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ANOMALIAS

GENÉTICAS

Prfª M.a: Evillyn Jacinto Tofanelli

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ANOMALIA GENÉTICA: GENE OU
CROMOSSOMO?

 Existem duas categorias de anomalias genéticas


que afetam a espécie humana:
• Defeito em um gene;
• Defeito nos cromossomos, seja na estrutura,
seja no número.

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 Mudanças acidentais no DNA podem levar a
modificações nas proteínas fabricadas, muitas
das quais são enzimas, com papel fundamental
no metabolismo.
 Exemplos de doenças causadas por defeitos nos
genes : albinismo, doença de Tay-Sachs e fibrose
cística.

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ALBINISMO
 Ausência parcial
ou total do
pigmento melanina
na pele, no cabelo e
nos olhos.

Imagem: Menino albino, em 23 de abril de 2007 / Source:


http://www.flickr.com/photos/enduroafrica/320532838 / Disponibilizado
4 por:
Muntuwandi / GNU Free Documentation License
DOENÇA DE TAY-SACHS
 Caracterizada pela ausência da produção da
enzima hexosaminidase A, que catalisa a
hidrólise de glicolipídeos do tipo gangliosídeos.
Como resultado há o acúmulo de gangliosídeo
GM2 em neurônios de todo o SNC.

 Sintomas: problemas neurológicos, cegueira,


surdez, incapacidade de deglutir e,
eventualmente, a morte.
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FIBROSE CÍSTICA
 As glândulas exócrinas
produzem muco muito
espesso, o que normalmente
leva à obstrução do pâncreas
e à infecção crônicas dos
pulmões, além de causar
problemas digestivos.

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DEFEITOS NOS CROMOSSOMOS

 Os principais tipos de alterações estruturais que


causam Anomalias cromossômicas são:
• Deficiência ou Deleção;
• Duplicação;
• Inversão;
• Translocação.

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DEFEITOS NOS CROMOSSOMOS

• Durante a Meiose pode ocorrer um erro na divisão


dos cromossomos e durante a Anáfase I ou Anáfase
II.
• Esse erro na divisão irá causar uma anomalia
genética, denominada aneuploidia (Alterações no
número, falta ou excesso de alguns cromossomos).
As aneuploidias nos seres humanos podem ocorrer
nos:
• Cromossomos sexuais;
• Nos autossomos.
• No processo da meiose, assim como
na mitose, pode ocorrer a
distribuição incorreta de um ou mais
cromossomos, fenômeno este
conhecido como não disjunção
cromossômico.
• Caso a não disjunção ocorra durante
a meiose I, uma das células acaba
recebendo dois cromossomos
homólogos que não se separaram.
Caso a não disjunção cromossômica
ocorra durante a segunda etapa da
meiose (meiose II), recebe dois
cromossomos-irmãos que não se
separaram. Dessa forma, o que se
observa é a formação de gametas
com excesso ou falta de
cromossomos.
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Demonstração da não disjunção
(erro na divisão dos cromossomos)
MEIOSE I MEIOSE I

xx xx
NÃO DISJUNÇÃO
NORMAL

xx MEIOSE II
x MEIOSE II x
NORMAL NORMAL NORMAL NÃO DISJUNÇÃO

x x I I x

Não disjunção da meiose I


CROMOSSOMOS SEXUAIS

• Nos seres humanos, dos 23 pares de


cromossomos, 1 é formado pelos
cromossomos sexuais;
• O restante dos cromossomos não sexuais são
chamados de Autossomos.

Mulheres: 44 A + XX
Homens: 44 A + XY
CARIÓTIPO

• Representação gráfica do conjunto de


cromossomos de uma célula, organizados
conforme tamanho, forma e número de cada
um.
• Utilização: detecção de alterações genéticas,
o que permite um aconselhamento genético
mais adequado a casais que pretendam ter
filhos.
Imagem: Cariótipo humano do sexo masculino após bandeamento G, em 12 de abril de 2000
/ Imagem: National Human Genome Research Institute / Source: Talking Glossary of
Genetics / public domain
Ex: Cariótipo humano (23 pares de cromossomos)
ANEUPLOIDIAS
• Alteração no numero de cromossomos – a adição
ou perda de um ou mais cromossomos perturba o
equilíbrio existente na célula e na maioria dos
casos, não é compatível com a vida.
• Aneuploidias autossômicas : Síndrome de Down,
Síndrome de Patau e Síndrome de Edwards.
• Aneuploidias relacionadas aos cromossomos
sexuais: Síndrome de Turner e Síndrome de
Klinefelter.
Rearranjos cromossômicos
 Fazem parte das mutações cromossômicas ;
 Ocorrem na estrutura dos cromossomos durante
a interfase quando os cromossomos estão mais
distendidos e metabolicamente ativos, com isso
eles acabam sendo mais vulneráveis causando
rupturas em sua estrutura.
 Aberrações estruturais resultam da quebra
cromossômica seguida seguida de reconstrução
anormal.
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Tipos de rearranjos não equilibrados
 Deleção – perda de um segmento cromossômico, que pode se
terminal ou intersticial. As deleções podem surgir
quebra cromossômica e perda de segmentos. Podem se
originar a partir de um crossing-over desigual entre os
cromossomos homólogos desalinhados ou cromátides-
irmãs.
 Cromossomos em anel – deleções terminais no braço
cromossômico podem dar origem a um cromossomo
em formato de anel se as extremidades livres se
juntarem. Esses cromossomos podem dividir-se
durante a mitose ou meiose, mas estão sujeitos a
degeneração.
 Duplicação – geralmente se originam por crossing-
over desigual ou por segregação anormal da meiose.
 Isocromossomos – cromossomos onde há deficiência
em um dos braços e duplicação completa do outro.
Pode ocorrer quando um cromossomo sofre fratura
junto ao centrômero.
 Cromossomos dicêntricos – apresentam dois
centrômeros. Eles tendem a quebrar-se na anáfase se
os dois centrômeros estiverem próximos.
 Translocação – ocorre quando dois cromossomos
sofrem quebraduras e há uma soldadura de um
segmento cromossômico na região fraturada de outro.
 Rearranjo equilibrado – ocorre quando o conjunto
cromossômico possui todas as informações
genéticas , mas de modo diferente. Pode ocorrer a
inversão, que é a ocorrência de duas quebras em um
cromossomo durante a interfase e a junção na
posição contraria do fragmento.
• Inversão paracentrica – a quebra ocorre no mesmo
braço
• Inversão pericentrica – se o fragmento
cromossômico invertido inclui o centrômero.
• Geração de um cromossomo gamético anormal,
que será a inversão do cromossomo original. Os
gametas anormais podem levar a uma prole não
balanceada.
 Rearranjos estruturais – podem ser classificados
como equilibrados ou não bequilibrados.
• Equilibrados – rearranjos na mesma proporção.
• Não equilibrados – rearranjos para mais ou para
menos.