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Rotação de culturas

oTécnica agrícola de conservação que visa


diminuir a exaustão do solo.

oFeito pela troca das culturas a cada novo


plantio de forma que as necessidades de
adubação sejam diferentes a cada ciclo.

oEscalando diferentes culturas, promovendo a


rotação de herbicidas e inseticidas, melhora o
controle de plantas daninhas e insetos, pela
quebra de seu ciclo de desenvolvimento,
variação da absorção de nutrientes, e ainda
variação radicular explorando de diferentes
formas o solo.
Objetivos:

oUtilizar da melhor forma a capacidade


de produção dos solos, mantendo e
melhorando suas propriedades físicas,
químicas e biológicas;
oDiminuir a incidência de doenças, pragas
e ervas daninhas;
oReduzir perdas de solo por erosão
oDiversificar renda
oExplorar sinergias
Histórico

• O crescimento populacional e a queda da


fertilidade dos solos utilizados após anos de
sucessivas culturas no continente europeu,
causaram, entre outros problemas, a
escassez de alimentos.
• Por volta dos séculos XVII e XIX,
intensifica-se a adoção de sistemas de
rotação de culturas com plantas forrageiras
(capim e leguminosas) e as atividades de
pecuária e agricultura se integram.
• Primeira Revolução Agrícola.
No Brasil...
• Os colonizadores europeus, desde o século XVI, realizaram a
devastação das vegetações litorâneas brasileiras, iniciadas
com a exportação do pau-brasil como matéria-prima para
tingir tecidos. Posteriormente, através das culturas de
exportação ("plantations"), como a cana-de-açúcar, seguida
pela pecuária extensiva, passando pelos ciclos do ouro, para
chegar à exploração do café.
No Brasil...
• A maioria dos grandes proprietários acreditava na exploração
extensiva dos sistemas de produção, através da expansão das
fronteiras agrícolas, abandonando as lavouras atuais quando estas não
tivessem mais produtividade satisfatória e indo em busca de novas
áreas reiniciando, assim, o ciclo de exploração da fertilidade dos solos.
Esta era a cultura nômade de expropriação do solo brasileiro, na qual
pouco se pensava nas consequências negativas dos manejos
agropecuários empregados, especialmente no que diz respeito à
destruição florestal.
No Brasil...
• Uma minoria intelectual brasileira, ao final do
século XVIII início do século XIX, formada por
estudantes brasileiros na Universidade de
Coimbra, começou a reproduzir escritos e
memórias onde se condenava o tratamento
predatório dado ao meio natural no Brasil.
Crítica ecológica brasileira: formulação mais
ampla e consistente nos escritos de José
Bonifácio de Andrada e Silva, influenciou uma
linhagem posterior de intelectuais que
garantiram sua continuidade ao longo do
período monárquico.
• A agricultura moderna tem sua origem ligada às
descobertas do século XIX, a partir de estudos
dos cientistas Saussure (1797-1845),
Boussingault (1802-1887) e Liebig (1803-1873),
que derrubaram a teoria do húmus, segundo a
qual as plantas obtinham seu carbono a partir
da matéria-orgânica do solo (De Jesus, 1985). 
• Liebig difundiu a idéia de que o aumento da
produção agrícola seria diretamente
proporcional à quantidade de substâncias
químicas incorporadas ao solo.
• Toda a credibilidade atribuída às descobertas
de Liebig deu-se ao fato de estarem apoiadas
em comprovações científicas.
• Junto com Jean-Baptite Boussingault, que
estudou a fixação de nitrogênio atmosférico
pelas plantas leguminosas, Liebig é considerado
o maior precursor da "agroquímica" (Ehlers,
1996:22).

• As descobertas de todos esses cientistas,


segundo Ehlers (1996), marcam o fim de uma
longa data, da Antiguidade até o século XIX, na
qual o conhecimento agronômico era
essencialmente empírico.

• A nova fase será caracterizada por um período


de rápidos progressos científicos e
tecnológicos. 
• No início do século XX, Louis Pasteur (1822-
1895), Serge Winogradsky (1856-1953) e
Martinus Beijerinck(1851-1931), precursores
da microbiologia dos solos, dentre outros,
contribuíram com mais fundamentos
científicos que fizeram uma contraposição às
teorias de Liebig, ao provarem a importância
da matéria orgânica nos processos produtivos
agrícolas (Ehelrs, 1996).
• A partir da década de 60 começava a dar sinais de sua
exaustão: desflorestamento, diminuição da biodiversidade,
erosão e perda da fertilidade dos solos, contaminação da
água, dos animais silvestres e dos agricultores por
agrotóxicos passaram a ser decorrências quase inerentes à
produção agrícola (Ehlers, 1993).
• Em 1962, Rachel Carson publica o livro
Primavera Silenciosa, no qual a autora
questionava o modelo agrícola convencional e
sua crescente dependência do petróleo como
matriz energética.
• Ao tratar do uso indiscriminado de
substâncias tóxicas na agricultura, em pouco
tempo a obra de Carson tornou-se mais do
que um "best seller" nos EUA: foi também um
dos principais alicerces do pensamento
ambientalista naquele país e no restante do
mundo ( Ehlers, 1993).
• Na prática, porém, o que se viu nos anos seguintes foi a
continuação do avanço da agricultura convencional,
particularmente nos países em desenvolvimento, com o
agravamento dos danos ambientais.
• Em 1992: Conferência Mundial da ECO92, no Rio de
Janeiro – Brasil -> surge o conceito de
sustentabilidade, que manifestou nova ordem mundial
expressando a vontade das nações de conciliar ou
reconciliar o desenvolvimento econômico e o meio
ambiente, em integrar a problemática ambiental ao
campo da economia.
• Mais do que um conceito que orienta de maneira
imediata ação e decisão, a sustentabilidade
manifesta em primeiro lugar uma problemática de
aspectos múltiplos (científico, político, ético) oriunda
da emergência de problemas ambientais em escala
planetária e principalmente da percepção do risco
subjacente.
• Nas palavras de Bill Mollison de que mais gosto, a
Permacultura é “uma tentativa de se criar um Jardim do
Éden”, bolando e organizando a vida de forma a que ela seja
abundante para todos, sem prejuízo para o meio ambiente.
• Desde sempre o homem tentou retirar da
terra o seu melhor aproveitamento produtivo.
Nas zonas onde o relevo permitia um fácil
manejo da terra e com maior disponibilidade
de água, fez-se uso de irrigação e nas zonas
sem possibilidade de corrigir o déficit hídrico
no período estival, baseou-se nas culturas de
sequeiro e forragens extensivas.
• O aproveitamento das planícies quentes do
Mediterrâneo para sistemas cerealíferos
extensivos remonta ao período de ocupação
dos romanos.
Exemplo genérico de dois tipos de rotação da cultura
cerealífera.
Estas zonas cerealíferas eram
caracterizadas por um mosaico de parcelas
com culturas, em pousio (curto ou de
média duração, e por isso com diferente
percentagem de vegetação herbácea), com
restolho, lavradas e semeadas. Como
resultado de um sistema agrícola em que o
pousio, de um ou mais anos, e a rotação de
culturas eram necessários, pois
normalmente eram solos pobres que
necessitavam de períodos sem cultura para
recuperarem o seu potencial produtivo.
Efeito do relevo no tipo de
atividades agrícolas
Caracterização espacial do mosaico característico das zonas
cerealíferas. Este sistema tradicional proporciona um aproveitamento
sustentado de cada parcela.
1 – Áreas agrícolas. Estas zonas apresentam
potencialidades para a fauna, pois fornecem abrigo e
alimento. A diversidade de culturas, especialmente
com diferentes ciclos culturais, beneficia a fauna
pois pode fornecer abrigo e alimento num período
mais vasto do ano. Como exemplo tem-se o girassol
que só é colhido em agosto, e a vinha.

2 e 3 – As parcelas em pousio (curto ou média


duração) oferecem habitat para nidificação e
alimento. Quanto mais longa a duração do pousio, mais
densa e diversa será a vegetação herbácea.

4 – As parcelas de pastagem são favoráveis para a


fauna.
Pode-se dizer que as principais causa de perda
de biodiversidade nos sistemas agrícolas, ou
melhor, nos sistemas silvo-agro-pastoris, foram
o abandono das terras e/ou do seu manejo
tradicional (alteração dos períodos de rotação,
das culturas e do tamanho das parcelas), a sua
florestação usando espécies inadequadas para o
local nas áreas menos produtivas, e a
intensificação no caso dos solos com maior
potencial, destruindo assim um sistema de
produção sustentável, que era o suporte de uma
paisagem rural que hoje se pretende recuperar.
Rotação de Culturas

Melhor produção com conservação

A rotação de culturas implica em


introduzir a adubação verde no inverno ou
verão, intercalada com o plantio da
cultura principal, visando formar palha ou
cobertura morta, que é uma grande arma
contra o desencadeamento da erosão e
favorece a retenção de água no solo por
mais tempo.
Uma cobertura espessa de palha (2-3 cm)
também oferece auxílio no controle da
infestação de plantas daninhas, através
do impedimento da passagem da luz
impossibilitando a germinação de
sementes de plantas daninhas (ex. palha
de aveia impede a germinação de picão-
branco e serralha).
Os adubos verdes eficientes na formação
de palha são, por exemplo, as gramíneas
como aveia (Região Sul) e milheto (Região
Centro-Oeste). Outra função do adubo
verde é poder propiciar economia na
adubação nitrogenada.
Por exemplo, as leguminosas como
tremoço (Região Sul) e crotalária (Região
Centro-Oeste) antecedendo a principal
cultura (ex. milho) podem proporcionar um
melhor aproveitamento do nitrogênio pelo
milho.
Geralmente a cultura de soja é revezada com o
milheto na safrinha, no centro oeste.
A rotação de culturas, processo de
cultivo para a preservação ambiental,
influi positivamente na recuperação,
manutenção e melhoria dos recursos
naturais. Esta viabiliza produtividades
mais elevadas, com mínima alteração
ambiental.
Outras vantagens do uso contínuo da
rotação de culturas é a de preservar ou
melhorar as características físicas,
químicas e biológicas do solo, além de
auxiliar no controle de plantas daninhas,
doenças e pragas.
A rotação repõe restos orgânicos e
protege o solo da ação dos agentes
climáticos, ajuda a viabilização da
semeadura direta e diversifica a
produção agropecuária.
Conceito

oA rotação de culturas consiste em alternar


espécies vegetais, no correr do tempo, numa
mesma área agrícola.

oAs espécies escolhidas devem ter propósitos


comercial e de manutenção ou recuperação do
meio-ambiente.
Para a obtenção de máxima eficiência da
capacidade produtiva do solo, o planejamento de
rotação deve considerar, além das espécies
comerciais, aquelas destinadas à cobertura do
solo, que produzam grandes quantidades de
biomassa, cultivadas quer em condição solteira
ou em consórcio com culturas comerciais.
Planejamento da lavoura
O planejamento é imprescindível, pois as tecnologias a
serem usadas devem ser praticadas em conjunto.
Dentre as já à disposição dos agricultores, pode-se
destacar:
* sistema regional de conservação do solo em
microbacias;
* calagem e adubação;
* cobertura vegetal do solo;
* processos de cultivo: preparo do solo, época de
semeadura, cultivares adaptadas, população de plantas
e controle de plantas daninhas, pragas e doenças;
* semeadura direta;
* integração agropecuária; e
* silvicultura.
Escolha do sistema de rotação de culturas

* O uso da rotação de culturas conduz à


diversificação das atividades na propriedade,
que pode ser exclusivamente de culturas anuais
ou culturas anuais e pastagens, o que demanda
planejamento da propriedade a médio ou mesmo
a longo prazos.
* A escolha das culturas e do sistema de
rotação deve ter flexibilidade, de modo a
atender às particularidades regionais e as
perspectivas de comercialização dos produtos.
Escolha da rotação de culturas

No Paraná, as seqüências indicadas para


anteceder ou suceder à cultura principal, na
composição de sistema de rotação com soja e
trigo, estão relacionadas, em ordem de
preferência, na.

Estão relacionadas também as espécies que podem


ser usadas em condições especiais. As espécies
anotadas com restrição de cultivo devem ser
evitadas.
Em áreas onde ocorre o cancro da haste da
soja, além de outras medidas de controle,
como o uso de cultivares resistentes à
doença e tratamento de sementes, o guandu
e o tremoço não devem ser cultivados
antecedendo a soja.
oO guandu, apesar de não mostrar sintomas
da doença durante o estádio vegetativo,
reproduz o patógeno nos restos culturais.
Além disso, após o consórcio milho/guandu,
indicado para a recuperação de solos
degradados, deve-se usar, sempre, cultivar
de soja resistente ao cancro da haste.

oO tremoço é altamente suscetível ao


cancro da haste.
Cobertura vegetal do solo

oA escolha de espécies para cobertura do solo, ou


como adubo verde, ou como cobertura morta, deve
ser feita visando produção de grande quantidade
de biomassa.
oDeve-se dar preferência para plantas fixadoras
de nitrogênio, com sistema radicular profundo ou
abundante, promotoras de reciclagem de
nutrientes, capazes de se nutrir com os
fertilizantes residuais das culturas comerciais e
que não sejam hospedeiras de pragas, doenças e
nematóides ou apresentem efeito alelopático para
as culturas comerciais.
No verão, são indicadas para cobertura
verde: lab-lab, mucunas, guandu e
crotalárias, em cultivo solteiro ou em
consórcio com o milho.

Indica-se o uso do consórcio milho + guandu


gigante ou milho + mucuna preta, em rotação
com soja, somente para solos degradados,
situados no norte e no centro-oeste do
Paraná, nos quais as culturas comerciais
apresentem baixos rendimentos, não sendo
indicado para as demais zonas,
especialmente as de clima mais frio.
Esse sistema deve ser usado por, no
máximo, duas safras. Após esse
período, o sistema de rotação deve ser
substituído por milho solteiro.
oO girassol é outra alternativa
interessante no sistema de rotação,
principalmente por melhorar as
condições físicas do solo.
oDeve ser cultivado com intervalo
mínimo de três anos na mesma área,
especialmente se forem constatadas
as presenças de Sclerotinia
sclerotiorum e/ou do nematóide na
soja.
Feijão guandu.
Cobertura morta de feijão guandu.
Exemplo

• O milho deve ser precoce, semeado até o


início de outubro.
• O guandu forrageiro deve ser semeado 25 a
35 dias após a semeadura do milho, utilizando
semeadoura regulada no mesmo espaçamento
da soja, em duas linhas, nas entrelinhas do
milho, com densidade de 30 a 35 sementes
por metro linear, para germinação de 70% a
75% e sempre internamente às linhas do
milho.
• A mucuna preta é semeada manualmente, na prematuração
do milho, no espaçamento indicado para o guandu e com
densidade de semeadura de cinco sementes por metro
linear.
•O manejo da cobertura vegetal do milho
+ guandu ou milho + mucuna deve ser
feito em meados de abril, no norte, e em
fins de abril, no centro-oeste do Paraná,
a fim de possibilitar o cultivo de inverno.
•O guandu deve ser sempre manejado
antes do início do florescimento.
•O rolo-faca tem sido muito eficiente no
manejo dessas espécies, no sistema de
semeadura direta.
•O milheto em consórcio com guandu pode
ser semeado no espaçamento de 34 cm,
usando para cada 100 quilogramas de
sementes, a mistura de 20 kg de milheto
(20%) e 80 kg (80%) de guandu.
•Regular a semeadora para 22 a 27
sementes/metro linear de guandu.
•No caso de utilizar espaçamento
diferente de 34 cm, deve-se fazer o
cálculo da quantidade da mistura de
sementes sempre pelo guandu, para cerca
de 50 sementes/m2, mantendo as
porcentagens 80% para guandu e 20%
para milheto.
Planejamento da Rotação de Culturas
•A rotação de culturas aumenta o nível
de complexidade das tarefas na
propriedade.
•Exige planejamento de uso do solo e
da propriedade segundo princípios
básicos, onde deve ser considerada a
aptidão agrícola de cada gleba.
•A adoção do planejamento deve ser
gradativa para não causar transtornos
organizacionais ou econômicos ao
produtor.
Planejamento da rotação de culturas
• A área destinada à implantação dos sistemas de
rotação deve ser dividida em tantas glebas
quantos forem os anos de rotação.

• Após essa definição, estabelecer o processo de


implantação sucessivamente, ano após ano, nos
diferentes talhões previamente determinados.

• Assim procedendo, os cultivos são feitos em


faixas, constituindo-se também em processos
de conservação do solo.
Indicação de rotação de culturas

Com a finalidade de buscar novo modelo agrícola,


distante da sucessão trigo/soja, são indicados
esquemas de rotação de culturas anuais que
poderão ser exclusivos ou comporem sistemas de
rotação com pastagem, visando a integração
agropecuária (Tabela 2.2).
* Sistema A
• Indicado para todo o Estado do Paraná. Esta modalidade
permite ser utilizada em sistema de rotação de lavouras
anuais e pastagens em semeadura direta.

• O nabo forrageiro pode ser substituído por tremoço branco


(norte), tremoço azul (centro-oeste), ervilhaca, consórcio
nabo forrageiro + ervilhaca ou aveia branca + ervilhaca
(centro-sul).

• A soja após aveia pode ser substituída por milho ou girassol.

• Em regiões de menor incidência de helminthosporiose no


sistema radicular do trigo (norte do Paraná), no sistema
convencional de preparo do solo pode ser utilizado mais um
ano de trigo/soja, dividindo-se a área a ser cultivada em
cinco partes (talhões).
* Sistema B

• Indicado para região norte do Estado do Paraná.


A aveia preta pode ser substituída por nabo forrageiro
ou consórcio aveia preta e tremoço branco.
O girassol pode ser substituído por canola ou milho
safrinha, na semeadura direta ou por pousio, no sistema
de preparo do solo convencional.
No caso de adotar o pousio, o controle de plantas
daninhas deverá ser feito com roçadora ou rolo faca e
não pelo uso de grade. O preparo do solo somente poderá
ser feito próximo à semeadura da cultura de verão.
* Sistema B
• Indicado para região norte do Estado do Paraná.

O girassol pode ser destinado à produção de grãos ou


para adubação verde.

A soja, após girassol, pode ser substituída por milho,


em todos os anos ou alguns deles.
* Sistema C

Indicado para as regiões norte e oeste do


Estado do Paraná.

A canola pode ser substituída por milho safrinha,


em todos os anos ou em alguns deles.
A soja, após canola pode ser substituída por
milho em todos os anos ou em alguns deles.
O consórcio milheto+guandu pode ser substituído
por trigo.
* Sistema I

Indicado para região oeste do Estado do


Paraná.
O lab-lab poderá ser substituído por mucuna
preta, Crotalaria spectabilis ou girassol.
Este esquema é preferido para áreas com
baixa ou sem ocorrência de
helminthosporiose no sistema radicular do
trigo.
Sugestões para rotação de culturas
anuais e pastagem

• A utilização de diversos tipos de culturas é o


principal fundamento da rotação para aumentar
a estabilidade produtiva e maximizar,
economicamente, a atividade rural.

• As culturas anuais, destinadas à produção de


grãos, associadas a outras espécies
recuperadoras do solo, são condições básicas
na condução de sistemas de produção.
Sugestões para rotação de culturas
anuais e pastagem

• Dentre essas espécies, as forrageiras (anuais,


semi-perenes e perenes) constituem fortes
agentes biológicos recuperadores dos solos.

• Essa premissa leva a concluir que a atividade


pecuária é uma forma eficiente para o manejo
do ambiente rural.
Sugestões para rotação de culturas
anuais e pastagem

• Deve-se ressaltar, no entanto, que áreas com


pastagem também exigem manejo racional da
fertilidade dos solos, para obter a máxima
produção pecuária.
• Dessa forma, a utilização de fertilizantes, na
condução de lavouras anuais, em sistemas de
rotação com pastagens, pode ser o melhor
modo para a re-adequação química dos solos
destinados às espécies forrageiras.
Sistemas intensivos de integração
agropecuária para solos argilosos

• A degradação dos solos argilosos pelo o uso


agrícola, pode estar ligada a múltiplos
fatores, entre eles o manejo inadequado e
pelo uso contínuo da monocultura, enquanto a
degradação das pastagens pode estar ligada à
nutrição de plantas.
• Nesse caso, a rotação com culturas anuais
adubadas e pastagem pode ser indicada para
a re-adequação química do solo e a produção
de grãos e forragens, importantes na
integração agropecuária.
Sistemas intensivos de integração
agropecuária para solos argilosos

• São sugeridos quatro sistemas de rotação de culturas anuais


e pastagem, dependendo da importância econômica de
exploração dada pelo produtor (Tabelas 2.3, 2.4, 2.5 e 2.6).
Sistemas de integração agropecuária para
solos arenosos e mistos

• Os solos de textura média, em especial os situados no noroeste


do Paraná, constituem-se num ambiente frágil, do ponto de
vista agrícola, e, devido a isso, não são indicados para o cultivo
da soja em monocultura, por apresentarem o grande
inconveniente de favorecer os processos erosivos.
Sistemas de integração agropecuária para
solos arenosos e mistos

• Genericamente, nas condições desses solos pode-se cultivar


pastagem, nos seguintes sistemas:
a) exclusivo,
b) misto com lavouras anuais,
c) consorciado e
d) silvopastoril.
Sistemas de integração agropecuária para
solos arenosos e mistos
• Em condições de limitação de fertilidade do solo,
a exploração de pastagem conduz à degradação
do mesmo.

• Isso indica que, para tornar o ambiente


sustentável, há necessidade do desenvolvimento
de técnicas de recuperação da fertilidade do
solo, para torná-lo apto ao desenvolvimento de
pastagens.

• Assim, existem vários caminhos, entre eles o


cultivo de culturas anuais adubadas, inclusive a
soja.
Sistemas de integração agropecuária para
solos arenosos e mistos
• Nessas condições, devem ser implantadas,
preferencialmente, em semeadura direta.

• Quando houver necessidade de abertura de área


ocupada com pastagem, ela deve ser efetuada ao
final do período das águas e práticas
conservacionistas devem ser implantadas como
parte do planejamento, utilizando espécies
forrageiras de outono/inverno, para cobertura do
solo. A implantação das culturas anuais de verão
devem ser obrigatoriamente em semeadura
direta.
Sistemas de integração agropecuária para
solos arenosos e mistos

• Na constituição de sistemas com a soja, a título de sugestão,


são apresentados dois modelos de rotação de pastagem e
culturas anuais.
Sistemas de integração agropecuária para
solos arenosos e mistos

• O primeiro, constante da Tabela 2.7, é especialmente


indicado para recuperação ou renovação de pastagens.

• O segundo, constante da Tabela 2.8, é indicado,


principalmente, para os casos de parceria ou arrendamento
rural.
Sistemas de integração agropecuária para
solos arenosos e mistos

• Deve-se, também, observar:

a) a aveia preta implantada na primeira fase deve ser adubada e


pode ser implantada no sistema mínimo ou convencional de
preparo do solo;

b) o milheto solteiro, ou em consórcio com guandu, deve ser


semeado até 10/03 e, precedido por milho precoce semeado até
10/10;
c) na soja, é imprescindível a utilização de inoculante; e

d) após o segundo cultivo de verão, é indispensável nova análise


química do solo.
•  http://www.cnpso.embrapa.br/producaosojaPR/rotacao.htm
•Para a obtenção de máxima eficiência, na
melhoria da capacidade produtiva do solo,
o planejamento da rotação de culturas
deve considerar, preferencialmente,
plantas comerciais e, sempre que possível,
associar espécies que produzam grandes
quantidades de biomassa e de rápido
desenvolvimento, cultivadas isoladamente
ou em consórcio com culturas comerciais.
• Nesse planejamento, é necessário considerar que não basta
apenas estabelecer e conduzir a melhor seqüência de culturas,
dispondo-as nas diferentes glebas da propriedade.

• É necessário que o agricultor utilize todas as demais


tecnologias à sua disposição, entre as quais destacam-se:
técnicas específicas para controle de erosão;
calagem, adubação;
qualidade e tratamento de sementes,
época e densidade de semeadura,
cultivares adaptadas,
controle de plantas daninhas, pragas e doenças.
Seleção de espécies para compor
esquemas de rotação

Um esquema de rotação deve ter flexibilidade, de modo a


atender as particularidades regionais e as perspectivas de
comercialização dos produtos.

O uso da rotação de culturas conduz à diversificação das


atividades na propriedade, possibilitando estabelecer esquemas
que envolvam apenas culturas anuais, tais como: soja, milho,
arroz, sorgo, algodão, feijão e girassol, ou de culturas anuais e
pastagem.

Em ambos os casos, o planejamento da propriedade a médio e


longo prazos faz-se necessário para que a implementação seja
exeqüível e economicamente viável.
• As espécies vegetais envolvidas na rotação de cultura, devem
ser consideradas do ponto de vista de sua exploração comercial
ou destinadas somente à cobertura do solo e adubação verde.

A escolha da cobertura vegetal do solo deve, sempre que


possível, ser feita no sentido de obter grande quantidade de
biomassa.
Plantas forrageiras, gramíneas e leguminosas, anuais ou
semiperenes são apropriadas para essa finalidade.
Além disso, deve se dar preferência a plantas fixadoras de
nitrogênio, com sistema radicular profundo e abundante, para
promover a reciclagem de nutrientes.
• A seleção de espécies deve basear-se na diversidade
botânica.
• Plantas com diferentes sistemas radiculares, hábitos
de crescimento e exigências nutricionais podem ter
efeito na interrupção dos ciclos de pragas e doenças,
na redução de custos e no aumento do rendimento da
cultura principal (soja).
• As principais opções são milho, sorgo, milheto
(principal espécie cultivada em sucessão: safrinha) e,
em menor escala, o girassol.
• Para a recuperação de solos degradados, indicam-se espécies
que produzam grande quantidade de massa verde e tenham
abundante sistema radicular.

• Para isso, lançar mão de consorciação de culturas comerciais e


leguminosas, como por exemplo, milho-guandu, ou de mistura
de culturas para cobertura do solo, como por exemplo,
braquiária + milheto, e seqüências de culturas de grande
potencial para produção de biomassa.

• Para estabelecer o consórcio milho-guandu, semear milho


precoce em setembro-outubro e, cerca de 30 dias após a
emergência do milho, semear o guandu nas entrelinhas do
milho.
Consorciação e rotação de
culturas
Os sistemas de cultivos múltiplos ou policultivos com culturas
anuais e fruteiras, agroflorestais e agrosilvipastoris tem sido
amplamente utilizados nas regiões tropicais, pelos pequenos
produtores.

A difusão desses sistemas tem como base as vantagens


apresentadas pelos mesmos, em relação aos monocultivos,
como o de promover maior estabilidade da produção, melhorar
a utilização da terra, melhorar a exploração de água e
nutrientes, melhorar a utilização da força de trabalho,
aumentar a eficiência no controle de ervas daninhas, aumentar
a proteção do solo contra erosão e disponibilizar mais de uma
fonte alimentar e de renda.
• A mandioca é importante como cultura consorte, pelo seu ciclo
vegetativo longo, crescimento inicial lento, variedades com
hábito de crescimento ereto e vigor de folhagem médio,
caracterizando as possibilidades de consórcio, principalmente
com culturas anuais.
• O plantio de culturas associadas nesses policultivos, em uma
mesma área, deve ser feito procurando distribuir o espaço da
lavoura o mais conveniente possível, buscando uma baixa
competição entre plantas pelos fatores de produção como luz,
água e nutrientes.
• Essa distribuição das linhas de plantio dependerá das
características agronômicas de cada uma das culturas
envolvidas na consorciação, especialmente o ciclo vegetativo,
as épocas de cultivo distintas e o porte das plantas.
• De modo geral, as culturas a serem consorciadas ou os sistemas a
serem utilizados pelo produtor são determinados por aspectos
econômicos regionais e pelas próprias atividades produtivas na
propriedade.
• A mandioca pode ser utilizada em policultivos com culturas anuais,
perenes, agroflorestais e agrosilvipastoris.
Aveia (à esq.) ao lado da plantação
de trigo: rotação de culturas com
soja e milho no verão
• No gráfico abaixo encontram-se os resultados de
avaliações de produção de uma braquiária em várias
situações: degradada (com nove anos de implantada e
de pastejo), após uma gradeação (prática infelizmente
muito comum como processo de recuperação),
adubada (com apenas 100 kg/ha de sulfato de
amônia) e recuperada (após uma cultura de soja). São
dados da Estância Cristina, em Uberaba (MG),
mostrando que, após a soja, a Braquiaria Brizanta teve
seu potencial de produção de carne aumentado de 72
kg/ha para 454 kg/ha. E o potencial de produção de
leite passou de menos de 800 l/ha para quase 5.000
l/ha.
• Na figura abaixo pode-se ver o resultado de dois anos de pastagem
de braquiária, interrompendo a monocultura da soja, em
experimento conduzido pela The Nature Conservancy na fazenda
Sucuriú, em Chapadão do Céu (GO).
• A produtividade aumentou 14% e o consumo de defensivos caiu 70%.
A palhada, representada pelos restos de uma pastagem dessecada com Roundup,
vem solucionar um dos problemas crônicos da agricultura sob PD, que é a
deficiência de palhadas, base para o sucesso de qualquer programa de PD. E este
talvez seja o grande benefício que a pecuária traz para o sistema. Inúmeros outros
são meramente decorrência da produção de palha: supressão de plantas daninhas
(alelopatia), reciclagem de nutrientes (extraídos de camadas profundas graças ao
sistema radicular dos capins), retorno de matéria orgânica ao solo (com seus
benefícios físicos e químicos na fertilidade e estrutura dos agregados) etc.
• Muito tem sido comentado sobre a Integração
Lavoura/Pecuária (ILP) ultimamente, o que pode ser o
reflexo de que, finalmente, o mercado está começando a
entender a profundidade e o alcance deste sistema de
produção.
• Na realidade, a ILP não é uma proposta nova, já que há
muito tempo tem sido utilizada como forma de amortizar os
custos da reforma de uma pastagem, geralmente através das
tradicionais parcerias entre pecuaristas (donos da terra) e
agricultores (arrendatários).
• Neste panorama, a grande novidade é a adoção do Plantio
Direto (PD) como ferramenta básica para agregar valores ao
sistema, agronômica, econômica e ambientalmente falando.
Definição

• definição dos alicerces da ILP, que se baseia na melhor


utilização dos recursos disponíveis na propriedade,
permitindo, com baixo investimento e tecnologia disponível,
otimizar os parâmetros agronômicos, econômicos e
ambientais da atividade.
• Dentre os benefícios do sistema podemos enumerar três
grupos:
Benefícios da pecuária para a agricultura;
Benefícios da agricultura para a pecuária;
Benefícios do Plantio Direto.
Benefícios da pecuária para a agricultura.
Várzea e drenagem completamente assoreadas como
resultado da erosão superficial (laminar)) com solos
superficiais submetidos a manejo agrícola inadequado
(contínuo revolvimento, falta de curvas de nível, não
utilização de rotação de culturas e da prática de plantio
direto).
CANOLA
A canola é uma planta do gênero Brassica (como o repolho e
couve), possuindo de 40 a 46% de óleo.
• Também serve como farelo com 34 a 38% de proteína,
excelente suplemento protéico na fórmula de rações.
• Médicos e nutricionistas indicam o óleo como melhor
composição de ácidos graxos para pessoas interessadas em
dietas saudáveis.
• No Brasil se cultiva apenas canola de primavera, que foi
desenvolvida por melhoramento genético convencional de
colza.
• É uma alternativa para diversificação e geração de renda no
período de inverno, nos sistemas de rotação de culturas das
regiões tritícolas da região Sul do Brasil.
ROTAÇÃO DE CULTURAS:
• Planeje a rotação lembrando que se deve esperar 20 dias entre a colheita de
canola e a semeadura de soja ou de milho.
• A canola tende a reduzir a severidade das doenças do trigo cultivada no inverno
seguinte.
• Aproveite o cultivo de canola para reduzir a infestação com gramíneas, de
controle difícil ou caro nos cultivos de trigo e outros cereais.
• Preferencialmente devera ser adota a seqüência de culturas soja, canola, milho,
trigo, pois apresenta diversas vantagens no controle de doenças e manejo de
culturas.
• Contribuindo desta forma para o aumento da lucratividade e sustentabilidade.
Milho em sucessão a soja, Faz. Pau
do Monjolo, Itapecirica-MG
Soja em sucessão ao
Milho,
Milheto após a cultura do milho na
Faz. Braúnas, Funilândia-MG
Soja em plantio direto sobre
palhada de milheto, Faz.
Massambará, Pains-MG
Colheita de milheto para silagem
Área de sorgo plantado na Fazenda
Massambará, Pains-MG
Crotalária plantada na fazenda
Agropeva
Manejo da crotalária, Fazenda
Agropeva
Corte de aveia na Fazenda São
João, Inhaúma-MG
Aveia amarela, Fazenda São João,
Inhaúma-MG
Trigo campo experimental da
COOPADAP, São Gotardo-MG
Safrinha

• A correta escolha da cultura que desempenhará o papel de


safrinha também é uma opção, não apenas para viabilizar o
processo produtivo desta, mas para formação de palhada
para o cultivo do verão seguinte.
• A seleção deverá ser feita visando o tipo de exploração,
levando em consideração os seguintes fatores:
Quantidade e qualidade de massa produzida;
Agressividade de desenvolvimento do sistema radicular;
Rápido desenvolvimento inicial;
Ter boa sanidade;
Não ser hospedeira de pragas;
Safrinha

Facilidade para produção de sementes;


Aptidão para ser incluída num esquema de
sucessão/rotação com as culturas econômicas principais;
Permitir fácil implantação da cultura subseqüente;
Possibilidade de incluí-la no plano de trabalho da
propriedade, sem necessidade de onerar com aquisição de
novas máquinas.
• A safrinha e/ou a cobertura de inverno podem ter três
finalidades principais: produção de grãos, pasto ou forragem
de inverno e geração de palha para cobrir o solo.
Relação Carbono/Nitrogênio

• A relação entre a proporção de carbono e de


nitrogênio na palha e nos restos culturais é
denominada Relação C/N.
• A relação C/N e o conteúdo de lignina são fatores
que governam boa parte do processo de
decomposição dos restos culturais afetando a
disponibilidade de nitrogênio para as culturas em
sucessão (Alexander, 1977; Heizmann, 1985;
Bruulsema & Christie, 1987).
Relação entre carbono e nitrogênio (C/N) na matéria seca de
plantas cultivadas. Nf: nabo-forrageiro; Er: ervilhaca; Tr:
tremoço; Se: serradela; Ce: centeio; Ap: aveia-preta; Tri: trigo;
Mi: milho (várias fontes)
Relação entre carbono e nitrogênio (C/N) da palha
de várias plantas cultivadas durantes o processo
de decomposição (várias fontes)
Efeito de culturas de inverno sobre a produção de soja (média
de 4 anos) na região dos Campos Gerais, PR (Neto et  al.
1994)
Ta: tremoço-azul; Er: ervilha; Erv: ervilhaca; Ap: aveia-preta;
Ab: aveia-branca; Az: azevém; Ser: serradela; Tr: trigo; Cen:
centeio; Tri: triticale; Nf: nabo-forrageiro; Can: canola
Sucessão de culturas e
produção

• As culturas e os resíduos de plantas que antecedem


a cultura principal podem influenciar no seu
crescimento e produção.
• Os efeitos podem ser positivos ou negativos,
variando com clima, solo, fatores desconhecidos e
as combinações de sucessão.
• Os efeitos também variam com o intervalo de
tempo entre a dessecação ou roçada e a morte das
plantas e a semeadura das culturas que a sucedem.
• Em geral o efeito mais intenso de fitotoxinas ocorre
na fase logo após a dessecação.
• A rotação de culturas assume um papel extremamente
importante à viabilização do sistema de plantio direto,
principalmente com relação ao controle de pragas, doenças
e produção de palha.
• Além disso, segundo Santos et al (1993), a rotação permite o
controle natural de plantas daninhas, através de substâncias
químicas e efeito físico das coberturas, permite um melhor
aproveitamento energético das calorias investidas e uma
melhor rentabilidade da propriedade agrícola.
• Na implantação do sistema de plantio direto, para que o
esquema de rotação de culturas promova benefícios na
superfície do solo deve se ter a manutenção permanente de
uma quantidade mínima de aproximadamente 4 a 6 t/ha de
matéria seca.
Tabela de teores de nutrientes necessários para a produção
de um tonelada de grãos e retorno via palha para cada
tonelada de grãos (milho, soja, feijão e trigo) ou de matéria
seca (aveia preta e ervilha) produzida.
Objetivos do uso de cobertura do
solo (Calegari,1994)
• Promover a formação de cobertura vegetal, impedindo o impacto direto das
gotas de chuva no solo e quebrando a energia cinética da chuva.
• Manutenção da umidade do solo, diminuindo as perdas por evaporação.
• Aumentar a infiltração de água no solo, diminuindo o escorrimento
superficial.
• Buscar uma melhor estruturação do solo (melhor agregação, maior
aeração), favorecendo os cultivos posteriores.
• Implementar a reciclagem de nutrientes no solo.
• Melhorar o controle de plantas invasoras, cultivando plantas de cobertura
com alto grau de competitividade.
• Aumentar o teor de matéria orgânica do solo, melhorando características
físicas, químicas e biológicas do solo.
• Os objetivos do uso de plantas de cobertura do solo estão intrinsecamente
ligados às vantagens trazidas pelo uso e acúmulo de cobertura do solo.
Desvantagens do uso da palha

• De acordo com Gassen & Gassen (1996), pode-se citar as


seguintes desvantagens no uso da palhada:
Dificultar a semeadura.
Sobrevivência de patógenos de plantas cultivadas.
Imobilização de nitrogênio no início do plantio direto.
A possibilidade de causar alelopatia negativa sobre as
culturas seqüentes.
Risco de fogo.
• Outros autores complementam que as desvantagens podem
ser superadas com uso adequado de semeadoras, rotação
de culturas para evitar as doenças, a suplementação de
nitrogênio e o manejo adequado para cada sistema de
sucessão de culturas.
Características e produtividade de matéria
seca de espécies de cobertura utilizadas
no Paraná
Plantio Direto de Milho sobre
Palhada de Braquiária