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As mãos são portadoras de símbolos importantes e abrangentes.

Através de delicados gestos, as mãos de mestres e sábios de


todo o mundo revelaram a sua sabedoria e seu contato com
dimensões superiores.
O gesto em que o polegar está
curvado e os outros dedos
esticados. Simboliza as cinco
energias do mundo. O polegar
simboliza o controle da
energia física; os outros quatro
dedos, respectivamente, a
liberação das energias
emocionais e espirituais.
Simboliza uma coroa, árvores,
raio e trovão, Indra, o rei dos
deuses, uma lâmpada, uma
pomba, um corpo, uma flecha,
uma flor Ketaki, aquilo que
gira, a maneira de voar de
determinadas aves, a
adoração dos pés do guru, um
asceta, uma porta; Indra, que
segura seu machado de pedra
sem o dedo anular.
Simboliza folhas, uma mesa
para escrever ou pintar, uma
faca, a margem de um rio, o
número 2, uma bandeira, um
punhal, a entrada de um
templo, os chifres de um touro.
A separação de homem e
mulher, insurreição, ilusão,
mentira, roubar, a morte, um
piscar de olhos, ser diferente,
estar em desacordo, a tristeza
causada por precisar dormir
sozinho, um erro, cair,
alheamento, lágrimas.
O pescoço de um pavão, a
cabeça de um pavão, uma ave,
um augúrio bom ou mau, um
sinal decorativo na testa, a testa,
a água de um rio, um assunto
sagrado, uma discussão sobre
textos religiosos.
A lua no oitavo dia
depois da lua nova,
a mão que envolve
um pescoço, um
prato, uma cinta, um
rio, a origem, o
nascimento, uma
meditação, orações,
contato físico, a
saudação de
pessoas simples, uma
imagem divina
consagrada, uma
lança, um
pensamento, medo,
preocupação.
Significa beber
veneno, néctar,
ambrosia, etc;
vento forte,
devastação.
Atirar uma flecha, arremesar
uma lança, a recordação de
uma moradia ou de um país,
saudade, o despojar-se de
características fracas do
caráter, trair um segredo,
pronunciar palavras místicas,
uma aparição horrível, um
ataque de cólera, “não-eu”,
“não-você”, “isso não deve ser
feito”. Este mudra é atribuído a
Parvati, esposa de Shiva, que
durante uma discussão amorosa
teria utilizado este gesto.
Constância, imobilidade,
firmeza, dureza, coragem,
energia, teimosia,
agressividade, desejo de luta,
a lua, agarrar com força.
Mushti é atribuído a Vishnu,
que utilizou este gesto na luta
contra Madhu.
Significa o deus do amor, um
arco, certeza, determinação,
um dom, o lábio superior, um
dente, embaraçõ, entrada,
perguntar, falo, poder dizer não,
recordação, sugerir, narrar,
uma série de abraços
amorosos, o badalar dos sinos,
calar, um marido, consciência,
expressar algo íntimo, abrir o
cinto, o amado.
O gesto simboliza a deusa da fortuna,
da beleza e do bem-estar, que segura
uma flor de lótus em cada mão. A
deusa da linguagem criativa, do
saber, da arte e das ciências,
representada com um alaúde,
tocando címbalos, ordenhando vacas,
segurando a ponta de um vestido, que
está ali, graciosa, cobrindo a cabeça
com um sari, o rosto oculto sob um
véu. Este gesto foi utilizado por Vishnu
para arrastar a montanha Mandara.
Significa segurar um cordão
de pérolas ou uma
guirlanda de flores, colher
flores, tensionar um arco,
oferecer folhas de bétel, a
preparação da pasta de
madeira de sândalo, usar
perfume, falar, lançar um
olhar para algo ou alguém,
puxar uma flecha, tensionar
lentamente um arco,
distribuição de folhas de
bétel dobradas.
Katakamukha foi utilizada
por Shiva quando atingiu
Guha com o tiro de arco.
O número 1, unidade, o número 100,
o sono, uma cidade, um bastão, um
corpo, um guarda-chuva, meditação
sobre a extrema realidade, o sol, o
mundo, o universo, dizer sim, solidão,
um aviso ou ameaça, admirar-se,
surpresa, uma trança de cabelos,
aptidão, uma mão, prova crítica,
diferenciação, o fim do dia, o fim de
tarde, rufar de tambores, ramalhete
de flores, plantas rasteiras, curvas, as
várias maneiras de falar, gestos para
cólera,, suor, brincos, correntes,
orgulho, separação, briga, o terceiro
olho de Shiva, cada tipo de
movimento sinuoso. Este mudra foi
utilizado por Brahma quando ele
disse: “Eu Sou único.”
Quando no gesto da agulha o
polegar é esticado, este mudra
chama-se “a lua crescente” ou
Chandrakala. Significa a lua, o
rosto, a coroa de Shiva, um país,
uma região, o Ganges, um cajado,
uma clava.
Significa um botão de lótus, uma bola, os seis
redondos de uma mulher, um movimento em
forma de círculo, o botão de uma flor, uma curva,
um ovo, um ramalhete de flores, uma panela, a
fruta de uma árvore de Kapittha (maça-de-
elefante) e muitas outras frutas, uma flor de Java,
uma rosa da China; espalhar flores, acender a
pira funerária.
Significa uma cobra, pasta de
madeira de sândalo, uma voz
calmante, afagar um elefante,
oferecer água a um deus ou
sábio, os braços de um lutador
ou atleta, espargir água,
alimentar alguém, cuidar
amorosamente de alguém,
lavar o rosto, oferecer, beber ou
verter água, acariciar seios de
mulher, timidez, esconder uma
cirança, Pranayama (exercício
respiratório), dizer “é verdade”.
Significa mulheres, pômulos, uma
roda, limites que não podem ser
ultrapassados, medo das leis,
briga, um vestido, um sinal
religioso na testa, ou seja, as três
linhas horizontais que os shivaístas
têm na testa, um alaúde, uma
massagem nos pés, a cabeça de
um veado, todas as propriedade,
um encontro, um templo do amor,
os órgãos sexuais femininos,
passear, andar à toa, viajar,
caminhar, aqui, agora, chamar o
amado.
O número 6, a construção
de uma ponte, tapar,
esconder, juntar, oferecer
água ao avô, aceitar
presentes, comida dos
brâmanes.
Uma pequena
campainha, as pulseiras
sonoras das crianças, uma
ave que deve conseguir
sua alimentação dos raios
da lua, uma noz de bétel,
os seis de uma menina
muito jovem, um lírio
d’água branco, um cuco
que anuncia a estação
das chuvas, um coco,
sininhos, as formas das
frutas ainda não maduras,
as palavras ditas por
mulheres iradas.
Simboliza a flor de lótus totalmente aberta,
seios, frutos de várias árvores, separação de
uma pessoa amada, um espelho, lua cheia,
beleza, uma cidade, ira, um lago, um aplique
de cabelo, uma carroça, bolas de gude,
tumulto, instruções, presunção, adulação,
elogio, saudade, um movimento circular,
recusa, mulheres entre si. Este mudra foi
utilizado por Krishna quando ele roubou
manteiga e leite.
Fonte:
“Mudras – As Mãos como Símbolo do Cosmos
Ingrid Ramm-Bonwitt Delaine