 7.000 7.000 3.000
Aumento em IR e CSLL a pagar 13.83013.830 2.010
Aumento em COFINS a pagar 5.3205.320 2.280
Aumento em PIS a pagar 1.155 1.155 495
Caixa líquido consumido nas atividades operacionais 88.815 88.815 (35.300)
ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Pagamento pela compra de imobilizado (20.000)
(20.000)
Pagamento pela compra de softwares (5.000)
Pagamento pela compra de Investimentos (5.000)
Caixa líquido consumido nas atividades de investimento (20.000)
(20.000) (10.000)
ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Aumento de Capital 50.000
Distribuição de lucros (50.000)
(50.000)
Caixa líquido gerado pelas atividades de financiamento (50.000) (50.000) 50.000
Aumento líquido nas disponibilidades 18.815 18.815 4.700
Saldo de caixa + equivalente de caixa anterior 4.700
4.700 0,00
Saldo de caixa + equivalente de caixa atual 23.51523.515 4.700
AULA 6
Demonstração do Valor Adicionado
o A DVA é um relatório contábil que evidencia o quanto de
riqueza uma empresa produziu, isto é, o quanto ela
adicionou de valor aos seus fatores de produção, e o quanto
e de que forma essa riqueza foi distribuída (entre
empregados, governo, acionistas, financiadores de Capital),
bem como a parcela da riqueza não distribuída.
o O valor adicionado que é demonstrado na DVA corresponde
à diferença entre o valor da receita de vendas e os custos
dos recursos adquiridos de Terceiros.
o O valor adicionado gerado em cada empresa em um
determinado período representa quanto essa empresa
contribuiu para a formação do Produto Interno Bruto (PIB) do
país no referido período.
62
AULA 6
DVA
Riqueza de informações:

o A DVA é uma demonstração financeira com informações de natureza


social, diferente da natureza das demais demonstrações financeiras
exigidas pela Lei das Sociedades por Ações.
o Um modo simples de aquilatar a riqueza de informações que se
pode extrair da DVA consiste em comparar o percentual de cada
item que a compõe em relação ao valor adicionado nela explicitado.
o Pode-se conhecer o quanto a empresa gerou de riqueza e como
essa riqueza foi distribuída em benefício da coletividade, bem como
qual foi a parcela de contribuição de cada setor da coletividade na
formação dessa mesma riqueza.

63
AULA 6
Modelo de DVA
EXERCÍCIO EXERCÍCIO
ATUAL $ ANTERIOR $
CONTAS

1 - RECEITAS
1.1) Vendas de mercados, produtos serviços
1.2) Provisão p/ devedores duvidosos – Reversão/(Constituição)
1.3) Não-operacionais
2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui ICMS e IPI)
2.1) Matérias-primas consumidas
2.2) Custo das mercadorias e serviços vendidos
2.3) Materiais, energia, serviço de terceiros e outros
2.4) Perda/Recuperação de valores ativos
3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1 – 2)
4 - RETENÇÕES
4.1) Depreciação, amortização e exaustão

64
AULA 6
EXERCÍCIO EXERCÍCIO
ATUAL $ ANTERIOR $
CONTAS

5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA


ENTIDADE (3 – 4)
6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
6.1) Resultado de equivalência patrimonial
6.2) Receitas financeiras
7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5 + 6)
8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO*
8.1) Pessoal e encargos
8.2) Impostos, taxas e contribuições
8.3) Juros e aluguéis
8.4) Juros s/ capital próprio e dividendos
8.5) Lucros retidos/prejuízo do exercício

* O total do item 8 deve ser exatamente igual ao item 7. 65


AULA 6
Notas Explicativas
o São informações complementares as demonstrações contábeis e
que visam auxiliar o usuário das informações contábeis no sentido de
facilitar o entendimento e a tomada de decisão.

o A comparabilidade exigida pela doutrina contábil obriga além das


demonstrações comparativas de no mínimo dois períodos, também a
comparabilidade das notas explicativas. Geralmente as notas
explicativas do ano (s) anterior (es) não são publicadas integralmente,
mas através de quadros e comentários comparativos.

o De modo prático é preciso que cada nota faça referência a qual item
da demonstração se refere.

o Via de regra isto é realizado através de nota indicativa ao lado da


conta a qual a nota faz referência.
AULA 6
Notas Explicativas – Continuação ...
BALANÇO PATRIMONIAL
31/12/12
ATIVO
Circulante 70.809
Caixa e equivalentes a caixa (Nota 5) 70.809

NOTAS EXPLICATIVAS
1.
2.
3.
4.
5. Caixa e equivalentes a caixa e aplicações financeiras
31/12/12
Bancos conta movimento 5.750
CDB – Certificado de Depósito Bancário, vencimento em 05/2012, pós fixado. 65.059
70.809

AULA 6
Notas Explicativas – segundo a resolução 1.255/09 (NBC
TG 1000), seção :
Estrutura das notas explicativas
8.2 As notas explicativas devem:
a) apresentar informações acerca das bases de elaboração das
demonstrações contábeis e das práticas contábeis específicas
utilizadas, de acordo com os itens 8.5 e 8.7;
b) divulgar as informações exigidas por esta Norma que não tenham sido
apresentadas em outras partes das demonstrações contábeis; e
c) prover informações que não tenham sido apresentadas em outras partes
das demonstrações contábeis, mas que sejam relevantes para
compreendê-las.

8.3 A entidade deve, tanto quanto seja praticável, apresentar as


notas explicativas de forma sistemática. A entidade deve indicar em
cada item das demonstrações contábeis a referência com a respectiva
informação nas notas explicativas.
AULA 6
Notas Explicativas – segundo a resolução 1.255/09 (NBC TG
1000), seção :
8.4 A entidade normalmente apresenta as notas explicativas na seguinte
ordem:

a) declaração de que as demonstrações contábeis foram elaboradas em


conformidade com esta Norma (ver item 3.3);
b) resumo das principais práticas contábeis utilizadas (ver item 8.5);
c) informações de auxílio aos itens apresentados nas demonstrações contábeis, na
ordem em que cada demonstração é apresentada, e na ordem em que cada conta
é apresentada na demonstração; e
d) quaisquer outras divulgações.

Divulgação das práticas contábeis

8.5 A entidade deve divulgar no resumo das principais práticas contábeis:

a) a base de mensuração utilizada na elaboração das demonstrações contábeis;


b) as outras práticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão
das demonstrações contábeis.
AULA 6
Complementação às Demonstrações Contábeis:
Relatório da Administração e Parecer de Auditoria.
Relatório da diretoria
o Segundo a legislação atual, as companhias estão obrigadas a iniciar
a apresentação das suas demonstrações financeiras com o Relatório
da Diretoria ou do conselho de administração.
o O Relatório da Diretoria é uma apresentação do Balanço
Patrimonial, bem como das demais demonstrações financeiras aos
acionista.
o O relatório da administração procura detalhar os dados informados
nos diversos demonstrativos, comentando o desempenho da
empresa no período, analisando a situação econômica e financeira
em comparação com outras empresas do ramo, estudos de
projeções para o crescimento a curto e a longo prazos, concluindo,
normalmente, com agradecimento a fornecedores, clientes e
funcionários.
70
AULA 6
Pareceres dos Auditores

• As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores


e por contabilistas legalmente habilitados, sendo que as demonstrações
financeiras das companhias abertas serão obrigatoriamente auditadas
por auditores independentes registrados na Comissão de Valores
Mobiliários.
• A companhia contrata auditores independentes, os quais examinam
todas as demonstrações e a escrita contábil e fiscal, aplicando as
normas de auditoria com o intuito de comprovar a veracidade dos
dados informados nas demonstrações contábeis.
• O parecer dos auditores classifica-se em:
a) parecer sem ressalva;
b) parecer com ressalva;
c) parecer adverso; e
d) parecer com abstenção de opinião. 71
AULA 6
O PAPEL DAS DEMOSNTRAÇÕES CONTÁBEIS
GERAR INFORMAÇÕES DE USO GERAL.
GESTORES / GERENTESINSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

FORNECEDORES/
CLIENTES
INTERNO
EXTERNO
FISCO

sócios
ACIONISTAS E
FUNCIONÁRIOS INVESTIDORES
COLABORADORES AULA 6
A CONTABILIDADE:
Linguagem universal dos Negócios

AULA 6
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e análise de balanços: um enfoque econômico-
financeiro. São Paulo: Atlas, 2002.
BRAGA, Hugo Rocha. Demonstrações contábeis. Estrutura, análise e interpretação.
São paulo: Atlas, 2003.
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Análise de balanços. Livro texto e livro de exercícios. São
paulo: Atlas, 1998.
IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Contabilidade Comercial. São Paulo:
Atlas, 2006.
MARION, José Carlos. Contabilidade empresarial. Livro Texto.São Paulo: Atlas, 1998.
____. Contabilidade empresarial. Livro de exercícios.Texto.São Paulo: Atlas, 1998.
____. Análise das demonstrações contábeis. Contabilidade empresarial. São Paulo:
Atlas, 2002.
MATARAZZO, Dante C. Análise financeira de balanço: abordagem b´asica e gerencial.
São Paulo: Atlas, 2003.
NEVES, Silvério das; VICECONTI, Paulo E. V. Contabilidade Básica. Estrutura das
demonstrações financeiras. São Paulo: Frase, 2004.
SANTI FILHO, A . de. Análise de balanços para controle gerencial. São Paulo: Atlas,
1993.
AULA 6
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Princípios fundamentis e
normas brasileiras de contabilidade. Brasília: CFC, 2006.
INFORMAÇÕES OBJETIVAS PUBLICAÇÕES JURÍDICAS LTDA. Textos
legais. São Paulo: IOB, 2002/2008.
IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Curso de contabilidade para
não contadores: Para as áreas de administração, economia, direito e
engenharia.. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
RIBEIRO, O. M. Estrutura e análise de balanços fácil. São Paulo: Saraiva,
1999.
SOBANSKI, J. J. Prática de orçamento empresarial: um exercício
programado. São Paulo: Atlas, 2000.
SÁ, Antonio Lopes. Dicionário de contabilidade. 9. ed. São Paulo: Atlas,
1995.

AULA 6
76
AULA 6