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Exames Laboratoriais

Aplicação e Interpretação
Prof. Farm. Cícero da Silva Moreira
Rotinas de solicitação

 Após avaliação clínica dos pacientes, os intensivistas solicitam, via de


regra, os seguintes exames:
 Exames hematológicos;
 Exames gasométricos;
 Exames de Imagem.

 Eventualmente são solicitados outros exmes bioquímicos cujo alvo de


investigação será outra secreção corporal, como urina, escarro, etc.
O Sangue

 O que é?

 Por que examinar?


O que é o sangue?

 Tecido líquido complexo de alta viscosidade;


 2 fases: celular e líquida;

 Fase celular: eritrócitos, leucócitos e plaquetas;


 Fase líquida: água (91%), proteínas, eletrólitos, lipídeos, glicose, hormônios
e outras substâncias.
 Volemia é o volume de sangue existente em cada organismo.
Por que examinar o sangue?

 Circulação sanguínea;
 Hematose;
 Função Renal;
 Função Hepática;
 Função Cardíaca;
 Sistema Hormonal...
Classificação dos exames laboratoriais

 Os exames seguem a classificação de acordo com a área técnica no qual


serão realizados dentro do laboratório. São elas:
 Bioquímica;
 Bacteriologia e micologia;
 Parasitologia;
 Imunologia;
 Endocrinologia;
 Citologia e Anatomia Patológica;
 Hematologia...
Classificação dos exames laboratoriais

 O SUS classifica os exames laboratoriais em A, B, C e D.


 A: primeiro nível de referência em média complexidade, devendo estar mais
próximo do cidadão;
 B: segundo nível de apoio diagnóstico em patologia clínica, sendo menos
solicitados ou mais complexos que os do grupo A;
 C: outros exames de média complexidade, solicitados normalmente para
investigação diagnóstica detalhada ou acompanhamento terapêutico por
especialistas;
 D: maior complexidade e custo, geralmente disponibilizado de forma regional
ou estadual.
Exames laboratorias
Exames rotineiros mais solicitados nas unidades de terapia intensiva
Solicitação de exames laboratorias
Quem pode solicitar?

 Médico?
 Farmacêutico?
 Nutricionista?
 Enfermeiro?

 Recomendação Nº005 de 21 de fevereiro de 2016, onde o


CFN afirma que:
 “1. Elaborar o diagnóstico nutricional com base nos dados clínicos,
bioquímicos, antropométricos e dietéticos, atividade indispensável na
assistência dietética a indivíduos sadios ou enfermos;
 2. Solicitar os exames laboratoriais exclusivamente necessários à
avaliação, à prescrição e à evolução nutricional e dietoterápica do
cliente-paciente.
Debate
2 grupos: argumentação a favor e contra a solicitação de exames
laboratoriais por nutricionistas na Terapia Intensiva.
Foco da argumentação: segurança do paciente.
Exames para avaliação de função
renal
Creatinina
Clearance de Creatinina
Dosagem de Uréia
Dosagem de creatinina

 O que é a creatinina?
 Produto do metabolismo da creatina e fosfocreatina dos músculos;
 Valores de referência para homens e mulheres é diferente.

 Indicação clínica:
 Diagnóstico e monitoramento de tratamento da doença renal aguda e crônica;
 Ajuste de dosagem de medicação com excreção renal;
 Monitoramento de transplantados renais;
 Estimativa do ritmo de filtração glomerular (RFG).
Dosagem de creatinina

 Interpretação:
 Os valores de referência variam em função do método e do reagente utilizado,
portanto, estes valores devem estar claramente citados nos laudos de
resultados dos exames laboratoriais;
 A tabela que se segue apresenta os valores de referência de creatinina por
idade e sexo, utilizando método colorimétrico com picrato alcalino.
Dosagem de creatinina

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Ingestão de carne;
 Distrofia e paralisia muscular;
 Dermatomiosite;
 Polimiosite;
 Terapia prolongada com corticosteróides;
 Hipertireoidismo;
 Metildopa;
 Trimetoprima;
 Cimetidina;
 Salicilatos.
Dosagem de creatinina

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Diminuição:
 Baixa estatura;
 Redução da massa muscular;
 Doença hepática avançada;
 Desnutrição.
Dosagem de creatinina

 Observações:
 A dosagem de creatinina é um marcador bastante específico de lesão renal,
entretanto representa marcador pouco sensível para estimar a filtração
glomerular, especialmente nas fases iniciais da insuficiência renal.Em geral, esta
somente se encontra elevada na insuficiência renal crônica quando 50% ou
mais dos nefrons estão comprometidos;
 A fração de creatinina que é secretada pelos túbulos renais aumenta com a
redução da filtração glomerular em até 40%;
 O resultado de apenas uma dosagem de creatinina deve ser interpretado com
cautela, não devendo ser utilizado como único parâmetro para avaliação da
função renal;
Dosagem de creatinina

 Observações:
 Devido ao aumento da filtração glomerular na gestação, a concentração
sérica de creatinina é, em geral, menor em mulheres grávidas;
 Em indivíduos idosos, é importante considerar que o processo de
envelhecimento leva a perda de massa muscular com redução da produção
diária de creatinina e, por outro lado, ocorre perda de nefrons com redução da
taxa de filtração glomerular;
 Pacientes recebendo catecolaminas (dobutamina, dopamina, epinefrina e
norepinefrina) podem apresentar resultados falsamente reduzidos.
Clearance ou depuração de
creatinina
 Indicação clínica:
 Avaliação e monitoramento da função de filtração glomerular. Compara a
quantidade de creatinina no sangue e na urina.

 Interpretação:
 Os valores normais de clearance de creatinina são:
 Crianças: 70 a 130 mL/min/1,73 m²;
 Mulheres: 85 a 125 mL/min/1,73 m²;
 Homens: 75 a 115 mL/min/1,73 m².
Clearance ou depuração de
creatinina
 Observações:
 Devido à necessidade de coletar a urina por 24 horas para a realização desse
exame, comumente utiliza-se o cálculo estimado do clearance de creatinina;
 Existem diversas ferramentas on-line e aplicativos para execução desse cálculo,
valendo-se de inúmeras fórmulas´;
 A fórmula mais utilizada é a equação de Cockcroft-Gault, expressa a seguir:
Dosagem de uréia

 O que é a uréia?
 Principal fonte de excreção do nitrogênio, produto do metabolismo hepático
das proteínas, excretado pelos rins.

 Indicação clínica:
 Usado em associação com a creatinina para avaliar a função renal devido a
sua baixa sensibilidade nas reduções precoces da taxa de filtração glomerular.
Dosagem de uréia

 Interpretação:
 Assim como a creatinina, os valores de referência variam em função do método
e do reagente utilizado;
 A tabela que se segue apresenta os valores de referência de uréia por faixa
etária:
Dosagem de uréia

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Insuficiência cardíaca congestiva;
 Diuréticos;
 Cetoacidose;
 Choque;
 Uso de corticosteroides;
 Sangramento gastrintestinal;
 Após uso de drogas nefrotóxicas;
 Hemólise;
 Hiperbilirrubinemia;
 Alta ingesta proteica;
 Desidratação;
 Jejum prolongado;
 Aumento do catabolismo proteico.
Dosagem de uréia

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Diminuição:
 Desnutrição proteica;
 Insuficiência hepática;
 Síndrome da secreção inapropriada do hormônio anti-diurético;
 Após uso de alguns antibióticos;
 Após reposição volêmica.
Dosagem de uréia

 Observações:
 A elevação da uréia no plasma ou soro decorrente de alterações renais é mais
precoce do que a creatinina, especialmente na insuficiência renal de origem
pré e pós-renal. Entretanto, como vários fatores de origem não-renal podem
causar variabilidade da concentração de uréia sérica ou plasmática sua
utilidade como marcador de função renal é limitada;
 A variação intra-individual da uréia pode chegar a 12,3% em indivíduos sadios;
 Níveis baixos são também encontrados no final da gestação.
Estudo de caso - 1
Dosagem de íons no sangue
Dosagem de Potássio
Dosagem de Sódio
Dosagem de Cálcio
Dosagem de Magnésio
Dosagem de potássio – Calemia ou
Potassemia
 O que é o Potássio?
 É o principal cátion intracelular, com concentração em torno de 150 mEq/L,
enquanto os níveis séricos estão em torno de 4 mEq/L. Esta diferença é
importante na manutenção do potencial elétrico da membrana celular e na
excitação do tecido neuromuscular.
 A necessidade corporal é mantida exclusivamente pela dieta;

 Indicação clínica:
 O teste é útil na avaliação do equilíbrio hidroeletrolítico e acidobásico;
 A monitorização do potássio sérico é útil no acompanhamento de pacientes em
 terapia com diuréticos, em nefropatias, principalmente com insuficiência renal,
na
 cetoacidose diabética, no manejo da hidratação parenteral e na insuficiência
 hepática.
Dosagem de potássio

 Interpretação:
 Valores de referência:
 Adultos: 3,5 a 5,1 mmol/L (ou meq/L);
 Recém nascidos: 3,7 a 5,9 mmol/L (ou meq/L);

 Valores críticos:
 Menor ou igual a 2,5 mmol/L(hipocalemia);
 Maior ou igual a 6,5 mmol/L (hipercalemia).
Dosagem de potássio

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento – hiperpotassemia ou hipercalemia:
 Icterícia;
 Trombocitose;
 Leucocitose;
 Hiperproteinemia;
 Biológicos: idade, gravidez, exercícios. Vigorosos;
 Drogas: laxantes, diuréticos (espironolactona e amilorida), heparina;
 Suplementação terapêutica;
 Redistribuição da célula para o extracelular (hemólise, trauma, jejum prolongado,
status epilepticus, hipertermia maligna, acidoses e desidratação);
 Redução da excreção (insufciência renal aguda, doença Addison, hipofunção do
sistema renina-angiotensina-aldosterona, após exercício extremo, choque).
 Falta de insulina;
 Drogas em pacientes com risco de disfunção renal (sulfametoxazol e trimetoprima,
 antiinflamatórios não hormonais, inibidores de ECA).
Dosagem de potássio

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Diminuição – hipopotassemia ou hipocalemia:
 Drogas: penicilinas, glicose, anfotericina B, insulinas, diuréticos (manitol, furosemida,
tiazídicos);
 Diluição do líquido extracelular na soroterapia;
 Vômitos e diarreia;
 Fístula intestinal;
 Acidose tubular renal;
 Aldosteronismo primário e secundário;
 Síndrome de Cushing;
 Alcalose metabólica;
 Fibrose cística.
 Falta de ingestão (anorexia nervosa e bulemia);
 Hipertensão arterial sistêmica;
 Hipertireoidismo.
Dosagem de potássio

 Observações:
 Elevações espúrias são encontradas em punções venosas com garroteamento
prolongado e amostras hemolisadas;
 Existe variação diurna na concentração (mínimo 22:00 h e máximo
 08:00 h);
 A hipopotassemia corresponde a concentração de potássio abaixo de 3,5
meq/L e a hiperpotassemia corresponde a concentração acima de 5,5 meq/L;
 O idoso apresenta maior risco de hipercalemia quando em uso de drogas como
 diuréticos e inibidores de ECA;
 A dosagem de potássio na urina separa as hipopotassemias de origem renal
 daquelas não renais. Se a excreção de potássio está abaixo de 20mmol/24horas
a perda é não renal e acima de 40mmol/24horas a causa é de origem renal.
Dosagem de potássio

 Observações:
 Sintomas da hipocalemia: as principais manifestações são neuromusculares e
 cardiovasculares. Assintomático nos casos leves. Fraqueza muscular, fadiga,
intolerância ao exercício palpitações (arritimias e extrassistolias), dispneia,
câimbras musculares, constipação e distensão abdominal;
 Sintomas da hipercalemia: fraqueza mucular (até parada respiratória em casos
severos), parestesias em membros superiores e inferiores, formigamento perioral,
músculos respiratórios costumam ser poupados. Manifestações
cardiovasculares: mais frequentes, incluindo alterações do ECG (T apiculada em
tenda,
 alargamento PR e QRS, desaparece P e
 onda senoidal ), arritmias (fibrilação ventricular e bloqueio atrioventricular).
Dosagem de sódio - Natremia

 O que é o Sódio?
 É o principal cátion extracelular. Os sais de sódio são os principais determinantes
da osmolalidade celular. Alguns fatores regulam a homeostasia
 do sódio, tais como aldosterona e hormônio antidiurético.

 Indicação clínica:
 O exame é útil na avaliação dos distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos.
Dosagem de sódio

 Interpretação:
 Valores de referência:
 Adultos: 135 a 145 mmol/L (ou meq/L)
 Valores críticos:
 Menor ou igual a 120 mmol/L(hiponatremia);
 Maior ou igual a 160 mmol/L (hipernatremia);
Dosagem de sódio

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Desidratação;
 Uso de diurético;
 Queimadura;
 Hiperpnéia;
 Hiperaldosteronismo;
 Síndrome Cushing;
 Diabetes insipidus.
Dosagem de sódio

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Diminuição:
 Síndrome nefrótica;
 Hipoproteinemia;
 Insufciência cardíaca congestiva;
 Defciência de mineralocorticoide;
 Fibrose cística;
 Vômitos;
 Diarréia.
Dosagem de sódio

 Observações:
 A hiponatremia corresponde à concentração de sódio abaixo de 135 meq/L e
 representa os estados de hipoosmolaridade;
 A hipernatremia corresponde à concentração de sódio acima de 145 meq/L e
 representa os estados de hiperosmolaridade;
 Pseudohiponatremias: ocorre nos casos de mieloma múltiplo e dislipidemias
graves, quando o excesso de proteínas ou lípides ocupam uma fração do
plasma e interfere com a dosagem laboratorial.
Dosagem de cálcio - Calcemia

 O que é o cálcio?
 O cálcio participa da contratilidade cardíaca e da musculatura esquelética e é
essencial para o funcionamento do sistema nervoso. Além disso, ele tem uma
importante função na coagulação sanguínea e na mineralização óssea.
 Cerca de 40% do cálcio encontra-se ligado às proteínas, 10% está na forma de
complexo inorgânico e 50% está presente como cálcio iônico (livre).

 Indicação clínica:
 A avaliação do cálcio sérico está indicada em todos os pacientes com
distúrbios
 metabólicos, em casos de manifestações neuromusculares, osteopenia e
osteoporose,
 investigação de litíase urinária, monitorização em pacientes com insuficiência
renal,
 pancreatite aguda, controle de neoplasias (risco de síndrome de lise tumoral);
 Também é empregada para avaliar a função da paratireóide, uma vez
 que o cálcio sérico é mantido dentro dos limites fisiológicos pela ação
combinada do
Dosagem de cálcio

 Interpretação:
 Valores de referência do cálcio no soro:
Dosagem de cálcio

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento – hiperalcemia: provocada pela maior mobilização de cálcio do
sistema esquelético ou aumento da sua absorção intestinal.
 Desidratação;
 Síndrome de imobilidade;
 Hepatopatias,
 Insufciência renal;
 Acromegalia;
 Câncer de pulmão, rins, bexiga sem envolvimento ósseo;
 Doença de Paget;
Dosagem de cálcio

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento – hiperalcemia:
 Hiperparatireoidismo;
 Hipervitaminose D;
 Mieloma múltiplo quando as proteínas estão elevadas;
 Neoplasias com metástase óssea;
 Sarcoidose;
 Uso de drogas como os tiazídicos, vitaminas A e D, estrógenos, antiácidos alcalinos e
carbonato de lítio.
Dosagem de cálcio

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Diminuição - hipocalcemia:
 Hipoparatiroidismo (idiopático, cirúrgico ou congênito);
 Pseudohipoparatiroidismo;
 Deficiência de vitamina D;
 Insufciência renal crônica;
 Hipomagnesemia;
 Terapia anticonvulsivante prolongada;
 Pancreatite aguda;
Dosagem de cálcio

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Diminuição - hipocalcemia:
 Hiperfosfatemia;
 Hipervolemia;
 Doença tubular renal distal e proximal;
 Alcoolismo;
 Cirrose hepática;
 Hipoalbuminemia;
 Prematuridade neonatal;
 Má absorção intestinal.

Dosagem de cálcio

 Observações:
 Níveis de cálcio total inferiores a 7 mg/dL podem levar à tetania e superiores a
12 mg/dL ao coma;
 Na interpretação dos valores normais deve-se levar em conta níveis de
albumina;
 Hemólise pode elevar seus resultados;
 A dosagem do cálcio iônico evita as distorções causadas pelas variações dos
níveis da albumina.
Dosagem de magnésio - Magnesemia

 O que é o magnésio?
 É um dos principais cátions inorgânicos, com concentração maior intracelular
que extracelular, sendo cofator de diversas reações enzimáticas.

 Indicação clínica:
 Exame útil na avaliação de distúrbios metabólicos.

Dosagem de magnésio

 Interpretação:
 Valores de referência:
 1,8 – 2,2 mg/dL (0,74 – 0,90 mmol/L);

 Valores críticos:
 < 1,2 mg/dL (0,5 mmol/L);
 > 4,9 mg/dL (2,0 mmol/L).
Dosagem de magnésio

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento – hipermagnesemia:
 Hemólise;
 Desidratação;
 Acidose diabética severa;
 Doença de Addison;
 Nanismo hipofisário tratado com hormônio do crescimento;
 Insufciência renal;
 Uso de medicamentos com magnésio;
 Trauma;
 Hipotireoidismo;
 Lúpus eritomatoso;
 Mieloma múltiplo.
Dosagem de magnésio

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Diminuição - hipomagnesemia:
 Má absorção;
 Suplementação insuficiente;
 Hipervolemia;
 Hiperaldosteronismo;
 Hipertireoidismo;
 Hipoparatireoidismo;
 Uso de digitálicos, diuréticos, aminoglicosídeos e cisplatina.
Dosagem de magnésio

 Observações:
 Cerca de 40% dos pacientes com hipocalemia têm hipomagnesemia
concomitante;
 A determinação do magnésio tem assumido importância clínica considerável
 principalmente na neonatologia, onde os distúrbios metabólicos deste íon
 (hipomagnesemia) são os responsáveis por sinais e sintomas clínicos,
frequentemente atribuídos à hipocalcemia.
Sistema Renina-Angiotensina-
Aldosterona
Estrutura do nefron
Estudo de caso 2
Exames para avaliação de função
hepática e biliar
Dosagem de Alanina Aminotransferase
Dosagem de Aspartato Aminotransferase
Dosagem de Gama Glutamil Transferase
Dosagem de Albumina
Dosagem de Fosfatase Alcalina
Dosagem de Bilirrubinas
Dosagem de Proteínas Totais
Dosagem de alanina aminotransferase
– Transaminase pirúvica ou TGP
 O que é a Alanina aminotransferase?
 Enzima hepática liberada por hepatócitos lesados. Localizada quase
exclusivamente nas células do fígado.

 Indicação clínica:
 Útil no diagnóstico e monitoramento de doença hepática associada com
necrose hepática. Mais sensível que a TGO/AST na detecção de injúria do
hepatócito.
Dosagem de ALT/ TGP

 Interpretação:
 Valores de referência:
 Homens: até 41 U/L;
 Mulheres: até 32 U/L;
 Crianças: de 25 a 95 U/L;
 Recém nascidos: de 40 a 120 U/L;

 Valores críticos:
 Não aplicável.
Dosagem de ALT/ TGP

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Biológicos: idade, gravidez, exercícios, uso de álcool, obesidade;
 Hemólise;
 Icterícia;
 Hipertrigliceridemia;
 Drogas: paracetamol, alfametildopa, carbamazepina, heparina, halotano, isoniazida,
nitrofurantoína, ácido valpróico, sulfonamidas, antiinflamatórios (não esteróides);
 Toxinas: clorofórmio, hidrazina, tricloroetileno, tolueno;
 Drogas ilícitas: cocaína, “ecstasy”, esteróides anabolizantes.
 Hepatites virais e hepatites não alcoólicas;
Dosagem de ALT/ TGP

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Cirrose;
 Colestase;
 Hemocromatose;
 Hipotireoidismo;
 Infarto agudo do miocárdio;
 Insufciência cardíaca;
 Choque;
 Traumas extensos;
Dosagem de ALT/ TGP

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Pré-eclampsia;
 Queimaduras;
 Pancreatites graves;
 Doenças musculoesqueléticas;
 Doença de Wilson;
 Deficiência de alfa-1-tripsina.

Dosagem de ALT/ TGP

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Diminuição:
 Deficiência de Vitamina B6.
Dosagem de ALT/ TGP

 Observações:
 ALT por ser de produção quase exclusivamente hepática (origem
citoplasmática), eleva-se mais precocemente e de maneira mais específica do
que AST na presença de lesão celular;
 O índice AST/ALT costuma ser de aproximadamente 2:1 nas hepatites alcoólicas
e tende a se elevar nas hepatites crônicas e na cirrose hepática, à medida que
piora a capacidade funcional hepática;
 A reação enzimática para dosagem das aminotransferases requer vitamina B6
como cofator. Assim pacientes com deficiência desta vitamina (como os
alcoólatras) podem apresentar valores normais ou baixos na suas dosagens de
AST e de ALT, mesmo na presença de hepatopatia;
 Os níveis de TGP são superiores à TGO nas hepatites e esteatoses não alcoólicas;
 Várias drogas e hemólise da amostra podem causar aumentos espúrios;
 São raras as situações de elevação sem doença do parênquima hepático.
Altera-se antes dos sinais e sintomas clínicos aparecerem. Persiste por mais
tempo elevada que a TGO/AST.

Dosagem de aspartato
aminotransferase – Transaminase
oxaloacética ou TGO
 O que é a Aspartato aminotransferase?
 Enzima hepática liberada por hepatócitos lesados. Encontrada em grandes
concentrações no fígado, coração, músculo esquelético, rins e em menor
concentração no cérebro, pulmões, pâncreas, baço e leucócitos.

 Indicação clínica:
 Serve para avaliação das lesões hepatocelulares e das doenças musculares.
Dosagem de AST/ TGO

 Interpretação:
 Valores de referência:
 Homens: até 40 U/L;
 Mulheres: até 35 U/L;
 Crianças: de 15 a 60 U/L;
 Recém nascidos: de 25 a 75 U/L;

 Valores críticos:
 Não aplicável.
Dosagem de AST/ TGO

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 ingestão alcoólica (geralmente TGO>TGP);
 Cirrose;
 Fepatites virais (geralmente TGP > TGO);
 Hemocromatose;
 Colescistite;
 Colestase;
 Anemia hemolítica;
 Hipotireoidismo;

Dosagem de AST/ TGO

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Infarto agudo do miocárdio (TGO>TGP);
 Insuficiência cardíaca;
 Doença musculoesquelética;
 Esteatose;
 Hepatite não alcoólica;
 Metástase hepática;
 Mononucleose;
 Trauma;
Dosagem de AST/ TGO

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Obstrução intestinal;
 Acidose láctica;
 Drogas: paracetamol, alfametildopa, carbamazepina, heparina halotano,isoniazida,
nitrofurantoína, ácido valpróico, sulfonamidas, antiinflamatórios (não esteróides);
 Toxinas: clorofórmio, hidrazina, tricloroetileno, tolueno;
 Drogas ilícitas: cocaína, “ecstasy”,esteróides anabolizantes.
Dosagem de AST/ TGO

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Diminuição:
 Deficiência de Vitamina B6.
Dosagem de AST/ TGO

 Observações:
 AST possui além de 80% de fração citoplasmática, 20% de fração mitocondrial
nos hepatócitos. Geralmente eleva-se de maneira mais tardia, do que ALT, nos
casos de lesões hepatocelulares;
 Também é encontrada nas células musculares esqueléticas, cardíacas e
hemácias.
 Várias drogas e hemólise da amostra podem causar aumentos espúrios.
Dosagem de Gama Glutamil
Transferase - GGT
 O que é a Gama Glutamil Transferase?
 A gama glutamil tranferase (gama GT) é uma enzima fabricada naturalmente
pelo organismo no fígado (incluindo nos ductos biliares) e encontrada tanto no
fígado quanto em outros órgãos como rins e intestino.

 Indicação clínica:
 É um marcador sensível de colestase hepatobiliar e do consumo de
 álcool;
 Uma das aplicações clínicas para sua determinação é o acompanhamento de
pacientes alcoólatras que estão em programa de recuperação.
Dosagem de GGT

 Interpretação:
 Valores de referência:
 Homens: 10 a 50 U/L;
 Mulheres: 7 a 32 U/L;

 Valores críticos:
 Não aplicável.
Dosagem de GGT

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Biológicos: álcool;
 Drogas: fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, ácido valpróico, contraceptivos
 orais.

 Diminuição:
 Drogas: azatioprina, clofibrato, estrógenos e metronidazol;
 Hemólise;
 Anticoagulantes: heparina.

Dosagem de GGT

 Observações:
 O consumo constante de bebidas álcoolicas provoca aumento dos níveis
séricos de até 3 vezes o maior valor de referência, que voltam ao normal após
cessar a ingestão de álcool;
 Nos quadros de icterícia obstrutiva níveis 5 a 50 vezes acima do normal são
encontrados;
 A GGT duas vezes maior que o valor de referência com razão TGO/TGP > 2:1
sugere consumo alcoólico;
 Nas neoplasias de fígado valores elevados podem ocorrer.
Dosagem de Albumina

 O que é a Albumina?
 A albumina é a proteína presente em maior quantidade no plasma sanguíneo;
 Importante transportador de várias substâncias pelo plasma, tais como tiroxina,
bilirrubina,
 penicilina, cortisol, estrogênio, ácidos graxos livres, warfarina, cálcio, magnésio e
outros íons
 metálicos, heme e fosfolipídios;

 Indicação clínica:
 Por estar relacionada com o aporte proteico e à produção exclusiva do fígado,
é usada como parâmetro para avaliação do estado nutricional e como
marcador da função de síntese hepática;
 Também é usada na avaliação dos casos de perda proteica por via renal ou
intestinal.
Dosagem de albumina

 Interpretação:
 Valores de referência:
 De 4,0 a 5,5 g/dl;

 Valores críticos:
 Não aplicável.
Dosagem de albumina

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Biológicos: gravidez, dieta, exercícios, uso de álcool;
 Doenças: desidratação, insuficiência cardíaca;
 Hemólise;
 Icterícia.

Dosagem de albumina

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Diminuição:
 Obesidade;
 Drogas: heroína, heparina, azatioprina, clofibrato, estrógeno, metronidazol e
administração de líquidos intravenosos (hemodiluição);
 Secundária à desnutrição;
 Cirrose;
 Síndrome nefrótica;
Dosagem de albumina

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Diminuição:
 Analbuminemia (deficiência genética rara);
 Inflamação (hemodiluição, consumo pelas células, síntese reduzida);
 Perda no TGI;
 Má nutrição;
 Edema e ascite.



Dosagem de albumina

 Observações:
 A hipoalbuminemia interfere na interpretação dos níveis de cálcio e de
magnésio, uma vez que esses íons são ligados a ela fazendo com que ocorra
uma diminuição sérica desses também;
 A dosagem de proteínas totais menos a de albumina leva ao resultado das
globulinas e a determinação da relação albumina/globulina. A relação inferior
1ocorre nos casos de hipoalbuminemia e de hipergamaglobulinemia.
Dosagem de fosfatase alcalina

 O que é a Fosfatase alcalina?


 A fosfatase alcalina possui duas isoenzimas: uma de origem hepática e outra de
origem óssea;
 Origina-se nas membranas celulares dos seguintes tecidos: ossos, fígado,
 intestino, placenta e rim. As isoenzimas hepáticas e ósseas representam 80%
 da fosfatase alcalina (FA) circulante. Em crianças a fração óssea predomina.

 Indicação clínica:
 Sua determinação é importante no diagnóstico das doenças hepatobiliares
 e ósseas onde a atividade osteoblástica está aumentada.
Dosagem de fosfatase alcalina

 Interpretação:
 Valores de referência:
Dosagem de fosfatase alcalina

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Hepatites virais;
 Consolidação de fraturas;
 Tumores ósseos;
 Osteomalásia;
 Raquitismo;
 Acromegalia;
Dosagem de fosfatase alcalina

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Biológicos: idade, gravidez, sexo;
 Drogas: morfina;
 Coledocolitíase;
 Neoplasias hepáticas;

 Diminuição:
 Hemólise;
 Drogas: anticoncepcionaisorais, hipolipemiantes, anticoagulantes, antiepilépiticos.

Dosagem de fosfatase alcalina

 Observações:
 Durante a gravidez os valores elevam de duas a três vezes o valor de referência,
 principalmente pela produção da fração placentária, mas também pelo
aumento da isoenzima óssea;
 Todas as formas de colestase elevam a fosfatase alcalina, particularmente
quando há
 icterícia obstrutiva;
 As elevações da enzima, mais que 3 vezes o valor de referência, são mais
relevantes nas obstruções biliares extra-hepáticas (cálculos ou cabeça de
pâncreas) do que que nas intra-hepáticas;
 Elevações da fosfatase alcalina associadas ao sistema esquelético envolvem a
remodelação óssea, como Doença de Paget, osteomalácia, fraturas e tumores
malignos;
 Doenças como a de Paget, onde há intensa atividade osteoblástica, não são
incomuns valores de 10 a 25 vezes acima do valor de referência;
 Valores moderadamente elevados são observados na osteomalácia e são
normais
 na osteoporose.
Dosagem de bilirrubinas

 O que é a bilirrubina?
 Produto de quebra da hemoglobina no sistema retículo-endotelial,
 conjugada no fígado para, a seguir, ser excretada na bile;

 Indicação clínica:
 Diagnóstico e monitoramento de doenças hepatobiliares (colestase);
 Diagnóstico e monitoramento de doenças hemolíticas, incluindo em neonatos.

Dosagem de bilirrubinas

 Interpretação:
 Valores de referência para adultos:
 Bilirrubina direta - até 0,4 mg/dL;
 Bilirrubina indireta - de 0,6 a 0,9 mg/dL;
 Bilirrubina total – até 1,3 mg/dL.
Dosagem de bilirrubinas

 Interpretação:
 Valores de referência para bilirrubina total em crianças:

 Valores críticos:
 Em recém nascidos acima de 17,0 mg/dL.
Dosagem de bilirrubinas

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento da bilirrubina direta:
 Doenças hepáticas hereditárias (Dubin-Johnson, Rotor);
 Lesão de hepatócitos (viral, tóxica, medicamentosa, alcoólica);
 Ostrução biliar (litíase, neoplasias).
Dosagem de bilirrubinas

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento da bilirrubina indireta:
 Anemias hemolíticas;
 Hemólise autoimune;
 Transfusão de sangue;
 Reabsorção de hematomas;
 Eritropoiese ineficaz;
 Doenças hereditárias (Gilbert, Crigler-Najar).



Dosagem de bilirrubinas

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Diminuição:
 Uso de drogas que ativam o sistema microssomal hepático.
Dosagem de bilirrubinas

 Observações:
 Níveis de bilirrubina direta maiores que 50% dos valores totais são sugestivos de
 causas pós-hepáticas;
 Bilirrubina neonatal é usada para monitorar a icterícia neonatal: doença
 hemolítica do recém-nascido (eritroblastose fetal) e a icterícia fisiológica;
 Icterícia fsiológica caracteriza-se por hiperbilirrubinemia não conjugada, com
pico no 3° ao 4° dia nos RN nascidos a termo, declinando progressivamente. Nos
prematuros o pico acontece do 5° ao 7° dia;
 Icterícias patológicas geralmente surgem nas primeiras 24 horas de vida e
 aumentam rapidamente;
 Outras causas de icterícia neonatal incluem galactosemia, sepse, hepatites,
sífilis, toxoplasmose, citomegalovirus e rubéola.
Dosagem de proteínas totais

 O que são as proteínas totais?


 São o conjunto de proteínas presentes no sangue.

 Indicação clínica:
 A dosagem das proteínas totais é útil na avaliação e acompanhamento das
patologias que levam a deficiência na síntese proteica ou por perda excessiva.

Dosagem de proteínas totais

 Interpretação:
 Valores de referência:
 De 6,4 a 8,1 g/dl;

 Valores críticos:
 Não aplicável.
Dosagem de proteínas totais

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Icterícia;
 Biológicas: gravidez, dieta, exercícios, uso de álcool;
 A hemoconcentração, como ocorre na desidratação secundária a vômitos ou
diarréia, na doença de Addison e na cetoacidose diabética;
 Drogas: corticóides, digitais, furosemida, anticoncepcionais orais;
 Neoplasias;
 Mieloma múltiplo;
 Leishmaniose;
 Hanseníase.
Dosagem de proteínas totais

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Diminuição:
 Drogas: heroína, administração de líquidos intravenosos (hemodiluição), laxativos,
 carvedilol;
 Insuficiência cardíaca;
 Obesidade;
 Imobilização prolongada;
 Hepatopatia crônica;
 Síndrome Nefrótica;
 Queimaduras;
 Desnutrição.
Dosagem de proteínas totais

 Observações:
 Hiperproteinemia leve pode ocorrer na resposta de fase aguda e
hipergamaglobulinemia policlonal, enquanto hiperproteinemia acentuada
 pode ser secundária a altos níveis de imunoglobulina monoclonal, como
 no mieloma múltiplo;
 Hipoalbuminemia isolada pode levar a hipoproteinemia.
Estudo de caso 3
Dosagem dos lipídeos
Dosagem de colesterol total
Dosagem de frações do colesterol
Dosagem de Triglicérides
Dosagem de colesterol total

 O que é o colesterol?
 O colesterol é um lipídeo essencial na produção de hormônios esteroides,
ácidos biliares e na constituição das membranas celulares;
 Os distúrbios no metabolismo do colesterol exercem um papel importante na
etiologia da doença vascular aterosclerótica, sendo componente, também, dos
cálculos biliares.
 60% a 80% encontram-se esterifcados (armazenado no interior das células ou no
interior das lipoproteínas).
Dosagem de colesterol total

 Indicação clínica:
 Apesar da Doença Arterial Coronariana (DAC) ser considerada multifatorial,
estudos demonstram que um aumento da concentração plasmática de
colesterol está associado a um aumento da sua incidência;
 No Brasil, a Sociedade Brasileira de Cardiologia apresentou as Diretrizes
Brasileiras sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, que abrange uma
avaliação dos riscos de desenvolvimento de aterosclerose, controle dos lípides,
o tratamento com drogas, atividades físicas e redução do tabagismo.
Dosagem de colesterol total

 Interpretação:
 Valores de referência - Valores recomendados pelas IV Diretrizes Brasileiras sobre
Dislipidemias da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2007):
Dosagem de colesterol total

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Biológicos: idade, gravidez, dieta, exercícios, uso de álcool, obesidade;
 Doenças: hipotireoidismo, hipopituitarismo, diabetes mellitus, síndrome nefrótica,
insuficiência renal crônica, atresia biliar congênita, lupus eritematoso sistêmico;
 Drogas: antihipertensivos (tiazidas, clortalidona, espironolactona,
betabloqueadores),
 Imunossupressores (ciclosporina, predinisona), esteróides (estrógenos,
progestógenos
 e anticoncepcionais orais), anticonvulsivantes, amiodarona, AAS, ácido
ascórbico,
 alopurinol;
 Hemólise;
 Icterícia;
 Hipertrigliceridemia.
Dosagem de colesterol total

 Observações:
 Pacientes com alterações no perfl lipídico devem ter seus exames
 confirmados pela repetição de nova amostra;
 A nova dosagem deverá ser realizada com o intervalo mínimo de uma semana
e máximo de dois meses após a coleta da primeira amostra;
 Esse procedimento visa reduzir a variabilidade entre os ensaios e aumentar a
precisão diagnóstica;
 A variação entre duas dosagens no mesmo indivíduo, ou intra-individual,
 resulta, portanto, da combinação entre as variações pré-analíticas e analíticas.
Dosagem das frações do colesterol

 O que são as frações do colesterol?


 São o conjunto de lipoproteínas de alta densidade (HDL), baixa densidade (LDL)
e muito baixa densidade (VLDL).

 Indicação clínica:
 Avaliação do perfil lipêmico do paciente, sobretudo para prevenção de
Doença Arterial Coronariana e esteatose hepática.
Dosagem das frações do colesterol

 Interpretação:
 Valores de referência:
Dosagem das frações do colesterol

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Idênticos aos citados na dosagem de colesterol.

 Observações:
 Idênticos aos citados na dosagem de colesterol.
Dosagem de triglicérides

 O que são os triglicérides?


 Os triglicérides ou triacilgliceróis são obtidos pela dieta ou produzidos
 pelo organismo a partir da esterifcação do glicerol com três moléculas de
 ácidos graxos, principalmente na célula da mucosa intestinal, no tecido
 hepático ou no tecido adiposo;
 Constituem 95% do estoque de gordura tecidual.

 Indicação clínica:
 Junto com a dosagem de colesterol e suas frações, é útil na avaliação de
dislipidemias.
 O diagnóstico precoce de dislipidemia significa reduzir os riscos de Doença
Arterial Coronariana (DAC).
Dosagem de triglicérides

 Interpretação:
 Valores de referência - Valores recomendados pelas IV Diretrizes Brasileiras sobre
Dislipidemias da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2007):
Dosagem de triglicérides

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Hemólise;
 Icterícia;
 Drogas: ácido ascórbico, estrogênios, contraceptivos orais, prednisona, álcool em
doses elevadas, corticoides;
 Gravidez;
 Glicerol livre;
 Obesidade;
 Intolerância à glicose ou diabetes tipo 2;
 Hiperuricemia;
Dosagem de triglicérides

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Hepatites virais;
 Cirrose biliar,
 Obstrução biliar extra-hepática;
 Síndrome nefrótica;
 Insuficiência renal crônica;
 Síndrome de Cushing;
 Infecção;
 Doenças inflamatórias.
Dosagem de triglicérides

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Diminuição:
 Má Absorção;
 Hipertireoidismo;
 Desnutrição.
Dosagem de triglicérides

 Observações:
 As dosagens enzimáticas de triglicérides se baseiam na quantificação de
glicerol proveniente do mesmo, o que faz com que o glicerol livre presente no
soro possa superestimar os seus valores. As situações em que é encontrado um
aumento do glicerol livre são: esforço físico intenso, medicação intravenosa
contendo glicerol, nutrição parenteral, hemodiálise, hepatopatia, hemodiálise,
diabetes mellitus.
Estudo de caso 4
Dosagem de enzimas cardíacas
Dosagem de creatinofosfoquinase
Dosagem de isoenzima creatinofosfoquinase MB
Dosagem de troponina
Dosagem de creatinofosfoquinase -
CPK
 O que é a creatinofosfoquinase?
 Enzima encontrada principalmente na musculatura estriada, cérebro e
coração.

 Indicação Clínica:
 A dosagem da creatinofosfoquinase é um marcador sensível, mas inespecífico
de lesão muscular, principalmente nas patologias que envolvem lesões das
células do tecido muscular esquelético e cardíaco.
Dosagem de creatinofosfoquinase -
CPK
 Interpretação:
 Valores de referência:
 Homens: 50 a 200 U/L;
 Mulheres: 20 a 25% inferiores aos dos homens;
 Lactentes (até 1 ano): duas vezes aos do adulto.

 Observação: os valores de referência podem variar em função do método e


dos reagentes utilizados; portanto esses valores devem estar claramente citados
nos laudos de resultados dos exames laboratoriais.
Dosagem de creatinofosfoquinase -
CPK
 Principais interferentes na fase pré-analítica:
 Aumento:
 Biológicos: exercícios, uso de álcool;
 Doenças: hipotireoidismo, acromegalia, status epiléptico;
 Drogas: corticóides, fenotiazidas, cocaína;
 Hemólise intensa;
 Icterícia.
 Redução:
 Exposição da amostra à luz.
Dosagem de creatinofosfoquinase -
CPK
 Observações:
 A dosagem de CPK tem baixa especificidade para avaliar dano miocárdico.
Seu nível sérico aumenta dentro de 3 a 8 horas após a lesão miocárdica,
atingindo um pico entre 12 e 24 horas e retornando aos seus níveis basais dentro
de 3 a 4 dias;
 Na maioria dos casos, uma amostra deveria ser obtida à admissão no serviço de
 urgência e após 6 a 9 horas. Os valores no pico máximo podem chegar a mais
de 10 vezes o limite superior dos valores de referência. Em pacientes submetidos
à terapêutica trombolítica a elevação da CPK pode ocorrer mais
precocemente por aumento da isoenzima CKMB conseqüente à reperfusão do
miocárdio isquêmico;
Dosagem de creatinofosfoquinase -
CPK
 Observações:
 Além do IAM a CPK está elevada nos casos de necrose do músculo cardíaco
 produzidas por miocardite grave;
 Aumento da CPK secundário a trauma muscular (cirurgia,exercícios físicos
 intensos,injeções intramusculares ), pode atingir até cinco vezes o valor de
 referência,retornando aos valores normais após 24 horas;
 Aumento da CPK secundário a patologias musculares
 (rabdomiólise, dermatomiosite, distrofia muscular, poliomiosite, esclerose lateral
 amniotrófica, distrofia miotônica) geralmente se mantém persistentemente
elevados.
Dosagem de creatinofosfoquinase -
CPK
 Observações:
 Baixos níveis refletem pouca massa muscular ou sedentarismo, sem
 repercussão clínica conhecida, entretanto foram relatados alguns
 casos de pacientes com doença metastática, em uso corticoterapia,
 com doença hepática alcoólica, doença do tecido conjuntivo, gravidez
 ectópica e artrite reumatoide.
Dosagem de creatinofosfoquinase MB
- CKMB
 O que é a creatinofosfoquinase MB?
 Uma das três isoenzimas da creatinoquinase. Sua principal fonte é o miocárdio,
 entretanto pode ser encontrada também na musculatura esquelética;
 Representam 20% do total da creatinoquinase presente no miocárdio e
 3% da creatinoquinase presente na musculatura esquelética, podendo-se
 encontrar níveis elevados em pacientes com doenças e traumas da
 musculatura esquelética.
Dosagem de creatinofosfoquinase MB
- CKMB
 Indicação clínica:
 A dosagem da isoenzima creatinofosfoquinase MB é um marcador sensível e
específico, das lesões das células do tecido muscular cardíaco, principalmente
o infarto agudo do miocárdio (IAM);


Dosagem de creatinofosfoquinase MB
- CKMB
 Interpretação:
 Valores de referência:
 Homens e mulheres: 0 - 24 U/L ou até 6% da atividade da CK total;
 Valores críticos:
 As dosagens devem ser valorizadas juntamente com a história clínica e o ECG nos
casos de diagnóstico de IAM.
Dosagem de creatinofosfoquinase MB
- CKMB
 Principais interferentes na fase pré-analítica:
 Aumento:
 Hemólise intensa;
 Icterícia;
 Biológicas: exercícios, uso de álcool;
 Doenças: grandes cirúrgias;
 Drogas: corticóides, fenotiazidas, cocaína.

 Redução:
 Incidênia de luz na amotra.

Dosagem de creatinofosfoquinase MB
- CKMB
 Observações:
 Algumas situações há elevação da CPK total sem elevar a CKMB, como o
 exercício físico moderado, injeções intramusculares, acidente vascular
 cerebral, pericardite, pneumonias e outras lesões pulmonares;
 A CKMB é uma isoenzima presente principalmente no miocárdio, mas também
 no músculo esquelético (1 a 2 %) e no cérebro;
 A dosagem única de CKMB apresenta uma sensibilidade de 50% quando o
 paciente dá entrada em um serviço de pronto atendimento, mas aumenta em
 90% caso seja solicitado medidas seriadas;
 Níveis elevados ocorrem após 4 horas de início do IAM, com picos de dosagem
 entre 9 e 30 horas e retornando ao normal entre 48 e 72 horas, após um episódio
 único e limitado. Assim a curva de CKMB torna-se então o principal parâmetro
 para avaliação do prognóstico;
Dosagem de creatinofosfoquinase MB
- CKMB
 Observações:
 Aumento da CKMB em situações que não são IAM:
 Contusão cardíaca;
 Procedimentos cirúrgicos cardíacos;
 Cardioversão;
 Angioplastia coronariana transluminal;
 Pericardite;
 Miocardite;
 Taquicardia supraventricular prolongada;
 Cardiomiopatia;
 Insuficiência cardíaca congestiva;
 Angiografia coronariana.
Dosagem de creatinofosfoquinase MB
- CKMB
 Observações:
 Aumento da CKMB em situações sem lesão cardíaca:
 Traumatismo e doenças do músculo esquelético;
 Rabdomiólise extensa;
 Mioglobinuria;
 Queimaduras;
 Hipertermia maligna;
 Hipotermia;
 Colelitíase aguda;
 Cetoacidose diabética;
 Choque séptico;
 DPOC;
Dosagem de creatinofosfoquinase MB
- CKMB
 Observações:
 Situações em que não ocorre aumento de CKMB:
 Angina pectoris ou insuficiência coronariana (qualquer elevação da CK-MB nestas
doenças significa alguma necrose do músculo cardíaco mesmo que um infarto
discreto não seja identificado);
 Parada cardíaca ou cardioversão não devida a IAM;
 Marcapasso cardíaco;
 Injeções intramusculares;
 Infarto cerebral;
 Embolia pulmonar.
Considerações sobre CPK e CKMB
Dosagem de troponina

 O que é a troponina?
 Marcador de lesão da musculatura cardíaca.

 Indicação clínica:
 É útil na exclusão do infarto agudo do miocárdio (valor preditivo negativo de
99%), monitoramento e estratifcação de risco das síndromes coronarianas
agudas e para estimativa de prognóstico;
 Considerada o padrão-ouro entre os marcadores bioquímicos de necrose do
tecido miocárdico.
Dosagem de troponina

 Interpretação:
 Valores de referência:
 Até 0,030 ng/mL.

 Valores críticos:
 Não se aplica.
Dosagem de troponina

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Lesão não isquêmica do miocárdio;
 Insufciência renal crônica;
 Pericardites;
 Miocardites;
 Tromboembolismo pulmonar
Dosagem de troponina

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Sepse;
 Insufciência cardíaca congestiva;
 Taquiarritmias;
 Acidente vascular cerebral;
 Exercícios prolongados extremos.

Dosagem de troponina

 Observações:
 As troponinas são liberadas a partir das células mortas ou danificadas do
músculo cardíaco e ficam elevadas entre 4 e 8 horas após o início dos sintomas
do infarto do miocárdio, com pico de elevação após 36-72 horas, normalizando
entre 5 e 14 dias depois;
 Pacientes com angina instável e níveis de troponina cardíaca anormal, possuem
5 vezes mais chances de sofrer um infarto quando comparados com aqueles
que têm níveis de troponina normais;
 Elevações da troponina sérica são essenciais para o diagnóstico de infarto do
miocárdio e estimar a sua extensão. Qualquer tipo de lesão do miocárdio
(músculo cardíaco), e não apenas uma lesão isquêmica, pode resultar em
liberação de troponina no sangue;
 A troponina apresenta a mesma sensibilidade diagnóstica da CKMB após 12-48
horas do início dos sintomas do infarto, mas é indispensável no caso de
pacientes com doenças que reduzem a especificidade da enzima CKMB.
Estudo de caso 5
Outros exames
Dosagem de glicose
Hemograma
Gasometria arterial
Gasometria venosa
Testes de coagulação
Culturas e Antibiogramas
Dosagem de glicose

 O que é glicose?
 Carboidrato fonte de energia.

 Indicação clínica:
 Diagnóstico e monitoramento do diabetes mellitus e dos distúrbios da
 homeostase glicêmica.
Dosagem de glicose

 Interpretação:
 Valores de referência:
 60 a 99 mg/dL.
Dosagem de glicose

 Principais interferentes na fase pré-analítica:


 Aumento:
 Uso de corticoides;
 Estresse agudo;

 Redução:
 Até 24 horas após ingestão aguda de álcool;
 Jejum Prolongado;
 Dieta com restrição de carboidrato.
Dosagem de glicose

 Observações:
 A glicose pode ser dosada em soro ou plasma e sua concentração é maior
 em sangue arterial que em amostra venosa. Para dosagem em jejum é
 recomendado o intervalo de 8 horas após a última refeição. O método
 enzimático hexoquinase é o método de referência para determinação da
 glicemia em soro ou plasma.
Hemograma

 O que é o hemograma?
 Constitui importante exame de auxílio diagnóstico para doenças hematológicas
e sistêmicas;
 Fornece dados para classifcação das anemias de acordo com alterações na
 forma,tamanho e cor das hemácias.
 Indicação clínica:
 Indicado para avaliação de anemias, neoplasias hematológicas, reações
infecciosas e inflamatórias, acompanhamento de terapias medicamentosas e
avaliação de distúrbios plaquetários.
Hemograma

 Divisão:
 Eritrograma: estuda as alterações nos eritrócitos, Hb, Ht e morfologia eritrocitária;
 Leucograma: estuda a contagem total dos leucócitos, assim como as fórmulas
percentuais e absolutas e o estudos da sua morfologia;
 Plaquetograma: estimativa do numero de plaquetas e de sua morfologia.

 Termos usados:
 -citose ou -filia: aumento;
 -penia: redução.
Hemograma - eritrograma

 Valores de referência:
Hemograma

 Observações:
 Hemoglobina (Hb): principal função é identificar anemias;
 Volume Corpuscular Médio (VCM): É o parâmetro mais importante para o
diagnóstico diferencial laboratorial dos diversos tipos de anemia:
 O VCM é inversamente proporcional a contagem de eritrócitos;
 V.N: 76-96(pg);
 Macrocitose: >96pg;
 Microcitose: <76pg .
 Hemoglobina Corpuscular Média: a determinação usual é: Hb x 10/eritrócitos;
 Também é importante para o diagnóstico diferencial laboratorial entre os diversos tipos
de anemia;
 Hipocromia: <27fl;
 Normocromia: 27-32fl.
Hemograma

 Observações:
 O VCM é parâmetro útil na classificação das anemias, permitindo diferenciá-las em
 microcíticas, quando o VCM encontra-se abaixo do limite inferior de referência,
 normocíticas (dentro dos limites de referência) e macrocíticas, quando se encontra
acima do limite superior de referência;
 O HCM é a medida da massa de hemoglobina presente, em média, nas hemácias. O
CHCM mede a concentração média de hemoglobina nas hemácias e auxilia na
classificação das anemias em normocrômicas ou hipocrômicas;
 O RDW representa a variação da distribuição das hemácias quanto ao tamanho e
reflete, portanto, a anisocitose da população estudada. É útil na avaliação de
anemias microcíticas, pois, habitualmente, é maior nas anemias ferroprivas do que nas
talassemias e anemias de doença crônica.
Hemograma - Leucograma

 Valores de referência:
Hemograma - Leucograma

 Em relação ao leucograma, encontram-se abaixo relacionadas as


principais causas de alterações quantitativas:
 Neutrofilia: infecções bacterianas agudas, lesão tissular, doença inflamatória
aguda, neoplasia, hemorragia aguda e exercício intenso;
 Neutropenia: infecções virais, constitucional, drogas citotóxicas,irradiação,
infiltração medular, síndome mielodisplásica;
 Eosinofilia: doenças alérgicas, hipersensibilidade a drogas, infestações
parasitárias, doenças do colágeno, doença de Hodgkin e doenças
mieloproliferativas;
 Eosinopenia: stress agudo (trauma, cirurgia, infarto do miocárdio, inflamação
aguda), síndrome de Cushing;
 Basofilia: estado de hipersensibilidade, mixedeme, doenças mieloproliferativas;
Hemograma - Leucograma

 Em relação ao leucograma, encontram-se abaixo relacionadas as


principais causas de alterações quantitativas:
 Basopenia: stress agudo;
 Monocitose: infecção crônica, doença inflamatória crônica, neutropenia,
doença mieloproliferativa crônica;
 Monocitopenia: pancitopenia, uso de corticoide;
 Linfocitose: infecção virótica, reação de hipersensibilidade a drogas e doenças
mieloproliferativas;
 Linfocitopenia: stress agudo, síndrome da imunodeficiência adquirida
(SIDA/AIDS).
Hemograma - Leucograma

 Grandes elevações podem ocorrer nas leucemias, que nada mais é que o
câncer dos leucócitos. Enquanto processos infecciosos podem elevar os
leucócitos até 20.000-30.000 células/mm3, na leucemia estes valores
ultrapassam facilmente as 50.000 cel/mm3;
 Desvio à esquerda:
 Ocorre principalmente em processos infecciosos bacterianos;
 Desvio à esquerda corresponde ao aparecimento, no sangue periférico, de
precursores granulocíticos, que normalmente se localizam na medula óssea.
Estes
 precursores incluem os bastões, os mielócitos e os metamielócitos;
 Linha evolutiva: Mielócitos-metamielócitos-bastões-segmentados-neutrófilo;
 Relação bastões:segmentados: >1:16;
 Exemplo: Bastões=24% e segmentados=48%.
Hemograma - Plaquetograma

 Valores de referencia:
 140 a 450 x 103 /mm3;

 Principais causas de plaquetopenia:


Hemograma - Plaquetograma

 Por outro lado o aumento do número de plaquetas acima de 450.000 é


denominado de plaquetose;
 Plaquetoses até 700.000 podem ocorrer notadamente na anemia
ferropriva, hemorragias agudas, inflamações e infecções crônicas,
anemias hemolíticas, leucemias e policitemia vera.
 Entretanto há situações em que a contagem de plaquetas é superior a
700.000, podendo chegar até 3.000.000 , como é o caso da trombocitemia
essencial – doença mieloproliferativa que desencadeia a formação
descontrolada das células precursoras das plaquetas, os megacariócitos.
Gasometria

 O que é a gasometria arterial?


 Exame realizado para dosagem dos gases dispersos no sangue.

 Indicação clínica:
 Avaliação do estado ácido-básico, da oxigenação e ventilação do paciente.

Gasometria

 Interpretação:
 Valores de referência – gasometria arterial:
Gasometria

 Interpretação:
 Valores de referência – gasometria venosa:
Gasometria

 Observações:
 Todo cuidado deve ser tomado ao interpretar um resultado de gasometria
devido ao grande número de fatores pré-analíticos, que influenciam o mesmo.
Qualquer resultado discrepante deve ser confirmado com a coleta de nova
amostra;
 A medida do Ph é útil nos distúrbios ácidobásicos decorrentes de diversas
situações clínicas como distúrbios gastrointestinais, endócrinos, renais e
respiratórios;
 Em doenças respiratórias, o pCO2 vai ser afetado primariamente, enquanto que
os distúrbios metabólicos vão afetar primeiramente o HCO3. O pCO2 está
diminuído na hiperventilação da histeria e por freqüência respiratória rápida na
ventilação mecânica, levando a alcalose respiratória. Quando aumentado
causa acidose respiratória. As causas podem ser doenças pulmonares,
obstruções respiratórias, drogas e doenças neuromusculares;
Gasometria

 Observações:
 A diminuição do pO2 deve-se a doenças pulmonares, cardiovasculares
congênitas, obstrução mecânica da respiração, etc.
 Saturação de oxigênio é útil em presença de cianose e eritrocitose. Pode
diferenciar entre oxigenação diminuída do sangue, como em doenças
pulmonares, e mistura de sangue venoso e arterial, como em “shunt”
arteriovenoso. A disponibilidade de oxigênio para os tecidos depende da
saturação de oxigênio e da afinidade do O2 à hemoglobina;
 Os dados obtidos a partir deste exame permitem ao médico definir a presença
de acidose ou alcalose, e a origem das mesmas, respiratória, metabólica ou
mista. São usados também para acompanhamento do tratamento destas
condições.
Testes de coagulação

 Quais são os testes de coagulação?


 Tempo de protrombina (TP);
 Tempo de tromboplastina parcial ativado (TPPa).

 Indicação clínica:
 Exame útil na avaliação da via extrínseca (TP) e intrínseca (TPPa) da
coagulação sanguínea.
Testes de coagulação


Testes de coagulação

TP - É um teste útil no monitoramento de pacientes em uso de anticoagulantes orais.


Pode também ser utilizado no rastreamento inicial para detectar defciências
hereditárias ou adquiridas de um ou mais fatores ( I, II, V, VII, X);

TPPa - o teste é utilizado no monitoramento de pacientes em uso de heparina, na


detecção de inibidores específcos e inespecífcos da coagulação (ex: anticoagulante
lúpico), no rastreamento inicial da defciência de um ou mais fatores.


Culturas e antibiogramas

 O que são as culturas?


 “Semeadura e cultura” de bactérias e fungos para verificar crescimento dos
mesmos;
 O que são antibiogramas?
 Teste de sensibilidade a antibióticos.

 Indicação clínica:
 Exame útil na avaliação de microrganismos patogênicos e a concentração
inibitória mínima dos antibióticos e antifúngicos para os quais são sensíveis.
Culturas e antibiogramas
Culturas e antibiogramas
Culturas e antibiogramas
Estudo de caso 6
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