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Introdução ao

conhecimento do
MEDICAMENTO
PROFA. MS. LUCIANA NOGUEIRA
O que é um medicamento??
Medicamento é um produto
farmacêutico, tecnicamente obtido ou
elaborado, que contém um ou mais
fármacos e outras substâncias, com
finalidade profilática, curativa,
paliativa ou para fins de diagnóstico.
Remédio é a mesma coisa que
medicamento?
Termo mais amplo que compreende todos
os recurso utilizados para curar, aliviar a dor
ou desconforto e melhor a qualidade de
vida de um paciente.
 Por exemplo: “garrafada” de fitoterápicos feita
em casa, repouso, psicoterapia, compressa fria,
etc.
Todo
medicamento é
um remédio, mas
nem todo
remédio é um
medicamento!
 DROGA: Toda substância de origem animal, mineral ou
vegetal de onde é extraído o princípio ativo, que possui
ação farmacológica.

 FÁRMACO OU INSUMO FARMACÊUTICO ATIVO:
Substância química ativa, ou seja, que tem
propriedades farmacológicas com finalidade
medicamentosa.
TIPOS DE MEDICAMENTOS

Especialidades Medicamentos Medicamentos
Farmacêuticas Oficinais Magistrais
Medicamento Medicamento Medicamento para
preparado com preparado em uso extemporâneo,
antecedência por farmácia de acordo preparado em uma
indústria com as farmácia com base
farmacêutica, Farmacopéias em uma prescrição.
podendo ter um oficiais e que
nome comercial ou podem ser vendidos
fantasia. diretamente ao
paciente.
TIPOS DE MEDICAMENTOS

Fitoterápicos Medicamentos Outros
São medicamento Homeopáticos Medicamentos
obtidos a partir de Medicamento - uso exclusivo
matérias-primas preparado a partir hospitalar.
ativas vegetais. de diluições e - veterinários.
dinamizações de um
insumo ativo e - radiofármacos.
prescritos de acordo - para diagnóstico.
com a lei da
- precursores.
semelhança.
Por que existem tantos tipos de
medicamentos??
 Para facilitar a administração/utilização.
 Garantir a precisão da dose.
 Proteger a substância ativa.
 Garantir sua presença no local de ação.
 Facilitar
a aceitação e melhorar a adesão ao
tratamento.
Formas Farmacêuticas
PÓS

 Preparações sólidas, livres e
secas, relativamente finas,
que podem ser para uso
interno ou externo.
 Para uso interno devem ser
geralmente dissolvidas para
utilização, e não devem ser
armazenadas.
 Para uso externo, podem ser
aplicadas diretamente ou
também diluídas, conforme
indicação.
Cápsulas

 São preparações sólidas, de
gelatina, que podem conter
em seu interior pós ou
líquidos.
 Geralmente para uso por via
oral, também existem
cápsulas vaginais e retais.
 Vantagem é mascarar o
sabor, portanto deve-se
evitar abrir para tomar.
 As cápsulas revestidas ou de
liberação modificada não
podem ser abertas.
Pílulas

 São formas farmacêuticas sólidas, esféricas,
preparadas em um piluleiro.
 Em desuso, foram substituídas pelos
comprimidos, apesar do termo ainda ser
utilizado em alguns casos como os
contraceptivos.
 Assim como as cápsulas, também
conseguem mascarar sabores ruins e são
fáceis de administrar por seu tamanho
pequeno (0,1 a 0,5g).
Comprimidos

 São preparações sólidas
para administração oral,
obtidos pela compressão do
pó que contém os ativos e
excipientes.
 Os comprimidos podem ser
mastigáveis ou engolidos,
dissolvidos em água ou
devem dissolver na boca. É
importante verificar qual tipo
de comprimido antes de
orientar a forma de uso.
Tipos de Comprimidos

Comprimido sulcado: geralmente brancos e
sem brilho, possuem um vinco no meio do
comprimido que possibilita a partição em meia
dose.

Comprimido revestido: Não possui sulcos ou
cortes e possui um revestimento que pode ser
para mascarar sabor ou para proteger o
comprimido. Não devem ser particionados.

Drágeas: é um tipo de revestimento de várias
camadas de açúcar, resultando em um núcleo
com o ativo e uma camada arredondada de
revestimento. Não devem ser particionados.
Tipos de Comprimidos

Comprimido sublingual: possui composição
adequada para dissolver e ser absorvido
debaixo da língua, proporcionando rápida
ação.

Comprimido de liberação modificada:
Possuem excipientes especiais que
modificam o tempo de liberação do ativo.

Comprimido mastigável: Consistência
adequada para ser degradado na
cavidade oral.
Tipos de Comprimidos

Comprimidos efervescentes: Contém
componentes que reagem com a água
causando efervescência e devem ser
dissolvidos antes da administração.

Comprimidos solúveis ou dispersíveis:
Devem ser dissolvidos antes da
administração, mas não são efervescentes.

Comprimido multicamadas: Uteis para
veicular ativos incompatíveis quimicamente.
Alguns casos somente atrativo visual.
Tablete e
Pastilhas
 São formas farmacêuticas
destinadas a desagregar
lentamente na boca.
 Geralmente contém grande
quantidade de açúcar e
outros agregantes como
lactose, gomas,
aromatizante e outros
compostos além dos ativos.
 As pastilhas podem ainda ser
duras ou gomosas (gomas)
Emulsões

 São preparações obtidas a
partir de líquidos imiscíveis,
sendo que um deles está
disperso no outro em forma
de gotículas.
 Podem ser líquidas ou
pastosas, para uso interno ou
externo.
 Não adicionar água outros
produtos na emulsão pronta
e não aquecer.
Soluções
 São preparações em que um ou mais solutos estão completamente
dissolvidos em um solvente.
 Podem ser pra uso interno ou externo.
 Geralmente são aquosas e alcóolicas, mas também podem ser
oleosas.
 Também existem as soluções extrativas, obtidas pela retirada de
parte dos componentes de determinado produto e não da
solução dele todo.
 Muitas soluções são preparadas na hora do uso (extemporâneas) e
não devem ser armazenadas, ou sua estabilidade é por um
período muito pequeno. Observar sempre as orientações do
fabricante.
Soluções Otológicas

 São destinadas à instilação no
ouvido externo.
 Geralmente fornecidas em
embalagens com conta gotas para
facilitar a aplicação.
Colírios
 São soluções destinadas à
aplicação no globo ocular,
pálpebras, conjuntiva e
córneas.
 A mucosa do olho é altamente
sensível – Os colírios não devem
ser armazenados ao término
do tratamento.
Xaropes

 São preparações com grande quantidade de açúcar.
 Esse açúcar em grande quantidade auxilia na conservação do
produto.
 Possibilita correção de sabor e facilita a administração,
especialmente em crianças e idosos.

Cuidado, os xaropes contém alto teor de açúcar e são contraindicados para pacientes
diabéticos. Existem hoje os “xaropes diet”, (nome correto é edulito), sendo esses indicados
para esses pacientes por não conterem açúcar em sua composição
Supositórios
 São destinadas a aplicação retal, e se fundem na
temperatura corporal.
 Pode ser de uso local (anti-hemorroidais, laxantes,
anestésicos, antiinflamatórios, etc) ou sistêmico
(analgésicos, anti-reumáticos, antitérmicos,
antieméticos, etc)
 Útil como alternativa para fármacos que
não podem ser administrados por via oral.
 Idosos
 Crianças
 Pacientes inconscientes
 Efeito mais rápido que por via oral.
Supositórios – Orientando o uso

 Lavar bem as mãos antes de aplicar
 Caso o supositório esteja mole, deixar uns minutos na geladeira ou sob
a água gelada antes de abrir a embalagem.
 Lubrificar o supositório com um lubrificantes solúvel em água ou água
fria.
 Deitar de lado e dobrar a perna de cima em direção do estômago.
 Levantar o glúteo para expor a área retal.
 Inserir o supositório com a extremidade em ponta primeiro, cerca de
0,5cm em crianças e 1cm em adultos. É importante ultrapassar a área
do esfíncter para o supositório não pular pra fora.
 Comprimir o bumbum por alguns segundos
 Ficar deitado por cerca de 5 minutos.

http://www.safemedication.com/safemed/MedicationTipsTools/HowtoAdminister/HowtoUseRectalSuppositoriesProperly
Supositórios – Orientando o uso

http://www.safemedication.com/safemed/MedicationTipsTools/HowtoAdminister/HowtoUseRectalSuppositoriesProperly
 Também denominados supositórios vaginais,
geralmente ovoides, são preparações para
aplicação vaginal.

Óvulos e  Os cremes vaginais são emulsões, também
para aplicação local com auxilio de um
Cremes 
aplicador.
São preparações de efeito local, geralmente
Vaginais. contendo fármacos adstringentes e anti-
infecciosos.
 Melhor utilizar à noite (salvo outra indicação
médica), após higiene local.
Óvulos e cremes vaginais –
Orientando o uso

Colocar o creme ou
o óvulo no
aplicador.

A aplicação pode
ser feita em pé ou
deitada

É importante
colocar o aplicador
na profundidade
adequada.

http://www.safemedication.com/safemed/MedicationTipsTools/HowtoAdminister/How-to-Use-Vaginal-Tablets-Suppositories-and-Creams
Aplicação de pomada oftálmica
Pomadas
 Preparações semissólidas, de
aparência homogênea para
aplicação na pele e mucosas
(nasal, vaginal, ocular, anal).
 Ação pode ser local ou
sistêmica.
 Tem ação emoliente e
protetora.
 Sua adesividade mantêm a
pomada fixa no local de
aplicação, melhorando a
ação.
 Obstruem os poros podendo
piorar edemas ou acentuar
processos inflamatórios –
Contraindicada em lesões
agudas.
Géis

 Os géis são partículas
encerradas por um
líquido, consideradas
dispersões coloidais.
 Também destinadas à
administração tópica.
 São geralmente isentas
de óleo.
Unguento

 São parecidas com as
pomadas, contendo além
dos componentes de
pomada, as resinas.
 Aumentam o tempo de
proteção das pomadas.
 Observar os mesmos
cuidados de aplicação das
pomadas.
Emplastros

 Forma farmacêutica
semissólida para
aplicação externa,
consiste de uma base
adesiva que mantém o
ativo em contato com a
pele.
 Não devem ser
aplicados em cima de
feridas.
Suspensões
 Formas farmacêuticas
líquidas que contém
partículas sólidas que não se
dissolvem.
 O frasco deve sempre ser
agitado antes do uso.
 Podem ser utilizadas por via
oral, tópica ou parenteral.
 Boa opção para produtos
insolúveis ou para mascarar
o sabor.
 Muitas são preparadas antes
do uso. Verificar o tempo de
estabilidade após
reconstituição.