“O governo brasileiro tenta ajudar no conflito político do Equador que levou à queda de seu presidente”

Equador Ou República das bananas Frutas e o petróleo são os principais produtos do país, Área = 283,6 km² População = 12,6 milhões PIB = US$ 13,6 bilhões

No Equador, em 1996, Abdalá Bucaram elege-se presidente mas em 97, após enormes aumentos das tarifas públicas e corte de subsídios estatais, foi destituído por incapaciade mental (corrupção).

1998 – Elege-se Jamil Mahuad que, para tentar controlar a inflação, dolariza a economia (fim do sucre). Acabou destituído em 2002 por um golpe liderado por Lucio Gutierrez.

Membro de uma família de militares, Gutiérrez nasceu na cidade equatoriana de Tena em 23 de março de 1957, ingressou na carreira militar e chegou ao posto de coronel com uma brilhante folha de serviço. Após o golpe de janeiro de 2000 contra Mahuad, que terminou com os militares entregando o poder ao então vice-presidente Gustavo Noboa, Gutiérrez ficou preso por cinco meses, até ser anistiado pelo Congresso.

Ao sair da prisão, o militar populista fundou seu próprio partido, o Sociedade Patriótica 21 de Janeiro, com o qual vai disputar as eleições de 2002, apoiado pelos movimentos sociais e indígenas.

Ao longo de dois anos, o discurso era radical. Gutiérrez pregava o nãopagamento da dívida externa e a revisão da dolarização da economia. Criticava as reformas liberalizantes adotadas pelo Equador durante os anos 1990, como por todo o restante da América Latina, e prometia aumentar gastos sociais. Exigia a rejeição da "globalização neoliberal e de qualquer forma de intervenção externa por grupos ou potências estrangeiras".

O perfil de Lucio Edwin Gutiérrez lembrava o presidente venezuelano Hugo Chávez, também ele ex-golpista, ex-militar, com um discurso populista de esquerda e apoiado por grupos à margem da política oficial. No entanto, foi substituindo o venezuelano como modelo pelo brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, com sua caminhada em direção ao centro. Gutiérrez trocou a roupa de inspiração militar que usava por terno e gravata.

Assumiu a presidência e começou a prometer pagar a dívida externa e buscar um acordo com o Fundo Monetário Internacional. Garantiu que os Estados Unidos continuarão usando a base militar que operam no país no combate ao narcotráfico colombiano. Gutiérrez fez até mais que Lula para tentar apaziguar o mercado: no início de novembro de 2004 foi aos EUA tranqüilizar bancos e investidores sobre o futuro do Equador.

Ao mesmo tempo começou a responder por diversos processos por corrupção. Aproveitando um breve período de maioria parlamentar, em dezembro de 2004, demitiu toda a Suprema Corte e a substituiu por juízes aliados. No domingo (17 abril 2005), o Congresso demitiu tais juízes com o apoio de crescentes manifestações. O tribunal nomeado pelo governo havia emitido sentenças favoráveis ao ex-presidente Abdalá Bucaram (“incapaz mental”), hoje aliado de Gutiérrez e acusado de corrupção.

A resolução a favor de Bucaram alimentou ainda mais as manifestações.

Com a vinda de Gutiérrez, o Brasil passará a acolher três ex-presidentes da vizinhança. Ainda vivem no País os paraguaios Alfredo Stroessner e Raúl Cubas Grau.