You are on page 1of 32

O autor

 Nasceu em Viena em 1887; faleceu em 1961


 Recebeu o Premio Nobel de Física em 1933, junto
com Paul A. M. Dirac, por sua contribuição à
mecânica quântica, com estudos sobre a
propriedade ondulatória da matéria (em particular
a equação de onda que leva o seu nome).
 Passa por diversas universidades na Europa e EUA,
e na época da II Guerra vai para o Instituto de
Estudos Avançados em Dublin, Irlanda, onde fica
até o fim de suas atividades.

1
A pergunta

Como os eventos no espaço e no tempo


que ocorrem dentro dos limites espaciais
de um organismo vivo podem ser
explicados pela física e pela química?

2
Capítulo I – A abordagem do físico clássico

 Explica que a maioria das leis da física, em grande


escala, não refletem o caos presente na pequena
escala.
◦ O comportamento em grande escala representa a média do
comportamento em pequena escala.
◦ Este é o chamado princípio “ordem-da-desordem”. Como exemplo,
o autor cita a DIFUSÃO, que pode ser modelada como um
processo altamente ordenado, mas que é causado pelo movimento
aleatório de átomos e moléculas.
◦ Se o número de átomos é reduzido, o comportamento de um
sistema torna-se mais e mais aleatório. Ele afirma que a vida
depende de uma ordem, e que o físico ingênuo pode assumir que o
código mestre de um organismo vivo deve consistir de um grande
número de átomos.

3
Capítulo I
Física estatística. A diferença fundamental na estrutura

 Física estatística é a área da Física que utiliza métodos da teoria da


probabilidade e estatística, particularmente as ferramentas
matemáticas para lidar com grandes populações, para resolver
problemas físicos. Ela pode descrever diversos campos que sejam
de natureza estocástica (não-determinística).

 Objeto de estudo: Cristal aperiódico –


moléculas complexas (cromossomo)
que os físicos ainda não estudaram!
 A abordagem do físico ingênuo ao
assunto – a abordagem estatística e a
comparação de sua teoria aos fatos
biológicos.

4
Capítulo I
Física estatística. A diferença fundamental na estrutura

 Porque os átomos são tão pequenos?


 O funcionamento de um organismo requer leis
físicas exatas.
 Leis da física residem em estatística atômica e são
portanto apenas aproximadas.
 Sua precisão é baseada no grande número de
átomos que intervêm (3 exemplos).

5
Sua precisão é baseada no grande número de átomos que
intervêm.
1º exemplo: Paramagnetismo

 No paramegnetismo, os momentos
magnéticos tendem a se orientar
aleatoriamente devido às
flutuações térmicas (calor), quando
não há campo magnético. Em um
campo magnético induzido, esses
momentos começam a se alinhar
paralelamente ao campo, tal que a
magnetização do material é
proporcional ao campo aplicado.
 Na média, devido ao grande Direção do campo magnético
número de átomos (ou moléculas),
há uma orientação preponderante
na direção do campo e
proporcional a ele.

6
Sua precisão é baseada no grande número de átomos que
intervêm
2º exemplo: Difusão (movimento browniano)

Influência da gravidade; impacto das moléculas umas nas


outras; ex: perfume

7
Sua precisão é baseada no grande número de átomos que
intervêm.
3º exemplo: os limites da medição com exatidão

 Pêndulo suscetível às mais fracas


forças, as do movimento das
moléculas sob a influência do
calor.
 É um movimento incontrolável, no
qual se deve multiplicar
observações para eliminar os
efeitos do movimento browniano
no instrumento.
 Nossos órgãos de sentido são
uma espécie de instrumento de
medição.

8
Em resumo...
 Do ponto de vista quantitativo, os exemplos sugerem que há um grau
de inexatidão em todas a leis da física ou da química.
 Regra √n: as leis da física e físico-química são inexatas dentro de um
erro relativo provável da ordem de 1/√n, onde n é o número de
moléculas que cooperam para validar a lei, dentro do espaço e do
tempo e para um determinado experimento .
 Um organismo deve possuir uma estrutura grande, comparativamente,
para beneficiar-se de leis um tanto quanto inexatas, tanto para sua
vida interna quanto para sua relação com o mundo exterior. Senão, o
número de partículas cooperando seria muito pequeno, e a lei,
inexata.
Ex: √1.000.000 = 1.000; uma exatidão de 1 em 1000 não é tão grande,
em se tratando de uma “Lei da Natureza”
Ex: musli.
Quanto maior a amostra, menor o desvio-padrão relativo.
média=n, desvio-padrão= √n, logo,
d.p./média= 1/√n

9
Capítulo II - O mecanismo da hereditariedade

 Sumariza o conhecimento da época sobre o


mecanismo da hereditariedade.
 O importante papel das mutações na evolução.
 Conclui que o agente que carrega a informação
hereditária tem de ser tanto pequeno em
tamanho e permanente no tempo,
contradizendo a expectativa do físico “ingênuo”.
 Essa contradição não pode ser resolvida pela
física clássica.

10
Capítulo II - O mecanismo da
hereditariedade
 A expectativa do físico clássico está errada
◦ Leis da física suficientemente exatas – com muitos
átomos envolvidos nos processos biológicos – para
haver regularidade no seu funcionamento (regra √n).
◦ No entanto, sabe-se hoje (1944) que grupos muito
pequenos de átomos são responsáveis por um papel
crucial nos eventos ordenados dos seres vivos.
Controlam os atributos visíveis que organismos
adquirem ao longo de seu desenvolvimento, e seu
funcionamento segue rígidas regras biológicas
(Genética).

11
Capítulo II - O mecanismo da hereditariedade

 O código da hereditariedade (cromossomos)


◦ Padrão de um organismo: o ovo fertilizado tem sua estrutura
determinada pelo seu núcleo.
◦ O homem possui 2 x 24 cromossomos, (um do óvulo, outro do
espermatozóide), que contêm o código com o padrão de seu
desenvolvimento até a maturidade.
◦ São ao mesmo tempo o plano e a execução do mesmo
 Crescimento do corpo por divisão celular (mitose)
 Em mitose, todo cromossomo (as duplas) é duplicado, ou
seja, TODA célula do corpo possui a mesma informação
genética.

12
Capítulo II - O mecanismo da
hereditariedade

 Divisão de redução (meiose) e fertilização


(singamia)
◦ MEIOSE: nome dado ao processo de divisão celular
através do qual uma célula tem o seu número de
cromossomos reduzido pela metade. Por este processo
são formados gametas e esporos.
◦ Estes são as células haplóides (com 24 cromossomos)
◦ SINGAMIA: processo em que duas células, por exemplo,
um espermatozóide e um óvulo se juntam durante a
fertilização.

13
Indivíduos Haploides
 São indivíduos sem pai.
 Um espermatozóide exagerado.
 Ex. zangão, geração gametofídica de musgo(briófitas).
 E nos seres humanos?

 Finalidade.

14
15
A relevância da divisão reducional
 A meiose é mais importante do que a fertilização na reprodução.
 É certo que vamos receber dois conjuntos de cromossomos. (48
2n – humanos)
 50% chance de um cromossomo vir do avô ou da avó.
 Cromossomos independentes

16
Crossing- Over
 Nem sempre os cromossomos ficam exatamente iguais.
 Cromossomos homólogos entram em contato e trocam partes.
 É freqüente.
 Se não ocorre:
◦ Características sempre viriam juntas.
 Quanto mais perto da “linkage” mais difícil de ocorrer o crossing-over
 Podemos aferir o ‘locus’ de cada gene.

17
O tamanho máximo de um gene.
 “Gene: material hipotético que carrega uma
característica hereditária.”
 Evidencias de experimentos e citologia.
 COMO MEDIR
 Citologia : Drosophila
 C. D. Darlington  Bandas de um cromossomo: ex.
2000
 Divisão entre genes??
 Volume 300 A

18
Pequenos números
300 A.
100 ou 150 distancias atômicas
pouco milhões de
átomos

 Partículas muito pequenas para ter comportamento de acordo


com a física.
 Hipótese:
Uma grande proteína em que cada átomo seria independente do
outro.

19
Permanência
Qual o grau de permanência das
propriedades hereditárias e quais são os
atributos das estruturas materiais que as
transmitem?

Relacionada ao Fenótipo
Na época não havia conhecimento suficiente.

20
Capítulo 3

Mutações

21
‘Jump-Like’ Mutations
 Seleção natural
 Descontinuidade de características numa
população.
 Em experimentos certos indivíduos(muito
poucos) tem características diferentes.

22
A verdade da criação.
 Mesmo os seres mutantes tem características inerentes
aos pais.
 As características são independentes.

23
Localização, Recessividade e
Dominância
 Mutação em uma região definida do cromossomo
 Sem modificar no locus homologo
 Um mutante cruza com um não-mutante = 50% normal
 Não existe mutação errada
 Uma mutação pode ser chamada de dominante ou
recessiva de acordo com sua mudança no padrão.
 Mutações recessivas são mais comuns.

24
Introduzindo uma linguagem técnica

 Heterozigose - Aa
 Homozigose – AA , aa

25
O efeito danoso do cruzamento
fechado
 Características recessivas.  não são eliminadas
 Mutações degenerativas podem acumular em indivíduos
hereterozigóticos
 Cruzamento entre seres da mesma linhagem pode gerar
indivíduos fracos e com doenças.

26
Fatos gerais e históricos
 Boca de leão- cruzamento de duas flores brancas gera
flores coloridas
 Grupos sanguíneos
 Leis de Mendel

27
A necessidade de mutação sendo
um raro evento
 Mutações vantajosas não são as mais
encontradas
 As mutações são raras.
 E mesmo que um indivíduo tenha dúzias
de mutações as degenerativas irão
prevalecer .
 Inovação.

28
Mutações induzidas por Raio-X
 Criam mutações não naturais
 Irradiação para mudar partes dos
cromossomos.
 Coeficiente de raio X

 Primeira Lei: Mutação é um único evento


 Segunda Lei: Localização do evento

29
Primeira Lei: Mutação é um único
evento
 O aumento da dosagem de raios x é
proporcional ao número de mutações.
 Mas isso nem sempre acontece
 Mutação não e um evento acumulativo.
 Que tipo de evento?

30
Segunda Lei: Localização do evento
 Se você varia a qualidade dos raios X (comprimento de onda) o
coeficiente se mantém o mesmo.
 Ionização da célula.
 Problemas coma exposição a esses raios.

31
Questões para discussão
 Construção de novos conhecimentos a partir de
avanços em algumas áreas (p. ex. física contribuiu para o
avanço da biologia)
 Necessidade que alguns conteúdos têm de serem vistos
por diversas disciplinas para serem melhor entendidos.
 Necessidade de divulgadores de ciência.

32